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PROFLOX

SIGMA PHARMA

Atualizado em 09/12/2014

Composição de Proflox

cada comprimido de 250, 500 e 750 mg contêmrespectivamente 250 mg, 500 mg e 750 mg de ciprofloxacino (na forma de cloridrato). Excipiente (polivinilpirrolidona, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, amido, dióxido de titânio, hidroxipropilmetilcelulose) q.s.p. 1 comprimido.

Posologia e Administração de Proflox

salvo prescrição médica contrária, são recomendadas as seguintes doses de Proflox: infecções1 das vias urinárias inferiores e superiores: leve/moderada: 125 mg/12 h, durante 1-3 dias; grave/complicada: 250-500 mg/12 h, durante 3-5 dias. Bacteriúrias assintomáticas: 500 mg em dose única. Gonorréia2: 500 mg em dose única. Infecções1 da próstata3: leve/moderada: 500 mg/12 h, durante 15 dias; grave/ complicada: 750 mg/12 h, durante 30 dias. Infecções1 ginecológicas e obstétricas: 500 mg/12 h, durante 5 dias. Diarréias infecciosas agudas: leve/moderada: 500 mg/12 h, durante 3 dias; grave/complicada: 500 mg/ 8 h, durante 5 dias. Infecções1 ORL e maxilofaciais: leve/moderada: 500 mg/12 h, durante 5 dias; grave/complicada: 750 mg/12 h, durante 7-10 dias. Infecções1 do trato respiratório: leve/moderada: 500 mg/12 h, durante 5 dias; grave/complicada: 750 mg/12 h, durante 7-10 dias. Infecções1 dos ossos (osteomielites): leve/moderada: 500 mg/12 h, durante 30 dias; grave/complicada: 750 mg/12 h, durante 60 dias. Cirurgia urogenital4 (profilaxia pré-operatória): com bacteriúria5 antes da cirurgia: 500 mg em 2 h antes da cirurgia, durante 3-9 dias; sem bacteriúria5 antes da cirurgia: 500 mg/12 h iniciando 1 dia antes em dose única. Nos casos de infecção6 grave (p. ex.: infecções1 recidivantes7 em pacientes com fibrose cística8, infecções1 abdominais, osteomielite9 e infecções1 articulares) causadas por Pseudomonas, Straphylococcus ou Streptococcus, a dose de Proflox aconselhada é de 750 mg a cada 12 horas. Nos pacientes idosos a dose deve ser reduzida ao mínimo, em função da gravidade do quadro infeccioso e do clearance de creatinina10. Proflox é indicado nas pneumonias causadas por Klebsiella, Enterobacter, Proteus, Pseudomonas, Haemophilus, Branhamella, Legionella e Staphylococcus. No entanto, Proflox não é o antibiótico de escolha para o tratamento das pneumonias por pneumococos em pacientes ambulatoriais. Em relação às infecções1 otorrinolaringológicas, Proflox está indicado na otite média11 e nas infecções1 dos seios paranasais12 (sinusite13), quando causadas por Gram-negativos, incluindo Pseudomonas ou por Staphylococcus. No tratamento da otite externa14 maligna, Proflox deve ser administrado na dose de 750 mg a cada 12 horas por 6 semanas, em monoterapia ou em combinação com rifampicina. Nas infecções1 do trato urinário15 provocadas por Chlamydia, a dose de Proflox deve ser aumentada para 750 mg a cada 12 horas. Na bacteriúria5 assintomática, nas infecções1 do trato urinário15 não complicadas e nas infecções1 simples do trato gastrintestinais, pode-se administrar até 500 mg de Proflox em dose única diária. Para pacientes16 com peritonite17 em diálise18 peritonial ambulatorial contínua (CAPD), a dose diária recomendada é de 500 mg, 4 vezes ao dia, ou 50 mg/l dialisados intraperitonealmente, 4 vezes ao dia. Posologia na insuficiência renal19 e hepática20: no caso do clearance de creatinina10 ser inferior a 20 ml/min, ou a creatinina10 sérica maior de 3 mg/100 ml, deve-se administrar metade da dose diária recomendada, em dose única, ou dividida em duas doses. Nos pacientes com insuficiência renal19 e hepática20 associadas, o mesmo esquema posológico deve ser observado, além da eventual determinação das concentrações séricas de Proflox. Pacientes com insuficiência renal19 em hemodiálise21 devem receber metade da dose diária recomendada, em uma única administração, após a diálise18. Pacientes com insuficiência hepática22 isolada não necessitam de alterações na posologia. - Instruções de uso: os comprimidos de Proflox podem ser ingeridos com água, leite, suco de frutas, independentemente das refeições. - Superdosagem: medidas usuais de emergência23 são recomendadas. Hemodiálise21 transperitoneal também é possível.

Precauções de Proflox

em caso de acidente vascular cerebral24, Proflox poderá ser administrado somente após ter sido instituída terapêutica25 anticonvulsivante adequada. Em pacientes com idade avançada, Proflox deve ser utilizado com cautela. Em pacientes portadores de lesões26 prévias do sistema nervoso central27, tais como, epilepsia28, baixo limiar convulsivo, história de crise convulsiva, isquemia29 cerebral, alterações estruturais cerebrais ou acidente vascular cerebral24. Proflox deve ser utilizado somente após considerar-se cuidadosamente a relação risco/benefício, uma vez que estes pacientes são susceptíveis a apresentarem efeitos secundários em nível do sistema nervoso central27. Interações medicamentosas: a administração concomitante de antiácidos30 contendo magnésio, alumínio ou cálcio reduz a absorção do ciprofloxacino. Portanto, Proflox deve ser administrado de 1 a 2 horas antes da ingestão de antiácidos30 ou pelo menos 4 horas depois. Esta restrição não se aplica no caso de bloqueadores dos receptores H\dn4 2 ou dos inibidores da bomba de prótons. Proflox administrado simultaneamente com teofilina pode acarretar um aumento indesejável da concentração plasmática da mesma, podendo dar origem aos efeitos colaterais31 induzidos pela teofilina. Nos casos em que a administração simultânea seja indispensável, é necessária a monitorização das concentrações séricas de teofilina e a conveniente redução da dose. A associação de doses elevadas de quinolonas com alguns antiinflamatórios não esteróides, mas não com o ácido acetilsalicílico, pode causar convulsões. Em casos isolados, após a administração concomitante de ciprofloxacino e ciclosporina, foram observados aumentos transitórios da concentração de creatinina10 sérica, tornando necessário o controle rigoroso destes níveis (2 vezes por semana). O uso associado com warfarina pode intensificar o efeito desta substância.

Reações Adversas de Proflox

efeitos sobre o trato gastrintestinal: vômito32, náusea33, diarréia34, dispepsia35, dores abdominais, flatulência e anorexia36. Diarréia34 grave e contínua, durante ou após a terapêutica25, pode ser decorrência por colite37 pseudomembranosa, a qual exige imediata interferência médica. A terapêutica25 com Proflox deve ser interrompida e instituída medicação apropriada (p. ex.: tratamento com vancomicina por via oral). São contra-indicados medicamentos inibidores do peristaltismo38 intestinal. - Alterações laboratoriais: especialmente em pacientes com hepatopatia prévia pode ocorrer discreto aumento das transaminases séricas e da fosfatase alcalina39, bem como icterícia40 colestática, elevação transitória da uréia41, da creatinina10 e das bilirrubinas42 séricas, hiperglicemia43 e, em casos isolados, cristalúria e hematúria44. Efeitos sobre o sistema nervoso central27: tontura45, cefaléia46, cansaço, insônia, estado de excitação, tremor. Em casos muito raros: disestesia47, estado de angústia, crise convulsiva, sudorese48, desequilíbrio, pesadelo, confusão mental, depressão, alucinações49, alterações do paladar50 e do olfato, perturbações visuais (diplopia51, modificação da visão52 das cores) e reações psicóticas. Estas reações manifestam-se por vezes logo após a primeira administração. Nesses casos, deve-se suspender imediatamente o tratamento com Proflox e informar o médico. - Reações de hipersensibilidade: reações dermatológicas: erupção53 cutânea54 (exantema55, eritema56), prurido57, edema58 facial e febre59. Em casos muito raros reação anafilática60 (p. ex.: edema58 lingual, da glote61, dispnéia62 e choque63 grave). Nestes casos, a terapêutica25 deve ser interrompida imediatamente e instituído o tratamento adequado. Em casos isolados foram observadas petéquias64, vesículas65 hemorrágicas66 e pápulas67 com crostas como expressão de vasculite68, síndrome de Stevens-Johnson69 e hepatite70; muito raramente, alterações hepáticas71 graves inclusive hepatocelular. Também foram relatadas fototoxicidade ou fotoalergia (p. ex.: exantema55 bolhoso em locais expostos à luz solar). Efeitos sobre os componentes do sangue72: anemia73, leucopenia74, eosinofilia75 e, em casos muito raros, trombocitose76, alterações dos níveis de protrombina77. - Efeitos sobre o sistema cardiocirculatório: em casos muito raros, taquicardia78, rubor, lipotimia79 e enxaqueca80. Efeitos sobre os rins81: lesão82 tubular renal83, nefrite84 intersticial85 e alterações da função renal83, podendo progredir para insuficiência renal19 transitória, foram observados em casos extremamente raros. - Reações locais: em casos raros, flebite86. Outros: dores articulares, mialgias87, tendinite88, fotossensibilidade discreta e alteração transitória da acuidade auditiva, especialmente para ruídos de alta freqüência. Este medicamento pode alterar a capacidade de reação ao conduzir automóveis ou operar máquinas. Este efeito é potencializado se houver ingestão concomitante de álcool.

Contra-Indicações de Proflox

não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade ao ciprofloxacino ou a outros derivados quinolônicos. Não existem dados suficientes sobre sua utilização no período de gestação e lactação89.

Indicações de Proflox

tratamento de patologias causadas por microorganismos Gram-positivos e Gram-negativos sensíveis, nas seguintes situações: infecções1 das vias urinárias inferiores e superiores, bacteriúria5 assintomática, gonorréia2, infecções1 da próstata3, profilaxia das infecções1 perioperatórias em cirurgia urogenital4, infecções1 ginecológicas e obstétricas, infecções1 agudas do trato gastrintestinal, infecções1 dos tecidos moles, infecções1 dos ossos e articulações90, infecções1 respiratórias, infecções1 otorrinolaringológicas e maxilofaciais.

Apresentação de Proflox

caixas contendo 10 comprimidos revestidos e sulcados de 250, 500 e 750 mg.


PROFLOX - Laboratório

SIGMA PHARMA
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Complementos

1 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
3 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
4 Urogenital: Na anatomia geral, é a região relativa aos órgãos genitais e urinários; geniturinário.
5 Bacteriúria: Presença de bactérias na urina. Normalmente a urina é estéril, ou seja, não contem microorganismos.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Recidivantes: Característica da doença que recidiva, que acontece de forma recorrente ou repetitiva.
8 Fibrose cística: Doença genética autossômica recessiva que promove alteração de glândulas exócrinas do organismo. Caracterizada por infecções crônicas das vias aéreas, que leva ao desenvolvimento de bronquiectasias, insuficiência pancreática exócrina, disfunções intestinais, anormalidades das glândulas sudoríparas e disfunção genitourinária.
9 Osteomielite: Infecção crônica do osso. Pode afetar qualquer osso da anatomia e produzir-se por uma porta de entrada local (fratura exposta, infecção de partes moles) ou por bactérias que circulam através do sangue (brucelose, tuberculose, etc.).
10 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
11 Otite média: Infecção na orelha média.
12 Seios paranasais: Seios paranasais são cavidades preenchidas de ar localizadas no interior dos ossos do crânio e da face, que se comunicam com a cavidade nasal.
13 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
14 Otite externa: Infecção do ouvido que acomete a região da orelha externa, revestida por pele e constituída pelo pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, o qual termina numa membrana chamada tímpano.
15 Trato Urinário:
16 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
17 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
18 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
19 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
20 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
21 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
22 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
23 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
24 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
25 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
26 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
27 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
28 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
29 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
30 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
31 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
32 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
33 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
34 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
35 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
36 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
37 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
38 Peristaltismo: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristalse.
39 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
40 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
41 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
42 Bilirrubinas: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
43 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
44 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
45 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
46 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
47 Disestesia: Distúrbio da sensibilidade superficial tátil.
48 Sudorese: Suor excessivo
49 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
50 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
51 Diplopia: Visão dupla.
52 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
53 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
54 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
55 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
56 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
57 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
58 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
59 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
60 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
61 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
62 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
63 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
64 Petéquias: Pequenas lesões da pele ou das mucosas, de cor vermelha ou azulada, características da púrpura. São lesões hemorrágicas, que não desaparecem à pressão, cujo tamanho não ultrapassa alguns milímetros.
65 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
66 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
67 Pápulas: Lesões firmes e elevadas, com bordas nítidas e diâmetro que varia de 1 a 5 milímetros (até 1 centímetro, segundo alguns autores).
68 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
69 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
70 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
71 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
72 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
73 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
74 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
75 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
76 Trombocitose: É o número excessivo de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitopenia. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é superior a 750.000/mm³ (e particularmente acima de 1.000.000/mm³) justifica-se investigação e intervenção médicas. Quanto à origem, pode ser reativa ou primária (provocada por doença mieloproliferativa). Apesar de freqüentemente ser assintomática (particularmente quando se origina como uma reação secundária), pode provocar uma predisposição para a trombose.
77 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
78 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
79 Lipotimia: Perda temporária da consciência produzida por um déficit súbito da circulação cerebral. Em geral são quadros benignos a menos que sejam produzidos por arritmias cardíacas, em cujo caso necessitam de diagnóstico e tratamento específico.
80 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
81 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
82 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
83 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
84 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
85 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
86 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
87 Mialgias: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
88 Tendinite: Inflamação de um tendão. Produz-se em geral como conseqüência de um traumatismo. Existem doenças imunológicas capazes de produzir tendinite entre outras alterações.
89 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
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