OMEPRAZOL

QIF Quím. Intercontinental Farm.

Atualizado em 09/12/2014

OMEPRAZOL

Composição de Omeprazol

Cada cápsula contém: omeprazol(gastrorresistente) 10 mg/20 mg. Excipiente q.s.p. 1 cápsula.

Posologia e Administração de Omeprazol

Úlcera duodenal1: administrar 20 mg de Omeprazol ao dia, de preferência antes do café da manhã, durante 2 semanas. Caso não ocorra a cicatrização, o tratamento deve prosseguir por mais duas semanas.
Úlcera gástrica2 e esofagite de refluxo3: administrar 20 mg de Omeprazol ao dia, antes do café da manhã, durante 4 semanas. Caso não ocorra a cicatrização, recomenda-se um tratamento adicional de mais quatro semanas.
Observação: nos pacientes refratários4 a outros tratamentos, deve-se administrar 40 mg de Omeprazol ao dia, em tomada única antes do café da manhã, durante 4 semanas para os casos de úlcera duodenal1 e 8 semanas para os casos de úlcera gástrica2 e esofagite de refluxo3 grave, após as quais deverá ocorrer a cicatrização.
Tratamento de manutenção: na prevenção de recidivas5 em pacientes com úlcera gástrica2 e pouco responsivos, recomenda-se administrar 20 mg de Omeprazol ao dia. Em caso de necessidade, a dose pode ser aumentada para 40 mg de Omeprazol uma vez ao dia.
Síndrome de Zollinger-Ellison6: a posologia deve ser adaptada de acordo com a resposta individual de cada paciente, mantendo o tratamento pelo tempo necessário para uma resposta clínica satisfatória e a critério médico. Recomenda-se a dose inicial de 60 mg de Omeprazol ao dia, em tomada única, antes do café da manhã. A maioria dos casos é controlada com doses de 20 a 120 mg ao dia. Posologias superiores a 80 mg/dia devem ser administradas em 2 tomadas diárias. Tratamentos prolongados por mais de 8 semanas, somente são aplicados na síndrome de Zollinger-Ellison6, devendo ser efetuadas verificações periódicas do estômago7 através de endoscopias ou radiografias.
Pacientes idosos ou com função hepática8 ou renal9 comprometidas: não é necessário ajustar as doses.
Manutenção: úlcera duodenal1 e esofagite de refluxo3, 10 mg 1 vez ao dia.
Crianças: ainda não há experiências com o uso de Omeprazol.
Superdosagem: não há informações disponíveis sobre casos de superdosagens.
Doses únicas orais de até 160 mg de Omeprazol em único dia foram bem toleradas. Nos casos de superdosagem grave, proceder ao tratamento sintomático10 do paciente em local especializado.

Precauções de Omeprazol

Gravidez11 e lactação12: Omeprazol não deve ser administrado a mulheres grávidas ou lactantes13. Em caso de necessidade, o médico deve avaliar se o benefício potencial da administração justifica o risco para o feto14. Os estudos em animais, em longo prazo, mostraram a possibilidade de ocorrência de acloridria15 e conseqüente elevação da concentração sérica de gastrina16. Entretanto, isto não se observa no tratamento por curto espaço de tempo, em torno de 2 a 4 semanas, geralmente indicado para a maioria dos casos de úlcera duodenal1. Porém, nos casos de tratamento prolongado, como na esofagite de refluxo3 e na úlcera gástrica2 deve-se dar maior atenção à possibilidade de aumento da concentração da gastrina16. Nos casos de úlcera gástrica2, deve ser verificada a benignidade da lesão17 antes do tratamento. Em pacientes com funções hepática8 e renal9 normais não se observaram alterações nos parâmetros laboratoriais com a administração do Omeprazol. Entretanto, pacientes com funções hepática8 ou renal9 alteradas devem ser monitorizados durante o tratamento com o produto.

Reações Adversas de Omeprazol

Náuseas18, vômitos19, gastroenterite20, obstipação21, flatulência, diarréia22 transitória, cefaléia23, tontura24, sonolência, insônia, fraqueza, dor muscular e rash25 cutâneo26. Houve relatos isolados de ginecomastia27, leucopenia28, trombocitopenia29, angiodema, febre30 e distúrbios visuais. Durante tratamento prolongado tem sido observado aparecimento de cistos glandulares gástricos benignos e reversíveis. Essas reações são de intensidade leve e desaparecem, em geral, com a continuação do tratamento, ou logo após sua suspensão. - Interações medicamentosas: os estudos indicaram que o Omeprazol pode retardar a velocidade do metabolismo31 do diazepam, da fenitoína e da warfarina, drogas metabolizadas por oxidação hepática8. O Omeprazol pode interferir na eliminação de algumas drogas importantes no ponto de vista terapêutico pela inibição do sistema dependente do citocromo P-450 monoxigenase hepática8. Recomenda-se assim que quando do uso simultâneo do Omeprazol com drogas cujo metabolismo31 depende desse sistema, as doses das mesmas sejam ajustadas adequadamente, com a monitorização do paciente. Não foram observadas interações com propranolol, teofilina, lidocaína, quinidina, metoprolol e amoxicilina, mas pode haver interação medicamentosa com outras drogas que também sejam metabolizadas através do sistema enzimático do citocromo P-450. Não foram observadas interações com a administração simultânea de Omeprazol com antiácidos32.

Contra-Indicações de Omeprazol

Em pacientes com hipersensibilidade ao Omeprazol e aos componentes da fórmula

Indicações de Omeprazol

Tratamento da úlcera duodenal1, úlcera gástrica2, esofagite de refluxo3, síndrome de Zollinger-Ellison6 e pacientes refratários4 a outros tratamentos.

Apresentação de Omeprazol

Caixas com 20 cápsulas de 10 mg e caixas com 10 cápsulas de 20 mg.

OMEPRAZOL - Laboratório

QIF Quím. Intercontinental Farm.
Av. Itaboraí, 1425
São Paulo/SP - CEP: 04135001
Tel: (11 )276-6733
Fax: (11 5)589-0236

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Complementos

1 Úlcera duodenal: Lesão na mucosa do duodeno – parte inicial do intestino delgado.
2 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
3 Esofagite de refluxo: É uma inflamação na mucosa do esôfago (camada que reveste o esôfago) causada pelo refluxo (retorno) do conteúdo gástrico ao esôfago. Se não tratada pode causar danos, desde o estreitamento (estenose) do esôfago - o que irá causar dificuldades na deglutição dos alimentos - até o câncer. Portadores de hérnia do hiato (projeção do estômago para o tórax), obesos, sedentários, fumantes, etilistas, pessoas tensas ou ansiosas têm maior predisposição à esofagite de refluxo.
4 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
5 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
6 Síndrome de Zollinger-Ellison: Doença caracterizada pelo aumento de produção de gastrina devido à presença de gastrinoma. O gastrinoma (tumor produtor de gastrina) está localizado na maioria das vezes no pâncreas. A hipersecreção de gastrina produz úlceras pépticas, má digestão, esofagite, duodenojejunite e/ou diarréia. Em 20% dos casos está relacionada com neoplasia endócrina múltipla tipo I (NEM I), que acompanha-se na maioria das vezes de hiperparatireiodismo (80%) e em alguns raros casos de insulinomas, glucagomas, VIPomas ou outros tumores.
7 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
8 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
9 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
10 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
11 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
12 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
13 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
14 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
15 Acloridria: Falta de ácido hidroclorídrico no suco gástrico, apesar da estimulação da secreção gástrica.
16 Gastrina: Hormônio que estimula a secreção de ácido gástrico no estômago. Secretada pelas células G no estômago e no duodeno. É também fundamental para o crescimento da mucosa gástrica e intestinal.
17 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
18 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
19 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
20 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
21 Obstipação: Prisão de ventre ou constipação rebelde.
22 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
23 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
24 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
25 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
26 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
27 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
28 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
29 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
30 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
31 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
32 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.

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