Orthoclone OKT3

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 09/12/2014

Orthoclone OKT®3


Informações ao Paciente

muromonabe-CD3
Solução estéril

Forma Farmacêutica e apresentação
Solução injetável em embalagens com 5 ampolas de 5 mL.

Uso adulto
Apenas para uso intravenoso

Informações Gerais

Marca Comercial: Orthoclone OKT®3
Princípio Ativo: muromonabe-Cd3
Classe Terapêutica1: Imunossupressores

Composição

Cada ampola contém 5 mg de Orthoclone OKT® 3 (1 mg/mL).
Excipientes: água para injetáveis q.s.p., bifosfato de sódio monoidratado, cloreto de sódio,  fosfato de sódio heptahidratado, polissorbato 80.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Como este medicamento funciona?

Orthoclone OKT® 3 impede a reação de rejeição do enxerto2, muito provavelmente pelo bloqueio da função de todas as células3 T, que desempenham um papel importante na rejeição renal4 aguda.
Orthoclone OKT® 3 bloqueia a função do receptor uma molécula (CD3) de 20000 daltons existente na membrana das células3 T humanas, que se admite estar associada, in vitro, com a estrutura de reconhecimento antigênico5 das células3 T, que é essencial para a transdução do respectivo sinal6.  Em ensaios citolíticos in vitro, Orthoclone OKT® 3 bloqueia tanto a geração como a função das células3 efetoras. Ele é um potente mitógeno in vitro em soro7 de vitelo, mas sua mitogenicidade é sensivelmente reduzida em soro7 humano. Orthoclone OKT® 3 bloqueia, assim, todas as funções conhecidas das células3 T. In vivo, ele reage com a maioria das células3 T periféricas e com as células3 T em tecidos do organismo, mas não reage com outras células3 hematopoéticas nem com outros tecidos do organismo.

Por que este medicamento foi indicado?

Orthoclone OKT® 3 é indicado para a profilaxia e o tratamento da rejeição celular aguda do órgão transplantado.

Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações
Orthoclone OKT® 3 é não deve ser utilizado:
- Em pacientes com hipersensibilidade ao muromonabe-CD3, a qualquer outro produto de origem murina ou aos excipientes da formulação;
- Em pacientes com  título de anticorpos8 anti-murinos maior ou igual a 1:1000;
- Em pacientes com insuficiência cardíaca9 (não compensada) ou sobrecarga hídrica evidenciada por radiografia de tórax10 ou por um ganho de peso superior a 3% dentro da semana anterior à administração do Orthoclone OKT® 3;
- Em pacientes com  hipertensão11 não controlada;
- Em pacientes com  histórico de convulsões ou predispostos a tais episódios;
- Em pacientes grávidas (ou com suspeitas de gravidez12) ou pacientes que estejam amamentando.

Advertências
Síndrome13 da Liberação de Citocinas14
Foi observado que a maioria dos pacientes apresentaram uma síndrome13 clínica aguda e temporária associada à administração das primeiras doses de Orthoclone OKT® 3 (particularmente nas primeiras duas ou três doses), denominada Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 (SLC), atribuída à liberação de citocinas14 pelos linfócitos ou monócitos15 ativados. Os sinais16 e sintomas17 mais freqüentes estão relacionados a desde uma indisposição leve, auto-limitada, semelhante a um estado gripal, até, com menor freqüência, uma reação com risco de vida semelhante ao choque18, incluindo graves manifestações cardiovasculares e do SNC19.
Esta síndrome13 inicia-se geralmente 30-60 minutos após a administração de Orthoclone OKT® 3, mas pode ocorrer mais tardiamente, e pode persistir por várias horas. A freqüência e gravidade desta síndrome13 tendem a diminuir com as sucessivas doses de Orthoclone OKT® 3. O aumento da dose ou o reinício do tratamento após uma interrupção podem resultar no reaparecimento da Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 (SLC).
As manifestações clínicas desta síndrome13 incluem: febre20 alta (até 41,7ºC, geralmente em picos), calafrios21/rigidez, cefaléia22, tremor, náusea23/vômito24, diarréia25, dor abdominal, mal-estar, dores musculares e nas articulações26 e fraqueza generalizada. Menos freqüentemente pode-se observar reações dermatológicas menores (por exemplo: rash27, prurido28 etc.) e um amplo espectro de eventos cardiorrespiratórios e neuropsiquiátricos geralmente graves e ocasionalmente fatais (vide "Quais os Males que Este Medicamento Pode Causar").
Os efeitos cardiorrespiratórios podem incluir: dispnéia29 / encurtamento da respiração, broncoespasmo30/respiração com sibilos, taquipnéia31, parada/insuficiência32/angústia respiratória, colapso33 cardiovascular, parada cardíaca, infarto do miocárdio34/angina35, dor/opressão no peito36, taquicardia37 (incluindo ventricular), hipertensão11, instabilidade hemodinâmica38, hipotensão39 (incluindo choque18 profundo), insuficiência cardíaca9, síndrome13 da angústia respiratória do adulto, hipoxemia40, apnéia41, arritmias42 e edema pulmonar43 (cardiogênico e não-cardiogênico).
Edema pulmonar43 importante ocorreu em pacientes com sobrecarga hídrica e naqueles aparentemente euvolêmicos. A patogênese44 do edema pulmonar43 pode envolver todas ou algumas das seguintes condições: sobrecarga hídrica,  permeabilidade45 vascular46 pulmonar aumentada, e/ou redução da contratilidade/complacência do ventrículo esquerdo (isto é, disfunção ventricular esquerda).
Durante o primeiro até o terceiro dia de terapia com Orthoclone OKT® 3, alguns pacientes podem apresentar diminuição aguda e transitória na taxa de filtração glomerular e diminuição da diurese47 com resultante aumento no nível de creatinina48 sérica. A liberação maciça de citocinas14 parece produzir disfunção renal4 reversível e/ou função retardada do aloenxerto renal4. Elevações transitórias nas transaminases hepáticas49 também foram observadas após a administração das primeiras doses de Orthoclone OKT® 3.
Pacientes sob risco de apresentar complicações mais sérias da Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 (SLC) podem incluir indivíduos com as seguintes condições: angina35 instável, recém-infartados ou com doença cardíaca isquêmica sintomática50, insuficiência cardíaca9 de qualquer etiologia51, edema pulmonar43 de qualquer etiologia51, qualquer forma de doença pulmonar obstrutiva crônica, sobrecarga vascular46 intravenosa ou depleção52 de qualquer etiologia51 (por exemplo: diálise53 excessiva, diurese47 intensiva e recente, perda sanguínea etc.), doença vascular46 cerebral, doença vascular46 sintomática50 avançada ou neuropatia54, história de convulsões e choque18 séptico. Deve-se corrigir ou estabilizar tais condições antes de se iniciar a terapia.
Antes da administração de Orthoclone OKT® 3, o estado hídrico do paciente deve ser cuidadosamente avaliado. É imperativo, especialmente antes das primeiras doses, que não haja evidência clínica de sobrecarga hídrica, hipertensão11 não controlada ou insuficiência cardíaca9 descompensada, incluindo radiografia do tórax10 sem evidência de insuficiência cardíaca9 ou sobrecarga hídrica e restrição do peso £ 3% acima do peso mínimo do paciente durante a semana anterior ao tratamento.

Conduta na Síndrome13 de Liberação de Citocinas14
As manifestações da Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 podem ser evitadas ou minimizadas pelo pré-tratamento com 8 mg/kg de metilprednisolona (i.e., alta dose de esteróides), 1-4 horas antes da administração da primeira dose de OKT3 e pela cuidadosa adesão às recomendações de posologia e duração do tratamento. Uma vez que esta síndrome13 pode ocorrer após o reinício do tratamento depois de um intervalo, precauções similares devem ser adotadas nesta situação.
Se a manifestação desta síndrome13 for grave pode ser necessário instituir tratamento intensivo incluindo administração de oxigênio, fluidos por via intravenosa, corticosteróides, aminas vasopressoras, anti-histamínicos, intubação etc.

Reações Anafiláticas55 e Outras Reações de Hipersensibilidade
Podem ocorrer reações anafiláticas55 e anafilactóides após a administração de qualquer dose do tratamento com Orthoclone OKT® 3.
Em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3, têm sido descritas reações graves de hipersensibilidade, ocasionalmente fatais, e/ou reações anafiláticas55 que geralmente ocorrem nos 10 minutos seguintes à administração do medicamento. As manifestações de anafilaxia56 podem parecer semelhantes à Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 descrita acima. Pode não ser possível determinar o mecanismo responsável por quaisquer reações sistêmicas. As reações atribuídas à hipersensibilidade têm sido relatadas menos freqüentemente que aquelas atribuídas à liberação de citocinas14.
As reações de hipersensibilidade aguda podem ser caracterizadas por: colapso33 cardiovascular, parada cardiorrespiratória, perda da consciência, hipotensão39, edema pulmonar43 especialmente em pacientes com sobrecarga hídrica, convulsões ou coma57, taquicardia37, prurido28, urticária58, formigamento, angioedema59 incluindo edema60 facial, laríngeo ou faríngeo, dispnéia29, broncoespasmo30 e obstrução das vias aéreas.
Reações alérgicas graves, incluindo reações anafiláticas55 ou reações anafilactóides têm sido relatadas também em pacientes submetidos a re-tratamento com Orthoclone OKT® 3. O pré-tratamento com anti-histamínicos e/ou esteróides pode não prevenir a anafilaxia56 nestes pacientes. Os possíveis riscos de reações alérgicas decorrentes do re-tratamento devem ser ponderados diante dos benefícios terapêuticos esperados e alternativas disponíveis.
Se houver suspeita de hipersensibilidade, o tratamento deve ser descontinuado imediatamente e não deve ser reiniciado.

Síndrome13 Grave de Liberação de Citocinas14 Versus Reações Anafiláticas55
Pode ser bastante difícil, se não impossível, a distinção entre uma reação de hipersensibilidade aguda (por exemplo: anafilaxia56, angioedema59 etc.) e a Síndrome13 de Liberação de Citocinas14. Os sinais16 e sintomas17 potencialmente importantes que têm início imediato (geralmente em 10 minutos) após a administração de Orthoclone OKT® 3, geralmente são decorrentes de uma reação de hipersensibilidade aguda. Neste caso, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e não deve ser reiniciado. As manifestações clínicas que começam aproximadamente 30 a 60 minutos (ou mais tarde) após a administração de Orthoclone OKT® 3 são, provavelmente, mediadas pelas citocinas14.

Eventos Neuro-Psiquiátricos
Durante a terapia com Orthoclone OKT® 3, foram relatados: convulsões, encefalopatia61, edema60/herniação62 cerebral, meningite asséptica63 e cefaléia22, mesmo após a primeira dose, resultantes em parte da ativação de células3 T e subseqüente liberação sistêmica de citocinas14.
A cefaléia22 ocorre geralmente após as primeiras doses e pode ocorrer em qualquer das síndromes neurológicas descritas neste tópico64 ou por si só.
As convulsões, algumas vezes acompanhadas por perda da consciência, parada cardiorrespiratória ou óbito65, têm ocorrido independentemente ou em conjunto com qualquer uma das síndromes neurológicas descritas neste tópico64. Pacientes pré-dispostos a convulsões podem incluir aqueles com as seguintes condições: necrose66 tubular aguda/uremia67, febre20, infecção68, queda abrupta no cálcio sérico, sobrecarga hídrica, hipertensão11, hipoglicemia69, história de convulsões, desequilíbrio eletrolítico, ou aqueles que estejam recebendo medicamentos concomitantemente que podem, per se, causar convulsões.
Os sinais16 e sintomas17 da síndrome13 de meningite asséptica63 descritos em associação com o uso de Orthoclone OKT® 3 incluem: febre20, cefaléia22, rigidez da nuca e fotofobia70. Aproximadamente um terço dos pacientes com diagnóstico71 de meningite asséptica63 apresentavam sinais16 e sintomas17 concomitantes de encefalopatia61. A maioria dos pacientes com síndrome13 de meningite asséptica63 apresentaram um curso benigno e se recuperaram sem seqüelas permanentes durante ou após o tratamento.
Manifestações de encefalopatia61 podem incluir: disfunção cognitiva72, confusão, embotamento73, estado mental alterado, desorientação, alucinações74 auditivas/visuais, psicose75 (delírios, paranóia), alterações de humor (por exemplo: mania, agitação / agressividade etc.), hipotonia76 difusa, hiperreflexia77, mioclonia78, tremor, asterixe, movimentos involuntários, crises motoras maiores, letargia79/estupor/coma57 e fraqueza difusa. Alguns pacientes com diagnóstico71 de encefalopatia61 também tiveram sintomas17 de meningismo ou cefaléia22.
Edema60 cerebral (e outros sintomas17 de permeabilidade45 vascular46 aumentada, por exemplo: obstrução nasal e tubárea auditiva etc.) tem sido observado em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 e pode acompanhar algumas das outras manifestações neurológicas.
Os pacientes que podem ter um risco maior de reações adversas relacionadas ao SNC19, incluem aqueles: com distúrbios suspeitos ou conhecidos do SNC19 (por exemplo: história de convulsões etc.), com doença vascular46 cerebral (de pequenos ou grande vasos), com condições associadas a problemas neurológicos (por exemplo: traumatismo80 craniano, uremia67 etc.), com doença vascular46 subjacente, ou aqueles que estejam recebendo medicação concomitante que por si só afeta o SNC19.
Os sinais16 ou sintomas17 de encefalopatia61, meningite81, convulsões e edema60 cerebral, com ou sem cefaléia22, têm sido tipicamente reversíveis. Cefaléia22, meningite asséptica63, convulsões e formas menos graves de encefalopatia61 desapareceram em muitos pacientes apesar do tratamento contínuo. Alguns casos de edema60 cerebral fatal com ou sem herniação62 foram relatados. Todos os pacientes devem ser cuidadosamente avaliados quanto a retenção excessiva de líquidos e hipertensão11 antes do início do tratamento com Orthoclone OKT® 3. Monitoração cuidadosa dos sintomas17 neuro-psiquiátricos deve ser realizada durante as primeiras 24 horas após as primeiras injeções de Orthoclone OKT® 3. O tratamento deve ser interrompido se forem observados sintomas17 compatíveis com edema60 cerebral. Raramente têm sido relatadas seqüelas irreversíveis associadas a eventos graves no SNC19 (por exemplo: cegueira, surdez, paralisia82).

Conseqüências da Imunossupressão83
Infecções84/ Transtornos linfoproliferativos induzidos por vírus85
Orthoclone OKT® 3 geralmente é adicionado a regimes terapêuticos imunossupressivos, aumentando, portanto, o grau de imunossupressão83. O aumento da imunossupressão83 pode alterar o espectro de infecções84 observadas e aumentar o risco, a gravidade  e a potencial morbidade86 de complicações infecciosas.
Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para quaisquer sinais16 e sintomas17 sugestivos de infecção68 ou distúrbios linfoproliferativos induzidos por vírus85. A profilaxia anti-infecciosa deve ser considerada em pacientes de alto risco. Se ocorrer infecção68 ou distúrbio linfoproliferativo induzido por vírus85, culturas devem ser preparadas e uma biópsia87 deve ser feita assim que possível. Deve-se imediatamente instituir terapia anti-infecciosa apropriada, e se possível, a terapia imunossupressora deve ser reduzida ou interrompida.
Quando são utilizadas combinações de agentes imunossupressores, as doses de cada agente, incluindo a de Orthoclone OKT® 3, devem ser reduzidas para o nível mais baixo compatível com uma resposta terapêutica1 efetiva a fim de reduzir o potencial e a gravidade da ocorrência de infecções84 e transformações malignas.
Sessões múltiplas e intensivas de qualquer preparação de anticorpos8 anti-células3 T, incluindo Orthoclone OKT® 3, que produzem diminuição profunda da imunidade88 mediada por células3, aumentam o risco de infecções84 oportunistas especialmente por vírus85 herpes (vírus85 herpes simples [HSV], citomegalovírus89 [CMV] e vírus85 Epstein-Barr [EBV]) e por fungos.
A profilaxia anti-infecciosa pode reduzir a morbidade86 associada com certos patógenos potenciais e deve ser considerada para pacientes90 de alto risco. É possível, também, reduzir o risco de infecções84 importantes por citomegalovírus89 e/ou vírus85 Epstein-Barr, evitando-se o transplante de órgão de doadores soropositivos para citomegalovírus89 e vírus85 Epstein-Barr, para pacientes90 soronegativos.

Neoplasia91
Como resultado da depressão da imunidade88 celular, os pacientes transplantados tratados com imunossupressores têm um risco maior de desenvolver neoplasias92, particularmente distúrbios linfoproliferativos, carcinoma93 de célula94 escamosa95 da pele96 e do lábio97 e sarcomas. Em pacientes imunossuprimidos, a citotoxicidade das células3 T é prejudicada permitindo a transformação e proliferação de linfócitos B infectados por vírus85 Epstein-Barr. Os linfócitos B transformados iniciam o processo oncogênico que culmina no desenvolvimento da maioria dos distúrbios linfoproliferativos pós-transplante.
Um estudo recente sobre a incidência98 de linfoma99 não-Hodgkin realizado em aproximadamente 100.000 pacientes receptores de transplante renal4, cardíaco ou hepático, mostrou aumento do risco de incidência98 de linfoma99 não-Hodgkin comparado à população geral. Este risco atingiu o máximo no primeiro ano de tratamento e foi maior em pacientes submetidos a transplante de coração100 ou fígado101 comparado ao transplante renal4. Entre os pacientes submetidos a transplante renal4 sob tratamento para rejeição, a incidência98 de linfoma99 não-Hodgkin foi maior em pacientes recebendo Orthoclone OKT® 3 associado a ATG/ALD em comparação aos pacientes recebendo um destes medicamentos isoladamente.
O risco relativo de eventos neoplásicos102 em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 não foi determinado em comparação a outros imunossupressores.

Sensibilização
Orthoclone OKT® 3 é uma proteína murina (imunoglobulina103) que pode provocar o aparecimento de anticorpos8 humanos anti-murinos detectáveis em alguns pacientes após sua exposição (isto é, sensibilização). Dependendo do título de anticorpos8 humanos anti-murinos, OKT3 tem sido usado para reverter episódios de rejeição em pacientes sem título detectável de anticorpos8 ou com título fracamente positivo (£ 1:100). Títulos maiores que 1:100 podem limitar a eficácia do re-tratamento. Se for detectado título ³1:1000, não se recomenda iniciar o tratamento.
Pacientes adultos recebendo tratamento inicial com Orthoclone OKT® 3 devem ser monitorados periodicamente para garantir níveis plasmáticos adequados de OKT3 (³ 800 mg/mL) ou um adequado clearance de células3 T (CD3 positivas < 25 células3/mm3). Recomenda-se cautela se o re-tratamento for considerado, com monitoramento do título de anticorpos8 humanos anti-murinos antes do reinício e depois diariamente. Depuração reduzida de células3 T ou incapacidade de manter níveis adequados de Orthoclone OKT® 3 justificam o ajuste da dose ou a interrupção do tratamento.

Trombose104 Intravascular105
Como ocorre com outras terapias imunossupressoras, tem sido reportado trombose104 arterial, venosa e capilar106 dos enxertos e outros leitos vasculares107 (por exemplo: coração100, pulmões108, cérebro109, intestino etc.) em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3. Diante da  decisão de utilizar Orthoclone OKT® 3 em pacientes com história de eventos trombóticos110 ou doença vascular46 subjacente, deve-se levar em consideração os riscos de trombose104. Deve-se considerar, também, o uso concomitante de medicamentos anti-trombóticos110 profiláticos (por exemplo: pequenas doses de heparina etc.).

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Não existem dados disponíveis sobre os efeitos do Orthoclone OKT® 3 sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Precauções
Apenas médicos com experiência em terapêutica1 imunossupressora e no tratamento de pacientes submetidos a transplante de órgãos sólidos devem usar Orthoclone OKT® 3 (muromonabe CD3).
Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados a cada período de 24 horas após a administração de cada uma das primeiras doses de Orthoclone OKT® 3.
Pacientes que recebam Orthoclone OKT® 3 devem ser tratados em locais com equipe e aparelhagem adequada para ressuscitação cardiopulmonar. O tratamento deve ser interrompido se sintomas17 compatíveis com edema60 cerebral forem observados.
Esta formulação de Orthoclone OKT® 3 contém polissorbato 80 e não deve ser usada no tratamento in vitro da medula óssea111.

Antes de iniciar o tratamento com Orthoclone OKT® 3
Condição hídrica: A condição hídrica do paciente deve ser avaliada cuidadosamente. É importante que antes do tratamento não haja evidência clínica de sobrecarga hídrica, hipertensão11 não controlada ou insuficiência cardíaca9 não-compensada. Deve-se obter uma radiografia do tórax10 sem evidência de insuficiência cardíaca9 ou sobrecarga hídrica e restrição de peso £ 3% acima do peso mínimo do paciente na semana anterior ao tratamento. Antes do reinício do tratamento com Orthoclone OKT® 3, o título de anticorpos8 anti-murinos deve ser determinado.
Febre20: Se a temperatura do paciente exceder 37,8°C, esta deve ser reduzida com antipiréticos112 antes da administração do Orthoclone OKT® 3. A possibilidade de infecção68 deve ser avaliada.
Testes Laboratoriais
Da mesma forma que para outros fármacos potentes, a avaliação periódica do paciente deve ser realizada durante o tratamento com Orthoclone OKT® 3.

Antes e durante o tratamento com Orthoclone OKT® 3
Os seguintes testes devem ser monitorados: renal4 (uréia113, creatinina48 sérica etc.); hepático (transaminases, fosfatase alcalina114, bilirrubinas115), hematopoiético (série branca total e diferencial, plaquetas116 etc.); radiografia de tórax10 (24 horas antes do início do tratamento para garantir que não haja evidência de insuficiência cardíaca9 ou sobrecarga hídrica).

Para uso inicial de Orthoclone OKT® 3
Em pacientes adultos, um dos seguintes testes imunológicos deverá ser monitorado durante a terapia com Orthoclone OKT® 3:
Níveis plasmáticos de OKT3 (pelo método de ELISA), os quais devem ser ³ 800 ng/mL ou
Fenotipagem quantitativa dos linfócitos T de superfície (CD3, CD4, CD8); com células3 T CD3 positivas < 25 células3/mm3.

Antes do re-tratamento com Orthoclone OKT® 3
A determinação dos níveis de anticorpos8 humanos anti-murinos é fortemente recomendada.
Um título de anticorpos8 humanos anti-murinos > 1:100 (pelo método de ELISA) pode impedir o sucesso do re-tratamento e um título ³ 1:1000 é uma contra-indicação para o uso. O reinício do tratamento requer o monitoramento diário dos níveis plasmáticos de Orthoclone OKT® 3 ou clearance de células3 T CD3 positivas em pacientes adultos.

Interações Medicamentosas
A administração concomitante de medicamentos (azatioprina, corticosteróides, ciclosporina) pode contribuir para os eventos neuro-psiquiátricos, infecciosos, nefrotóxicos, trombóticos110 e/ou neoplásicos102 em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3. Em adição, o uso de indometacina por alguns pacientes que receberam simultaneamente terapia com Orthoclone OKT® 3 pode ter contribuído para alguns eventos encefalopáticos e outros efeitos adversos no SNC19 (vide "Quais os Males que este Medicamento pode Causar").

Medicamentos Imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose117. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão83 devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico71 precoce e tratamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde118.

Como devo usar este medicamento?

Aspecto Físico
Orthoclone OKT® 3 é uma solução injetável incolor, clara, que pode conter algumas partículas de proteínas119 finas e translúcidas.

Dosagem
Profilaxia
A dose recomendada de Orthoclone OKT® 3, deve ser de 5 mg por dia, durante 14 dias. A primeira dose deverá ser dada 12 horas antes do transplante, terminando a profilaxia no décimo terceiro dia, ou um dia antes do primeiro episódio de rejeição celular.
- Deve-se administrar, 1 a 3 horas antes da primeira dose de Orthoclone OKT® 3, succinato sódico de metilprednisolona I.V. na dose de 8,0 mg/kg, para diminuir a incidência98 de reações à primeira dose.
- O paracetamol e anti-histamínicos podem ser administrados concomitantemente com Orthoclone OKT® 3 para reduzir as reações iniciais. A temperatura do paciente não deve exceder 37,8ºC por ocasião da administração da primeira dose de Orthoclone OKT® 3 (Ver tabela 1).

Tratamento
A dose recomendada de Orthoclone OKT® 3 para tratamento da rejeição celular aguda de transplante renal4 é de 5 mg por dia, durante 10 a 14 dias. O tratamento deve ser iniciado assim que a rejeição celular renal4 aguda seja diagnóstica. Os pacientes devem ser controlados rigorosamente, por 48 horas, após a primeira dose.
- Deve-se administrar, 1 a 3 horas antes da primeira dose de Orthoclone OKT® 3, succinato sódico de metilprednisolona I.V. na dose de 8,0 mg/kg, para diminuir a incidência98 de reações à primeira dose.
- O paracetamol e anti-histamínicos podem ser dados, concomitantemente, com Orthoclone OKT® 3 para reduzir as reações iniciais. A temperatura do paciente não deve exceder 37,8ºC por ocasião da administração da primeira dose de Orthoclone OKT® 3 (Ver tabela 1).
- A terapêutica1 imunossupressora convencional, simultânea ao uso de Orthoclone OKT® 3, deve ser reduzida aos seguintes níveis: prednisolona deve ser administrada na dose de 0,5 mg/kg/dia e azatioprina 25 mg/dia.
- A análise retrospectiva de estudos abertos sugere que a ciclosporina deve ser interrompida no início do tratamento com Orthoclone OKT® 3.
- A manutenção da imunossupressão83, incluindo ciclosporina, quando indicada, deve ser reintroduzida aproximadamente 3 dias antes do término da terapêutica1 com Orthoclone OKT® 3.
Tabela 1.

Sugestões para Prevenção e Tratamento dos efeitos decorrentes da 1ª dose do Orthoclone OKT® 3

Reação Adversa

Medida Paliativa ou Prevenção Eficaz

Tratamento de Apoio

1. Edema Pulmonar43 Grave

- Radiografia de tórax10 normal dentro de 24 horas antes da injeção120

- Intubação imediata e oxigenação

- Restrição de peso para menor ou igual 3% ganho nos 7 dias pré-injeção120

- Observação rigorosa durante 24 horas

2. Febre20, Calafrios21

- 1,0 mg/kg de succinato sódico de metilprednisolona

- Compressas frias pré-injeção120

3. Efeitos Respiratórios

- 100 mg de succinato sódico de hidrocortisona, 30 min. após injeção120

- Dose adicional de 100 mg de succinato sódico de hidrocortisona, conforme necessário

Como Usar
Orthoclone  OKT3 deve ser administrado por injeção120 intravenosa. Recomenda-se que as injeções sejam feitas por pessoal treinado. Verifique se há material particulado ou alteração na cor antes da administração, pelo fato de Orthoclone OKT® 3 ser uma proteína em solução, pode  apresentar algumas partículas finas e translúcidas, que mostraram não afetar sua potência. Orthoclone OKT® 3  não deve ser agitado nem congelado.
Prepare Orthoclone OKT® 3 para injeção120 introduzindo a solução numa seringa121, por meio de um filtro de baixa ligação a proteínas119, com 0,2 ou 0,22 micrômetros. Elimine o filtro e coloque a agulha para aplicação I.V. Administre Orthoclone OKT® 3 na forma de bolus122 I.V., em menos de 1 minuto. Não administre por infusão intravenosa ou junto com outras soluções de fármacos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses, e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Quais males que este medicamento pode causar?

Síndrome13 de liberação de citocinas14
Em estudos clínicos controlados para tratamento de rejeição aguda de enxerto2 renal4, pacientes tratados concomitantemente com Orthoclone OKT® 3 e terapia imunossupressora em dose baixa (principalmente azatioprina e corticosteróides) apresentaram aumento da incidência98 de eventos adversos durante os dois primeiros dias de tratamento em comparação com o grupo de pacientes recebendo azatioprina e dose alta de costicosteróides.
Durante esse período, a maioria dos pacientes apresentou febre20 (90%) sendo 19% ³ 40ºC e calafrios21 (59%).  Além disso, outras reações que ocorreram em mais de 8% dos pacientes, durante os 2 primeiros dias de tratamento com Orthoclone OKT® 3, incluíram: dispnéia29 (21%), náusea23 (19%), vômito24 (19%), dor torácica (14%), diarréia25 (14%), respiração com sibilos (13%),  tremores (13%), cefaléia22 (11%), taquicardia37 (10%), rigidez (8%) e hipertensão11 (8%). Reações adversas semelhantes foram observadas em estudos clínicos abertos e na experiência pós-comercialização envolvendo pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 para evitar a rejeição após transplante renal4, cardíaco e hepático.
Manifestações cardiorrespiratórias graves e ocasionalmente fatais têm sido reportadas após as primeiras doses de Orthoclone OKT® 3.
Em estudos sobre rejeição aguda do enxerto2 renal4, edema pulmonar43 potencialmente fatal foi relatado após as duas primeiras doses, em menos de 2% dos casos, sendo geralmente associado com sobrecarga hídrica. No entanto, a experiência pós-comercialização revelou a ocorrência de edema pulmonar43 em pacientes que pareciam estar euvolêmicos, presumivelmente como uma conseqüência do aumento da permeabilidade45 vascular46 mediada pelas citocinas14 e/ou da redução da contratilidade/complacência miocárdica (i.e., disfunção ventricular esquerda).

Infecções84
Em estudo clínico randomizado123 controlado de rejeição renal4, conduzido na era pré-ciclosporina, as infecções84 mais comumente observadas nos pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3, nos primeiros 45 dias de tratamento, foram devidas a herpes simples (27%) e citomegalovírus89 (19%). Outras infecções84 graves e com risco de vida foram causadas por: Staphylococcus epidermidis (4,8%), Pneumocystis carinii (3,1%) Legionella (1,6%), Cryptococcus (1,6%), Serratia (1,6%) e bactérias gram-negativas (1,6%). A incidência98 de infecções84 foi similar entre pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 e pacientes tratados com altas doses de esteróides.
Em um estudo clínico de rejeição hepática124 aguda refratária ao tratamento convencional, as infecções84 mais comumente reportadas em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 durante os primeiros 45 dias do estudo foram: citomegalovírus89 (15,7% dos pacientes, sendo 43% destes com infecções84 graves), infecções84 por fungos (14,9% dos pacientes, dos quais 30% de infecções84 graves), e herpes simples (7,5% dos pacientes, sendo 10% destes com infecções84 graves). Outras infecções84 graves e com risco de vida incluíram: infecções84 por bactérias gram-positivas (9,0% dos pacientes), infecções84 por bactérias gram-negativas (7,5% dos pacientes), infecções84 virais (1,5% dos pacientes) e infecções84 por Legionella (0,7% dos pacientes). Em um outro estudo de rejeição hepática124, a incidência98 de infecções84 fúngicas125 foi de 34% e de infecções84 por vírus85 herpes simples foi 31%.
Em um estudo clínico de rejeição cardíaca aguda refratária ao tratamento convencional, as infecções84 mais comumente reportadas durante os primeiros 45 dias de tratamento com Orthoclone OKT® 3 foram: herpes simples (5% dos pacientes, sendo 20% dos quais com infecções84 graves), infecções84 por fungos (4% dos pacientes, sendo 75% destes com infecções84 graves) e citomegalovírus89 (3% dos pacientes, dos quais 33% de infecções84 graves). Nenhuma outra infecção68 grave ou com risco de vida foi reportada durante este período.
Têm sido reportadas infecções84 clinicamente significativas (por exemplo: pneumonia126, sepse127 etc.), decorrentes dos seguintes patógenos:

Bactérias:

Clostridium sp. (incluindo perfringens), Corynebacterium, Enterococcus, Enterobacter aerogenes, Escherichia coli, Klebsiella sp., Lactobacillus, Legionella, Listeria monocytogenes, Mycobacteria sp., Nocardia asteroides, Proteus sp., Providencia sp., Pseudomonas aeruginosa, Serratia sp., Staphylococcus sp., Streptococcus sp., Yersinia enterocolitica e outras bactérias gram-negativas.

Fungos:

Aspergillus, Candida, Cryptococcus, Dermatofitos128.

Protozoários129:

Pneumocystis carinii, Toxoplasma gondii.

Vírus85:

Citomegalovírus89, vírus85 Epstein-Barr, vírus85 da hepatite130, vírus85 Herpes simplex vírus85 varicela131 zoster132, Adenovírus, Enterovírus133, vírus85 respiratório sincicial, vírus85 parainfluenza

Neoplasia91
Em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3, distúrbios linfoproliferativos pós-transplante têm variado desde linfoadenopatia134 ou hiperplasia135 policlonal benigna das células3 B a linfomas monoclonais malignos e freqüentemente fatais das células3 B. Na experiência pós-comercialização, aproximadamente 1/3 das linfoproliferações reportadas eram benignas e 2/3 malignas. A classificação destes linfomas inclui: células3 B, células3 grandes, policlonal, não-Hodgkin, linfocítico, células3 T, de Burkitt. A maioria não foi classificada histologicamente. Quando foram relatados, os linfomas malignos se desenvolveram na fase inicial após o transplante, sendo a maioria dentro dos quatro primeiros meses pós-tratamento. Muitos destes foram rapidamente progressivos, alguns fulminantes, envolvendo o órgão enxertado, amplamente disseminados e fatais. Os carcinomas de pele96 incluíram: células3 basais, células3 escamosas, sarcoma de Kaposi136, melanoma137 e ceratoacantoma. Outras neoplasias92 reportadas menos freqüentemente incluem: mieloma138 múltiplo, leucemia139, carcinoma93 de mama140, adenocarcinoma141, colangiocarcinoma142 e recorrências143 de hepatoma preexistente, e carcinoma93 celular renal4.

Reações de Hipersensibilidade
Reações adversas resultantes da formação de anticorpos8 contra Orthoclone OKT® 3 incluem síndromes mediadas pelo complexo antígeno144-anticorpo145 (complexo imune) e reações mediadas por IgE. As reações de hipersensibilidade variam desde uma erupção146 branda e auto-limitada de pele96 ou prurido28, até reações anafiláticas55 graves/choque18 com risco de vida ou angioedema59 (edema60 labial, palpebral, laringoespasmo e obstrução das vias aéreas com hipóxia147).
Outras reações de hipersensibilidade incluem: ineficácia do tratamento, doença do soro7, artrite148, nefrite149 intersticial150 alérgica, deposição do complexo imune resultando em glomerulonefrite151, vasculite152 (temporal e retiniana) e eosinofilia153.

Eventos adversos por sistema corporal
Os eventos adversos clínicos, independentes da causalidade, que ocorreram em estudos clínicos e na experiência pós-comercialização estão listados a seguir:
Corpo como um todo: febre20 (incluindo picos de 41,7°C), calafrios21/rigidez, síndrome13 do tipo gripal, fadiga154/mal-estar, fraqueza generalizada, anorexia155.
Sistema Cardiovascular156: parada cardíaca, hipotensão39/choque18, insuficiência cardíaca9, colapso33 cardiovascular, angina35/infarto do miocárdio34, taquicardia37, bradicardia157, instabilidade hemodinâmica38, hipertensão11, disfunção ventricular esquerda, arritmias42, dor/opressão no peito36.
Sistema Respiratório158: parada respiratória, síndrome13 da angústia respiratória do adulto, insuficiência respiratória159, edema pulmonar43 (cardiogênico ou não), apnéia41, dispnéia29, broncoespasmo30, respiração com sibilos, encurtamento da respiração, hipoxemia40, taquipnéia31 / hiperventilação, sons torácicos anormais, pneumonia126 / pneumonite160 (bacteriana, viral, P.carinii etc.).
Dermatológicas: rash27, Síndrome de Stevens-Johnson161, urticária58, prurido28, eritema162, rubor, diaforese163.
Sistema gastrointestinal: diarréia25, náusea23/vômito24, dor abdominal, infarto164 intestinal, hemorragia165 gastrointestinal.
Sistema hematopoiético166: pancitopenia167, anemia aplásica168, neutropenia169, leucopenia170, trombocitopenia171, linfopenia, leucocitose172, linfoadenopatia134, trombose104 capilar106, venosa e arterial do aloenxerto e de outros leitos vasculares107 (por exemplo: coração100, pulmão173, cérebro109, intestino etc.), distúrbios de coagulação174, incluindo coagulação174 intravascular105 disseminada, anemia hemolítica175 microangiopática.
Sistema hepatobiliar176: aumento das transaminases, hepato / esplenomegalia177 ou hepatite130, geralmente secundárias à infecção68 viral ou linfoma99.
Neuro-psiquiátrico: convulsões, status epiléptico, letargia79/estupor/coma57, encefalopatia61, reações psicóticas (delírio178), encefalite179, meningite81, edema60/herniação62 cerebral, cerebrite180, cefaléia22, tontura181, tremor, afasia182, quadri ou paraparesia183/plegia, embotamento73, confusão, estado mental alterado (por exemplo: paranóia etc.), transtorno da função cognitiva72, desorientação, alucinação184 auditiva e visual, agitação/agressividade,  alterações de humor (por exemplo: mania etc), hipotonia76, hiperreflexia77, mioclonia78, obnubilação, asterixe, movimentos involuntários, infecções84 do SNC19, malignidades do CNS, acidente vascular cerebral185, hemiparesia186/hemiplegia187, ataque isquêmico188 transitório, hemorragia165 intracraniana.
Sistema muscular189 esquelético: artralgia190, artrite148, mialgia191, rigidez muscular/dor.
Sentidos especiais: cegueira, visão192 turva, papiledema, diplopia193, perda de audição, otite média194, zumbido, vertigem195, paralisia82 do VI nervo craniano, fotofobia70, conjuntivite196, obstrução nasal e tubárea auditiva.
Renal4: anúria197/oligúria198, azotemia, função do enxerto2 retardada, insuficiência renal199/falência renal4, geralmente transitória e reversível e, ocasionalmente associada à Síndrome13 de Liberação de Citocinas14; citologia urinária anormal, incluindo esfoliação de linfócitos danificados, células3 de ductos coletores e cilindros celulares.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma sí vez?

Os sintomas17 de superdose com Orthoclone OKT® 3 podem incluir hipertermia, calafrios21 graves, mialgia191, vômito24, diarréia25, edema60 e oligúria198. Na eventualidade de superdose aguda, o paciente deve ser controlado rigorosamente e deve-se introduzir tratamento sintomático200 e de suporte.

Onde e como devo guardar este medicamento?

Conservar em geladeira a uma temperatura entre 2ºC e 8ºC. Não congelar, nem agitar. Proteger da luz.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde118

muromonabe-CD3
Solução estéril

Forma Farmacêutica e apresentação
Solução injetável em embalagens com 5 ampolas de 5 mL.

Uso adulto
Apenas para uso intravenoso

Informações Gerais

Marca Comercial: Orthoclone OKT®3
Princípio Ativo: muromonabe-Cd3
Classe Terapêutica1: Imunossupressores

Composição

Cada ampola contém 5 mg de Orthoclone OKT® 3 (1 mg/mL).
Excipientes: água para injetáveis q.s.p., bifosfato de sódio monoidratado, cloreto de sódio,  fosfato de sódio heptahidratado, polissorbato 80.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Orthoclone OKT® 3 (muromonabe-CD3), solução estéril, é um anticorpo145 monoclonal, de origem murina, específico para o antígeno144 T3 (ou CD3) das células3 T humanas, atuando como imunossupressor201. Destina-se a uso exclusivamente intravenoso. Este anticorpo145 é uma imunoglobulina103 IgG2a purificada bioquimicamente com uma cadeia pesada de aproximadamente 50.000 daltons e uma cadeia leve de 25.000 daltons. Ele é dirigido para se ligar, especificamente, a uma glicoproteína da superfície do linfócito202 (também chamada de célula94 T) cujo peso molecular é de 20.000, essencial para as funções desse tipo de célula94.

Propriedades Farmacodinâmicas
Sendo um anticorpo145 monoclonal, Orthoclone OKT® 3, solução estéril, é um produto homogêneo, reprodutível, com reatividade mensurável e uniforme em relação aos linfócitos T.
Orthoclone OKT® 3 impede a reação de rejeição do enxerto2, muito provavelmente pelo bloqueio da função de todas as células3 T, que desempenham um papel importante na rejeição renal4 aguda.
Orthoclone OKT® 3 bloqueia a função do receptor uma molécula (CD3) de 20000 daltons existente na membrana das células3 T humanas, que se admite estar associada, in vitro, com a estrutura de reconhecimento antigênico5 das células3 T, que é essencial para a transdução do respectivo sinal6.  Em ensaios citolíticos in vitro, Orthoclone OKT® 3 bloqueia tanto a geração como a função das células3 efetoras. Ele é um potente mitógeno in vitro em soro7 de vitelo, mas sua mitogenicidade é sensivelmente reduzida em soro7 humano. Orthoclone OKT® 3 bloqueia, assim, todas as funções conhecidas das células3 T. In vivo, ele reage com a maioria das células3 T periféricas e com as células3 T em tecidos do organismo, mas não reage com outras células3 hematopoéticas nem com outros tecidos do organismo.
Em todos os pacientes estudados, uma diminuição rápida e simultânea do número de células3 T circulantes CD3 positivas, CD4 positivas e CD8 positivas foi observada, dentro de minutos após a administração de Orthoclone OKT® 3. Entre o segundo e o sétimo dia foi observado um aumento do número de células3 circulantes CD4 positvas e CD8 positivas nos pacientes, embora não fossem detectadas células3 CD3 positivas. A presença dessas células3 CD4 e CD8 positivas não parece afetar a evolução clínica do paciente. As células3 CD3 positivas reaparecem rapidamente e atingem os níveis de pré-tratamento dentro de uma semana após término da terapêutica1 com Orthoclone OKT® 3. Um aumento do número de células3 CD3 positivas tem sido observado em alguns pacientes durante a segunda semana do tratamento com Orthoclone OKT® 3, possivelmente como resultado do desenvolvimento de anticorpos8 neutralizadores para o Orthoclone OKT® 3. Foram observados anticorpos8 para Orthoclone OKT® 3 numa incidência98 de 21% (n=43) de IgM, 86% (n=43) de IgG e 29% (n=35) de IgE.
O tempo médio de aparecimento dos anticorpos8 IgG foi de 20 mais ou menos 2 dias. Os primeiros anticorpos8 IgG apareceram em torno do fim da segunda semana de tratamento em 3% (n=86) dos pacientes.

Propriedades Farmacocinéticas
Os níveis séricos de Orthoclone OKT® 3 são medidos pelo método ELISA (“Enzime Linked Immunosorbent Assay”). Durante o tratamento com 5 mg ao dia por 14 dias, os níveis séricos médios de Orthoclone OKT® 3 se elevam nos primeiros 3 dias, atingindo a média de 0,9 mcg/mL entre os dias 3 e 14. Os níveis obtidos com uso terapêutico revelaram-se capazes de bloquear as funções da célula94 T efetora in vitro.
Após administração de Orthoclone OKT® 3 in vivo, foram observados leucócitos203 no líquor204 e no líquido peritonial. O mecanismo de ocorrência desse efeito ainda não está totalmente esclarecido.

Resultados de Eficácia

Em um estudo multicêntrico, prospectivo205, randomizado123, a segurança e a eficácia de Orthoclone OKT® 3  como terapia de indução foram comparadas ao tratamento imunossupressor201 convencional em pacientes que receberam enxerto2 renal4 de cadáver. Duzentos e cinquenta pacientes foram tratados com Orthoclone OKT® 3  mais azatioprina e esteróides por 14 dias com a adição de ciclosporina no dia 11 ou com o tratamento convencional (esteróides, azatioprina e ciclosporina). Os pacientes que receberam Orthoclone OKT® 3  tiveram número significantemente menor de episódios de rejeição (51% versus 66%, p=0,032), intervalo de tempo maior para a rejeição inicial (46 dias versus 8 dias, p=0,001) e número menor de episódios de rejeição por paciente (0,82 versus 1,14, p=0,014). As estimativas de Kaplan-Meier para as taxas de dois anos de sobrevida206 do enxerto2 e do paciente foram 84% e 95% respectivamente para o grupo tratado com Orthoclone OKT® 3  e 75% e 94% respectivamente para o grupo que recebeu o tratamento convencional. Após o primeiro episódio de rejeição, 93% das rejeições foram revertidas em pacientes que receberam Orthoclone OKT® 3 como terapia de indução e 94% em pacientes que receberam o tratamento convencional. Os eventos adversos relatados durante a terapia de indução de Orthoclone OKT® 3  foram similares aos observados quando o medicamento foi usado para tratar a rejeição. Em conclusão, o tratamento com Orthoclone OKT® 3  (combinado com azatioprina, esteróides e adição tardia de ciclosporina) é uma abordagem eficaz para a manutenção do enxerto2.1
Um estudo piloto foi executado para avaliar em perspectiva a segurança e a eficácia da indução com "baixa -dose" de Orthoclone OKT® 3  após o transplante de fígado101. A indução com baixas -doses de OKT3 parece ser um método seguro e útil de imunossupressão83 pós-operatória após o transplante de fígado101.2
Os resultados de transplantes renais de doador cadáver entre 1984 e 1994 e relatados ao “Collaborative Transplant Study” foram analisados para avaliar o efeito da profilaxia da rejeição com Orthoclone OKT® 3. Os resultados demonstram uma vantagem para o uso profilático de OKT3 em combinação com posterior terapia de ciclosporina entre receptores renais de transplante com risco imunológico elevado, particularmente em pacientes pré-sensibilizados.3

Referências
1. Normam DJ et al. A randomized clinical trial of induction therapy with OKT3 in kidney transplantation. Transplantation 55 (1):44-50, 1993.
2. Whiting JF, et al. Use of low-dose OKT3 as induction therapy in liver transplantation. Transplantation 65 (4):577-80, 1998.
3. Opelz G. Efficacy of rejection prophylaxis with OKT3 in renal4 transplantation. Collaborative Transplant Study. Transplantation 60(11):1220-4, 1995.

Indicações

Orthoclone OKT® 3 é indicado para a profilaxia e o tratamento da rejeição celular aguda do órgão transplantado.

Contra Indicações

Orthoclone OKT® 3 é contraindicado em pacientes que apresentam:
- Hipersensibilidade ao muromonabe-CD3, a qualquer outro produto de origem murina ou aos excipientes da formulação;
- Título de anticorpos8 anti-murinos maior ou igual a 1:1000;
- Insuficiência cardíaca9 (não compensada) ou sobrecarga hídrica evidenciada por radiografia de tórax10 ou por um ganho de peso superior a 3% dentroa da semana anterior à administração do Orthoclone OKT® 3;
- Hipertensão11 não controlada;
- História de convulsão207 ou predisposição a tais episódios;gravidez12 ou suspeita de gravidez12 ou durante o período de amamentação208 (vide “Gravidez e Lactação“).

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente para verificação de material particulado ou alteração na cor antes da administração. Pelo fato de Orthoclone OKT® 3 ser uma proteína em solução, pode apresentar algumas partículas finas e translúcidas, que mostraram não afetar sua potência.
Preparar Orthoclone OKT® 3 para injeção120 introduzindo a solução numa seringa121, por meio de um filtro de baixa ligação a proteínas119, com 0,2 ou 0,22 micrômetros. Eliminar o filtro e colocar a agulha para aplicação I.V.
Administrar Orthoclone OKT® 3 na forma de bolus122 I.V., em menos de 1 minuto. Não administrar por infusão intravenosa ou junto com outras soluções de fármacos.

Posologia

Profilaxia
A dose recomendada de Orthoclone OKT® 3, deve ser de 5 mg por dia, durante 14 dias. A primeira dose deverá ser dada 12 horas antes do transplante, terminando a profilaxia no décimo terceiro dia, ou um dia antes do primeiro episódio de rejeição celular.
- Deve-se administrar, 1 a 3 horas antes da primeira dose de Orthoclone OKT® 3, succinato sódico de metilprednisolona I.V. na dose de 8,0 mg/kg, para diminuir a incidência98 de reações à primeira dose.
- O paracetamol e anti-histamínicos podem ser administrados concomitantemente com Orthoclone OKT® 3 para reduzir as reações iniciais. A temperatura do paciente não deve exceder 37,8ºC por ocasião da administração da primeira dose de Orthoclone OKT® 3 (Ver tabela 1).

Tratamento
A dose recomendada de Orthoclone OKT® 3 para tratamento da rejeição celular aguda de transplante renal4 é de 5 mg por dia, durante 10 a 14 dias. O tratamento deve ser iniciado assim que a rejeição celular renal4 aguda seja diagnóstica. Os pacientes devem ser controlados rigorosamente, por 48 horas, após a primeira dose.
- Deve-se administrar, 1 a 3 horas antes da primeira dose de Orthoclone OKT® 3, succinato sódico de metilprednisolona I.V. na dose de 8,0 mg/kg, para diminuir a incidência98 de reações à primeira dose.
- O paracetamol e anti-histamínicos podem ser dados, concomitantemente, com Orthoclone OKT® 3 para reduzir as reações iniciais. A temperatura do paciente não deve exceder 37,8ºC por ocasião da administração da primeira dose de Orthoclone OKT® 3 (Ver tabela 1).
- A terapêutica1 imunossupressora convencional, simultânea ao uso de Orthoclone OKT® 3, deve ser reduzida aos seguintes níveis: prednisolona deve ser administrada na dose de 0,5 mg/kg/dia e azatioprina 25 mg/dia.
- A análise retrospectiva de estudos abertos sugere que a ciclosporina deve ser interrompida no início do tratamento com Orthoclone OKT® 3.
- A manutenção da imunossupressão83, incluindo ciclosporina, quando indicada, deve ser reintroduzida aproximadamente 3 dias antes do término da terapêutica1 com Orthoclone OKT® 3.
Tabela 1.

Sugestões para Prevenção e Tratamento dos efeitos decorrentes da 1ª dose do Orthoclone OKT® 3

Reação Adversa

Medida Paliativa ou Prevenção Eficaz

Tratamento de Apoio

1. Edema Pulmonar43 Grave

- Radiografia de tórax10 normal dentro de 24 horas antes da injeção120

- Intubação imediata e oxigenação

- Restrição de peso para menor ou igual 3% ganho nos 7 dias pré-injeção120

- Observação rigorosa durante 24 horas

2. Febre20, Calafrios21

- 1,0 mg/kg de succinato sódico de metilprednisolona

- Compressas frias pré-injeção120

3. Efeitos Respiratórios

- 100 mg de succinato sódico de hidrocortisona, 30 min. após injeção120

- Dose adicional de 100 mg de succinato sódico de hidrocortisona, conforme necessário

Advertências

Apenas médicos com experiência em terapêutica1 imunossupressora e no tratamento de pacientes submetidos a transplante de órgãos sólidos devem usar Orthoclone OKT® 3 (muromonabe CD3).
Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados a cada período de 24 horas após a administração de cada uma das primeiras doses de Orthoclone OKT® 3.
Pacientes que recebam Orthoclone OKT® 3 devem ser tratados em locais com equipe e aparelhagem adequada para ressuscitação cardiopulmonar. O tratamento deve ser interrompido se sintomas17 compatíveis com edema60 cerebral forem observados.
Esta formulação de Orthoclone OKT® 3 contém polissorbato 80 e não deve ser usada no tratamento in vitro da medula óssea111.

Medicamentos Imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose117. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão83 devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico71 precoce e tratamento.

Síndrome13 da Liberação de Citocinas14
Foi observado que a maioria dos pacientes apresentaram uma síndrome13 clínica aguda e temporária associada à administração das primeiras doses de Orthoclone OKT® 3 (particularmente nas primeiras duas ou três doses), denominada Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 (SLC), atribuída à liberação de citocinas14 pelos linfócitos ou monócitos15 ativados. Os sinais16 e sintomas17 mais freqüentes estão relacionados a desde uma indisposição leve, auto-limitada, semelhante a um estado gripal, até, com menor freqüência, uma reação com risco de vida semelhante ao choque18, incluindo graves manifestações cardiovasculares e do SNC19.
Esta síndrome13 inicia-se geralmente 30-60 minutos após a administração de Orthoclone OKT® 3, mas pode ocorrer mais tardiamente, e pode persistir por várias horas. A freqüência e gravidade desta síndrome13 tendem a diminuir com as sucessivas doses de Orthoclone OKT® 3. O aumento da dose ou o reinício do tratamento após uma interrupção podem resultar no reaparecimento da Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 (SLC).
As manifestações clínicas desta síndrome13 incluem: febre20 alta (até 41,7ºC, geralmente em picos), calafrios21/rigidez, cefaléia22, tremor, náusea23/vômito24, diarréia25, dor abdominal, mal-estar, dores musculares e nas articulações26 e fraqueza generalizada. Menos freqüentemente pode-se observar reações dermatológicas menores (por exemplo: rash27, prurido28 etc.) e um amplo espectro de eventos cardiorrespiratórios e neuropsiquiátricos geralmente graves e ocasionalmente fatais (vide "Reações Adversas").
Os efeitos cardiorrespiratórios podem incluir: dispnéia29 / encurtamento da respiração, broncoespasmo30/respiração com sibilos, taquipnéia31, parada/insuficiência32/angústia respiratória, colapso33 cardiovascular, parada cardíaca, infarto do miocárdio34/angina35, dor/opressão no peito36, taquicardia37 (incluindo ventricular), hipertensão11, instabilidade hemodinâmica38, hipotensão39 (incluindo choque18 profundo), insuficiência cardíaca9, síndrome13 da angústia respiratória do adulto, hipoxemia40, apnéia41, arritmias42 e edema pulmonar43 (cardiogênico e não-cardiogênico).
Edema pulmonar43 importante ocorreu em pacientes com sobrecarga hídrica e naqueles aparentemente euvolêmicos. A patogênese44 do edema pulmonar43 pode envolver todas ou algumas das seguintes condições: sobrecarga hídrica,  permeabilidade45 vascular46 pulmonar aumentada, e/ou redução da contratilidade/complacência do ventrículo esquerdo (isto é, disfunção ventricular esquerda).
Durante o primeiro até o terceiro dia de terapia com Orthoclone OKT® 3, alguns pacientes podem apresentar diminuição aguda e transitória na taxa de filtração glomerular e diminuição da diurese47 com resultante aumento no nível de creatinina48 sérica. A liberação maciça de citocinas14 parece produzir disfunção renal4 reversível e/ou função retardada do aloenxerto renal4. Elevações transitórias nas transaminases hepáticas49 também foram observadas após a administração das primeiras doses de Orthoclone OKT® 3.
Pacientes sob risco de apresentar complicações mais sérias da Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 (SLC) podem incluir indivíduos com as seguintes condições: angina35 instável, recém-infartados ou com doença cardíaca isquêmica sintomática50, insuficiência cardíaca9 de qualquer etiologia51, edema pulmonar43 de qualquer etiologia51, qualquer forma de doença pulmonar obstrutiva crônica, sobrecarga vascular46 intravenosa ou depleção52 de qualquer etiologia51 (por exemplo: diálise53 excessiva, diurese47 intensiva e recente, perda sanguínea etc.), doença vascular46 cerebral, doença vascular46 sintomática50 avançada ou neuropatia54, história de convulsões e choque18 séptico. Deve-se corrigir ou estabilizar tais condições antes de se iniciar a terapia.
Antes da administração de Orthoclone OKT® 3, o estado hídrico do paciente deve ser cuidadosamente avaliado. É imperativo, especialmente antes das primeiras doses, que não haja evidência clínica de sobrecarga hídrica, hipertensão11 não controlada ou insuficiência cardíaca9 descompensada, incluindo radiografia do tórax10 sem evidência de insuficiência cardíaca9 ou sobrecarga hídrica e restrição do peso £ 3% acima do peso mínimo do paciente durante a semana anterior ao tratamento.

Conduta na Síndrome13 de Liberação de Citocinas14
As manifestações da Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 podem ser evitadas ou minimizadas pelo pré-tratamento com 8 mg/kg de metilprednisolona (i.e., alta dose de esteróides), 1-4 horas antes da administração da primeira dose de OKT3 e pela cuidadosa adesão às recomendações de posologia e duração do tratamento. Uma vez que esta síndrome13 pode ocorrer após o reinício do tratamento depois de um intervalo, precauções similares devem ser adotadas nesta situação.
Se a manifestação desta síndrome13 for grave pode ser necessário instituir tratamento intensivo incluindo administração de oxigênio, fluidos por via intravenosa, corticosteróides, aminas vasopressoras, anti-histamínicos, intubação etc.

Reações Anafiláticas55 e Outras Reações de Hipersensibilidade
Podem ocorrer reações anafiláticas55 e anafilactóides após a administração de qualquer dose do tratamento com Orthoclone OKT® 3.
Em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3, têm sido descritas reações graves de hipersensibilidade, ocasionalmente fatais, e/ou reações anafiláticas55 que geralmente ocorrem nos 10 minutos seguintes à administração do medicamento. As manifestações de anafilaxia56 podem parecer semelhantes à Síndrome13 de Liberação de Citocinas14 descrita acima. Pode não ser possível determinar o mecanismo responsável por quaisquer reações sistêmicas. As reações atribuídas à hipersensibilidade têm sido relatadas menos freqüentemente que aquelas atribuídas à liberação de citocinas14.
As reações de hipersensibilidade aguda podem ser caracterizadas por: colapso33 cardiovascular, parada cardiorrespiratória, perda da consciência, hipotensão39, edema pulmonar43 especialmente em pacientes com sobrecarga hídrica, convulsões ou coma57, taquicardia37, prurido28, urticária58, formigamento, angioedema59 incluindo edema60 facial, laríngeo ou faríngeo, dispnéia29, broncoespasmo30 e obstrução das vias aéreas.
Reações alérgicas graves, incluindo reações anafiláticas55 ou reações anafilactóides têm sido relatadas também em pacientes submetidos a re-tratamento com Orthoclone OKT® 3. O pré-tratamento com anti-histamínicos e/ou esteróides pode não prevenir a anafilaxia56 nestes pacientes. Os possíveis riscos de reações alérgicas decorrentes do re-tratamento devem ser ponderados diante dos benefícios terapêuticos esperados e alternativas disponíveis.
Se houver suspeita de hipersensibilidade, o tratamento deve ser descontinuado imediatamente e não deve ser reiniciado.

Síndrome13 Grave de Liberação de Citocinas14 Versus Reações Anafiláticas55
Pode ser bastante difícil, se não impossível, a distinção entre uma reação de hipersensibilidade aguda (por exemplo: anafilaxia56, angioedema59 etc.) e a Síndrome13 de Liberação de Citocinas14. Os sinais16 e sintomas17 potencialmente importantes que têm início imediato (geralmente em 10 minutos) após a administração de Orthoclone OKT® 3, geralmente são decorrentes de uma reação de hipersensibilidade aguda. Neste caso, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e não deve ser reiniciado. As manifestações clínicas que começam aproximadamente 30 a 60 minutos (ou mais tarde) após a administração de Orthoclone OKT® 3 são, provavelmente, mediadas pelas citocinas14.

Eventos Neuro-Psiquiátricos
Durante a terapia com Orthoclone OKT® 3, foram relatados: convulsões, encefalopatia61, edema60/herniação62 cerebral, meningite asséptica63 e cefaléia22, mesmo após a primeira dose, resultantes em parte da ativação de células3 T e subseqüente liberação sistêmica de citocinas14.
A cefaléia22 ocorre geralmente após as primeiras doses e pode ocorrer em qualquer das síndromes neurológicas descritas neste tópico64 ou por si só.
As convulsões, algumas vezes acompanhadas por perda da consciência, parada cardiorrespiratória ou óbito65, têm ocorrido independentemente ou em conjunto com qualquer uma das síndromes neurológicas descritas neste tópico64. Pacientes pré-dispostos a convulsões podem incluir aqueles com as seguintes condições: necrose66 tubular aguda/uremia67, febre20, infecção68, queda abrupta no cálcio sérico, sobrecarga hídrica, hipertensão11, hipoglicemia69, história de convulsões, desequilíbrio eletrolítico, ou aqueles que estejam recebendo medicamentos concomitantemente que podem, per se, causar convulsões.
Os sinais16 e sintomas17 da síndrome13 de meningite asséptica63 descritos em associação com o uso de Orthoclone OKT® 3 incluem: febre20, cefaléia22, rigidez da nuca e fotofobia70. Aproximadamente um terço dos pacientes com diagnóstico71 de meningite asséptica63 apresentavam sinais16 e sintomas17 concomitantes de encefalopatia61. A maioria dos pacientes com síndrome13 de meningite asséptica63 apresentaram um curso benigno e se recuperaram sem sequelas209 permanentes durante ou após o tratamento.
Manifestações de encefalopatia61 podem incluir: disfunção cognitiva72, confusão, embotamento73, estado mental alterado, desorientação, alucinações74 auditivas/visuais, psicose75 (delírios, paranóia), alterações de humor (por exemplo: mania, agitação / agressividade etc.), hipotonia76 difusa, hiperreflexia77, mioclonia78, tremor, asterixe, movimentos involuntários, crises motoras maiores, letargia79/estupor/coma57 e fraqueza difusa. Alguns pacientes com diagnóstico71 de encefalopatia61 também tiveram sintomas17 de meningismo ou cefaléia22.
Edema60 cerebral (e outros sintomas17 de permeabilidade45 vascular46 aumentada, por exemplo: obstrução nasal e tubárea auditiva etc.) tem sido observado em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 e pode acompanhar algumas das outras manifestações neurológicas.
Os pacientes que podem ter um risco maior de reações adversas relacionadas ao SNC19, incluem aqueles: com distúrbios suspeitos ou conhecidos do SNC19 (por exemplo: história de convulsões etc.), com doença vascular46 cerebral (de pequenos ou grande vasos), com condições associadas a problemas neurológicos (por exemplo: traumatismo80 craniano, uremia67 etc.), com doença vascular46 subjacente, ou aqueles que estejam recebendo medicação concomitante que por si só afeta o SNC19.
Os sinais16 ou sintomas17 de encefalopatia61, meningite81, convulsões e edema60 cerebral, com ou sem cefaléia22, têm sido tipicamente reversíveis. Cefaléia22, meningite asséptica63, convulsões e formas menos graves de encefalopatia61 desapareceram em muitos pacientes apesar do tratamento contínuo. Alguns casos de edema60 cerebral fatal com ou sem herniação62 foram relatados. Todos os pacientes devem ser cuidadosamente avaliados quanto a retenção excessiva de líquidos e hipertensão11 antes do início do tratamento com Orthoclone OKT® 3. Monitoração cuidadosa dos sintomas17 neuro-psiquiátricos deve ser realizada durante as primeiras 24 horas após as primeiras injeções de Orthoclone OKT® 3. O tratamento deve ser interrompido se forem observados sintomas17 compatíveis com edema60 cerebral. Raramente têm sido relatadas seqüelas irreversíveis associadas a eventos graves no SNC19 (por exemplo: cegueira, surdez, paralisia82).

Conseqüências da Imunossupressão83
Infecções84/ Transtornos linfoproliferativos induzidos por vírus85:
Orthoclone OKT® 3 geralmente é adicionado a regimes terapêuticos imunossupressivos, aumentando, portanto, o grau de imunossupressão83. O aumento da imunossupressão83 pode alterar o espectro de infecções84 observadas e aumentar o risco, a gravidade  e a potencial morbidade86 de complicações infecciosas.
Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para quaisquer sinais16 e sintomas17 sugestivos de infecção68 ou distúrbios linfoproliferativos induzidos por vírus85. A profilaxia anti-infecciosa deve ser considerada em pacientes de alto risco. Se ocorrer infecção68 ou distúrbio linfoproliferativo induzido por vírus85, culturas devem ser preparadas e uma biópsia87 deve ser feita assim que possível. Deve-se imediatamente instituir terapia anti-infecciosa apropriada, e se possível, a terapia imunossupressora deve ser reduzida ou interrompida.
Quando são utilizadas combinações de agentes imunossupressores, as doses de cada agente, incluindo a de Orthoclone OKT® 3, devem ser reduzidas para o nível mais baixo compatível com uma resposta terapêutica1 efetiva a fim de reduzir o potencial e a gravidade da ocorrência de infecções84 e transformações malignas.
Sessões múltiplas e intensivas de qualquer preparação de anticorpos8 anti-células3 T, incluindo Orthoclone OKT® 3, que produzem diminuição profunda da imunidade88 mediada por células3, aumentam o risco de infecções84 oportunistas especialmente por vírus85 herpes (vírus85 herpes simples [HSV], citomegalovírus89 [CMV] e vírus85 Epstein-Barr [EBV]) e por fungos.
A profilaxia anti-infecciosa pode reduzir a morbidade86 associada com certos patógenos potenciais e deve ser considerada para pacientes90 de alto risco. É possível, também, reduzir o risco de infecções84 importantes por citomegalovírus89 e/ou vírus85 Epstein-Barr, evitando-se o transplante de órgão de doadores soropositivos para citomegalovírus89 e vírus85 Epstein-Barr, para pacientes90 soronegativos.

Neoplasia91
Como resultado da depressão da imunidade88 celular, os pacientes transplantados tratados com imunossupressores têm um risco maior de desenvolver neoplasias92, particularmente distúrbios linfoproliferativos, carcinoma93 de célula94 escamosa95 da pele96 e do lábio97 e sarcomas. Em pacientes imunossuprimidos, a citotoxicidade das células3 T é prejudicada permitindo a transformação e proliferação de linfócitos B infectados por vírus85 Epstein-Barr. Os linfócitos B transformados iniciam o processo oncogênico que culmina no desenvolvimento da maioria dos distúrbios linfoproliferativos pós-transplante.
Um estudo recente sobre a incidência98 de linfoma99 não-Hodgkin realizado em aproximadamente 100.000 pacientes receptores de transplante renal4, cardíaco ou hepático, mostrou aumento do risco de incidência98 de linfoma99 não-Hodgkin comparado à população geral. Este risco atingiu o máximo no primeiro ano de tratamento e foi maior em pacientes submetidos a transplante de coração100 ou fígado101 comparado ao transplante renal4. Entre os pacientes submetidos a transplante renal4 sob tratamento para rejeição, a incidência98 de linfoma99 não-Hodgkin foi maior em pacientes recebendo Orthoclone OKT® 3 associado a ATG/ALD em comparação aos pacientes recebendo um destes medicamentos isoladamente.
O risco relativo de eventos neoplásicos102 em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 não foi determinado em comparação a outros imunossupressores.

Antes de iniciar o tratamento com Orthoclone OKT® 3
Condição hídrica: A condição hídrica do paciente deve ser avaliada cuidadosamente. É importante que antes do tratamento não haja evidência clínica de sobrecarga hídrica, hipertensão11 não controlada ou insuficiência cardíaca9 não-compensada. Deve-se obter uma radiografia do tórax10 sem evidência de insuficiência cardíaca9 ou sobrecarga hídrica e restrição de peso £ 3% acima do peso mínimo do paciente na semana anterior ao tratamento. Antes do reinício do tratamento com Orthoclone OKT® 3, o título de anticorpos8 anti-murinos deve ser determinado.
Febre20: Se a temperatura do paciente exceder 37,8°C, esta deve ser reduzida com antipiréticos112 antes da administração do Orthoclone OKT® 3. A possibilidade de infecção68 deve ser avaliada.

Sensibilização
Orthoclone OKT® 3 é uma proteína murina (imunoglobulina103) que pode provocar o aparecimento de anticorpos8 humanos anti-murinos detectáveis em alguns pacientes após sua exposição (isto é, sensibilização). Dependendo do título de anticorpos8 humanos anti-murinos, OKT3 tem sido usado para reverter episódios de rejeição em pacientes sem título detectável de anticorpos8 ou com título fracamente positivo (£ 1:100). Títulos maiores que 1:100 podem limitar a eficácia do re-tratamento. Se for detectado título ³1:1000, não se recomenda iniciar o tratamento.
Pacientes adultos recebendo tratamento inicial com Orthoclone OKT® 3 devem ser monitorados periodicamente para garantir níveis plasmáticos adequados de OKT3 (³ 800 mg/mL) ou um adequado clearance de células3 T (CD3 positivas < 25 células3/mm3). Recomenda-se cautela se o re-tratamento for considerado, com monitoramento do título de anticorpos8 humanos anti-murinos antes do reinício e depois diariamente. Depuração reduzida de células3 T ou incapacidade de manter níveis adequados de Orthoclone OKT® 3 justificam o ajuste da dose ou a interrupção do tratamento.

Trombose104 Intravascular105
Como ocorre com outras terapias imunossupressoras, tem sido reportado trombose104 arterial, venosa e capilar106 dos enxertos e outros leitos vasculares107 (por exemplo: coração100, pulmões108, cérebro109, intestino etc.) em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3. Diante da  decisão de utilizar Orthoclone OKT® 3 em pacientes com história de eventos trombóticos110 ou doença vascular46 subjacente, deve-se levar em consideração os riscos de trombose104. Deve-se considerar, também, o uso concomitante de medicamentos anti-trombóticos110 profiláticos (por exemplo: pequenas doses de heparina etc.).

Testes Laboratoriais
Da mesma forma que para outros fármacos potentes, a avaliação periódica do paciente deve ser realizada durante o tratamento com Orthoclone OKT® 3.

Antes e durante o tratamento com Orthoclone OKT® 3
Os seguintes testes devem ser monitorados: renal4 (uréia113, creatinina48 sérica etc.); hepático (transaminases, fosfatase alcalina114, bilirrubinas115), hematopoiético (série branca total e diferencial, plaquetas116 etc.); radiografia de tórax10 (24 horas antes do início do tratamento para garantir que não haja evidência de insuficiência cardíaca9 ou sobrecarga hídrica).

Para uso inicial de Orthoclone OKT® 3
Em pacientes adultos, um dos seguintes testes imunológicos deverá ser monitorado durante a terapia com Orthoclone OKT® 3:
Níveis plasmáticos de OKT3 (pelo método de ELISA), os quais devem ser ³ 800 ng/mL ou
Fenotipagem quantitativa dos linfócitos T de superfície (CD3, CD4, CD8); com células3 T CD3 positivas < 25 células3/mm3.

Antes do re-tratamento com Orthoclone OKT® 3
A determinação dos níveis de anticorpos8 humanos anti-murinos é fortemente recomendada.
Um título de anticorpos8 humanos anti-murinos > 1:100 (pelo método de ELISA) pode impedir o sucesso do re-tratamento e um título ³ 1:1000 é uma contra-indicação para o uso. O reinício do tratamento requer o monitoramento diário dos níveis plasmáticos de Orthoclone OKT® 3 ou clearance de células3 T CD3 positivas em pacientes adultos.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Não existem dados disponíveis sobre os efeitos do Orthoclone OKT® 3 sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Gravidez12 (categoria C) e Lactação210
Orthoclone OKT® 3 é contraindicado em gestantes ou na suspeita de gravidez12 e em lactantes211. Não foram conduzidos estudos de reprodução212 com Orthoclone OKT® 3 em animais.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

A eficácia e segurança em crianças não foram estabelecidas. Embora não tenham sido conduzidos estudos controlados em crianças, há relatos de casos de crianças com até 2 anos de idade que receberam Orthoclone OKT® 3 , sem que se observassem efeitos adversos inesperados.

Interações Medicamentosas

A administração concomitante de medicamentos (azatioprina, corticosteróides, ciclosporina) pode contribuir para os eventos neuro-psiquiátricos, infecciosos, nefrotóxicos, trombóticos110 e/ou neoplásicos102 em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3. Em adição, o uso de indometacina por alguns pacientes que receberam simultaneamente terapia com Orthoclone OKT® 3 pode ter contribuído para alguns eventos encefalopáticos e outros efeitos adversos no SNC19 (vide "Reações Adversas").

Reações Adversas a Medicamentos

Síndrome13 de liberação de citocinas14
Em estudos clínicos controlados para tratamento de rejeição aguda de enxerto2 renal4, pacientes tratados concomitantemente com Orthoclone OKT® 3 e terapia imunossupressora em dose baixa (principalmente azatioprina e corticosteróides) apresentaram aumento da incidência98 de eventos adversos durante os dois primeiros dias de tratamento em comparação com o grupo de pacientes recebendo azatioprina e dose alta de costicosteróides.
Durante esse período, a maioria dos pacientes apresentou febre20 (90%) sendo 19% ³ 40ºC e calafrios21 (59%).  Além disso, outras reações que ocorreram em mais de 8% dos pacientes, durante os 2 primeiros dias de tratamento com Orthoclone OKT® 3, incluíram: dispnéia29 (21%), náusea23 (19%), vômito24 (19%), dor torácica (14%), diarréia25 (14%), respiração com sibilos (13%),  tremores (13%), cefaléia22 (11%), taquicardia37 (10%), rigidez (8%) e hipertensão11 (8%). Reações adversas semelhantes foram observadas em estudos clínicos abertos e na experiência pós-comercialização envolvendo pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 para evitar a rejeição após transplante renal4, cardíaco e hepático.
Manifestações cardiorrespiratórias graves e ocasionalmente fatais têm sido reportadas após as primeiras doses de Orthoclone OKT® 3.
Em estudos sobre rejeição aguda do enxerto2 renal4, edema pulmonar43 potencialmente fatal foi relatado após as duas primeiras doses, em menos de 2% dos casos, sendo geralmente associado com sobrecarga hídrica. No entanto, a experiência pós-comercialização revelou a ocorrência de edema pulmonar43 em pacientes que pareciam estar euvolêmicos, presumivelmente como uma conseqüência do aumento da permeabilidade45 vascular46 mediada pelas citocinas14 e/ou da redução da contratilidade/complacência miocárdica (i.e., disfunção ventricular esquerda).

Infecções84
Em estudo clínico randomizado123 controlado de rejeição renal4, conduzido na era pré-ciclosporina, as infecções84 mais comumente observadas nos pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3, nos primeiros 45 dias de tratamento, foram devidas a herpes simples (27%) e citomegalovírus89 (19%). Outras infecções84 graves e com risco de vida foram causadas por: Staphylococcus epidermidis (4,8%), Pneumocystis carinii (3,1%) Legionella (1,6%), Cryptococcus (1,6%), Serratia (1,6%) e bactérias gram-negativas (1,6%). A incidência98 de infecções84 foi similar entre pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 e pacientes tratados com altas doses de esteróides.
Em um estudo clínico de rejeição hepática124 aguda refratária ao tratamento convencional, as infecções84 mais comumente reportadas em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3 durante os primeiros 45 dias do estudo foram: citomegalovírus89 (15,7% dos pacientes, sendo 43% destes com infecções84 graves), infecções84 por fungos (14,9% dos pacientes, dos quais 30% de infecções84 graves), e herpes simples (7,5% dos pacientes, sendo 10% destes com infecções84 graves). Outras infecções84 graves e com risco de vida incluíram: infecções84 por bactérias gram-positivas (9,0% dos pacientes), infecções84 por bactérias gram-negativas (7,5% dos pacientes), infecções84 virais (1,5% dos pacientes) e infecções84 por Legionella (0,7% dos pacientes). Em um outro estudo de rejeição hepática124, a incidência98 de infecções84 fúngicas125 foi de 34% e de infecções84 por vírus85 herpes simples foi 31%.
Em um estudo clínico de rejeição cardíaca aguda refratária ao tratamento convencional, as infecções84 mais comumente reportadas durante os primeiros 45 dias de tratamento com Orthoclone OKT® 3 foram: herpes simples (5% dos pacientes, sendo 20% dos quais com infecções84 graves), infecções84 por fungos (4% dos pacientes, sendo 75% destes com infecções84 graves) e citomegalovírus89 (3% dos pacientes, dos quais 33% de infecções84 graves). Nenhuma outra infecção68 grave ou com risco de vida foi reportada durante este período.
Têm sido reportadas infecções84 clinicamente significativas (por exemplo: pneumonia126, sepse127 etc.), decorrentes dos seguintes patógenos:

Bactérias:

Clostridium sp. (incluindo perfringens), Corynebacterium, Enterococcus, Enterobacter aerogenes, Escherichia coli, Klebsiella sp., Lactobacillus, Legionella, Listeria monocytogenes, Mycobacteria sp., Nocardia asteroides, Proteus sp., Providencia sp., Pseudomonas aeruginosa, Serratia sp., Staphylococcus sp., Streptococcus sp., Yersinia enterocolitica e outras bactérias gram-negativas.

Fungos:

Aspergillus, Candida, Cryptococcus, Dermatofitos128.

Protozoários129:

Pneumocystis carinii, Toxoplasma gondii.

Vírus85:

Citomegalovírus89, vírus85 Epstein-Barr, vírus85 da hepatite130, vírus85 Herpes simplex vírus85 varicela131 zoster132, Adenovírus, Enterovírus133, vírus85 respiratório sincicial, vírus85 parainfluenza


Neoplasia91

Em pacientes tratados com Orthoclone OKT® 3, distúrbios linfoproliferativos pós-transplante têm variado desde linfoadenopatia134 ou hiperplasia135 policlonal benigna das células3 B a linfomas monoclonais malignos e freqüentemente fatais das células3 B. Na experiência pós-comercialização, aproximadamente 1/3 das linfoproliferações reportadas eram benignas e 2/3 malignas. A classificação destes linfomas inclui: células3 B, células3 grandes, policlonal, não-Hodgkin, linfocítico, células3 T, de Burkitt. A maioria não foi classificada histologicamente. Quando foram relatados, os linfomas malignos se desenvolveram na fase inicial após o transplante, sendo a maioria dentro dos quatro primeiros meses pós-tratamento. Muitos destes foram rapidamente progressivos, alguns fulminantes, envolvendo o órgão enxertado, amplamente disseminados e fatais. Os carcinomas de pele96 incluíram: células3 basais, células3 escamosas, sarcoma de Kaposi136, melanoma137 e ceratoacantoma. Outras neoplasias92 reportadas menos freqüentemente incluem: mieloma138 múltiplo, leucemia139, carcinoma93 de mama140, adenocarcinoma141, colangiocarcinoma142 e recorrências143 de hepatoma preexistente, e carcinoma93 celular renal4.


Reações de Hipersensibilidade

Reações adversas resultantes da formação de anticorpos8 contra Orthoclone OKT® 3 incluem síndromes mediadas pelo complexo antígeno144-anticorpo145 (complexo imune) e reações mediadas por IgE. As reações de hipersensibilidade variam desde uma erupção146 branda e auto-limitada de pele96 ou prurido28, até reações anafiláticas55 graves/choque18 com risco de vida ou angioedema59 (edema60 labial, palpebral, laringoespasmo e obstrução das vias aéreas com hipóxia147).

Outras reações de hipersensibilidade incluem: ineficácia do tratamento, doença do soro7, artrite148, nefrite149 intersticial150 alérgica, deposição do complexo imune resultando em glomerulonefrite151, vasculite152 (temporal e retiniana) e eosinofilia153.


Eventos adversos por sistema corporal

Os eventos adversos clínicos, independentes da causalidade, que ocorreram em estudos clínicos e na experiência pós-comercialização estão listados a seguir:

Organismo como um todo: febre20 (incluindo picos de 41,7°C), calafrios21/rigidez, síndrome13 do tipo gripal, fadiga154/mal-estar, fraqueza generalizada, anorexia155.

Sistema Cardiovascular156: parada cardíaca, hipotensão39/choque18, insuficiência cardíaca9, colapso33 cardiovascular, angina35/infarto do miocárdio34, taquicardia37, bradicardia157, instabilidade hemodinâmica38, hipertensão11, disfunção ventricular esquerda, arritmias42, dor/opressão no peito36.

Sistema Respiratório158: parada respiratória, síndrome13 da angústia respiratória do adulto, insuficiência respiratória159, edema pulmonar43 (cardiogênico ou não), apnéia41, dispnéia29, broncoespasmo30, respiração com sibilos, encurtamento da respiração, hipoxemia40, taquipnéia31 / hiperventilação, sons torácicos anormais, pneumonia126 / pneumonite160 (bacteriana, viral, P.carinii etc.).

Dermatológicas: rash27, Síndrome de Stevens-Johnson161, urticária58, prurido28, eritema162, rubor, diaforese163.

Sistema gastrointestinal: diarréia25, náusea23/vômito24, dor abdominal, infarto164 intestinal, hemorragia165 gastrointestinal.

Sistema hematopoiético166: pancitopenia167, anemia aplásica168, neutropenia169, leucopenia170, trombocitopenia171, linfopenia, leucocitose172, linfoadenopatia134, trombose104 capilar106, venosa e arterial do aloenxerto e de outros leitos vasculares107 (por exemplo: coração100, pulmão173, cérebro109, intestino etc.), distúrbios de coagulação174, incluindo coagulação174 intravascular105 disseminada, anemia hemolítica175 microangiopática.

Sistema hepatobiliar176: aumento das transaminases, hepato / esplenomegalia177 ou hepatite130, geralmente secundárias à infecção68 viral ou linfoma99.

Neuro-psiquiátrico: convulsões, status epiléptico, letargia79/estupor/coma57, encefalopatia61, reações psicóticas (delírio178), encefalite179, meningite81, edema60/herniação62 cerebral, cerebrite180, cefaléia22, tontura181, tremor, afasia182, quadri ou paraparesia183/plegia, embotamento73, confusão, estado mental alterado (por exemplo: paranóia etc.), transtorno da função cognitiva72, desorientação, alucinação184 auditiva e visual, agitação/agressividade,  alterações de humor (por exemplo: mania etc), hipotonia76, hiperreflexia77, mioclonia78, obnubilação, asterixe, movimentos involuntários, infecções84 do SNC19, malignidades do SNC19, acidente vascular cerebral185, hemiparesia186/hemiplegia187, ataque isquêmico188 transitório, hemorragia165 intracraniana.

Sistema muscular189 esquelético: artralgia190, artrite148, mialgia191, rigidez muscular/dor.

Sentidos especiais: cegueira, visão192 turva, papiledema, diplopia193, perda de audição, otite média194, zumbido, vertigem195, paralisia82 do VI nervo craniano, fotofobia70, conjuntivite196, obstrução nasal e tubárea auditiva.

Renal4: anúria197/oligúria198, azotemia, função do enxerto2 retardada, insuficiência renal199/falência renal4, geralmente transitória e reversível e, ocasionalmente associada à Síndrome13 de Liberação de Citocinas14; citologia urinária anormal, incluindo esfoliação de linfócitos danificados, células3 de ductos coletores e cilindros celulares.

Superdose

Os sintomas17 de superdose com Orthoclone OKT® 3 podem incluir hipertermia, calafrios21 graves, mialgia191, vômito24, diarréia25, edema60 e oligúria198. Na eventualidade de superdose aguda, o paciente deve ser controlado rigorosamente e deve-se introduzir tratamento sintomático200 e de suporte.

Armazenagem

 Conservar em geladeira a uma temperatura entre 2ºC e 8ºC. Não congelar, nem agitar. Proteger da luz.


Orthoclone OKT3 - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Saiba mais em: Orthoclone OKT3
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
2 Enxerto: 1. Na agricultura, é uma operação que se caracteriza pela inserção de uma gema, broto ou ramo de um vegetal em outro vegetal, para que se desenvolva como na planta que o originou. Também é uma técnica agrícola de multiplicação assexuada de plantas florais e frutíferas, que permite associar duas plantas diferentes, mas gerações próximas, muito usada na produção de híbridos, na qual uma das plantas assegura a nutrição necessária à gema, ao broto ou ao ramo da outra, cujas características procura-se desenvolver; enxertia. 2. Na medicina, é a transferência especialmente de células ou de tecido (por exemplo, da pele) de um local para outro do corpo de um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
5 Antigênico: 1. Relativo a ou próprio de antígeno, que é uma substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo. 2. Que possui antigenicidade.
6 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
7 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
8 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
9 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
10 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
11 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
12 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
13 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
14 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
15 Monócitos: É um tipo de leucócito mononuclear fagocitário, que se forma na medula óssea e é posteriormente transportado para os tecidos, onde se desenvolve em macrófagos.
16 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
17 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
18 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
19 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
20 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
21 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
22 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
23 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
24 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
25 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
26 Articulações:
27 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
28 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
29 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
30 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
31 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
32 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
33 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
34 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
35 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
36 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
37 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
38 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
39 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
40 Hipoxemia: É a insuficiência de oxigênio no sangue.
41 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
42 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
43 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
44 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
45 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
46 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
47 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
48 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
49 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
50 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
51 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
52 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
53 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
54 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
55 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
56 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
57 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
58 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
59 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
60 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
61 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
62 Herniação: Formação de uma protrusão, de uma hérnia. Também conhecida como herniamento.
63 Meningite asséptica: Síndrome clínica de inflamação meníngea em que não é encontrado crescimento bacteriano identificado no exame de líquido cefalorraquidiano. Trata-se geralmente de inflamação leptomeníngea caracterizada por febre e sinais meníngeos acompanhados predominantemente por pleocitose linfocítica no LCR com cultura bacteriana estéril. Ela não é causada por bactérias piogênicas, porém diversas condições clínicas podem desencadeá-la: infecções virais e não virais; alguns fármacos, neoplasias malignas, doenças reumatológicas, tais como lúpus eritematoso sistêmico, sarcoidose, angeíte granulomatosa e metástases tumorais.
64 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
65 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
66 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
67 Uremia: Doença causada pelo armazenamento de uréia no organismo devido ao mal funcionamento renal. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza e confusão mental.
68 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
69 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
70 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
71 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
72 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
73 Embotamento: Ato ou efeito de perder ou tirar o vigor ou a sensibilidade; enfraquecer-se.
74 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
75 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
76 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
77 Hiperreflexia: Definida como reflexos muito ativos ou responsivos em excesso. Suas causas mais comuns são lesão na medula espinal e casos de hipocalcemia.
78 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
79 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
80 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
81 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
82 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
83 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
84 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
85 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
86 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
87 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
88 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
89 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
90 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
91 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
92 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
93 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
94 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
95 Escamosa: Cheia ou coberta de escamas, ou seja, de pequenas lâminas epidérmicas que se desprendem espontaneamente da pele.
96 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
97 Lábio: Cada uma das duas margens carnudas e altamente irrigadas da boca.
98 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
99 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
100 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
101 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
102 Neoplásicos: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
103 Imunoglobulina: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
104 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
105 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
106 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
107 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
108 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
109 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
110 Trombóticos: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
111 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
112 Antipiréticos: Medicamentos que reduzem a febre, diminuindo a temperatura corporal que está acima do normal. Entretanto, eles não vão afetar a temperatura normal do corpo se uma pessoa que não tiver febre o ingerir. Os antipiréticos fazem com que o hipotálamo “ignore“ um aumento de temperatura induzido por interleucina. O corpo então irá trabalhar para baixar a temperatura e o resultado é a redução da febre.
113 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
114 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
115 Bilirrubinas: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
116 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
117 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
118 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
119 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
120 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
121 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
122 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
123 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
124 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
125 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
126 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
127 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
128 Dermatófitos: Qualquer fungo microscópico que parasita a pele, as unhas ou os pelos.
129 Protozoários: Filo do reino animal, de classificação suplantada, que reunia uma grande parcela dos seres unicelulares que possuem organelas celulares envolvidas por membrana. Atualmente, este grupo consiste em muitos e diferentes filos unicelulares incorporados pelo reino protista.
130 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
131 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
132 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
133 Enterovírus: Grupo de picornavírus, geralmente presentes no intestino, que podem causar doenças respiratórias ou do tecido nervoso como, por exemplo, no homem, a poliomielite e, nos animais, a febre aftosa.
134 Linfoadenopatia: Também conhecida como linfadenopatia, é qualquer processo patológico que afeta os nódulos linfáticos.
135 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
136 Sarcoma de Kaposi: Câncer originado de células do tecido vascular, freqüentemente associado à AIDS. Manifesta-se por lesões vermelho-violáceas em diferentes territórios cutâneos e mucosos.
137 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
138 Mieloma: Variedade de câncer que afeta os linfócitos tipo B, encarregados de produzir imunoglobulinas. Caracteriza-se pelo surgimento de dores ósseas, freqüentemente a nível vertebral, anemia, insuficiência renal e um estado de imunodeficiência crônica.
139 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
140 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
141 Adenocarcinoma: É um câncer (neoplasia maligna) que se origina em tecido glandular. O termo adenocarcinoma é derivado de “adeno”, que significa “pertencente a uma glândula” e “carcinoma”, que descreve um câncer que se desenvolveu em células epiteliais.
142 Colangiocarcinoma: Neoplasia maligna das vias biliares.
143 Recorrências: 1. Retornos, repetições. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
144 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
145 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
146 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
147 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
148 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
149 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
150 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
151 Glomerulonefrite: Inflamação do glomérulo renal, produzida por diferentes mecanismos imunológicos. Pode produzir uma lesão irreversível do funcionamento renal, causando insuficiência renal crônica.
152 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
153 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
154 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
155 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
156 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
157 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
158 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
159 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
160 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
161 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
162 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
163 Diaforese: Sudação, transpiração intensa.
164 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
165 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
166 Sistema Hematopoiético: Sistema do corpo composto primariamente pela medulla óssea, baço, lifonodos (gânglios linfáticos) e tonsilas, envolvido na produção do sangue.
167 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
168 Anemia Aplásica: A medula óssea não produz um número adequado de elementos do sangue periférico.
169 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
170 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
171 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
172 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
173 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
174 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
175 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
176 Hepatobiliar: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
177 Esplenomegalia: Aumento tamanho do baço acima dos limites normais
178 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
179 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
180 Cerebrite: Inflamação de partes do cérebro.
181 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
182 Afasia: Sintoma neurológico caracterizado pela incapacidade de expressar-se ou interpretar a linguagem falada ou escrita. Pode ser produzida quando certas áreas do córtex cerebral sofrem uma lesão (tumores, hemorragias, infecções, etc.). Pode ser classificada em afasia de expressão ou afasia de compreensão.
183 Paraparesia: Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores.
184 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
185 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
186 Hemiparesia: Paralisia branda de uma das metades do corpo.
187 Hemiplegia: Paralisia da metade do corpo. Compromete a metade da face, braço e pernas do mesmo lado. Relaciona-se a infartos, hemorragias ou tumores do sistema nervoso central.
188 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
189 Sistema muscular: As células musculares promovem a contração e o relaxamento. Estas células agrupam-se em feixes para formar os músculos, os quais movem os segmentos do corpo. Dentro do aparelho locomotor, constituído pelos ossos, articulações e músculos, estes últimos são os elementos ativos do movimento. A musculatura mantém unidas as peças do esqueleto, determinando sua posição e postura, além de realizar os batimentos cardíacos.
190 Artralgia: Dor em uma articulação.
191 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
192 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
193 Diplopia: Visão dupla.
194 Otite média: Infecção na orelha média.
195 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
196 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
197 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
198 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
199 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
200 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
201 Imunossupressor: Medicamento que suprime a resposta imune natural do organismo. Os imunossupressores são dados aos pacientes transplantados para evitar a rejeição de órgãos ou para pacientes com doenças autoimunes.
202 Linfócito: Tipo de glóbulo branco relacionado ao sistema imunológico. Existem dois tipos de linfócitos. Um está relacionado à produção de anticorpos (linfócito B) e o outro age na imunidade mediada por células (linfócito T).
203 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
204 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
205 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
206 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
207 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
208 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
209 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
210 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
211 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
212 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.

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