TAMOOEX

MEIZLER

Atualizado em 09/12/2014

TAMOOEX
Citrato de Tamoxifeno
Comprimidos Revestidos

Forma Farmac de Tamooex

ÊUTICA E APRESENTAÇÕES:Tamooex apresenta-se sob a forma de comprimidos revestidos, redondos e de coloração branca, para administração oral, contendo 15,2mg de Citrato de Tamoxifeno equivalente a 10mg de Tamoxifeno e 30,4mg de Citrato de Tamoxifeno, equivalente a 20mg de Tamoxifeno. Caixas com 30 comprimidos.

USO ADULTO

Composição de Tamooex

Comprimido revestido de 10mg:
Cada comprimido revestido contém:
Citrato de Tamoxifeno  (equivalente a 10mg de Tamoxifeno).........15,2mg    
Celulose microcristalina....................102,0mg    
Amido de Milho....................51,2mg    
Carboximetilcelulose Cálcica....................2,0mg
Polivinilpirrolidona K-30 ....................7,6mg
Estearato de Magnésio....................2,0mg
Hidroxipropilmetilcelulose  2906....................10,0mg    
Óxido de Titânio.................... 4,0mg

Comprimido revestido de 20mg:
Cada comprimido revestido contém:
Citrato de Tamoxifeno  (equivalente a 20mg de Tamoxifeno).........30,4mg
D-Manitol....................105,6mg
Amido de Milho....................90,0mg
Carboximetilcelulose Cálcica....................5,0mg    
Estearato de Magnésio....................4,0mg    
Hidroxipropilmetilcelulose  2906....................10,0mg    
Óxido de Titânio.................... 5,0mg

Informações ao Paciente de Tamooex

O medicamento deve ser conservado em sua embalagem original, sob temperatura entre  15 ºC e 30 ºC, ao abrigo da luz, calor e umidade excessiva.O prazo de validade de Tamooex é de 36 meses, a contar da sua data de fabricação, nas condições acima citadas, estando estes dados impressos em sua embalagem externa.

"NÃO USE O MEDICAMENTO SE O PRAZO DE VALIDADE ESTIVER VENCIDO"

Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após seu término. Informe seu médico se estiver amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe ao médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Mulheres que tomam Tamooex devem relatar ao médico a ocorrência de sangramento vaginal anormal. Caso isto ocorra, suas causas devem ser prontamente investigadas.

"TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS"

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez1 e lactação2.

"NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE3"

Tamooex é para uso exclusivamente oral.

Informações Técnicas de Tamooex

Modo de Ação:
Tamoxifeno é um antiestrogênio, com fraca atividade estrogênica em alguns animais, especialmente em grandes doses. Os mecanismos precisos de ação da droga ainda não são bem conhecidos.
Tamoxifeno e muitos de seus metabólitos4 competem com estradiol, pela ligação nos receptores estrogênicos citoplasmáticos em tecidos, tais como, mama5, útero6, vagina7, pituitária e tumores contendo altas concentrações de receptores para estrógeno8. Embora os complexos de receptores de Tamoxifeno e seus metabólitos4 sejam translocados para o núcleo, a ligação com a cromatina9 nuclear parece ocorrer de maneira anormal e persiste por um maior período de tempo que os complexos de receptores de estrógeno8. A síntese de DNA e a resposta do estrógeno8 são, dessa maneira, marcadamente reduzidas. Ao contrário da hipótese prevista, um estudo em ratos demonstrou que Tamoxifeno não interfere com o reabastecimento dos receptores estrogênicos citoplasmáticos. Os efeitos antiestrogênicos in vivo e antitumorais de Tamoxifeno parecem resultar de ações combinadas da droga inalterada e muitos dos seus metabólitos4 identificados, mas suas contribuições relativas não foram completamente esclarecidas.
Seguindo a administração a curto prazo em mulheres que não ovulam, Tamoxifeno pode induzir a ovulação10 pelo estímulo à liberação de gonadotrofina no hipotálamo11, que por sua vez, estimula a liberação das gonadotrofinas da hipófise12.

Farmacocinética de Tamooex

Tamoxifeno é absorvido lentamente por administração oral, com pico de concentrações séricas geralmente ocorrendo de 3 a 6 horas, após uma dose única. A extensão da absorção em humanos não foi ainda adequadamente determinada, mas informações limitadas de estudos em animais sugerem que a droga é bem absorvida. Estes estudos também sugerem que Tamoxifeno e seus metabólitos4 sofrem extensa circulação13 enterepática.Na administração por via oral, os picos das concentrações séricas de Tamoxifeno atingem cerca de 17ng/mL, após dose única de 10mg; 42ng/mL, após dose de 20mg; e 65 a 70ng/mL, após dose única de 40mg; entretanto, há uma variação considerável entre indivíduos em relação às concentrações séricas atingidas após doses únicas e, no estado de equilíbrio, com doses contínuas. Por administração oral de uma dose única de Tamoxifeno, o pico das concentrações séricas de N-desmetiltamoxifeno, o principal metabólito14 da droga, geralmente, varia de 20‰ a 50‰ em relação ao Tamoxifeno inalterado; entretanto, com dosagem contínua, as concentrações de equilíbrio do N-desmetiltamoxifeno, geralmente, variam de 1 a 2 vezes em relação ao Tamoxifeno inalterado. Na administração contínua, por via oral, de 10mg de Tamoxifeno duas vezes ao dia, durante 3 meses, as concentrações plasmáticas de equilíbrio de Tamoxifeno e N-desmetiltamoxifeno são, em média, 120ng/mL (variação de 67 a 183ng/mL) e 336ng/mL (variação de 148 a 654ng/mL), respectivamente.
As concentrações de equilíbrio de Tamoxifeno são geralmente atingidas após 3 a 4 semanas de doses contínuas, enquanto que as de N-desmetiltamoxifeno são geralmente atingidas após 3 a 8 semanas de doses contínuas. As concentrações séricas de equilíbrio podem ser atingidas mais rapidamente com regime de doses cumulativas, mas não há vantagem terapêutica15 com tal procedimento.
A distribuição de Tamoxifeno e seus metabólitos4 nos fluidos e tecidos do organismo humano não foi totalmente elucidada. Num estudo com número limitado de mulheres que receberam Tamoxifeno marcado radioativamente previamente à histerectomia16, as concentrações de radioatividade detectadas nos tecidos uterinos foram maiores do que àquelas no soro17, 4 a 96 horas da administração da droga. As concentrações de radioatividade uterinas mais altas estavam presentes no endométrio18. Os metabólitos4 de Tamoxifeno distribuem-se na bile19 dos animais. Geralmente, a distribuição de Tamoxifeno e seus metabólitos4 no citosol de tecido20 tumoral de mama5 humana parece ser semelhante às concentrações relativas presentes no soro17, embora as concentrações no citosol possam exibir variações individuais maiores que as concentrações séricas.
Não se sabe se Tamoxifeno é excretado no leite.
Informações limitam-se a sugerir que Tamoxifeno tem meia-vida de distribuição de 7 a 14 horas e meia-vida de eliminação de cerca de 7 dias (intervalo de 3 a 21 dias). A meia-vida de eliminação do N-desmetiltamoxifeno, seu principal metabólito14, é estimada ser de 9 a 14 dias.
Tamoxifeno é rapidamente e amplamente metabolizado por desmetilação, principalmente, e uma pequena parte por desaminação subseqüente, e também por hidroxilação. Estudos iniciais sugeriram que 4-hidroxitamoxifeno (metabólito14 B) era o principal metabólito14 da droga. Porém, estudos posteriores, utilizando metodologias de ensaio melhores, têm mostrado que 4-hidroxitamoxifeno é um metabólito14 de menor importância, sendo             N-desmetiltamoxifeno (metabólito14 X) o principal. A atividade biológica de                       N-desmetiltamoxifeno parece ser similar à atividade do Tamoxifeno. N-desmetiltamoxifeno sofre desmetilação para formar N-N-desdimetiltamoxifeno (metabólito14 Z), o qual sofre desaminação subseqüente para formar o metabólito14 de álcool primário (metabólito14 Y). Ambos, 4-hidroxitamoxifeno e a cadeia lateral do álcool primário derivado do Tamoxifeno, têm sido identificados como os menores metabólitos4 no plasma21.
3,4-diidroxitamoxifeno e um metabólito14 não-identificado (metabólito14 E) também têm sido detectados no plasma21 em pequenas quantidades. Com a administração contínua de Tamoxifeno, concentrações séricas de N-desmetiltamoxifeno são, geralmente, cerca de 1 a 2 vezes daquelas de Tamoxifeno inalterado, enquanto que as de N-N-desdimetiltamoxifeno são cerca de 20‰ a 40‰ daquelas de Tamoxifeno inalterado e as concentrações do metabólito14 do álcool primário são cerca de 5‰ a 25‰ daquelas de Tamoxifeno inalterado. Concentrações de metabólitos4 hidroxilados e o metabólito14 E parecem ser menos que 5‰ do que Tamoxifeno inalterado. A contribuição relativa do Tamoxifeno e seus metabólitos4 nos efeitos in vivo antiestrogênicos e antitumorais da droga não foi totalmente esclarecida, mas resultados de vários estudos in vivo e in vitro sugerem que os efeitos in vivo de Tamoxifeno resultam de ações combinadas da droga inalterada e de muitos de seus metabólitos4 identificados.
O destino da excreção de Tamoxifeno e seus metabólitos4 ainda não foi bem elucidado. Mas, após a administração oral de uma dose de 20mg de Tamoxifeno marcado radioativamente em mulheres, aproximadamente 6,5‰ da dose administrada foi excretada nas fezes em um período de 2 semanas, principalmente como conjugados polares; Tamoxifeno inalterado e metabólitos4 não-conjugados foram responsáveis por menos que 30‰ da radioatividade fecal.
Tamoxifeno e N-desmetiltamoxifeno têm sido detectados na urina22 em pequenas quantidades. Em animais, Tamoxifeno e/ou seus metabólitos4 parecem sofrer ampla circulação13 enterepática e são excretados nas fezes e urina22 como glucuronídeos, outros conjugados e metabólitos4 polares não-identificados.

Indicações de Tamooex

Terapia adjuvante:
Tamooex é indicado no tratamento de câncer23 de mama5 com linfonodo24 axilar negativo em mulheres, após mastectomia25 total ou segmentar, linfadenectomia axilar e radioterapia26. Os dados são insuficientes para predizer quais mulheres serão mais beneficiadas e para determinar se Tamooex propicia algum benefício à mulheres com tumores menores do que 1 cm.
Tamooex é indicado no tratamento de câncer23 de mama5 com linfonodo24 axilar positivo em mulheres na pós-menopausa27, após mastectomia25 total ou segmentar, linfadenectomia axilar e radioterapia26. Em alguns estudos com Tamooex como adjuvante, a maior parte dos benefícios até o momento tem sido no subgrupo com 4 ou mais nódulos axilares positivos.
A quantificação dos receptores de estrogênio e progesterona pode ajudar a prever se a terapia adjuvante com Tamooex será benéfica.

Terapia para doença avançada:
Tamooex é eficaz no tratamento de câncer23 de mama5 metastático em homens e mulheres. Em mulheres na pré-menopausa27 com câncer23 de mama5 metastático, Tamooex é uma alternativa à ooforectomia28 ou irradiação ovariana.
Existem evidências que indicam que pacientes cujos tumores são receptores estrogênio-positivo serão, provavelmente, mais beneficiados pelo tratamento com Tamooex.

Contra-Indicações de Tamooex

Tamooex é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo do medicamento ou a qualquer outro componente da sua formulação.Tamooex não deve ser administrado durante a gravidez1. Pacientes em pré-menopausa27 devem passar por um exame cuidadoso para excluir qualquer possibilidade de gravidez1 prévia ao tratamento de câncer23 de mama5 ou infertilidade29 com Tamooex.

Precauções Gerais de Tamooex

Tamooex deve ser utilizado cuidadosamente em pacientes com leucopenia30 ou trombocitopenia31. Observações de leucopenia30 e trombocitopenia31, ocasionalmente, têm sido relatadas. Diminuições na contagem plaquetária, usualmente de 50.000 a 100.000/mm3, infreqüentemente mais baixas, têm sido ocasionalmente relatadas em pacientes que tomam Tamooex para tratamento de câncer23 de mama5.
Em pacientes com trombocitopenia31 significativa, episódios raros de hemorragia32 têm ocorrido, mas não se tem certeza se estes episódios ocorrem em virtude da terapia com Tamooex. Contagens sangüíneas completas, incluindo contagem de plaquetas33, devem ser realizadas em intervalos regulares.
Durante a farmacovigilância, elevações de T4 foram relatadas por algumas pacientes na pós-menopausa27, as quais podem ser explicadas pelos aumentos de globulina34 ligada à tireóide. Essas elevações não foram acompanhadas por hipertireoidismo35 clínico.
Variações no índice cariopcínico de esfregaços vaginais e de efeitos estrogênicos de graus variados em esfregaços de Papanicolau36 não têm freqüentemente aparecido em pacientes na pós-menopausa27, quando Tamooex foi administrado.
Na experiência de farmacovigilância com Tamooex, casos raros de hiperlipidemias têm sido relatados. Monitoração periódica do plasma21 em relação aos níveis de triglicérides37 e colesterol38 podem ser indicadas em pacientes com hiperlipidemias preexistentes.

Carcinogênese:
Um estudo convencional de carcinogênese em ratos (doses de 5, 20 e 35mg/Kg/dia por até 2 anos) revelou carcinoma39 hepatocelular em todas as doses, e a incidência40 desses tumores foi significativamente maior entre os ratos que receberam doses de 20 ou 35mg/Kg/dia (69‰) do que naqueles que receberam doses de 5mg/Kg/dia (14‰). A incidência40 naqueles que receberam doses de 5mg/Kg/dia (29,5mg/m2) foi significativamente maior do que nos controles. Além disso, dados preliminares de dois relatórios independentes, de estudos com 6 meses de duração em ratos, revelaram tumores no fígado41, que foram classificados como malignos por um desses estudos.
Alterações endócrinas, em camundongos imaturos e maduros, foram investigadas em um estudo de 13 meses de duração. Tumores ovarianos e tumores testiculares de célula42 intersticial43 foram detectadas naqueles que receberam Tamooex, mas não nos controles.

Mutagênese:
Embora nenhum potencial genotóxico tenha sido descoberto em bactéria44 convencional de exames in vitro e in vivo com sistemas de testes procariótico e eucariótico com sistemas de metabolização da droga presentes. Aumento dos níveis de DNA foram encontrados em fígados de ratos expostos ao Tamooex.
Tamooex aumenta também níveis de formato de micronúcleos in vitro em linha de células45 linfoblásticas humanas (MCL-5). Baseado nessas constatações, Tamooex é genotóxico em células45 MCL-5 de roedores e seres humanos.

Prejuízo à fertilidade:
A taxa de fertilidade de ratas diminuiu após a administração de 0,04mg/Kg por duas semanas. Houve diminuição no número de implantação e todos os fetos morreram.
Após a administração de 0,16mg/Kg em ratas do 7º ao 17º dia de prenhez, houve aumento do número de mortes fetais.
A administração em coelhas de 0,125mg/Kg, do 6º ao 18º dia de prenhez, resultou em aborto ou parição prematura. Mortes fetais ocorreram com doses altas. Não houve alterações teratogênicas nos estudo de segmento II, em ratos ou coelhos. Várias sagüis prenhes receberam doses de 10mg/Kg/dia durante a organogênese ou na última metade da gestação. Nenhuma deformação foi vista e, embora a dose fosse alta o suficiente para interromper a prenhez em alguns animais, aqueles que de fato mantiveram a prenhez, não apresentaram malformações46. Ratas que receberam 0,16mg/Kg do 17º dia de prenhez até um dia antes do desmame demonstraram aumento no número de filhotes nascidos mortos. Foi relatado que alguns filhotes nascidos destas ratas apresentaram aprendizagem mais vagarosa, sem significado estatístico em um estudo. Em outro estudo, onde a significância foi relatada, essa foi obtida pela comparação de animais recebendo a droga com controles de outro estudo.
A dose diária humana recomendada de 20 a 40mg corresponde a 0,4 a 0,8mg/Kg para uma mulher com peso médio de 50Kg.

Uso na gravidez1 e lactação2:
Tamooex pode causar dano fetal quando administrado à mulheres grávidas. As pacientes devem ser orientadas a não engravidarem enquanto estiverem tomando Tamooex, e devem usar medidas contraceptivas de barreira ou não-hormonais, se tiverem vida sexual ativa. Efeitos nas funções reprodutivas são esperados devido às propriedades antiestrogênicas da droga. Em estudos reprodutivos em ratos, com doses iguais ou abaixo das utilizadas em seres humanos, alterações não-teratogênicas no desenvolvimento esquelético foram observadas, mas eram reversíveis. Além disso, em estudos de fertilidade em ratos e em estudos de teratogênese47 em coelhos, com doses iguais ou abaixo daquelas utilizadas em seres humanos, observou-se baixa incidência40 de implantação de embriões, alta incidência40 de morte fetal ou retardo no crescimento uterino, com menor aprendizagem em alguns dos filhotes quando comparados aos controles. Várias sagüis prenhes receberam doses durante a organogênese ou na última metade da gravidez1. Nenhuma deformação foi observada e, embora a dose fosse alta o suficiente para interromper a prenhez, em alguns animais, aqueles que, de fato, mantiveram a prenhez não apresentaram evidência de malformações46.
Não há estudos adequados e bem controlados desta droga em mulheres grávidas.
Têm sido relatados abortos espontâneos, deformações fetais, mortes fetais e sangramentos vaginais.
Se Tamooex for administrado durante a gravidez1 ou se a paciente ficar grávida durante o tratamento, ou mesmo após 2 meses do final da terapia com Tamooex, a paciente deve ser avisada quanto ao risco potencial para o feto48, incluindo risco a longo prazo.
Não é conhecido se Tamooex é excretado no leite materno.
Em virtude de muitas drogas serem excretadas no leite humano e considerando a potencialidade de sérias reações adversas em lactentes49 devido ao Tamooex, deve-se tomar a decisão de interromper a lactação2 ou a administração da droga, observando sua importância para a mãe.

Advertências de Tamooex

Distúrbios visuais, incluindo alterações na córnea50, catarata51 e retinopatia, têm sido relatados em pacientes recebendo Tamooex.Como em outras terapias hormonais adjuvantes (estrogênios e androgênios), hipercalcemia tem sido descrita em algumas pacientes com câncer23 de mama5 e metástase52 óssea, após poucas semanas do início do tratamento com Tamooex. Se a hipercalcemia ocorrer, medidas apropriadas devem ser tomadas e, caso seja severa, o uso de Tamooex deve ser interrompido.
Um pequeno número de casos de hiperplasia53 e pólipos54 endometriais têm sido relatados em associação ao tratamento com Tamooex comprimidos. Uma relação definitiva entre a terapia com Tamooex e esses casos não foi totalmente estabelecida.
Mulheres que tomam Tamooex devem relatar ao médico a ocorrência de sangramento vaginal anormal. Caso isto ocorra, suas causas devem ser prontamente investigadas.
Num estudo randomizado55 na Suécia com Tamooex como tratamento adjuvante, na dose de 40mg/dia, em um período de 2 a 5 anos, observou-se aumento na incidência40 de câncer23 uterino. Treze de 931 pacientes tratados com Tamooex versus dois de 915 do grupo de controle desenvolveram câncer23 uterino. Entretanto, um exame de mais de 12.000 pacientes apontou, dentro de outros 12 grandes estudos adjuvantes em andamento (incluindo NSABP B-14), que pacientes que receberam Tamooex em doses de 20 a 40mg/dia, por períodos de 1 a 5 anos ou mais versus controle, não apresentaram aumento da incidência40 de câncer23 de útero6.
Numa mesma triagem na Suécia, a incidência40 do segundo tumor56 primário de mama5 foi reduzida com o uso de Tamoxifeno.
Em triagem NSABP B-14, na qual pacientes foram randomizadas para receber Tamooex 20mg/dia por 5 anos versus placebo57, a incidência40 do segundo câncer23 de mama5 primário também foi reduzida.

Interações Medicamentosas de Tamooex

Tamooex demonstra potencializar o efeito hipoprotrombinêmico da varfarina (anticoagulante58). Em pacientes em terapia com varfarina, prolongamentos substanciais no tempo de protrombina59 têm ocorrido após muitos dias do início da terapia com Tamooex. Sinais60 claros de sangramento (como, por exemplo, hematêmese61, hematúria62, hematoma63 subdural e hemorragia32 intra-ocular) também têm ocorrido durante a terapia concomitante com essas drogas. Como o mecanismo dessa interação ainda não foi esclarecido, o uso simultâneo de Tamooex e anticoagulantes64 derivados da cumarina deve ser feito cuidadosamente. Se as drogas forem utilizadas concomitantemente, o paciente deve ser monitorado constantemente, inclusive seu tempo de protrombina59, e a dosagem do anticoagulante58 ajustada de acordo com o caso.
Tamooex e seus derivados (Tamoxifeno, N-desmetiltamoxifeno e 4-hidroxitamoxifeno) têm se mostrado potentes inibidores do citocromo hepático P450 de funções oxidativas mistas. O efeito de Tamooex no metabolismo65 e excreção de outras drogas antineoplásicas, tais como ciclofosfamida e outras drogas que requerem função oxidativa mista para ativação, não é conhecido.
Em, pelo menos, uma paciente recebendo Tamooex e fenobarbital concomitantemente, concentrações séricas de Tamoxifeno foram diminuídas em cerca de 80‰; entretanto, a importância clínica desta interação não é conhecida.
As concentrações séricas de Tamoxifeno e N-desmetiltamoxifeno sofreram aumentos em pacientes que recebiam Tamooex e bromocriptina concomitantemente.

Reações Adversas de Tamooex

Reações adversas para Tamooex são relativamente leves e, raramente, severas o suficiente para exigirem a interrupção do tratamento. Se as reações adversas forem severas, algumas vezes é possível controlá-las pela simples redução da dosagem, sem a perda do controle da doença.Em pacientes tratados com Tamooex para metástase52 de câncer23 de mama5, as reações adversas mais freqüentes são fogachos, náuseas66 e/ou vômitos67. Estes sintomas68 podem ocorrer em até 25‰ dos pacientes.
Menos freqüentemente, ocorrem reações adversas como sangramento vaginal, secreção vaginal, irregularidades menstruais e exantema69 de pele70. Normalmente, estes sintomas68 não têm apresentado severidade suficiente para requererem redução da dosagem ou interrupção do tratamento.
Aumento da dor óssea e/ou tumoral, além de calor no local, têm ocorrido, associados algumas vezes, a uma boa resposta do tumor56. As pacientes com aumento da dor óssea podem requerer analgesia adicional. As pacientes com doenças do tecido20 mole podem apresentar aumento repentino no tamanho de lesões71 preexistentes, algumas vezes associado a marcado eritema72 na lesão73 ou ao seu redor, e/ou desenvolvimento de novas lesões71.
Quando presentes, a dor óssea ou o calor local ocorrem logo após o início da administração de Tamooex e, em geral, regridem rapidamente.
Outras reações adversas observadas, com pouca freqüência, são: hipercalcemia, edema74 periférico, falta de paladar75, prurido76 vulvar, depressão, vertigem77, perda leve de direção, dor de cabeça78 e diminuição do volume e/ou perda parcial de cabelo79.
Há relatos raros de eventos tromboembólicos que ocorrem durante a terapia com Tamooex. Já em pacientes com câncer23, em geral, sabe-se que ocorre um aumento na incidência40 de eventos tromboembólicos, mas ainda não está totalmente estabelecido se tem alguma relação com Tamooex. Quando agentes citotóxicos80 são combinados com Tamooex, há um aumento nesta incidência40.
Cistos ovarianos foram observados em pequeno número de pacientes na pré-menopausa27 com câncer23 de mama5 avançado tratadas com Tamooex.
Tamooex é bem tolerado em homens com câncer23 de mama5. A literatura e o relato de casos sugerem que a segurança de Tamooex em homens é similar àquela observada em mulheres. Em homens oligospérmicos tratados com Tamooex, os níveis de LH, FSH, testosterona e estrogênio estão elevados. Nenhuma alteração clínica significativa foi relatada.

Posologia de Tamooex

A dosagem de Citrato de Tamoxifeno é expressa nos limites do Tamoxifeno.

Carcinoma39 de mama5:
Quando Tamooex é utilizado isolado como adjuvante para cirurgia e radioterapia26 no tratamento do carcinoma39 de mama5, a dosagem usual da droga é 10mg, 2 a 3 vezes por dia. Não há evidência que altas dosagens são necessárias. A duração ideal da terapia adjuvante com Tamooex não foi totalmente estabelecida, mas terapia por mais de 2 anos (por exemplo, geralmente 5 anos) é mais efetiva que terapias mais curtas.
Quando Tamooex é utilizado em combinação com quimioterapia81, como um adjuvante de cirurgia no tratamento de carcinoma39 de mama5 em mulheres na pós-menopausa27 ou com 50 anos de idade ou mais, as quais tenham linfonodos82 axilares negativos, a dosagem usual da droga é 10mg, 2 vezes por dia. A duração ideal da terapia adjuvante com Tamooex ainda não foi totalmente estabelecida.
Para o tratamento de carcinoma39 de mama5 avançado em mulheres na pós-menopausa27, a dose usual de Tamooex é de 20 ou 40mg diariamente, administradas em duas doses divididas: uma de manhã e outra ao entardecer. Por não obter respostas significativamente diferentes em ratos com as duas dosagens, a maioria dos clínicos acredita que dose de 20mg por dia, normalmente, deve ser utilizada, no início da terapia. Caso ocorra uma resposta objetiva, esta é evidente dentro de 4 a 10 semanas; entretanto, muitos meses de terapia podem ser necessários antes de uma resposta objetiva ocorrer em pacientes com metástases83 ósseas.
Para o tratamento de carcinoma39 de mama5 avançado (metástase52) em homens, a dose usual de Tamooex é de 20 ou 40mg por dia, administradas em duas doses divididas: pela manhã e ao entardecer. Quando Tamooex isolado ou em combinação com radioterapia26 foi utilizado como um adjuvante da cirurgia no tratamento do carcinoma39 de mama5 em homens, uma dosagem de 20mg de Tamooex foi utilizada, usualmente por 1 a 2 anos. A duração ideal da terapia não foi totalmente estabelecida. Entretanto, como a terapia adjuvante excedendo 2 anos (por exemplo, 5 anos) parece ser mais efetiva que terapia de curta duração em mulheres com carcinoma39 de mama5, alguns clínicos aplicam o mesmo curso terapêutico prolongado de Tamooex para pacientes84 homens.

Outros usos:
Para estimular ovulação10, doses de 5 a 40mg de Tamooex têm sido administradas 2 vezes por dia, durante 4 dias.

Superdosagem de Tamooex

Em estudos para determinar a dose letal aguda de Tamooex, foram observados acessos e dificuldades respiratórias quando a droga foi administrada em altas doses. Não há, atualmente, informações suficientes sobre a superdosagem de Tamooex em seres humanos.
Num estudo para determinar a dose máxima tolerada de Tamooex, neurotoxicidade aguda manifestada por tremor, hiper-reflexia, deambulação85 instável e vertigem77 ocorreram em pacientes com carcinoma39 avançado (metastático), que receberam altas doses de Tamooex, isto é, doses excedendo 400mg/m2 de área de superfície corpórea, seguidas por doses de manutenção (150mg/m2, administradas duas vezes ao dia) para reverter a resistência múltipla à droga.
Estes efeitos adversos ocorreram de 3 a 5 dias após o início da terapia com o medicamento, e desapareceram 2 a 5 dias após a interrupção do tratamento. Não foi notada nenhuma toxicidade86 neurológica permanente. Embora uma relação causal para Tamooex não tenha sido estabelecida, ataques foram relatados em pelo menos uma das pacientes, muitos dias depois da descontinuidade da droga, mas efeitos neurotóxicos foram resolvidos.
Em pacientes recebendo doses que excedem 250mg/m2, seguidas por doses de manutenção de 80mg/m2, administradas duas vezes por dia, prolongação do intervalo relativo ao ECG foi relatada.
Numa paciente cuja área de superfície do corpórea era 1,5m2, a dose de administração mínima e a de manutenção, nas quais ocorreram sintomas68 neurológicos e mudanças relativas ao eletrocardiograma87, foram, pelo menos, 6 vezes mais altas em relação à dose máxima recomendada.

Tratamento:
Não se conhece tratamento específico para superdosagem de Tamooex. Portanto, o tratamento deve ser sintomático88.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

TAMOOEX - Laboratório

MEIZLER
Alameda Juruá, 149 - Alphaville
Barueri/SP - CEP: 06455-010
Tel: 11-4195-6613
Fax: 11-4195-6621
Email: diretoria@meizler.com.br
Site: http://www.meizler.com.br/

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
5 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
6 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
7 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
8 Estrógeno: Grupo hormonal produzido principalmente pelos ovários e responsáveis por numerosas ações no organismo feminino (indução da primeira fase do ciclo menstrual, desenvolvimento dos ductos mamários, distribuição corporal do tecido adiposo em um padrão feminino, etc.).
9 Cromatina: Também conhecida como cariotina. É a substância constituinte do cromossomo da célula eucarionte e composta de ADN, ARN e proteínas.
10 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
11 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
12 Hipófise:
13 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
14 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
15 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
16 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
17 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
18 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
19 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
20 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
21 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
22 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
23 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
24 Linfonodo: Gânglio ou nodo linfático.
25 Mastectomia: Cirurgia através da qual extirpa-se parte ou a totalidade da mama. Pode estar indicada como tratamento do câncer de mama.
26 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
27 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
28 Ooforectomia: Ablação ou retirada de um ou dos dois ovários.
29 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
30 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
31 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
32 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
33 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
34 Globulina: Qualquer uma das várias proteínas globulares pouco hidrossolúveis de uma mesma família que inclui os anticorpos e as proteínas envolvidas no transporte de lipídios pelo plasma.
35 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
36 Papanicolau: Método de coloração para amostras de tecido, particularmente difundido por sua utilização na detecção precoce do câncer de colo uterino.
37 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
38 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
39 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
40 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
41 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
42 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
43 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
44 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
45 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
46 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
47 Teratogênese: Formação e desenvolvimento no útero de anomalias que levam a malformações; teratogenia.
48 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
49 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
50 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
51 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
52 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
53 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
54 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
55 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
56 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
57 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
58 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
59 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
60 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
61 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
62 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
63 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
64 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
65 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
66 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
67 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
68 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
69 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
70 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
71 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
72 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
73 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
74 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
75 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
76 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
77 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
78 Cabeça:
79 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
80 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
81 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
82 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
83 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
84 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
85 Deambulação: Ato ou efeito de deambular, passear ou marchar.
86 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
87 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
88 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
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