FATOR ANTI-HEMOFÍLICO IX

GRIFOLS

Atualizado em 08/12/2014

Fator Anti-hemofílico IX

- Forma farmacêutica e apresentações:
Liofilizado1 e diluente: 500 U.I./10 ml, 1.000 U.I./10 ml,

USO ADULTO

Composição de Fator Anti-Hemofílico Ix

    Por frasco-ampola de liofilizado1    Princípio ativo            
Fator IX     500 U.I. -10mg     1.000 U.I. - 20 mg    
Excipientes            
Albumina2 humana    100 mg    100 mg    
Cloreto de sódio    90 mg    90 mg    
Citrato de sódio    44 mg    44mg    
Antitrombina humana    1 U.I.    2 U.I.    
Diluente            
Água para injetáveis     10 ml    10 ml    
    Por frasco-ampola    
    

- INFORMAÇÃO TÉCNICA

 características de Fator Anti-Hemofílico Ix

O Fator Anti-hemofílico IX é uma glicoproteína de cadeia única com peso molecular de cerca de 68.000. É um fator de coagulação3 dependente de vitamina4 K sintetizado pelo fígado5. O Fator IX é ativado por duas vias: através do Fator IXa na via de coagulação3 intríseca e pelo fator VII/fator complexo nos tecidos na via de coagulação3 extrínseca. O Fator IX ativado, ativa o Fator X. Estes resultados definem a conversão da protrombina6 em trombina7. A trombina7 então converte o fibrinogênio8 em fibrina9, e é formado um coágulo10.
A atividade congênita11 do Fator IX é significativamente reduzida em pacientes com hemofilia12 B, resultando em tendência a sangramentos e risco de hemorragia13 severa. A terapia de reposição é, desta forma, necessária.
O fator de coagulação3 plasmático humano IX contido na preparação é um constituinte normal do plasma14 e age como o Fator IX endógeno. Os testes de toxicidade15 por dose única não normal do plasma14 e age como o Fator IX endógeno. Os testes de toxicidade15 por dose única não são relevantes, já que doses mais altas resultam em superdosagem.
Atenção especial tem sido voltada à segurança viral, a segurança é baseada na doação não-remunerada de sangue16 na Finlândia e consistente acompanhamento laboratorial, o que exclui a possibilidade de transmissão de doenças infecciosas, inclusive hepatite17 B, C e AIDS. O Fator Anti-hemofílico IX  é fabricado com plasma14 fresco coletado de doadores voluntários de sangue16 finlandeses. Cada unidade plasmática e o "pool" plasmático composto utilizados para o produto têm sido testados e encontrados negativos para HBsAg, anti-HIV18-1, anti-HIV18-2 e anti-HCV. O processo de fabricação de Fator Anti-hemofílico IX  inclui métodos para a eliminação e inativação de vírus19 utilizando tratamento químico com reagentes S/D (TNBP/ Tween 80) e remoção de vírus19 por filtração através de filtro de 15 nm. Acredita-se que o tratamento de eliminação viral S/D elimine o risco de transmissão de todos os vírus19 com invólucros, como HIV18 e os vírus19 da hepatite17 B e C. A filtração de vírus19 remove efetivamente também vírus19 sem invólucro.

 indicações de Fator Anti-Hemofílico Ix

Tratamento e prolifaxia da hemorragia13 em: ·      Pacientes com hemofilia12 B (deficiência congênita11 do fator IX);
·    Deficiência adquirida do Fator IX.

 contra-Indicações de Fator Anti-Hemofílico Ix

Não há contra-indicações absolutas.

 advertências e Precauções Especiais de Uso de Fator Anti-Hemofílico Ix

Aconselha-se precaução em pacientes com reações alérgicas conhecidas a qualquer constituinte da preparação. Se uma reação alérgica20 ou anafilática ocorrer, deve-se descontinuar imediatamente a administração da preparação. Os procedimentos usuais devem ser seguidos para o tratamento de choque21.De acordo com a literatura, o uso de preparações de Fator IX com baixa pureza (Concentrados de complexos de protrombina6 = PCC) está associado, em certas circunstâncias, com risco de trombose22 ou coagulação3 intravascular23 disseminada. Pacientes que receberam preparações à base de Fator IX devem ser observados estritamente quanto a sinais24 ou sintomas25 de coagulação3 intravascular23 ou trombose22. Devido à possibilidade de complicações tromboembolíticas, deve-se ter precaução ao administrar preparações à base de Fator IX a pacientes com histórico de doença cardíaca coronariana ou infarto do miocárdio26, com problemas hepáticos, a pacientes em período pós-operatório, a neonatos27 ou a pacientes suscetíveis a fenômenos tromboembolíticos ou coagulação3 intravascular23 disseminada. Em cada uma dessas situações, os benefícios do tratamento com a formulação de Fator IX deve ser avaliado em relação à possibilidade destas complicações.
Há evidências de que o risco de trombogênese associado a preparações com Fator IX purificado, tais como o Fator Anti-hemofílico IX , é significantemente mais baixo que o associado àqueles de concentrados de complexos de protrombina6.
Como o Fator Anti-hemofílico IX  é uma preparação purificada de Fator IX, ele não corrige as deficiências de alguns fatores de coagulação3 causadas pela superdosagem de anticoagulantes28 orais e não serve à monoterapia para o tratamento da hemorragia13 resultante de tal superdosagem.
Se a reposta clínica ou mensurada produzida pelo produto decrescer, deve-se determinar os níveis plasmáticos de inibidor.

 interações Medicamentosas de Fator Anti-Hemofílico Ix

Não são conhecidas interações entre a preparação de Fator IX e outras drogas in vivo. Contudo, é provável incompatibilidade in vitro entre soluções de infusão e outros fatores de coagulação3 administrados durante procedimentos cirúrgicos. Principalmente as soluções de infusão contendo medicamentos.

 efeitos Indesejáveis de Fator Anti-Hemofílico Ix

Reações alérgicas ou anafiláticas são observadas em raros casos. Aumento na temperatura corpórea é observado em raros casos.
O desenvolvimento de anticorpos29 ao Fator IX tem sido relatado na literatura como um fenômeno raro.
O tratamento com preparações de Fator IX está associado à possibilidade de complicações tromboembolíticas.
Não foram observados efeitos adversos em nenhum dos cinco pacientes com hemofilia12 B severa em um ensaio clínico com o Fator Antihemofílico IX .

Reações alérgicas e desenvolvimento de inibidores:
Reações alérgicas e anafiláticas associadas com produtos de Fator IX são raras. A ocorrência de inibidores é também rara.

 posologia de Fator Anti-Hemofílico Ix

A dose e a duração da terapia de substituição dependem da severidade do problema de coagulação3, da localização e extensão do sangramento e da condição clínica do paciente.
Uma unidade de atividade de Fator IX é equivalente à quantidade de Fator IX presente em 1,0 ml de plasma14 humano normal.
O cálculo30 da dose terapêutica31 requerida de Fator IX é baseada na observação de ensaios clínicos32 em que uma UI de Fator IX por kg de peso corpóreo aumenta a atividade plasmática de Fator IX em cerca de 1% do normal. A dose requerida é determinada utilizando-se a seguinte fórmula:

Dose inicial:
Unidades requeridas = peso corpóreo (kg) x aumento desejado de Fator IX (%) x 1
Em um ensaio clínico com Fator Anti-hemofílico IX  realizado em 5 pacientes com hemofilia12 B, uma UI do Fator IX contida no produto, por kg de peso corpóreo aumenta a atividade plasmática do Fator IX em cerca de 1,4% (entre 1,3 e 1,7%). Para garantir a segurança durante o uso, contudo, e devido ao limitado número de pacientes estudados, as dosagens do Fator Anti-hemofílico IX  abaixo recomendadas são baseadas na fórmula comumente utilizadas para o cálculo30 da dose inicial.

IMPORTANTE:
A dose e a freqüência de administração devem sempre ser ajustadas individualmente de acordo com o caso do paciente e resposta clínica.

Tratamento de hemorragia13
Em casos recentes de hemorragias33 menores, uma dose única é comumente suficiente. Em outros casos, uma segunda dose pode ser administrada após 12 horas. Hemorragia13 severa requer algumas doses, administradas em intervalos de aproximadamente 12 horas. No tratamento de manutenção a dose é normalmente dois terços da dose inicial. A terapia de substituição deve ser mantida até que o sangramento tenha cessado ou a ferida cicatrizada adequadamente.


Tipo de hemorragia13    Atividade plasmática desejada de fator ix (% do normal)    Dose inicial (ui/kg)    Período médio de tratamento    
Hemorragias33 menores: Hemorragia13 recente nas juntas, sangramento nasal, gengival e hematúria34 branda.     20 - 30     25     Esta dose produz níveis suficientes para hemostase por cerca de 12 horas. A dose única é normalmente suficiente.     
Hemorragias33 maiores: Hemorragia13 prolongada nas juntas, hemorragia13 nos músculos35, traumatismo36 leve, hematúria34 maior, hemoptise37 branda, hematêmese38 ou melena39 e hemorragia13 na cavidade oral40.     30 - 50    40    Dois dias ou até a cicatrização adequada da ferida.    
Hemorragia13 severa: Hemorragia13 intracraniana, intra-abdominal e intratorácica, traumatismo36 maior, hemoptise37 severa e hematêmese38 ou melena39.     60 - 80    70    Três a quatro dias ou até a cicatrização adequada da ferida.    
Tratamento de intervenções cirúrgicas
A resposta ao tratamento com Fator IX deve ser confirmada antes da cirúrgica e a cirurgia escolhida deve ser realizada em colaboração com um especialista em coagulação3 sangüínea. Dependendo do tipo de operação, o tratamento deve ser continuado por uma ou duas semanas. As doses utilizadas na terapia de manutenção devem ser determinadas com base nas quantidades plasmáticas de fator IX e consultando-se um especialista em coagulação3 sangüínea.
Tipo de operação    Atividade pré-operatória desejada de fator ix (% do normal)    Dose (ui/kg)    Tratamento pós-operatório    
Cirurgias menores, extração de dente41     40 - 60     50    Baseado no monitoramento do Fator IX; consulta com um especialista em coagulação3 sangüínea    
Cirurgias maiores     60 - 80     70    Baseado no monitoramento do Fator IX; consulta com um especialista em coagulação3 sangüínea    
 
Para a profilaxia durante longos períodos contra sangramento em pacientes com hemofilia12 B severa, doses de 20-30 UI por kg de peso corpóreo devem ser administradas em intervalos de 3 a 4 dias.
Em hemofílicos com anticorpos29 contra Fator IX (inibidores), uma preparação denominada complexo ativado de protrombina6 é o tratamento de escolha. Sangramentos perigosos devem ser tratados com altas doses de Fator IX, possivelmente após a redução inicial das concentrações de anticorpos29 através de plasmaférese, ou uma preparação de recombinante Fator VII ativado pode ser utilizada.

 método de Administração de Fator Anti-Hemofílico Ix

Dissolver a preparação conforme descrito e injetar lenta e endovenosamente. A velocidade máxima recomendada é de 1-2 ml/minuto.

 superdosagem de Fator Anti-Hemofílico Ix

O uso de concentrados de complexos de protrombina6 (PCC) contendo altas doses de Fator IX tem sido associado a episódios de infarto do miocárdio26, coagulação3 intravascular23 disseminada, trombose22 venosa e embolia42 pulmonar. Em casos de superdosagem, a possibilidade complicações tromboembolíticas ou coagulação3 intravascular23 disseminada é,  assim, maior em pacientes com suscetibilidade preexistente a estas complicações.

Cuidados de conservação:
Conservar o produto entre 2º e 8ºC. Não congelar.
A preparação pode ser armazenada em temperatura ambiente (abaixo de 25º C) por dois meses, por exemplo durante uma viagem, sem que sua eficácia seja prejudicada.

 instruções de Uso de Fator Anti-Hemofílico Ix

O pó para injeção43 Fator Anti-hemofílico IX  deve ser diluído com a água estéril fornecida, em temperatura ambiente, utilizando-se uma agulha de dupla extremidade. O pó normalmente dissolve-se em um minuto e em não mais de 5 minutos. Após a dissolução, aspire a solução em uma seringa44 através da agulha-filtro fornecida. Remova a agulha-filtro e administre a solução por via endovenosa utilizando o tubo para injeção43.A solução reconstituída deve ser utilizada imediatamente após a dissolução do pó para injeção43. Qualquer porção não utilizada deve ser descartada. A solução reconstituída é límpida e ligeiramente opalescente. Soluções túrbidas não devem ser utilizadas.
A preparação não deve ser utilizada após haver expirado a data de validade indicada na embalagem.

 incompatibilidades de Fator Anti-Hemofílico Ix

Não se deve misturar outras soluções ou medicamentos com Fator Anti-hemofílico IX .
Apenas soluções de glicose45 e eletrólitos46 límpidas devem ser infusas concomitantemente na mesma veia.

 reconstituição de Fator Anti-Hemofílico Ix

  1.    Antes da reconstituição, os frascos de pó para injeção43 e diluente devem estar em temperatura ambiente.
2.    Remova os lacres dos frascos de forma que as tampas de borracha fiquem expostas. Desinfete as tampas dos dois frascos.
3.    Remova o protetor de extremidades da agulha de dupla extremidade e insira a agulha no frasco de diluente até a base da agulha. Remova o outro protetor, vire o frasco de diluente para baixo e insira a agulha através da tampa do frasco de pó para injeção43. O vácuo levará o diluente para dentro do frasco de pó para injeção43. (Fig. 1)
4.    Desconecte o frasco de diluente e, posteriormente, a agulha do frasco de pó para injetáveis. (Fig. 2).
5.    Gire suavemente o frasco de pó para injetáveis em movimentos circulares a um ângulo de 45º para misturar os conteúdos. Evite sacudir pois pode causar formação de agregados de proteínas47 parecidos com flocos. (Fig. 3).
6.    Verifique se o pó para injetáveis foi dissolvido. Pode permanecer alguma espuma na superfície da solução. A reconstituição normalmente leva 1 minuto, e em nenhum caso mais de 5 minutos. A solução deve ser utilizada imediatamente após a reconstituição.

FILTRAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO ENDOVENOSA
  7.    Desinfete a tampa de Fator Anti-hemofílico IX  novamente.
8.    Conecte o filtro à seringa44 e insira através da tampa do frasco de Fator Anti-hemofílico IX .
9.    Vire o frasco para baixo e transfira toda a solução para seringa44. (Fig. 4).
10.    Remova o filtro da seringa44.
11.    Proceda à venopunção utilizando uma agulha, deixe que o tubo de plástico preencha-se com sangue16 e conecte a seringa44 ao tubo.
12.    Injete a solução de Fator Anti-hemofílico IX  na veia. Segure o êmbolo48 da seringa44 de forma que não permaneça ar dentro da seringa44. (Fig. 5).

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
USO RESTRITO A HOSPITAIS.

Lote, Data de fabricação e de Vencimento: vide cartucho.

FATOR ANTI-HEMOFÍLICO IX - Laboratório

GRIFOLS
Umuarama 263. Vila Perneta - Condomínio Portal da Serra.
Pinhais/PR - CEP: 83325-000
Tel: (55) 41 668 2444
Fax: (55) 41 41 668 2495
Email: brasil@grifols.com
Site: http://www.biolaboratorio.com/ds/br/grifolsbr.html

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Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
3 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
4 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
5 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
6 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
7 Trombina: Enzima presente no plasma. Ela catalisa a conversão do fibrinogênio em fibrina, participando do processo de coagulação sanguínea.
8 Fibrinogênio: Proteína plasmática precursora da fibrina (que dá origem à fibrina) e que participa da coagulação sanguínea.
9 Fibrina: Proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio. Ela é o principal componente dos coágulos sanguíneos.
10 Coágulo: 1. Em fisiologia, é uma massa semissólida de sangue ou de linfa. 2. Substância ou produto que promove a coagulação do leite.
11 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
12 Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
13 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
14 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
15 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
16 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
17 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
18 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
19 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
20 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
21 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
22 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
23 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
24 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
25 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
26 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
27 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
28 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
29 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
30 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
31 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
32 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
33 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
34 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
35 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
36 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
37 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
38 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
39 Melena: Eliminação de fezes de coloração negra, alcatroada. Relaciona-se com a presença de sangue proveniente da porção superior do tubo digestivo (esôfago, estômago e duodeno). Necessita de uma avaliação urgente, pois representa um quadro grave.
40 Cavidade Oral: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
41 Dente: Uma das estruturas cônicas duras situadas nos alvéolos da maxila e mandíbula, utilizadas na mastigação e que auxiliam a articulação. O dente é uma estrutura dérmica composta de dentina e revestida por cemento na raiz anatômica e por esmalte na coroa anatômica. Consiste numa raiz mergulhada no alvéolo, um colo recoberto pela gengiva e uma coroa, a parte exposta. No centro encontra-se a cavidade bulbar preenchida com retículo de tecido conjuntivo contendo uma substância gelatinosa (polpa do dente) e vasos sangüíneos e nervos que penetram através de uma abertura ou aberturas no ápice da raiz. Os 20 dentes decíduos ou dentes primários surgem entre o sexto e o nono e o vigésimo quarto mês de vida; sofrem esfoliação e são substituídos pelos 32 dentes permanentes, que aparecem entre o quinto e sétimo e entre o décimo sétimo e vigésimo terceiro anos. Existem quatro tipos de dentes
42 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
43 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
44 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
45 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
46 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
47 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
48 Êmbolo: 1. Cilindro ou disco que se move em vaivém no interior de seringas, bombas, etc. 2. Na engenharia mecânica, é um cilindro metálico deslizante que recebe um movimento de vaivém no interior de um cilindro de motor de combustão interna. 3. Em artes gráficas, é uma haste de ferro com um cilindro, articulada para comprimir e lançar o chumbo ao molde. 4. Em patologia, é um coágulo ou outro tampão trazido pela corrente sanguínea a partir de um vaso distante, que obstrui a circulação ao ser forçado contra um vaso menor. 5. Na anatomia zoológica, nas aranhas, é um prolongamento delgado no ápice do aparelho copulador masculino.

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