BLAUFERON A

BLAUSIEGEL

Atualizado em 03/06/2015

Blauferon-A®
Interferon Alfa 2A
Recombinante

- Formas farmacêuticas e apresentações:
Caixas, contendo frasco-ampola com 3; 4,5; 9 e 18 milhões de U.I. de Interferon Alfa-2A liofilizado1, com glicina, albumina2 humana, fosfato de sódio dibásico e fosfato de sódio monobásico. A solução é preparada antes do uso pela adição de uma ampola de diluente (1 ml de água destilada para injetável).

USO ADULTO.

Fórmula de Composição de Blauferon a

BLAUFERON-A® 3 M.U.I.: Cada frasco-ampola contém:
 Interferon Alfa-2A    3.000.000 U.I.
Excipiente    23,82 mg
Cada ampola contém:
 Água destilada para Injetáveis    1 ml
BLAUFERON-A® 4,5 M.U.I.:
Cada frasco-ampola contém:
 Interferon Alfa-2A     4.500.000 U.I.
Excipiente    23,82 mg
Cada ampola contém:
 Água destilada para Injetáveis    1 ml
BLAUFERON-A® 9 M.U.I.:
Cada frasco-ampola contém:
 Interferon Alfa-2A    9.000.000 U.I.
Excipiente    23,82 mg
Cada ampola contém:
 Água destilada para Injetáveis    1 ml
BLAUFERON-A® 18 M.U.I.:
Cada frasco-ampola contém:
 Interferon Alfa-2A    18.000.000 U.I.
Excipiente    23,82 mg
Cada ampola contém:
 Água destilada para Injetáveis    1 ml


- INFORMAÇÕES AO PACIENTE:

O Interferon Alfa-2A recombinante é um modificador da resposta ou que apresenta propriedades antivirais, antiproliferativas e imunomoduladoras.
Cuidados de conservação:
Conservar o produto antes da diluição em temperatura entre 2°C e 8°C.
Uma vez reconstituído e na impossibilidade de uso imediato, conservar o produto em geladeira por até 7 dias. A solução diluída é clara e incolor ou ligeiramente amarelada.
Prazo de validade:
24 meses após a data de fabricação (vide cartucho). O prazo de validade encontra-se gravado na embalagem externa; em caso de vencimento inutilize o produto. Nenhum medicamento deve ser administrado após o término do seu prazo de validade.
Informe ao seu médico se estiver grávida, amamentando ou engravidar durante o tratamento.
O BLAUFERON-A® deve ser administrado por via subcutânea3 ou intramuscular.
Como ocorre com o uso de outras drogas antineoplásicas, o BLAUFERON-A® não deve ser administrado à homens e mulheres em idade fértil, a não ser que estejam fazendo uso de métodos contraceptivos eficazes.
Hemogramas completos periódicos devem ser realizados durante o tratamento com o BLAUFERON-A® e também antes e durante a terapia em períodos apropriados.
Cuidados na interrupção do tratamento:
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Informar ao médico o aparecimento de reações desagradáveis como febre4, fadiga5, dores musculares, dores de cabeça6 que possam ser associadas ao uso do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com álcool não é aconselhável.
Contra-indicações:
História de hipersensibilidade ao Interferon Alfa-2A ou a qualquer um dos componentes de BLAUFERON® contra-indica seu uso.
NÃO TOME REMÉDIO SEM CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO,
PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE7.

Informação Técnica de Blauferon a

O Interferon Alfa-2A recombinante é uma proteína altamente purificada formada por 165 aminoácidos, com peso molecular aproximado de 19.000 daltons.
O Interferon Alfa-2A é produzido por técnicas de DNA recombinante, onde se hibridizou um plasmídeo geneticamente planejado no gen da bactéria8 Escherichia coli.
O Interferon Alfa-2A apresenta-se na forma de liofilizado1 estéril em frasco-ampola de dose única, mais ampola de 1 ml de água estéril para injetáveis que é utilizado para reconstituir o liofilizado1.
Cada frasco-ampola contém: 3; 4,5; 9 e 18 milhões de unidades internacionais (M.U.I.) de Interferon Alfa-2A recombinante liofilizado1 e excipientes (fosfato dissódico, fosfato monossódico, glicina, albumina2 humana).

Ação Terapêutica9 de Blauferon a

Em estudos pré-clínicos apresentou atividades antiproliferativas que empregaram tanto sistemas de culturas quanto xenoenxertos de tumores humanos em animais. Demonstrou atividade imunomoduladora "in vitro".Os interferons manifestam suas atividades celulares mediante ligação a receptores específicos de membrana na superfície celular.
Os resultados de diversos estudos sugerem que, uma vez ligado à membrana celular10, o interferon inicia uma complexa sequência de reações intracelulares que incluem a indução de determinadas enzimas.  
Acredita-se que este processo, pelo menos em parte, seja responsável pelas diversas respostas celulares ao interferon, incluindo inibição de replicação virótica em células11 infectadas por vírus12, supressão da proliferação celular e atividades imunomoduladoras, tais como a potencialização da atividade fagocitária dos macrófagos13 e aumento da citotoxicidade específica dos linfócitos para as células11-alvo. Todas estas atividades possivelmente contribuem para os efeitos terapêuticos do interferon.
A normalização de um ou mais parâmetros acontece ainda no mês inicial do tratamento.
O aumento do número de granulócitos14, plaquetas15 e níveis de hemoglobina16 ocorre em seis meses ou mais de tratamento. Os pacientes não esplenectomizados tiveram uma resposta similar em relação à necessidade de transfusões de sangue17. Este regime deve ser mantido a menos que o quadro progrida rapidamente ou que se manifeste intolerância grave.

Indicações e Uso de Blauferon a

BLAUFERON-A® é indicado no tratamento de tricoleucemia (leucemia18 de células11 pilosas ou reticuloendoteliose leucêmica) e no sarcoma de Kaposi19 relacionado à AIDS (Síndrome20 de Imunodeficiência21 Adquirida).

Via de Administração de Blauferon a

O BLAUFERON-A® deve ser administrado por via subcutânea3 ou intramuscular (músculo deltóide ou glúteo). Injeções consecutivas não devem ser aplicadas no mesmo local.

Contra-Indicações de Blauferon a

O BLAUFERON-A® está contra-indicado em pacientes com conhecida alergia22 à droga ou outras preparações de Interferon.Deve-se tomar extremo cuidado ao administrar BLAUFERON-A® a pacientes com grave mielossupressão. O BLAUFERON-A® deve ser administrado com muita cautela a pacientes com doenças cardíacas ou com história de doença cardíaca prévia. Não foi demonstrado efeito cardiotóxico direto, mas é provável que toxicidades autolimitantes agudas (febre4, calafrio23), frequentemente associadas com a administração de Interferon Alfa-2A possam agravar condições cardíacas pré-existentes.
Deve ser administrado com muita cautela a pacientes com distúrbios convulsivos e/ou comprometimento funcional do sistema nervoso central24. Recomenda-se cuidadoso controle neuropsiquiátrico periódico de todos os pacientes.
Deve ser administrado com muita cautela a pacientes com função renal25, hepática26 ou mielóide gravemente comprometida. Quando há disfunção leve a moderada é necessário controle atento destas funções.

Advertências de Blauferon a

O BLAUFERON-A® deve ser administrado sob orientação de um médico com experiência no uso de quimioterapia27 antineoplásica.
A conduta adequada quanto à terapia e suas complicações somente é possível quando recursos de diagnósticos e tratamento são prontamente acessíveis. Devido à possibilidade de ocorrer reações adversas severas e até mesmo fatais, os pacientes devem ser informados não apenas sobre os benefícios mas também sobre os riscos que a terapia envolve.

Precauções Para o Uso Durante a Gravidez28 e em Lactação29 de Blauferon a

Durante a gravidez28 BLAUFERON-A® só deve ser administrado se o benefício para a mulher justificar o risco potencial para o feto30. Embora os experimentos animais não indiquem ser o BLAUFERON-A® teratogênico31, não se pode excluir a possibilidade de que o seu uso durante a gravidez28 poderá prejudicar o feto30. Desconhece-se, até o momento ser esta droga veiculada no leite humano. Deve-se decidir interromper a amamentação32 ou a administração da droga, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Uso Restrito de Blauferon a

A inocuidade33 e eficácia de Interferon Alfa-2A não foi estabelecida apropriadamente em pacientes menores de 18 anos de idade.

Interações Medicamentosas de Blauferon a

Como os produtos à base de interferon-alfa alteram o metabolismo34 celular, existe a possibilidade de que o BLAUFERON-A® modifique a ação de outros fármacos. Até o momento não há dados suficientes sobre as possíveis interações com outros medicamentos.Reações adversas:
Os dados a seguir, estão baseados na informação oriunda do tratamento de 63 pacientes com tricoleucemia (leucemia18 de células11 pilosas ou reticuloendoteliose leucêmica), usando BLAUFERON-A® como único agente no tratamento. BLAUFERON-A® foi estudado para o tratamento de vários outros tipos de neoplasias35.
Nestes estudos, a maior parte dos pacientes recebeu doses que eram significativamente mais altas do que as atualmente recomendadas e isto provavelmente explica a maior frequência e gravidade das reações adversas.
Sintomas36 Gerais:
A maioria dos pacientes apresentou sintomas36 semelhantes aos da gripe37, tais como: fadiga5, febre4, calafrios38, anorexia39, mialgia40, cefaléia41, artralgias42 e sudorese43. Estes sintomas36 são parcialmente controlados pelo paracetamol. A redução da dose geralmente resulta na diminuição da gravidade dos efeitos adversos subjetivos.
Trato Gastrointestinal:
Aproximadamente dois terços dos pacientes queixaram-se de anorexia39 e a metade, de náuseas44, vômitos45, diarréias e dor abdominal leve a moderada foram menos freqüentemente observadas. Constipação46, flatulência, hipermotilidade ou pirose47 ocorreram raramente; foram relatados casos isolados de reativação de úlcera péptica48 e sangramento gastrointestinal sem risco de vida para o paciente. Alterações das funções hepáticas49 caracterizadas por elevação da SGOT, fosfatase alcalina50, lactato51 desidrogenase e bilirrubina52 foram observadas e não necessitaram de alteração da posologia. Hepatite53 foi observada em raros casos.
Sistema Nervoso Central24:
Tontura54, vertigem55, diminuição da capacidade mental, depressão, sonolência, confusão, irritação. Sonolência profunda e coma56 são complicações raras.
Sistema Cardiovascular57:
Foram observadas alterações em aproximadamente um quinto dos pacientes, consistindo de episódios hipotensivos e hipertensivos passageiros, edema58, cianose59, arritmias60 e palpitação61.
Foram relatados casos raros de edema pulmonar62, insuficiência cardíaca congestiva63, parada cardio-respiratória e infarto do miocárdio64.
Pele65 e anexos66:
Reagravamento de herpes labial, erupção67, prurido68, queda de cabelos de leve a moderada, ressecamento cutâneo69, rinorréia70 e epistaxe71.
Sistema Urinário72:
Os distúrbios consistiram principalmente em proteinúria73 e contagem celular elevadas no sedimento. Raramente foram observadas elevações de nitrogênio uréico no sangue17, creatinina74 sérica e ácido úrico.
Sistema Hematopoético75:
Ocorreu leucopenia76 transitória em aproximadamente um terço dos pacientes, mas esse fato raramente exigiu a diminuição da posologia.
Ocorreu trombocitopenia77 com menor frequência e, ocorreram raramente a diminuição da hemoglobina16 e do hematócrito78. A recuperação de sérios desvios hematológicos em relação aos níveis pré-tratamento geralmente foi alcançada dentro de 7 a 10 dias após a interrupção do tratamento com BLAUFERON-A®.
Anticorpos79 neutralizantes para BLAUFERON-A® foram detectados em aproximadamente 23% dos pacientes (3% na tricoleucemia). Sequelas80 clínicas relacionadas à presença desses anticorpos79 não foram documentadas de forma clara até o momento.
Anticorpos79 contra interferon leucocitário humano podem aparecer espontaneamente em algumas condições clínicas (câncer81, lupo eritematoso82 sistêmico83, herpes zoster84), em pacientes que nunca receberam interferon exógeno.

Posologia de Blauferon a

Tricoleucemia (reticuloendoteliose leucêmica):
Dose inicial:
3 milhões de U.I. por dia, via subcutânea3 ou intramuscular, durante 16 a 24 semanas. Ao se manifestar sinais85 de intolerância em reduzir as doses diárias a 1,5 milhões de U.I. ou mudar a posologia para 3 vezes por semana, ou aplicar ambas as opções.
Dose de manutenção: 3 milhões de U.I., via subcutânea3 ou intramuscular, 3 vezes por semana. Se a tolerância é boa, a dose é diminuída a 1,5 milhões de U.I., 3 vezes por semana.
Duração do tratamento: Os pacientes devem ser tratados durante aproximadamente seis meses antes que o médico se decida sobre a continuidade ou interrupção da terapia para aqueles pacientes em que não se manifestou resposta alguma.
Os pacientes são tratados por até 20 meses consecutivos. A duração do tratamento com Interferon Alfa-2A não foi ainda determinada.
Nota:
Recomenda-se a injeção subcutânea86 em pacientes trombocitopênicos (com menos de 50.000 plaquetas15) ou com risco de hemorragia87. A dose mínima efetiva para esta doença não foi estabelecida.
Linfoma88 cutâneo69 de células11 T:
O BLAUFERON-A® produz respostas diretas sobre o tumor89 em aproximadamente 60% dos pacientes. Quase um terço destas respostas foram completas durante mais de 12 meses e continuaram a manisfestar-se ainda após a interrupção do tratamento. Estas regressões tumorais tiveram êxito também em pacientes que não obtiveram sucesso com outro tipo de tratamento. Registraram-se respostas parciais geralmente após 3 meses de terapia e completas ao final de 6 meses. De qualquer modo, necessita-se mais de um ano para alcançar o melhor resultado.
Dose inicial: O BLAUFERON-A® deve ser administrado em injeções subcutânea3 ou intramuscular de forma progressiva até alcançar 18 milhões de U.I. diárias durante um total de 12 semanas, em pacientes maiores de 18 anos, a posologia recomendada é a seguinte:
dias 1 a 3: 3 milhões de U.I. por dia;
dias 4 a 6: 9 milhões de U.I. por dia;
dias 7 a 70: 18 milhões de U.I. por dia.
Dose de manutenção: O interferon pode ser administrado por via subcutânea3 ou intramuscular, 3 vezes por semana, até a dose máxima que cada paciente possa tolerar, mas sem exceder os 18 milhões de U.I.
Duração do tratamento: Os pacientes devem ser tratados durante um período variável entre um mínimo de 8 e um máximo de 12 semanas, antes que o médico se decida sobre a continuidade ou interrupção da terapia, para os pacientes que não manifestaram resposta alguma.
A duração mínima do tratamento em pacientes com resposta será de 12 meses para se obter êxito máximo e melhora na resposta prolongada. Alguns pacientes chegaram a ser tratados durante 40 meses consecutivos. A duração ideal de um tratamento com BLAUFERON-A® no linfoma88 cutâneo69 de células11 T não foi determinada.
Sarcoma de Kaposi19 associado à AIDS:
Pacientes com sarcoma de Kaposi19 relacionados à AIDS respondem melhor ao tratamento caso não tenham apresentado história de infecção90 oportunista, sintomas36 do tipo B (mais do que 10% de perda do peso corpóreo, febre4 > 38°C sem identificação do foco de infecção90 ou sudorese43 noturna) e uma contagem de linfócitos T4 basal maior do que 400 células11/mm3. Os pacientes que responderam a terapia experimentaram regressão do tumor89 e prolongaram a sua sobrevida91. Geralmente depois de aproximadamente 3 meses de terapia obteve-se algum tipo de resposta.
Dose inicial: O BLAUFERON-A® é administrado em injeção subcutânea86 ou intramuscular de forma progressiva, até 18 milhões de U.I. diárias, durante um total de 10 a 12 semanas, em pacientes maiores de 18 anos. A posologia recomendada é a seguinte:
dias 1 a 3: 3 milhões de U.I. por dia;
dias 4 a 6: 9 milhões de U.I. por dia;
dias 7 a 9: 18 milhões de U.I. por dia e, se tolerado, aumentar para o período seguinte;
dias 7 a 9: 18 milhões de U.I. por dia e, se tolerado, aumentar para o período seguinte;
dias 10 a 70: 36 milhões de U.I. por dia.
Dose de manutenção: O Interferon Alfa-2A é administrado por via subcutânea3 ou intramuscular, 3 vezes por semana, na dose máxima aceita para cada paciente, mas sem exceder os 36 milhões de U.I.
Duração do tratamento: para determinar a resposta à terapia será preciso documentar a evolução das lesões92. Os pacientes serão tratados durante um período variável entre um mínimo de 10 e um máximo de 12 semanas, antes que o médico se decida sobre a continuidade ou interrupção da terapia nos pacientes que não manifestaram resposta alguma. Alguns pacientes chegaram a ser tratados durante 20 meses consecutivos. Se houver resposta ao tratamento, este deve prosseguir pelo menos até que se descarte a possibilidade de aparição de novos tumores. A duração ideal do tratamento com o Interferon Alfa-2A em pacientes doentes de sarcoma de Kaposi19 associado a AIDS não foi determinada.
Nota:
Alguns pacientes com sarcoma de Kaposi19 associado à AIDS tratados com 3 M.U.I. de Interferon Alfa-2A mostraram uma resposta proporcionalmente menor do que os tratados com a dose recomendada.
Carcinoma93 de células11 renais:
Em comparação com doses moderadas de BLAUFERON-A® como monoterapia, 3 vezes por semana, a maior porcentagem de respostas foram observadas em pacientes tratados com uma dose alta de BLAUFERON-A® (36 milhões de U.I. por dia), como monoterapia ou doses moderadas de BLAUFERON-A® (18 milhões de U.I., 3 vezes por semana), associado a vimblastina. Os pacientes tratados com baixas doses de Interferon Alfa-2A (2 milhões de U.I./m2 de superfície corporal por dia) não respondem ao tratamento. A combinação de BLAUFERON-A® com vimblastina somente tem como efeito um pequeno aumento nas frequências de leucopenia76 suave a moderada e granulocitopenia comparada com a monoterapia. A duração da resposta à enfermidade e a sobrevida91 são similares nos pacientes que respondem ao BLAUFERON-A® como monoterapia ou ao BLAUFERON-A® associado à vimblastina, em terapia combinada94.
BLAUFERON-A® como monoterapia:
Dose inicial: o BLAUFERON-A® será administrado por via subcutânea3 ou intramuscular, em forma progressiva até 18 milhões de U.I. por dia e é possível 36 milhões de U.I., num total de 8 a 12 semanas. Para as doses de 36 milhões de U.I. aconselha-se a via intramuscular. A posologia recomendada é a seguinte:
dias 1 a 3: 3 milhões de U.I. por dia;
dias 4 a 6: 9 milhões de U.I. por dia;
dias 7 a 9: 18 milhões de U.I. por dia e se tolerado, aumentar para o período seguinte;
dias 10 a 70: 36 milhões de U.I. por dia.
Dose de manutenção: o BLAUFERON-A® é administrado por via subcutânea3 ou intramuscular 3 vezes por semana, até a dose máxima que o paciente conseguir aceitar, mas sem exceder os 36 milhões de U.I. por dia.
Duração do tratamento: os pacientes serão tratados durante um período variável entre um mínimo de 8 e um máximo de 12 semanas, antes que o médico se decida sobre a continuidade ou interrupção da terapia nos pacientes que não manifestaram resposta alguma. Alguns pacientes chegam a ser tratados durante 16 meses consecutivos. A duração ideal do tratamento com Interferon Alfa-2A em carcinomas avançados de células11 renais não foi determinado.
BLAUFERON-A® com vimblastina:
Dose inicial: 18 milhões de U.I. de BLAUFERON-A® por via subcutânea3 ou intramuscular, 3 vezes por semana, em um total de 8 a 12 semanas.
Recomenda-se a manutenção desta dose, mas caso não seja bem tolerada, aplicar a dose máxima que aceita cada paciente. Durante este período, convém administrar-se, simultaneamente, injeções endovenosas de vimblastina segundo as instruções do fabricante, em dose de 0,1 mg por kg de peso corporal, 1 vez a cada 3 semanas.
Dose de manutenção: 18 milhões de U.I. de BLAUFERON-A® por dia por via subcutânea3 ou intramuscular, 3 vezes por semana ou, se esta dose não for bem tolerada administrar a dose máxima que o paciente aceitar, sem exceder os 18 milhões de U.I. Durante este período indica-se administrar, simultaneamente, uma injeção95 endovenosa de vimblastina segundo as instruções do fabricante, em dose de 0,1 mg/kg 1 vez a cada 3 semanas.
Duração do tratamento: os pacientes serão tratados por período variável entre um mínimo de 8 e um máximo de 12 semanas, antes que o médico se decida sobre a continuidade ou interrupção da terapia nos pacientes que não apresentaram resposta alguma. Alguns chegam a ser tratados durante 17 meses consecutivos. A duração ideal do tratamento do melanoma96 malígno avançado não foi determinada.
Melanoma96 Malígno:
Dos pacientes com melanomas malígnos avançados,10% a 25% mostraram uma regressão objetiva das lesões92 cutâneas97 e viscerais com BLAUFERON-A®. Porcentagens menores foram obtidas empregando-se doses menores de 18 milhões de U.I. 3 vezes por semana. Os pacientes que respondem à terapia sobrevivem por tempo maior em relação aos que não evidenciam resposta alguma.
Dose inicial: Administrar BLAUFERON-A® por via subcutânea3 ou intramuscular em dose de 18 milhões de U.I., 3 vezes por semana, em um total de 8 a 12 semanas.
Dose de manutenção: 18 milhões de U.I. de BLAUFERON-A® por via subcutânea3 ou intramuscular, 3 vezes por semana ou dose máxima que cada paciente pode tolerar.
Duração do tratamento: os pacientes serão tratados durante um período variável entre um mínimo de 8 e um máximo de 12 semanas, antes que o médico se decida sobre a continuidade ou interrupção da terapia nos pacientes que não manifestaram resposta alguma. Alguns chegam a ser tratados durante 24 meses consecutivos. A duração ideal do tratamento do melanoma96 malígno avançado ainda não foi determinada.
Hepatite53 B crônica ativa:
A terapia em pacientes com hepatite53 B crônica ativa demonstra que o Interferon em dose equivalente a > 2,5 milhões de U.I./m2 de superfície corporal, 3 vezes por semana, durante 4 a 6 meses está associado a uma inibição da replicação viral, ao desenvolvimento de resposta humoral98 imune específica e a uma redução ou desaparecimento da enfermidade necroinflamatória do fígado99. A resposta à terapia geralmente está marcada por uma manifestação transitória de hepatite53 aguda assintomática com elevação das transaminases e queda do nível genômico e antigênico100 (especialmente HB), marcadores de replicação viral. A perda ou redução de antigenemia HBs, geralmente ocorre durante um período de vários meses. A presença de anti-HB e, em alguns pacientes, os anticorpos79 anti HB no soro101 indicam imunidade102 antiviral. As máximas respostas à terapia ocorrem, geralmente, semanas ou meses após a sua finalização. Os pacientes com enfermidade ativa respondem melhor aos que padecem da forma hipoativa, como determinado pela biópsia103 de fígado99 e ou níveis séricos de ALAT. Dose de < 1,5 milhões de U.I., 3 vezes por semana, durante 16 semanas, são pouco efetivas. Alguns pacientes requerem doses superiores aos equivalentes 10 milhões de U.I./m2 de superfície corpórea, durante 3 a 6 meses, para obter resultados terapêuticos.
Recomendações posológicas: não foi estabelecida a posologia ótima de tratamento.
As doses variam entre 2,5 milhões de U.I. e 5 milhões de U.I./m2 de superfície corpórea por via subcutânea3, 3 vezes por semana, durante um período de 4 a 6 meses.
Se os marcadores de replicação viral não diminuem o HBsAg depois de um mês de terapia, a dose pode ser aumentada progressivamente. Posteriormente a dose se ajusta à tolerância de cada paciente. Se não for observada nenhuma melhora depois de 3 a 4 meses, deve-se considerar a interrupção do tratamento.

Instruções Posólogicas Especiais de Blauferon a

Quando ocorrerem reações severas, a posologia deve ser alterada (redução de 50% na dose ou interrupção da terapia até a diminuição das reações adversas) em função dos sintomas36 constitucionais, dos efeitos mielossupressores de anormalidades clínicas ou laboratoriais causadas por BLAUFERON-A® e outras drogas associadas e mesmo em função dos efeitos de radioterapia104 ou quimioterapia27 prévias, que podem ter comprometido a função medular.Aconselha-se não ultrapassar as doses recomendadas e seguir os esquemas posológicos mencionados.

Superdosagem de Blauferon a

Superdosagem não foi relatada no homem. Os pacientes que experimentam graves reações com o BLAUFERON-A® geralmente se recuperam alguns dias após a interrupção da terapia, sob assistência apropriada. Coma56 foi observado em 0,4% dos pacientes com câncer81 nos diversos ensaios clínicos105.

Instruções de Uso Para a Reconstituição de Blauferon a

Nunca utilizar os frascos imediatamente após serem retirados da geladeira e respeitar as regras de assepsia106 habituais.
• Levar os dois frascos (diluente e pó) à temperatura ambiente.

• Retirar a cápsula protetora do frasco-ampola do liofilizado1 (fig. 1).
• Fazer a assepsia106 da superfície do tampão com o auxílio de um chumaço levemente embebido com álcool (fig. 2).
• Quebrar a ampola de diluente utilizando técnicas de assepsia106 habituais. (Cuidado para não tocar na extremidade aberta da ampola) (fig. 3).
• Com auxílio de uma seringa107 retirar a água da ampola do diluente (fig. 4).
•  Penetrar a mesma na parte central da tampa do frasco-ampola do liofilizado1 (fig. 5).
• Aguardar a completa dissolução do liofilizado1, agitando vagarosamente. O produto reconstituído deve resultar numa solução incolor (fig. 6).
• Retirar com o auxílio da seringa107 a solução reconstituída e aplicar a injeção95 (fig. 7).

A solução é transparente ou levemente opalescente.
Não utilizar se a solução estiver turva ou contiver depósito.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº do Lote, Data de Fabricação e Validade: Vide Cartucho.



BLAUFERON A - Laboratório

BLAUSIEGEL
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 No. 2833
Cotia/SP - CEP: 06705-030
Tel: (11) 4612-2922
Site: http://www.blausiegel.net

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
3 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
4 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
5 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
6 Cabeça:
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
9 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
10 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
11 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
12 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
13 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
14 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
15 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
16 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
17 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
18 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
19 Sarcoma de Kaposi: Câncer originado de células do tecido vascular, freqüentemente associado à AIDS. Manifesta-se por lesões vermelho-violáceas em diferentes territórios cutâneos e mucosos.
20 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
21 Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
22 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
23 Calafrio: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
24 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
25 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
26 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
27 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
28 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
29 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
30 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
31 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
32 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
33 Inocuidade: Qualidade, caráter de uma coisa inócua/inofensiva.
34 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
35 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
36 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
37 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
38 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
39 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
40 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
41 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
42 Artralgias: Dor em articulações.
43 Sudorese: Suor excessivo
44 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
45 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
46 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
47 Pirose: Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, ela pode ser acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago; azia.
48 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
49 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
50 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
51 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
52 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
53 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
54 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
55 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
56 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
57 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
58 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
59 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
60 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
61 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
62 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
63 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
64 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
65 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
66 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
67 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
68 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
69 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
70 Rinorreia: Escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório.
71 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
72 Sistema urinário: O sistema urinário é constituído pelos rins, pelos ureteres e pela bexiga. Ele remove os resíduos do sangue, mantêm o equilíbrio de água e eletrólitos, armazena e transporta a urina.
73 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
74 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
75 Sistema Hematopoético:
76 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
77 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
78 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
79 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
80 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
81 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
82 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
83 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
84 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
85 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
86 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
87 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
88 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
89 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
90 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
91 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
92 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
93 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
94 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
95 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
96 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
97 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
98 Humoral: 1. Relativo a humor. 2. Em fisiologia, relativo a ou próprio do conjunto de líquidos do organismo (sangue, linfa, líquido cefalorraquidiano).
99 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
100 Antigênico: 1. Relativo a ou próprio de antígeno, que é uma substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo. 2. Que possui antigenicidade.
101 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
102 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
103 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
104 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
105 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
106 Assepsia: É o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de micro-organismos em um ambiente que logicamente não os tem. Logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.
107 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.

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