LEVORIN INJETÁVEL

BLAUSIEGEL

Atualizado em 09/12/2014

LEVORIN®
LEUCOVORINA CÁLCICA

Apresentação de Levorin Injetável

Solução injetável. Cartucho contendo 6 ampolas com leucovorina cálcica equivalente a 3 mg de ácido folínico em 1 ml de solução injetável.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Cada ampola de leucovorina cálcica solução injetável contém: Leucovorina cálcica (equivalente a ácido folínico)    3 mg
 Veículo    q.s.p    1 ml

Componentes não ativos: cloreto de sódio, álcool benzílico, hidróxido de sódio, ácido clorídrico1 e água estéril para injeção2.

Informação Técnica de Levorin Injetável

Características:

A leucovorina cálcica é uma forma reduzida do ácido fólico, que se converte com facilidade em outros derivados reduzidos de ácido fólico (por exemplo, tetraidrofolato, que é a forma ativa). Como não requer redução pela diidrofolato-redutase, como no caso do ácido fólico, o bloqueio desta enzima3 produzido pelos antagonistas do ácido fólico (inibidores da diidrofolato-redutase) não afeta a leucovorina cálcica. Isto permite que se produza a síntese de purinas e timidina e, portanto, a síntese de DNA, RNA e de proteínas4.
A leucovorina cálcica pode limitar a ação do metotrexato sobre as células5 normais mediante competição com o metotrexato pelos mesmos processos de transporte para o interior das células5. A leucovorina cálcica reduz o efeito do metotrexato sobre as células da medula óssea6 e gastrointestinais mas aparentemente não tem efeito sobre a nefrotoxicidade7 induzida por metotrexato.
Farmacocinética:
Absorção - A solução injetável é prontamente absorvida após administração parenteral.
Distribuição - Atravessa moderadamente a barreira hemato-encefálica8 e se deposita no fígado9 em grandes quantidades.
Ligação a proteínas4 - Embora as proteínas4 plasmáticas ligarem-se aos derivados do folato, elas têm maior afinidade por análogos não metilados. O papel da ligação com proteínas4 plasmáticas na homeostasia10 do folato não é bem compreendido. Um aumento em tal capacidade de ligação é detectável durante a deficiência de folato e em certas doenças, tais como uremia11, câncer12 e alcoolismo. Ainda são necessárias pesquisas para determinar se esse aumento interfere no transporte de folato e no abastecimento tecidual.
Biotransformação - Sofre metabolismo13 na mucosa14 hepática15 e gastrointestinal, principalmente a 5-metiltetraidrofolato, que é a forma ativa. O metabolismo13 em administração parenteral se reduz a menor proporção (ao redor de 50% depois da administração intravenosa e em 72% em caso de administração intramuscular) e se faz de forma muito lenta.
Meia-vida - A meia-vida do folato sérico reduzido, após administração intramuscular, intravenosa ou oral é de aproximadamente 6,2 horas.
Início da ação - Intramuscular: de 10 a 20 minutos. Intravenosa: menos de 5 minutos.
Tempo para o alcance da concentração máxima (Tmáx) - Cerca de uma hora e meia a duas horas. Intramuscular: 0,71 ± 0,09 horas.
Concentração terapêutica16 - Após uma dose de 15 mg: Intramuscular: 241 ± 18 nanogramas por ml.
Duração da ação - Aproximadamente, de 3 a 6 horas, por via de administração oral ou parenteral.
Eliminação - Principalmente renal17: de 80 a 90%, sendo de 5 a 9% excretado com as fezes.

Indicações de Levorin Injetável

O ácido folínico, sob a forma de leucovorina cálcica, está indicado após o uso de altas doses de metotrexato na terapia do osteossarcoma, para diminuir a toxicidade18 e amenizar efeitos adversos da eliminação deficiente do metotrexato e na superdose inadvertida dos antagonistas do ácido fólico. A leucovorina cálcica injetável é indicada no tratamento da anemia megaloblástica19 conseqüente à deficiência de ácido fólico quando a terapia por via oral não é possível de ser utilizada. É também indicado  em associação com 5-fluoruracila no tratamento paliativo20 de pacientes em estado avançado de carcinoma21 colorretal, prolongando a sobrevida22.

Contra-Indicações de Levorin Injetável


A leucovorina cálcica não está recomendada no tratamento da anemia perniciosa23, nem de outras anemias megaloblásticas secundárias de deficiência da vitamina24 B12, pois pode produzir remissão hematológica, enquanto manifestações neurológicas continuam a progredir.

- PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Precauções

Gerais: a administração parenteral é preferível à oral, se houver possibilidade de vômitos25 ou absorção inadequada de leucovorina cálcica. A leucovorina cálcica não tem ação em outros efeitos tóxicos do metotrexato (MTX) como a nefrotoxicidade7 resultante da droga e/ou precipitação de metabólitos26 no rim27. Uma vez que a leucovorina cálcica aumenta a toxicidade18 da fluoruracila na terapia combinada28 (leucovorina cálcica/5-fluoruracila) para câncer12 colorretal avançado, o tratamento deve ser feito sob supervisão de médico experiente no uso de agentes antineoplásicos. O tratamento deve ser particularmente cuidadoso em pacientes idosos ou debilitados com câncer12 colorretal, tendo em vista o maior risco de efeitos tóxicos graves.

Testes laboratoriais: pacientes em tratamento com leucovorina cálcica/5-fluoruracila devem ter hemograma com diferencial e contagem de plaquetas29 antes do início de cada ciclo. Durante os dois primeiros ciclos estes exames deverão ser realizados semanalmente, e depois uma vez a cada ciclo. Eletrólitos30 e testes de função hepática15 devem ser avaliados antes de cada ciclo. Modificações na dose da fluoruracila devem ser instituídas de acordo com a gravidade dos efeitos tóxicos:

Diarréia31 e/ou Estomatite32    Leucócitos33/mm3 (Nadir)    Plaquetas29/mm3 (Nadir)    5-FU Dose    
Moderada    1000 - 1900    25 - 75000    redução de 20%    
Severa    < 1000    < 25000    redução de 30%    

Se não ocorrer toxicidade18, a dose de 5-fluoruracila pode aumentar em 10%. O tratamento deve ser suspenso até que os leucócitos33 atinjam níveis de 4000/mm3 e as plaquetas29 130.000/mm3. Se as contagens sangüíneas não alcançarem estes níveis em 2 semanas, o tratamento deverá ser interrompido. Os pacientes devem ser acompanhados por exame físico antes de cada ciclo de tratamento e por exames radiológicos apropriados, quando necessário. O tratamento deve ser interrompido quando houver clara evidência de progressão tumoral.

Uso durante a gravidez34: efeitos teratogênicos35: não foram realizados estudos em animais de laboratório, não se sabendo se a leucovorina cálcica pode causar danos ao feto36 ou se pode afetar a capacidade de reprodução37. A leucovorina cálcica deve ser administrado a mulheres grávidas somente se absolutamente necessário.

Uso durante a lactação38: não se sabe se esta droga é excretada no leite humano. Em virtude de muitas drogas serem excretadas no leite materno, deve-se tomar cuidado quando a leucovorina cálcica for administrado durante a lactação38.

Uso pediátrico: Vide interações medicamentosas.

Advertências

No tratamento da superdose de antagonistas do ácido fólico, a leucovorina cálcica deve ser administrada o mais rápido possível, porque quanto maior for o intervalo de tempo menor será a eficácia da leucovorina cálcica. O monitoramento da concentração sérica do metotrexato (MTX) é essencial para se determinar a dose ideal e a duração do tratamento com a leucovorina cálcica. Retardo na excreção de MTX pode ser causado por acúmulo de fluido no terceiro espaço (ascite39, derrame40 pleural), insuficiência renal41 ou hidratação inadequada. Nessas circunstâncias, altas doses de leucovorina cálcica ou administração prolongada são indicadas. Doses superiores àquelas recomendadas para uso oral devem ser administradas por via endovenosa. Devido à presença do álcool benzílico em certos diluentes utilizados na leucovorina cálcica injetável, quando doses maiores do que 10 mg/m2 são administradas, a leucovorina cálcica injetável deve ser reconstituída com água estéril para injeção2, e usada imediatamente. Em virtude da presença de cálcio na solução de leucovorina cálcica, não mais do que 160 mg de leucovorina cálcica deve ser injetada por via endovenosa por minuto (16 ml de uma solução a 10 mg/ml ou 8 ml de uma solução a 20 mg/ml por minuto).  A leucovorina cálcica pode aumentar a toxicidade18 da fluoruracila. Quando estas drogas são administradas concomitantemente na terapia paliativa do câncer12 colorretal avançado, a dose de 5-fluoruracila deve ser menor do que a habitualmente utilizada. Embora os efeitos tóxicos observados em pacientes tratados com leucovorina cálcica e 5-fluoruracila sejam qualitativamente semelhantes aos observados naqueles tratados apenas com 5-fluoruracila, a toxicidade18 gastrointestinal (particularmente estomatite32 e diarréia31) é mais freqüente e pode ser mais grave e/ou prolongada. No primeiro estudo controlado da Mayo/NCCTG, quanto à toxicidade18, principalmente gastrointestinal, observou-se necessidade de hospitalização em 7% dos pacientes tratados com 5-fluoruracila ou 5-fluoruracila combinada a 200 mg/m2 de leucovorina cálcica e 20% quando tratados com 5-fluoruracila combinada a 20 mg/m2 de leucovorina cálcica. No segundo estudo da Mayo/NCCTG observou-se, também, que as hospitalizações relacionadas à toxicidade18 do tratamento ocorreram mais freqüentemente naqueles tratados com dose baixa de leucovorina cálcica/5-fluoruracila do que no grupo tratado com dose alta (11% contra 3%). A terapia com leucovorina cálcica/5-fluoruracila não pode ser instituída ou continuada em pacientes com qualquer sintoma42 de toxicidade18 gastrointestinal, até sua completa remissão. Pacientes com diarréia31 devem ser cuidadosamente observados até a completa resolução do quadro clínico, uma vez que deterioração clínica rápida levando à morte pode ocorrer. Em outro estudo utilizando altas doses semanais de 5-FU e leucovorina cálcica, observou-se que os pacientes mais idosos e/ou debilitados apresentaram maior risco de toxicidade18 gastrointestinal grave.

Interações Medicamentosas de Levorin Injetável

O ácido fólico em grandes quantidades pode interferir com o efeito antiepiléptico do fenobarbital, da fenitoína e da primidona, aumentando a freqüência de crises em crianças susceptíveis. Estudos preliminares em animais e em seres humanos têm demonstrado que pequenas quantidades de leucovorina cálcica, administrada por via sistêmica, penetram no líquido cérebro43-espinhal primariamente como 5-metiltetraidrofolato e, nos humanos, em concentrações bem menores do que as usualmente observadas de metotrexato após administração intratecal. Entretanto, altas doses podem reduzir a eficácia do metotrexato administrado por via intratecal. A leucovorina cálcica pode aumentar a toxicidade18 da 5-fluoruracila.

Reações Adversas de Levorin Injetável


Sensibilização alérgica, incluindo reações tipo anafiláticas e urticária44, tem sido descrita, tanto com a administração oral quanto parenteral. Nenhuma outra reação adversa tem sido atribuída ao uso isolado de leucovorina cálcica. O quadro a seguir resume os efeitos adversos significantes ocorridos em 316 pacientes tratados com leucovorina cálcica/5-fluoruracila comparados a 70 pacientes que receberam apenas 5-fluoruracila no tratamento de câncer12 colorretal avançado. Estes dados foram retirados de um estudo prospectivo45 multicêntrico para avaliar a eficácia e a segurança do esquema terapêutico.


Porcentagem de pacientes tratados com leucovorina cálcica/fluoruracila para carcinoma21 colorretal avançado.    
    (LC*/5-FU) (n = 155)    (LC**/5-FU) (n = 161)    Somente 5-FU (n = 70)    
    Qualq.    Grau 3 +    Qualq.    Grau 3 +    Qualq.    Grau 3 +    
    (%)    (%)    (%)    (%)    (%)    (%)    
Leucopenia46    69    14    83    23    93    48    
Trombocitopenia47    8    2    8    1    18    3    
Infecção48    8    1    3    1    7    2    
Náusea49    74    10    80    9    60    6    
Vômito50    46    8    44    9    40    7    
Diarréia31    66    18    67    14    43    11    
Estomatite32    75    27    84    29    59    16    
Constipação51    3    0    4    0    1    -    
Letargia52/Mal-estar/Cansaço     13     3     12     2     6     3    
Alopecia53    42    5    43    6    37    7    
Dermatite54    21    2    25    1    13    -    
Anorexia55    14    1    22    4    14    -    
Hospitalização por toxicidade18     5%     15%     7%    
LC* = leucovorina cálcica 200 mg/m2. LC** = leucovorina cálcica 20 mg/m2.    
Qualq. = porcentagem de pacientes relatando toxicidade18 de qualquer grau.    
Grau 3 + = porcentagem de pacientes relatando toxicidade18 de grau 3 ou maior.    

Posologia de Levorin Injetável

Câncer12 colorretal avançado: ambos os esquemas terapêuticos são recomendados: 1) leucovorina cálcica é administrado na dose de 200 mg/m2 por infusão endovenosa lenta, por no mínimo 3 minutos, seguida por 5-fluoruracila 370 mg/m2 endovenosa. 2) leucovorina cálcica é administrado na dose de 20 mg/m2 por infusão endovenosa seguida por 5-fluoruracila 425 mg/m2 endovenosa. O tratamento é repetido diariamente por 5 dias. Este esquema de 5 dias pode ser repetido após intervalo de 4 semanas (28 dias) por dois ciclos e, então, repetido após 4 a 5 semanas (28 a 35 dias) desde que o paciente tenha se recuperado completamente dos efeitos tóxicos do ciclo anterior. Nos ciclos subsequentes, a dose de 5-fluoruracila deve ser ajustada de acordo com a tolerância do paciente ao ciclo anterior. A dose diária de 5-fluoruracila deve ser reduzida em 20% naqueles com moderada toxicidade18 hematológica ou gastrointestinal no ciclo anterior e em 30% nos que apresentaram toxicidade18 severa. Naqueles em que não houve efeito tóxico no último ciclo, a dose de 5-fluoruracila pode ser aumentada em 10%. A dose de leucovorina cálcica não sofre alteração porque independe do efeito tóxico do ciclo anterior. Várias doses e esquemas terapêuticos de leucovorina cálcica/5-fluoruracila têm sido avaliados em pacientes com câncer12 colorretal avançado e alguns destes regimes alternativos podem, também, ser eficazes no tratamento. Entretanto, pesquisa clínica adicional é necessária para confirmar a segurança e a eficácia destes regimes de tratamentos alternativos.

Uso da leucovorina cálcica após terapia com alta dose de metotrexato: as recomendações para terapia com leucovorina cálcica baseiam-se na dose de metotrexato de 12 a 15 g/m2 administrada por via endovenosa por 4 horas. A terapêutica16 com leucovorina cálcica na dose de 15 mg (aproximadamente 10 mg/m2) a cada 6 horas por 10 doses, é instituída 24 horas após o início da infusão do metotrexato. Na presença de toxicidade18 gastrointestinal, com náuseas56 ou vômitos25, prefere-se a administração por via parenteral. A creatinina57 e os níveis séricos de metotrexato devem ser monitorados pelo menos uma vez ao dia. A administração de leucovorina cálcica, hidratação e alcalinização urinária (pH de 7,0 ou maior) devem ser mantidas até que o nível de metotrexato seja inferior a 5 x 10-8M (0,05 micromolar). No tratamento com leucovorina cálcica a dose deverá ser ajustada ou a terapêutica16 prolongada de acordo com a recomendação do quadro abaixo:

Situação clínica    Dados laboratoriais    Doses de leucovorina cálcica e duração do tratamento    Eliminação normal de metotrexato.    Nível sérico de metotrexato de aproximadamente 10 micromolar 24 horas após a administração, 1 micromolar após 48 horas e menos de 0,2 micromolar após 72 horas.    15 mg VO, IM ou EV a cada 6 horas por 60 horas (10 doses iniciando 24 horas após o início da infusão de metotrexato).    
Eliminação diminuída tardia de metotexato.     Nível sérico de metotrexato permanecendo acima de 0,2 micromolar após 72 horas e mais de 0,05 micromolar após 96 horas da administração.    15 mg VO, IM, ou EV até o nível do metotrexato estar menor do que 0,05 micromolar.    
Eliminação diminuída precoce de metotrexato e/ou evidência de doença renal17 aguda.    Nível sérico de metotrexato de 50 micromolar ou mais após 24 horas ou 5 micromolar ou mais 48 horas após a administração ou um aumento igual ou superior a 100% nos níveis séricos de creatinina57 24 horas após a administração de metotrexato (ex. um aumento de 0,5 mg/dl58 para um nível de 1,0 mg/dl58 ou mais).    150 mg EV a cada 3 horas, até o nível de metotrexato ser menor do que 1 micromolar; em seguida 15 mg EV a cada 3 horas até que o nível do metotrexato seja menor do que 0,05 micromolar.    

Pacientes com eliminação inicial diminuída do metotrexato são mais susceptíveis a desenvolver insuficiência renal41 reversível. Além da terapia com leucovorina cálcica, é necessário manter esses pacientes bem hidratados, com alcalinização urinária e cuidadosa monitoração do equilíbrio hidroeletrolítico59, até que os níveis séricos de metotrexato caiam abaixo de 0,05 micromolar e a insuficiência renal41 tenha sido revertida. Alguns pacientes poderão apresentar alterações na eliminação de metotrexato ou na função renal17 após a administração de metotrexato, no entanto, menos severas do que as descritas anteriormente. Essas anormalidades podem ou não estar associadas à toxicidade18 clínica significante. Se clinicamente a toxicidade18 for significante, a terapêutica16 com leucovorina cálcica deve ser prolongada por mais 24 horas (total de 14 doses em 84 horas). Na possibilidade de o paciente estar sendo medicado com outras drogas que interagem com o metotrexato (interferência na eliminação de metotrexato, ou no carreamento proteico), o uso dessas drogas deve ser reavaliado quando alterações clínicas ou laboratoriais de toxicidade18 forem detectadas.

Eliminação prejudicada de metotrexato ou superdose inadvertida: A terapia, com leucovorina cálcica deve começar o mais rápido possível após superdose. Leucovorina cálcica 10 mg/m2 deve ser administrado EV, IM ou VO, a cada 6 horas, até que o nível sérico de metotrexato seja menor do que 10-8M. Na toxicidade18 gastrointestinal, náuseas56 ou vômitos25 a leucovorina cálcica deverá ser administrada por via parenteral. Os níveis séricos de creatinina57 e metotrexato devem ser determinados a cada 24 horas. Se a creatinina57 sérica em 24 horas aumentou 50% além do valor basal ou se o nível de metotexato for superior a 5 x 10-6M, ou se o nível de 48 horas for superior a 9 x 10-7M, a dose de leucovorina cálcica deve ser ajustada para 100 mg/m2 EV, a cada 3 horas, até o nível de metotrexato reduzir a valores menores que 10-8M. Hidratação (3 litros/dia) e alcalinização urinária com solução de bicarbonato de sódio são medidas empregadas concomitantemente. A dose de bicarbonato deve ser ajustada para manter o pH urinário maior ou igual a 7,0.

Anemia megaloblástica19 devido à deficiência de ácido fólico: até 1 mg diariamente. Não há evidência de que doses superiores a 1 mg ao dia tenham maior eficácia; além disso, a perda de folato na urina60 torna-se aproximadamente logarítmica à medida que a quantidade administrada exceda a 1 mg. Devido ao cálcio contido na solução de leucovorina cálcica, não mais do que 160 mg devem ser administrados por via endovenosa por minuto (16 ml de uma solução de 10 mg/ml ou 8 ml de uma solução de 20 mg/ml por minuto). Medicações de uso parenteral devem ser inspecionadas visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração, sempre que a solução e o frasco assim o permitirem.

Superdosagem de Levorin Injetável


Quantidades excessivas de leucovorina cálcica podem anular o efeito quimioterápico dos antagonistas do ácido fólico.

Pacientes Idosos de Levorin Injetável

O produto poderá ser usado por pacientes com idade acima de 65 anos, desde que observadas as precauções referentes ao produto.

Cuidados de Armazenamento de Levorin Injetável


Armazenar o produto em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).

Prazo de Validade de Levorin Injetável

36 meses. ATENÇÃO: Não utilize os produtos após vencido o prazo de validade, sob o risco de não produzir os efeitos desejados.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS

Lote, Data de Fabricação e de Validade: vide cartucho.

LEVORIN INJETÁVEL - Laboratório

BLAUSIEGEL
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 No. 2833
Cotia/SP - CEP: 06705-030
Tel: (11) 4612-2922
Site: http://www.blausiegel.net

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
4 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Células da Medula Óssea: Células contidas na medula óssea, incluindo células adiposas (ver ADIPÓCITOS), CÉLULAS ESTROMAIS, MEGACARIÓCITOS e os precurssores imediatos da maioria das células sangüíneas.
7 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
8 Encefálica: Referente a encéfalo.
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Homeostasia: Processo de regulação pelo qual um organismo mantém constante o seu equilíbrio. Em fisiologia, é o estado de equilíbrio das diversas funções e composições químicas do corpo (por exemplo, temperatura, pulso, pressão arterial, taxa de açúcar no sangue, etc.).
11 Uremia: Doença causada pelo armazenamento de uréia no organismo devido ao mal funcionamento renal. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza e confusão mental.
12 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
13 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
14 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
17 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
18 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
19 Anemia megaloblástica: É uma doença na qual a medula óssea produz hemácias gigantes e imaturas. Esse distúrbio é provocado pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico no organismo. Uma vez que esses fatores são importantes para a síntese de DNA e responsáveis pela eritropoiese, a sua falta causa um defeito na síntese de DNA, levando ao desequilíbrio no crescimento e divisão celular.
20 Paliativo: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
21 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
22 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
23 Anemia Perniciosa: Doença causada pela incapacidade do organismo absorver a vitamina B12. Mais corretamente, ela se refere a uma doença autoimune que resulta na perda da função das células gástricas parietais, que secretam ácido clorídrico para acidificar o estômago e o fator intrínseco gástrico que facilita a absorção da vitamina B12.
24 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
25 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
26 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
27 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
28 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
29 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
30 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
31 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
32 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
33 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
34 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
35 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
36 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
37 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
38 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
39 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
40 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
41 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
42 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
43 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
44 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
45 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
46 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
47 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
48 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
49 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
50 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
51 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
52 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
53 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
54 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
55 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
56 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
57 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
58 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
59 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.
60 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.

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