CEFTRIAXONA SÓDICA

Atualizado em 05/10/2010

CEFTRIAXONA SÓDICA

Pó para solução injetável - intramuscular
Forma farmacêutica e apresentações
Pó para solução injetável intramuscular (I.M) acompanhado de ampola de diluente. Caixa com 1 frasco -
ampola de CEFTRIAXONA SÓDICA 500 mg ou 1000 mg. Acompanham ampolas de diluente de 2 mL
ou 3,5 mL (lidocaína a 1%), respectivamente, para aplicação intramuscular (I.M.).

USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Cada frasco- ampola de 500 mg de Ceftriaxona Sódica contém :Ceftriaxona Sódica (equivalente a 500 mg de ceftriaxona)596,5 mg
Cada frasco- ampola de 1000 mg de Ceftriaxona Sódica contém :
Ceftriaxona Sódica (equivalente a 1000 mg de ceftriaxona)1193,0 mg
Diluente:
Cada 1 mL de solvente para injeção intramuscular1 contém :
Cloridrato de lidocaína (equivalente a 10 mg de cloridrato de lidocaína anidra)10,66 mg
Veículo: água

Composição - CEFTRIAXONA SÓDICA

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE


Ação esperada do medicamento
A CEFTRIAXONA SÓDICA, cefalosporina parenteral de amplo espectro e ação prolongada, é
um antibiótico capaz de eliminar uma grande variedade de germes responsáveis por diversos
tipos de infecções2. É receitada para tratar infecções2 causadas por germes sensíveis.
Cuidados de armazenamento
A CEFTRIAXONA SÓDICA deve ser armazenada a temperaturas abaixo de 25ºC, protegida da luz.
Prazo de validade
Desde que observados os cuidados de armazenamento, a CEFTRIAXONA SÓDICA pó para solução
injetável, apresenta o prazo de validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação. O número do lote,
a data de fabricação e a validade estão impressos no cartucho.. Não utilize o produto após o vencimento
do prazo de validade.
As soluções reconstituídas permanecem estáveis física e quimicamente por 6 horas à
temperatura ambiente (ou por 24 horas no refrigerador entre 2 ºC e 8 ºC). Entretanto, como
regra geral, as soluções devem ser utilizadas imediatamente após a preparação. A coloração
varia de amarelo- pálido ao âmbar, dependendo da concentração e do tempo de estocagem;
esta particularidade da ceftriaxona não tem qualquer significado quanto à tolerabilidade e
eficácia do medicamento.
Gravidez3 e lactação4
Você deve comunicar ao seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após seu
término, bem como a intenção de engravidar. Seu médico irá decidir quando você deve usar a
CEFTRIAXONA SÓDICA. Apesar dos estudos não demonstrarem defeitos físicos no feto5 e indução da
mutação genética6 é necessário cautela nos três primeiros meses da gestação, a não ser em casos
absolutamente necessários. Informar ao médico se está amamentando. Recomenda- se cuidado especial em
pacientes que amamentam, apesar da baixa concentração de CEFTRIAXONA SÓDICA excretada no
leite.
Cuidados de administração:
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. A
CEFTRIAXONA SÓDICA I.M. deve ser administrada em injeção7 profunda na região glútea8 após fazer a
diluição do produto CEFTRIAXONA SÓDICA I.M. 500 mg em 2 mL e do produto CEFTRIAXONA
SÓDICA I.M. 1000 mg em 3,5 mL de solução de lidocaína. Esta solução nunca deverá ser aplicada na
veia. A solução deverá ser utilizada imediatamente após a preparação. No entanto, uma vez preparada
permanecerá estável por 6 horas em temperatura ambiente e por 24 horas entre 2ºC e 8ºC (na geladeira).
Recomenda- se não aplicar mais do que 1000 mg em cada glúteo.
Interrupção do tratamento:
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Você deverá comunicar ao seu médico,
caso deseje interromper o tratamento antes de seu término. A duração do tratamento varia com a evolução
da doença. Como se recomenda no tratamento com antibióticos em geral, a injeção7 da CEFTRIAXONA
SÓDICA deve ser continuada durante um período mínimo de 48 - 72 horas após o desaparecimento da
febre9 ou após obter- se evidências da eliminação da bactéria10.
O médico deve ser informado sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
Somados aos efeitos benéficos do tratamento com a CEFTRIAXONA SÓDICA é possível a ocorrência de
efeitos indesejáveis durante o tratamento, mesmo quando este produto é utilizado corretamente. A
CEFTRIAXONA SÓDICA é bem tolerada pela maioria dos pacientes. Os efeitos adversos mais comuns
são os gastrintestinais como náuseas11, vômitos12, diarréias, estomatite13 e glossite14; alterações hematológicas
como eosinofilia15, leucopenia16, granulocitopenia, anemia hemolítica17, trombocitopenia18 e reações cutâneas19
como exantema20, prurido21 e urticária22. Em casos raros, o ultra- som da vesícula biliar23 pode mostrar imagens
de sedimento que desaparecem com a suspensão da droga. Caso você apresente qualquer um destes
sintomas24, comunique ao seu médico o mais breve possível.
Ingestão concomitante com outras substâncias:
Pacientes que estejam fazendo uso do Cloranfenicol não devem utilizar CEFTRIAXONA
SÓDICA, devido ao efeito antagônico observado in- vitro.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.
CEFTRIAXONA SÓDICA não deve ser utilizada em pacientes com reconhecida alergia25 aosantibióticos do grupo das cefalosporinas e penicilinas.
Cuidados especiais devem ser tomados no tratamento em neonatos26, especialmente prematuros, que tenham
bilirrubina27 sérica aumentada devido ao risco de encefalopatia28.

Reações adversas - CEFTRIAXONA SÓDICA

 

Contra-indicações e precauções - CEFTRIAXONA SÓDICA

 

Indicações - CEFTRIAXONA SÓDICA

Infecções2 causadas por germes sensíveis à ceftriaxona, como por exemplo:
 Sepse29;
 Meningite30;
 Borreliose de Lyme (Doença de Lyme) ;
 Infecções2 intra- abdominais (peritonites, infecções2 do trato gastrintestinal e biliar);
 Infecções2 ósseas, articulares, tecidos moles, pele31 e feridas;
 Infecções2 em pacientes imunocomprometidos;
 Infecções2 renais e do trato urinário32;
 Infecções2 do trato respiratório, particularmente pneumonia33 e infecções2
o orrinolaringológicas;
 Infecções2 genitais, incluindo gonorréia34;
 Profilaxia de infecções2 pós- operatórias.

Contra-indicações - CEFTRIAXONA SÓDICA

A CEFTRIAXONA SÓDICA está contra- indicada em pacientes com reconhecida hipersensibilidade aosantibióticos do grupo das cefalosporinas. Em pacientes hipersensíveis à penicilina deve- se considerar a
possibilidade de reações alérgicas cruzadas. A CEFTRIAXONA SÓDICA não deve ser adicionada a
soluções que contenham cálcio como a solução de Hartmann ou soluções de Ringer. Baseado em artigos
de literatura, a ceftriaxona é incompatível com amsacrina, vancomicina, fluconazol e aminoglicosídeos.

Precauções e Advertências - CEFTRIAXONA SÓDICA

Como ocorre com outras cefalosporinas, a ocorrência de choque anafilático35 não pode ser
afastada, mesmo na ausência de antecedentes alérgicos. A ocorrência de choque anafilático35
exige intervenção imediata. Em casos raros o exame ultrasonográfico da vesícula biliar23 revelou
imagens sugestivas de sedimento que desaparecem com a conclusão ou descontinuação do
tratamento com a CEFTRIAXONA SÓDICA. Recomenda- se tratamento clínico conservador
mesmo nos casos em que tais achados se acompanham de sintomatologia dolorosa. A colite36
pseudomembranosa tem sido descrita com quase todos os agentes antibacterianos. Estudos in
vitro demonstraram que a ceftriaxona, como outras cefalosporinas, pode deslocar a bilirrubina27
da albumina37 sérica. Casos de pancreatite38, possivelmente de etiologia39 biliar (obstrutiva) foram
relatados em pacientes tratados com CEFTRIAXONA SÓDICA. A maior parte dos pacientes
apresentavam fatores de risco para estase40/lama biliar, doença grave , e nutrição parenteral41
total, precedendo a terapêutica42. O papel de fator desencadeante ou de cofator da
CEFTRIAXONA SÓDICA relacionado à precipitação biliar não pode ser descartado.
CEFTRIAXONA SÓDICA não é recomendada para neonatos26, especialmente prematuros que
apresentem risco de desenvolver encefalopatia28 devido à hiperbilirrubinemia. Durante
tratamentos prolongados, deve- se fazer controle regular do hemograma. Não há dados que
indiquem efeitos adversos em pessoas que trabalham com máquinas ou veículos automotores.
Gravidez3 e Lactação4
A Ceftriaxona atravessa a barreira placentária. A segurança durante a gravidez3 não foi
estabelecida em seres humanos. Como a CEFTRIAXONA SÓDICA é excretada no leite
humano, em baixas concentrações, é recomendado cuidado em mulheres que amamentam.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Não há dados que indiquem efeitos adversos em pessoas que trabalhem com máquinas ou
operam veículos automotores.
Interações Medicamentosas e outras formas de interação
Até o momento não se observaram quaisquer alterações da função renal43 após administração
simultânea de doses elevadas de CEFTRIAXONA SÓDICA e potentes diuréticos44, como a
furosemida, em altas doses. Não existe também qualquer evidência de que a CEFTRIAXONA
SÓDICA aumente a toxicidade45 renal43 dos aminoglicosídeos. A CEFTRIAXONA SÓDICA não
apresentou efeito similar ao provocado pelo dissulfiram após administração de álcool. A
ceftriaxona não contém o radical N- metiltiotetrazol, que está associado a uma possível
intolerância e a sangramentos observados com outras cefalosporinas. A probenecida não tem
influência sobre a eliminação da CEFTRIAXONA SÓDICA. Em estudos in vitro, efeitos
antagônicos foram observados com o uso combinado de cloranfenicol e ceftriaxona.

Reações Adversas - CEFTRIAXONA SÓDICA

A CEFTRIAXONA SÓDICA é geralmente bem tolerada. Durante seu uso, foram observadas as seguintesreações adversas reversíveis espontaneamente ou após a retirada do medicamento:
Efeitos colaterais46 sistêmicos47
Distúrbios gastrintestinais, fezes moles ou diarréia48, náusea49, vômito50, estomatite13 e glossite14;
Alterações hematológicas: eosinofilia15, leucopenia16, granulocitopenia, anemia hemolítica17,
trombocitopenia18; casos isolados de granulocitopenia (<500/mm3) foram relatados, a maioria dos quais
após 10 dias de tratamento seguindo- se a uma dose total de 20 g ou mais.
Reações cutâneas19: exantema20, dermatite51 alérgica, prurido21, urticária22, edema52 e eritema53
multiforme. Casos isolados de reações cutâneas19 adversas graves foram relatados: eritema53
multiforme, síndrome54 de Stevens- Johnson ou síndrome54 de Lyel (necrose55 epidérmica tóxica).
Efeitos colaterais46 raros
Cefaléia56, tontura57, elevação das enzimas hepáticas58, sedimento sintomático59 de ceftriaxona
cálcica na vesícula biliar23, oligúria60, aumento da creatinina61 sérica, micose62 do trato genital, febre9,
tremores, reações anafiláticas63 ou anafilactóides. Enterocolite pseudomembranosa e distúrbios
da coagulação64 foram descritos como reações adversas raríssimas. Casos muito raros de
precipitação renal43 foram relatados, principalmente em crianças com mais de 3 anos e que foram
tratadas ou com altas doses diárias (p.ex., doses maiores ou iguais a 80 mg/kg/dia) ou com
dose total excedendo 10 gramas, com fatores de risco presentes (p. ex., restrição hídrica,
repouso prolongado, etc.). Este evento pode ser sintomático59 ou assintomático, pode levar à
insuficiência renal65, e é reversível com a descontinuação da CEFTRIAXONA SÓDICA.
Efeitos colaterais46 locais
A injeção intramuscular1 sem a solução de lidocaína (diluente) é dolorosa.
Influência em exames clínicos e laboratoriais
Em pacientes tratados com a CEFTRIAXONA SÓDICA, o teste de Coombs pode raramente
tornar- se falso-positivo. A CEFTRIAXONA SÓDICA, como outros antibióticos, pode resultar em
falsos positivos no teste de galactosemia66. Os métodos não- enzimáticos para a determinação da
glicose67 na urina68 podem favorecer resultados falso- positivos. Por este motivo, a determinação de
glicose67 na urina68 deve ser feita por métodos enzimáticos.

POSOLOGIA - CEFTRIAXONA SÓDICA

Adultos e crianças acima de 12 anos: A dose usual é de 1- 2 g de CEFTRIAXONA SÓDICA em dose
única diária (cada 24 horas). Em casos graves ou em infecções2 causadas por patógenos moderadamente
sensíveis, a dose pode ser elevada para 4 g, uma vez ao dia.
Recém- nascidos (abaixo de 14 dias): Dose única diária de 20-50 mg/kg. Não ultrapassar 50
mg/kg devido a imaturidade dos sistemas enzimáticos destas crianças. Não é necessário
diferenciar crianças prematuras de crianças nascidas a termo.
Lactentes69 e crianças (15 dias até 12 anos): Dose única diária de 20- 80 mg/kg. Para crianças
com 50 kg ou mais deve ser usada a posologia de adultos.
Pacientes idosos: As doses para adultos não precisam ser alteradas em pacientes geriátricos.
Duração do tratamento: A duração do tratamento varia de acordo com a evolução da doença.
Como se recomenda na antibioticoterapia em geral, a administração da CEFTRIAXONA
SÓDICA deve ser descontinuada durante um período mínimo de 48 a 72 horas após o
desaparecimento da febre9 ou após obter- se evidências da erradicação da bactéria10.
Terapêutica42 associada: tem sido demonstrado, em condições experimentais, um sinergismo
entre CEFTRIAXONA SÓDICA e aminoglicosídeos, para muitos bacilos Gram- negativos.
Embora não se possa prever sempre um aumento de atividade com esta associação, este
sinergismo deve ser considerado nas infecções2 graves com risco de vida causada por
Pseudomonas aeruginosa. Devido à incompatibilidade física, os medicamentos devem ser
administrados separadamente, nas doses recomendadas.

Instruções posológicas especiais - CEFTRIAXONA SÓDICA

:Meningite30: Na meningite30 bacteriana de lactentes69 e crianças deve- se iniciar o tratamento com 100 mg/kg
em dose única diária. Logo que o germe70 responsável tenha sido identificado e sua sensibilidade
determinada, pode- se reduzir a posologia. Os melhores resultados foram obtidos com os seguintes tempos
de tratamento:
Neisseria meningitidis 4 dias;
Haemophilus influenzae 6 dias;
Streptococcus pneumoniae 7 dias.
Gonorréia34: Para o tratamento da gonorréia34 causada por cepas71 produtoras e não produtoras de penicilinase
recomenda- se uma dose única de 250 mg.
Borreliose de Lyme (Doença de Lyme): A dose preconizada72 é de 50 mg/kg até o total de 2 g
em crianças e adultos, durante 14 dias, em dose única diária.
Profilaxia no pré- operatório: para previnir infecção73 pós-operatória em cirurgia contaminada ou
potencialmente contaminada, recomenda- se 1000 mg a 2000 mg de CEFTRIAXONA SÓDICA,
30 a 90 minutos antes da cirurgia. Em cirurgia colo74- retal a administração das drogas
separademente da CEFTRIAXONA SÓDICA e um derivado 5- nitroimidazólico (como por
exemplo, ornidazol) mostrou- se eficaz.
Insuficiências hepática75 e renal43: Não é necessário diminuir a dose em pacientes com
insuficiência renal65 desde que a função hepática75 esteja normal. Somente nos casos em que o
clearence de creatinina61 for menor que 10 mL por minuto a dose de CEFTRIAXONA SÓDICA
não deve ser superior a 2000 mg/dia. Não é necessário diminuir a dose de CEFTRIAXONA
SÓDICA em pacientes com insuficiência hepática76 desde que a função renal43 esteja normal. Nos
casos de insuficiências hepática75 e renal43 graves e concomitantes deve- se determinar a
concentração plasmática de CEFTRIAXONA SÓDICA a intervalos regulares e, se necessário
fazer o ajuste da dose. Em pacientes sob diálise77 não há necessidade de doses suplementares
após diálise77. Entretanto as concentrações séricas devem ser monitoradas, a fim de avaliar a
necessidade de ajuste na posologia, pois a taxa de eliminação pode ser reduzida nestes
pacientes.
Incompatibilidades
A CEFTRIAXONA SÓDICA não deve ser diluída em soluções contendo cálcio, como soluções
de Hartmann ou soluções de Ringer.

Instruções de Uso - CEFTRIAXONA SÓDICA

Via de Administração: Via intramuscular
Diluir a CEFTRIAXONA SÓDICA I.M. 500 mg em 2 mL e a CEFTRIAXONA SÓDICA I.M. 1000 mg
em 3,5 mL de uma solução de lidocaína a 1% e injetar profundamente na região glútea8 ou em outro
músculo relativamente grande. Recomenda- se não injetar mais de 1000 mg em cada glúteo. A solução de
lidocaína nunca deve ser administrada por via intravenosa.
SUPERDOSAGEM
Em casos de superdosagem, a concentração da droga não pode ser reduzida por hemodiálise78
ou diálise peritoneal79. Não há antídoto80 específico. Medidas sintomáticas são recomendadas para
o tratamento da overdose.
PACIENTES IDOSOS:
Pacientes idosos podem fazer uso de CETRIAXONA SÓDICA I.M. As dosagens recomendadas
para adultos não necessitam ser ajustadas para pacientes81 geriátricos.

 

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
6 Mutação genética: É uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
7 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
8 Região Glútea:
9 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
10 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
11 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
12 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
13 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
14 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
15 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
16 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
17 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
18 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
19 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
20 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
21 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
22 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
23 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
24 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
25 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
26 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
27 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
28 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
29 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
30 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
31 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
32 Trato Urinário:
33 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
34 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
35 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
36 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
37 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
38 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
39 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
40 Estase: 1. Estagnação do sangue ou da linfa. 2. Incapacidade de agir; estado de impotência.
41 Nutrição parenteral: Administração de alimentos utilizando um acesso venoso. Utilizada em situações nas quais o trato digestivo encontra-se seriamente danificado (pancreatite grave, sepse grave, etc.). Os alimentos são administrados em sua forma mais simples, como se fossem digeridos, para que possam ser absorvidos pelas células.
42 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
43 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
44 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
45 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
46 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
47 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
48 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
49 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
50 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
51 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
52 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
53 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
54 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
55 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
56 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
57 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
58 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
59 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
60 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
61 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
62 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
63 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
64 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
65 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
66 Galactosemia: Doença hereditária que afeta o metabolismo da galactose (“produção”).
67 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
68 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
69 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
70 Germe: Organismo microscópico (vírus, bactérias, parasitas unicelulares, fungos) capaz de produzir doenças no homem e outros animais.
71 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
72 Preconizada: Recomendada, aconselhada, pregada.
73 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
74 Colo: O segmento do INTESTINO GROSSO entre o CECO e o RETO. Inclui o COLO ASCENDENTE; o COLO TRANSVERSO; o COLO DESCENDENTE e o COLO SIGMÓIDE.
75 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
76 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
77 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
78 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
79 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
80 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
81 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.

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