ACETATO DE HIDROCORTIZONA - CREME

ATIVUS

Atualizado em 03/06/2015

ACETATO DE HIDROCORTIZONA - CREME
-Apresentação

Creme dermatológico : Bisnaga com 30 g. USO ADULTO E/OU PEDIÁTRICO

Composição do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Creme: cada 1 g contém: Acetato de Hidrocortisona - 11,20 mg (equivalente a 10 mg de Hidrocortisona) Excipiente: Base neutra hidrossolúvel, metilparabeno, propilparabeno, propilenoglicol e água de osmose1.

Cuidados na Conservação do Acetato de Hidrocortizona - Creme

O medicamento deve ser conservado ao abrigo da luz, calor e umidade, em temperatura entre 15 e 30°C. Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação. Verifique a data de fabricação no cartucho. Não use medicamento com prazo de validade vencido.

Cuidados na Administração do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Lavar bem as mãos2 e a área a ser tratada, antes da aplicação. Crianças que necessitem de tratamento por longos períodos com o produto devem receber a medicação dia sim, dia não, para minimizar a supressão do crescimento, que pode ser induzida por essa medicação. Após o uso, manter o frasco ou a bisnaga bem fechados, para que o medicamento conserve suas características. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Quando usado na face3, deve-se ter o cuidado de impedir o contato com os olhos4.

Gravidez5 e Lactação6 do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Não há estudos suficientes para que possa ser avaliado o risco de malformações7 ou anormalidades no feto8 quando utilizada por mulheres durante a gravidez5. A princípio, nenhuma medicação corticóide de uso tópico9 deve ser utilizada no primeiro trimestre de gravidez5. Apesar de possuir baixa absorção, há possibilidade do Acetato de Hidrocortisona ser excretado no leite, logo, mulheres amamentando devem ter o uso de Acetato de Hidrocortisona criteriosamente avaliado pelo médico. O tratamento não deve prolongar-se por mais de 3 semanas, especialmente nas zonas cobertas por fraldas. Informe a seu médico a ocorrência de gravidez5 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Interrupção No Tratamento do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações Adversas do Acetato de Hidrocortizona - Creme

O uso tópico9 de Acetato de Hidrocortisona é bem tolerado, porém, informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como piora da lesão10, surgimento ou piora da coceira, inchaço11, dor ou vermelhidão no local onde foi usado o medicamento.

Informações do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Acetato de Hidrocortisona é um medicamento da família dos corticóides de ação antiinflamatória de baixa potência para uso tópico9 sobre a pele12. Após algumas aplicações observa-se uma diminuição dos sintomas13 como prurido14 e a vermelhidão local.

Informações Técnicas do Acetato de Hidrocortizona - Creme

O Acetato de Hidrocortisona é um corticosteróide de baixa potência, com propriedades antipruriginosa, antiinflamatória e vasoconstritora. A apresentação em creme é melhor indicada para lesões15 úmidas. Difunde-se através da membrana celular16 e forma complexos com receptores citoplasmáticos específicos. Estes complexos entram no núcleo celular, ligam-se ao DNA e estimulam a transcrição do RNA-mensageiro e conseqüentemente síntese protéica de várias enzimas inibitórias, responsáveis pelos efeitos antiinflamatórios dos corticosteróides tópicos. Esses efeitos antiinflamatórios incluem inibição do processo inicial tais como edema17, deposição de fibrina18, dilatação vascular19, migração e atividade fagocitária. Processos tardios como a deposição de colágeno20 e a formação de quelóide, também são inibidos pelos corticosteróides. Farmacocinética: É absorvido sistematicamente através do estrato córneo. Sua absorção pode ser aumentada se o veículo da forma farmacêutica solubilizar o corticosteróide ou se aumentar sua concentração na forma farmacêutica. Sua absorção percutânea também aumenta se a pele12 ou a mucosa21 estiver escoriada ou inflamada ou se a temperatura corporal estiver alta; há alguma absorção sistêmica dos corticosteróides de uso tópico9 pela mucosa21 oral. A absorção aumenta quando aumenta a potência ou quando o uso for prolongado. A biotransformação principal é na pele12 e, se for absorvida, é hepática22.

Indicações do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Acetato de Hidrocortisona está indicado em todas as dermatoses inflamatórias e alérgicas para as quais se preconize corticoterapia tópica: dermatite23 seborréica, eczema24 de contato, eczema24 numular, eczema24 disidrótico, eczema24 microbiano, eczema24 degenerativo25, eczema24 atópico (infantil, endógeno, neurodermatite), eczema24 perianal, eczema24 de estase26 (não aplicar o medicamento diretamente sobre a zona ulcerada), eritema27 solar, picadas de insetos e queimadura de primeiro grau.

Precauções e Advertências do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Interromper imediatamente o uso se houver qualquer sinal28 de hipersensibilidade ao produto. Em tratamentos prolongados ou uso em áreas extensas do corpo e sob oclusão, pode raramente ocorrer atrofia29 cutânea30, telangiectasias31, estrias. Mais raramente pode haver quadro de hipercorticolismo quando usado por períodos longos. Para recém nascidos de mães que fizeram uso do medicamento em grandes áreas ou por longa duração durante a gravidez5 ou na amamentação32, deve ser considerada a possibilidade de efeitos secundários, como por exemplo: diminuição da função do córtex da supra renal33.

Interações Medicamentosas do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Os antibióticos macrolídeos, como a azitromicina e a eritromicina, anticoncepcional oral, cetoconazol e estrogênio podem aumentar a ação do Acetato de Hidrocortisona. Já a aminoglutetimida, barbiturato, colestiramina, efedrina, hidantoína e rifampicina diminuem a ação do Acetato de Hidrocortisona. A isoniazida tem sua ação diminuída pela Hidrocortisona. Quando administrados juntamente com ciclosporina, depressores de potássio e digitálicos podem provocar um aumento das reações adversas.

Contra-Indicações do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Em pacientes que apresentem hipersensibilidade ao Acetato de Hidrocortisona ou a qualquer outro componente da formulação. Lesões15 da pele12 produzidas por fungos, tuberculose34, sífilis35 ou vírus36 (varicela37 e herpes zoster38) e infecções39 do couro cabeludo (para a preparação capilar40). A princípio, nenhuma medicação corticóide de uso tópico9, deve ser utilizada no primeiro trimestre de gravidez5. Devem ser evitadas aplicações sobre áreas extensas ou tratamentos de longa duração.

Posologia do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Lavar bem as mãos2 e a área a ser tratada, antes da aplicação. Crianças que necessitem de tratamento a longo prazo com o produto devem receber a medicação em dias alternados para minimizar a supressão do crescimento, que pode ser induzida por essa medicação. Aplicar uma fina camada sobre a área desejada de 2 a 3 vezes ao dia.

Superdosagem do Acetato de Hidrocortizona - Creme

O uso de altas doses por longos períodos pode provocar quadros de hipercorticolismo com a retenção hidro-eletrolítica e supressão da supra-renal41, nestes casos aconselha-se a interrupção do tratamento e controle hidro-elétrolítico do paciente.

Pacientes Idosos do Acetato de Hidrocortizona - Creme

Não há restrição de uso em pacientes com idade acima de 65 anos, porém, deve-se ter cuidados especiais em pacientes com problemas circulatórios.


Ver informações do laboratório

ACETATO DE HIDROCORTIZONA - CREME - Laboratório

ATIVUS
Rua Fonte Mécia, 2050 - São Pedro
Valinhos/SP - CEP: 13270-000
Tel: (19) 3849 8600
Site: http://www.ativus.com.br/

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Osmose: Fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
2 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
3 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
4 Olhos:
5 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
6 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
7 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
8 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
9 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
10 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
11 Inchaço: Inchação, edema.
12 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
13 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
14 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
15 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
16 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
17 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
18 Fibrina: Proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio. Ela é o principal componente dos coágulos sanguíneos.
19 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
20 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
21 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
22 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
23 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
24 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
25 Degenerativo: Relativo a ou que provoca degeneração.
26 Estase: 1. Estagnação do sangue ou da linfa. 2. Incapacidade de agir; estado de impotência.
27 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
28 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
29 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
30 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
31 Telangiectasias: Dilatações permanentes da parede de um pequeno vaso sanguíneo localizado na derme.
32 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
33 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
34 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
35 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
36 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
37 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
38 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
39 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
40 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
41 Supra-renal:

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