Farmorubicina CS

PFIZER

Atualizado em 08/12/2014


Farmorubicina CS

(cloridrato de epirrubicina)

PARTE I

Identificação do Produto da Farmorubicina Cs

Nome: Farmorubicina CSNome genérico: cloridrato de epirrubicina
Forma farmacêutica e apresentações:
Farmorubicina CS solução injetável estéril 2 mg/mL em embalagem contendo 1 frascoampola
plástico (Cytosafe, CS) de 5 mL (10 mg), 10 mL (20 mg), 25 mL (50 mg) ou 100 mL
(200 mg).
USO ADULTO
USO INJETÁVEL POR VIA INTRAVENOSA OU INTRAVESICAL (vide "Posologia")
CUIDADO: AGENTE CITOTÓXICO1

Composição da Farmorubicina Cs


Cada mL de Farmorubicina CS contém 2 mg de cloridrato de epirrubicina.
Excipientes: cloreto de sódio, água para injetáveis, ácido clorídrico2 0,5 M (para ajuste de
pH).

PARTE II

USO RESTRITO A HOSPITAIS

Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com
emprego específico em várias neoplasias3, e deve ser manipulado apenas por pessoal
treinado. As informações ao paciente serão fornecidas pelo médico assistente,
conforme necessário.
Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) deve ser conservada sob refrigeração
(entre 2 e 8ºC), protegida da luz. Descartar devidamente qualquer solução não
utilizada.
O prazo de validade de Farmorubicina CS acondicionado em frascos-ampola de
plástico está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com
o prazo de validade vencido.
O contato acidental com a pele4 deve ser tratado imediatamente com lavagens
abundantes com água, água e sabão ou solução de bicarbonato de sódio. Em caso de
contato com o(s) olho5(s), segure e mantenha levantada a pálpebra do(s) olho5(s)
afetado(s) e lave com jato de água em quantidade abundante por pelo menos 15
minutos. Procure, então, avaliação médica (vide "Posologia - Medidas de proteção").

PARTE III

- INFORMAÇÕES TÉCNICAS

A epirrubicina é um derivado antraciclínico. Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) é
apresentada na forma de solução injetável pronta para uso e pode ser administrada por via
intravenosa ou intravesical.

Propriedades Farmacodinâmicas da Farmorubicina Cs

Embora se saiba que as antraciclinas possam interferir em várias funções bioquímicas e
biológicas das células eucarióticas6, o mecanismo preciso das propriedades citotóxicas e/ou
antiproliferativas da epirrubicina ainda não foi completamente elucidado. Estudos de cultura
de células7 demonstraram penetração celular rápida, com localização do fármaco8
principalmente no núcleo. Em nível molecular, a epirrubicina pode formar um complexo com
o DNA por intercalação dos seus anéis planos entre os pares de bases nucleotídeas, com
conseqüente inibição da síntese dos ácidos nucléicos (DNA e RNA) e da síntese protéica.
Além disso, essa intercalação pode desencadear a quebra do DNA pela topoisomerase-II,
originando distúrbios sérios na estrutura terciária do DNA. Conforme observado para a
doxorrubicina, a epirrubicina também pode estar envolvida nas reações de
oxidação/redução com a produção de radicais livres altamente reativos e altamente tóxicos.
A atividade antiproliferativa e citotóxica da doxorrubicina pode resultar em qualquer dos
mecanismos mencionados e ainda podem existir outros. Foi provado que a epirrubicina é
ativa contra um amplo espectro de tumores experimentais, incluindo as leucemias L 1210 e
P 388, sarcoma9 SA 180 (formas sólida e ascítica), melanoma10 B16, carcinoma11 mamário,
carcinoma11 de pulmão12 de Lewis e carcinoma11 do cólon13 38. Também foi demonstrada atividade
contra tumores humanos transplantados em camundongos nus atímicos (melanoma10,
carcinomas mamário, pulmonar, prostático e ovariano).

Propriedades Farmacocinéticas da Farmorubicina Cs


Absorção
A epirrubicina não é absorvida pelo trato gastrintestinal. Uma vez que o fármaco8 é
extremamente irritante para os tecidos, deve ser administrado por via intravenosa. Foi
demonstrado que a administração intravesical é factível; a passagem da epirrubicina para a
circulação14 sistêmica por essa via de administração é mínima.
Distribuição
Após a administração IV, a epirrubicina é rápida e amplamente distribuída nos
compartimentos extravasculares15, conforme indicado pela meia-vida de distribuição muito
rápida e volume de distribuição no estado de equilíbrio de mais de 40 L/kg. No entanto,
apesar do seu amplo volume de distribuição, a epirrubicina não atravessa a barreira
hematoencefálica em quantidades detectáveis.
Metabolismo16
A epirrubicina é metabolizada, em grau significativo, principalmente pelo fígado17. Os
principais metabólitos18 identificados são o epirrubicinol (13-OH epirrubicina), que possui um
certo grau de atividade antitumoral, e os glicuronídeos da epirrubicina e do epirrubicinol. Os
níveis plasmáticos do principal metabólito19, o epirrubicinol, são mais baixos do que o do
fármaco8 inalterado.
Do ponto de vista metabólico, a 4'-O-glicuronidação distingue a epirrubicina da doxorrubicina
e pode ser responsável por sua toxicidade20 reduzida.
Excreção
Em pacientes com funções hepática21 e renal22 normais, os níveis plasmáticos de epirrubicina
após a administração IV de 60-150 mg/m2 seguem um padrão decrescente triexponencial,
com uma fase terminal lenta (t1 /2 ã) de 30-40 horas. Essas doses estão dentro dos limites de
linearidade farmacocinética. A meia-vida terminal do epirrubicinol é semelhante à da
epirrubicina. A depuração plasmática está no intervalo de 0,9 a 1,4 L/min. A epirrubicina é
eliminada principalmente pelo fígado17: cerca de 38% da dose administrada é recuperada na
bile23 em 24 horas na forma de epirrubicina (cerca de 19%), epirrubicinol e outros metabólitos18.
Num mesmo período, apenas 9-12% da dose é excretada na urina24, também como fármaco8
inalterado e metabólitos18. Em 72 horas, os valores chegam a cerca de 43% na bile23 e cerca de
16% na urina24.

Dados de Segurança Pré-Clínicos da Farmorubicina Cs

A DL50 da epirrubicina foi de 29,3 e 14,2 mg/kg para camundongos e ratos, respectivamente,
e cerca de 2,0 mg/kg para cães. Os principais órgãos-alvo após dose única foram o sistema
hemolinfopoiético e, especialmente em cães, o trato gastrintestinal. Os efeitos tóxicos após
administrações repetidas de epirrubicina foram investigados em ratos, coelhos e cães. Os
principais órgãos-alvo nessas espécies animais foram o sistema hemolinfopoiético, o trato
gastrintestinal, rim25, fígado17 e órgãos reprodutores masculino e feminino. Quanto ao coração26,
estudos de cardiotoxicidade indicaram que a epirrubicina foi cardiotóxica em todas as
espécies laboratoriais testadas. Foi demonstrado que a epirrubicina, como outras
antraciclinas e fármacos citotóxicos27, é carcinogênica em ratos.
A epirrubicina foi genotóxica na maioria dos testes in vitro ou in vivo realizados, tóxica a
órgãos reprodutores e embriotóxica em ratos.
fcs01a 3
28/02/05
Não foram observadas malformações28 em ratos e coelhos. No entanto, a epirrubicina, como
outras antraciclinas e fármacos citotóxicos27, deve ser considerada potencialmente
teratogênica29. Não foram observados efeitos relevantes em ratos que receberam epirrubicina
durante os períodos peri e pós-natal em doses de até 0,15 mg/kg/dia para as mães e 0,50
mg/kg/dia para a ninhada. Não se sabe se o composto é excretado no leite materno. Um
estudo de segurança local em camundongos e ratos demonstrou que o extravasamento do
medicamento causa necrose30 tecidual. Estudos animais indicaram que a epirrubicina possui
índice terapêutico melhor e toxicidades cardíaca e sistêmica mais baixas do que a
doxorrubicina.

Indicações da Farmorubicina Cs


Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) apresenta resposta terapêutica31 significativa em
várias neoplasias3, entre elas: carcinoma11 da mama32, linfomas malignos, sarcomas de partes
moles, carcinoma11 gástrico, carcinoma11 hepático, câncer33 do pâncreas34, carcinoma11 do retosigmóide,
carcinoma11 da região cérvico-facial, carcinoma11 pulmonar, carcinoma11 ovariano e
leucemias.
Farmorubicina CS por instilação intravesical é indicada no tratamento dos carcinomas
superficiais da bexiga35 (de células7 transicionais, carcinoma11 in situ36) e na profilaxia das
recidivas37 após ressecção transuretral38.

Contra-Indicações da Farmorubicina Cs

Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) é contra-indicada a pacientes queapresentam hipersensibilidade à epirrubicina ou a qualquer outro componente da
fórmula, outras antraciclinas ou antracenedionas.
Farmorubicina CS também é contra-indicada nas seguintes situações:
Uso intravenoso
Mielossupressão persistente ou estomatite39 grave de tratamentos citotóxicos27
anteriores, presença de infecções40 generalizadas, insuficiência hepática41 grave,
histórico atual ou anterior de arritmias42 graves ou insuficiência43 miocárdica, infarto44 do
miocárdio45 anterior, tratamentos prévios com doses cumulativas máximas de
epirrubicina e/ou outras antraciclinas e antracenedionas, gravidez46 e lactação47.
Uso intravesical
Tumores invasivos que tenham penetrado a parede da bexiga35, infecções40 urinárias,
inflamação48 da bexiga35, problemas de cateterização.

Advertências e Precauções da Farmorubicina Cs

Gerais
Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) deve ser administrada apenas sob supervisão
de médicos especialistas com experiência em terapia citotóxica.
Em particular, o tratamento com altas doses do fármaco8 necessita de atenção especial para
possíveis complicações clínicas devido à mielossupressão profunda. No entanto, altas
doses de epirrubicina foram administradas a um grande número de pacientes não-tratados
(tanto para doença avançada ou para tratamento adjuvante) e causaram eventos adversos
iguais aos observados nas doses convencionais, exceto para o grau (gravidade) de
neutropenia49 reversível (< 500 neutrófilos50/µL) que ocorreu na maioria dos pacientes. Apenas
alguns destes pacientes necessitaram de hospitalização por complicações infecciosas
graves.
O tratamento inicial com a epirrubicina deve ser precedido por monitoração cuidadosa no
período basal de vários parâmetros laboratoriais bem como da função cardíaca.
Durante cada ciclo do tratamento os pacientes devem ser monitorados cuidadosa e
freqüentemente.
Função Cardíaca
Devido ao risco conhecido de desenvolvimento de cardiomiopatia induzida por antraciclina,
que é dose-cumulativa dependente, a dose cumulativa de 900-1000 mg/m2 só deve ser
excedida com extrema cautela, tanto com doses convencionais como com doses altas por
ciclo. Acima deste nível de dose, o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca51
congestiva (ICC) aumenta muito. Portanto, a função cardíaca deve ser avaliada antes do
tratamento e deve ser cuidadosamente monitorada durante a terapia para minimizar o risco
de ocorrência de ICC. Recomenda-se que seja realizado um ECG antes e após cada ciclo
de tratamento. Alterações no traçado do ECG, como achatamento52 ou inversão da onda P,
depressão do segmento ST ou início de arritmias42, são geralmente indicações de toxicidade20
aguda, porém transitória (reversível) e não precisam, necessariamente, ser consideradas
indicações para a interrupção do tratamento. No entanto, a redução persistente da voltagem
QRS e o prolongamento, além dos limites normais do intervalo sistólico, são freqüentemente
associados com cardiomiopatia induzida por antraciclinas. A redução da fração de ejeção
ventricular esquerda (FEVE), conforme verificado por ecocardiograma53 (ECO) ou por
angiografia54 com radionucleotídeo55 (MUGA), é o evento mais preditivo de cardiomiopatia
tardia cumulativa dose-dependente. Quando uma avaliação pré-tratamento (fase basal) da
FEVE estiver disponível, este parâmetro pode ser utilizado como indicador da função
cardíaca durante o tratamento com epirrubicina. Como regra geral, em pacientes com valor
de FEVE basal normal (≥ 50%), redução absoluta ≥ 10% ou declínio abaixo do nível limite de
50%, são indicativos de comprometimento da função cardíaca e a continuação do
tratamento com a epirrubicina em tais circunstâncias, deve ser cuidadosamente avaliada. O
risco potencial de cardiotoxicidade pode ser aumentado em pacientes que tenham recebido
radioterapia56 anterior ou concomitante à área pericárdica mediastinal, em pacientes tratados
anteriormente com outras antraciclinas e/ou antracenedionas ou em pacientes com histórico
anterior de doença cardíaca. No estabelecimento das doses cumulativas máximas de
epirrubicina, a administração de qualquer terapia concomitante com agentes potencialmente
cardiotóxicos deve ser levada em consideração.
O diagnóstico57 clínico precoce da insuficiência cardíaca51 provocada pelo medicamento,
parece ser essencial para um tratamento bem sucedido com digitálicos, diuréticos58,
vasodilatadores periféricos, dieta com baixo teor de sal e repouso.
Toxicidade20 Hematológica
A exemplo do que ocorre com outros agentes citotóxicos27, a epirrubicina pode produzir
mielossupressão. O perfil hematológico deve ser avaliado antes e durante cada ciclo da
terapia com Farmorubicina CS, incluindo contagem diferencial dos glóbulos brancos.
Leucopenia59 reversível, dependente da dose e/ou granulocitopenia (neutropenia49) são as
manifestações predominantes da toxicidade20 hematológica da epirrubicina, constituindo a
toxicidade20 aguda limitante da dose mais comum desse fármaco8. A leucopenia59 e a
neutropenia49 são, geralmente, mais graves com esquemas de altas doses, alcançando um
nadir, na maioria dos casos, entre o 10o e 14o dia após a administração do fármaco8. Estes
efeitos são, usualmente, transitórios, com a normalização da contagem de glóbulos
brancos/neutrófilos50, na maioria dos casos, até o 21o dia. Trombocitopenia60 e anemia61 podem,
também, ocorrer. As conseqüências clínicas mais graves da mielossupressão incluem febre62,
infecção63, sepse64/septicemia65, choque66 séptico, hemorragia67, hipóxia68 tecidual ou morte.
Leucemia69 secundária
Leucemia69 secundária, com ou sem fase pré-leucêmica, foi relatada em pacientes tratados
com antraciclinas. A leucemia69 secundária é mais comum quando tais fármacos são
administrados em combinação com agentes antineoplásicos lesivos ao DNA, quando os
pacientes são pré-tratados intensivamente com fármacos citotóxicos27 ou quando as doses de
antraciclinas são aumentadas. Essas leucemias possuem um período de latência70 de 1 a 3
anos.
Carcinogênese, Mutagênese e Distúrbio da Fertilidade
A epirrubicina é mutagênica, clastogênica e carcinogênica em animais e, poderia induzir
dano cromossômico em espermatozóides71 humanos. Homens submetidos a tratamento com
Farmorubicina CS devem utilizar métodos contraceptivos efetivos.
A epirrubicina pode causar amenorréia72 ou menopausa73 prematura em mulheres prémenopausadas.
Gastrintestinal
A epirrubicina é emetigênica. A mucosite74/estomatite39 geralmente aparece no início do
tratamento com o fármaco8 e, se grave, pode progredir em poucos dias para úlceras75 de
mucosa76. A maioria dos pacientes se recupera desse evento adverso até a terceira semana
de terapia.
Função Hepática21
A principal via de eliminação da Farmorubicina CS é o sistema hepatobiliar77. Os níveis de
bilirrubina78 sérica total e de aspartato transaminase (TGO) devem ser avaliados antes e
durante o tratamento com Farmorubicina CS. Pacientes com bilirrubina78 ou TGO elevado
podem apresentar clearance mais lento do fármaco8, com um aumento da toxicidade20 geral.
Doses mais baixas são recomendadas nesses pacientes (vide "Posologia").
Pacientes com insuficiência hepática41 grave não devem receber Farmorubicina CS (vide
"Contra-indicações").
Função Renal22
A creatinina79 sérica deve ser avaliada antes e durante a terapia. O ajuste da dose é
necessário em pacientes com creatinina79 sérica > 5 mg/dL80.
Efeitos no Local de Infusão
Flebosclerose pode resultar da infusão do fármaco8 em vaso de pequeno calibre ou de
infusões repetidas na mesma veia. Seguir os procedimentos de administração
recomendados, pode minimizar o risco de flebite81/tromboflebite82 no local de infusão (vide
"Posologia").
Extravasamento
O extravasamento de epirrubicina durante a administração IV pode dar origem a lesões83
teciduais graves (vesicação, celulite84 grave) e necrose30. Pode ocorrer esclerose85 venosa por
administração em vaso pequeno ou por aplicações repetidas na mesma veia. Para
minimizar o risco de extravasamento do medicamento e ter certeza que a veia seja
adequadamente lavada após a administração do fármaco8, é aconselhável administrar o
fármaco8 através de equipo com infusão de cloreto de sódio a 0,9% em fluxo livre, após
verificar que a agulha esteja adequadamente colocada na veia. Caso ocorram sinais86 ou
sintomas87 de extravasamento durante a administração intravenosa de Farmorubicina CS, a
infusão do fármaco8 deve ser imediatamente interrompida.
Outros
Assim como ocorre com outros agentes citotóxicos27, tromboflebite82 e fenômenos
tromboembólicos, incluindo embolia88 pulmonar (fatal em alguns casos), foram
coincidentemente relatados com o uso de epirrubicina.
A epirrubicina pode induzir à hiperuricemia devido ao extenso catabolismo89 das purinas que
acompanha a rápida lise90 de células7 neoplásicas91 induzida pelo fármaco8 (síndrome92 de lise90
tumoral). Níveis séricos de ácido úrico, potássio, cálcio, fosfato e creatinina79 devem ser
avaliados após o tratamento inicial de forma que este fenômeno possa ser reconhecido e
controlado adequadamente. Hidratação, alcalinização urinária e profilaxia com alopurinol
para previnir a hiperuricemia podem minimizar as complicações potenciais da síndrome92 de
lise90 tumoral.
A epirrubicina pode potencializar a toxicidade20 de outras terapias antineoplásicas. Isso deve
ser levado em conta particularmente ao se utilizar o fármaco8 em altas doses.
A disponibilidade de cuidados e instalações de suporte deve ser considerada antes de se
iniciar esquemas intensivos de alta dose.
A epirrubicina pode conferir uma coloração avermelhada à urina24 por um ou dois dias após a
administração. Os pacientes devem ser alertados de que não precisam ficar preocupados
caso isso ocorra.
Advertências e Precauções Adicionais para Outras Vias de Administração
Via Intravesical
A administração de Farmorubicina CS pode produzir sintomas87 de cistite93 química (por
exemplo, disúria94, poliúria95, noctúria, estrangúria, hematúria96, desconforto vesical97, necrose30 da
parede vesical97) e constrição98 da bexiga35. É necessária atenção especial para problemas de
cateterização (por exemplo, obstrução uretral99 devido a tumores intravesicais de grande
volume).
Uso durante a Gravidez46
Dados experimentais em animais sugerem que a epirrubicina pode causar dano fetal
quando administrada a mulheres grávidas. Se a epirrubicina for utilizada durante a gravidez46
ou se a paciente engravidar enquanto estiver utilizando esse fármaco8, ela deve ser
comunicada quanto aos danos potenciais para o feto100. Não há estudos em mulheres
grávidas, portanto a Farmorubicina CS deve ser utilizada durante a gravidez46 apenas se os
benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto100. Os homens submetidos a
tratamento com epirrubicina devem também ser advertidos quanto aos possíveis efeitos
adversos sobre a fertilidade.
Uso durante a Lactação47
Não se sabe se a epirrubicina é excretada no leite humano. Uma vez que muitos fármacos,
incluindo outras antraciclinas, são excretados no leite humano e devido à possibilidade de
reações adversas sérias em lactentes101 pela epirrubicina, as mães devem interromper o
aleitamento antes de receber esse fármaco8.

Interações Medicamentosas da Farmorubicina Cs

Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) é utilizada, principalmente, em combinação
com outros fármacos citotóxicos27. Toxicidade20 aditiva pode ocorrer especialmente em relação
a efeitos medulares/hematológicos e gastrintestinais (vide "Advertências e Precauções"). O
uso de Farmorubicina CS em combinação quimioterápica com outros fármacos
potencialmente cardiotóxicos, assim como o uso de outros compostos cardioativos (por
exemplo, bloqueadores do canal de cálcio), requer a monitoração da função cardíaca
durante o tratamento.
A cimetidina aumentou a área sob a curva (AUC) da epirrubicina em 50% e seu uso deve
ser interrompido durante o tratamento com Farmorubicina CS.
A epirrubicina é amplamente metabolizada pelo fígado17. Qualquer medicamento
concomitante que possa afetar a função hepática21 também pode afetar o metabolismo16 ou a
farmacocinética da epirrubicina e, como resultado, a eficácia e/ou a toxicidade20. (vide
"Incompatibilidades" e "Advertências e Precauções").

Reações Adversas da Farmorubicina Cs

Efeitos hematológicos
As manifestações predominantes da toxicidade20 de epirrubicina são a leucopenia59 reversível
e, muito menos freqüentemente, a trombocitopenia60 reversível (vide "Advertências e
Precauções"), representando a toxicidade20 aguda dose-limitante do fármaco8. Os neutrófilos50
são os leucócitos102 afetados pelo tratamento com epirrubicina de modo mais significativo.
Como a leucopenia59 é dose-dependente, normalmente é mais grave após a administração de
regimes de altas doses e, nestas condições, podem ser necessárias medidas de suporte de
medula óssea103 apropriadas. A ocorrência de neutropenia49 febril durante um ciclo de terapia
deve ser considerada como um evento adverso sério que pode ser possivelmente seguida
por septicemia65 e óbito104. Na ocorrência de neutropenia49 febril, devem ser administrados
antibióticos por via intravenosa.
A ocorrência de leucemia69 mielóide aguda secundária, com ou sem uma fase pré-leucêmica,
tem sido relatada raramente em pacientes tratados com epirrubicina em combinação com
agentes antineoplásicos com ação no DNA, ou pré-tratados intensamente com estes
medicamentos. Essas leucemias podem apresentar um curto período de latência70.
Efeitos cardíacos
Dois tipos de cardiotoxicidade podem ocorrer em pacientes que estejam recebendo
epirrubicina: um tipo agudo105 e na maioria das vezes transitório, que é principalmente
observado na forma de arritmias42 e/ou anormalidades no ECG, e um tipo crônico106, dosecumulativa
dependente, representado por uma cardiomiopatia que pode resultar em ICC
(vide "Advertências e Precauções"). Vários estudos avaliaram que o risco de
desenvolvimento de ICC, na ausência de outros fatores de risco cardíaco, aumenta
acentuadamente após ter atingido uma dose cumulativa de epirrubicina de 900-1000 mg/m2.
O dano cardíaco grave pode ser prevenido pelo acompanhamento freqüente da função
cardíaca (principalmente por monitoração da FEVE) durante o curso da terapia com
epirrubicina. No entanto, a miocardiopatia107 induzida por epirrubicina pode aparecer até
mesmo várias semanas ou meses após a descontinuação do tratamento. Também foi
descrita efusão108 pericárdica.
Efeitos gastrintestinais
A mucosite74 pode aparecer de horas a dias após o início do tratamento. Normalmente, a
mucosite74 apresenta-se na forma de estomatite39 com áreas de erosões dolorosas que
ocorrem principalmente ao longo da língua109 e na mucosa76 sublingual. Erosões bucais, quando
graves, podem evoluir em poucos dias para uma ulceração110 intensa. No entanto, a maioria
dos pacientes se recupera deste evento adverso pela terceira semana de administração do
medicamento.
A hiperpigmentação da mucosa76 oral também pode ocorrer. Outros distúrbios gastrintestinais
como náusea111 e vômitos112 e, com menor freqüência, diarréia113 e dor abdominal, também podem
ocorrer como conseqüência do tratamento com epirrubicina.
Efeitos dermatológicos
A alopecia114 aparece em 60-90% dos casos tratados e é normalmente reversível, com o
crescimento de todo o cabelo115 geralmente ocorrendo de dois a três meses do término da
terapia.
Outros eventos adversos dermatológicos incluem rubor, urticária116 (generalizada ou ao longo
da veia utilizada para administração do medicamento) e hiperpigmentação da pele4 (no leito
ungüeal, ao longo da veia de infusão ou generalizada). A fotossensibilidade ou a
hipersensibilidade à irradiação (radiation recall reaction) também pode ocorrer.
Efeitos no local da injeção117
No caso de extravasamento perivenoso do medicamento, dor local, celulite84 grave e necrose30
tecidual poderão ocorrer. Flebite81 local, tromboflebite82 e/ou flebosclerose também podem
ocorrer. O risco de flebite81/tromboflebite82 pode ser minimizado seguindo o procedimento de
administração recomendado (vide "Advertências e Precauções" e "Posologia").
Outros eventos adversos
Febre62 e calafrios118 foram relatados raramente. Pode ocorrer anafilaxia119. O tratamento com
epirrubicina pode ser acompanhado de amenorréia72/azoospermia120. A epirrubicina também
pode induzir hiperuricemia como resultado da lise90 rápida de células7 neoplásicas91 (vide
"Advertências e Precauções").
Eventos adversos intravesicais
Uma vez que a absorção do medicamento é mínima, os efeitos colaterais121 sistêmicos122 são
raros durante a administração intravesical. A cistite93 química, algumas vezes hemorrágica123,
tem sido observada.

Posologia da Farmorubicina Cs

A Farmorubicina CS (cloridrato de epirrubicina) é um fármaco8 citotóxico1 normalmente
administrado por via intravenosa. No entanto, a administração intravesical mostrou-se
benéfica no tratamento de câncer33 superficial de bexiga35, bem como na profilaxia de recidiva124
de tumor125 após ressecção transuretral38.
Farmorubicina CS não é ativa quando administrada por via oral e não deve ser injetada por
via intramuscular ou intratecal.
Administração intravenosa (IV)
Normalmente, a dose é calculada com base na área de superfície corpórea (mg/m2). A dose
total de Farmorubicina CS por ciclo a ser administrada pode variar de acordo com o uso,
dentro de um esquema de tratamento específico (por exemplo, administrada como agente
único ou em combinação com outros fármacos citotóxicos27) e de acordo com a indicação
terapêutica31 (por exemplo, no tratamento de câncer33 de pulmão12, a epirrubicina também é
utilizada em doses mais altas que as convencionais).
Embora nenhuma recomendação específica de dosagem possa ser feita baseada nos dados
limitados disponíveis de pacientes com insuficiência renal126, doses iniciais mais baixas devem
ser consideradas em pacientes com insuficiência renal126 grave (creatinina79 sérica > 5 mg/dL80).
Como a principal via de eliminação da epirrubicina é o sistema hepatobiliar77, a dose deve ser
reduzida em pacientes com função hepática21 comprometida para evitar aumento da
toxicidade20 global. Normalmente, as diretrizes utilizadas para redução da dose na função
hepática21 comprometida são baseadas nos níveis de bilirrubina78 sérica conforme segue:
Bilirrubina78 entre 1,2 a 3 mg/dL80 ou TGO 2 a
4 vezes o limite superior da normalidade:
metade da dose inicial recomendada
Bilirrubina78 > 3 mg/dL80 ou TGO > 4 vezes o
limite superior da normalidade:
um quarto da dose inicial recomendada
O extravasamento de Farmorubicina CS da veia durante a injeção117 pode originar lesões83
teciduais graves, até mesmo necrose30. A injeção117 em vasos pequenos ou injeções repetidas
na mesma veia podem causar esclerose85 venosa. Considerando que o extravasamento
perivenoso do medicamento é seguido por efeitos tóxicos locais sérios, recomenda-se
injetar o medicamento preferencialmente em equipo de fluxo livre de infusão IV de cloreto de
sódio a 0,9% ou solução de glicose127 ou dextrose128 a 5%, com a duração da infusão variando
de 3-5 minutos (período curto) até 30 minutos. Deixar correr a solução de infusão na veia
após a administração do medicamento.
Agente isolado
A dose mais comumente utilizada tem sido 75-90 mg/m2.
A dose deve ser repetida com intervalo de 21 dias; a dose total de cada ciclo pode ser
dividida em dois dias sucessivos. O esquema de dosagem deve, de qualquer maneira, levar
em conta o quadro hematológico do paciente. Em particular, é recomendada uma dose mais
baixa para pacientes129 cuja função medular tenha sido diminuída por quimioterapia130 ou
radioterapia56 anteriores e na idade avançada.
Associação quimioterápica
Quando a Farmorubicina CS é utilizada associada a outros agentes antitumorais, a dose
deve ser reduzida. Um estudo comparativo no carcinoma11 avançado da mama32, realizado com
terapia combinada131, mostrou que a associação FEC (5-FU, epirrubicina, ciclofosfamida) é tão
eficaz quanto FAC (5-FU, doxorrubicina, ciclofosfamida), quando os componentes
Farmorubicina CS e Adriblastina® (doxorrubicina) são administrados na dose de 50 mg/m2.
Câncer33 de mama32
Doses de 135 mg/m2 como agente único e de 120 mg/m2 em combinação a intervalos de 3 -
4 semanas, no tratamento de câncer33 de mama32 em fase inicial com linfonodos132 positivos.
Administração intravesical
Para o tratamento do carcinoma11 de célula133 de transição papilar da bexiga35, recomenda-se
instilações semanais de 50 mg (em 25-50 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%) por 8
semanas, por cateter. No caso de toxicidade20 local (cistite93 química), é aconselhável redução
da dose para 30 mg. Para carcinoma11 in situ36, dependendo da tolerabilidade individual do
paciente, a dose pode ser aumentada até 80 mg. Para a profilaxia de recidivas37 após
ressecção transuretral38 dos tumores superficiais, recomenda-se administrações semanais de
50 mg por 4 semanas, seguidas de instilações mensais por 11 meses na mesma dose.
Geralmente, o instilado deve ser retido na bexiga35 por 1 hora e os pacientes devem ser
orientados a urinar ao final deste período.
Durante a instilação, a pélvis do paciente deve ser rotacionada para garantir contato mais
amplo possível da solução com a mucosa76 vesical97. Para evitar diluição indevida pela urina24, o
paciente deve ser orientado a não ingerir qualquer tipo de líquido nas 12 horas antes da
instilação.
Evitar a exposição do produto à luz solar ou luz direta. Desprezar o restante da solução não
utilizada.
Incompatibilidades
Farmorubicina CS não deve ser misturada com outros fármacos. O contato com qualquer
outra solução de pH alcalino deve ser evitado, pois isso resultará em hidrólise do fármaco8.
Farmorubicina CS não deve ser misturada com heparina devido à incompatibilidade química
que pode resultar em precipitação quando os fármacos estão em determinada proporção.
Farmorubicina CS pode ser utilizada em associação com outros agentes antitumorais, mas
não se recomenda que seja misturada com outros fármacos na mesma seringa134 (vide
"Interações Medicamentosas").
Medidas de proteção
As seguintes recomendações de proteção devem ser seguidas devido à natureza tóxica
dessa substância:
O pessoal deve ser treinado quanto às boas técnicas para manipulação;
As profissionais grávidas não devem trabalhar com esse medicamento;
O pessoal que manipula Farmorubicina CS deve utilizar vestuário de proteção: óculos,
avental, luvas e máscaras descartáveis;
Todos os itens utilizados para reconstituição, administração ou limpeza, incluindo as luvas,
devem ser colocados em sacos de lixo descartáveis, de alto risco, para incineração em
temperatura elevada. Derramamento ou vazamento deve ser tratado com solução de
hipoclorito de sódio diluída (solução a 1%), de preferência por imersão e depois com água.
Todos os materiais de limpeza devem ser descartados conforme indicado anteriormente.
O contato acidental com a pele4 deve ser tratado imediatamente com lavagem abundante
com água, ou água e sabão, ou solução de bicarbonato de sódio, mas não se deve
esfreguar a pele4 com escovas. Nestes casos, deve-se procurar cuidados médicos;
Em caso de contato com o(s) olho5(s), segure e mantenha levantada a pálpebra do(s)
olho5(s) afetado(s) e lave com jato de água em quantidade abundante por, pelo menos, 15
minutos. Procure, então, avaliação médica;
Sempre lave as mãos135 após a remoção das luvas.

Superdosagem da Farmorubicina Cs


Superdosagem aguda com epirrubicina resultará em mielossupressão grave (principalmente
leucopenia59 e trombocitopenia60), efeitos tóxicos gastrintestinais (principalmente mucosite74) e
complicações cardíacas agudas.
Pode-se esperar que doses únicas muito altas de epirrubicina causem degeneração136
miocárdica aguda dentro de 24 horas e mielossupressão grave dentro de 10 a 14 dias. O
tratamento deve ter como objetivo a proteção do paciente durante este período e deve
utilizar medidas como transfusões sangüíneas e isolamento reverso. Insuficiência cardíaca51
tardia tem sido observada com antraciclinas até 6 meses após a superdosagem.
Os pacientes devem ser observados atentamente e, caso surjam sinais86 de insuficiência43
cardíaca, devem ser tratados com os esquemas convencionais.

Pacientes Idosos da Farmorubicina Cs


Aos pacientes idosos aplicam-se todas as recomendações acima descritas.

PARTE IV

MS - 1.0216.0151
Farmacêutico Responsável:
José Francisco Bomfim - CRF-SP no 7009
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS
CUIDADO: AGENTE CITOTÓXICO1

Número de lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer (Perth) Pty Ltd
Bentley - Austrália
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 - Guarulhos - SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
S.A.C. Linha Pfizer 0800-16-7575

Farmorubicina CS - Laboratório

PFIZER
Av. Presidente Tancredo de Almeida Neves, 1555
Guarulhos/SP - CEP: 07112-070
Tel: 0800-16-7575
Site: http://www.pfizer.com.br
CNPJ n° 46.070.868/0001-69

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Complementos

1 Citotóxico: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
2 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
3 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
4 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
5 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
6 Células Eucarióticas: Células dos organismos superiores, contendo um núcleo verdadeiro delimitado por uma membrana nuclear.
7 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
8 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
9 Sarcoma: Neoplasia maligna originada de células do tecido conjuntivo. Podem aparecer no tecido adiposo (lipossarcoma), muscular (miossarcoma), ósseo (osteosarcoma), etc.
10 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
11 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
12 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
13 Cólon:
14 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
15 Extravasculares: Relativos ao exterior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situam ou ocorrem.
16 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
17 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
18 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
19 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
20 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
21 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
23 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
26 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
27 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
28 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
29 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
30 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
31 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
32 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
33 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
34 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
35 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
36 In situ: Mesmo que in loco , ou seja, que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão). Em oncologia, é o que permanece confinado ao local de origem, sem invadir os tecidos vizinhos (diz-se de tumor).
37 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
38 Transuretral: Que se situa ou se realiza através da uretra.
39 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
40 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
41 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
42 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
43 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
44 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
45 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
46 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
47 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
48 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
49 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
50 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
51 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
52 Achatamento: 1. Ato ou efeito de achatar (-se); achatadura, depressão, rebaixamento. 2. Na astronomia, trata-se de um parâmetro geralmente muito pequeno, que caracteriza a não esfericidade de um astro em rotação, igual à variação relativa de uma grandeza quando se passa do equador ao polo. 3. Que tem ou tomou forma chata, plana.
53 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
54 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
55 Radionucleotídeo: Nuclídeo é uma espécie de átomo caracterizado pelo número de nêutrons em seu núcleo atômico e pelo número atômico. Radionucleotídeo é um nuclídeo radioativo, ou seja, que emite radiação ou que contém radioatividade.
56 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
57 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
58 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
59 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
60 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
61 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
62 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
63 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
64 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
65 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
66 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
67 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
68 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
69 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
70 Latência: 1. Estado, caráter daquilo que se acha latente, oculto. 2. Por extensão de sentido, é o período durante o qual algo se elabora, antes de assumir existência efetiva. 3. Em medicina, é o intervalo entre o começo de um estímulo e o início de uma reação associada a este estímulo; tempo de reação. 4. Em psicanálise, é o período (dos quatro ou cinco anos até o início da adolescência) durante o qual o interesse sexual é sublimado; período de latência.
71 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
72 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
73 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
74 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
75 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
76 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
77 Hepatobiliar: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
78 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
79 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
80 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
81 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
82 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
83 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
84 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
85 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
86 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
87 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
88 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
89 Catabolismo: Parte do metabolismo que se refere à assimilação ou processamento da matéria adquirida para fins de obtenção de energia. Diz respeito às vias de degradação, ou seja, de quebra das substâncias. Parte sempre de moléculas grandes, que contêm quantidades importantes de energia (glicose, triclicerídeos, etc). Estas substâncias são transformadas de modo a que restem, no final, moléculas pequenas, pobres em energia ( H2O, CO2, NH3 ), aproveitando o organismo a libertação de energia resultante deste processo. É o contrário de anabolismo.
90 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
91 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
92 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
93 Cistite: Inflamação ou infecção da bexiga. É uma das infecções mais freqüentes em mulheres, e manifesta-se por ardor ao urinar, urina escura ou com traços de sangue, aumento na freqüência miccional, etc.
94 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
95 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
96 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
97 Vesical: Relativo à ou próprio da bexiga.
98 Constrição: 1. Ação ou efeito de constringir, mesmo que constrangimento (ato ou efeito de reduzir). 2. Pressão circular que faz diminuir o diâmetro de um objeto; estreitamento. 3. Em medicina, é o estreitamento patológico de qualquer canal ou esfíncter; estenose.
99 Uretral: Relativo ou pertencente à uretra.
100 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
101 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
102 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
103 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
104 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
105 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
106 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
107 Miocardiopatia: Termo utilizado para se referir a doenças que afetam o músculo cardíaco.Suas causas são variadas sendo as mais freqüentes a isquemia e a hipertensão. Na América do Sul é importante a infecção pelo Tripanosoma Cruzi, causa da miocardiopatia chagásica. Quando não se encontra uma causa para a doença, ela é chamada miocardiopatia idiopática.
108 Efusão: 1. Saída de algum líquido ou gás; derramamento, espalhamento. 2. No sentido figurado, manifestação expansiva de sentimentos amistosos, de afeto, de alegria. 3. Escoamento de um gás através de uma pequena abertura, causado pela agitação térmica das moléculas do gás. 4. Derramamento de lava relativamente fluida sobre a superfície terrestre.
109 Língua:
110 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
111 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
112 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
113 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
114 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
115 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
116 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
117 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
118 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
119 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
120 Azoospermia: Ausência de espermatozódes no líquido seminal.
121 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
122 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
123 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
124 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
125 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
126 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
127 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
128 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
129 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
130 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
131 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
132 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
133 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
134 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
135 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
136 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
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