Belara Comprimidos

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 03/06/2015

Belara® Comprimidos


Informações ao Paciente

acetato de clormadinona e etinilestradiol

Formas Farmacêuticas e apresentações
Comprimidos revestidos em embalagem com 1 ou 3 cartelas com 21 comprimidos.

Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Belara®
Princípio Ativo: clormadinona, etinilestradiol
Classe Terapêutica1: Contraceptivos

Composição

Cada comprimido revestido contém 2 mg de acetato de clormadinona e 0,03 mg de etinilestradiol.
Excipientes: amido, dióxido de titânio, estearato de magnésio, hipromelose, lactose2 monoidratada, macrogol 6000, óxido de ferro vermelho, povidona, propilenoglicol, talco.

Ação do medicamento

Belara® é um anticoncepcional de uso oral que, ao ser tomado da forma indicada nesta bula, inibe a ovulação3 e previne a gravidez4. Ocorre, também, modificação do muco cervical, com consequente redução da migração e alteração da motilidade dos espermatozóides5.
Quando Belara® é utilizado corretamente como contraceptivo, a chance de você engravidar é de 0,04% a cada ano de uso. A possibilidade de engravidar aumenta com o uso incorreto.

Indicações do medicamento

Belara® é indicado como anticoncepcional.

Riscos do medicamento

Contra-indicações
Algumas mulheres não devem usar Belara® . Por exemplo, você não deve usar Belara® se estiver grávida ou achar que está grávida ou se apresentar uma ou mais das seguintes condições:
Doenças do fígado6
- Doenças hepáticas7 progressivas agudas e crônicas, transtornos da secreção biliar de bilirrubina8 (síndromes de Dubin-Johnson e de Rotor), transtornos da secreção biliar, do fluxo biliar (colestase9, mesmo tendo ocorrido no passado, se associada à gestação ou uso de esteróides sexuais; isto inclui icterícia10 idiopática11 ou prurido12 durante gestação anterior ou tratamento com estrogenio-progestogênio);
- Após a resolução de hepatite13 viral (testes de função hepática14 normais), um período de 6 meses deve ser observado antes de iniciar o uso de Belara® ;
- Neoplasias15 hepáticas7 passadas ou atuais.

Doenças vasculares16 e metabólicas
- Tabagismo;
- História passada ou presente de transtornos tromboembólicos (especialmente acidente vascular cerebral17, infarto do miocárdio18, trombose19 de veia profunda, embolia20 pulmonar), bem como estados que aumentam a susceptibilidade21 a estas condições (p.ex., transtornos da coagulação22 com tendência para formação de trombos23, antitrombina III (AT III) congênita24, deficiências de proteína C e proteína S, algumas doenças cardíacas);
- Hipertensão arterial25 exigindo tratamento;
- Diabetes mellitus26 grave com alterações vasculares16 associadas (microangiopatia);
- Anemia falciforme27;
- Transtornos graves do metabolismo28 lipídico, especialmente quando acompanhado de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares29.

Doenças malignas
- Certos tumores malignos (p.ex., de mamas30, cérvice uterina ou mucosa31 uterina) mesmo após seu tratamento ou em casos suspeitos.

Hiperplasia endometrial32
Outras doenças
- História de herpes gestacional;
- Otoesclerose com deterioração durante gestações anteriores;
- Obesidade33 grave;
- Enxaqueca34 associada a transtornos sensoriais, da percepção e/ou motores;
- Sangramento genital anormal não diagnosticado;
- Hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula de BELARA® .

Advertências

Pacientes com diabetes35 clinicamente evidente ou com predisposição para esta condição devem ser monitoradas para possíveis alterações no metabolismo28 de carboidratos antes e durante o tratamento.
A influência do tratamento hormonal sobre os parâmetros monitorados deve sempre ser considerada ao interpretar os resultados dos testes de função hepática14 e endócrinos. Em geral, resultados sem viés não são obtidos até 2 a 4 meses após o final do tratamento.

O uso de Belara® deve ser interrompido imediatamente nas seguintes situações:
- Gravidez4;
- Sinais36 iniciais de tromboflebite37 ou tromboembolismo38 (p.ex., dor ou inchaço39 incomum das pernas, dor aguda de origem desconhecida à respiração ou tosse, dor e sensação de aperto torácico);
- Cirurgia programada (6 semanas de antecedência) e durante imobilização, p.ex., após acidentes;
- Primeiro episódio de cefaléia40 do tipo enxaqueca34 ou aumento da frequência de cefaléias41 graves incomuns;
- Deficiência sensorial aguda (visual, auditiva, etc.);
- Transtornos motores (especialmente paralisia42);
- Queixas abdominais altas (na região do estômago43) graves. Hepatomegalia44 (aumento do fígado6) ou sinais36 de sangramento intra-abdominal (veja “Reações Adversas”);
- Elevação da pressão arterial45 a níveis constantemente acima de 140/90 mmHg;
- Icterícia10 (pele46 amarelada), hepatite13, prurido12 (coceira) generalizado, colestase9 e testes de função hepática14 anormais;
- Aumento de crises epilépticas;
- Primeiro episódio ou recorrência47 de porfiria48 (todas as três formas, especialmente porfiria48 adquirida);
- Descompensação aguda de diabetes mellitus26.

As pacientes devem ser monitoradas nas seguintes situações:
- Doenças cardíacas e renais, enxaqueca34, epilepsia49, asma50 (também a ocorrida no passado), uma vez que estas condições podem ser afetadas por um possível acúmulo de líquidos;
- História de flebite51;
- Tendência acentuada para varizes52;
- Esclerose múltipla53;
- Coréia de Sydenham54;
- Tetania55;
- Diabetes mellitus26 e tendência para este transtorno;
- História pregressa de doenças hepáticas7;
- Transtornos do metabolismo28 lipídico;
- Sobrepeso56 considerável;
- Aumento da pressão arterial45;
- Endometriose57;
- Mastopatia;
- Otosclerose58;
- Mioma uterino.

Frente à possibilidade de prejuízo grave à saúde59 devido a eventos tromboembólicos (veja “Reações Adversas”), você deve ser cuidadosamente avaliada por seu médico quanto à presença de fatores predisponentes (p.ex., veias60 varicosas, história de flebite51 e trombose19, bem como doenças cardíacas, sobrepeso56 considerável, transtornos da coagulação22 sanguínea) e quanto à ocorrência de eventos tromboembólicos venosos entre familiares jovens, e quaisquer destes fatores devem ser considerados ao se decidir sobre a prescrição deste contraceptivo.
Pacientes fumantes em uso de contraceptivos hormonais têm um risco adicional aumentado de desenvolver, algumas vezes, sequelas61 graves de alterações vasculares16 (p.ex., infarto do miocárdio18, acidente vascular cerebral17 [derrame62]). O risco aumenta com a idade e o aumento do consumo de cigarros.
Especialmente mulheres acima dos 30 anos de idade devem evitar fumar se pretendem tomar contraceptivos hormonais para evitar a gravidez4. Se forem incapazes de parar de fumar devem optar por outras formas de contracepção63.
Estudos pós-comercialização mostraram que a incidência64 de doenças tromboembólicas pode diminuir durante o uso de contraceptivos de baixa dose de estrogênio (0,05 mg ou menos), o que levou ao desenvolvimento de contraceptivos hormonais de baixa dosagem. Se a expectativa que mulheres em uso de tais formulações de baixa dose têm realmente incidência64 menor de oclusões vasculares16 trombóticas65 ou tromboembólicas é justificada, ainda não foi conclusivamente estabelecido.
Portanto, mesmo em uso de contraceptivos hormonais de baixa dose, você deve ser cuidadosamente avaliada quanto à presença de fatores que promovem processos tromboembólicos (veja acima), e o risco deve ser avaliado contra os potenciais benefícios deste método de contracepção63.
A ocorrência de doenças tromboembólicas em familiares em idade jovem pode indicar a presença de transtornos do sistema de coagulação22. Doenças deste tipo incluem trombose venosa profunda66, embolia20 pulmonar, acidente vascular cerebral17, transtornos súbitos dos sentidos ou da percepção (visual, auditiva), distúrbios da fala e do movimento, especialmente paralisia42, infarto do miocárdio18 e angina67 pectoris. Se houver história familiar de tais doenças, seu estado de coagulação22 deve ser cuidadosamente determinado antes de receber a prescrição de Belara®   (isto inclui, p.ex., determinação de AT III, proteína C e proteína S).
Mulheres acima dos 40 anos de idade exigem monitoramento especial, uma vez que a tendência para trombose19 aumenta com a idade.
O uso de qualquer contraceptivo oral combinado pode implicar em risco aumentado de tromboembolismo38 venoso em comparação com a não utilização deste tipo de contraceptivo. O excesso de risco de tromboembolismo38 venoso é maior durante o primeiro ano de uso do contraceptivo oral. Este risco aumentado é menor que o risco de tromboembolismo38 venoso associado à gestação, o qual é estimado em 60 casos por 100.000 gravidezes.  O tromboembolismo38 venoso é fatal em 1-2% dos casos. A influência de Belara® no risco de tromboembolismo38 venoso é desconhecida em comparação a outros contraceptivos orais combinados. Procure auxílio médico, assim que possível, se perceber possíveis sintomas68 de trombose19 ou embolia20 pulmonar, como dor e inchaço39 nos braços e/ou pernas, encurtamento da respiração e dor aguda no peito69.

Condições patológicas que podem piorar durante o uso de Belara®
Certas doenças podem ser afetadas de forma adversa tanto pela gravidez4 quanto pelo uso de estrogênios ou combinações de estrogenio-progestogênio. Estas condições incluem epilepsia49, esclerose múltipla53, otosclerose58, herpes gestacional, porfiria48, tétano70, candidíase71 e trichomoníase.
Pacientes com asma50, enxaqueca34 e disfunção cardíaca ou renal72 grave, exigem acompanhamento médico cuidadoso devido à possibilidade de retenção de líquidos durante o uso de combinações de estrogenio-progestogênio.

Efeito sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Belara®   não interfere com a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Gravidez4 e amamentação73
A presença de gravidez4 deve ser excluída antes de se iniciar o uso de Belara® . Se ocorrer gravidez4 durante o tratamento, o uso de Belara® deve ser interrompido imediatamente. No entanto, o uso anterior de Belara®   não justifica a interrupção da gravidez4.
Se Belara® for tomado durante a amamentação73 é importante lembrar que pode haver diminuição da produção de leite. Quantidades muito pequenas dos ingredientes ativos de Belara®   são excretadas no leite.
No entanto, em geral, a contracepção63 só é indicada durante períodos prolongados de amamentação73 uma vez que, habitualmente não ocorre ovulação3 durante períodos curtos de amamentação73.
Se possível, métodos contraceptivos não hormonais devem ser usados até a interrupção da amamentação73.
Este medicamento causa malformação74 ao bebê durante a gravidez4.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Precauções

Como para todos os inibidores da ovulação3, erros de tomada e de método podem ocorrer e, portanto, não se pode esperar 100% de eficácia do método.
Antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, o médico deverá realizar um exame físico geral (incluindo medida da pressão arterial45, peso corporal, teste de glicose75 urinária e, se necessário, testes diagnósticos hepáticos específicos) e ginecológico (incluindo as mamas30 e o papanicolaou) completos, com ênfase especial na exclusão de gravidez4 e na detecção de condições de risco e de doenças que necessitem tratamento.
Se ocorrer gravidez4 durante o uso de Belara® , a medicação deve ser interrompida. No entanto, se você engravidar enquanto estiver tomando Belara® , não é  necessário interromper a gravidez4.
Check-ups médicos devem ser realizados com intervalos de 6 meses durante o tratamento.

Interações medicamentosas

A eficácia contraceptiva de Belara®   pode ser prejudicada pela administração concomitante de medicamentos que aumentam a biodegradação de hormônios esteróides (p.ex., barbitúricos, rifampicina, griseofulvina, fenilbutazona e antiepilépticos, como barbexaclona, carbamazepina, fenitoína, primidona) e preparações contendo Erva de São João. A ocorrência de pequenos sangramentos vaginais (spotting) foi relatada em mulheres em uso de preparações contendo Erva de São João e contraceptivos orais concomitantemente. Níveis sanguíneos reduzidos do contraceptivo também foram medidos devido a alterações na flora intestinal associadas ao uso concomitante de antibióticos como ampicilina ou tetraciclinas e, também, após a ingestão de carvão ativado. Foram registradas taxas aumentadas de sangramento intermenstrual e, em casos isolados, de gravidez4.
A necessidade de insulina76 ou outros hipoglicemiantes77 pode ser alterada devido à influência na tolerância à glicose75.
A excreção de teofilina ou cafeína é diminuída durante o uso de contraceptivos orais, levando ao aumento ou prolongamento do efeito destes dois fármacos.

Interação com exames laboratoriais
Valores normais de laboratório podem ser afetados pelos contraceptivos hormonais. A velocidade de hemosedimentação, p.ex., pode aumentar na ausência de patologia78. Níveis aumentados de cobre e ferro séricos, assim como de fosfatase alcalina79 leucocitária, p.ex., foram descritos, além de alterações em outros parâmetros laboratoriais.

Atenção: Este medicamento contém Açúcar80, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes35.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde59.

Modo de uso

Os comprimidos de Belara® são redondos, biconvexos, de cor rosa-pálido.

Se você estiver iniciando o uso de Belara® ou mudando de outro anticoncepcional para Belara® , a tomada regular tem início com o primeiro comprimido, no primeiro dia do ciclo, que deve corresponder ao primeiro dia da menstruação81, mesmo quando você já vinha usando outro contraceptivo hormonal oral.
Se Belara® for tomado no primeiro dia de sangramento após o parto ou aborto, a proteção contraceptiva não será confiável durante as duas primeiras semanas, pois pode não ser mais possível suprimir esta primeira ovulação3.
O primeiro comprimido deve ser retirado da cartela na posição correspondente ao dia da semana (p.ex., “Dom” para domingo) e deglutido inteiro. A seguir, um comprimido deve ser tomado diariamente seguindo a orientação das setas, se possível sempre na mesma hora do dia – de preferência à noite - pois a regularidade da tomada é essencial para garantir a confiabilidade contraceptiva de Belara® . O intervalo entre as tomadas deve ser regular, de 24 horas, sempre que possível. Os dias da semana impressos na cartela permitem a você verificar todo dia se o comprimido do dia em questão já foi tomado.
A tomada do último comprimido da cartela é seguida por intervalo de 7 dias sem medicação, durante o qual ocorre o sangramento, dentro de 2 a 4 dias após o último comprimido.
Após o intervalo de 7 dias sem medicação, uma nova cartela de Belara®   deve ser iniciada, quer você continue apresentando sangramento ou não.

Importante (confiabilidade contraceptiva)
A proteção contraceptiva tem início no primeiro dia de tomada e continua durante os intervalos de 7 dias livres de medicação (exceções: após o parto e aborto).
Erros de tomada, vômitos82 ou doenças intestinais associadas a diarréia83, administração concomitante prolongada de certos medicamentos (veja Interações com outros fármacos) e, muito raramente, doenças metabólicas individuais, podem prejudicar a eficácia contraceptiva. Laxantes84 leves não afetam a confiabilidade contraceptiva.
Se você esquecer de tomar o comprimido na hora usual, ele deve ser tomado dentro das próximas 12 horas, no máximo. Se o intervalo normal entre as tomadas for excedido em mais de 12 horas, não há mais garantia de contracepção63 durante este ciclo. Em tais casos, você deve continuar a tomar o comprimido da cartela atual conforme programado, mas deixando de lado o comprimido que foi esquecido, a fim de evitar que ocorra sangramento prematuro, além de usar um contraceptivo de barreira adicional (p.ex., preservativo, diafragma85, etc.).
Os hormônios contidos em Belara®   são habitualmente rapidamente absorvidos pelo organismo. Apenas nos casos em que a diarréia83 ou vômitos82 ocorram logo após a tomada de Belara® (até 4 horas após a tomada) você deve imediatamente tomar o próximo comprimido, de maneira a assegurar a proteção contraceptiva. Seu ciclo, então, será diminuído em 1 dia.
Se você vomitar várias vezes ou as queixas persistirem por mais de 12 horas, continue tomando os comprimidos conforme planejado até o final da cartela, porém utilize um método adicional de barreira, como p.ex., o preservativo.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

Posologia

Você deve tomar um comprimido de Belara® todos os dias, durante 21 dias, no mesmo horário, de preferência logo antes do horário de dormir. Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros. Após este período, uma pausa de 7 dias deve ser respeitada, reiniciando-se uma nova cartela no 8o dia.

Reações Adversas

As reações adversas que podem ser observadas com o uso de Belara®   são ordenadas quanto ao seu tipo e aparecimento, sendo que a seguinte classificação é adotada:
Muito comuns: ocorrem em 1 de cada 10 mulheres usuárias;
Comuns: ocorrem em menos de 1 em cada 10, mas mais de 1 em cada 100 mulheres usuárias;
Incomuns: ocorrem em menos de 1 em cada 100, mas mais de 1 em cada 1.000 mulheres usuárias;
Raras: ocorrem em menos de 1 em cada 1.000, mas mais de 1 em cada 10.000 mulheres usuárias;
Muito raras: ocorrem em menos de 1 em cada 10.000, incluindo casos isolados.

Reações Adversas Gerais
Sistema gastrointestinal
Comuns: náusea86. Incomuns: vômitos82. Raras: dor de estômago43, problemas gástricos e intestinais.
Órgãos genitais e mamas30
Comuns: tensão mamária, corrimento, menstruação81 dolorosa. Raras: dor no abdomen inferior, descarga de leite nas mamas30, miomas uterinos, inflamação87 da vagina88, cistos de ovário89, infecções90 por fungos dos órgãos genitais. Muito raras: aumento das mamas30, do sangramento genital, das queixas pré-menstruais.
Sistema nervoso91
Comuns: dor de cabeça92. Incomuns: tontura93, primeiro episódio de enxaqueca34 ou piora de enxaqueca34 já existente.
Doenças psicológicas
Comuns: depressão, irritabilidade. Incomuns: nervosismo.
Órgãos sensoriais
Incomuns: distúrbios visuais. Raras: conjuntivite94 (p.ex., com o uso de lentes de contato), desconforto ao uso de lentes de contato, zumbido.
Pele46 e apêndices
Raras: distúrbios de pigmentação, cloasma95 (que piora em longos períodos de exposição ao sol), ressecamento da pele46, reações alérgicas de pele46, coceira, acne96 transitória, perda de cabelo97. Muito raras: dermatite98, eritema nodoso99, piora da psoríase100.
Distúrbios dos vasos
Raras: colapso101 cardiovascular. Muito rara: aumento da pressão sanguínea.
Músculos102, ossos e tecido conectivo103
Raras: dor lombar, alterações musculares.
Outros
Comuns: cansaço. Incomuns: sensação de peso nas pernas, retenção hídrica nos tecidos. Raras: mudanças no peso ou apetite, alterações na libido104, tendência à sudorese105.

Reações Adversas Específicas do Ciclo Menstrual
- Sangramento intracíclico: spotting e sangramento de escape (com intensidade menstrual) podem ocorrer durante o uso de Belara® . Estes tipos de sangramento são raros e ocorrem, em geral, apenas durante os primeiros ciclos de uso. Você deve continuar a tomar Belara® e, se o sangramento não desaparecer espontaneamente dentro de alguns dias, recomenda-se que o médico seja consultado para excluir qualquer patologia78 orgânica;
- Ausência de sangramento de privação: em casos muito raros, se não ocorre sangramento de privação durante os dias livres de medicação, você pode continuar a tomar Belara® se a presença de gravidez4 for excluída dentro dos primeiros 10 dias do novo ciclo de tratamento;
Nota: na maioria dos casos, após a interrupção do uso de Belara® , as glândulas106 reprodutoras rapidamente assumem seu funcionamento pleno e a capacidade de conceber é restaurada. Em geral, o primeiro ciclo é prolongado em cerca de 1 semana. Entretanto, se um ciclo normal não reaparecer em 2 a 3 meses, consulte seu médico.
- Existe um discreto aumento na incidência64 de doenças das vias biliares107 durante o uso prolongado de contraceptivos hormonais. Há uma divisão de opiniões em relação à possibilidade de formação de cálculos biliares durante o uso de contraceptivos contendo estrogênio. Em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente ainda, malignos foram observados após o uso de agentes hormonais do tipo contido em Belara® e em alguns casos resultaram em sangramento intra-abdominal potencialmente fatal.
Se ocorrem queixas abdominais altas incomuns, que não se resolvem espontaneamente e rapidamente, pode ser necessário interromper o uso de Belara® .
Em casos muito raros, os sintomas68 descritos também podem ocorrer associados a trombose19 de veia hepática14 ou veia mesentérica108.

Efeito sobre o tecido109 mamário
O câncer110 de mama111 é uma das neoplasias15 dependentes de hormônios. Fatores de risco para câncer110 de mama111 tais como menarca112 precoce, menopausa113 tardia (após 52 anos de idade), nuliparidade, ciclos anovulatórios, etc., são bem conhecidos e sugerem a possibilidade de envolvimento hormonal no desenvolvimento do mesmo. Os receptores hormonais114 são de importância vital na biologia do tumor115 do câncer110 de mama111. Os estrogênios, especialmente, induzem uma multiplicidade de fatores de crescimento tais como fator de transformação de crescimento alfa (TGF-alfa). Os estrogênios e os progestogênios influenciam o crescimento de células116 de câncer110 de mama111. Estas relações biológico tumorais, entre outras, formam a base teórica para o tratamento farmacológico do câncer110 de mama111 pós-menopáusico receptor-positivo. A análise de estudos epidemiológicos que indicam uma possível relação entre o uso de  contraceptivos orais e o câncer110 de mama111 também sugere que a ocorrência desta neoplasia117 em mulheres até a meia idade é frequentemente associada ao uso de contraceptivos orais iniciados precocemente e utilizados a longo prazo. Por outro lado, esse é apenas um dos vários possíveis fatores de risco envolvidos.
Secreção mamária e aumento do tamanho das mamas30 têm sido observados em casos individuais.

Cistos ovarianos
Cistos ovarianos funcionais foram encontrados em mulheres em uso de contraceptivos orais.

Risco tromboembólico
O uso de contraceptivos hormonais está associado ao risco aumentado de doenças tromboembólicas venosas e arteriais (p.ex., trombose19 venosa, embolia20 pulmonar, acidente vascular cerebral17, infarto do miocárdio18). Este risco pode ser aumentado por fatores adicionais (tabagismo, hipertensão118, transtornos da coagulação22 sanguínea ou metabolismo28 lipídico, sobrepeso56 considerável, veias60 varicosas, história de flebite51 e trombose19) (veja “Advertências”).

Atenção: este é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Conduta em caso de superdose

Sintomas68
A intoxicação aguda resultante da tomada simultânea de um grande número de comprimidos só é esperada em casos extremos e não resulta habitualmente em condições com risco de vida, mas principalmente em sintomas68 gastrintestinais, disfunção hepática14, do equilíbrio hídrico e do metabolismo28 eletrolítico, bem como sangramento de privação em mulheres. Meninas na pré-puberdade podem apresentar discreto sangramento vaginal.

Tratamento
O monitoramento preventivo119 do metabolismo28 eletrolítico, equilíbrio hídrico e função hepática14, bem como medidas sintomáticas são necessários apenas em casos raros.

Cuidados de conservação e uso

Os comprimidos de Belara®   devem ser conservados em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde59

acetato de clormadinona e etinilestradiol

Formas Farmacêuticas e apresentações
Comprimidos revestidos em embalagem com 1 ou 3 cartelas com 21 comprimidos.

Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Belara®
Princípio Ativo: clormadinona, etinilestradiol
Classe Terapêutica1: Contraceptivos

Composição

Cada comprimido revestido contém 2 mg de acetato de clormadinona e 0,03 mg de etinilestradiol.
Excipientes: amido, dióxido de titânio, estearato de magnésio, hipromelose, lactose2 monoidratada, macrogol 6000, óxido de ferro vermelho, povidona, propilenoglicol, talco.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Propriedades farmacodinâmicas
Belara®   é um contraceptivo oral combinado contendo um estrogênio, etinilestradiol, e um progestogênio, acetato de clormadinona. A tomada contínua de Belara®   durante 21 dias resulta na inibição da secreção de FSH e LH pela hipófise120, com supressão da ovulação3. A consistência do muco cervical é modificada, reduzindo a migração dos espermatozóides5 para o canal cervical e alterando a motilidade dos espermatozóides5.
Durante os estudos de tolerabilidade e eficácia, o efeito positivo conhecido do acetato de clormadinona sobre as alterações cutâneas121 androgênicas como acne96 e seborréia122 foi observado.

Propriedades farmacocinéticas
O acetato de clormadinona e o etinilestradiol são absorvidos rapidamente e quase completamente após a ingestão dos comprimidos de Belara® . A disponibilidade sistêmica do acetato de clormadinona é alta em comparação a do etinilestradiol, uma vez que ele não é submetido ao metabolismo28 de primeira passagem hepática14. As concentrações de pico plasmático são alcançadas em 1 a 2 horas após a administração oral. No plasma123, as substâncias ativas ligam-se principalmente às proteínas124. Ambas são rapidamente distribuídas aos tecidos. O acetato de clormadinona é armazenado principalmente no tecido gorduroso125, do qual é liberado de forma equilibrada para a circulação126. O estado de equilíbrio é atingido após 3 a 4 dias para o etinilestradiol e após 8 dias para o acetato de clormadinona. A meia-vida de eliminação média do acetato de clormadinona é 34 horas e do etinilestradiol é de 13 a 27 horas. A maior parte do acetato de clormadinona é excretada sob a forma de metabólitos127 altamente polarizados e conjugados na urina128 e fezes na proporção 40:60. O etinilestradiol também é eliminado na urina128 e fezes (40:60) com meia-vida renal72 média de 25 horas. Os produtos de biodegradação na urina128 são predominantemente sulfatos glicuronídeo, sendo 20% do composto base recuperado nas fezes.

Resultados de Eficácia

Em um estudo multicêntrico, aberto, foram incluídas 2.620 mulheres, que receberam Belara® durante 12 ciclos menstruais, representando um total de 29.262 ciclos. Durante o período de observação 10 casos de gravidez4 foram relatados. Portanto, o Índice de Pearl129 não ajustado foi 0,4 [95% IC (0,2 - 0,8)]. Entretanto, 90% dos casos de gravidez4 ocorreram por erros de tomada do medicamento, com pelo menos 8 de 9 pacientes esquecendo de tomar os comprimidos de Belara®   várias vezes. Após uma revisão, apenas 1 caso de gravidez4 foi considerado como falha do método contraceptivo, resultando em um Índice de Pearl129 ajustado de 0,04 [95% IC (0,002 - 0,2)].1
Em outro estudo multicêntrico, aberto, fase III, foram avaliadas 1.655 mulheres, tratadas com Belara®   durante um período ≤ 24 ciclos. De um total de 22.337 ciclos observados, 12 casos de gravidez4 foram relatados. Em 7 dos 12 casos relatados, a gravidez4 ocorreu por erros de tomada, administração concomitante de antibióticos, diarréia83 ou vômitos82. O Índice de Pearl129 teórico, neste estudo, foi de 0,269 [95% IC (0,109 - 0,600)]. 2
Adicionalmente, uma publicação de um estudo fase III, multicêntrico, aberto, simples-cego, randomizado130, controlado e paralelo, investigou a eficácia da administração de contraceptivos orais combinados de baixa dosagem sobre a acne96 pápulo-pustulosa da face131, colo132 e dorso133. Foram incluídas 199 pacientes distribuídas em dois grupos: 101 receberam etinilestradiol associado ao acetato de clormadinona e 98 receberam um comparador contendo etinilestradiol associado a outro progestogênio.
Após 12 ciclos de tratamento, foram observadas taxas de resposta significativamente melhores, de 59,4%, com a combinação etinilestradiol + acetato de clormadinona e de 45,9% com o comparador (p=0,02). Esta diferença entre as duas formulações foi ainda mais pronunciada para a acne96 da região do colo132 e do dorso133 costas134. Em ambas as localizações, observou-se maior taxa de cura ao final do tratamento e menor número de exacerbações com a combinação de etinilestradiol + acetato de clormadinona.3

Bibliografia
1. Schramm, G and Steffens, D. A 12-month evaluation of the CMA-containing oral contraceptiva Belara® ® : efficacy, tolerability and anti-androgenic properties. Contraception  (2003); 67: 305-312.
2. Zahradnik, HP et al. Efficacy and Safety of the New Antiandrogenic Oral Contraceptive Belara® ® . Contraception 1998; 57: 103-109.
3. Worret, I et al. Acne96 resolution Rates: Results of a Single-Blind, Randomizaed, Controlled, Parallel Phase III Trial with EE/CMA (Belara® ® ) and EE/LNG (Microgynon® ). Dermatology 2001; 203: 38-44.

Indicações

Belara® é indicado como contraceptivo (anticoncepcional hormonal oral).

Contra Indicações

O uso de Belara®   é contra-indicado nos seguintes casos:
Gravidez4
Doenças hepáticas7

- Doenças hepáticas7 progressivas agudas e crônicas, transtornos da secreção biliar de bilirrubina8 (síndromes de Dubin-Johnson e de Rotor), transtornos da secreção biliar, do fluxo biliar (colestase9, mesmo tendo ocorrido no passado, se associada à gestação ou uso de esteróides sexuais; isto inclui icterícia10 idiopática11 ou prurido12 durante gestação anterior ou tratamento com estrogenio-progestogênio).
- Após a resolução de hepatite13 viral (testes de função hepática14 normais), um período de 6 meses deve ser observado antes de iniciar o uso de Belara® .
- Neoplasias15 hepáticas7 passadas ou atuais.

Doenças vasculares16 e metabólicas
- Tabagismo
- História passada ou presente de transtornos tromboembólicos (especialmente acidente vascular cerebral17, infarto do miocárdio18, trombose19 de veia profunda, embolia20 pulmonar), bem como estados que aumentam a susceptibilidade21 a estas condições (p.ex., transtornos da coagulação22 com tendência para formação de trombos23, antitrombina III (AT III) congênita24, deficiência de proteína C e proteína S, algumas doenças cardíacas).
- Hipertensão arterial25 exigindo tratamento
- Diabetes mellitus26 grave com alterações vasculares16 associadas (microangiopatia)
- Anemia falciforme27
- Transtornos graves do metabolismo28 lipídico, especialmente quando acompanhado de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares29.

Doenças malignas
- Certos tumores malignos (p.ex., de mamas30, cervix uterina135 ou mucosa31 uterina) mesmo após seu tratamento ou em casos suspeitos.
Hiperplasia endometrial32

Outras doenças
- História de herpes gestacional
- Otoesclerose com deterioração durante gestações anteriores
- Obesidade33 grave
- Enxaqueca34 associada a transtornos sensoriais, da percepção e/ou motores
- Sangramento genital anormal não diagnosticado
- Hipersensibilidade aos componentes da fórmula de BELARA®

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros.
Um comprimido deve ser tomado todos os dias, no mesmo horário, de preferência logo antes de dormir. Antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, deve ser realizado um exame geral e ginecológico completo, com ênfase especial na exclusão de gravidez4. Se ocorrer gravidez4 durante o uso de Belara® , a medicação deve ser interrompida. No entanto, o uso prévio de Belara®   não justifica a interrupção da gravidez4.
Check-ups médicos devem ser realizados com intervalos de 6 meses durante o tratamento.
O primeiro comprimido deve ser retirado da cartela na posição correspondente ao dia da semana (p.ex., “Dom” para domingo) e deglutido inteiro. A seguir, um comprimido deve ser tomado diariamente seguindo a orientação das setas, se possível sempre na mesma hora do dia – de preferência à noite - pois a regularidade da tomada é essencial para garantir a confiabilidade contraceptiva de Belara® . O intervalo entre as tomadas deve ser regular, de 24 horas, sempre que possível. Os dias da semana impressos na cartela permitem à usuária verificar todo dia se o comprimido do dia em questão já foi tomado.

Posologia

Como para todos os inibidores da ovulação3, erros de tomada e de método podem ocorrer e, portanto, não pode se esperar 100% de eficácia do método.
Um comprimido deve ser tomado todos os dias, no mesmo horário, de preferência logo antes de dormir. O intervalo entre as tomadas deve ser regular, de 24 horas, sempre que possível.
Para usuárias iniciando o uso ou mudando de outro anticoncepcional para Belara® , a tomada regular tem início com o primeiro comprimido no primeiro dia do ciclo, que corresponde ao primeiro dia da menstruação81.
Se Belara®   for tomado no primeiro dia de sangramento após o parto ou aborto, a proteção contraceptiva não será confiável durante as duas primeiras semanas, pois pode não ser mais possível suprimir esta primeira ovulação3.
A tomada do último comprimido da cartela é seguida por intervalo de 7 dias sem medicação, durante o qual ocorre o sangramento, dentro de 2 a 4 dias após o último comprimido.
Após o intervalo de 7 dias sem medicação uma nova cartela de Belara®   deve ser iniciada, quer o sangramento tenha terminado ou ainda persista.

Importante (confiabilidade contraceptiva)
A proteção contraceptiva tem início no primeiro dia de tomada e continua durante os intervalos de 7 dias livres de medicação (exceções: após o parto e aborto).
Erros de tomada, vômito136 ou doenças intestinais associadas à diarréia83, administração concomitante prolongada de certos medicamentos (veja Interações com outros fármacos) e, muito raramente, doenças metabólicas individuais, podem prejudicar a eficácia contraceptiva. Laxantes84 leves não afetam a confiabilidade contraceptiva.
Se a usuária esquecer de tomar o comprimido na hora usual, ele deve ser tomado dentro das próximas 12 horas no máximo. Se o intervalo normal entre a tomada for excedido em mais de 12 horas, não há mais garantia de contracepção63 durante este ciclo. Em tais casos, as usuárias devem continuar a tomar o comprimido da cartela atual conforme programado, mas deixando de lado o comprimido que foi esquecido a fim de evitar que ocorra sangramento prematuro. Um contraceptivo de barreira adicional deve ser usado.
Na presença de vômitos82 ou distúrbio intestinal, a medicação não deve ser interrompida. Um contraceptivo de barreira adicional deve ser usado durante este ciclo.

Advertências

Antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, deve ser realizado um exame geral (incluindo medida da pressão arterial45, do peso, glicosúria137 e, se necessário, testes hepáticos específicos) e ginecológico completos (incluindo exame de mamas30 e colpocitológico) a fim de detectar doenças que exigem tratamento e fatores de risco e, acima de tudo, excluir a presença de gravidez4. Estes check-ups devem ser repetidos a cada 6 meses durante o uso de Belara® .
Pacientes com diabetes35 clinicamente evidente ou com predisposição para esta condição devem ser monitoradas para possíveis alterações no metabolismo28 de carboidratos antes e durante o tratamento.
A influência do tratamento hormonal sobre os parâmetros monitorados deve sempre ser considerada ao interpretar os resultados dos testes de função hepática14 e endócrinos. Em geral, resultados sem viés não são obtidos até 2 a 4 meses após o final do tratamento.

O uso de Belara®   deve ser interrompido imediatamente nas seguintes situações:
- Gravidez4
- Sinais36 iniciais de tromboflebite37 ou tromboembolismo38.
- Cirurgia programada (6 semanas de antecedência) e durante imobilização, p.ex., após acidentes.
- Primeiro episódio de cefaléia40 do tipo enxaqueca34 ou aumento da frequência de cefaléias41 graves incomuns.
- Deficiência sensorial aguda (visual, auditiva, etc.).
- Transtornos motores (especialmente paralisia42).
- Queixas abdominais altas graves. Hepatomegalia44 ou sinais36 de sangramento intrabdominal (veja “Reações Adversas”).
- Elevação da pressão arterial45 a níveis constantemente acima de 140/90 mmHg.
- Icterícia10, hepatite13, prurido12 generalizado, colestase9 e testes de função hepática14 anormais.
- Aumento de crises epilépticas.
- Primeiro episódio ou recorrência47 de porfiria48 (todas as três formas, especialmente porfiria48 adquirida).
- Descompensação aguda de diabetes mellitus26.

As pacientes devem ser monitoradas nas seguintes situações:
- Doença cardíaca e renal72, enxaqueca34, epilepsia49, asma50 (também no passado), uma vez que estas condições podem ser afetadas pelo possível acúmulo de líquidos.
- História de flebite51
- Tendência acentuada para varizes52
- Esclerose múltipla53
- Coréia de Sydenham54
- Tetania55
- Diabetes mellitus26  e tendência para este transtorno
- História pregressa de doenças hepáticas7
- Transtornos do metabolismo28 lipídico
- Sobrepeso56 considerável
- Aumento da pressão arterial45
- Endometriose57
- Mastopatia
- Otosclerose58
- Mioma uterino

Frente à possibilidade de prejuízo grave à saúde59 devido a eventos tromboembólicos (veja “Reações Adversas”), as usuárias devem ser cuidadosamente avaliadas quanto à presença de fatores predisponentes (p.ex., veias60 varicosas, história de flebite51 e trombose19, bem como doenças cardíacas, sobrepeso56 considerável, transtornos da coagulação22 sanguínea) e quanto à ocorrência de eventos tromboembólicos venosos entre familiares jovens, e quaisquer destes fatores devem ser considerados ao se decidir sobre a prescrição deste contraceptivo.
Pacientes fumantes em uso de contraceptivos hormonais têm um risco adicional aumentado de desenvolver, algumas vezes, sequelas61 graves de alterações vasculares16 (p.ex., infarto do miocárdio18, acidente vascular cerebral17). O risco aumenta com a idade e o aumento do consumo de cigarros.
Especialmente mulheres acima dos 30 anos de idade devem evitar fumar se pretendem tomar contraceptivos hormonais para evitar a gravidez4. Se forem incapazes de parar de fumar devem optar por outras formas de contracepção63.
Estudos pós-comercialização mostraram que a incidência64 de doenças tromboembólicas pode diminuir durante o uso de contraceptivos de baixa dose de estrogênio (0,05 mg ou menos), o que levou ao desenvolvimento de contraceptivos hormonais de baixa dosagem. Se a expectativa que mulheres em uso de tais formulações de baixa dose têm realmente incidência64 menor de oclusões vasculares16 trombóticas65 ou tromboembólicas é justificada, ainda não foi conclusivamente estabelecido.
Portanto, mesmo em uso de contraceptivos hormonais de baixa dose, as pacientes devem ser cuidadosamente avaliadas quanto à presença de fatores que promovem processos tromboembólicos (veja acima) e o risco deve ser avaliado contra os potenciais benefícios deste método de contracepção63.
A ocorrência de doenças tromboembólicas em familiares em idade jovem pode indicar a presença de transtornos do sistema de coagulação22. Doenças deste tipo incluem trombose venosa profunda66, embolia20 pulmonar, acidente vascular cerebral17, transtornos súbitos dos sentidos ou da percepção (visual, auditiva), distúrbios da fala e do movimento, especialmente paralisia42, infarto do miocárdio18 e angina67 pectoris. Se houver história familiar de tais doenças, o estado de coagulação22 da paciente deve ser cuidadosamente determinado antes de se prescrever Belara®   (isto inclui, p.ex., determinação de AT III, proteína C e proteína S).
Mulheres acima dos 40 anos de idade exigem monitoramento especial uma vez que a tendência para trombose19 aumenta com a idade.
O uso de qualquer contraceptivo oral combinado pode implicar em risco aumentado de tromboembolismo38 venoso em comparação com a não utilização deste tipo de contraceptivo. O excesso de risco de tromboembolismo38 venoso é maior durante o primeiro ano de uso do contraceptivo oral. Este risco aumentado é menor que o risco de tromboembolismo38 venoso associado à gestação, o qual é estimado em 60 casos por 100.000 gravidezes.  O tromboembolismo38 venoso é fatal em 1-2% dos casos. A influência de Belara®   no risco de tromboembolismo38 venoso é desconhecida em comparação a outros contraceptivos orais combinados.

Condições patológicas que podem deteriorar durante o uso de Belara®
Certas doenças podem ser afetadas de forma adversa tanto pela gravidez4 quanto pelo uso de estrogênios ou combinações de estrogenio-progestogênio. Estas condições incluem epilepsia49, esclerose múltipla53, otosclerose58, herpes gestacional, porfiria48, tétano70, candidíase71 e trichomoníase.
Pacientes com asma50, enxaqueca34 e disfunção cardíaca ou renal72 grave, exigem acompanhamento médico cuidadoso devido à possibilidade de retenção de líquidos durante o uso de combinações de estrogenio-progestogênio.

Gravidez4 e amamentação73
A presença de gravidez4 deve ser excluída antes de se iniciar o uso de Belara® . Se ocorrer gravidez4 durante o tratamento, o uso de Belara®   deve ser interrompido imediatamente. No entanto, o uso anterior de Belara®   não justifica a interrupção da gravidez4.
Se Belara®   for tomado durante a amamentação73 é importante lembrar que pode haver diminuição da produção de leite. Quantidades muito pequenas dos ingredientes ativos de Belara®   são excretadas no leite.
No entanto, em geral, a contracepção63 só é indicada durante períodos prolongados de amamentação73 uma vez que, habitualmente não ocorre ovulação3 durante períodos curtos de amamentação73.
Se possível, métodos contraceptivos não hormonais devem ser usados até a interrupção da amamentação73.

Este medicamento causa malformação74 ao bebê durante a gravidez4.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

Não existem estudos até o momento que avaliem o uso de Belara®   em idosos e crianças. Os cuidados relativos ao uso de Belara®   em outros grupos de risco estão descritos no item “Advertências”.

Interações Medicamentosas

A eficácia contraceptiva de Belara® pode ser prejudicada pela administração concomitante de fármacos que aumentam a biodegradação de hormônios esteróides (p.ex., barbitúricos, rifampicina, griseofulvina, fenilbutazona e antiepilépticos, como barbexaclona, carbamazepina, fenitoína, primidona) e preparações contendo Erva de São João. A ocorrência de spotting foi relatada em mulheres em uso de preparações contendo Erva de São João e contraceptivos orais concomitantemente. Níveis sanguíneos reduzidos do contraceptivo também foram medidos devido a alterações na flora intestinal associadas ao uso concomitante de antibióticos como ampicilina ou tetraciclinas e, também, após a ingestão de carvão ativado. Foram registradas taxas aumentadas de sangramento intermenstrual e, em casos isolados, de gravidez4.
A necessidade de insulina76 ou outros hipoglicemiantes77 pode ser alterada devido à influência na tolerância à glicose75.
A excreção de teofilina ou cafeína é diminuída durante o uso de contraceptivos orais, levando ao aumento ou prolongamento do efeito destes dois fármacos.

Superdose

Sintomas68
A intoxicação aguda resultante da tomada simultânea de um grande número de comprimidos só é esperada em casos extremos e não resulta habitualmente em condições com risco de vida, mas principalmente em sintomas68 gastrintestinais, disfunção hepática14, do equilíbrio hídrico e do metabolismo28 eletrolítico, bem como sangramento de privação em mulheres. Meninas na pré-puberdade podem apresentar discreto sangramento vaginal.

Tratamento
O monitoramento preventivo119 do metabolismo28 eletrolítico, equilíbrio hídrico e função hepática14, bem como medidas sintomáticas são necessários apenas em casos raros.

Armazenagem

A embalagem de Belara® deve ser conservada em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

Especêficos do ciclo menstrual

- Sangramento intracíclico: spotting e sangramento de escape (com intensidade menstrual) podem ocorrer durante o uso de Belara® . Estes tipos de sangramento são raros e ocorrem, em geral, apenas durante os primeiros ciclos de uso. As pacientes devem continuar a tomar Belara®   e, se o sangramento não desaparecer espontaneamente dentro de alguns dias, recomenda-se administrar 20 a 40 mcg de etinilestradiol durante 4 a 5 dias (porém não além do último comprimido da cartela em uso). Se o sangramento ainda persistir ou se repetir durante vários ciclos, recomenda-se um exame completo para excluir qualquer patologia78 orgânica.
- Ausência de sangramento de privação: em casos muito raros, se não ocorre sangramento de privação durante os dias livres de medicação, as pacientes podem continuar a tomar Belara®   se a presença de gravidez4 for excluída dentro dos primeiros 10 dias do novo ciclo de tratamento.
Nota: na maioria dos casos, após a interrupção do uso de Belara® , as glândulas106 reprodutoras rapidamente assumem seu funcionamento pleno e a capacidade de conceber é restaurada. Em geral, o primeiro ciclo é prolongado em cerca de 1 semana.
- Existe um discreto aumento na incidência64 de doenças das vias biliares107 durante o uso prolongado de contraceptivos hormonais. Há uma divisão de opiniões em relação à possibilidade de formação de cálculos biliares durante o uso de contraceptivos contendo estrogênio. Em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente ainda, malignos foram observados após o uso de agentes hormonais do tipo contido em Belara®   e em alguns casos resultaram em sangramento intraabdominal potencialmente fatal.
Se ocorrem queixas abdominais altas incomuns, que não se resolvem espontaneamente e rapidamente, pode ser necessário interromper o uso de Belara® .
Em casos muito raros, os sintomas68 descritos também podem ocorrer associados a trombose19 de veia hepática14 ou veia mesentérica108.

Efeito sobre o tecido109 mamário
O câncer110 de mama111 é uma das neoplasias15 dependentes de hormônios. Fatores de risco para câncer110 de mama111 tais como menarca112 precoce, menopausa113 tardia (após 52 anos de idade), nuliparidade, ciclos anovulatórios, etc., são bem conhecidos e sugerem a possibilidade de envolvimento hormonal no desenvolvimento do mesmo. Os receptores hormonais114 são de importância vital na biologia do tumor115 do câncer110 de mama111. Os estrogênios, especialmente, induzem uma multiplicidade de fatores de crescimento tais como fator de transformação de crescimento alfa (TGF-alfa). Os estrogênios e os progestogênios influenciam o crescimento de células116 do câncer110 de mama111. Estas relações biológico tumorais, entre outras, formam a base teórica para o tratamento farmacológico do câncer110 de mama111 pós-menopáusico receptor-positivo. A análise de estudos epidemiológicos que indicam uma possível relação entre o uso de  contraceptivos orais e o câncer110 de mama111 também sugere que a ocorrência desta neoplasia117 em mulheres até a meia idade é frequentemente associada ao uso de contraceptivos orais iniciados precocemente e utilizados a longo prazo. Por outro lado, esse é apenas um dos vários possíveis fatores de risco envolvidos.
A secreção mamária e o aumento do tamanho das mamas30 têm sido observados em casos individuais.

Cistos ovarianos
Cistos ovarianos funcionais têm sido encontrados em mulheres em uso de contraceptivos orais.

Risco tromboembólico
O uso de contraceptivos hormonais está associado ao risco aumentado de doenças tromboembólicas venosas e arteriais (p.ex., trombose19 venosa, embolia20 pulmonar, acidente vascular cerebral17, infarto do miocárdio18). Este risco pode ser aumentado por fatores adicionais (tabagismo, hipertensão118, transtornos da coagulação22 sanguínea ou metabolismo28 lipídico, sobrepeso56 considerável, veias60 varicosas, história de flebite51 e trombose19) (veja “Advertências”).

Atenção: este é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer.


Belara Comprimidos - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Saiba mais em: Belara Comprimidos
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
2 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
3 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
6 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
7 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
8 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
9 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
10 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
11 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
12 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
13 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
14 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
15 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
16 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
17 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
18 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
19 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
20 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
21 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
22 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
23 Trombos: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
24 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
25 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
26 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
27 Anemia falciforme: Doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos que possuem a doença. É comum na África, na Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia.
28 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
29 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
30 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
31 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
32 Hiperplasia endometrial: Caracterizada por alterações biomorfológicas do endométrio (estroma e glândulas), que variam desde um estado fisiológico exacerbado até o carcinoma “in situ”. É o resultado de uma estimulação estrogênica persistente na ausência ou insuficiência de estímulo progestínico.O fator prognóstico mais importante nas pacientes afetadas é a atipia celular: cerca de 20% das pacientes com hiperplasia atípica evoluem para câncer invasivo.
33 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
34 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
35 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
36 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
37 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
38 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
39 Inchaço: Inchação, edema.
40 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
41 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
42 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
43 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
44 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
45 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
46 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
47 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
48 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
49 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
50 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
51 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
52 Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
53 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
54 Coréia de Sydenham: Coréia, palavra derivada do grego que significa dançar, consiste em movimentos involuntários, ora em repouso, ora perturbando o movimento voluntário, arrítmicos, assimétricos, bruscos, breves e sem propósito. A coréia de Sydenham, também conhecida como coréia menor ou coréia reumática, é um dos principais indicadores diagnósticos de febre reumática. Ela afeta predominantemente crianças entre 5 e 15 anos, com maior freqüência no sexo feminino.
55 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
56 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
57 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
58 Otosclerose: Crescimento ósseo anormal no ouvido médio que causa perda auditiva. É um distúrbio hereditário que envolve o crescimento de um osso esponjoso no ouvido médio. Este crescimento impede a vibração do estribo em reposta às ondas sonoras, causando perda auditiva progressiva do tipo condutiva. É a causa mais freqüente de perda auditiva do ouvido médio em adultos jovens, é mais freqüente em mulheres entre 15 e 30 anos.
59 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
60 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
61 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
62 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
63 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
64 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
65 Trombóticas: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
66 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
67 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
68 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
69 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
70 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
71 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
72 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
73 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
74 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
75 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
76 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
77 Hipoglicemiantes: Medicamentos que contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
78 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
79 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
80 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
81 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
82 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
83 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
84 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.
85 Diafragma: 1. Na anatomia geral, é um feixe muscular e tendinoso que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. 2. Qualquer membrana ou placa que divide duas cavidades ou duas partes da mesma cavidade. 3. Em engenharia mecânica, em um veículo automotor, é uma membrana da bomba injetora de combustível. 4. Na física, é qualquer anteparo com um orifício ou fenda, ajustável ou não, que regule o fluxo de uma substância ou de um feixe de radiação. 5. Em ginecologia, é um método contraceptivo formado por uma membrana de material elástico que envolve um anel flexível, usado no fundo da vagina de modo a obstruir o colo do útero. 6. Em um sistema óptico, é uma abertura que controla a seção reta de um feixe luminoso que passa através desta, com a finalidade de regular a intensidade luminosa, reduzir a aberração ou aumentar a profundidade focal.
86 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
87 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
88 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
89 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
90 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
91 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
92 Cabeça:
93 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
94 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
95 Cloasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o seu surgimento. O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento.
96 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
97 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
98 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
99 Eritema nodoso: Erupção eritematosa comumente associada a reações a medicamentos ou infecções e caracterizada por nódulos inflamatórios que são geralmente dolorosos, múltiplos e bilaterais. Esses nódulos são localizados predominantemente nas pernas, podendo também estar nas coxas e antebraços. Eles sofrem alterações de coloração características terminando em áreas tipo equimose temporárias. Regride em 3 a 6 semanas, em média, sem cicatriz ou atrofia.
100 Psoríase: Doença imunológica caracterizada por lesões avermelhadas com descamação aumentada da pele dos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e costas juntamente com alterações das unhas (unhas em dedal). Evolui através do tempo com melhoras e pioras, podendo afetar também diferentes articulações.
101 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
102 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
103 Tecido conectivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
104 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
105 Sudorese: Suor excessivo
106 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
107 Vias biliares: Conjunto de condutos orgânicos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. Sua função é conduzir a bile produzida no fígado, para ser armazenada na vesícula biliar e posteriormente ser liberada no duodeno.
108 Mesentérica: Relativo ao mesentério, ou seja, na anatomia geral o mesentério é uma dobra do peritônio que une o intestino delgado à parede posterior do abdome.
109 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
110 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
111 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
112 Menarca: Refere-se à ocorrência da primeira menstruação.
113 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
114 Receptores hormonais: São proteínas que se ligam aos hormônios circulantes, mediando seus efeitos nas células. Os mais estudados em tumores de mama são os receptores de estrogênio e os receptores de progesterona, por exemplo.
115 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
116 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
117 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
118 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
119 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
120 Hipófise:
121 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
122 Seborréia: Também conhecida como dermatite seborreica, caspa ou eczema, é uma afecção crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de um fungo, o Pityrosporum ovale. Manifesta-se sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, perto do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e debaixo dos seios). Nos bebês, é conhecida como crosta láctea, uma placa gordurosa que adere ao couro cabeludo, mas que pode também aparecer na região das fraldas. Não é contagiosa.
123 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
124 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
125 Tecido Gorduroso: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
126 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
127 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
128 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
129 índice de Pearl: O Índice Pearl é definido como o número de falhas contraceptivas por 100 mulheres-anos de exposição e usa como denominador o total de meses ou ciclos de exposição desde o início do uso do produto até o final do estudo ou a descontinuação do produto. É uma fórmula matemática que avalia a eficácia de um método contraceptivo.
130 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
131 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
132 Colo: O segmento do INTESTINO GROSSO entre o CECO e o RETO. Inclui o COLO ASCENDENTE; o COLO TRANSVERSO; o COLO DESCENDENTE e o COLO SIGMÓIDE.
133 Dorso: Face superior ou posterior de qualquer parte do corpo. Na anatomia geral, é a região posterior do tronco correspondente às vértebras; costas.
134 Costas:
135 Cérvix Uterina: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
136 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
137 Glicosúria: Presença de glicose na urina.

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