AMICILON

ARISTON

Atualizado em 03/06/2015

AMICILON®
Sulfato de Amicacina
100 mg - 250 mg - 500 mg

Forma Farmacêutica e Apresentação de Amicilon

Solução injetável: Embalagem com 1 ou 50 ampolas de 2 ml com 100 mg, 250 mg e 500 mg. USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição de Amicilon

Cada ampola contém:
Sulfato de Amicacina
(equivalente à amicacina base) ...100 mg ..... 250 mg .....500 mg
Água para injeção1, estéril
e apirogênica q.s.p. .................... 2 ml ......... 2 ml ......... 2 ml

Informações ao Paciente de Amicilon

•  O produto deve ser mantido em local fresco.•  Ao adquirir um medicamento, verifique o prazo de validade na embalagem. O produto mantém sua estabi-
lidade, desde que sejam observados os cuidados de conservação indicados. Não utilize medicamentos após
vencido o prazo de validade.
•  Informe seu médico a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar
ao médico se está amamentando.
•  Os cuidados usuais para a administração parenteral devem ser observados.
•  Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
•  Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
•  O sulfato de amicacina é potencialmente tóxico para o aparelho auditivo e para os rins3, principalmente em
pessoas com disfunção renal4, idosos, crianças, pacientes com desidratação5 e em tratamentos prolongados
ou com altas dosagens. Pode ocorrer perda de audição, perda do equilíbrio, paralisia6 muscular e falta de ar.
•  O produto é contra-indicado aos pacientes sensíveis aos antibióticos aminoglicosídeos.
•  Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis com o uso do produto.
•  TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
•  Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o trata-
mento.
•  NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE7.

Informações Técnicas de Amicilon

Características de Amicilon

O sulfato de amicacina é um antibiótico aminoglicosídeo semi-sintético derivado da canamicina através de uma modificação química que protege os grupos amino e hidroxila do ataque das enzimas inativadoras de aminoglicosídeos. Dessa maneira, o sulfato de amicacina é resistente à maioria das enzimas que inativam a canamicina, gentamicina, tobramicina e netilmicina. Possui ação bactericida sobre cepas8 sensíveis de microorganismos, especialmente Gram-Negativos, inclusive Pseudomonas sp, Escherichia coli, Proteus sp (indol positivo e negativo), Providencia sp, Klebsiella sp - Enterobacter sp - Serratia sp e Acinetobacter (Mima-Herellea) sp. Estudos "in vitro" demonstraram que a associação do sulfato de amicacina com antibiótico beta-lactâmico age sinergicamente contra vários organismos Gram-Negativos clinicamente significados.O sulfato de amicacina é rapidamente absorvido após administração intramuscular e o pico de concentração sangüínea é alcançado em aproximadamente 1 hora após a injeção1. Distribui-se amplamente pelos fluídos extracelulares, com exceção do fluído cérebro9-espinhal (a inflamação10 das meninges11 pode aumentar a passagem do sulfato de amicacina); a meia-vida sérica é de aproximadamente 2 horas e sua excreção é renal4, sendo eliminada praticamente sob a forma inalterada.

Indicações de Amicilon

Estudos clínicos mostraram a eficácia do sulfato de amicacina nos seguintes quadros, quando causados por microorganismos sensíveis: bacteremia12 e septicemia13 (incluindo sepsis neonatal); infecções14 severas do trato respiratório, ossos e articulações15, Sistema Nervoso Central16 (incluindo meningite17), pele18 e tecidos moles; infecções14 intra-abdominais (incluindo peritonite19); queimaduras e infecções14 pós-operatórias (incluindo pós-cirurgia vascular20); infecções14 recorrentes, complicadas ou graves do trato urinário21. O sulfato de amicacina e outros aminoglicosídeos não são indicados nos episódios iniciais não complicados de infecções14 urinárias, a menos que os microorganismos não sejam sensíveis a outros antibióticos menos tóxicos (nestes casos utilizar doses mais baixas). Devem ser realizados exames bacteriológicos para a identificação do agente causal e determinar a sua sensibilidade ao sulfato de amicacina.
O sulfato de amicacina mostrou-se eficaz no tratamento de infecções14 estafilocócicas e pode ser utilizada como terapia inicial em infecções14 severas suspeitas de serem causadas por estafilococos ou bactérias Gram-Negativas, em infecções14 por cepas8 sensíveis de estafilococos em pacientes alérgicos a outros antibióticos e em infecções14 mistas por estafilococos e bactérias Gram-Negativas.
Nos casos severos de sepsis neonatal, pode-se associar outro antibiótico do tipo beta-lactâmico para prevenir o surgimento de infecção22 por microorganismos Gram-Positivos como estreptococos e pneumococos.

Contra-Indicações de Amicilon

Hipersensibilidade aos aminoglicosídeos. O sulfato de amicacina não é indicado para tratamentos prolongados (mais de 14 dias) devido ao seu potencial de ototoxicidade23 e nefrotoxicidade24.

Precauções e Advertências de Amicilon

O sulfato de amicacina deve ser reservado para os casos severos nos quais outros antibióticos menos tóxicos não sejam eficazes. O sulfato de amicacina é excretado primariamente por filtração glomerular sob a forma inalterada; nos casos de função renal4 deficiente, os níveis séricos do medicamento serão aumentados com conseqüente aumento do seu potencial de toxicidade25. Pacientes com disfunção renal4 conhecida ou suspeita devem receber dosagens reduzidas (vide POSOLOGIA) e ter monitorizadas as funções renais e do oitavo nervo craniano. Se durante o tratamento aparecerem sinais26 de irritação renal4 (presença de cilindros, hemácias27, células28 brancas ou albumina29 na urina30) deve-se aumentar a hidratação do paciente; caso ocorram outros sintomas31 de disfunção renal4 como oligúria32, diminuição da depuração de creatinina33, redução da gravidade específica da urina30 ou evidência de retenção de nitrogênio (aumento de nitrogênio uréico ou creatinina33 no sangue34), deve-se diminuir a dosagem prescrita. Estes sintomas31 geralmente desaparecem com o final da terapia. O tratamento deve ser interrompido se ocorrer azotemia ou diminuição progressiva da diurese35. A desidratação5 aumenta a ocorrência de efeitos tóxicos do sulfato de amicacina. Para todos os casos, recomenda-se manter o paciente bem hidratado a fim de evitar altas concentrações do medicamento no sistema renal4. Pacientes com função renal4 normal, quando mantidos com hidratação adequada, apresentam baixo risco de desenvolver reações neurotóxicas com as doses usuais.
Deve-se evitar o uso conjunto de outros medicamentos nefrotóxicos, ototóxicos ou neurotóxicos. A incidência36 de toxicidade25 auditiva (coclear) e vestibular37 é diretamente proporcional à duração do tratamento e à quantidade administrada; o risco é maior nos pacientes com disfunção renal4 ou deficiência auditiva pré-existente.
A perda de audição para altas freqüências em geral manifesta-se primeiro e pode ser detectada por testes audiométricos; se possível realizar audiogramas seriados durante o tratamento.
O desenvolvimento de lesão38 coclear pode ocorrer sem sintomas31 clínicos. Vertigens39 e zumbidos podem manifestar-se e são sinais26 de lesão38 vestibular37 e iminência de surdez bilateral irreversível. O processo de deficiência auditiva pode ocorrer várias semanas após a interrupção da terapia e pode levar à perda total da audição.
Pode ocorrer alergenicidade cruzada entre os aminoglicosídeos. O uso de antibióticos pode resultar em crescimento de microorganismos não susceptíveis; se ocorrerem outras infecções14 durante o tratamento, adotar as medidas apropriadas. Os aminoglicosídeos podem agravar a debilidade muscular devido ao seu potencial de efeito curarizante; usar com precaução em pacientes com distúrbios neuromusculares como: miastenia40 grave, parkinsonismo e botulismo41 infantil. Foi relatado bloqueio neuromuscular levando à parada respiratória, principalmente com associação de aminoglicosídeos e anestésicos ou relaxantes musculares. A utilização de aminoglicosídeos em recém-nascidos de mães que receberam sulfato de magnésio deve ser cuidadosa.
Os aminoglicosídeos em geral atravessam a barreira placentária e podem causar efeitos adversos para o feto42. Alguns aminoglicosídeos são excretados em pequenas quantidades no leite materno.
A utilização do sulfato de amicacina durante a gravidez2 e lactação43 só deve ser feita quando estritamente necessária.
Usar com precaução em crianças prematuras e neonatos44 devido à sua imaturidade renal4 e conseqüente prolongamento
da meia vida do medicamento.

Interações Medicamentosas de Amicilon

Medicamentos ototóxicos, neurotóxicos ou nefrotóxicos (como anfotericina B, bacitracina, cisplatina, cefalotina, vancomicina, metoxiflurano, outros aminoglicosídeos, diuréticos45 potentes como ácido etacrínico, furosemida, bumetanida e manitol): podem aumentar o potencial de efeitos adversos. A administração de diuréticos45 por via endovenosa pode levar a concentração de aminoglicosídeos no soro46 e nos tecidos.Anestésicos, bloqueadores neuromusculares (como tubocurarina, succinilcolina, decametônio), administração de sangue34 citratado: aumentam a possibilidade de ocorrência de bloqueio neuromuscular e paralisia6 respiratória. Caso ocorra o bloqueio podem ser utilizados sais de cálcio para reverter os sintomas31.
Antibióticos beta-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas): pode ocorrer inativação do aminoglicosídeo, principalmente quando misturados na mesma seringa47 ou em pacientes com deficiência renal4. Caso seja indicada a associação de aminoglicosídeo e antibiótico beta-lactâmico, devem ser observados os ajustes de dosagens e o espaçamento de administração apropriados para ambos os medicamentos.

Interferência em Exames Laboratoriais de Amicilon

Pode ocorrer inativação de aminoglicosídeos por antibióticos beta-lactâmicos inclusive na amostra colhida para ensaios laboratoriais. Estas amostras devem ser corretamente manuseadas (examinadas prontamente, congeladas ou tratadas com beta-lactamase).

Reações Adversas de Amicilon

Todos os aminoglicosídeos podem provocar ototoxicidade23, toxicidade25 renal4 e bloqueio neuromuscular. Estes efeitos ocorrem com maior freqüência em pacientes com história atual ou pregressa de disfunção renal4, em pacientes já tratados com outras drogas nefrotóxicas ou ototóxicas e naqueles tratados por períodos prolongados ou com doses maiores do que as recomendadas.•  Nefrotoxicidade24: proteinúria48; presença de hemácias27, glóbulos brancos e cilindros na urina30; azotemia; oligúria32; aumento de nitrogênio urinário, nitrogênio não protéico ou creatinina33 no sangue34.
•  Ototoxicidade23: zumbidos, vertigens39, surdez parcialmente reversível e irreversível.
•  Neurotoxicidade: debilidade muscular, hipomagnesemia, bloqueio neuromuscular (paralisia6 muscular aguda e apnéia49).
Outras reações raramente observadas foram: erupções cutâneas50, febre51 medicamentosa, cefaléia52, parestesia53, tremores, náuseas54 e vômitos55, eosinofilia56, artralgia57, anemia58, hipotensão59.

Posologia de Amicilon

USO INTRAMUSCULAR OU ENDOVENOSO
O sulfato de amicacina não deve ser misturado na mesma ampola ou frasco para infusão com outros medicamentos; quando necessário, administrar cada medicamento separadamente. A solução pode eventualmente tornar-se levemente amarelada, o que não indica diminuição da sua potência.
•  Uso intramuscular: para adultos e crianças com função renal4 normal, administrar 15 mg/kg/dia, divididos em 2 ou 3 doses iguais, a intervalos regulares; não exceder a dose diária de 1,5 g de sulfato de amicacina. Para neonatos44, administrar uma dose inicial de 10 mg/kg, seguida de 7,5 mg/kg a cada 12 horas. Recomenda-se uma dosagem reduzida para crianças com menos de duas semanas de vida.
A duração usual do tratamento com sulfato de amicacina é de 7 a 10 dias; em casos de tratamentos por períodos maiores, recomenda-se a monitorização das funções renal4 e auditiva diariamente. As infecções14 não complicadas geralmente respondem em 24 a 48 horas. Se não houver melhora clínica em 3 a 5 dias, o tratamento deve ser interrompido e o paciente reavaliado para a instituição de terapia adequada.
•  Disfunção renal4: monitorizar, sempre que possível, as concentrações séricas de sulfato de amicacina (máx. 35 mcg/ml). Em pacientes com disfunção renal4 pode-se usar a depuração de creatinina33 (de preferência) ou os valores de creatinina33 sérica como parâmetros para o ajuste de dosagem, dentro de um dos esquemas posológicos abaixo:
1- Doses normais com intervalos prolongados: em pacientes estabilizados, o intervalo (em horas) entre as doses normais é calculado multiplicando-se o valor da creatinina33 sérica do paciente por 9.
2- Doses reduzidas em intervalos fixos: administrar uma dose inicial de 7,5 mg/Kg; a dose de manutenção a ser administrada a cada 12 horas deve ser reduzida na proporção de diminuição dos valores da depuração de creatinina33 do paciente:
Dose de manutenção = Dcr observado (ml/min) X dose inicial (mg)
(a cada 12 horas) Dcr normal (ml/min)
Dcr = depuração de creatinina33
Uma outra alternativa mais grosseira para se determinar a dose reduzida para intervalos de 12 horas (em pacientes com valores conhecidos de creatinina33 sérica) é dividir a dose normalmente recomendada pelo valor de creatinina33 sérica do paciente.
Os esquemas anteriores são apenas guias práticos e devem ser ajustados de acordo com a observação clínica e laboratorial do paciente.
•  Diálise60: após a hemodiálise61 pode-se administrar aproximadamente metade da dose normal (em mg/kg); na diálise peritoneal62, recomenda-se uma dose inicial parenteral de 7,5 mg/kg e então a instilação da amicacina no dialisado na concentração sérica desejada.
•  Uso endovenoso: as doses recomendadas são as mesmas para as vias intramuscular e endovenosa. Em pacientes adultos pode-se preparar a solução para infusão diluindo-se o conteúdo de uma ampola de 500 mg de sulfato de amicacina em 100 ou 200 ml de diluente estéril; administrar a infusão durante 30 a 60 minutos. A dose diária não deve exceder a 15 mg/kg e deve ser dividida em 2 a 3 administrações iguais a intervalos regulares. Na utilização pediátrica, a quantidade de diluente a ser utilizado dependerá das necessidades do paciente, devendo ser suficiente para infundir o sulfato de amicacina durante 30 a 60 minutos. Para crianças menores recomenda-se a infusão durante 1 a 2 horas.

Superdosagem de Amicilon

No caso de superdosagem ou reação tóxica, a hemodiálise61 (mais eficiente) ou a diálise peritoneal62 auxiliarão na remoção do sulfato de amicacina do sangue34. Em neonatos44 pode ser necessária uma transfusão63 exsangüínea.

Pacientes Idosos de Amicilon

Pacientes idosos podem ter a função renal4 diminuída, mesmo não apresentando alterações nos exames rotineiros (nitrogênio uréico no sangue34 ou creatinina33 sérica); a determinação da depuração de creatinina33 pode ser um dado mais útil na avaliação da função renal4 nestes pacientes; recomenda-se a monitorização da função renal4 durante todo o tratamento.
M.S. 1.0270.0055
Farm. Resp.: Drª Eliana de Paula D. Oriolo - CRF-SP nº 6.704
Ariston Indústrias Químicas e Farmacêuticas Ltda.

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Serviço ao Consumidor Ariston: 0800-55-6222
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Lote, fabricação e validade: vide embalagem

AMICILON - Laboratório

ARISTON
Rua Adherbal Stresser, 84
São Paulo/SP - CEP: 05566-000
Tel: (011 )810-1079
Fax: (011 )810-2894
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
4 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
5 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
6 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
9 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
10 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
11 Meninges: Conjunto de membranas que envolvem o sistema nervoso central. Cumprem funções de proteção, isolamento e nutrição. São três e denominam-se dura-máter, pia-máter e aracnóide.
12 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
13 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
14 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
15 Articulações:
16 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
17 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
18 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
19 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
20 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
21 Trato Urinário:
22 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
23 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
24 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
25 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
26 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
27 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
28 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
29 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
30 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
31 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
32 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
33 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
34 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
35 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
36 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
37 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
38 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
39 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
40 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
41 Botulismo: Intoxicação alimentar causada pela ingestão da toxina de uma bactéria chamada Clostridium botulinum, que produz um quadro grave de paralisia de alguns nervos motores.
42 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
43 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
44 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
45 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
46 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
47 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
48 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
49 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
50 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
51 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
52 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
53 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
54 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
55 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
56 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
57 Artralgia: Dor em uma articulação.
58 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
59 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
60 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
61 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
62 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
63 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.

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