Preço de SANDOSTATIN LAR em Houston/SP: R$ 5459,14

SANDOSTATIN LAR

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

SANDOSTATIN LAR®

Octreotida

Forma Farmacêutica e Apresentações de Sandostatin Lar

Suspensão de microesferas para injeção1.  Embalagens contendo 1 frasco-ampola de 10, 20 ou 30 mg + 2 ampolas-diluentes + sistema de aplicação.

USO ADULTO

Composição de Sandostatin Lar

Cada frasco-ampola contém 10, 20 ou 30 mg de octreotida (como peptídio livre).
Excipientes: poli (DL-lactídeo-co-glicolídio), manitol estéril.

Informações ao Paciente de Sandostatin Lar

Ação esperada do medicamento: SANDOSTATIN LAR (liberação prolongada) apresenta como substância ativa a octreotida, que é um derivado sintético da somatostatina e atua como um inibidor da liberação do hormônio2 de crescimento, do glucagon3 e da insulina4.

Cuidados de armazenamento: O produto deve ser protegido da luz e conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC). Deve ser conservado em temperatura ambiente apenas no dia da injeção1. A suspensão deverá ser preparada imediatamente antes da injeção intramuscular5.

Prazo de validade: O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de validade.

Gravidez6 e lactação7: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez6 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

Cuidados de administração: SANDOSTATIN LAR somente deve ser utilizado para injeção intramuscular5 na região glútea8 (veja "Instruções de Uso"). Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Caso haja esquecimento da dose por alguns dias, alguns sintomas9 temporários poderão reaparecer.

Reações adversas: SANDOSTATIN LAR pode causar algumas reações adversas como náusea10, vômito11, diarréia12, dor de estômago13, flatulência, sensação de saciedade no estômago13 e perda de apetite. Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Contra-indicações e precauções: Pacientes que apresentarem reações alérgicas à octreotida ou a qualquer componente da formulação não deverão tomar SANDOSTATIN LAR. Pacientes tratados com SANDOSTATIN LAR devem ser controlados, pois pode ocorrer uma expansão dos tumores secretores de hormônio2 de crescimento. Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA  SUA SAÚDE14.

Informações Técnicas de Sandostatin Lar

Farmacodinâmica de Sandostatin Lar

A octreotida é um derivado octapeptídio sintético da somatostatina de ocorrência natural com efeitos farmacológicos similares, mas com duração de ação consideravelmente prolongada. Inibe a secreção patologicamente aumentada do hormônio2 de crescimento (GH) e dos peptídios e serotonina produzidos dentro do sistema endócrino15 gastroenteropancreático (GEP).

Em animais, a octreotida é um inibidor mais potente do que a somatostatina na liberação do hormônio2 de crescimento, do glucagon3 e da insulina4, com maior seletividade para a supressão de GH e glucagon3.

Em indivíduos sadios, a octreotida inibe:•    a liberação do hormônio2 de crescimento (GH) estimulada pela arginina, exercício e hipoglicemia16 induzida pela insulina4.
•    a liberação pós-prandial de insulina4, glucagon3, gastrina17, outros peptídios do sistema GEP e a liberação de insulina4 e glucagon3 estimulada pela arginina.
•    a liberação do hormônio2 de estimulação da tireóide (TSH) estimulada pelo hormônio2 de liberação da tirotrofina (TRH).

Ao contrário da somatostina, a octreotida inibe o GH preferencialmente à insulina4 e a administração de octreotida não é seguida por uma reação de hipersecreção de hormônios (isto é, GH em pacientes com acromegalia18).    

Em pacientes acromegálicos, SANDOSTATIN LAR, uma formulação galênica adequada de octreotida para administração repetida em intervalos de 4 semanas, permite a liberação de concentrações séricas significativas e terapêuticas de octreotida. Assim, ocorre redução clinicamente relevante do GH e pode ser alcançada normalização do Fator de Crescimento 1 semelhante à insulina4 (IGF1) em quase todos os pacientes. Na maioria dos pacientes, SANDOSTATIN LAR reduz acentuadamente os sintomas9 clínicos da doença tais como cefaléia19, transpiração20, fadiga21, osteoartralgia, parestesia22 e síndrome23 do túnel do carpo. Em pacientes com grande adenoma24 pituitário, o tratamento com SANDOSTATIN LAR pode resultar em alguma diminuição da massa tumoral.

Em pacientes com tumores do sistema endócrino15 gastroenteropancreático, SANDOSTATIN LAR permite um controle contínuo dos sintomas9 relacionados à doença subjacente.

Os efeitos da octreotida nos diferentes tipos de tumores gastroenteropancreáticos são os seguintes:

Tumores carcinóides - A administração de octreotida pode resultar em melhora dos sintomas9, particularmente rubor e diarréia12. Em muitos casos, isto se acompanha de uma queda na serotonina plasmática e excreção urinária reduzida do ácido 5-hidroxiindol acético.

VIPomas - A característica bioquímica desses tumores é a superprodução de peptídio intestinal vasoativo (VIP).  Na maioria dos casos, a administração de octreotida resulta em alívio da diarréia12 secretória grave típica da afecção25, com conseqüente melhora na qualidade de vida.  Isto se acompanha de uma melhora nas anormalidades eletrolíticas associadas, p.ex. hipocalemia26, permitindo que os líquidos parenteral e enteral e a suplementação27 eletrolítica sejam retirados. Em alguns pacientes, a cintilografia28 por tomografia computadorizada29 sugere um retardamento ou contenção da progressão do tumor30 ou mesmo sua diminuição, particularmente nas metástases31 hepáticas32.  A melhora clínica é, em geral, acompanhada por redução nos níveis plasmáticos de VIP, que podem reduzir-se a níveis dentro da faixa normal de referência.

Glucagonomas- A administração de octreotida resulta, na maioria dos casos, em melhora substancial do exantema33 migratório necrolítico, característico da afecção25.  O efeito de octreotida sobre o estado de diabetes mellitus34 leve que freqüentemente ocorre não é acentuado e, em geral, não resulta em redução das necessidades de insulina4 ou agentes hipoglicemiantes orais35. A octreotida produz melhora da diarréia12 e, portanto, ganho de peso nos pacientes afetados. Embora a administração de octreotida, com freqüência, leve a uma redução imediata nos níveis plasmáticos de glucagon3, este decréscimo geralmente não é mantido durante período prolongado de administração, apesar da melhora sintomática36 continuada.

Gastrinomas/síndrome de Zollinger-Ellison37- Embora a terapia com agentes bloqueadores do receptor-H2 seletivo e antiácidos38 controle a ulceração39 péptica recorrente que resulta da hipersecreção de ácido gástrico40  estimulada pela gastrina17, tal controle pode ser incompleto. A diarréia12 pode também constituir sintoma41 proeminente não aliviado por esta terapia. A octreotida isolada ou em associação a antagonistas do receptor-H2 pode reduzir a hipersecreção de ácido gástrico40 e melhorar os sintomas9, inclusive diarréia12. Outros sintomas9 possivelmente causados por produção de peptídio pelo tumor30, p.ex., rubor, podem também ser aliviados. Os níveis plasmáticos de gastrina17 diminuem em alguns pacientes.

Insulinomas - A administração de octreotida produz queda na insulina4 imunorreativa circulante. Em pacientes com tumores operáveis, a octreotida pode ajudar a restaurar e manter a normoglicemia no pré-operatório. Em pacientes com tumores malígnos ou benignos inoperáveis, o controle glicêmico pode ser melhorado sem redução mantida concomitante nos níveis circulantes de insulina4.
GRFomas- Estes raros tumores são caracterizados pela produção de fator de liberação do hormônio2 de crescimento (GRF), isoladamente ou juntamente com outros peptídios ativos. A octreotida produz melhora nas características e nos sintomas9 da acromegalia18 resultante. Isto provavelmente se deve à inibição da secreção do hormônio2 de crescimento e do GRF, podendo ser seguido por uma redução no aumento pituitário.

Farmacocinética de Sandostatin Lar

Após a administração de uma única dose por injeção intramuscular5 de SANDOSTATIN LAR, a concentração sérica de octreotida atinge um pico rápido e transitório dentro de 1 hora após a administração, seguido por decréscimo progressivo até um nível indetectável de octreotida dentro de 24 horas. Após o pico no primeiro dia, a octreotida permanece em níveis sub-terapêuticos por um período de 7 dias, na maioria dos pacientes. Em seguida, as concentrações de octreotida aumentam novamente, atingem um platô, ao redor do 14º dia e permanecem relativamente constantes durante 3 a 4 semanas seguintes. O nível máximo durante o 1º dia é menor que os níveis alcançados durante a fase de platô e não mais que 0,5% do total da droga é liberado durante o 1º dia. Após 42 dias, aproximadamente, a concentração de octreotida diminui lentamente, concomitantemente à fase terminal de degradação da matriz polimérica da formulação.

Em pacientes com acromegalia18, as concentrações médias de octreotida no platô após a administração de doses únicas de 10 mg, 20 mg e 30 mg de SANDOSTATIN LAR correspondem a 358 ng/L, 926 ng/L e 1710 ng/L, respectivamente. As concentrações séricas de octreotida no estado de equilíbrio, obtidas após 3 injeções em intervalos de 4 semanas, são maiores por um fator de aproximadamente 1,6 a 1,8 e corresponde a 1557 ng/L e a 2384 ng/L após injeções múltiplas de 20 mg e 30 mg de SANDOSTATIN LAR, respectivamente.

Em pacientes com tumores carcinóides, as concentrações séricas médias de octreotida no steady-state (estado de equilíbrio) após injeções múltiplas de 10 mg, 20 mg e 30 mg de SANDOSTATIN LAR administradas em intervalos de 4 semanas também aumentam linearmente com a dose e correspondem a 1231 (894) ng/L, 2620 (2270) ng/L e 3928 (3010) ng/L, respectivamente.

Não há acúmulo de octreotida além daquele esperado a partir dos perfis sobrepostos de liberação ocorridos após um período superior a 28 injeções mensais de SANDOSTATIN LAR.

O perfil farmacocinético da octreotida após injeção1 de SANDOSTATIN LAR, reflete o perfil de liberação da matriz polimérica e a sua biodegradação. Após a liberação no sistema circulatório42, a octreotida é distribuída de acordo com suas propriedades farmacocinéticas, conforme a descrição para a administração subcutânea43. O volume de distribuição no steady-state (estado de equilíbrio) é 0,27 L/kg e o clearance (depuração) total é 160 ml/min.  A ligação protéica no plasma44 totaliza 65%. A quantidade de SANDOSTATIN ligada às células sanguíneas45 é insignificante.

Dados de Segurança Pré-Clínicos de Sandostatin Lar

Toxicidade46 agudaNos estudos de toxicidade46 aguda da octreotida em camundongos foram obtidos valores de DL50 correspondentes a 72 mg/kg através da via intravenosa e de 470 mg/kg pela via subcutânea43. O valor crítico de DL50 após injeção1 intravenosa em ratos foi determinado como sendo 18 mg/kg. O acetato de octreotida foi bem tolerado por cães que receberam doses acima de 1 mg/kg de peso corpóreo após injeção1 intravenosa em bolus47.

Toxicidade46 em doses repetidas
Em um estudo de doses repetidas realizado em ratos através de injeção intramuscular5 de 2,5 mg de SANDOSTATIN LAR referentes a 50 mg de microesferas, administrada em intervalos de 4 semanas por um período de 21 semanas, não foram obtidos achados de necrópsia relacionados à droga após 26 semanas. Os únicos achados histopatológicos considerados significativos localizaram-se no próprio sítio da injeção1 em animais-controle e em animais que receberam a droga, nos quais as microesferas provocaram uma miosite granulomatosa reversível. Após uma única injeção intramuscular5 de SANDOSTATIN LAR em ratos e coelhos, ocorreu a biodegradação total das microesferas após 75 dias, em ambas as espécies.

Mutagenicidade
Na administração subcutânea43 de SANDOSTATIN ou de seus metabólitos48, não foi observado potencial mutagênico após estudos realizados in vitro em sistemas celulares validados de bacterias e de mamíferos. Foram observadas frequências crescentes de alterações cromossômicas em células49 de hamsters chineses V79 in vitro, apesar de existirem apenas em concentrações altas e citotóxicas. Entretanto, não houve aumento das aberrações cromossômicas em linfócitos humanos incubados com acetato de octreotida in vitro. In vivo, não se observou atividade clastogênica na medula óssea50 de camundongos tratados com octreotida por via intravenosa (teste de micronúcleo) e não foi evidenciado nenhum sinal51 de genotoxicidade em camundongos machos através do ensaio de reparo de DNA nas cabeças de espermatozóides52. As microesferas estiveram isentas de potencial mutagênico quando as mesmas foram submetidas a um teste validado utilizando bactérias in vitro.

Carcinogenicidade/toxicidade46 crônica
Observou-se desenvolvimento de fibrosarcomas no local da injeção1 em ratos submetidos a teste que consistia na administração subcutânea43 de SANDOSTATIN em doses diárias acima de 1,25 mg/kg de peso corpóreo. As doses foram administradas após 52, 104 e 113/116 semanas. Os tumores localizados ocorreram também nos ratos-controle, entretanto, seu desenvolvimento foi atribuído à fibroplasia desordenada produzida por estímulos irritantes constantes nos sítios de injeção1, incrementada ainda pelos veículos, manitol e ácido lático. Essa reação tecidual não-específica parece ser atribuída apenas aos camundongos. As lesões53 neoplásicas54 não foram observadas nem em camundongos que recebiam injeções diárias de SANDOSTATIN por via subcutânea43 em doses acima de 2 mg/kg por 98 semanas, nem em cães tratados com doses diárias da droga por 52 semanas.

O estudo de carcinogenicidade de 116 semanas em ratos que receberam SANDOSTATIN por via subcutânea43 também demonstrou adenocarcinomas endometriais uterinos. Essa incidência55 somente alcança níveis estatísticos significantes em doses subcutâneas maiores que a dose diária de 1,25 mg/kg. O resultado foi associado à uma maior incidência55 de endometrite, à um decréscimo do número de corpos lúteos ovarianos, à uma redução nos adenomas mamários e à presença de uma dilatação luminal e glandular do útero56, sugerindo um estado de desequilíbrio hormonal. As informações disponíveis indicam claramente que os resultados dos tumores mediados por hormônios endócrinos em ratos são específicos da espécie e, portanto, não são relevantes para o uso da droga em seres humanos.

Toxicidade46 na reprodução57
A fertilidade, assim como os estudos pré, peri e pós-natal em ratas, não demonstraram efeitos adversos no desempenho sexual e no desenvolvimento da prole, após a administração de doses subcutâneas acima de 1 mg/kg de peso corpóreo por dia. Um certo retardamento no crescimento fisiológico58 em filhotes foi transitório e atribuído à inibição de GH ocorrida por uma excessiva atividade farmacodinâmica.  

Indicações de Sandostatin Lar

Tratamento de pacientes com acromegalia18:
•    que são adequadamente controlados através do tratamento com SANDOSTATIN por via subcutânea43;
•    submetidos a cirurgia, radioterapia59 ou tratamento com agonistas dopaminérgicos, quando os mesmos forem inapropriados ou ineficazes ou durante o intervalo de tempo até a radioterapia59 tornar-se completamente efetiva (veja "Posologia").

Tratamento de pacientes com sintomas9 associados a tumores endócrinos gastroenteropancreáticos, cujos sintomas9 são controlados adequadamente através do tratamento com SANDOSTATIN por via subcutânea43:
•    tumores carcinóides com características da síndrome23 carcinóide.
•    VIPomas.
•    Glucagonomas.
•    Gastrinomas/síndrome de Zollinger-Ellison37
•    Insulinomas, para controle pré-operatório de hipoglicemia16 e para terapia de manutenção.
•    GRFomas.

SANDOSTATIN LAR não constitui terapia antitumoral e não é curativa em tais pacientes.

Contra-Indicações de Sandostatin Lar

Hipersensibilidade à octreotida ou a qualquer um dos componentes da formulação.

Advertências de Sandostatin Lar

Tendo em vista que tumores pituitários secretores de GH podem por vezes se expandir, causando complicações sérias (por ex., defeitos do campo visual60), é essencial que todos os pacientes sejam cuidadosamente monitorados. Se surgir evidência de expansão do tumor30, procedimentos alternativos podem ser aconselháveis.

Tem sido relatado desenvolvimento de cálculos biliares em 10% a 20% dos pacientes tratados a longo prazo com SANDOSTATIN por via subcutânea43. A exposição a longo prazo de SANDOSTATIN LAR em pacientes com acromegalia18 ou tumores endócrinos gastroenteropancreáticos sugere  que o tratamento com SANDOSTATIN LAR não aumenta a incidência55 de formação de cálculos biliares, comparado ao tratamento por via subcutânea43. Entretanto, recomenda-se exame ultrasonográfico da vesícula biliar61 antes e a intervalos de 6 meses durante a terapia com SANDOSTATIN LAR. Se de fato ocorrerem cálculos biliares, eles são geralmente assintomáticos. Cálculos sintomáticos devem ser tratados ou por terapia de dissolução com ácidos biliares ou cirurgicamente.

Em pacientes com diabetes mellitus34, SANDOSTATIN LAR pode prejudicar a secreção de insulina4. Portanto, recomenda-se a monitoração da tolerância à glicose62  e um tratamento antidiabético.

Em pacientes com insulinomas, por sua potência relativa maior na inibição da secreção do hormônio2 de crescimento e glucagon3 em comparação com a insulina4 e pela duração mais curta de sua ação inibitória sobre a insulina4, SANDOSTATIN LAR pode aumentar a intensidade e prolongar a duração da hipoglicemia16. Esses pacientes devem ser cuidadosamente monitorados.

Gravidez6 e Lactação7 de Sandostatin Lar

A experiência com SANDOSTATIN LAR em mulheres grávidas ou que amamentam  não  se  encontra  disponível  e, portanto, elas devem receber a droga apenas sob circunstâncias estritamente necessárias.

Efeitos Sobre a  habilidade de Dirigir Veículos e/ou Operar Máquinas de Sandostatin Lar

Não há informações relativas aos efeitos de SANDOSTATIN LAR sobre a habilidade de dirigir e/ou  operar máquinas.

Diretrizes Para o Controle dos Pacientes Que Podem Desenvolver Cálculo63 Biliar Durante o Tratamento com de Sandostatin Lar

SANDOSTATIN LAR

1. Os pacientes devem ser submetidos a ultrasonografia da vesícula biliar61 antes de iniciar o tratamento com a octreotida.

2. Devem ser realizadas repetições periódicas do exame ultrasonográfico da vesícula biliar61,preferencialmente em intervalos semestrais, durante o tratamento com SANDOSTATIN LAR.

3. Se houver presença de cálculos biliares antes do início da terapia, deve ser avaliado o benefício potencial de SANDOSTATIN LAR em relação aos riscos potenciais associados a estes cálculos. Não há evidências, até o presente momento, de que SANDOSTATIN LAR afete contrariamente o andamento ou o prognóstico64 dos cálculos biliares já existentes.

4. Controle dos pacientes que desenvolverem cálculos biliares em associação com SANDOSTATIN LAR.

4.1. Cálculos biliares assintomáticosO tratamento com SANDOSTATIN LAR deve ser continuado, dependendo da reavaliação da relação risco/benefício. De qualquer forma, não é requerida nenhuma ação, exceto a monitoração contínua de forma mais freqüente, caso seja necessária.

4.2. Cálculos biliares sintomáticos
O tratamento com SANDOSTATIN LAR pode ser tanto interrompido ou continuado, dependendo da reavaliação da relação risco/benefício. Em ambos os casos, os cálculos biliares devem ser tratados como qualquer outro cálculo63 biliar sintomático65. Clinicamente, isto inclui a combinação de terapia ácida biliar (por exemplo, 7,5 mg/kg de ácido quenodeoxicólico (CDCA) por dia, com 7,5 mg/kg de ácido ursodeoxicólico (UDCA) por dia) com a monitoração por ultrasonografia até o desaparecimento completo dos cálculos.

Interações Medicamentosas de Sandostatin Lar

Observou-se que a octreotida reduz a absorção intestinal da ciclosporina e retarda a de cimetidina.
A administração simultânea de octreotida e bromocriptina aumenta a biodisponibilidade da bromocriptina.

Reações Adversas de Sandostatin Lar

Podem ocorrer reações no local da aplicação de SANDOSTATIN LAR, mas geralmente são leves e de curta duração. As reações incluem dor localizada e,raramente, tumefação66 e rash67 (erupção68 cutânea69).

Efeitos colaterais70 gastrintestinais incluem anorexia71, náusea10, vômito11, dor abdominal espasmódica72, edema73 abdominal, flatulência, efeito laxante74, diarréia12 e esteatorréia75. Embora a excreção de gordura76 fecal possa aumentar, não há qualquer evidência até o momento de que o tratamento a longo prazo com SANDOSTATIN LAR tenha levado à deficiência nutricional por má absorção. Em raros casos, os efeitos colaterais70 gastrintestinais podem assemelhar-se à obstrução intestinal aguda, com distensão abdominal progressiva, dor epigástrica intensa, sensibilidade abdominal e contratura involuntária77.

O uso prolongado de SANDOSTATIN LAR pode resultar na formação de cálculos biliares (veja "Advertências e precauções").Por sua ação inibitória sobre a liberação do hormônio2 de crescimento, do glucagon3 e de insulina4, SANDOSTATIN LAR  pode afetar a regulação de glicose62. A tolerância pós-prandial à glicose62 pode ser prejudicada. Como relatado por pacientes tratados com SANDOSTATIN LAR  por via subcutânea43, em alguns casos um estado de hiperglicemia78 persistente pode ser induzido como resultado da administração crônica. Pode-se também observar hipoglicemia16.

Raramente observa-se queda transitória de cabelo79 em pacientes tratados com SANDOSTATIN LAR.

Em casos raros, relatou-se desenvolvimento de pancreatite80 aguda dentro das primeiras horas ou dias de tratamento com SANDOSTATIN  por via subcutânea43. Adicionalmente, a pancreatite80 induzida por coletitíase foi relatada em pacientes submetidos a tratamento de longo prazo com SANDOSTATIN por via subcutânea43.  

Têm havido relatos isolados de disfunção hepática81 associados à  administração  de  SANDOSTATIN. Eles  se  referem  a:
Hepatite82 aguda sem colestase83, em que houve normalização dos valores de transaminase com a descontinuação de SANDOSTATIN LAR.
Desenvolvimento lento de hiperbilirrubinemia associada à elevação da fosfatase alcalina84,  gama-glutamil transferase e, em menor grau, das transaminases.

Posologia de Sandostatin Lar

SANDOSTATIN LAR somente poderá ser administrado através de injeção intramuscular5 na região glútea8. O local das injeções deve ser alternado entre o músculo direito e o esquerdo da região glútea8 (veja "Instruções de uso").

Acromegalia18
Para pacientes85 que são adequadamente controlados com SANDOSTATIN por via subcutânea43, recomenda-se iniciar o tratamento com a administração de 20 mg de SANDOSTATIN LAR com intervalos de 4 semanas durante 3 meses. O tratamento com SANDOSTATIN LAR pode ser iniciado no dia seguinte à ultima dose de SANDOSTATIN por via subcutânea43. O ajuste posológico subseqüente deve basear-se nas concentrações séricas do hormônio2 de crescimento (GH) e no fator de crescimento 1 insulina4-símile/Somatomedina C (IGF1) e nos sintomas9 clínicos.

Para pacientes85 que não apresentarem um completo controle (concentrações de GH abaixo de 2,5 mcg/L) dos sintomas9 clínicos e dos parâmetros bioquímicos (GH; IGF1) durante um período de 3 meses, a dose poderá ser aumentada para 30 mg a cada 4 semanas.

Para pacientes85 em que as concentrações de GH estiverem consistentemente abaixo de 1mcg/L, que apresentarem normalização das concentrações séricas de IGF1 e demonstrarem desaparecimento da maioria dos sinais86 e sintomas9 de acromegalia18 após 3 meses de tratamento com 20 mg, pode-se passar a administrar SANDOSTATIN LAR a cada 4 semanas. Entretanto, particularmente nesse grupo de pacientes, recomenda-se um controle adequado das concentrações séricas de GH e de IGF1 e dos sinais86 e sintomas9 nessa dose menor de SANDOSTATIN LAR a que o paciente foi submetido.

Para pacientes85 submetidos a cirurgia, radioterapia59 ou tratamento com agonistas dopaminérgicos, quando os mesmos forem inapropriados ou ineficazes ou durante o intervalo de tempo até a radioterapia59 tornar-se completamente efetiva, recomenda-se um curto período de tempo para adequação de dose de SANDOSTATIN, administrada por via subcutânea43 para a determinação da resposta e da tolerabilidade sistêmica da octreotida antes de se iniciar o tratamento com SANDOSTATIN LAR como descrito acima.  

Tumores endócrinos gastroenteropancréaticos
Para pacientes85 com sintomas9 adequadamente controlados com SANDOSTATIN por via subcutânea43, recomenda-se iniciar o tratamento com a administração de 20 mg de SANDOSTATIN LAR em intervalos de 4 semanas. O tratamento com SANDOSTATIN por via subcutânea43 deve ser continuado na dose efetiva previamente utilizada, por um período de 2 semanas após a primeira injeção1 de SANDOSTATIN LAR.

Para pacientes85 que não são tratados previamente com SANDOSTATIN por via subcutânea43, recomenda-se iniciar o tratamento com a administração de SANDOSTATIN por via subcutânea43 na dosagem de 0,1 mg, três vezes ao dia, por um curto período de tempo (aproximadamente 2 semanas), para determinar a resposta e a tolerabilidade sistêmica da octreotida antes de iniciar o tratamento com SANDOSTATIN LAR, como descrito acima.

Para pacientes85 que possuam os sintomas9 e os marcadores biológicos bem controlados após 3 meses de tratamento, a dose pode ser reduzida para 10 mg de SANDOSTATIN LAR a cada  4 semanas.

Para pacientes85 em que os sintomas9 estiverem parcialmente controlados após  3 meses de tratamento, a dose pode ser aumentada para 30 mg de SANDOSTATIN a cada 4 semanas.

Quando os sintomas9 associados aos tumores endócrinos gastroenteropancreáticos aumentarem durante o tratamento com SANDOSTATIN LAR, recomenda-se uma administração adicional  de SANDOSTATIN por via subcutânea43 na dose utilizada antes do tratamento com SANDOSTATIN LAR. Isto pode ocorrer principalmente nos primeiros 2 meses de tratamento até que as concentrações terapêuticas de octreotida sejam alcançadas.

Pacientes com insuficiência renal87
A insuficiência renal87 não afeta a exposição total (na área sob a curva: AUC) para a octreotida quando a mesma é administrada subcutâneamente como SANDOSTATIN. Portanto, não é necessário o ajuste de dose para SANDOSTATIN LAR.

Pacientes com insuficiência hepática88
Em um estudo com SANDOSTATIN administrado pelas vias subcutânea43 e intravenosa, observou-se que a capacidade de eliminação pode ser reduzida em pacientes com cirrose89 hepática81, mas não em pacientes com esteatose hepática90. Pelo amplo espectro terapêutico da octreotida, não é necessário ajuste de dose para SANDOSTATIN LAR em pacientes com cirrose89 hepática81.

Pacientes idosos
De acordo com um  estudo realizado com SANDOSTATIN por via subcutânea43, não foi necessário ajuste de dose em pacientes com idade > 65 anos. Portanto, não é necessário ajuste de dose de SANDOSTATIN LAR para esse grupo de pacientes.

Uso em crianças
A experiência com SANDOSTATIN LAR em crianças é muito limitada.

Superdosagem de Sandostatin Lar

Atualmente, nenhuma informação sobre superdosagem com SANDOSTATIN LAR  encontra-se disponível. Entretanto, nenhum evento adverso inesperado foi relatado com doses acima de 90 mg de SANDOSTATIN LAR administradas a cada 2 semanas em pacientes com câncer91. Os sinais86 e sintomas9 observados após uma dose única de 1,0 mg de octreotida,administrada a adulto por injeção1 intravenosa em bolus47, foram uma rápida queda na freqüência cardíaca, rubor facial, cólicas92 abdominais, diarréia12, uma sensação de vazio no estômago13 e náuseas93. Todos esses sinais86 e sintomas9 desapareceram dentro de 24 horas após a administração da droga.

O controle da superdosagem é sintomático65.  

Instruções de Uso de Sandostatin Lar

Instruções para injeção intramuscular5 de SANDOSTATIN LAR

1)    Remova a tampa do frasco-ampola que contém SANDOSTATIN LAR. Certifique-se que todo o pó esteja no fundo do frasco. Para isso, deve-se realizar pequenas batidas no frasco. Abra a ampola que contém o veículo. Se a ampola quebrar-se na hora da abertura, não a utilize e use a ampola-reserva.

2)    Para todas as doses de SANDOSTATIN LAR, prenda uma das agulhas à seringa94 de      5 ml.

3)    Retire o conteúdo inteiro de uma ampola através da seringa94 e ajuste para uma dose de 2 ml.Coloque a agulha no centro da tampa de borracha do frasco.

4)    Injete delicadamente o veículo no frasco, fazendo-o escorrer pela parede do frasco, sem agitar o pó de SANDOSTATIN LAR. Elimine qualquer excesso de ar presente no frasco.

5)    Não agite o frasco até que o veículo umedeça o pó de SANDOSTATIN LAR para suspensão. Quando se completar o umedecimento (aproximadamente 2-5 minutos), o frasco deve ser moderadamente agitado até que haja formação de uma suspensão uniforme. Não agite vigorosamente o frasco.
6)    Imediatamente, coloque 2 ml de ar na seringa94 e coloque a agulha na tampa de borracha. Injete os 2 ml de ar para dentro do frasco e depois, com o bisel para baixo e com o frasco inclinado a aproximadamente 45º, retire lentamente o conteúdo total do frasco que contém a suspensão através da seringa94. Imediatamente troque a agulha (reserva).

7)    Cuidadosamente, inverta a seringa94 para manter uma suspensão uniforme. Elimine o ar da seringa94, faça a desinfecção95 do local da injeção1 com os cotonetes com álcool fornecidos. Coloque a agulha no lado esquerdo ou direito do glúteo e aspire para verificar se algum vaso sangüíneo foi atingido. Imediatamente, aplique a injeção intramuscular5 na região glútea8.


SANDOSTATIN LAR deve ser administrado somente por injeção intramuscular5 na região glútea8. Nunca administre a droga por via intravenosa. Se um vaso sangüíneo for atingido, selecione um outro local de injeção1.  

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Reg. MS 1.0068.0009

Farm. Resp. Marco A. J. Siqueira - CRF-SP n° 23.873

Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho

Fabricado e embalado por Novartis Pharma AG, Suíça
Distribuído por Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 - Complexos 441/3 - Taboão da Serra - SP
CGC n° 56.994.502/0098-62
Indústria Brasileira

â = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça

Única concessionária no Brasil de Novartis AG, Suíça; resultante da fusão de Ciba-Geigy e Sandoz

BDI16/10/97

SANDOSTATIN LAR - Laboratório

NOVARTIS
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
3 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
4 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
5 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
6 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
7 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
8 Região Glútea:
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
11 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
13 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
14 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
15 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
16 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
17 Gastrina: Hormônio que estimula a secreção de ácido gástrico no estômago. Secretada pelas células G no estômago e no duodeno. É também fundamental para o crescimento da mucosa gástrica e intestinal.
18 Acromegalia: Síndrome causada pelo aumento da secreção do hormônio de crescimento (GH e IGF-I) ,quando este aumento ocorre em idade adulta. Quando ocorre na adolescência chama-se gigantismo.
19 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
20 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
21 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
22 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
23 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
24 Adenoma: Tumor do epitélio glandular de características benignas.
25 Afecção: Qualquer alteração patológica do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
26 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
27 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
28 Cintilografia: Procedimento que permite assinalar num tecido ou órgão interno a presença de um radiofármaco e acompanhar seu percurso graças à emissão de radiações gama que fazem aparecer na tela uma série de pontos brilhantes (cintilação); também chamada de cintigrafia ou gamagrafia.
29 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
30 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
31 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
32 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
33 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
34 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
35 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
36 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
37 Síndrome de Zollinger-Ellison: Doença caracterizada pelo aumento de produção de gastrina devido à presença de gastrinoma. O gastrinoma (tumor produtor de gastrina) está localizado na maioria das vezes no pâncreas. A hipersecreção de gastrina produz úlceras pépticas, má digestão, esofagite, duodenojejunite e/ou diarréia. Em 20% dos casos está relacionada com neoplasia endócrina múltipla tipo I (NEM I), que acompanha-se na maioria das vezes de hiperparatireiodismo (80%) e em alguns raros casos de insulinomas, glucagomas, VIPomas ou outros tumores.
38 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
39 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
40 Ácido Gástrico: Ácido clorídrico presente no SUCO GÁSTRICO.
41 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
42 Sistema circulatório: O sistema circulatório ou cardiovascular é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
43 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
44 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
45 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
46 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
47 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
48 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
49 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
50 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
51 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
52 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
53 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
54 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
55 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
56 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
57 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
58 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
59 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
60 Campo visual: É toda a área que é visível com os olhos fixados em determinado ponto.
61 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
62 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
63 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
64 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
65 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
66 Tumefação: Ato ou efeito de tumefazer-se. Em patologia, significa aumento de volume em algum tecido do corpo; tumor, intumescência, inchação.
67 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
68 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
69 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
70 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
71 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
72 Espasmódica: 1.    Relativo a espasmo. 2.    Que provoca ou revela espasmos repetidos.
73 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
74 Laxante: Que laxa, afrouxa, dilata. Medicamento que trata da constipação intestinal; purgante, purgativo, solutivo.
75 Esteatorreia: Presença excessiva de gordura nas fezes, o que torna as fezes brilhantes.
76 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
77 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
78 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
79 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
80 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
81 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
82 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
83 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
84 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
85 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
86 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
87 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
88 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
89 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
90 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou “fígado gorduroso“ é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
91 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
92 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
93 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
94 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
95 Desinfecção: Eliminação de microorganismos de uma superfície contaminada. Em geral utilizam-se diferentes compostos químicos (álcool, clorexidina), ou lavagem com escovas especiais.

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