XYLESTESIN 5% PESADA-50etj. 2ml(SP)

CRISTALIA

Atualizado em 09/12/2014

XYLESTESIN 5% PESADA-50etj. 2ml(SP):

Xylestesin®
Cloridrato de Lidocaína + Glicose1
5 % - Pesada
Para raquianestesia hiperbárica2

Forma Farmacêutica e Apresentações de Xylestesin

Solução Injetável 2 ml:Caixa com 50 ampolas de 2 ml em estojos Sterile Pack
USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

Composição de Xylestesin

Cada 1 ml de Solução Injetável contém:
Cloridrato de Lidocaína (DCB 0739.02-2) .................... 50 mg
Glicose1 anidra (DCB 0627.01-1) .................... 75 mg
Água para Injetáveis qsp .................... 1 ml
* Contém Hidróxido de Sódio qsp pH

Informação Técnica de Xylestesin

OS ANESTÉSICOS LOCAIS PARA USO ESPINHAL SOMENTE DEVERÃO SER ADMINISTRADOS POR PROFISSIONAIS EXPERIENTES NO DIAGNÓSTICO3 E CONTROLE DA TOXICIDADE4 DOSE-DEPENDENTE E DE OUTRAS EMERGÊNCIAS AGUDAS QUE POSSAM SURGIR DO TIPO DE BLOQUEIO UTILIZADO, E SOMENTE DEPOIS DE SE ASSEGURAR A DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE OXIGÊNIO, OUTRAS DROGAS PARA RESSUSCITAÇÃO, EQUIPAMENTO DE RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E DE PESSOAL TREINADO NECESSÁRIO PARA TRATAMENTO E CONTROLE DAS REAÇÕES TÓXICAS E EMERGÊNCIAS RELACIONADAS (VER TAMBÉM REAÇÕES ADVERSAS, PRECAUÇÕES E SUPERDOSAGEM).A FALTA OU A DEMORA NO ATENDIMENTO DA TOXICIDADE4 DOSE-RELACIONADA DA DROGA E DA HIPOVENTILAÇÃO, SEJA QUAL FOR O MOTIVO E/OU ALTERAÇÕES NA SENSIBILIDADE, PODERÁ LEVAR AO DESENVOLVIMENTO DE ACIDOSE5, PARADA CARDÍACA E POSSÍVEL ÓBITO6.
Quando apropriado, os pacientes devem ser informados da possibilidade de perda temporária da sensação e atividade motora na metade inferior do corpo, após administração da anestesia7 espinhal.
Também quando apropriado o médico deverá discutir com o paciente outras informações como as reações adversas da lidocaína hiperbárica2.
A solução injetável de Xylestesin® 5% pesada contém o anestésico local Cloridrato de Lidocaína associado à Glicose1 7,5% com indicação para o bloqueio subaracnóideo (anestesia7 espinhal). A solução de Xylestesin® 5% pesada não contém conservante.
O prazo de validade do produto é de 18 meses. Não utilize medicamento vencido.
Conservar o produto em temperatura ambiente controlada, entre 15 e 25oC, protegido da luz. Evitar o congelamento.

Descrição de Xylestesin

O Cloridrato de Lidocaína é um anestésico local do tipo amida, quimicamente designado como monocloridrato de 2-(dietilamino)-N-(2,6-dimetilfenil)-acetamida monoidratado. É um pó branco, muito
solúvel em água. A Glicose1 é designada como D-glicopiranose.
Xylestesin® 5% Pesada é uma solução estéril e apirogênica, hiperbárica2. O pH dessa solução é ajustado entre 6,0 e 7,0. A densidade específica do produto está entre 1,030 e 1,035.

Farmacologia8 Clínica de Xylestesin

Mecanismo de Ação:- A Lidocaína estabiliza a membrana neuronal por inibição dos fluxos iônicos necessários para o início e condução dos impulsos efetuando deste modo a ação anestésica local. Hemodinâmica9:- Níveis sangüíneos excessivos podem causar mudanças no débito cardíaco10, na resistência periférica11 total e na pressão arterial12. Com o bloqueio central neural estas alterações podem ser atribuíveis ao bloqueio das fibras autônomas, a um efeito depressivo direto do agente anestésico local nos vários componentes do sistema cardiovascular13. O efeito produzido é uma hipotensão14 moderada, quando as doses recomendadas não são excedidas.

Farmacocinética e Metabolismo15 de Xylestesin

As informações procedentes de diversas formulações, concentrações e usos revelam que a Lidocaína é completamente absorvida após administração parenteral, sendo que o índice de absorção depende de Bvários fatores tais como, local da administração e a presença ou não de um agente vasoconstritor.
Com exceção da administração intravascular16, os mais altos níveis sangüíneos obtidos foram após bloqueio nervoso intercostal17 e os menores foram após administração subcutânea18.
A ligação plasmática da Lidocaína depende da concentração da droga e a fração ligada diminui com o aumento da concentração. Em concentrações de 1 a 4 mg de base livre por ml, 60 a 80 % da Lidocaína ligam-se às proteínas19. A ligação também depende da concentração plasmática da alfa-1-ácido glicoproteína. A Lidocaína atravessa as barreiras cerebral e placentária, possivelmente por difusão passiva.
A Lidocaína é rapidamente metabolizada pelo fígado20 e o restante inalterado da droga e os metabólitos21 são excretados pelos rins22. A biotransformação inclui a N-desalquilação oxidativa, hidroxilação do anel, clivagem da ligação amida e conjugação. A N-desalquilação, um grau maior de biotransformação, produz os metabólitos21 monoetilglicinaxilidida e glicinaxilidida. As ações farmacológica e toxicológica desses metabólitos21 são similares, mas menos potentes do aqueles da Lidocaína.
Aproximadamente 90% da Lidocaína administrada é excretada na forma de vários metabólitos21 e menos que 10% é excretada inalterada. O metabólito23 primário da urina24 é um conjugado de 4-hidroxi-2,6-dimetilanilina.
A meia-vida de eliminação da Lidocaína após injeção25 intravenosa em bolus26 ocorre caracteristicamente entre 1,5 a 2 horas. Justamente pelo seu rápido índice de metabolização, qualquer condição que afete a função do fígado20 poderá alterar a cinética27 da Lidocaína. A meia-vida poderá ser prolongada em dobro, ou mais, em pacientes com disfunção hepática28. As disfunções renais não afetam a cinética27 da Lidocaína porém podem aumentar o acúmulo de metabólitos21.
Os fatores como acidose5 e o uso de estimulantes e depressivos do SNC29 afetam os níveis de Lidocaína no SNC29, necessários para produzir claros efeitos sistêmicos30. As manifestações adversas tornam-se aparentes com o aumento dos níveis plasmáticos venosos acima de 6 mg de base livre por ml. Em animais (macaco rhesus) os níveis sangüíneos arteriais de 18 a 21 mg/ml demonstram o início para a atividade convulsiva.
INÍCIO E DURAÇÃO DA ANESTESIA7:
O início da ação é rápido. A duração da anestesia7 perineal proporcionada por 1 ml (50 mg) de Xylestesin® 5% Pesada atinge em média 100 minutos, com um estado de analgesia prolongando-se por um período de 40 minutos. A duração da anestesia7 cirúrgica proporcionada por 1,5 a 2 ml (75 a 100 mg) do produto é de aproximadamente duas horas.

Indicações de Xylestesin

Xylestesin® 5% Pesada está indicada na produção de bloqueio subaracnóideo (anestesia7 espinhal).

Contra-Indicações de Xylestesin

A Lidocaína está contra-indicada em pacientes com conhecida hipersensibilidade aos anestésicos locais do tipo amida ou aos componentes da fórmula.
As seguintes condições impedem a aplicação de anestesia7 espinhal:
_ Hemorragia31 grave, hipotensão14 grave, choque32 e arritmias33, bloqueio cardíaco34 completo, com débito cardíaco10 gravemente comprometido.
_ Infecção35 local na área onde se pretende fazer a punção lombar.
_ Septicemia36.
_ Doenças cérebro37-espinhais, tais como meningite38, tumores, poliomielite39 e hemorragia31 cerebral. Artrite40, espondilite e outras doenças da coluna que tornem impossível a punção; também é contra-indicado na presença de tuberculose41 ou lesões42 metastáticas na coluna.
_ Anemia perniciosa43 com sintomas44 medulares.
_ Descompensação cardíaca, derrame45 pleural maciço e aumento acentuado da pressão intra-abdominal como ocorre em ascites maciças e tumores.
_ Infecção35 piogênica da pele46 no local ou adjacente ao local da punção.
_ Hipotensão14 acentuada, como ocorre em choque32 cardiogênico ou choque hipovolêmico47.
_ Alterações da coagulação48 ou sob tratamento com anticoagulante49.

 precauções Gerais de Xylestesin

A segurança e a eficácia da Lidocaína dependem da dose correta, técnica adequada, precauções adequadas e da rapidez no atendimento das emergências. Equipamento de ressuscitação, oxigênio e medicamentos para reanimação devem estar disponíveis para uso imediato (Ver Cuidados e Reações Adversas e Superdosagem). O paciente deverá estar recebendo líquidos por via intravenosa, através de cateter, para assegurar esta via de acesso. A menor dose que resultar em anestesia7 efetiva deverá ser usada para evitar altos níveis plasmáticos e graves reações adversas. As repetidas doses de lidocaína podem causar aumentos significativos no nível sangüíneo, com cada dose repetida, devido ao lento acúmulo da droga ou dos seus metabólitos21. A tolerância aos níveis sangüíneos elevados varia de acordo com o estado do paciente. Pacientes idosos, debilitados, pacientes com doenças agudas e crianças, deverão receber doses reduzidas de acordo com as suas idades e condições físicas. A Lidocaína deve também ser usada com precaução em pacientes em estado de choque32 grave ou com bloqueio cardíaco34.
As seguintes condições poderão impedir o uso da anestesia7 espinhal, dependendo da avaliação médica, da situação e da capacidade de lidar com as complicações que possam ocorrer:
_ Doenças preexistentes do sistema nervoso central50, tais como aquelas atribuíveis à anemia perniciosa43, poliomielite39, paralisia51 decorrente de lesão52 nervosa, sífilis53 ou tumores.
_ Alterações hematológicas que predisponham a coagulopatias ou pacientes em anticoaguloterapia. O trauma de vasos sangüíneos54 durante a condução da anestesia7 espinhal pode levar em algumas circunstâncias a hemorragias55 incontroláveis no sistema nervoso central50 ou hemorragias55 nos tecidos moles.
_ Extremos de idade.
_ Dor crônica nas costas56 e cefaléia57 de cabeça58 pré-operatória.
_ Hipotensão14 e hipertensão59.
_ Artrites ou deformidades da coluna.
_ Problemas de ordem técnica (parestesias60 persistentes, sangramentos persistentes).
_ Psicoses ou outras causas que signifiquem falta de cooperação por parte do paciente.
Cuidadoso e constante monitoramento cardiovascular e respiratório (adequada ventilação61), sinais vitais62 e o estado de consciência do paciente, devem ser acompanhados após cada injeção25 de anestésico local. Deverá também ser lembrado em tais momentos que a agitação, ansiedade, zumbido, vertigem63, visão64 nebulosa, tremores, depressão ou sonolência podem representar os primeiros sinais65 de toxicidade4 do sistema nervoso central50. Os anestésicos locais do tipo amida são metabolizados pelo fígado20, portanto, a lidocaína deve ser usada com cuidado em pacientes com doenças hepáticas66. Os pacientes com doença hepática28 grave devido à sua reduzida capacidade de metabolização dos anestésicos locais, oferecem maior risco para o desenvolvimento de concentrações plasmáticas tóxicas.
A Lidocaína deve também ser usada com cautela em pacientes com função cardiovascular alterada, devido a uma menor capacidade de compensar as mudanças funcionais associadas ao prolongamento de condução atrioventricular provocado por essas drogas.
Ë absolutamente pouco provável o desenvolvimento de hipertermia maligna com agentes anestésicos locais. Entretanto, em pacientes com histórico familiar é recomendável a existência de um protocolo padrão para monitoramento do paciente.
Sinais65 precoces de taquicardia67, taquipnéia68, labilidade da pressão sangüínea69 e acidose metabólica70 poderão preceder a elevação da temperatura. O sucesso da reversão da síndrome71 dependerá de um diagnóstico3 precoce, rápida suspensão do agente ou agentes suspeitos de desencadeamento e início imediato de tratamento, incluindo oxigenoterapia, medidas de suporte cabíveis e administração de dantroleno.
A Lidocaína deverá ser usada com cuidado em pessoas com conhecida sensibilidade às drogas. Pacientes alérgicos aos derivados do ácido para-aminobenzóico (procaína, tetracaína, benzocaína, etc.) não têm apresentado sensibilidade cruzada à lidocaína.
CARCINOGENICIDADE, MUTAGENICIDADE E DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE:
Não foram realizados estudos de Lidocaína em animais para a avaliação do potencial carcinogênico e mutagênico, bem como do efeito na fertilidade.
GRAVIDEZ72: Categoria B
Efeitos teratogênicos73:- Estudos de reprodução74 têm sido realizados em ratos com doses até 6,6 vezes maiores que a dose humana e não revelaram evidências de danos ao feto75 causados pela lidocaína. Porém, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Os estudos em reprodução74 animal nem sempre são úteis para reproduzir as respostas humanas. Considerações gerais devem ser levadas em conta antes da administração da lidocaína em mulheres com potencial de gravidez72, especialmente aquelas em início de gravidez72 quando ocorre a organogênese máxima.
PARTO E TRABALHO DE PARTO:
A hipotensão14 materna é uma conseqüência da anestesia7 regional.
Os anestésicos locais produzem vasodilatação por bloqueio dos nervos simpáticos. Elevar as pernas da paciente e posicioná-la de lado ajudará na prevenção da diminuição da pressão sangüínea69. O débito cardíaco10 fetal, deverá também ser monitorado de maneira contínua, e o monitoramento fetal eletrônico é altamente aconselhável.
A anestesia7 espinhal poderá alterar as contrações durante o parto, por mudanças na contratilidade uterina, ou força de expulsão.
Há informações de que a lidocaína prolonga a segunda fase do trabalho de parto, por remoção do reflexo de expulsão ou por interferência com a função motora. O uso de anestesia7 obstétrica pode aumentar a necessidade de fórceps.
AMAMENTAÇÃO76:
Não se sabe se a droga é excretada no leite humano. Precauções deverão ser tomadas na administração de lidocaína em mulheres em fase de amamentação76.
USO PEDIÁTRICO:
Ainda não foi estabelecida a segurança e a efetividade em crianças com menos de 18 anos de idade.

Cuidados de Xylestesin

Para evitar a injeção25 intravascular16, deverá ser feita a aspiração antes de injetar o anestésico. A agulha deverá ser reposicionada até que não apareça nenhum retorno de sangue77 na aspiração. Entretanto a ausência de sangue77 na seringa78, não garante que tenha sido evitada a injeção25 intravascular16. Os anestésicos espinais, não devem ser injetados durante a contração uterina, já que o fluxo do líquido espinhal poderá levar o anestésico numa altura cefalar além do desejado.

Reações Adversas / Colaterais de Xylestesin

As reações adversas após a administração de lidocaína são de natureza similar àquelas observadas com outros agentes anestésicos locais do tipo amida. Estas reações estão de maneira geral relacionadas com a dose, podendo resultar de altos níveis plasmáticos causados por excesso de dosagem, rápida absorção ou injeção25 intravascular16 acidental, podendo também resultar de hipersensibilidade, idiossincrasia ou diminuição da tolerância por parte do paciente. As reações adversas graves são geralmente de natureza sistêmica. Os seguintes tipos são os mais freqüentemente relatados:SISTEMA NERVOSO CENTRAL50:
As manifestações do SNC29 são excitatórias ou depressivas e podem ser caracterizadas por, nervosismo, apreensão, euforia, confusão, tonturas79, letargia80, fala indistinta, sonolência, zumbidos, visão64 nebulosa ou dupla, vômitos81, sensação de calor, frio ou dormência82, contrações, tremores, convulsões, inconsciência83, depressão e parada respiratória. As manifestações excitatórias podem ser muito breves ou podem não ocorrer, sendo que a primeira manifestação de toxicidade4 poderá ser a sonolência que evoluirá para a inconsciência83 e a parada respiratória.
A sonolência após a administração de lidocaína é comumente um sinal84 precoce de alto nível sangüíneo da droga podendo ocorrer como conseqüência de rápida absorção.
SISTEMA CARDIOVASCULAR13:
As manifestações cardiovasculares são geralmente depressivas, caracterizadas por bradicardia85, hipotensão14 e colapso86 cardiovascular, podendo resultar em parada cardíaca.
ALÉRGICAS:
As reações alérgicas são caracterizadas por lesões42 cutâneas87, urticária88, edema89 ou reações anafilactóides. Reações alérgicas como resultado de sensibilidade à Lidocaína são extremamente raras, e se ocorrerem devem ser tratadas de maneira convencional. A detecção da sensibilidade através de testes na pele46 é de valor duvidoso.
NEUROLÓGICAS:
A incidência90 de reações adversas associadas ao uso de anestésicos locais, pode estar relacionada com a dose total de anestésicos locais administrados e depende também do anestésico em particular que foi usado, via de administração, e do estado físico do paciente. Num estudo feito com 10.440 pacientes que receberam Lidocaína para anestesia7 espinhal, a incidência90 de reações adversas relatadas foram de cerca de 3% cada para dor de cabeça58 postural, hipotensão14 e dor nas costas56; 2% para calafrios91, e menos de 1% cada, para sintomas44 nervosos periféricos, náuseas92, respiração inadequada e visão64 dupla. Muitas destas observações podem estar relacionadas com a técnica usada em relação ao anestésico local, com ou sem contribuição do anestésico local em particular.
Os efeitos neurológicos após a administração da anestesia7 espinhal, podem incluir a perda da sensibilidade perineal e da função sexual, anestesia7 persistente, parestesia93, debilidade e paralisia51 dos membros inferiores, perda do controle esfincteriano94, sendo que estas podem ter uma lenta, incompleta ou nenhuma recuperação; hipotensão14, bloqueio espinhal alto ou total, retenção urinária95, dor de cabeça58, dor nas costas56, meningite38 séptica, meningismo, aracnoidite, atraso do trabalho de parto, aumento na incidência90 de fórceps, calafrios91, paralisia51 do nervo craniano decorrente da tração nos nervos por perda do líquido cefalorraquideano e incontinência urinária96 e fecal.

Conduta Nas Emergências Provocadas Por Anestésicos Locais de Xylestesin

A primeira consideração é a prevenção, através de cuidados e constante monitoramento dos sinais vitais62 respiratórios e cardiovasculares, e do estado de consciência do paciente, após cada injeção25 do anestésico local.
Ao primeiro sinal84 de alteração, deverá ser prontamente administrado oxigênio.
O primeiro passo no controle das convulsões, como também da hipoventilação ou apnéia97 decorrentes da distribuição cefalar excessiva do bloqueio espinhal, consiste na imediata atenção a manutenção das vias aéreas e de ventilação61 assistida com pressão positiva através de máscara. Imediatamente após a instituição dessas medidas, deverá ser avaliada a adequação circulatória, mantendo sempre em mente que as drogas comumente usadas para tratar as convulsões, algumas vezes deprimem a circulação98 quando injetadas intravenosamente.
Caso as convulsões persistam após a instituição de suporte respiratório e se o status circulatório assim o permitir, poderá ser administrado por via intravenosa pequenas quantidades de barbitúrico (como Tiopental ou Tiamilal) de ação ultra curta, ou um benzodiazepínico do tipo diazepam. O médico deverá estar familiarizado com o uso dos anestésicos locais em conjunto com essas drogas antes de usá-las.
O tratamento de suporte da depressão circulatória poderá requerer a administração de fluidos por via intravenosa, e quando apropriado, um vasopressor (efedrina ou fenilefrina) segundo a necessidade da situação clínica.
Se não tratada imediatamente, ambas, a depressão cardiovascular e as convulsões, poderão resultar em hipóxia99, acidose5, bradicardia85, arritmias33 e parada cardíaca.
Uma hipoventilação ou apnéia97 decorrentes da distribuição cefalar excessiva do bloqueio espinhal, poderão produzir os mesmos sintomas44, e também levar a uma parada cardíaca caso o suporte ventilatório não seja instituído. Caso ocorra a parada cardíaca, deverão ser instituídas as medidas padrão de ressuscitação cardiopulmonar.
A intubação endotraqueal, empregando drogas e técnicas familiares ao clínico, poderá estar indicada após administração inicial de oxigênio através de máscara, e também no caso de dificuldade de manutenção das vias aéreas do paciente, ou caso o suporte ventilatório, seja assistido ou controlado, esteja indicado.
A diálise100, não é de valor totalmente descartável no tratamento de superdosagem aguda com Lidocaína.
A DL 50 intravenosa de Cloridrato de Lidocaína em ratos fêmeas, é de 26 (21 a 31) mg/kg e a DL 50 subcutânea18 é de 264 (203 a 304) mg/kg.

Interações Medicamentosas de Xylestesin

A administração de soluções anestésicas locais contendo epinefrina e norepinefrina a pacientes que estejam recebendo inibidores da monoaminoxidase101, antidepressivos tricíclicos ou fenotiazinas, pode produzir hipotensão14 grave ou hipertensão59. O uso simultâneo desses agentes deverá ser evitado. Nas situações em que a terapia simultânea for necessária, será essencial um cuidadoso monitoramento do paciente.A administração simultânea de drogas vasopressoras, para o tratamento da hipotensão14 relacionada ao bloqueio espinhal, e de drogas oxitócicas do tipo ergot, poderá causar hipertensão59 grave e persistente ou acidentes cerebrovasculares.

Posologia de Xylestesin

A anestesia7 espinhal com Xylestesin® Pesada 5%, poderá ser induzida na posição reclinada em lateral direita ou esquerda, e na posição sentada. Sendo uma solução hiperbárica2, o anestésico tenderá a se deslocar na direção na qual a mesa estiver posicionada. Após ter atingido o nível desejado de anestesia7 e o anestésico Lidocaína ter sido fixado, geralmente após 5 ou 10 minutos, o paciente deverá ser posicionado de acordo com as necessidades do cirurgião ou do obstetra.
As injeções deverão ser feitas lentamente.
Consultar bibliografia específica para definição das técnicas corretas de anestesia7 espinhal.

Doses Recomendadas de Xylestesin

Adultos Sadios: As dosagens recomendadas a seguir serão para adultos normais sadios e servem somente como guia para a quantidade de anestésico necessário na maior parte dos procedimentos de rotina. Em todos os casos a menor dosagem que produzir o efeito desejado, deverá ser a usada.
Se a técnica for usada corretamente, e se a agulha estiver posicionada corretamente no espaço subaracnóideo, não será necessário administrar mais do que uma ampola (100 mg).
Bloqueio Espinhal Baixo ou Bloqueio em Sela - Obstetrícia:
A dosagem recomendada para parto vaginal é de aproximadamente 1 ml (50 mg).
Para cirurgia cesariana que necessite de manipulação intra-uterina, 1,5 ml (75 mg) são geralmente suficientes.
Anestesia7 Cirúrgica:
A dosagem recomendada para anestesia7 abdominal é de 1,5 ml a 2 ml (75 a 100 mg).
Crianças:
A dosagem recomendada para adolescentes sadios de idade igual ou superior a 16 anos, é a mesma que a recomendada para adultos normais sadios.
Não existem dados suficientes em crianças com idade inferior a 16 anos para serem feitas recomendações de dosagem (Ver Precauções).
OBS.:- Os produtos parenterais deverão ser examinados visualmente em busca de partículas estranhas e de alteração da cor do produto antes da administração. O produto não deverá ser usado, a qualquer alteração detectada.
Restos de soluções que não forem utilizadas deverão ser descartadas após o seu uso.
Xylestesin® Pesada 5% poderá ser autoclavada uma vez à pressão de 15 libras, a 121oC por 15 minutos.
Desde que estas preparações contenham glicose1, podem ocorrer caramelização sob aquecimento prolongado, e em algumas circunstâncias também sob armazenamento prolongado. Portanto esta solução não deverá ser autoclavada mais do que uma vez, de acordo com as instruções acima, e não deverá também permanecer na autoclave mais tempo do que o necessário.

Superdosagem de Xylestesin

As emergências decorrentes da administração de anestésicos locais, estão geralmente relacionadas com altos níveis plasmáticos durante o uso terapêutico dos anestésicos locais, ou de injeção25 acidental subaracnóidea da solução anestésica.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS
N.º do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Cartucho
Reg. MS N.º 1.0298.0072
Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis  CRF-SP N.º 5061

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918

CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
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CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

REVISADO EM 27/09/01

XYLESTESIN 5% PESADA-50etj. 2ml(SP) - Laboratório

CRISTALIA
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Complementos

1 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
2 Hiperbárica: 1. Superior à pressão atmosférica. Que utiliza um ou mais gases, geralmente entre eles está o oxigênio, sob uma pressão superior à normal. 2. Em medicina, significa de peso específico maior que o do líquido cerebrospinal (diz-se de solução anestésica ou de qualquer outro produto aplicado à medula espinhal).
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
5 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
6 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
7 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
8 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
9 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
10 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
11 Resistência periférica: A resistência periférica é a dificuldade que o sangue encontra em passar pela rede de vasos sanguíneos. Ela é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar especificamente, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial diastólica. A resistência é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias reguladoras da pressão como a angiotensina e a catecolamina.
12 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
13 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
14 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
15 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
16 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
17 Intercostal: Localizado entre as costelas.
18 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
19 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
20 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
21 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
22 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
23 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
26 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
27 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
28 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
29 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
30 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
31 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
32 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
33 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
34 Bloqueio cardíaco: Transtorno da condução do impulso elétrico no tecido cardíaco especializado, manifestado por uma diminuição variável da freqüência dos batimentos cardíacos.
35 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
36 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
37 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
38 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
39 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
40 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
41 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
42 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
43 Anemia Perniciosa: Doença causada pela incapacidade do organismo absorver a vitamina B12. Mais corretamente, ela se refere a uma doença autoimune que resulta na perda da função das células gástricas parietais, que secretam ácido clorídrico para acidificar o estômago e o fator intrínseco gástrico que facilita a absorção da vitamina B12.
44 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
45 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
46 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
47 Choque hipovolêmico: Choque é um distúrbio caracterizado pelo insuficiente suprimento de sangue para os tecidos e células do corpo. O choque hipovolêmico tem como causa principal a perda de sangue, plasma ou líquidos extracelulares. É o tipo mais comum de choque e deve-se a uma redução absoluta e geralmente súbita do volume sanguíneo circulante em relação à capacidade do sistema vascular.
48 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
49 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
50 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
51 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
52 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
53 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
54 Vasos sangüíneos: Órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo. Existem três tipos principais de vasos sangüíneos que são as artérias, veias e capilares.
55 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
56 Costas:
57 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
58 Cabeça:
59 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
60 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
61 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
62 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
63 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
64 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
65 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
66 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
67 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
68 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
69 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
70 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
71 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
72 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
73 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
74 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
75 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
76 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
77 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
78 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
79 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
80 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
81 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
82 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
83 Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
84 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
85 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
86 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
87 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
88 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
89 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
90 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
91 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
92 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
93 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
94 Esfincteriano: Relativo ou pertencente ao esfíncter; esfinctérico. Esfíncter é uma estrutura muscular que contorna um orifício ou canal natural, permitindo sua abertura ou fechamento, podendo ser constituído de fibras musculares lisas e/ou estriadas.
95 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
96 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
97 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
98 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
99 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
100 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
101 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.

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