ALFAST 0,544MG/ML-25ap. 10ml

CRISTALIA

Atualizado em 03/06/2015

ALFAST 0,544MG/ML-25ap. 10ml

ALFAST(
Cloridrato de Alfentanila

Solução Injetável

Forma Farmacêutica e de Apresentação de Alfast

Solução Injetável - 0,544 mg/mlCaixa contendo 25 ampolas de 10 ml
Caixa contendo 10 ampolas de 5 ml
USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

Composição de Alfast

Cada ml da Solução Injetável contém:
Cloridrato de Alfentanila (DCB 1411.02-0) .................... 0,544 mg
Veículo estéril qsp .................... 1,0 ml
(Veículo: cloreto de sódio, água para injetáveis)

Informações Técnicas de Alfast

O Alfast( é um analgésico1 narcótico de ação rápida e de curta duração, potente, quimicamente relacionado ao citrato de fentanila.Conservar a embalagem fechada, em temperatura ambiente, entre 15 e 30º C, protegida da luz.
O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem. Não utilize medicamento vencido.
O médico deve estar informado sobre a ocorrência de gravidez2 ou se a paciente estiver grávida, durante o tratamento com este medicamento, para que o mesmo avalie se o benefício justifica o possível risco para o feto3. Não deve ser usado se a paciente estiver amamentando.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Durante o tratamento com o produto o paciente não deve ingerir bebidas alcoólicas.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Atividade Analgésica: 140 vezes mais potente que a petidina, 72 vezes mais potente que a morfina e 4 vezes menos potente que o citrato de fentanila.
Margem de Segurança: maior do que o citrato de fentanila, morfina e petidina.
Início de Ação: excepcionalmente rápido (1 minuto), portanto útil na indução anestésica ou no restabelecimento do controle cardiovascular após estímulos dolorosos. Quando administrado em "bolus4", seu início de ação é usualmente o tempo de circulação5 braço-cérebro6.
O Cloridrato de Alfentanila é 4 vezes mais rápido que o citrato de fentanila e sua duração é 3 vezes mais curta.
Duração de Ação: com 2 vezes a dose mínima eficaz (DE50) , o tempo de duração é de 11 minutos, a do citrato de fentanila é de 30 minutos e a da morfina é de 90 minutos. Com 4 vezes a DE50, a duração dessas substâncias passa a ser , respectivamente, para 17,55 e 150 minutos.
Meia Vida: é mais curta que a do citrato de fentanila, favorecendo recuperação mais rápida, mesmo após injeções repetidas ou infusão contínua. Apresenta também um menor volume de distribuição, refletindo sua menor solubilidade lipídica e um menor potencial de acumulação.
Farmacologia7 Clínica:
Em procedimentos cirúrgicos de até 30 minutos, com dose de 8 a 40 (g/kg, ocorre proteção analgésica contra as respostas hemodinâmicas decorrentes do trauma cirúrgico. O tempo de recuperação é geralmente equivalente ao citrato de fentanila quando administrado nas mesmas doses.
Em procedimentos de longa duração, doses de até 75 (g/kg atenuam as respostas hemodinâmicas a laringoscopia, intubação e incisão8, com tempo de recuperação comparável ao citrato de fentanila.
Com dose de 50 a 75 (g/kg, seguidas de infusão contínua de 0,5 a 3,0 (g/kg/minuto, atenua a resposta à catecolaminas com recuperação mais rápida, reduzindo a necessidade de analgésico1 no pós-operatório, comparando com pacientes que utilizaram enflurano.
A biodisponibilidade apresentou grande variabilidade entre diferentes pacientes e em um mesmo paciente.
A farmacocinética, pode ser descrita como do tipo de três compartimentos: a meia-vida de distribuição varia de 0,4 a3,1 minutos; a meia-vida de redistribuição varia de 4,6 a 21,6 minutos; e a meia-vida terminal de eliminação varia de 64,1 a 129,3 minutos, sendo que a meia-vida terminal do citrato de fentanila é de aproximadamente 219 minutos. Os níveis plasmáticos seguem uma cinética9 linear apenas com concentrações plasmáticas de até 1.000 ng/ml. A administração repetida ou contínua do Cloridrato de Alfentanila produz concentrações plasmáticas mais elevadas e um acúmulo da droga, principalmente em pacientes com eliminação plasmática diminuída.
O fígado10 é o principal órgão de biotransformação. O Cloridrato de Alfentanila tem um volume de distribuição aparente de 0,6 a 1 l/kg, correspondendo cerca de ¼ do volume obtido com o citrato de fentanila. A velocidade de eliminação plasmática varia de 1,7 a 17,6 ml/kg/minuto e a do citrato de fentanila é de 12,6 ml/kg/minuto.
Cerca de 81% da dose administrada são excretados num período de 24 horas e 0,2% são eliminados como droga inalterada. Os metabólitos11 são eliminados pela urina12. A ligação protéica plasmática é de 92%.
Doses de aproximadamente 105 (g/ml produzem hipnose, demonstrado por eletroencefalograma13.
Em pacientes sem pré-medicação foi determinado que a DE90 anestésica é de 182 (g/kg, demonstrado pela capacidade de bloqueio de resposta à introdução de sonda nasofaringeana.
A necessidade de administração de anestésicos voláteis fica reduzida de 30% a 50% durante os primeiros 60 minutos de manutenção em pacientes que receberam doses anestésicas de Cloridrato de Alfentanila acima de 130(g/kg, quando comparada com a dos pacientes que receberam doses de 4 a 5 mg/kg de tiopental como anestésico de indução.
Em doses de indução anestésica o Cloridrato de Alfentanila promove um nível de anestesia14 profundo durante a primeira hora de manutenção anestésica, promovendo atenuação das respostas hemodinâmicas durante a intubação e incisão8.
Após uma dose para indução anestésica com Cloridrato de Alfentanila, as doses necessárias para infusão com o Cloridrato de Alfentanila ficam reduzidas em 30% a 50% durante a primeira hora de manutenção.
Os pacientes com função hepática15 comprometida e em idosos com mais de 65 anos, a velocidade de eliminação plasmática está diminuída e a eliminação terminal é prolongada, podendo prolongar o período de recuperação no pós-operatório.

Indicações de Alfast

Como analgésico1 narcótico: É indicado para anestesia14 geral, em procedimentos cirúrgicos de curta duração e de longa duração, com injeções na forma de bolus4, suplementadas por injeções adicionais ou por infusão contínua. É indicado também para procedimentos cirúrgicos de curta duração e cirurgias ambulatoriais.
Como suplemento analgésico1: Em procedimentos cirúrgicos de média e longa duração, uma vez que estímulos altamente dolorosos podem ser facilmente controlados através de pequenas doses suplementares de Cloridrato de Alfentanila, ou pela adaptação do fluxo de infusão.
Como agente primário: Na indução da anestesia14 onde sejam necessárias a intubação endotraqueal e a ventilação16 mecânica.

Contra-Indicações de Alfast

O Alfast( é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade à droga ou aos componentes da fórmula e opióides em geral.

Precauções e Advertências de Alfast

O produto somente deve ser administrado por pessoas treinadas no uso dos agentes anestésicos intravenosos e no manuseio dos efeitos respiratórios de opióides potentes. Antagonistas opióides, como a naloxona, e equipamentos de ressuscitação e intubação devem estar prontamente disponíveis.
O paciente deve ser monitorado mesmo após a cirurgia, devido a possibilidade de depressão respiratória tardia.
O Cloridrato de Alfentanila administrado em doses iniciais de até 20 (g/kg, pode causar rigidez muscular do tronco em particular, de intensidade e incidência17 em geral dose-dependente.
A administração do Cloridrato de Alfentanila em doses indutoras de 130 (g/kg, produzirá rigidez muscular de início imediato e mais precoce do que com outros opióides. Esta rigidez pode envolver todos os músculos18 esqueléticos, incluindo os do pescoço19, extremidades e músculos18 torácicos.
Esta incidência17 de rigidez pode ser reduzida com a administração rotineira de bloqueadores neuromusculares. Pode ser reduzida também com administração de até ¼ da dose total paralisante de um agente bloqueador neuromuscular, imediatamente antes da administração do Cloridrato de Alfentanila. Ocorrendo perda de consciência, a dose paralisante total do bloqueador neuromuscular deve ser administrada.
Pode também ser utilizado uma administração simultânea de Cloridrato de Alfentanila com a dose paralisante total do bloqueador neuromuscular, quando o produto for usado em doses anestésicas administradas rapidamente. O bloqueador neuromuscular deve ser apropriado para o estudo cardiovascular do paciente e equipamentos adequados para depressão respiratória devem estar disponíveis. Podem ocorrer movimentos mioclônicos20 não-epilépticos.
Os sinais vitais21 devem ser monitorados continuamente pois podem ocorrer depressão respiratória, parada respiratória, bradicardia22, assistolia, arritmias23 e hipotensão24.
A dose inicial do Cloridrato de Alfentanila deve ser reduzida em idosos e pacientes debilitados. Em obesos, ou seja, pacientes com mais que 20% do peso ideal, a dose deve ser determinada baseada no peso ideal. Em pacientes com a função hepática15 debilitada e pacientes idosos, o clearance plasmático pode ser reduzido e a recuperação pós-operatória, retardada. As doses indutoras, devem ser administradas lentamente, acima de 3 minutos, pois podem ocorrer hipotensão24 e queda do tônus vascular25, podendo haver a necessidade de infusão intravenosa de líquidos antes da indução, principalmente em pacientes hipovolêmicos. O diazepam aplicado antes ou concomitantemente com altas doses de Cloridrato de Alfentanila, pode produzir vasodilatação e hipotensão24, resultando numa recuperação demorada.
Recomenda-se administrar por via intravenosa uma pequena dose de um anticolinérgico antes da indução, para que não ocorra a bradicardia22.
Ocorrendo a bradicardia22, ela pode ser tratada com atropina e a parada respiratória com os métodos de ressuscitação usuais. Os efeitos hemodinâmicos do relaxante muscular e o grau de relaxamento desejado devem ser considerados na escolha do bloqueador neuromuscular. A administração do Cloridrato de Alfentanila deve ser descontinuada pelo menos de 10 a 15 minutos antes do término da cirurgia.
A depressão respiratória pode ser revertida com o uso de antagonista26 opióide, como a naloxona, mas pelo fato de que a depressão causada pelo Cloridrato de Alfentanila, pode ser mais prolongada do que a ação do antagonista26 opióide, devem-se usar doses adicionais do antagonista26 opióide.
Como com todos os opióides potentes , a analgesia profunda é acompanhada por depressão respiratória e uma menor sensibilidade à estimulação pelo CO2, podendo persistir durante o período operatório ou recorrer no período pós-operatório. A hiperventilação operatória pode posteriormente alterar a resposta pós-operatória ao CO2. O monitoramento adequado deve ser empregado após o uso de altas doses ou infusão de Cloridrato de Alfentanila, para se assegurar de que uma respiração espontânea tenha se estabelecido e se mantido sem estimulação, antes de se encaminhar o paciente para a sala de recuperação.
Caso houver a necessidade de se manter a respiração espontânea, em muitos casos pode-se empregar a dose de 7 (g/kg (1 ml/70 kg) ou menos, injetada lentamente; neste caso os incrementos de dose sugeridos são de 3,5 (g/kg (0,5 ml/70 kg).
O Alfast( pode mascarar a evolução clínica de traumas de crânio27.
Em pacientes com comprometimento intracerebral, a diminuição transitória na pressão arterial28 média ocasionalmente tem sido acompanhada por uma breve redução na pressão da perfusão cerebral.
O produto deve ser usado com cuidado em pacientes com doença pulmonar ou com reserva respiratória diminuída, pois os opióides podem diminuir o fluxo inspiratório e aumentar a resistência pulmonar. Isto pode ser controlado durante a anestesia14 com uso de ventilação16 assistida ou controlada.
Deve-se ter cautela em pacientes com insuficiência renal29 ou hepática15, hipotireoidismo30 não controlado ou alcoolismo. Pacientes em tratamento crônico31 com opióides ou com história de abuso de opióides podem necessitar de doses maiores de Cloridrato de Alfentanila.
O paciente só poderá dirigir veículos ou operar máquinas quando tiver transcorrido um tempo suficiente após a administração do Alfast(. As reações variam de paciente a paciente. Em média deve-se esperar de 3 a 6 horas após ter recebido doses de 1 a 3 ml e de 12 a 24 horas após altas doses e infusão.
Carcinogenicidade, Mutagenicidade e Fertilidade:
Ainda não foram realizados estudos suficientemente longos para se avaliar o potencial carcinogênico do Cloridrato de Alfentanila. Estudos realizados demonstram que doses únicas aplicadas por via intravenosa, aproximadamente 40 vezes a dose humana mais alta, cerca de 20 mg/kg, não produziram alterações cromossômicas ou mutações letais.
Uso na Gravidez2 e Amamentação32:
Estudos realizados em ratas e coelhas demostraram que o Cloridrato de Alfentanila tem efeito embriotóxico quando usado em doses 2,5 vezes a dose humana mais alta, continuamente, por um período de 10 dias e mais de 30 dias. Estes efeitos podem ser devidos à toxicidade33 materna em virtude da administração prolongada da droga. Efeitos teratogênicos34 não foram observados em ratas e coelhas.
Ainda não foram bem estabelecidas a segurança do uso de Cloridrato de Alfentanila, com relação a ocorrência de possíveis efeitos adversos sobre o desenvolvimento fetal. Portanto o uso de Alfast( só deve ser usado durante a gravidez2, quando, a critério médico, os benefícios superarem os possíveis riscos envolvidos.
Não é recomendado a administração do produto por via intramuscular ou via intravenosa durante o parto, incluindo a cesariana, pois o Cloridrato de Alfentanila atravessa a barreira placentária e também pelo fato de que o centro respiratório35 fetal e sensível aos opióides.
O Cloridrato de Alfentanila é excretado no leite materno. Estudos demostram que após 4 horas da administração de 60(g/kg do produto, foram detectados altos níveis da droga no colostro36, não sendo detectada mais após 28 horas.
Devido o potencial para sérias reações adversas para o recém-nascido, deve ser tomada a decisão em descontinuar a amamentação32 ou a droga, levando-se em consideração a importância do mesma para a mãe.
Uso em Pediatria:
Em crianças a dose deve ser aumentada devido ao menor volume de distribuição e à meia-vida mais curta nestes pacientes.

Interações Medicamentosas de Alfast

A administração concomitante com outros depressores do SNC37 tais como barbitúricos, tranqüilizantes, outros opióides, inalação de anestésicos gerais e depressores centrais não-sedativoscomo por exemplo o álcool, pode aumentar a magnitude e a duração dos efeitos sobre o SNC37 e sistema cardiovascular38.
A depressão respiratória pós-operatória pode ser aumentada ou prolongada por tais agentes. Assim em tais casos a dose de um ou de ambos deve ser reduzida. A experiência clínica indica que as necessidades de anestésicos voláteis são reduzidas de 30% a 50% para os primeiros 60 minutos após a indução com o Cloridrato de Alfentanila.
A administração perioperatória de medicamentos que afetam o fluxo sangüíneo hepático ou a função enzimática pode reduzir o "clearance" plasmático e prolongar a recuperação, portanto doses menores devem ser usadas.
Geralmente recomenda-se suspender o uso de inibidores da MAO39 duas semanas antes de qualquer procedimento cirúrgico ou anestésico. Entretanto existem trabalhos na literatura que relatam não haver problemas no uso de fentanila, um opióide correlato, durante procedimentos cirúrgicos em pacientes que usam inibidores da MAO39.

Reações Adversas / Colaterais de Alfast

As reações adversas mais freqüentemente observadas são uma extensão dos efeitos farmacológicos característicos dos opióides, basicamente traduzidos por depressão respiratória e rigidez muscular. Foram também observadas as seguintes reações adversas: depressão respiratória, parada respiratória, bradicardia22, assistolia arrítmica e hipotensão24. Outras reações adversas incluem hipotensão24 leve e transitória, tonturas40, náuseas41 e vômito42 pós-operatório.
Outras reações adversas relatadas com incidência17 menor que 1% são: laringoespasmo, broncoespasmo43, confusão no pós-operatório, cefaléia44, calafrios45, euforia no pós-operatório, hipercapnia46, dor no local da injeção47, urticária48 e prurido49.

Posologia de Alfast

A dose de Cloridrato de Alfentanila deve ser individualizada, estritamente à critério médico, levando-se em consideração o peso corpóreo, condições físicas, patologias subjacentes, concomitância de outras drogas, tipo de anestesia14 e duração do procedimento cirúrgico.Pacientes Obesos: Pacientes com mais de 20% de acréscimo sobre o peso ideal, a dose deverá ser calculada com base no peso ideal.
Pacientes Idosos ou Debilitados: A dose deve ser reduzida.
Crianças: A dose deve ser aumentada.
O efeito da dose inicial deve ser considerado para doses suplementares. Os sinais vitais21 do paciente devem estar adequadamente monitorados como rotina.
Para procedimentos de curta duração e emprego em pacientes ambulatoriais:
Em pequenas doses o Alfast( é muito útil nos procedimentos cirúrgicos pequenos e de curta duração, porém dolorosos, desde que estejam disponíveis equipamentos para monitorização. Para procedimentos com menos de 10 minutos de duração, administrar um "bolus4" intravenoso de 7 a 15 mg/kg ( 1 a 2 ml/70 kg).
Quando esta dose é injetada lentamente, em muitos casos a respiração espontânea pode ser mantida. Quando a duração do procedimento cirúrgico exceder 10 minutos e quando houver necessidade, podem ser administradas doses suplementares de 7 a 15 (g/kg (1 a 2 ml/70 kg) a cada 10 ou 15 minutos.
Para se evitar a bradicardia22, é recomendado a utilização de pequena dose de um anticolinérgico por via intravenosa, imediatamente antes da indução ao invés de uma dose intramuscular como pré-medicação.
É preferível não se administrar droperidol ou benzodiazepínicos em pacientes ambulatoriais, para não se prolongar o período de recuperação.
Neste tipo de paciente a melhor conduta consiste em um anticolinérgico, indução por hipnótico de ação curta, Cloridrato de Alfentanila e N2O/O2. Se ocorrer náusea50 pós-operatória ela é de fácil controle através de medidas habituais e de curta duração.
Para procedimentos de média duração:
A dose inicial do "bolus4" intravenoso será administrada segundo a expectativa de duração do procedimento cirúrgico tendo como base o seguinte:
Cirurgias de 10 a 30 minutos de duração: 20 a 40 (g/kg (3 a 6 ml/70 kg)
Cirurgias de 30 a 60 minutos de duração: 40 a 80 (g/kg (6 a 12 ml/70 kg)
Cirurgias com tempo de duração maior do que 60 minutos: 80 a 150 (g/kg ( 12 a 20 ml/70 kg)
Quando a cirurgia for mais prolongada ou agressiva, a analgesia deverá ser mantida com um dos seguintes procedimentos:
Doses suplementares de 15 (g/kg (2 ml/70 kg) de Cloridrato de Alfentanila, quando necessário. Para se evitar a depressão respiratório pós-cirúrgica, a última dose não deverá ser administrada dentro dos últimos 10 minutos da cirurgia.
Infusão de Cloridrato de Alfentanila na base de 1 (g/kg/minuto (0,14 ml/70 kg/minuto) até 5 a 10 minutos antes do final da cirurgia. As fases operatórias de estímulos dolorosos muito intensos podem ser controladas por pequenas doses adicionais de Cloridrato de Alfentanila ou pelo aumento temporário da velocidade de infusão.
Para procedimentos de longa duração:
O Cloridrato de Alfentanila pode ser usado como componente analgésico1 de anestesia14 para procedimentos cirúrgicos de longa duração, especialmente quando se deseja uma extubação rápida.
As condições ótimas de analgesia e de estabilidade autonômica são mantidas através de uma dose intravenosa inicial adaptada individualmente e por uma variação na velocidade de infusão de acordo com os estímulos cirúrgicos e as reações clínicas do paciente.
Indução anestésica:
Recomenda-se um "bolus4" intravenoso de 120 (g/kg (17 ml/70 kg) administrado lentamente durante 3 minutos, podendo ser utilizado como agente indutor em cirurgias com duração superior a 45 minutos.

Superdosagem de Alfast

Dependendo da sensibilidade individual, o quadro clínico é determinado pelo grau de depressão respiratória, podendo variar de bradipnéia a apnéia51.
Na presença de hipoventilação ou apnéia51, deverá ser administrado oxigênio e a respiração deverá ser assistida e controlada . Caso haja depressão respiratória associada com rigidez muscular, poderá ser aplicado um bloqueador neuromuscular intravenoso, para facilitar a respiração assistida ou controlada. O paciente deverá ser cuidadosamente observado, o corpo aquecido com uma hidratação adequada. Ocorrendo hipotensão24 grave ou persistente, a possibilidade de hipovolemia52 deverá ser observada e controlada com terapia parenteral apropriada.
Os antagonistas narcóticos específicos como a nalorfina ou naloxona devem estar sempre disponíveis para uso em caso de depressão respiratória.
Atenção - Este produto é um novo medicamento e embora as pesquisas realizadas tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas imprevisíveis ainda não descritas ou conhecidas. Em casos de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser notificado.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA
USO HOSPITALAR

N.º do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Caixa.
Reg. MS N.º 1.0298.0132
Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis - CRF-SP N.º 5061

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira - SP
CNPJ N.º 44.734.671/ 0001-51
Indústria Brasileira

REVISADO EM 14/09/01

ALFAST 0,544MG/ML-25ap. 10ml - Laboratório

CRISTALIA
Escritório central - Unidade II: Av. Paoletti, 363 - Nova Itapira
Itapira/SP - CEP: 13970-000
Tel: (19) 3863-9500
Fax: (19) 3863-9500
Site: http://www.2cristalia.com.br/fale_conosco.php
Escritório comercial
Av. Corifeu de Azevedo Marques, 1847 - Butantã
São Paulo /SP
CEP: 05581-001
Tel./Fax: (11) 3723-6400

Unidade I
Rod. Itapira-Lindóia, Km 14 - Ponte Preta
Itapira /SP
CEP: 13970-000
Tel./Fax: (19) 3843-9500

Unidade III
Av. Nossa Senhora Assunção, 574 - Butantã
São Paulo /SP
CEP: 05359-001
Tel./Fax: (11) 3732-2250

Ver outros medicamentos do laboratório "CRISTALIA"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
4 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
5 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
6 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
7 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
8 Incisão: 1. Corte ou golpe com instrumento cortante; talho. 2. Em cirurgia, intervenção cirúrgica em um tecido efetuada com instrumento cortante (bisturi ou bisturi elétrico); incisura.
9 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
10 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
11 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
12 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
13 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
14 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
17 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
18 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
19 Pescoço:
20 Mioclônicos: Contrações musculares súbitas e involuntárias que se verificam especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
21 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
22 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
23 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
24 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
25 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
26 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
27 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
28 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
29 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
30 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
31 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
32 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
33 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
34 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
35 Centro Respiratório:
36 Colostro: Líquido amarelado e rico em anticorpos, secretado pelas glândulas mamárias alguns dias antes e depois do parto.
37 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
38 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
39 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
40 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
41 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
42 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
43 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
44 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
45 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
46 Hipercapnia: É a presença de doses excessivas de dióxido de carbono no sangue.
47 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
48 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
49 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
50 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
51 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
52 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).

Tem alguma dúvida sobre ALFAST 0,544MG/ML-25ap. 10ml?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.