Preço de PIOGLIT em Cambridge/SP: R$ 25,38

PIOGLIT

Torrent do Brasil Ltda.

Atualizado em 09/12/2014

PIOGLIT

cloridrato de pioglitazona

I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Nome do produto: PIOGLIT

Nome genérico: cloridrato de pioglitazona

Apresentações de Pioglit

PIOGLIT 15 mg: embalagens com 30 comprimidos.

PIOGLIT 30 mg: embalagens com 15 ou 30 comprimidos.

PIOGLIT 45 mg: embalagens com 30 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO

Composição de Pioglit


Cada comprimido de PIOGLIT 15 mg contém:

cloridrato de pioglitazona..............................16,536 mg (equivalente a 15 mg de pioglitazona)

Excipientes: lactose1 monoidratada, carmelose cálcica, hiprolose e estearato de magnésio.

Cada comprimido de PIOGLIT 30 mg contém:

cloridrato de pioglitazona..............................33,072 mg (equivalente a 30 mg de pioglitazona)

Excipientes: lactose1 monoidratada, carmelose cálcica, hiprolose e estearato de magnésio.

Cada comprimido de PIOGLIT 45 mg contém:

cloridrato de pioglitazona..............................49,608 mg (equivalente a 45 mg de pioglitazona)

Excipientes: lactose1 monoidratada, carmelose cálcica, hiprolose e estearato de magnésio.

II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUÊ ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

PIOGLIT é indicado como um tratamento auxiliar a um regime alimentar e exercícios físicos para a melhora do controle da glicemia2, em pessoas que apresentem diabetes tipo 23 (diabetes mellitus4 não insulino-dependente, DMNID).

O paciente pode utilizar somente PIOGLIT ou então associá-lo a uma sulfoniluréia, metformina5 ou insulina6, quando o regime alimentar e a prática de exercícios físicos junto com um antidiabético único não apresentar um controle ideal da taxa de açúcar7 no sangue8. O monitoramento de diabetes tipo 23 também deve ser composto por acompanhamento nutricional, perda de peso (se necessário) e prática de atividades físicas. Além de importante para o tratamento primário de diabetes tipo 23, estas medidas também são importantes para a manutenção do efeito do medicamento.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

PIOGLIT pertence à classe dos medicamentos antidiabéticos orais9, agindo de forma a reduzir a resistência à insulina10. PIOGLIT é responsável por melhorar o controle da taxa de açúcar7 no sangue8 e reduzir os níveis elevados de insulina6 circulante.

PIOGLIT é utilizado no controle do diabetes mellitus4 tipo 2, também chamado de diabetes mellitus4 não insulino-dependente ou de início na vida adulta. A pioglitazona é primeiramente medida no sangue8 dentro de 30 minutos após a ingestão em jejum, apresentando um pico de concentração após 2 horas. A alimentação provoca um atraso de 3 a 4 horas no tempo do pico de concentração, mas não influencia na absorção do medicamento.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PIOGLIT não deve ser utilizado por pessoas que apresentem alguma alergia11 a qualquer um dos componentes do medicamento.

O início do uso do medicamento está contraindicado nos pacientes que possuam insuficiência cardíaca12 estabelecidos nas classes III ou IV do New York Heart Association (NYHA).

Este medicamento é contraindicado à pacientes pediátricos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Advertências e precauções

Insuficiência cardíaca congestiva13 (função inadequada do coração14): as tiazolidinedionas, grupo de medicamento a qual pertence o PIOGLIT são responsáveis por causar ou piorar a insuficiência cardíaca congestiva13 em algumas pessoas.

O uso de PIOGLIT não é indicado a pacientes que apresentem sintomas15 de insuficiência cardíaca12. O início do medicamento em pacientes que possuem insuficiência cardíaca12 estabelecidos nas Classes III ou IV do

New York Heart Association (NYHA) é contraindicado (ver item Quando não devo usar este medicamento?).

Diabetes tipo 23 e Insuficiência Cardíaca Congestiva13 (disfunção sistólica): nos casos em que for prescrito PIOGLIT para pacientes16 que possuem uma função não adequada de contração do coração14 (classe II do NYHA), a dose inicial deve ser a menor aprovada. Caso seja necessário um aumento da dose, ela pode ser aumentada aos poucos apenas em alguns meses da terapia medicamentosa, com cuidadosa supervisão para o aumento de peso, inchaço17 ou sinais18 e sintomas15 da piora da Insuficiência Cardíaca Congestiva13 (ICC).

Geral: o efeito anti-hiperglicêmico de PIOGLIT atua somente quando a insulina6 está presente. Sendo assim, não deve ser administrado a pacientes com diabetes tipo 119 ou nos casos de tratamento da cetoacidose diabética20, que é caracterizada pela elevação da acidez no sangue8 provocada pelo acúmulo de produtos provenientes do uso das reservas de gorduras.

Hipoglicemia21 (baixo nível de glicose22 no sangue8): pacientes que fazem uso de PIOGLIT com insulina6 ou outros hipoglicemiantes orais23 estão passíveis de apresentarem hipoglicemia21 (baixo nível de glicose22 no sangue8), sendo talvez necessária a diminuição da insulina6 ou dos outros medicamentos utilizados para o controle da diabetes24.

Ovulação25: o uso de PIOGLIT pode provocar o reinício da ovulação25 em mulheres que se encontram em período anovulatório pré-menopausa26. Devido à melhora da sensibilidade à insulina6, estas mulheres poderão ter maior possibilidade de engravidar caso não seja utilizado um método contraceptivo adequado.

Hematológicas: Podem ocorrer alterações no hemograma (exames laboratoriais) devido ao uso de PIOGLIT.

Edema27 (inchaço17): PIOGLIT deve ser utilizado com cautela em pacientes que apresentam inchaço17, pois pode ocorrer a piora deste.

Edema macular28 (inchaço17 na mácula29 do olho30): durante a pós-comercialização, o edema macular28 foi observado por alguns pacientes que utilizaram pioglitazona ou algum outro medicamento pertencente ao grupo das tiazolidinedionas. Visão31 borrada ou diminuição da acuidade visual32 foram apresentadas por alguns pacientes, entretanto alguns deles parecem ter recebido o diagnóstico33 no exame oftalmológico de rotina. Outros pacientes apresentaram edema27 periférico quando o edema macular28 foi diagnosticado. Após a interrupção do tratamento com medicamentos pertencentes ao grupo das tiazolidenedionas, alguns pacientes apresentaram uma melhora do edema macular28. Entretanto, não se sabe se há uma relação causal entre pioglitazona e edema macular28. Exames oftalmológicos devem ser realizados frequentemente por pacientes que apresentam diabetes24. Além disso, qualquer paciente diabético que observar algum tipo de sintoma34 na visão31 deverá procurar o quanto antes um médico oftalmologista35, não importando outros sintomas15 físicos ou outra medicação que o paciente esteja utilizando.

Insuficiência cardíaca12 (função inadequada do coração14) e outros eventos do coração14: o médico deve estar ciente se o paciente tem alguma doença cardíaca (doença no coração14).

Durante a pós-comercialização de cloridrato de pioglitazona, casos de insuficiência cardíaca congestiva13 em pessoas que apresentavam ou não doença cardíaca prévia foram relatados. PIOGLIT é contraindicado a pacientes que possuam certas doenças cardíacas.

Aumento de peso: aumento de peso relacionado à dose de cloridrato de pioglitazona isolado ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos orais9 foi constatado.

Efeitos no fígado36: o médico deve ser informado se o paciente apresenta alguma doença no fígado36. PIOGLIT é contraindicado para pacientes16 que apresentem determinados problemas no fígado36 ou que utilizaram troglitazona e apresentaram icterícia37 ou qualquer outro problema no fígado36 durante a utilização. Para todos os pacientes, é recomendado o controle das enzimas do fígado36 antes do início da terapia medicamentosa com pioglitazona e periodicamente após o primeiro ano.

Fraturas: através de um estudo randomizado38 (PROactive) com pacientes que apresentavam diabetes tipo 23, foi observado um aumento na incidência39 de fratura40 óssea em mulheres que utilizaram cloridrato de pioglitazona. A chance de ocorrer fraturas deve ser considerada nos cuidados com os pacientes, principalmente em mulheres que usam cloridrato de pioglitazona e a avaliação e manutenção da saúde41 óssea conforme os padrões de cuidados atuais devem ser tratadas com atenção.

Exames laboratoriais: devem ser medidas periodicamente o açúcar7 no sangue8 (glicemia2) em jejum e a hemoglobina glicosilada42 para o monitoramento do controle glicêmico e resposta do tratamento com cloridrato de pioglitazona. Para todos os pacientes é recomendado o controle das enzimas hepáticas43 antes do início do uso de cloridrato de pioglitazona e depois periodicamente.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade: através de estudos realizados com roedores, foi observado que não ocorreram tumores provocados pelo fármaco44 em nenhum órgão. O paciente deve cumprir com o regime alimentar recomendado pelo médico e realizar exames frequentes da glicose sanguínea45 e hemoglobina glicosilada42. Casos de febre46, trauma, infecção47 ou cirurgia podem gerar a necessidade de mudança da medicação. Nestes casos, o paciente deve buscar orientação médica o quanto antes.

Este medicamento deve ser utilizado exclusivamente pela via descrita na bula, sob o risco de prejuízos na eficácia do tratamento.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso em idosos: não foi constatada nenhuma diferença na eficácia ou segurança entre pacientes idosos e jovens.

Uso pediátrico: o uso de cloridrato de pioglitazona por pacientes pediátricos não é recomendado uma vez que a segurança e eficácia deste medicamento não foram avaliadas nestes pacientes.

Gravidez48 e lactação49: não há estudos adequados e bem controlados em gestantes. PIOGLIT deverá ser utilizado durante a gestação apenas sob orientação do médico. Mulheres em fase de amamentação50 não devem utilizar PIOGLIT. Informe seu médico se você ficar grávida durante o tratamento ou após o seu término e se você está amamentando.

Categoria de risco: C - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Interações medicamentosas

Contraceptivos orais: para pacientes16 que fazem uso de PIOGLIT e possuem ciclos anovulatórios relacionados à resistência insulínica, devem ser tomadas precauções extras relativas à contracepção51.

Midazolam: uma diminuição de 26% da Cmax (concentração máxima) e da AUC (área sob a curva) do midazolam foi observada após o uso de pioglitazona com xarope de midazolam.

Nifedipina ER: a administração oral concomitante de cloridrato de pioglitazona e nifedipina ER em voluntários do sexo masculino e feminino durante 7 dias foi responsável por uma diminuição de 17% da Cmax de nifedipina. A importância clínica deste achado não é conhecida devido à elevada variabilidade farmacocinética da nifedipina.

Cetoconazol: a administração concomitante de cloridrato de pioglitazona 45 mg uma vez ao dia e cetoconazol 200 mg duas vezes ao dia, durante 7 dias, provocou em uma elevação da AUC e da Cmin (concentração mínima) da pioglitazona, entretanto, estas interações farmacocinéticas não possuem importância clínica conhecida.

Atorvastatina cálcica: a administração concomitante de cloridrato de pioglitazona 45 mg e atorvastatina cálcica 80 mg uma vez ao dia durante 7 dias foi responsável por uma diminuição da Cmax dos dois fármacos, sem alterar a Cmin.

Genfibrozila: a co-administração de genfibrozila ocasionou em 226% de exposição de pioglitazona quando comparado à exposição da pioglitazona sem a genfibrozila.

Rifampicina: a co-administração de rifampicina e pioglitazona foi responsável por diminuir em 54% a taxa e extensão de pioglitazona na circulação52.

Interações medicamentosas relevantes com os fármacos cloridrato de fexofenadina, glipizida53, digoxina, varfarina, metformina5, teofilina e cloridrato de ranitidina, não foram observadas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde41.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Conservar em temperatura ambiente (15º a 30ºC). Proteger da umidade.

Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

PIOGLIT é apresentado da seguinte maneira:

PIOGLIT 15 mg: Comprimido de coloração branca a quase branca, redondo, com borda biselada, marcado com “140” em um lado e “15” do outro.

PIOGLIT 30 mg: Comprimido de coloração branca a quase branca, redondo, com borda biselada, com um sulco em um dos lados separando “11 e 19” e um sulco no outro.

PIOGLIT 45 mg: Comprimido de coloração branca a quase branca, redondo, plano com borda biselada, não-revestido e marcado com ‘1120’ em um dos lados e liso do outro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja dentro do prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você deve usar PIOGLIT uma vez ao dia, independentemente da alimentação. O tratamento antidiabético deve ser controlado de forma individualizada.

Monoterapia

Para pacientes16 sem controle adequado com regime alimentar e atividade física, a monoterapia com PIOGLIT pode começar com 15 mg ou 30 mg uma vez por dia. Caso o paciente não responda de forma adequada a essa dose de PIOGLIT, pode-se aumentar a dose para 45 mg uma vez ao dia. Se o paciente não responder de forma adequada à monoterapia, pode-se levar em consideração uma terapia combinada54.

Terapia combinada54

Sulfoniluréia: quando combinado com uma sulfoniluréia, a dose inicial de PIOGLIT pode ser de 15 mg a 30 mg uma vez ao dia. Não é necessário alterar a dose da sulfoniluréia para a introdução da terapia medicamentosa com PIOGLIT. Caso o paciente apresente hipoglicemia21 (baixo nível de glicose22 disponível no sangue8), a dose de sulfoniluréia deve ser reduzida.

Metformina5: quando combinado com metformina5, a dose inicial de PIOGLIT pode ser de 15 mg a 30 mg uma vez ao dia. Não é necessário alterar a dose da metformina5 para a introdução da terapia medicamentosa com PIOGLIT. É improvável a necessidade no ajuste da dose de metformina5 devido à hipoglicemia21 a partir da associação com PIOGLIT.

Insulina6: quando combinado com insulina6, a dose inicial de PIOGLIT pode ser de 15 mg a 30 mg uma vez ao dia. Não é necessário alterar a dose da insulina6 para a introdução da terapia medicamentosa com PIOGLIT. Caso o paciente apresente hipoglicemia21 ou se as concentrações de glicose22 plasmática reduzirem para valores inferiores a 100 mg/dl55 em jejum, a dose de insulina6 pode ser reduzida em aproximadamente 10 a 25%. Ajustes maiores deverão ocorrer de forma individualizada, considerando-se a resposta de diminuição da glicose22.

Dose máxima recomendada: a dose máxima recomendada de PIOGLIT é de 45 mg uma vez ao dia.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Entre em contato com seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Infecção47 do trato respiratório superior, problemas dentários, sinusite56, dores musculares, dor de cabeça57 e faringite58 podem ocorrer com o uso de cloridrato de pioglitazona. O paciente deve entrar em contato imediatamente com seu médico caso sinta os seguintes efeitos desagradáveis com o uso de cloridrato de pioglitazona: náuseas59, vômitos60, dor abdominal, fadiga61, falta de apetite, notar urina62 escura, eventual ganho de peso, inchaço17, dificuldade de respirar e outros sintomas15 de insuficiência cardíaca12 (função inadequada do coração14).

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Caso ocorra superdosagem, deve-se iniciar um tratamento de suporte adequado conforme os sinais18 e sintomas15 clínicos apresentados pelo paciente. É necessário procurar imediatamente socorro médico e se possível informar o nome do medicamento que tenha sido ingerido.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE41

1. Indicações de Pioglit

PIOGLIT é indicado como um tratamento auxiliar a um regime alimentar e exercícios físicos para a melhora do controle da glicemia2, em pessoas que apresentem diabetes tipo 23 (diabetes mellitus4 não insulino-dependente, DMNID).

O paciente pode utilizar somente PIOGLIT ou então associá-lo a uma sulfoniluréia, metformina5 ou insulina6, quando o regime alimentar e a prática de exercícios físicos junto com um antidiabético único não apresentar um controle ideal da taxa de açúcar7 no sangue8. O monitoramento de diabetes tipo 23 também deve ser composto por acompanhamento nutricional, perda de peso (se necessário) e prática de atividades físicas. Além de importante para o tratamento primário de diabetes tipo 23, estas medidas também são importantes para a manutenção do efeito do medicamento.

2. Resultados de Eficácia de Pioglit


Foi realizado um estudo placebo63 controlado, com 260 pacientes apresentando diabetes tipo 23, para avaliação do efeito da pioglitazona sobre o controle da glicemia2 e perfil lipídico64.

Os pacientes foram organizados de forma aleatória para receber pioglitazona 7,5 mg durante 4 semanas, 15 mg por 4 semanas e 30 mg por 16 semanas (grupo 7,5/15/30 PIO); pioglitazona 15 mg durante 4 semanas, 30 mg por 4 semanas e 45 mg por 16 semanas (grupo 15/30/45 PIO) ou placebo63 por um período de 24 semanas. Em relação ao placebo63, a terapia medicamentosa com pioglitazona resultou em uma melhora na HbA1C65 e glicemia de jejum66 de maneira estatisticamente relevante (tabela 1).

Tabela 1: Parâmetros glicêmicos em 24 semanas do estudo placebo63 controlado com titulação forçada

No grupo placebo63, a taxa de HbA1c65 sofreu uma modificação de 0,93%, enquanto no grupo 7,5/15/30 PIO a modificação foi de -0,55% e no grupo 15/30/45 PIO foi de -0,60%, apresentando resposta ao endpoint de 9,6%, 52,9% e 49,4% respectivamente. A taxa de glicemia2 em jejum sofreu modificação de 18,2 mg/dl55 no grupo placebo63, enquanto no grupo 7,5/15/30 PIO a modificação foi de -43,7 mg/dl55 e no grupo 15/30 /45 PIO de -49,6 mg/dl55, apresentando resposta de 17,9%, 62,2% e 63,5% respectivamente.

Nos grupos que utilizaram pioglitazona, observou-se uma diminuição percentual relevante na concentração de triglicerídeos e elevação da concentração de HDL67-colesterol68. Para os três grupos, o perfil de segurança foi semelhante.

Referências Bibliográficas

Egan JW, Mathisen AL, Pioglitazone69 012 Study Group. The Effect of Pioglitazone69 on Glucose Control and Lipid Profile in Patients with Type 2 Diabetes24. Diabetes24. 2000;49(Suppl.1):A105. [ABSTRACT BOOK: 60th Scientific Sessions: Friday, June 9-Tuesday, June 13, 2000; Henry B. Gonzalez Convention Center; Marriott Riverwalk and Marriott Rivercenter; San Antonio, Texas: Abstracts]

3. Características Farmacológicas de Pioglit

Descrição

PIOGLIT pertence à classe dos medicamentos antidiabéticos orais9, agindo de forma a reduzir a resistência à insulina10. PIOGLIT é utilizado no controle do diabetes mellitus4 tipo 2, também chamado de diabetes mellitus4 não insulino-dependente ou de início na vida adulta. Através de análise de estudos farmacológicos, observou-se que o cloridrato de pioglitazona é responsável por melhorar a sensibilidade à insulina6 no músculo e tecido adiposo70 e inibir a gliconeogênese71 no fígado36. PIOGLIT é também responsável por melhorar o controle da glicemia2 concomitantemente com a diminuição da taxa de insulina6 circulante.

O fármaco44 cloridrato de pioglitazona (cloridrato de (+)-5-[[4-[2-(5-etil-2-piridinil) etoxi]fenil]metil]-2,4-tiazolidinediona) faz parte de uma classe química diferente das sulfoniluréias72, metformina5 ou dos inibidores da alfa-glicosidase, apresentando uma ação farmacológica diferente. A molécula possui um carbono assimétrico e o composto é sintetizado e empregado na forma da mistura racêmica73. A pioglitazona possui dois enantiômeros que se interconvertem in vivo. Não foram observadas diferenças na atividade farmacológica dos dois enantiômeros.

Propriedades farmacodinâmicas

PIOGLIT é um medicamento antidiabético pertencente ao grupo das tiazolidinedionas, que é dependente da presença de insulina6 para exercer seu mecanismo de ação. A pioglitazona é responsável pela redução da resistência à insulina10 periférica e hepática74, o que resulta na elevação da disponibilidade insulino-dependente de glicose22 e redução da liberação da glicose22 hepática74. A pioglitazona não provoca a secreção de insulina6 assim como fazem as sulfoniluréias72. A pioglitazona é considerada um agonista75 potente e altamente seletivo do receptor gama ativado pelo proliferador de peroxissomo (PPARγ). Em tecidos importantes para a ação da insulina6, como por exemplo o tecido adiposo70, muscular esquelético e fígado36, podem ser encontrados os receptores PPAR. Quando os receptores nucleares PPARγ são ativados, ocorre a modulação da transcrição de diversos genes responsivos à insulina6 envolvidos no controle de metabolismo76 da glicose22 e dos lipídeos.

A hiperglicemia77, hiperinsulinemia78 e hipertrigliceridemia, características da resistência insulínica em um caso de diabetes24 tipo II, foram reduzidas pela pioglitazona em modelos animais de diabetes24. Em diversos modelos animais de resistência insulínica, podem ser observados uma elevação da resposta dos tecidos dependentes de insulina6 provocada pelas alterações metabólicas causadas pela pioglitazona.

Considerando que a pioglitazona é responsável pelo aumento do efeito da insulina6 circulante (redução da resistência insulínica), ela não provoca a redução da glicose sanguínea45 em modelos animais que apresentam falta de insulina6 endógena.

Foi observado através de estudos clínicos que o cloridrato de pioglitazona é responsável por melhorar a sensibilidade insulínica em pacientes que possuem resistência insulínica. O cloridrato de pioglitazona provoca um aumento da resposta da célula79 à insulina6 e da disponibilidade da glicose22 dependente de insulina6, é responsável também por melhorar a sensibilidade do fígado36 à insulina6 e a homeostase disfuncional80 da glicose22.

O cloridrato de pioglitazona diminui a resistência insulínica em pacientes com diabetes tipo 23, provocando concentrações menores de glicose22 no sangue8, níveis de insulina6 menores no plasma81 e valores menores de hemoglobina82 A1c83 (HbA1c65).

De acordo com os dados obtidos em um estudo, os efeitos hipoglicemiantes84 de cloridrato de pioglitazona parecem permanecer por no mínimo um ano. Quando cloridrato de pioglitazona foi associado com sulfoniluréia, metformina5 ou insulina6 em estudos clínicos controlados observou-se um efeito aditivo no controle da glicemia2.

Nos estudos clínicos realizados com cloridrato de pioglitazona foram considerados pacientes que apresentavam disfunções lipídicas. Normalmente, os pacientes que recebem cloridrato de pioglitazona mostram uma redução dos níveis de triglicérides85, aumento do colesterol68-HDL67 e nenhuma modificação relevante nos níveis de colesterol68-LDL86 e total. Foi observado em um estudo controlado com placebo63, de duração de 26 semanas com doses escalonadas, que a média do índice de triglicérides85 diminuiu nos grupos em que foram administrados cloridrato de pioglitazona, 15 mg, 30 mg e 45 mg quando comparados a uma elevação média no grupo tratado com placebo63. Nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona, foi observado um aumento em maior extensão nos valores médios de HDL67 quando comparado com os pacientes que receberam placebo63. Em relação ao nível de LDL86 ou colesterol68 total, não foram observadas diferenças relevantes nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona quando comparado aos pacientes que receberam placebo63.

Os resultados obtidos em outros dois estudos de monoterapia (24 e 16 semanas de duração) e em estudos de terapia associada com sulfoniluréia (24 e 16 semanas de duração) e metformina5 (24 e 16 semanas de duração) foram consistentes com os resultados já obtidos anteriormente. Para os pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona, as alterações médias placebo63-corrigidas a partir da linha basal reduziram em 5% a 26% os triglicerídeos e aumentaram de 6% a 13% o colesterol68 total. Em estudos de terapia associada de pioglitazona com sulfoniluréia ou metformina5, de 24 semanas de duração, foram observados resultados semelhantes. A alteração percentual média placebo63-corrigida a partir da linha basal para os níveis de triglicerídeos nos pacientes que receberam pioglitazona em um estudo de terapia associada com insulina6 (de 16 semanas de duração) também sofreu uma diminuição.

Nos pacientes que foram tratados com cloridrato de pioglitazona 15 mg, foi constatada uma alteração média placebo63-corrigida a partir da linha basal de 7% no nível de LDL86-colesterol68.

Resultados semelhantes aos descritos acima foram constatados para os níveis de HDL67 e colesterol68 total assim como em estudos de 24 semanas de duração de terapia associada de pioglitazona com insulina6.

Propriedade farmacocinéticas

Após uma dose diária, as concentrações de pioglitazona total (pioglitazona e metabólitos87 ativos) no sangue8 continuam altas por 24 horas. Após um período de 7 dias, as concentrações de pioglitazona e pioglitazona total no sangue8 alcançam um estado de equilíbrio. Os metabólitos87 III (M-III) e IV (M-IV) (dois dos metabólitos87 farmacologicamente ativos da pioglitazona) atingem concentrações no sangue8 iguais ou maiores do que as da pioglitazona quando estão no estado de equilíbrio. Em voluntários saudáveis assim como em pacientes que possuem diabetes tipo 23, a pioglitazona corresponde cerca de 30% a 50% do pico da concentração da pioglitazona total no sangue8 e 20% a 25% da área total sob a curva de concentração sérica versus tempo (AUC). A concentração máxima no sangue8 (Cmax), AUC e a concentração mínima no sangue8 (Cmin) de pioglitazona e pioglitazona total sofrem um aumento proporcional nas doses de 15 mg e 30 mg diariamente. Com uma dose de 60 mg diariamente, ocorre um aumento proporcionalmente menor para pioglitazona e pioglitazona total.

Absorção: após a administração por via oral, em jejum, a pioglitazona é primeiramente medida no soro88 dentro de 30 minutos e apresenta um pico de concentração após 2 horas. A alimentação é responsável por atrasar ligeiramente o tempo do pico da concentração no sangue8 para 3 a 4 horas, porém a extensão da absorção não sofre alteração.

Distribuição: após a administração de uma única dose, a média do volume aparente de distribuição da pioglitazona é de 0,63 ± 0,41 l/kg de peso corpóreo (média ± desvio padrão). A pioglitazona possuiu uma alta ligação às proteínas89 do soro88 humano (>99%), principalmente à albumina90 sérica e uma afinidade não tão forte as outras proteínas89.

Os metabólitos87 M-III e M-IV também possuem uma alta ligação à albumina90 sérica (>98%).

Metabolismo76: a pioglitazona sofre uma extensa metabolização por hidroxilação e oxidação. Os metabólitos87 são convertidos parcialmente em glicuronídeos ou conjugados sulfatados. Em modelos animais que apresentam diabetes tipo 23, os metabólitos87 M-II e M-IV (hidroxiderivados da pioglitazona) e M-III (cetoderivado da pioglitazona) são farmacologicamente ativos. Após múltiplas doses, podem ser encontrados no soro88 humano os principais metabólitos87 derivados da pioglitazona M-III e M-IV, além da própria pioglitazona. Em voluntários saudáveis assim como em pacientes com diabetes tipo 23, a pioglitazona corresponde a cerca de 30% a 50% do pico total da concentração no sangue8 e 20% a 25% da AUC total, no estado de equilíbrio. Quando a pioglitazona é incubada com citocromo P-450 humano ou microssomas de fígado36 humano ocorre a formação de M-IV e, em um nível muito menor, de M-II. As CYP2C8 e CYP3A4 são as mais importantes isoformas do citocromo P-450 envolvidas no metabolismo76 hepático da pioglitazona, entretanto, outras isoformas, considerando principalmente a extra-hepática74 CYP1A1, também exercem sua contribuição.

O cetoconazol foi responsável por inibir até 85% do metabolismo76 da pioglitazona no fígado36 in vitro a uma concentração equimolar a da pioglitazona. Quando foi incubada com P-450 de microssomas do fígado36 humano, a pioglitazona não impediu a atividade do citocromo P-450. Foram realizados estudos in vivo da pioglitazona em associação com inibidores e substratos da P-450 (ver item Interações medicamentosas). A razão entre 6β-hidroxicortisol/cortisol em urina62 foi medida em pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona e foi observado que a pioglitazona não é um forte indutor da enzima91 CYP3A4.

Excreção e eliminação: cerca de 15 a 30% da dose de cloridrato de pioglitazona é recuperada na urina62 após a ingestão oral. A principal forma de excreção da pioglitazona é na forma de metabólitos87 e seus conjugados, sendo a eliminação renal92 considerada irrelevante. Considera-se que grande parte da dose ingerida seja excretada na bile93, sob a forma inalterada ou de metabólitos87, e eliminada nas fezes. O tempo de meia-vida sérica média da pioglitazona é de 3 a 7 horas, enquanto o da pioglitazona total varia de 16 a 24 horas. A depuração aparente calculada da pioglitazona é de 5 a 7 l/h.

4. Contraindicações de Pioglit


O uso de PIOGLIT é contraindicado para pacientes16 que apresentam hipersensibilidade conhecida à pioglitazona ou a qualquer componente deste medicamento.

É contraindicado o início de PIOGLIT em pacientes com insuficiência cardíaca12 estabelecidos nas Classes III ou IV do New York Heart Association (NYHA).

Este medicamento é contraindicado à pacientes pediátricos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

5. Advertências e Precauções de Pioglit

Insuficiência cardíaca congestiva13: em certos pacientes, as tiazolidinedionas, grupo a qual pertence o PIOGLIT é responsável por causar ou acentuar a insuficiência cardíaca congestiva13. Após o início do medicamento e do aumento das doses, os pacientes que apresentaram sinais18 e sintomas15 de insuficiência cardíaca12 (incluindo excessivo e rápido ganho de peso, dispnéia94 e/ou edema27) foram observados com atenção. A insuficiência cardíaca12 deverá ser mantida sob controle conforme os cuidados padrão caso esses sinais18 e sintomas15 sejam observados. Em adição a isso, a hipótese de descontinuar ou reduzir a dose de PIOGLIT deverá ser considerada.

O uso de PIOGLIT em pacientes com sintomas15 de insuficiência cardíaca12 não é recomendado. O início de cloridrato de pioglitazona em pacientes que apresentam insuficiência cardíaca12 estabelecidos nas Classes III ou IV do New York Heart Association (NYHA) é contraindicado (ver item Contraindicações).

Diabetes tipo 23 e insuficiência cardíaca congestiva13 (disfunção sistólica):

Estudos de segurança de 24 semanas pós-comercialização comparando cloridrato de pioglitazona (n=262) a glibenclamida (n=256) foram realizados em pacientes que apresentavam diabetes24 não controlada (média HbA1c65 8,8%), com insuficiência cardíaca12 Classes II e III do NYHA e fração de ejeção inferior a 40% (média FE 30% no inicio do estudo).

Durante a realização do estudo, foi observado que ocorreu hospitalização devido à insuficiência cardíaca congestiva13 em 9,9% do pacientes tratados com cloridrato de pioglitazona e em 4,7% dos pacientes tratados com glibenclamida com diferença no tratamento observado por 6 semanas. Este evento adverso relacionado a cloridrato de pioglitazona foi observado em grande parte em pacientes que fizeram uso de insulina6 no começo do estudo e em pacientes com idade superior a 64 anos de idade. Entre os grupos de tratamento, a mortalidade95 cardiovascular não sofreu alteração.

Para pacientes16 que possuem diabetes tipo 23 e insuficiência cardíaca12 sistólica, deve-se iniciar o tratamento com PIOGLIT com a menor dose aprovada. Caso seja necessário um aumento subsequente da dose, deve-se aumentá-la gradativamente somente em alguns meses de tratamento, com acompanhamento rigoroso para o aumento de peso, edema27 ou sinais18 e sintomas15 de piora do quadro de insuficiência cardíaca congestiva13 (ICC).

Geral: o efeito hipoglicêmico de cloridrato de pioglitazona é exercido somente quando a insulina6 está presente. Em virtude a este fato, o cloridrato de pioglitazona é contraindicado para uso por pacientes que apresentam diabetes tipo 119 ou para o tratamento de cetoacidose diabética20.

Hipoglicemia21: existe a possibilidade de ocorrer hipoglicemia21 em pacientes que fazem uso de cloridrato de pioglitazona em associação com insulina6 ou outros medicamentos hipoglicemiantes orais23. Nestes casos, a redução do outro agente hipoglicemiante96 pode ser tornar necessária.

Ovulação25: a terapia com tiazolidinedionas (entre elas a pioglitazona) em pacientes que se encontram em período anovulatório pré-menopausa26 por resistência à insulina10 pode ocasionar um reinício da ovulação25. Em virtude da melhora da sensibilidade insulínica, estas pacientes devem utilizar métodos contraceptivos adequados, pois podem correr o risco de engravidar.

Hematológicas: diminuição nos níveis de hemoglobina82 e hematócrito97 podem ocorrem em virtude da pioglitazona. Em todos os estudos clínicos realizados, observou-se que os níveis médios de hemoglobina82 diminuíram aproximadamente 2 a 4% nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona.

Estas alterações foram observadas inicialmente dentro das primeiras 4 a 12 semanas de tratamento e se mantiveram relativamente constantes. A elevação do volume plasmático pode ser responsável por estas alterações, sendo que estas não foram relacionadas com nenhum efeito hematológico clinicamente relevante (ver Reações adversas).

Edema27: pacientes que apresentam edema27 devem utilizar pioglitazona com cautela. O aparecimento de edema27 foi observado em todos os estudos americanos com maior frequência nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona em comparação com o pacientes que receberam placebo63 e considera-se ser dose-dependente (ver Reações adversas).

O início ou piora do edema27 foi relatado no período de pós-comercialização. Pacientes com risco de insuficiência cardíaca12 devem utilizar pioglitazona com cuidado uma vez que as tiazolidinedionas, entre elas a pioglitazona, podem reter líquidos que consequentemente podem levar ao agravo ou a condução de insuficiência cardíaca congestiva13. Devido aos sinais18 e sintomas15 de insuficiência cardíaca12, os pacientes devem ser observados.

Edema macular28: no período pós-comercialização, pacientes diabéticos que utilizaram pioglitazona ou outro medicamento pertencente ao grupo das tiazolidinedionas, relataram edema macular28. Visão31 borrada ou redução da acuidade visual32 também foram relatadas por alguns pacientes, entretanto alguns deles parecem ter recebido esse diagnóstico33 no exame oftalmológico de rotina. O edema27 periférico também foi relatado por alguns pacientes no momento do diagnóstico33 do edema macular28. Após a descontinuação do medicamento pertencente ao grupo das tiazolidinedionas, alguns pacientes apresentaram uma melhora do edema macular28. Não se sabe se realmente existe uma relação causal entre pioglitazona e edema macular28. Pacientes que possuem diabetes24 devem realizar exames oftalmológicos periodicamente. Em adição a isso, caso o paciente diabético apresente algum tipo de sintoma34 visual ele deverá procurar imediatamente o médico oftalmologista35, mesmo que esteja apresentando outros sintomas15 físicos ou caso esteja ingerindo algum outro medicamento (ver Reações adversas).

Insuficiência cardíaca12 e outros eventos cardíacos: em estudos clínicos americanos placebo63-controlado, que não incluíram pacientes em classes III e IV da New York Heart

Association (NYHA), a incidência39 de eventos adversos cardíacos graves ligados ao aumento do volume não foi maior nos pacientes que receberam pioglitazona isoladamente ou em associação com sulfoniluréia ou metformina5 quando comparado aos pacientes que receberam placebo63. Nos estudos que utilizaram insulina6 associada, um grupo reduzido de pacientes que possuíam antecedentes pessoais de doença cardíaca pré-existente apresentou insuficiência cardíaca congestiva13 quando recebeu pioglitazona associada com insulina6. Nos estudos clínicos envolvendo a pioglitazona, os pacientes em classes III e IV da NYHA não foram avaliados. Sendo assim, o uso de PIOGLIT para esses pacientes é contraindicado. Durante a pós-comercialização de pioglitazona, casos de insuficiência cardíaca congestiva13 foram observados em pacientes com e sem doença cardíaca previamente conhecida.

Assim como as outras tiazolidinedionas, PIOGLIT pode provocar retenção de líquido quando utilizado isoladamente ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos, incluindo a insulina6. Esta retenção de líquido pode provocar a piora da insuficiência cardíaca12.

A insuficiência cardíaca12 deve ser mantida sob controle conforme os padrões de cuidados atuais caso estes sinais18 e sintomas15 progredirem. Em adição a isso, a hipótese de descontinuação ou diminuição da dose de PIOGLIT deve ser avaliada.

Este medicamento não é recomendado para uso em pacientes com insuficiência cardíaca12 classes III e IV da NYHA, pois os mesmos não foram avaliados durante a pré-aprovação clínica do estudo (ver item Contraindicações).

Caso cloridrato de pioglitazona provoque a deterioração do estado cardíaco, seu uso deve ser interrompido.

Estudo prospectivo98 de pioglitazona em eventos (PROactive Study): foi realizado um estudo prospectivo98 de pioglitazona em eventos com 5.238 pacientes com diabetes tipo 23 e que possuíam histórico de doença macrovascular99. Deste universo de pacientes, 2.605 indivíduos receberam cloridrato de pioglitazona com doses de até 45 mg uma vez ao dia e 2.633 indivíduos receberam placebo63 (ver Reações adversas). Os pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona apresentaram mais casos de eventos sérios de insuficiência cardíaca12 (5,7%, n=149) quando comparado com os pacientes que receberam placebo63 (4,1%, n=108). Nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona, a incidência39 de morte subsequente ao relatório de insuficiência cardíaca12 séria foi maior do que nos pacientes que receberam placebo63: os pacientes que receberam pioglitazona apresentaram uma incidência39 de 1,5% (n=40) enquanto que para o pacientes que receberam placebo63, a incidência39 foi de 1,4% (n=37). Quando os pacientes foram submetidos a esquemas terapêuticos com insulina6 desde o começo da terapia, a incidência39 de insuficiência cardíaca12 séria observada foi de 6,3% (n=54/864) com cloridrato de pioglitazona e 5,2% (n =47/896) com placebo63. Para os pacientes que receberam sulfoniluréia desde o começo do estudo, a incidência39 observada de insuficiência cardíaca12 séria foi de 5,8% (n=94/1624) nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona e 4,4% (n=71/1626) nos pacientes que receberam placebo63).

Em outro estudo clínico realizado, americano, duplo-cego, placebo63-controlado, com 16 semanas de duração e envolvendo 566 pacientes que possuíam diabetes tipo 23, foram comparadas a terapia com pioglitazona nas doses de 15 mg e 30 mg, associadas com insulina6 e a terapia com insulina6 isoladamente. Este estudo abrangeu pacientes que apresentavam diabetes24 de longa duração e alta prevalência100 de condições médicas pré-existentes como: hipertensão arterial101 (57,2%), neuropatia periférica102 (22,6%), doença coronariana103 (19,6%), retinopatia (13,1%), infarto do miocárdio104 (8,8%), doença vascular105 (6,4%), angina106 pectoris (4,4%), acidente vascular cerebral107 e/ou ataque isquêmico108 transitório (4,1%) e insuficiência cardíaca congestiva13 (2,3%).

Dos pacientes que receberam pioglitazona, 2 dos 191 pacientes que foram tratados com pioglitazona 15 mg mais insulina6 (1,1%) e 2 dos 188 pacientes que foram tratados com pioglitazona 30 mg mais insulina6 (1,1%), apresentaram insuficiência cardíaca congestiva13 quando comparado com nenhum dos pacientes (n=187) que receberam insulina6 isoladamente. Os 4 pacientes nos quais foram observados insuficiência cardíaca congestiva13, possuíam antecedentes pessoais de condições cardiovasculares incluindo doença coronariana103, procedimentos anteriores de revascularização miocárdica e infarto do miocárdio104.

Foi observado em um estudo de 24 semanas de duração e dose-controlado que 0,3% dos pacientes (1/345) que receberam pioglitazona 30 mg mais insulina6 e 0,9% (3/345) dos pacientes que receberam pioglitazona 45 mg mais insulina6 apresentaram insuficiência cardíaca congestiva13 como evento adverso sério. Após a análise dos dados do estudo, não foram observados fatores específicos de previsão de risco aumentado de insuficiência cardíaca congestiva13 na terapia associada com insulina6.

Aumento de peso: um aumento de peso ligado à dose com pioglitazona isolada ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos orais9 foi observado. Não se sabe ao certo o mecanismo que envolve o aumento de peso, mas provavelmente está relacionado à combinação de retenção de líquidos e acúmulo de gordura109.

Efeitos hepáticos: a troglitazona, um outro medicamento pertencente ao grupo das tiazolidineodionas, foi relacionado com hepatotoxicidade110 idiossincrática e casos raríssimos de insuficiência hepática111, transplante de fígado36 e morte foram relatados durante a uso pós-comercialização. Em estudos clínicos controlados de pré-comercialização onde foram considerados pacientes com diabetes tipo 23, a troglitazona foi relacionada mais comumente com aumentos relevantes de enzimas hepáticas43 (ALT - alanina-aminotransferase > 3 vezes o limite superior de normalidade) quando comparado com o placebo63, casos raríssimos de icterícia37 reversível também foram observados.

Estudos clínicos realizados em todo o mundo, totalizaram mais de 4500 indivíduos que receberam cloridrato de pioglitazona. Nos estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, mais de 2500 pacientes que apresentavam diabetes tipo 23 foram tradados com cloridrato de pioglitazona. Não foi observada nenhuma evidência de hepatotoxicidade110 provocada pelo fármaco44 ou aumento dos níveis de ALT. Através de estudos clínicos placebo63-controlados realizados nos Estados Unidos, observou-se que 0,26% (4/1526) dos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona e 0,25% (2/793) dos pacientes que receberam placebo63 apresentaram valores de ALT maiores ou iguais a 3 vezes o limite superior da normalidade. Esse aumento de ALT nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona foi reversível e não foi atribuída ao tratamento com pioglitazona. Mesmo os dados clínicos não indicando nenhuma evidência de hepatotoxicidade110 ou aumento da ALT provocadas pela pioglitazona, a mesma está associada estruturalmente à troglitazona, a qual tem rido relacionada à hepatotoxicidade110 idiossincrática e casos raros de insuficiência hepática111, transplante de fígado36 e morte. É recomendado que os pacientes que recebem cloridrato de pioglitazona sejam avaliados periodicamente quanto às enzimas hepáticas43 até que informações adicionais mais amplas referentes à segurança da pioglitazona provenientes de estudos clínicos controlados de longa duração e de farmacovigilância pós-comercialização estejam disponíveis.

Os pacientes devem ser avaliados antes do começo da terapia com cloridrato de pioglitazona quanto aos níveis de ALT e depois a cada bimestre durante o primeiro ano do tratamento e periodicamente após isto. Caso ocorra sintomas15 indicativos de disfunção hepática74 como por exemplo náuseas59, vômitos60, dor abdominal, fadiga61, anorexia112 e urina62 escura, devem ser realizados testes para avaliação da função do fígado36. A decisão de se manter a terapia com cloridrato de pioglitazona deve ser baseada na avaliação clínica dependendo dos exames laboratoriais. O tratamento deverá ser descontinuado em caso de icterícia37. Caso o paciente apresente evidência clínica de doença hepática74 ativa ou índices de ALT superior a 2,5 vezes o limite da normalidade, não deve ser iniciada a terapia com cloridrato de pioglitazona. Pacientes que apresentam enzimas hepáticas43 moderadamente altas (índices de ALT entre 1 e 2,5 vezes o limite superior da normalidade) antes do começo ou a qualquer momento durante a terapia com cloridrato de pioglitazona, devem ser avaliados para que a causa deste aumento seja determinada. A iniciação ou a manutenção da terapia com cloridrato de pioglitazona em pacientes que apresentam enzimas hepáticas43 elevadas moderadamente, devem ser realizadas com cuidado e devem ter um acompanhamento clínico adequado que pode incluir uma avaliação mais frequente das enzimas do fígado36. Caso os índices de ALT estiverem iguais ou 2,5 vezes maiores do que o limite superior da normalidade, devem ser realizados testes para avaliação da função do fígado36 com mais frequência até que os seus índices voltem ao valor normal ou valor de pré-tratamento. Caso os índices de ALT sejam superiores a 3 vezes o limite superior da normalidade, o exame deverá ser realizado novamente o quanto antes. Se os índices de ALT mantiverem-se 3 vezes acima da normalidade ou se o paciente apresentar icterícia37, a terapia com cloridrato de pioglitazona deve ser interrompida. Dados para a avaliação da segurança da pioglitazona em pacientes que apresentaram disfunção ou anormalidades hepáticas113 ou icterícia37 durante a utilização de troglitazona são inexistentes. O uso de pioglitazona em pacientes que apresentaram icterícia37 durante a utilização de troglitazona é contraindicado. No caso de alteração da terapia medicamentosa de troglitazona para pioglitazona em pacientes com níveis normais de enzima91 hepáticas113, é indicado um intervalo de 1 semana antes do início do tratamento com pioglitazona.

Fraturas: em um estudo randomizado38 (PROactive) realizado com pacientes que apresentavam diabetes tipo 23 (duração média do diabetes24 - 9,5 anos), foi observado um aumento da incidência39 de fratura40 óssea em pacientes do sexo feminino que utilizaram cloridrato de pioglitazona. Durante um tempo de acompanhamento médio de 34,5 meses, a incidência39 de fratura40 em osso em pacientes do sexo feminino que receberam cloridrato de pioglitazona foi 5,1% (44/870) contra 2,5% (23/905) das pacientes que receberam placebo63. Esta diferença foi observada após o primeiro ano de terapia e mantida durante o período do estudo. Grande parte das fraturas observadas nas pacientes era não vertebral incluindo membro inferior e superior distal114. Não foi notado nenhum aumento dos índices de fraturas em pacientes do sexo masculino na terapia com cloridrato de pioglitazona 1,7% (30/1735) versus placebo63 2,1% (37/1728). O risco de ocorrerem fraturas deve ser incluído nos cuidados com os pacientes, principalmente em pacientes do sexo feminino que recebem cloridrato de pioglitazona e a avaliação e manutenção da saúde41 óssea deve ser tratado com atenção conforme os padrões de cuidados atuais.

Exames laboratoriais: com o objetivo de monitorar o controle da glicemia2 e a resposta da terapia com cloridrato de pioglitazona, devem ser realizados exames periódicos das medidas de glicemia de jejum66 e hemoglobina glicosilada42. É recomendada a monitoração das enzimas do fígado36 em todos os pacientes antes do início da terapia com pioglitazona e depois, em intervalos periódicos (ver Advertências e precauções e Reações adversas).

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade: para avaliação da carcinogenicidade, foi realizado um estudo de dois anos em ratos de ambos os sexos com doses orais de até 63 mg/kg (cerca de 14 vezes o valor da dose oral máxima de 45 mg/m2 recomendada para humanos). Não foram notados tumores provocados pelo fármaco44, com exceção da bexiga115. Em ratos machos, foram notadas neoplasias116 benignas e/ou malignas em células117 transicionais com doses de 4 mg/kg/dia ou mais (aproximadamente igual à dose oral máxima em mg/m2 recomendada para humanos).

Outro estudo de dois anos em carcinogenicidade foi realizado em camundongos de ambos os sexos com doses orais de 100 mg/kg/dia (aproximadamente 11 vezes a dose oral máxima em mg/m2 recomendada para humanos). Não foram notados em nenhum órgão tumores provocados pelo fármaco44. Em roedores que receberam drogas experimentais com dupla atividade PPAR α/γ, foram observados tumores no trato urinário118; porém a pioglitazona é considerada um agonista75 seletivo para PPARγ. Durante a análise prospectiva de citologia urinária que abrangeu acima de 1800 pacientes que utilizaram pioglitazona em estudos clínicos com duração de até 1 ano, nenhum caso novo de tumor119 na bexiga115 foi relatado.

Esporadicamente, valores anormais de citologia urinária mostrando provável malignidade foram notados em pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona (0,72%) como em pacientes que receberam placebo63 (0,88%). Em um conjunto de estudos de toxicologia genética, entre eles o teste bacteriano de Ames, um teste de ativação mutagênica de células117 de mamíferos (CHO/HPTR e AS52/XPRT), um teste citogenético in vitro usando células117 CHL, um teste de síntese de DNA não programado e um teste in vivo de micronúcleos, o cloridrato de pioglitazona não foi considerado mutagênico.

Eventos adversos sobre a fertilidade não foram relatados em ratos de ambos os sexos para doses orais de até 40 mg/kg/dia de cloridrato de pioglitazona (cerca de 9 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos) no período anterior e durante o acasalamento e gestação.

Toxicologia animal: em camundongos, ratos e cães que receberam cloridrato de pioglitazona, cerca de 11, 1 e 2 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos, respectivamente, foi relatado um aumento do coração14: em camundongos, o aumento relatado foi de 100 mg/kg, enquanto que nos ratos e cães o aumento foi de ≥ 4mg/kg e 3 mg/kg, respectivamente. Em um estudo realizado em ratos, com duração de 1 ano, foi observada morte precoce ligada ao fármaco44 devido a aparente disfunção cardíaca na dose oral de 160 mg/kg/dia (35 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos). Através de um estudo realizado em macacos com 13 semanas de duração, foi observado um aumento do coração14 com doses orais ≥ 8,9 mg/kg (cerca de 4 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos), entretanto este efeito não foi observado em estudos de 52 semanas de duração com doses orais de 32 mg/kg (cerca de 13 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos).

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Insuficiência renal120: a meia-vida de eliminação da pioglitazona, M-III e M-IV não sofre alteração em pacientes que apresentam disfunção renal92 moderada (depuração de creatinina121 de 30 a 60 ml/min) a grave (depuração de creatinina121 < 30 ml/min) quando é comparada com indivíduos normais. Para pacientes16 que apresentam disfunção renal92 nenhum ajuste de dose é recomendado (ver Posologia).

Insuficiência hepática111: quando comparados com controles normais, pacientes que apresentam disfunção hepática74 (Child-Pugh grau B/C) possuem uma diminuição de cerca de 45% nas concentrações de pico médias e totais da pioglitazona, porém sem modificação nos valores médios de AUC. Caso o paciente demonstre evidência clínica de doença hepática74 ativa ou níveis de transaminase sérica superiores a 2,5 vezes o limite superior de normalidade, o tratamento com cloridrato de pioglitazona não deve ser iniciado (ver Advertências e precauções).

Idosos: as concentrações de pico e totais de pioglitazona no sangue8 em pessoas idosas saudáveis não são relevantemente diferentes, entretanto os valores de AUC e os de meia-vida terminal são um pouco superiores em relação às pessoas mais jovens. Devido à baixa magnitude, estas alterações não foram consideradas clinicamente importantes. Cerca de 500 pacientes que estavam envolvidos no estudo placebo63-controlado tinha idade igual ou superior a 65 anos. Entre estes pacientes e pacientes mais jovens, não foram observadas diferenças relevantes na segurança ou eficácia.

Crianças: não existem dados disponíveis de farmacocinética em crianças. Uma vez que a segurança e eficácia da pioglitazona não foram avaliadas em crianças, o uso deste medicamento para pacientes16 menores de 18 anos não é recomendado.

Gravidez48: a pioglitazona não foi considerada teratogênica122 em ratos para doses orais até 80 mg ou coelhos que utilizaram até 160 mg/kg durante o período de organogênese (cerca de 17 a 40 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicadas para seres humanos respectivamente). Quando ratos receberam doses orais ≥ 40 mg/kg/dia (cerca de 10 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos) foram notados parto demorado e embriotoxicidade. Na prole dos ratos, não foram constatadas toxicidade123 funcional ou comportamental. Foi constatada embriotoxicidade em coelhos para um dose oral de 160 mg/kg (cerca de 40 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos). Na prole de ratos para doses orais ≥ 10 mg/kg (cerca de 2 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos) durante o término da gestação e lactação49 foi constado um atraso de desenvolvimento pós-natal em virtude ao decréscimo de peso corporal. Não foram realizados estudos adequados e bem controlados em mulheres gestantes. PIOGLIT deve ser utilizado durante a gestação somente quando os potenciais benefícios superarem o risco potencial para o feto124.

Uma vez que dados atuais indicam fortemente que valores de glicose22 no sangue8 fora da normalidade durante a gravidez48 estão relacionados com alta incidência39 de anomalias congênitas125, assim como com o aumento da morbidade126 e mortalidade95 em recém-nascidos, grande parte dos especialistas indicam terapia insulínica durante a gravidez48 para a manutenção dos níveis de glicose22 no sangue8 o mais próximo possível do normal.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Categoria de risco: C

Lactação49: em ratas, pode-se observar a secreção de leite durante o período de lactação49. Em mulheres, não se tem o conhecimento se a pioglitazona é secretada no leite. Considerando que diversos fármacos são secretados no leite humano, o uso de pioglitazona durante o período de lactação49 é contraindicado.

Sexo: em mulheres, foram observados valores médios de Cmax e AUC aumentados de 20 a 60%. Tanto em monoterapia como em associação com sulfoniluréia, metformina5 ou insulina6, PIOGLIT é responsável por melhorar o controle da glicemia2 em ambos os sexos. Em estudos clínicos controlados, as reduções da HbA1c65 em relação aos valores basais, foram geralmente superiores em mulheres do que nos homens (diferença média na HbA1c65 de 0,5%). Partindo do princípio que a terapia deve ser de acordo com cada paciente para atingir o controle da glicemia2, a ajuste de dose considerando-se o sexo do paciente não é recomendado.

Etnia: não existem informações sobre farmacocinética para diversos grupos étnicos.

6. Interações Medicamentosas de Pioglit


Foram realizados estudos em voluntários saudáveis para avaliar a associação de cloridrato de pioglitazona 45 mg uma vez ao dia com alguns fármacos. Os resultados estão descritos a seguir.

Contraceptivos orais: a associação de contraceptivo oral (1 mg de noretindrona junto com 0,035 mg de etinilestradiol uma vez ao dia) e cloridrato de pioglitazona 45 mg uma vez ao dia durante 21 dias, provocou uma redução em 11% e 11-14% na AUC (0-24h) e na Cmax do etinilestradiol, respectivamente. Não foram observadas alterações relevantes na AUC (0-24h) e Cmax da noretindrona. Considerando a elevada variabilidade da farmacocinética do etinilestradiol, a relevância clinica deste achado não é conhecida.

Cloridrato de fexofenadina: a associação de cloridrato de pioglitazona durante 7 dias com 60 mg de fexofenadina administrada por via oral duas vezes ao dia não ocasionou um efeito relevante na farmacocinética da pioglitazona. Por sua vez, a pioglitazona não resultou em um efeito relevante na farmacocinética da fexofenadina

Glipizida53: em voluntários sadios, a associação de 45 mg de pioglitazona e 5 mg de glipizida53, ambas uma vez ao dia por um período de 7 dias não provocou alteração na farmacocinética no estado de equilíbrio da glipizida53.

Digoxina: em voluntários sadios, a associação de 45 mg de pioglitazona e 0,25 mg de digoxina, ambas uma vez ao dia por um período de 7 dias não provocou alteração na farmacocinética no estado de equilíbrio da digoxina.

Varfarina: em voluntários sadios, a associação de 45 mg de pioglitazona uma vez ao dia e varfarina por um período de 7 dias não provocou alteração na farmacocinética no estado de equilíbrio da varfarina. A pioglitazona também não exerceu efeito clinicamente importante no tempo de protrombina127 quando administrada a pacientes que faziam um tratamento crônico128 com varfarina

Metformina5: em voluntários sadios, a associação de 45 mg de pioglitazona uma vez ao dia e metformina5 1 g após um período de 7 dias de pioglitazona não provocou alteração na farmacocinética da dose única da metformina5.

Midazolam: a ingestão de pioglitazona por um período de 15 dias seguido de uma dose única de 7,5 mg de xarope de midazolam provocou uma redução de 26% do Cmax e AUC do midazolam.

Cloridrato de ranitidina: a associação de pioglitazona por um período de 7 dias com ranitidina administrada por via oral duas vezes ao dia por 4 ou 7 dias, não provocou um efeito importante na farmacocinética de pioglitazona. Não foi observado um efeito importante da pioglitazona sobre a farmacocinética da ranitidina.

Nifedipina ER: a associação de cloridrato de pioglitazona por um período de 7 dias e nifedipina ER 30 mg administrada por via oral uma vez ao dia durante 4 dias em voluntários do sexo masculino e feminino, proporcionou uma diminuição de aproximadamente 17% do Cmax da nifedipina inalterada sem alteração importante na AUC. Devido à elevada variabilidade farmacocinética da nifedipina, a relevância clínica deste achado não é conhecida.

Cetoconazol: a associação de 45 mg de cloridrato de pioglitazona uma vez ao dia e 200 mg de cetoconazol duas vezes por 7 dias proporcionou uma diminuição de 34% e 87%, respectivamente, no AUC e Cmin da pioglitazona inalterada, porém não foi observada uma alteração relevante do Cmax. A importância clínica da interação farmacocinética observada não é conhecida.

Atorvastatina cálcica: a associação de 45 mg de cloridrato de pioglitazona e 80 mg de atorvastatina cálcica uma vez ao dia por um período de 7 dias provocou uma diminuição do Cmax e da AUC da pioglitazona, em 31% e 24%, respectivamente, porém sem modificação importante do Cmin. Para a atorvastatina inalterada, a Cmax e a AUC sofreram redução de cerca de 23% e 14% respectivamente, sem modificação importante do Cmin.

Teofilina: a associação de cloridrato de pioglitazona durante um período de 7 dias com 400 mg de teofilina administrada duas vezes ao dia não alterou a farmacocinética de ambos os fármacos.

O metabolismo76 da pioglitazona ocorre em parte pela isoforma do citocromo P450 CYP3A4. Estudos específicos e formais referentes à interação farmacocinética entre pioglitazona e outras droga metabolizadas por esta enzima91, como por exemplo eritromicina, astemizol, cisaprida, ciclosporina, bloqueadores de canais de cálcio, corticosteróides, tacrolimus, trimetrexato e outras drogas inibidoras como o itraconazol não foram realizados.

Genfibrozila: a associação entre genfibrozila, um inibidor de CYP2C8 (600 mg por via oral duas vezes por dia) com 30 mg de pioglitazona por via oral em 10 voluntários sadios anteriormente tratados com genfibrozila por 2 dias (600 mg por via oral duas vezes ao dia) ocasionou em exposição da pioglitazona (AUC0-24) presente em 226% na exposição pioglitazona com genfibrozila ausente.

Rifampicina: a associação de rifampicina, um indutor de CYP2C8 (600 mg via oral uma vez ao dia), com 30 mg de pioglitazona por via oral em 10 voluntários sadios anteriormente tratados com rifampicina por 5 dias (600 mg via oral uma vez ao dia) ocasionou na redução de 54% da AUC de pioglitazona.

A enzima91 inibitória de CYP2C8 (como a genfibrozila) pode provocar um aumento relevante da AUC de pioglitazona enquanto que a enzima91 indutora de CYP2C8 (como rifampicina) pode provocar uma diminuição relevante na AUC de pioglitazona. Com isso, se um indutor ou inibidor de CYP2C8 é iniciado ou interrompido durante a terapia com pioglitazona, podem ser necessárias alterações no tratamento do diabetes24 considerando-se a resposta clínica.

7. Cuidados de Armazenamento de Pioglit

Conservar em temperatura ambiente (15º a 30ºC). Proteger da umidade.

Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

PIOGLIT é apresentado da seguinte maneira:

PIOGLIT 15 mg: Comprimido de coloração branca a quase branca, redondo, com borda biselada, marcado com “140” em um lado e “15” do outro.

PIOGLIT 30 mg: Comprimido de coloração branca a quase branca, redondo, com borda biselada, com um sulco em um dos lados separando “11 e 19” e um sulco no outro.

PIOGLIT 45 mg: Comprimido de coloração branca a quase branca, redondo, plano com borda biselada, não-revestido e marcado com ‘1120’ em um dos lados e liso do outro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. Posologia e Modo de Usar de Pioglit


A administração de PIOGLIT deve acontecer uma vez ao dia por via oral, independentemente do regime alimentar. O controle do tratamento da diabetes24 deve ser de acordo com cada paciente. A forma ideal de avaliar a resposta ao tratamento é analisar a taxa de hemoglobina glicosilada42 (HbA1c65), que é considerado o melhor indicador do controle da glicemia2 a longo prazo quando comparado com a glicemia2 em jejum. A hemoglobina glicosilada42 indica a glicemia2 dos últimos 2 a 3 meses. Na prática clínica, a não ser que ocorra uma deterioração do controle da glicemia2, é recomendado que o paciente receba cloridrato de pioglitazona por um período de tempo adequado (3 meses) para a avaliação das alterações de HbA1c65. Ao começar o tratamento com PIOGLIT ou depois do aumento da dose, os pacientes devem ser observados com atenção devido à retenção de líquidos descrita nos eventos adversos (ver item Advertências e precauções).

A via de administração de PIOGLIT é a oral.

Monoterapia

Para pacientes16 sem controle adequado com regime alimentar e atividade física, a monoterapia com PIOGLIT pode começar com 15 mg ou 30 mg uma vez por dia. Caso o paciente não responda de forma adequada a essa dose de PIOGLIT, pode-se aumentar a dose para 45 mg uma vez ao dia. Se o paciente não responder de forma adequada à monoterapia, pode-se levar em consideração uma terapia combinada54.

Terapia combinada54

Sulfoniluréia: quando combinado com uma sulfoniluréia, a dose inicial de PIOGLIT pode ser de 15 mg a 30 mg uma vez ao dia. Não é necessário alterar a dose da sulfoniluréia para a introdução da terapia medicamentosa com PIOGLIT. Caso o paciente apresente hipoglicemia21, a dose de sulfoniluréia deve ser reduzida.

Metformina5: quando combinado com metformina5, a dose inicial de PIOGLIT pode ser de 15 mg a 30 mg uma vez ao dia. Não é necessário alterar a dose da metformina5 para a introdução da terapia medicamentosa com PIOGLIT. É improvável a necessidade no ajuste da dose de metformina5 devido à hipoglicemia21 a partir da associação com PIOGLIT.

Insulina6: quando combinado com insulina6, a dose inicial de PIOGLIT pode ser de 15 mg a 30 mg uma vez ao dia. Não é necessário alterar a dose da insulina6 para a introdução da terapia medicamentosa com PIOGLIT. Caso o paciente apresente hipoglicemia21 ou se as concentrações de glicose22 plasmática reduzirem para valores inferiores a 100 mg/dl55 em jejum, a dose de insulina6 pode ser reduzida em aproximadamente 10 a 25%. Ajustes maiores deverão ocorrer de forma individualizada, considerando-se a resposta de diminuição da glicose22.

Dose máxima recomendada: quando isolada ou associada com sulfoniluréia, metformina5 ou insulina6, as doses de PIOGLIT não devem ultrapassar 45 mg. Não foram realizados estudos clínicos com doses superiores a 30 mg uma vez ao dia em terapia combinada54. O ajuste de doses em pacientes que apresentam insuficiência renal120 não é recomendado (ver Características farmacológicas). Caso o paciente apresente evidência clínica de doença hepática74 ativa ou elevação dos níveis de transaminase sérica (ALT ≥ 2,5 vezes o limite da normalidade), não deve-se iniciar o tratamento com PIOGLIT (ver Advertências e precauções e Características farmacológicas). O controle das enzimas hepáticas43 é recomendado em todos os pacientes que se encontram em início de tratamento com PIOGLIT assim como frequentemente durante o tratamento (ver Advertências e precauções).

Não há informações disponíveis sobre a administração de cloridrato de pioglitazona a pacientes menores de 18 anos de idade. Devido a isso, a administração de pioglitazona em pacientes nesta faixa etária é contraindicado.

Não existem informações disponíveis sobre o uso de pioglitazona em associação com outra tiazolidinediona.

9. Reações Adversas de Pioglit

Foram realizados estudos clínicos em todo o mundo com mais de 5900 pacientes que apresentavam diabetes tipo 23 e foram tratados com pioglitazona. Nos estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, mais de 4700 pacientes utilizaram pioglitazona, mais de 3300 foram tratados no período de 6 meses ou mais e mais de 450 pacientes receberam pioglitazona por um período de 1 ano ou mais. No quadro a seguir, apresentamos a incidência39 geral e os tipos de eventos adversos observados nos estudos clínicos placebo63-controlado que utilizaram a pioglitazona em monoterapia doses de 7,5 mg, 15 mg, 30 mg ou 45 mg uma vez ao dia:

Estudos clínicos de pioglitazona em monoterapia, controlados com placebo63: eventos adversos relatados com frequência ≥ 5% dos pacientes tratados com pioglitazona

A incidência39 de grande parte dos eventos adversos observados foi similar nos grupos que receberam pioglitazona isoladamente e nos grupos que receberam pioglitazona associada com sulfoniluréia, metformina5 ou insulina6. Em relação ao edema27, foi observado um aumento da ocorrência deste evento em pacientes que receberam a associação pioglitazona e insulina6 quando comparado com pacientes que receberam apenas insulina6.

No grupo de 379 pacientes que receberam a associação pioglitazona e insulina6, 10 pacientes apresentaram dispnéia94 e também, em determinado período da terapia, alteração do peso corporal ou edema27. Desses pacientes, 7 utilizaram diuréticos129 para o tratar estes sintomas15.

Este fato não foi observado no grupo que recebeu a associação insulina6 e placebo63.

A taxa de desistência dos estudos clínicos provocada por um evento adverso com exceção da hiperglicemia77 foi semelhante no grupo que recebeu placebo63 (2,8%) e no grupo que recebeu pioglitazona (3,3%). Durante a administração da associação pioglitazona com sulfoniluréia ou insulina6, foi observada uma hipoglicemia21 leve a moderada. Nos pacientes que receberam placebo63, 1% deles apresentaram hipoglicemia21 enquanto que para os pacientes que receberam pioglitazona associada com sulfoniluréia, a incidência39 de hipoglicemia21 foi em 2% dos pacientes.

Quando a pioglitazona foi associada com uma insulina6, observou-se hipoglicemia21 em 5% dos pacientes que receberam placebo63, 8% dos pacientes que receberam 15 mg de cloridrato de pioglitazona e 15% dos pacientes que receberam 30 mg de cloridrato de pioglitazona (ver Advertências e precauções). Nos estudos duplo-cegos de monoterapia, observou-se anemia130 em < 2% dos pacientes que receberam pioglitazona e 0% dos pacientes que receberam placebo63. A associação pioglitazona e insulina6 provocou anemia130 em 1,6% dos pacientes tanto nos grupos que receberam pioglitazona quanto no que recebeu placebo63. Quando a pioglitazona foi associada com uma sulfoniluréia, observou-se anemia130 em 0,3% dos pacientes que receberam pioglitazona e 1,6% dos pacientes que receberam placebo63. Quando associada com metformina5, a anemia130 foi constatada em 1,2% dos pacientes que receberam pioglitazona e 0,0% dos pacientes que receberam placebo63.

Em estudos de monoterapia, observou-se edema27 em 4,8% dos pacientes que receberam pioglitazona e 1,2% dos pacientes que receberam placebo63. Quando associada com insulina6, foi observada uma maior frequência de edema27 em pacientes que receberam pioglitazona (15,3%) quando comparado com aqueles que receberam placebo63 (7,0%). Todos esses eventos foram classificados de intensidade leve ou moderada (ver Advertências e precauções).

Em estudos de terapia combinada54, observou-se edema27 em 7,2% dos pacientes que receberam pioglitazona e sulfoniluréia quando comparado com 2,1% dos pacientes que receberam apenas sulfoniluréia. Quando a pioglitazona foi associada com metformina5, observou-se edema27 em 6,0% dos pacientes que receberam essa associação em comparação com 2,5% dos pacientes que receberam apenas metformina5. Em estudos da associação pioglitazona e insulina6, foi constatado edema27 em 15,3% dos pacientes que receberam essa associação quando comparados com 7,0% dos pacientes que receberam apenas insulina6 (ver Advertências e precauções). A maior parte desses eventos foi classificada como de intensidade leve ou moderada.

Início ou piora do edema macular28 do paciente diabético com redução da acuidade visual32 foi constatado nos relatórios recebidos de pós-comercialização (ver Advertências e precauções).

Em um estudo clínico de 16 semanas de duração de terapia associada de insulina6 e pioglitazona, 1,1% dos pacientes que foram receberam a associação apresentaram insuficiência cardíaca congestiva13 quando comparado a 0,0% dos pacientes que receberam apenas insulina6 (ver Advertências e precauções).

Anormalidades laboratoriais

Hematológicas: pode ocorrer diminuição dos valores de hematócrito97 e hemoglobina82 devido ao uso de pioglitazona. Em todos os estudos clínicos realizados, os valores médios de hemoglobina82 sofreram redução de aproximadamente 2 a 4 % nos pacientes que receberam pioglitazona. Essa redução foi observada, geralmente, dentro das primeiras 4 a 12 semanas de terapia e manteve-se relativamente sem alteração após estas semanas. Essas alterações podem estar associadas ao aumento do volume plasmático relacionado ao tratamento com pioglitazona e não foi relacionada a nenhum efeito clinico hematológico significante.

Transaminases séricas: durantes os estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, 0,30% (14/4780) dos pacientes que receberam pioglitazona apresentaram valores de ALT ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade. Foram observadas elevações reversíveis de ALT em todos os pacientes que estavam sob acompanhamento. No grupo de pacientes que receberam pioglitazona, os valores médios de bilirrubina131, AST (aspartato-amino transferase), ALT, fosfatase alcalina132 e gama GT apresentavam-se diminuídos na última consulta em comparação com os respectivos valores basais. Resultados anormais da função hepática74 provocaram a saída de menos de 0,9% dos pacientes que receberam pioglitazona dos estudos americanos. Em estudos clínicos de pré-comercialização, não foram relatados casos de reações idiossincráticas pelo fármaco44 gerando insuficiência hepática111 (ver Advertências e precauções).

CPK (creatinina121 fosfoquinase): foram relatados em testes laboratoriais obrigatórios em estudos clínicos aumentos esporádicos e transitórios nas taxas de CPK. Em 9 pacientes observou-se um aumento único e isolado para taxas superiores a 10 vezes o limite superior de normalidade (valores de 2150 a 11400 UI/l); 6 destes pacientes mantiveram o tratamento com pioglitazona, 2 já tinham recebido todo o medicamento no momento do resultado do teste e 1 paciente saiu do estudo em virtude desse aumento. Esses resultados normalizaram-se sem qualquer sequela133 clínica aparente. A ligação desses eventos e a terapia com pioglitazona não é conhecida.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. Superdose de Pioglit


Apenas um caso de superdosagem foi relatado durante os estudos clínicos. Um paciente do sexo masculino ingeriu 120 mg/dia durante 4 dias e em seguida 180 mg/dia durante 7 dias. De acordo com o paciente, nenhum sintoma34 clínico foi observado durante este período. Caso ocorra superdosagem, o tratamento de suporte adequado deve ser iniciado conforme os sinais18 e sintomas15 clínicos apresentados pelo paciente.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

IV - DIZERES LEGAIS

Registro MS - 1.0525.0047

Farmacêutico Responsável:

Dr. Ricardo Magela Rocha - CRF-SP nº 7.907

Fabricado por:

Torrent Pharmaceuticals Ltd.

Indrad - Índia

Importado por:

Torrent do Brasil Ltda.

Av. Tamboré, 1180 - Módulo A-5 - Tamboré

Barueri - SP

CNPJ 33.078.528/0001-32

SAC: 0800.7708818

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

PIOGLIT - Laboratório

Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180, Módulo A5.
Baurueri - SP/SP
Tel: 0800-7708818
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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
3 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
4 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
5 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
6 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
7 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
8 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
9 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
10 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
11 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
12 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
13 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
14 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
17 Inchaço: Inchação, edema.
18 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
19 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
20 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
21 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
22 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
23 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
24 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
25 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
26 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
27 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
28 Edema macular: Inchaço na mácula.
29 Mácula: Mácula ou mancha é uma lesão plana, não palpável, constituída por uma alteração circunscrita da cor da pele.
30 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
31 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
32 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
33 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
34 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
35 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
36 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
37 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
38 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
39 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
40 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
41 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
42 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
43 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
44 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
45 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
46 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
47 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
48 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
49 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
50 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
51 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
52 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
53 Glipizida: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Estimula a secreção de insulina ligando-se a um receptor específico na célula beta do pâncreas que determina fechamento dos canais de potássio (K+) dependentes de ATP (adenosina-trifosfato), resultando em despolarização da célula. Pertence à classe das sulfoniluréias.
54 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
55 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
56 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
57 Cabeça:
58 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
59 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
60 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
61 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
62 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
63 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
64 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
65 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
66 Glicemia de jejum: Teste que checa os níveis de glicose após um período de jejum de 8 a 12 horas (frequentemente dura uma noite). Este teste é usado para diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Também pode ser usado para monitorar pessoas com diabetes.
67 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
68 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
69 Pioglitazone: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Ajuda a insulina a levar a glicose para dentro das células para ser usada como energia, tornando as células mais sensíveis à insulina. Pertence à classe das thiazolidinediones.
70 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
71 Gliconeogênese: Formação de novo açúcar. É o caminho pelo qual é produzida a glicose a partir de compostos aglicanos (não-açúcares ou não-carboidratos), sendo a maior parte deste processo realizado no fígado (principalmente em jejum) e uma menor parte realizada no córtex renal.
72 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
73 Racêmica: Que não desvia o plano da luz polarizada (diz-se de isômero óptico).
74 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
75 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
76 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
77 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
78 Hiperinsulinemia: Condição em que os níveis de insulina no sangue estão mais altos que o normal. Causada pela superprodução de insulina pelo organismo. Relacionado à resistência insulínica.
79 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
80 Disfuncional: 1. Funcionamento anormal ou prejudicado. 2. Em patologia, distúrbio da função de um órgão.
81 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
82 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
83 A1C: O exame da Hemoglobina Glicada (A1C) ou Hemoglobina Glicosilada é um teste laboratorial de grande importância na avaliação do controle do diabetes. Ele mostra o comportamento da glicemia em um período anterior ao teste de 60 a 90 dias, possibilitando verificar se o controle glicêmico foi efetivo neste período. Isso ocorre porque durante os últimos 90 dias a hemoglobina vai incorporando glicose em função da concentração que existe no sangue. Caso as taxas de glicose apresentem níveis elevados no período, haverá um aumento da hemoglobina glicada. O valor de A1C mantido abaixo de 7% promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes (retinopatia, nefropatia e neuropatia).
84 Hipoglicemiantes: Medicamentos que contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
85 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
86 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
87 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
88 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
89 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
90 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
91 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
92 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
93 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
94 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
95 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
96 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
97 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
98 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
99 Doença macrovascular: Doença de grandes vasos, como aquelas encontradas no coração. Lipídeos e coágulos sangüíneos acumulam-se nos vasos e podem causar aterosclerose, doença coronariana, derrames ou doença vascular periférica.
100 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
101 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
102 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
103 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
104 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
105 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
106 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
107 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
108 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
109 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
110 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
111 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
112 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
113 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
114 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
115 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
116 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
117 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
118 Trato Urinário:
119 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
120 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
121 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
122 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
123 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
124 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
125 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
126 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
127 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
128 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
129 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
130 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
131 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
132 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
133 Sequela: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.

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