REVIRAX

BLAUSIEGEL

Atualizado em 09/12/2014

REVIRAX®
ZIDOVUDINA

Apresentação de Revirax

Cápsulas - 100 mg - Cartucho de cartolina contendo frasco com 100 cápsulas.                    250 mg - Cartucho de cartolina contendo frasco com 40 cápsulas.


Uso Adulto
Cada cápsula de 100 mg contém:

Zidovudina    100 mg
Excipiente    1 cápsula

Cada cápsula de 250 mg contém:

Zidovudina    250 mg
Excipiente    1 cápsula

Componentes não ativos: amido de milho, celulose microcristalina, amido glicolato de sódio, estearato de magnésio.

Informações ao Paciente de Revirax

Ação esperada do medicamento: Inibição seletiva da replicação viral sem bloquear a replicação celular.

Conservar em local fresco e proteger da luz e umidade.

Prazo de validade: 36 meses. ATENÇÃO: Não utilize o produto após vencido o prazo de validade, sob o risco de não produzir os efeitos desejados.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Os efeitos secundários mais freqüentes da zidovudina são relacionados com a inibição da formação do sangue2 (granulocitopenia e anemia3), efeitos estes diretamente relacionados com a dose e a duração do tratamento. A anemia3 comumente torna-se significativa após 4 a 6 semanas de tratamento.

"TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS".

Os pacientes devem ser prevenidos sobre o uso concomitante de outras drogas através da automedicação4.
Os pacientes devem ser advertidos de que o tratamento com a zidovudina não demonstrou reduzir o risco de transmissão do HIV5 a outros através do contato sexual ou contaminação sangüínea.
A zidovudina não cura a infecção6 por HIV5, e os pacientes continuam sob o risco de desenvolver doenças associadas à supressão imunológica, inclusive infecções7 oportunistas e neoplasias8.

O produto é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade à zidovudina.

NÃO TOME REMÉDIO SEM CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO,
PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE9.


Informações Técnicas de Revirax

A zidovudina é um agente antivirótico, de ação virustática, de estrutura análoga à timidina. É fosforilada no interior da célula10 pela timidilatoquinase celular à zidovudina monofosfato. Esta converte-se em difosfato, por ação da timidilatoquinase celular e então é convertida em trifosfato por outras enzimas celulares; o trifosfato de zidovudina compete com o substrato natural, a timidina trifosfato para incorporar-se às cadeias em crescimento de DNA viral, por transcriptase reversa de retrovírus (DNA polimerase RNA-dependente), assim inibindo a replicação viral do DNA.Uma vez incoporado, o trifosfato de zidovudina interrompe prematuramente o crescimento da cadeia de DNA, já que o grupo 3'-azido impede novas ligações do 5' a 3'-fosfodiester. A zidovudina tem uma afinidade pela transcriptase reversa do retrovírus cerca de 100-300 vezes maior do que pela alfa-DNA polimerase humana, o que permite a inibição seletiva da replicação viral sem bloquear a replicação celular.

Farmacocinética
A zidovudina atravessa a barreira hematoencefálica. A distribuição ao líquido céfalo-raquidiano é de aproximadamente 50% da concentração plasmática, em adultos, 4 horas após a administração. A zidovudina atravessa a placenta e alcança, na criança, níveis plasmáticos semelhantes àqueles observados no adulto. Concentrações semelhantes tem sido encontradas no líquido amniótico11 de fetos de 1-3 semanas gestacionais. Entretanto, a concentração da zidovudina nos tecidos do sistema nervoso central12 fetal está abaixo das concentrações antivirais eficazes. A zidovudina mostra também concentrar-se no sêmem de pacientes HIV5-infectados, em concentrações que variam entre 1,3 e 20,4 vezes àquelas do plasma13. O volume de distribuição aparente para adultos e crianças é de 1,4 e 1,7 litros/kg (42 a 52 litros/m2) (intravenoso).
A ligação às proteínas14 plasmáticas é baixa, cerca de 30 a 38%.
O metabolismo15 da zidovudina dá-se principalmente por glicuronização hepática16. Na sua metabolização forma-se rapidamente a 3'-azido-3'-deoxi-5'-O-beta-D-glucopiranurosil-timidina (GAZT), que não inibe a replicação do HIV5 "in vitro" nem antagoniza o efeito antiviral da zidovudina. A capacidade de conjugação do glucoronídeo é subdesenvolvida ao nascimento. Entretanto, estudos desenvolvidos em crianças com mais de 30 dias de idade demostraram que o clearance e meia-vida da zidovudina são comparáveis àqueles do adulto.
A meia-vida em adultos com função renal17 normal, por via oral e intravenosa é de cerca de 1 hora (variação 0,8 - 1,2 horas). Com a função renal17 comprometida (clearance de creatinina18 de 30 ml/min), a vida média aumenta para 1,4 a 2,9 horas. Na cirrose19, é de aproximadamente 2,4 horas. O metabólito20 principal GAZT, em adultos com função renal17 normal, tem meia-vida de 1 hora e, com função renal17 comprometida, de 8 horas; na anúria21, a meia-vida aumenta para 29 a 94 horas.
O início de ação é de aproximadamente 1 hora.
O Tmax da concentração sérica é de 0,5 a 1,5 horas. No líquido céfalo-raquidiano, 1 hora após o final da infusão. A concentração terapêutica22 é de 1,5 a 2,0 mmoles/l.
Aproximadamente 14 a 18% são rapidamente excretados na urina23 pela filtração glomerular e secreção tubular ativa, em adultos. Aproximadamente 60 a 74% do GAZT também são excretados pela urina23. A soma de zidovudina + GAZT mostra 63 a 95% eliminados na urina23. Parece que a hemodiálise24 e a diálise peritoneal25 tem efeito desprezível na remoção da zidovudina, entretanto, a hemodiálise24 aumenta a eliminação da GAZT. Em crianças (14 meses a 12 anos), 30% da zidovudina são eliminados pelos rins26 e 45% do GAZT são excretados na urina23.

Indicações de Revirax

A zidovudina é indicada para o tratamento de pacientes assintomáticos ou com sintomas27 leves de infecção6 pelo vírus28 da imunodeficiência29 humana (HIV5). A zidovudina também está indicado para pacientes30 com a síndrome31 da imunodeficiência29 adquirida (AIDS) ou o complexo relacionado à AIDS (ARC).

Contra-Indicações de Revirax

A zidovudina é contra-indicado em pacientes com reconhecida hipersensibilidade à zidovudina. A zidovudina não deve ser administrada a pacientes com baixa contagem de neutrófilos32 (menos de 0,75 x 109/l) ou níveis anormais de hemoglobina33 (menos de 7,5 g/dl).

Precauções e Advertências de Revirax

Os pacientes devem ser prevenidos sobre o uso concomitante de outras drogas através da automedicação4 (ver Interações Medicamentosas).

Os pacientes devem ser advertidos de que o tratamento com a zidovudina não demonstrou reduzir o risco de transmissão do HIV5 a outros através do contato sexual ou contaminação sangüínea.

A zidovudina não cura a infecção6 por HIV5, e os pacientes continuam sob o risco de desenvolver doenças associadas à supressão imunológica, inclusive infecções7 oportunistas e neoplasias8. Embora tenha sido demonstrada redução dos riscos de infecções7 oportunistas, os dados sobre o desenvolvimento de neoplasias8, inclusive linfomas, são limitados. Os dados disponíveis sobre pacientes com AIDS tratados com zidovudina indicam que o risco de desenvolvimento de linfoma34 é compatível com aquele observado em pacientes não tratados. o risco de desenvolvimento de linfoma34 em pacientes no estágio inicial de infecção6 por HIV5 submetidos a tratamentos longos é desconhecido.

Toxicidade35 hematológicaAnemia3 (normalmente ocorre após 6 semanas de tratamento com a zidovudina, ou ocasionalmente antes), neutropenia36 (comumente ocorre a qualquer tempo após 4 semanas de tratamento) e leucopenia37 (normalmente secundário à neutropenia36) são ocorrências freqüentemente esperadas em pacientes em tratamento com zidovudina. Por essa razão, os parâmetros hematológicos devem ser cuidadosamente controlados.
Recomenda-se que sejam realizados testes sangüíneos pelo menos a cada duas semanas durante os três primeiro meses de tratamento e, em seguida, pelo menos uma vez ao mês. Se ocorrer anemia3 grave ou mielossupressão, sugere-se ajustes de dose (ver Posologia). Normalmente, tais anormalidades são rapidamente reversíveis com a suspensão do tratamento. Em pacientes com anemia3 significativa, os ajustes de dose não eliminam necessariamente a necessidade de transfusões. Deve-se tomar cuidado especial com pacientes com comprometimento preexistente da medula óssea38 (ou seja, hemoglobina33 inferior a 9 g/dl ou contagem de neutrófilos32 inferior a 1,0 x 109/l). Para estes pacientes podem ser apropriadas doses diárias mais baixas desde o início do tratamento.

A toxicidade35 hematológica é infreqüente em pacientes em estágio inicial de infecção6 por HIV5 (onde a reserva da medula óssea38 geralmente é boa). Dependendo da condição geral do paciente, os testes sangüíneos podem ser realizados com menor freqüência, por exemplo, a cada 1-3 meses. Diminuições do nível de hemoglobina33 maiores que 25% da linha basal podem requerer controle mais freqüente.

Acidose39 láctica40 e hepatomegalia41 grave com esteatose42
Foram relatadas raras ocorrências, potencialmente fatais, de acidose39 láctica40, na ausência de hipoxemia43, e hepatomegalia41 grave com esteatose42. Não se sabe se estes eventos têm uma relação causal com a zidovudina, mas os mesmos foram relatados em pacientes HIV5 positivos sem AIDS. O tratamento com zidovudina deve ser suspenso no caso de elevação rápida dos níveis de aminotransferase, hepatomegalia41 progressiva ou acidose39 ácida/metabólica de etiologia44 desconhecida (ver Reações Adversas).

A zidovudina deve ser administrada com cautela a todos os pacientes, particularmente a mulheres obesas, pacientes com hepatomegalia41, hepatite45 ou outros fatores de risco conhecidos para doença hepática16. Estes pacientes devem ser cuidadosamente acompanhados enquanto estiverem em tratamento com a zidovudina.
Uso em idosos e em pacientes com insuficiência renal46 ou hepática16: (ver Posologia).

Mutagenicidade
Não se observou evidência de mutagenicidade no Teste de Ames. Todavia, a zidovudina foi discretamente mutagênica em ensaio da célula10 de linfoma34 de camundongo e foi positiva em um ensaio in vitro de transformação celular. Foram observados efeitos clastogênicos (danos em cromossomos47) em um estudo in vitro em linfócitos humanos e em estudos de doses orais repetidas de micronúcleos em ratos e camundongos. Um estudo citogenético in vivo em ratos não mostrou uma freqüência mais alta de quebra cromossômica naqueles que haviam recebido zidovudina do que naqueles que não haviam recebido o medicamento. O significado clínico destes achados não está claro.

Gravidez1
Foi demonstrado que o uso da zidovudina em gestantes com mais de 14 semanas de gestação, com tratamento subseqüente de seus recém-nascidos, reduz significativamente a taxa de transmissão de HIV5 materno para o feto48. As gestantes apresentavam contagens de células49 CD4+ de 200 a 1818/mm3 (mediana 550/mm3) e iniciaram o tratamento com zidovudina entre 14ª e 34ª semanas de gestação; seus recém-nascidos receberam a zidovudina até a 6ª semana de idade. Não é sabido se existem quaisquer conseqüências a longo prazo da exposição do feto48 in utero50 e do recém-nascido à zidovudina.

Pelo fato de os dados gerais disponíveis sobre o uso da zidovudina em mulheres serem limitados, seu uso antes da 14ª semana de gestação deve ser considerado somente quando os benefícios potenciais para a mãe superarem os riscos para o feto48.

Lactação51
Dados limitados indicam que a zidovudina é excretada no leite animal. Não se sabe se a zidovudina é excretada no leite humano. Uma vez que a droga pode passar para o leite materno, recomenda-se que as mães que estejam tomando zidovudina abstenham-se de amamentar seus filhos.

Carcinogenicidade
A zidovudina foi administrada, por via oral, em três níveis de dose a grupos separados de camundongos e ratos (60 fêmeas e 60 machos de cada grupo). As doses únicas diárias iniciais foram de 30, 60 e 120 mg/kg/dia e 80, 220 e 600 mg/kg/dia para camundongos e ratos, respectivamente. As doses dos camundongos foram reduzidas para 20, 30 e 40 mg/kg/dia após o 90º dia devido à anemia3 relacionada ao tratamento. No grupo de ratos, somente a dose mais alta foi reduzida (para 450 e então para 300 mg/kg/dia nos 91º e 279º dias, respectivamente).

Nos camundongos ocorreram 7 neoplasias8 vaginais de aparecimento tardio (após 19 meses) com a dose mais alta, sendo cinco carcinomas de células49 escamosas, um papiloma de células49 escamosas e um pólipo52 escamoso53. Ocorreu um papiloma de células49 escamosas (de aparecimento tardio) na vagina54 de um animal do grupo de dose média. Não foram encontrados tumores vaginais no grupo de dose mais baixa.

Nos ratos ocorreram dois carcinomas vaginais de células49 escamosas (aparecimento tardio após 20 meses) nos animais que receberam a dose mais alta. Não ocorreram tumores vaginais nos grupos de dose média nem naqueles de dose baixa. Não foi observado nenhum outro tumor55 relacionado à droga em ambos os sexos das duas espécies.

O valor preditivo dos estudos de carcinogenicidade em roedores para seres humanos não está bem definido, e a significância clínica destes resultados não está clara.

Teratogenicidade
Estudos em ratas e coelhas prenhes recebendo zidovudina por via oral em doses de até 450 e 500 mg/kg/dia, respectivamente durante a maior parte do período de organogênese não revelaram evidências de teratogenicidade. No entanto, houve um aumento estatisticamente significativo da reabsorção fetal em ratas recebendo 140-450 mg/kg/dia, e em coelhas recebendo 500 mg/kg/dia. Um estudo separado mostrou que 3000 mg/kg/dia (em duas doses iguais com intervalo de 6 horas pelo menos) administrada a ratazanas prenhes durante o período de organogênese levou acentuada toxicidade35 materna e a um aumento da incidência56 de malformações57 fetais. Esta dose é comparável à média letal de 3.683 mg/kg administrada em dose única por via oral, no rato. Não foram observadas evidências de aumento de anormalidades fetais neste estudo, com doses mais baixas (600 mg/kg/dia ou menos), também divididas em duas tomadas iguais.

Fertilidade
Doses orais de até 450 mg/kg/dia de zidovudina não prejudicaram a fertilidade de ratos machos ou fêmeas. Não há dados sobre o efeito da zidovudina na fertilidade humana feminina. No homem, a zidovudina não demonstrou afetar a contagem, morfologia ou motilidade dos espermatozóides58.

Interações Medicamentosas de Revirax

Uma vez que a experiência sobre interação de drogas com a zidovudina é limitada, deve-se tomar cuidado ao se combinarem outras drogas com zidovudina. As interações indicadas abaixo não devem ser consideradas como conclusivas, mas como representativas das classes de drogas com as quais se deve tomar cuidado.

Relatou-se que os níveis sangüíneos da fenitoína são baixos em alguns pacientes em tratamento com a zidovudina, enquanto que em um paciente foi notado um nível alto. Estas observações sugerem que os níveis da fenitoína devem ser cuidadosamente controlados em pacientes que estejam recebendo ambas as drogas.

O uso de paracetamol durante o tratamento com zidovudina em um estudo controlado por placebo59 foi associado com um aumento de incidência56 de neutropenia36, principalmente após tratamento crônico60. No entanto, dados farmacocinéticos disponíveis indicam que o paracetamol não aumenta os níveis plasmáticos de zidovudina, nem de seu metabólito20 glicuronado. Outras drogas (tais como a aspirina, a codeína, a morfina, a indometacina, o cetoprofeno, o naproxeno, o oxazepam, o lorazepam, a cimetidina, o clofibrato, a dapsona e a isoprinosina) podem alterar o metabolismo15 da zidovudina, inibindo concorrentemente a glicuronidação ou inibindo diretamente o metabolismo15 microssômico hepático.

Deve-se dar especial atenção às possibilidades de interações antes de se administrar tais drogas, particularmente para tratamento crônico60, em combinação com zidovudina.

O tratamento concomitante, especialmente terapia aguda, com drogas potencialmente nefrotóxicas ou mielossupressoras (por exemplo, dapsona, pentamidina sistêmica, anfotericina, pirimetamina, cotrimoxazol, flucitosina, ganciclovir, interferon, vincristina, vimblastina e doxorubicina) também pode aumentar o risco de toxicidade35 com a administração de zidovudina. Se for necessário tratamento concomitante com qualquer uma destas drogas, deve-se ter cuidado adicional no controle da função renal17 e dos parâmetros hematológicos e, caso necessário, a dose de um ou mais agentes deve ser reduzida.
Alguns análogos de nucleosídeos (por exemplo, a ribavirina) antagonizam a atividade antivirótica da zidovudina in vitro, e, dessa forma, o uso concomitante de tais drogas deve ser evitado.

A experiência do uso combinado da zidovudina e zalcitabina (ddC) é limitada. Seu uso concomitante foi estudado em adultos. Dados farmacocinéticos provenientes desta combinação sugerem que a absorção, o metabolismo15 e a eliminação da zidovudina permanecem inalterados quando utilizada juntamente com a zalcitabina.
Uma vez que alguns pacientes em tratamento com a zidovudina podem continuar a apresentar infecções7 oportunistas, o uso concomitante de tratamento amtimicrobiano profilático deve ser considerado.
Tais drogas podem incluir o cotrimoxazol, a pentamidina em aerossol, a pirimetamina e o aciclovir61. Dados limitados de estudos clínicos não indicam risco significativamente aumentado de reações adversas da zidovudina com estas drogas.

Dados limitados sugerem que a probenecida aumenta a média da meia-vida e a área sob a curva de concentração plasmática x tempo da zidovudina, através da glicuronidação. A excreção renal17 do glicuronídeo (e possivelmente da própria zidovudina) é reduzida na presença da probenecida.

Reações Adversas de Revirax

As mais freqüentes e sérias reações adversas incluem anemia3 (na maioria das vezes requerendo transfusões), neutropenia36 e leucopenia37. Elas ocorrem com maior freqüência com doses mais altas (1200-1500 mg/dia) e nos pacientes com AIDS (especialmente quando a reserva de medula óssea38 é baixa antes do tratamento), particularmente em pacientes com contagens de células49 CD4+ inferiores a 100/mm3.A redução da dose ou a suspensão do tratamento pode ser necessária (ver Posologia).
A incidência56 de neutropenia36 foi também aumentada em pacientes com neutropenia36 ou anemia3 preexistentes, naqueles com baixos níveis de vitamina62 B12 e naqueles que tomavam paracetamol concomitantemente. A ocorrência de toxicidade35 hematológica apresentou-se relacionada inversamente ao número de linfócitos CD4 (T4), hemoglobina33 e contagem de granulócitos63, quando da admissão ao estudo, e diretamente relacionada à dose e duração do tratamento. A freqüência de granulocitopenia e anemia3, de acordo com os níveis de CD4 (T4) dos pacientes, é demonstrada na tabela a seguir:

    Níveis de CD4 (T4) no pré-tratamento    
    < 200/mm3    > 200/mm3    
Anormalidade    Zidovudina (n = 113) Placebo59 (n = 105)    Zidovudina (n = 30) Placebo59 (n = 30)    
Granulocitopenia (< 750/mm3)    47%    10%    10%    3%    
Anemia3 (Hb<7,5 g/dl)    30%    6%    3%    0%    

Uma vez que muitos pacientes já eram anêmicos e/ou granulocitopênicos antes do início do tratamento com a zidovudina, o exame de grau de alteração pode ser mais informativo, conforme demostra a tabela a seguir:

    Níveis de CD4 (T4) no pré-tratamento    
    < 200/mm3    > 200/mm3    
Anormalidade    % de decréscimo a partir da linha de base    Zidovudina (n = 113) Placebo59 (n = 105)    Zidovudina (n = 30) Placebo59 (n = 30)    
Granulocitopenia    > 50%    55%    19%    40%    13%    
Anemia3    > 25%    45%    14%    10%    10%    

A anemia3 parece ser conseqüência da maturação comprometida de eritrócitos64, como foi evidenciado pelo aumento de macrocitose (MCV) durante a administração da droga. Outras ocorrências adversas mais freqüentes incluem náusea65, cefaléia66, "rash67" cutâneo68, dor abdominal, febre69, mialgia70, parestesia71, vômito72, insônia, astenia73, dispepsia74, mal-estar e anorexia75. Exceto pela náusea65, que foi significativamente mais comum em pacientes em tratamento com a zidovudina em todos os estudos, a incidência56 dessas ocorrências não foi consistentemente relatada para que fosse mais comum do que no grupo de pacientes que receberam placebo59.
Cefaléia66 grave, mialgia70 e insônia foram comuns em pacientes em estágio inicial de infecção6 por HIV5 tratados com zidovudina. Outras ocorrências adversas relatadas incluem sonolência, diarréia76, tontura77, sudorese78, dispnéia79, flatulência, paladar80 desagradável, dor torácica, perda de acuidade mental, ansiedade, aumento da freqüência urinária, depressão, dor generalizada, calafrios81, tosse, urticária82, prurido83 e síndrome31 semelhante à gripe84. A incidência56 dessas e de outras ocorrências ainda mais raras foi semelhante tanto nos pacientes tratados com zidovudina como naqueles que receberam placebo59. Dados disponíveis, tanto de estudos controlados com placebo59 quanto de estudos abertos, indicam que a incidência56 de náusea65 e de outras reações adversas freqüentemente relatadas em estudos clínicos diminui consistentemente ao longo do tempo durante as primeiras semanas de tratamento com a zidovudina pode auxiliar na avaliação e controle destas condições:
·    miopatia85;
·    pancitopenia86 com hipoplasia87 da medula88 e trombocitopenia89 isolada;
·    acidose39 láctica40 na ausência de hipoxemia43, distúrbios hepáticos, tais como: hepatomegalia41 grave com esteatose42, elevação dos níveis sangüíneos de enzimas hepáticas90 e bilirrubina91;
·    pancreatite92;
·    pigmentação das unhas93, da pele94 e da mucosa95 oral.

Convulsões e outros eventos cerebrais também foram relatados em pacientes recebendo zidovudina em estudos abertos. No entanto, a relação entre estes eventos e o uso da zidovudina é difícil de avaliar. Além disso, o peso da evidência indica um efeito benéfico global da zidovudina em desordens neurológicas associadas ao HIV5.

Posologia de Revirax

Adultos:
Uma dose inicial de 200 mg de zidovudina a cada 4 horas (1.200 mg/dia) é recomendada para pacientes30 com peso médio de 70 kg. Uma ampla variação de dose, entre 500 e 1.500 mg/dia, vem sendo utilizada. O esquema posológico ideal deve ser determinado, pois pode variar de paciente para paciente96. Na prática, muitos pacientes podem ser controlados satisfatoriamente com 1.000 mg/dia, divididos em 4 ou 5 doses. Em alguns casos, uma dose diária mais baixa pode ser prescrita, dependendo da fase da doença e outros fatores relevantes (por exemplo, grau de comprometimento da medula88 e peso corpóreo do paciente). A eficácia das doses mais baixas no tratamento ou prevenção das disfunções neurológicas associadas ao HIV5 ou de tumores malignos não é conhecida. A eficácia da administração das doses com menor freqüência (em intervalos maiores que a cada 6 horas) ainda deve ser estabelecida. Para pacientes30 assintomáticos, uma dose de 500 a 1.500 mg/dia tem sido utilizada. O tratamento pode ser iniciado com 500 mg/dia. No entanto, se a doença progredir recomenda-se aumentar a dose.
A dose a ser administrada pode ser calculada mais precisamente com base na proporção de 3,5 mg/kg a cada 4 horas (6 vezes ao dia). Sugere-se que sejam feitos ajustes de dose em pacientes com possível toxicidade35 hematológica. Se o nível de hemoglobina33 cair para 7,5 g/dl a 9 g/dl, ou a contagem de neutrófilos32 cair para 0,75 x 109/l a 1,0 x 109/l, a dose deve ser tomada a cada 8 horas.
O tratamento com zidovudina deve ser descontinuado, se o nível de hemoglobina33 cair para menos de 7,5 g/dl, ou a contagem de neutrófilos32 cair para menos de 0,75 x 109/l. Recuperação geralmente é observada dentro de duas semanas, após o que o tratamento com zidovudina, em dose reduzida (ou seja, a dose recomendada a cada 8 horas), pode ser reinstituído. Após um período de 2 a 4 semanas, a dose pode ser gradualmente aumentada, dependendo da tolerância do paciente até que a dose original seja alcançada.

Pacientes idosos:
Não há dados disponíveis, no entanto, recomendam-se cuidados especiais neste grupo etário devido às alterações associadas à idade, tais como insuficiência renal46 e alterações nos parâmetros hematológicos.

Insuficiência Renal46 de Revirax

Comparados a indivíduos normais, pacientes com insuficiência renal46 avançada têm uma concentração plasmática máxima de zidovudina 50% mais alta. A exposição sistêmica (medida como área sob a curva de concentração x tempo de zidovudina) é aumentada em 100%. A meia-vida não é significativamente alterada. Na insuficiência renal46 há acumulo substancial do principal metabólito20 glicuronado, mas isto não parece levar à toxicidade35. Pacientes com insuficiência renal46 avançada devem receber zidovudina de acordo com a menor faixa de dose.Parâmetros hematológicos e a resposta clínica podem causar a necessidade de ajustes subseqüentes de dose. A hemodiálise24 e a diálise peritoneal25 não tem efeito significativo na eliminação da zidovudina, enquanto que a eliminação do metabólito20 glicuronado é aumentada.

Insuficiência Hepática97 de Revirax

Dados limitados de pacientes com cirrose19 sugerem que pode ocorrer acúmulo de zidovudina em pacientes com insuficiência hepática97, por causa da glicuronidação diminuída. Podem ser necessários ajustes de doses, embora no momento não possam ser hepática16, por causa da glicuronidação diminuída. Podem ser necessários ajustes de doses, embora no momento não possam ser feitas recomendações precisas. Se não for possível o controle dos níveis plasmáticos de zidovudina, os médicos deverão estar particularmente atentos aos sinais98 de intolerância, e aumentar o intervalo entre as doses, conforme for apropriado.

Superdosagem de Revirax

Sintomas27 e sinais98:Os dados disponíveis sobre as conseqüências da ingestão de superdoses agudas são limitados. Não foi identificado nenhum sinal99 ou sintoma100 específico nestes casos. Não ocorreram fatalidades e todos os pacientes se recuperaram. O mais alto nível sangüíneo de zidovudina relatado foi de 185 mM (49,4 mg/ml). Altas doses orais de até 1.250 mg de zidovudina a cada 4 horas, por 4 semanas, foram administradas a 2 pacientes. Um apresentou anemia3 e neutropenia36, enquanto o outro não apresentou efeitos indesejáveis.

Tratamento de Revirax

Os pacientes devem ser acompanhados com rigor para verificação de evidência de toxicidade35 (ver Reações Adversas) e receber o tratamento de suporte necessário. A hemodiálise24 e a diálise peritoneal25 parecem ter um efeito limitado sobre a eliminação de zidovudina, mas aumentam a eliminação do metabólito20 glicuronado.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

N.º do Lote, Data de Fabricação e de Validade: vide cartucho.

REVIRAX - Laboratório

BLAUSIEGEL
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 No. 2833
Cotia/SP - CEP: 06705-030
Tel: (11) 4612-2922
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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
4 Automedicação: Automedicação é a prática de tomar remédios sem a prescrição, orientação e supervisão médicas.
5 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
11 Líquido amniótico: Fluido viscoso, incolor ou levemente esbranquiçado, que preenche a bolsa amniótica e envolve o embrião durante toda a gestação, protegendo-o contra infecções e choques mecânicos e térmicos.
12 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
13 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
14 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
15 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
16 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
17 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
18 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
19 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
20 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
21 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
22 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
23 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
24 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
25 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
26 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
27 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
28 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
29 Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
30 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
31 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
32 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
33 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
34 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
35 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
36 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
37 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
38 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
39 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
40 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
41 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
42 Esteatose: Degenerescência gordurosa de um tecido.
43 Hipoxemia: É a insuficiência de oxigênio no sangue.
44 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
45 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
46 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
47 Cromossomos: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
48 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
49 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
50 Útero: É o maior órgão do sistema reprodutor feminino. Sua função principal é receber o óvulo fertilizado e dar-lhe todas as condições para o seu desenvolvimento.
51 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
52 Pólipo: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
53 Escamoso: Cheio ou coberto de escamas, ou seja, de pequenas lâminas epidérmicas que se desprendem espontaneamente da pele.
54 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
55 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
56 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
57 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
58 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
59 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
60 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
61 Aciclovir: Substância análoga da Guanosina, que age como um antimetabólito, à qual os vírus são especialmente susceptíveis. É usado especialmente contra o herpes.
62 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
63 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
64 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
65 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
66 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
67 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
68 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
69 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
70 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
71 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
72 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
73 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
74 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
75 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
76 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
77 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
78 Sudorese: Suor excessivo
79 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
80 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
81 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
82 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
83 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
84 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
85 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
86 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
87 Hipoplasia: Desenvolvimento defeituoso ou incompleto de tecido ou órgão, geralmente por diminuição do número de células, sendo menos grave que a aplasia.
88 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
89 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
90 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
91 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
92 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
93 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
94 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
95 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
96 Para paciente: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Paciente disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
97 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
98 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
99 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
100 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

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