TRIATEC PREVENT

Sanofi Aventis Farmacêutica Ltda

Atualizado em 09/12/2014

TRIATEC PREVENT

Bula do Profissional de Saúde1 de Triatec Prevent

Identificação de Triatec Prevent

Aventis Pharma LtdaTRIATEC® Prevent
Ramipril

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Triatec Prevent

USO ADULTO

Via oral

Cápsulas. Embalagens com 15 e 30 unidades.

Composição

Cada cápsula contém:

Ramipril ....................10 mg

Excipientes q.s.p....................1 cápsula

(amido de milho pré-gelatinizado).

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde1 de Triatec Prevent

Características Farmacológicas de Triatec Prevent

Modo de ação

O ramiprilato, metabólito2 ativo do pró-fármaco3 ramipril, inibe a enzima4 dipeptidilcarboxipeptidase I (sinônimos: enzima4 conversora de angiotensina (ECA), cininase II). No plasma5 e tecidos, esta enzima4 catalisa a conversão de angiotensina I em angiotensina II, substância vasoconstritora ativa, assim como o esgotamento da bradicinina6, substância vasodilatadora ativa. A redução da formação de angiotensina II e a inibição do esgotamento de bradicinina6 leva à vasodilatação.

Como a angiotensina II também estimula a secreção de aldosterona, o ramiprilato promove redução da secreção de aldosterona. O aumento da atividade de bradicinina6 contribui, provavelmente, para os efeitos cárdio-protetor e endotélio7-protetor observados em estudos com animais. Ainda não está estabelecida também, a relação destes efeitos, com certas reações adversas (por exemplo: tosse irritativa).

Os inibidores da ECA são eficazes mesmo em pacientes com hipertensão8 de baixa renina. A resposta média ao inibidor da ECA em monoterapia é menor em pacientes negros (afro-caribenhos) e hipertensos (geralmente população hipertensa de baixa renina) do que em pacientes não-negros.

Ramipril reduz a necessidade de procedimentos de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio9), caso anterior de acidente vascular cerebral10 ou de doença vascular periférica11.

Ramipril reduz a taxa de complicações diabéticas (nefropatia12 manifesta, necessidade de intervenção a laser ou diálise13) em pacientes que apresentam diabete associada a pelo menos um fator adicional de risco (microalbuminúria14, hipertensão8, alto nível de colesterol15, baixo nível de HDL16-colesterol15 ou fumante).

Propriedades farmacodinâmicas

A administração de ramipril causa redução acentuada da resistência arterial periférica. Geralmente, não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal17 e na taxa de filtração glomerular.

A administração de ramipril em pacientes com hipertensão8 promove redução da pressão sangüínea18, tanto na posição supina quanto na posição ereta, sem causar aumento compensatório na freqüência cardíaca.

Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2 horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6 horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é geralmente de 24 horas.

O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado em tratamentos prolongados durante dois anos.

A interrupção abrupta de ramipril não produz aumento rebote rápido e excessivo na pressão sangüínea18.

O estudo AIRE demonstrou que o ramipril reduz o risco de mortalidade19 em 27% quando comparado ao placebo20, em pacientes com evidência clínica de insuficiência cardíaca21 que iniciaram o tratamento 3 a 10 dias após infarto22 agudo23 do miocárdio24. Sub-análises revelaram que os riscos de morte súbita e da progressão de insuficiência cardíaca21 severa/resistente sofreram reduções adicionais (30% e 23%, respectivamente). Adicionalmente, a probabilidade de hospitalização posterior devido à insuficiência cardíaca21 foi reduzida em 26%.

Em pacientes com nefropatia12 manifesta, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa de progressão da insuficiência renal25 e do desenvolvimento do estágio final da insuficiência renal25, bem como a necessidade de diálise13 ou transplante renal17. Em pacientes com nefropatia12 incipiente, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa de excreção de albumina26.

No estudo controlado com placebo20 "Avaliação do efeito preventivo27 no coração28" (HOPE), com duração de cinco anos, conduzido em pacientes com 55 anos ou mais, apresentando risco cardiovascular aumentado devido a doenças vasculares29 (doença cardíaca coronariana manifesta, história de acidente vascular cerebral10 ou história de doença vascular periférica11) ou apresentando diabetes mellitus30 com no mínimo um fator de risco31 adicional (microalbuminúria14, hipertensão8, níveis elevados de colesterol15 total, baixos níveis de HDL16-colesterol15, tabagismo), ramipril foi administrado concomitante a uma terapia padrão em 4.645 pacientes com objetivo de prevenção.

Este estudo mostrou que ramipril reduz de maneira significativa a incidência32 de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou mortes causadas por doenças cardiovasculares33. Além disso, ramipril reduz a mortalidade19 total, bem como a necessidade de revascularizações, e atrasa o início e a progressão da insuficiência cardíaca congestiva34. Na população em geral e entre os diabéticos, ramipril reduz o risco de desenvolvimento de nefropatia12. Ramipril também reduz a ocorrência de microalbuminúria14. Estes efeitos foram observados tanto em pacientes hipertensos como em pacientes normotensos.

Propriedades farmacocinéticas

O pró-fármaco3 ramipril passa por um extenso metabolismo35 hepático pré-sistêmico36, que é essencial para a formação do ramiprilato, único metabólito2 ativo (por meio de hidrólise, que ocorre predominantemente no fígado37). Adicionalmente a esta ativação em ramiprilato, o ramipril é glicuronizado e transformado em ramipril dicetopiperazina (éster). O ramiprilato também é glicuronizado e transformado em ramiprilato de dicetopiperazina (ácido).

Como resultado dessa ativação/metabolização do pró-fármaco3, a biodisponibilidade do ramipril administrado por via oral é de aproximadamente 20%.

A biodisponibilidade do ramiprilato após administração oral de 2,5 e 5,0 mg de ramipril é de aproximadamente 45% comparada a sua disponibilidade após a administração intravenosa das mesmas doses.

Após a administração oral de 10 mg de ramipril radiomarcado, aproximadamente 40% da radioatividade total é excretada nas fezes e aproximadamente 60% na urina38. Após administração intravenosa de ramipril, aproximadamente 50 a 60% da dose foi detectada na urina38 (como ramipril e seus metabólitos39); aproximadamente 50% foi eliminada aparentemente por vias não-renais. Após a administração intravenosa de ramiprilato, aproximadamente 70% da substância e seus metabólitos39 foi encontrado na urina38 - indicando eliminação não-renal17 de ramiprilato de aproximadamente 30%. Após a administração oral de 5 mg de ramipril em pacientes com drenagem40 dos ductos biliares41, aproximadamente a mesma quantidade de ramipril e seus metabólitos39 foi excretada pela urina38 e pela bile42 nas primeiras 24 horas.

Aproximadamente 80 a 90% dos metabólitos39 encontrados na urina38 e na bile42 foram identificados como ramiprilato ou metabólitos39 do ramiprilato. Ramipril glicuronídeo e ramipril dicetopiperazina representaram aproximadamente 10 a 20% da quantidade total de metabólitos39, enquanto que a quantidade de ramipril não metabolizado foi de aproximadamente 2%.

Estudos realizados em animais durante a fase de amamentação43 demonstraram que o ramipril passa para o leite materno.

O ramipril é rapidamente absorvido após a administração oral. Como foi determinado através da recuperação da radioatividade na urina38, que representa apenas uma das vias de eliminação, a absorção de ramipril é de pelo menos 56%. A administração de ramipril concomitante com alimentos não apresenta efeito relevante sobre a absorção.

As concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 1 hora após a administração oral. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 1 hora. As concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são atingidas em 2 a 4 horas após a administração oral de ramipril.

A queda das concentrações plasmáticas do ramiprilato é polifásica. A meia-vida da distribuição inicial e da fase de eliminação é de aproximadamente 3 horas. É seguida por uma fase intermediária (meia-vida de aproximadamente 15 horas) e por uma fase terminal com concentrações plasmáticas de ramiprilato muito baixas e com meia-vida de aproximadamente 4 a 5 dias.

A fase terminal está relacionada à dissociação lenta do ramiprilato da sua ligação restrita, mas saturável, à ECA.

Apesar da longa fase terminal, a dose única diária maior ou igual a 2,5 mg de ramipril promove concentrações plasmáticas de ramiprilato no estado de equilíbrio após aproximadamente 4 dias. A meia-vida "efetiva", que é relevante para a determinação da dose, é de 13 a 17 horas quando da administração de doses múltiplas.

Após administração intravenosa, o volume de distribuição sistêmica de ramipril é de aproximadamente 90 L e o volume de distribuição sistêmica relativa do ramiprilato é de aproximadamente 500 L.

Em estudos in vitro, o ramiprilato demonstrou constantes inibitórias gerais de 7 pmol/L e meia-vida de dissociação da ECA de 10,7 horas, que são indicativos de alta potência.

As taxas de ligação à proteína do ramipril e do ramiprilato são de aproximadamente 73% e 56%, respectivamente.

Em voluntários saudáveis com idade entre 65 e 76 anos, os parâmetros farmacocinéticos do ramipril e do ramiprilato são semelhantes aos de voluntários saudáveis jovens.

A excreção renal17 do ramiprilato é reduzida em pacientes com alterações da função renal17 e o clearance renal17 do ramiprilato é proporcionalmente relacionado ao clearance da creatinina44. Isso resulta na elevação das concentrações plasmáticas de ramiprilato, que diminuem de maneira mais lenta do que em pessoas com função renal17 normal.

A alteração da função hepática45 retarda a ativação de ramipril à ramiprilato quando são administradas doses elevadas (10 mg) de ramipril, resultando na elevação do nível plasmático de ramipril e na diminuição da eliminação de ramiprilato.

Assim como em pessoas saudáveis e pacientes com hipertensão8, também não foi observado acúmulo relevante de ramipril e ramiprilato após administração oral de 5 mg de ramipril uma vez ao dia, durante 2 semanas, em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva34.

Dados de segurança pré-clínica

Toxicidade46 aguda

Com uma DL50
superior a 10.000 mg/Kg de peso corpóreo em camundongos e ratos e superior a 1000 mg/Kg de peso corpóreo em cães da raça beagle, considerou-se que a administração oral de ramipril não apresenta toxicidade46 aguda.


Toxicidade46 crônica

Estudos de toxicidade46 crônica foram conduzidos em ratos, cães e macacos. Em ratos, doses diárias na ordem de 40 mg/Kg de peso corpóreo provocaram alterações nos eletrólitos47 plasmáticos e anemia48. Com doses diárias ? 3,2 mg/Kg de peso corpóreo, foram encontradas algumas evidências de alterações na morfologia renal17 (atrofia49 do túbulo distal50). Entretanto, estes efeitos podem ser explicados farmacodinamicamente e são característicos desta classe de substâncias. Doses diárias de 2 mg/Kg de peso corpóreo foram toleradas por ratos sem que fossem observados efeitos tóxicos. A atrofia49 tubular foi observada em ratos, mas não em cães e macacos.


Como uma expressão da atividade farmacodinâmica do ramipril (um sinal51 do aumento da produção de renina como reação à redução da formação de angiotensina II), foi observada hipertrofia52 pronunciada do aparelho justaglomerular em cães e macacos - especialmente com doses diárias ? 250 mg/Kg de peso corpóreo. Também foram observadas, em cães e macacos, alterações nos eletrólitos47 plasmáticos e no perfil sangüíneo. Cães e macacos toleraram doses de 2,5 mg/Kg de peso corpóreo e 8 mg/Kg de peso corpóreo, respectivamente, sem que fossem observados efeitos tóxicos.


Toxicidade46 reprodutiva

Estudos de toxicidade46 reprodutiva foram conduzidos em ratos, coelhos e macacos e não evidenciaram nenhuma propriedade teratogênica53.


A fertilidade não foi alterada tanto nas fêmeas quanto nos machos.


A administração de doses diárias de ramipril ? 50 mg/Kg de peso corpóreo em ratas durante o período fetal e o período de amamentação43 produziu danos renais irreversíveis (dilatação da pelvis renal17) na prole.


Quando inibidores da ECA foram administrados em mulheres durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez54, foram observados efeitos tóxicos nos fetos e recém-nascidos, incluindo - às vezes em conjunto com oligoidrâmnios (provavelmente como resultado de alteração da função renal17 fetal) - deformidades crânio55-faciais, hipoplasias pulmonares, contraturas nos membros fetais, hipotensão56, anúria57, insuficiência renal25 irreversível e reversível, assim como óbito58. Também foram relatados em humanos partos prematuros, crescimento intra-uterino retardado e persistência do ducto de Botallo. Entretanto, não é conhecido se estes fenômenos são uma conseqüência da exposição aos inibidores da ECA.


Toxicidade46 imunológica

Estudos toxicológicos demonstraram que o ramipril não possui nenhum efeito imunotóxico.


Mutagenicidade

Testes extensivos de mutagenicidade utilizando vários sistemas de testes, demonstraram que o ramipril não apresenta nenhuma propriedade mutagênica ou genotóxica.


Carcinogenicidade

Estudos prolongados em ratos e camundongos não demonstraram nenhuma indicação de efeito tumorigênico.


Em ratos, túbulos renais com células59 oxifílicas e túbulos com hiperplasia60 celular oxifílica foram considerados como uma resposta às alterações funcionais e morfológicas e não como uma resposta neoplásica61 ou pré-neoplásica61.

Resultados de Eficácia de Triatec Prevent

A eficácia de ramipril está comprava nos seguintes estudos: "Effects of an angiotensin-converting-enzyme inhibitor, ramipril, on cardiovascular events in high-risk patients. The Heart Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators." (YUSUF, S. 2000);Ref "Effects of ramipril on cardiovascular and microvascular outcomes in people with diabetes mellitus30: results of the HOPE study and MICRO-HOPE substudy. Heart Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators." (HOPE 2000);Ref "ACE for whom? Implications for clinical practice of post-infarct trials." (WALSH, J. T. 1995) Ref

Indicações de Triatec Prevent

Prevenção de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou morte por patologia62 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio9), caso anterior de acidente vascular cerebral10 ou de doença vascular periférica11.

Prevenção de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou morte por patologia62 cardiovascular, em pacientes diabéticos.


Prevenção da progressão de microalbuminúria14 e nefropatia12 manifesta.

Contra-Indicações de Triatec Prevent

TRIATEC® Prevent (ramipril) não deve ser utilizado:


Em pacientes com hipersensibilidade ao ramipril, à qualquer outro inibidor da ECA ou à qualquer um dos componentes da formulação;

Em pacientes com história de angioedema63;

Em pacientes com estenose64 da artéria renal65 hemodinamicamente relevante, bilateral ou unilateral;

Em pacientes com quadro hipotensivo ou hemodinamicamente instáveis;

Durante a gravidez54 e

Durante a amamentação43.


Deve-se evitar o uso concomitante de inibidores da ECA e tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue66 entra em contato com superfícies carregadas negativamente, pois pode causar reações anafilactóides graves. Estes tratamentos extracorpóreos incluem diálises ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano

Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto de Triatec Prevent

TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de líquido (aproximadamente, meio copo de água). TRIATEC® Prevent (ramipril) pode ser ingerido antes, durante ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por alimentos.

Depois de aberto, o medicamento deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

Posologia de Triatec Prevent

A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao medicamento. O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) é geralmente a longo prazo. A duração do tratamento é determinada pelo médico em cada caso.


Prevenção do infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou morte por patologia62 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou morte por patologia62 cardiovascular em pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de microalbuminúria14 e nefropatia12 manifesta

Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ramipril (TRIATEC® 2,5 mg) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose para 5 mg de ramipril (TRIATEC® 5 mg). Após outras três semanas, aumentar a dose para 10 mg de ramipril (TRIATEC® Prevent 10 mg).


Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Doses acima de 10 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas em estudos clínicos controlados.


Pacientes com insuficiência renal25 grave, definidos por um clearance de creatinina44 < 0,6 mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.

Populações especiais

Em pacientes com alteração da função renal17 apresentando clearance de creatinina44 entre 50 e 20 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea, a dose inicial é geralmente de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril). A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com hipertensão8 grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de hipotensão56 constituiria um risco particular (por ex.: estenose64 relevante de artérias67 coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser considerada.


Em pacientes tratados previamente com diuréticos68, deve se descontinuar o diurético69, no mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético69) antes de se iniciar o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) ou que seja, pelo menos, reduzida gradativamente a dose do diurético69. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um diurético69 é de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Em pacientes com insuficiência hepática70, a resposta ao tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) pode estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) nesses pacientes deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser considerada.

Advertências de Triatec Prevent

Angioedema63 de cabeça71, pescoço72 ou extremidades

Caso ocorra o desenvolvimento de edema angioneurótico73 durante o tratamento com inibidores da ECA, há necessidade de interrupção imediata do fármaco3.

Angioedema63 da face74, extremidades, lábios, língua75, glote76 ou laringe77 têm sido relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial de angioedema63 com risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea78 ou intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão sangüínea18. Recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas79.


Angioedema63 intestinal

Angioedema63 intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA. Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea80 ou vômito81); em alguns casos também ocorreram angioedema63 facial. Os sintomas79 de angioedema63 intestinal foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.


Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção

Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas79 de redução da pressão sangüínea18, como superficialização de consciência e vertigem82) podem prejudicar a habilidade de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).


Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de TRIATEC® Prevent (ramipril) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.


O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) requer acompanhamento médico regular.


Monitorização da função renal17

Recomenda-se monitorização da função renal17, principalmente nas primeiras semanas de tratamento com um inibidor da ECA. Uma monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes com:


Insuficiência cardíaca21;

Doença vascular83 renal17, incluindo pacientes com estenose64 unilateral de artéria renal65 hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da creatinina44 sérica pode ser indicativo de perda unilateral da função renal17;

Alteração da função renal17 e

Transplante renal17.


Monitorização eletrolítica

Recomenda-se monitorização regular do potássio sérico. Em pacientes com alteração da função renal17, é necessária monitorização mais freqüente do potássio sérico.


Monitorização hematológica

A contagem de leucócitos84 deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia85. Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes com alteração da função renal17, naqueles com doença de colágeno86 (por exemplo: lúpus87 eritematoso88 ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item "REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS").


Gravidez54

TRIATEC® Prevent (ramipril) não deve ser administrado durante a gravidez54. Portanto, a possibilidade de gravidez54 deve ser excluída antes do início do tratamento. A gravidez54 deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da ECA é indispensável.

O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar.

Se a paciente engravidar durante o tratamento, TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser substituído assim que possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário, existe risco de dano fetal.


Não é conhecido se a exposição limitada somente ao primeiro trimestre de gravidez54 pode causar dano fetal.


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez54.

Categoria de risco na gravidez54: categoria D.


Lactação89

Caso o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) seja necessário durante a lactação89, a paciente não deve amamentar, evitando que o lactente90 receba quantidades pequenas de ramipril por meio do leite materno.

Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco de Triatec Prevent

Pacientes idosos

Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal17 no início do tratamento. Ver também o item "POSOLOGIA".


Crianças

Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de TRIATEC® Prevent (ramipril) em crianças.


Grupos de risco


Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado

São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema renina-angiotensina hiperestimulado (ver item "POSOLOGIA"). Estes pacientes estão sob risco de uma queda aguda pronunciada da pressão sangüínea18 e deterioração da função renal17 devido à inibição da ECA, especialmente quando um inibidor da ECA ou um diurético69 concomitante é administrado pela primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez. Em ambos os casos deve-se realizar monitorização rigorosa da pressão sangüínea18 até que se exclua a possibilidade de queda aguda da pressão sangüínea18.


A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:


Em pacientes com hipertensão8 severa e, principalmente, com hipertensão8 maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes com insuficiência cardíaca21, principalmente com insuficiência91 grave ou tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de insuficiência cardíaca21 grave, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo ventricular esquerdo (por exemplo: estenose64 da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes com estenose64 da artéria renal65 hemodinamiamente relevante. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com diuréticos68 pode ser necessária. Ver sub-item "Monitorização da função renal17", logo abaixo;


Em pacientes pré-tratados com diuréticos68, nos quais a interrupção do tratamento ou a diminuição da dose de diurético69 não é possível, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarréia92, vômito81 ou sudorese93 excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada).


Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação94, hipovolemia95 ou deficiência de sal sejam corrigidos antes do início do tratamento (em pacientes com insuficiência cardíaca21, entretanto, isto deve ser cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de volume). Caso esta condição torne-se clinicamente relevante, o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser iniciado ou continuado somente se medidas apropriadas forem empregadas simultaneamente, prevenindo a queda excessiva da pressão arterial96 e deterioração da função renal17.

Pacientes com doenças hepáticas97

Em pacientes com alteração da função hepática45, a resposta ao tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose98 hepática45 severa com presença de edema99 e/ou ascite100, o sistema renina-angiotensina pode estar significativamente ativado; portanto, deve-se ter cautela especial no tratamento destes pacientes (ver item "POSOLOGIA")


Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sangüínea18

A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sangüínea18 (ex. pacientes com estenoses101 de artérias67 coronarianas ou artérias67 cerebrais hemodinamicamente relevantes).

Interações Medicamentosas de Triatec Prevent

Associações contra-indicadas

Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue66 entra em contato com superfícies carregadas negativamente, como diálise13 ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves (ver item "CONTRA-INDICAÇÕES").

Associações não-recomendadas

Sais de potássio e diuréticos68 poupadores de potássio: o aumento da concentração de potássio sérico pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio ou diuréticos68 poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização rigorosa do potássio sérico.


Associações que exigem precauções no uso

Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos68) e outras substâncias com potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação aos diuréticos68: ver itens "Grupos de risco", "REAÇÕES ADVERSAS" e "POSOLOGIA"). Recomenda-se monitorização regular do sódio sérico em pacientes recebendo terapia concomitante com diuréticos68.


Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de TRIATEC® Prevent (ramipril). Recomenda-se monitorização cuidadosa da pressão sangüínea18.


Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos102 e outras substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de ocorrência de reações hematológicas (ver item "ADVERTÊNCIAS").


Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da ECA. Esta redução pode levar ao aumento dos níveis séricos de lítio e ao aumento da toxicidade46 relacionada ao lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.


Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina103 e derivados de sulfoniluréia): os inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina104. Em casos isolados, esta redução pode causar reações hipoglicêmicas em pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitorização cuidadosa da glicemia105 durante a fase inicial da co-administração.


Associações a serem consideradas

Antiinflamatórios não-esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico: a atenuação do efeito anti-hipertensivo do TRIATEC® Prevent (ramipril) pode ser precipitada. Adicionalmente, o tratamento concomitante dos inibidores da ECA e AINEs (antiinflamatórios não-esteroidais) pode promover aumento do risco de deterioração da função renal17 e elevação do potássio sérico.


Heparina: possível aumento da concentração de potássio sérico.


Álcool: aumento da vasodilatação. TRIATEC® Prevent (ramipril) pode potencializar o efeito do álcool.


Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas106 e anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos107.


Alimentos

A absorção TRIATEC® Prevent (ramipril) não é significativamente afetada por alimentos.


Exames de laboratório

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes laboratoriais.

Reações Adversas a Medicamentos de Triatec Prevent

Como TRIATEC® Prevent (ramipril) é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos secundários à ação de redução da pressão sangüínea18, que resulta na contra-regulação adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das membranas mucosas108) são causados pela inibição da ECA ou por outras ações farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.


Sistema cardiovascular109 e sistema nervoso110

Excepcionalmente podem ocorrer sintomas79 e reações leves como: cefaléia111, alterações do equilíbrio, taquicardia112, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência ou diminuição da capacidade de reação.


Sintomas79 leves e reações como edema99 periférico, rubor, vertigem82, zumbidos, fadiga113, nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão, ansiedade, impotência114 erétil transitória, palpitações115, sudorese93, alterações auditivas, sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina116 pectoris, arritmias117 cardíacas e síncope118 são raros.


Pode ocorrer raramente hipotensão56 grave, assim como, em casos isolados, isquemia119 cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio9, ataque isquêmico120 transitório, acidente vascular cerebral10 isquêmico120, exacerbação das alterações de perfusão devido à estenose64 vascular83, precipitado ou intensificação do fenômeno de Raynaud121 ou parestesia122.


Rim123 e balanço eletrolítico

Excepcionalmente podem ocorrer aumento da uréia124 e creatinina44 séricas (mais comum com a adição de diuréticos68) e alteração da função renal17, em casos isolados progressão até insuficiência renal25 aguda.


Raramente pode ocorrer aumento do potássio sérico. Em casos isolados, pode-se desenvolver diminuição do sódio sérico, assim como deterioração de proteinúria125 pré-existente (embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria125) ou aumento da excreção urinária (em associação a melhora da performance cardíaca).


Trato respiratório, reações anafiláticas106/anafilactóides e cutâneas126

Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite e durante períodos de descanso (por exemplo, quando a pessoa está deitada), sendo mais freqüente em mulheres e não-fumantes.


Raramente podem ocorrer congestão nasal, sinusite127, bronquite, broncoespasmo128 e dispnéia129.


Excepcionalmente pode ocorrer angioedema63 leve farmacologicamente mediado (a incidência32 de angioedema63 relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves deste tipo ou de outros, reações anafiláticas106 ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.


Reações cutâneas126 e nas mucosas108, como exantema130, prurido131 ou urticária132 são pouco comuns. Em casos isolados podem ocorrer o desenvolvimento de exantema130 maculopapular133, pênfigo, exarcebação psoriática, psoriasiforme, exantema130 e enantema penfigóide ou liquenóide, eritema multiforme134, síndrome de Stevens-Johnson135, necrose136 epidérmica tóxica, alopecia137, onicólise138 ou fotossensibilidade.


A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas106 e anafilactóides causadas por veneno de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também possa ocorrer com outros alérgenos107.


Trato digestivo e sistema hepático

Excepcionalmente podem ocorrer: náuseas139, elevação do nível sérico das enzimas hepáticas140 e/ou da bilirrubina141, assim como icterícia142 colestática. Raramente podem ocorrer secura da boca143, glossite144, reações inflamatórias da cavidade oral145 e do trato gastrintestinal, desconforto abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à dor gástrica), alterações digestivas, constipação146, diarréia92, vômito81 e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas. Em casos isolados podem ocorrer pancreatite147 e danos hepáticos (incluindo insuficiência hepática70 aguda).


Reações hematológicas

Raramente podem ocorrer redução leve (em casos isolados, grave) da contagem de hemácias148, conteúdo de hemoglobina149, contagem de leucócitos84 e plaquetas150. Em casos isolados, podem ocorrer agranulocitose151, pancitopenia152 e depressão da medula óssea153.


Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de ocorrerem em pacientes com alteração da função renal17, com doenças concomitantes do colágeno86 (por exemplo: lúpus87 eritematoso88 ou esclerodermia), ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item "INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS" e "ADVERTÊNCIAS").


Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica154.


Outras reações adversas

Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite155, assim como, raramente, cãibra muscular, redução da libido156, perda do apetite e alterações do paladar157 (por exemplo: gosto metálico) e do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar157.

Em casos isolados podem ocorrer vasculites, mialgia158, artralgia159, febre160 e eosinofilia161, assim como contagem elevada de anticorpos162 antinucleares.

Superdose de Triatec Prevent

Sintomas79

A superdose pode causar vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão56 acentuada e choque163), bradicardia164, alterações eletrolíticas e insuficiência renal25.

Tratamento

Desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica165, administração de adsorventes e sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min.). Em caso de hipotensão56, a administração de agonistas alfa1
-adrenérgicos166 (por exemplo: norepinefrina e dopamina167) ou angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível somente em escassos laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à reposição hídrica e salina.


Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese168 forçada, alteração do pH urinário, hemofiltração ou diálise13 no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do ramiprilato. Caso a diálise13 ou a hemofiltração sejam consideradas, ver item "CONTRA-INDICAÇÕES".

Armazenagem de Triatec Prevent

TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

Dizeres Legais de Triatec Prevent

Registro M.S.: 1.1300.0150.021-3Registro M.S.: 1.1300.0150.022-1
Farmacêutico(a) responsável: Antonia A. Oliveira - CRF/SP-5854

Fabricado por:

Famar L´aigle

Zone industrialle nº 1

Route de Crulai

61300 - L´aigle - França


Importado e Embalado por:

Aventis Pharma Ltda.

Rua Conde Domingos Papais, 413

Suzano - São Paulo

Caixa Postal 20.215 - CEP: 04035-990

C.N.P.J.:02.685.377/0008 - 23

® Marca Registrada

Segundo fórmula original do

Grupo AVENTIS - Frankfurt am Main - Alemanha

IB 271004


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Bula do Paciente de Triatec Prevent

Identificação de Triatec Prevent

Aventis Pharma LtdaTRIATEC® Prevent
ramipril

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Triatec Prevent

USO ADULTO

Via oral

Cápsulas. Embalagens com 15 e 30 unidades.

Composição

Cada cápsula contém:

Ramipril ....................10 mg

Excipientes q.s.p....................1 cápsula

(amido de milho pré-gelatinizado).

Informações ao Paciente de Triatec Prevent

Como Este Medicamento Funciona de Triatec Prevent

TRIATEC® Prevent (ramipril) é um anti-hipertensivo que promove a queda dos níveis elevados da pressão arterial96 e também promove outros efeitos protetores no sistema cardíaco e vascular83. Os efeitos de ramipril são atribuídos principalmente à inibição da enzima4 conversora de angiotensina (ECA).

Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2 horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6 horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é geralmente de 24 horas.


O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado em tratamentos prolongados durante dois anos.

Por Que Este Medicamento Foi Indicado de Triatec Prevent

Este medicamento pode ser utilizado em casos de:

Prevenção de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou morte por patologia62 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio9), caso anterior de acidente vascular cerebral10 ou de doença vascular periférica11;


Prevenção de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 ou morte por patologia62 cardiovascular, em pacientes diabéticos e


Prevenção da progressão de microalbuminúria14 e nefropatia12 manifesta.

Quando Não Devo Usar Este Medicamento de Triatec Prevent

CONTRA-INDICAÇÕESTRIATEC® Prevent (ramipril) não deve ser utilizado:

Em pacientes com alergia169 ao ramipril, a qualquer outro inibidor da enzima4 conversora de angiotensina (ECA) ou a qualquer um dos componentes da formulação;

Em pacientes com história de angioedema63;

Em pacientes com obstrução na artéria renal65 hemodinamicamente relevante, bilateral ou unilateral;

Em pacientes com quadro de pressão arterial96 baixa ou instável;

Durante a gravidez54;

Durante a amamentação43.


Deve-se evitar o uso concomitante de ramipril, ou outros inibidores da enzima4 conversora de angiotensina (ECA), e tratamentos extracorpóreos que façam o sangue66 entrar em contato com superfícies negativamente carregadas pois pode causar reações anafilactóides graves. Estes tratamentos extracorporais incluem diálises ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano


Este medicamento é contra-indicado na faixa etária inferior a 13 anos.

Advertências de Triatec Prevent

Angioedema63 de cabeça71, pescoço72 ou extremidades

Caso ocorra o desenvolvimento de angioedema63 (que pode envolver a língua75, glote76 ou laringe77) durante o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril), ou outros inibidores da enzima4 conversora de angiotensina (ECA), o mesmo deve ser interrompido imediatamente.


Angioedema63 da face74, extremidades, lábios, língua75, glote76 ou laringe77 têm sido relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial de angioedema63 com risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea78 ou intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão sangüínea18. Nestes casos, recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas79.


Angioedema63 intestinal

Angioedema63 intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA. Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea80 ou vômito81); em alguns casos também ocorreram angioedema63 facial. Os sintomas79 de angioedema63 intestinal foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.


Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de TRIATEC® Prevent (ramipril) em crianças, pacientes com insuficiência91 grave dos rins170 (depuração de creatinina44 abaixo de 20 mL/min/1,73 m2 de área de superfície corpórea) e pacientes sob diálise13.


Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem do produto e confira o nome para não haver enganos. Não utilize TRIATEC® Prevent (ramipril) caso haja sinais171 de violação ou danificações da embalagem.


Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção

Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas79 de redução da pressão sangüínea18, como superficialização de consciência e vertigem82) podem prejudicar a habilidade de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).


Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de TRIATEC® Prevent (ramipril) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.


O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) requer acompanhamento médico regular.


Monitorização da função dos rins170

Recomenda-se monitorização da função dos rins170, principalmente nas primeiras semanas de tratamento com um inibidor da enzima4 conversora de angiotensina (ECA). Uma monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes com:

Insuficiência cardíaca21;

Doença vascular83 dos rins170, incluindo pacientes com obstrução unilateral de artéria renal65 hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da creatinina44 no sangue66 pode ser indicativo de perda unilateral da função dos rins170;

Alteração da função dos rins170 e

Transplante dos rins170.


Monitorização eletrolítica

Recomenda-se monitorização regular dos níveis de potássio no sangue66. Em pacientes com alteração da função dos rins170, é necessária monitorização mais freqüente dos níveis de potássio no sangue66.


Monitorização hematológica

A contagem de leucócitos84 deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia85. Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes com alteração da função dos rins170, naqueles com doença de colágeno86 (por exemplo: lúpus87 eritematoso88 ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item "REAÇÕES ADVERSAS").


Gravidez54

TRIATEC® Prevent (ramipril) não deve ser administrado durante a gravidez54. Portanto, a possibilidade

de gravidez54 deve ser excluída antes do início do tratamento. A gravidez54 deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da enzima4 conversora de angiotensina (ECA) é indispensável.

O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar.

Se a paciente engravidar durante o tratamento, TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser substituído assim que possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário, existe risco de dano fetal.


Não é conhecido se a exposição limitada somente ao primeiro trimestre de gravidez54 pode causar dano fetal.


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez54.


Amamentação43

Caso o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) seja necessário durante a amamentação43, a paciente não deve amamentar, evitando que a criança receba quantidades pequenas de ramipril por meio do leite materno.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.


INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.


NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE1.

PRECAUÇÕES
Pacientes idosos

Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com inibidores da enzima4 conversora de angiotensina (ECA). Recomenda-se avaliação da função dos rins170 no início do tratamento. Ver também o item "DOSAGEM".


Restrições a grupos de risco


Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado

São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema renina-angiotensina hiperestimulado (ver item "DOSAGEM"). Estes pacientes estão sob risco de uma queda aguda pronunciada da pressão sangüínea18 e deterioração da função dos rins170 devido à inibição da enzima4 conversora de angiotensina (ECA), especialmente quando um inibidor da ECA ou um diurético69 concomitante é administrado pela primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez. Em ambos os casos deve-se realizar monitorização rigorosa da pressão sangüínea18 até que se exclua a possibilidade de queda aguda da pressão sangüínea18.


A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:


Em pacientes com aumento severo da pressão arterial96 (hipertensão8 severa) e, principalmente, com hipertensão8 maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes com insuficiência91 do coração28, principalmente com insuficiência91 grave ou tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de insuficiência91 grave do coração28, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo ventricular esquerdo (por exemplo: obstrução da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes com obstrução da artéria renal65 hemodinamicamente relevante. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com diuréticos68 pode ser necessária. Ver sub-item "Monitorização da função dos rins170", logo abaixo;


Em pacientes pré-tratados com diuréticos68, nos quais a interrupção do tratamento ou a diminuição da dose de diurético69 não é possível, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;


Em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarréia92, vômito81 ou sudorese93 excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada) e


Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação94, perda significativa de fluidos corpóreos (hipovolemia95) ou deficiência de sal sejam corrigidos antes do início do tratamento (em pacientes com insuficiência91 do coração28, entretanto, isto deve ser cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de volume). Caso esta condição torne-se clinicamente relevante, o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser iniciado ou continuado somente se medidas apropriadas forem empregadas simultaneamente, prevenindo a queda excessiva da pressão arterial96 e deterioração da função dos rins170.


Pacientes com doenças do fígado37

Em pacientes com alteração da função do fígado37, a resposta ao tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose98 severa no fígado37 com presença de edema99 e/ou ascite100, o sistema renina-angiotensina pode estar significativamente ativado; portanto, estes pacientes devem ter cautela especial durante o tratamento (ver item "DOSAGEM")


Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sangüínea18

A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sangüínea18 (ex. pacientes com obstruções de artérias67 coronarianas ou artérias67 cerebrais hemodinamicamente relevantes).

Interações Medicamentosas de Triatec Prevent

Associações contra-indicadas

Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue66 entra em contato com superfícies carregadas negativamente, como diálise13 ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves.

Associações não-recomendadas

Sais de potássio e diuréticos68 poupadores de potássio: o aumento da concentração de potássio no sangue66 pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio ou diuréticos68 poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização médica rigorosa do potássio no sangue66.


Associações que exigem precauções no uso

Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos68) e outras substâncias com potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação aos diuréticos68: ver itens "PRECAUÇÕES", "REAÇÕES ADVERSAS" e "DOSAGEM"). Recomenda-se monitorização médica regular do sódio no sangue66 em pacientes recebendo terapia concomitante com diuréticos68.


Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de TRIATEC® Prevent (ramipril). Recomenda-se monitorização médica cuidadosa da pressão sangüínea18.


Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos102 e outras substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de ocorrência de reações hematológicas (ver item "ADVERTÊNCIAS").


Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da enzima4 conversora de angiotensina (ECA). Esta redução pode levar ao aumento dos níveis de lítio no sangue66 e ao aumento da toxicidade46 relacionada ao lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.


Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina103 e derivados de sulfoniluréia): os inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina104. Em casos isolados, esta redução pode causar reações hipoglicêmicas, ou seja, queda dos níveis de açúcar172 no sangue66, em pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitorização cuidadosa dos níveis de açúcar172 no sangue66 durante a fase inicial da co-administração.


Associações a serem consideradas

Antiinflamatórios não-esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico: a atenuação do efeito anti-hipertensivo do TRIATEC® Prevent (ramipril) pode ser precipitada. Adicionalmente, o tratamento concomitante dos inibidores da ECA e antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) pode promover aumento do risco de deterioração da função dos rins170 e elevação do potássio no sangue66.


Heparina: possível aumento da concentração de potássio no sangue66.


Álcool: aumento da vasodilatação. TRIATEC® Prevent (ramipril) pode potencializar o efeito do álcool.


Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas106 e anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos107.


Alimentos

A absorção TRIATEC® Prevent (ramipril) não é significativamente afetada por alimentos.


Exames de laboratório

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes laboratoriais.

Como Devo Usar Este Medicamento de Triatec Prevent

ASPECTO FÍSICO
Cápsula gelatinosa dura contendo pó branco.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Ver item ASPECTO FÍSICO.

DOSAGEM

A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao medicamento. O tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) é geralmente a longo prazo. A duração do tratamento é determinada pelo médico em cada caso.


Prevenção do infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 (derrame173) ou morte por patologia62 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto do miocárdio9, acidente vascular cerebral10 (derrame173) ou morte por patologia62 cardiovascular em pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de microalbuminúria14 e nefropatia12 manifesta


Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ramipril (TRIATEC® 2,5 mg) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose para 5 mg de ramipril (TRIATEC® 5 mg). Após outras três semanas, aumentar a dose para 10 mg de ramipril (TRIATEC® Prevent 10 mg).


Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Doses acima de 10 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas em estudos clínicos controlados.


Pacientes com insuficiência91 grave dos rins170, definidos por uma depuração de creatinina44 < 0,6 mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.

Populações especiais

Em pacientes com alteração da função dos rins170 apresentando depuração de creatinina44 entre 50 e 20 mL/min/1,73 m2 de área de superfície corpórea, a dose inicial diária é geralmente de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril). A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com pressão arterial96 alta grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de pressão arterial96 baixa constituiria um risco particular (por exemplo: obstrução relevante de artérias67 coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser considerada.


Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com hipertensão8 grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de hipotensão56 constituiria um risco particular (por exemplo: estenose64 relevante de artérias67 coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser considerada.


Em pacientes tratados previamente com diuréticos68, deve-se descontinuar o diurético69, no mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético69) antes de se iniciar o tratamento com TRIATEC® Prevent (ramipril) ou que seja, pelo menos, reduzir gradativamente a dose do diurético69. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um diurético69 é de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Em pacientes com insuficiência91, a resposta ao tratamento com ramipril pode estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com ramipril em nestes pacientes deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril).


Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser considerada.


Caso haja esquecimento de administração (dose omitida) consulte imediatamente seu médico.

COMO USAR
TRIATEC® Prevent (ramipril) deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de líquido (aproximadamente, meio copo de água). TRIATEC® Prevent (ramipril) pode ser ingerido antes, durante ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por alimentos.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.


NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.


NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

Quais Os Males Que Este Medicamento Pode Causar de Triatec Prevent

Como TRIATEC® Prevent (ramipril) é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos secundários à ação de redução da pressão sangüínea18, que resulta na contra-regulação adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das membranas mucosas108) são causados pela inibição da ECA ou por outras ações farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.

Sistema cardiovascular109 e sistema nervoso110

Excepcionalmente podem ocorrer sintomas79 e reações leves como: dor de cabeça71, alterações do equilíbrio, taquicardia112, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência ou diminuição da capacidade de reação.


Sintomas79 leves e reações como edema99 periférico, rubor, vertigem82, zumbidos, fadiga113, nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão, ansiedade, impotência114 erétil transitória, palpitações115, sudorese93, alterações auditivas, sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina116 pectoris, arritmias117 cardíacas e síncope118 são raros.


Pode ocorrer raramente queda grave da pressão arterial96, assim como, em casos isolados, isquemia119 cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio9, ataque isquêmico120 transitório, acidente vascular cerebral10 isquêmico120, exacerbação das alterações de perfusão devido à obstrução vascular83, precipitação ou intensificação do fenômeno de Raynaud121 ou parestesia122.


Rim123 e balanço eletrolítico

Excepcionalmente podem ocorrer aumento da uréia124 e creatinina44 no sangue66 (mais comum com a adição de diuréticos68) e alteração da função dos rins170, em casos isolados progressão até insuficiência91 aguda dos rins170.


Raramente pode ocorrer aumento de potássio no sangue66. Em casos isolados, pode-se desenvolver diminuição do sódio no sangue66, assim como deterioração de proteinúria125 pré-existente (embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria125) ou aumento da excreção urinária (em associação a melhora da performance cardíaca).


Trato respiratório, reações anafiláticas106/anafilactóides e cutâneas126

Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite e durante períodos de descanso (por exemplo, quando a pessoa está deitada), sendo mais freqüente em mulheres e não-fumantes.


Raramente podem ocorrer congestão nasal, sinusite127, bronquite, broncoespasmo128 e dispnéia129.


Excepcionalmente pode ocorrer angioedema63 leve farmacologicamente mediado (a incidência32 de angioedema63 relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves deste tipo ou de outros, reações anafiláticas106 ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.


Reações cutâneas126 e nas mucosas108, como exantema130, prurido131 ou urticária132 são pouco comuns. Em casos isolados podem ocorrer o desenvolvimento de exantema130 maculopapular133, pênfigo, exarcebação psoriática, psoriasiforme, exantema130 e enantema penfigóide ou liquenóide, eritema multiforme134, síndrome de Stevens-Johnson135, necrose136 epidérmica tóxica, alopecia137, onicólise138 ou fotossensibilidade.


A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas106 e anafilactóides causadas por veneno de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também possa ocorrer com outros alérgenos107.


Trato digestivo e sistema hepático

Excepcionalmente podem ocorrer: náuseas139, elevação do nível sangüíneo das enzimas do fígado37 e/ou da bilirrubina141, assim como icterícia142 colestática. Raramente podem ocorrer secura da boca143, glossite144, reações inflamatórias da cavidade oral145 e do trato gastrintestinal, desconforto abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à dor gástrica), alterações digestivas, constipação146, diarréia92, vômito81 e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas. Em casos isolados podem ocorrer pancreatite147 e danos no fígado37 (incluindo insuficiência91 aguda no fígado37).


Reações hematológicas

Raramente podem ocorrer redução leve (em casos isolados, grave) da contagem de hemácias148, conteúdo de hemoglobina149, contagem de leucócitos84 e plaquetas150. Em casos isolados, podem ocorrer agranulocitose151, pancitopenia152 e depressão da medula óssea153.


Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de ocorrerem em pacientes com alteração da função dos rins170, com doenças concomitantes do colágeno86 (por exemplo: lúpus87 eritematoso88 ou esclerodermia), ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico. (ver item "INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS" e "ADVERTÊNCIAS").


Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica154.


Outras reações adversas

Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite155, assim como, raramente, cãibra muscular, redução da libido156, perda do apetite e alterações do paladar157 (por exemplo: gosto metálico) e do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar157.


Em casos isolados podem ocorrer vasculites, mialgia158, artralgia159, febre160 e eosinofilia161, assim como contagem elevada de anticorpos162 antinucleares.


O Que Fazer Se Alguém Usar Uma Grande Quantidade Deste Medicamento de Uma Só Vez de Triatec Prevent

Sintomas79

s sintomas79 que a superdose pode causar são: vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão56 acentuada e choque163), bradicardia164, alterações eletrolíticas e insuficiência91 dos rins170.


Em caso de superdose acidental, sempre procure atendimento médico de emergência174. Enquanto aguarda socorro, permaneça deitado com as pernas elevadas.


Tratamento

Desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica165, administração de adsorventes e sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min.). Em caso de queda da pressão arterial96, a administração de agonistas alfa1-adrenérgicos166 (por exemplo: norepinefrina e dopamina167) ou angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível somente em escassos laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à reposição hídrica e salina.


Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese168 forçada, alteração do pH urinário, hemofiltração ou diálise13 no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do ramiprilato. Caso a diálise13 ou a hemofiltração sejam consideradas, ver item "CONTRA-INDICAÇÕES".

Onde e Como Devo Guardar Este Medicamento de Triatec Prevent

TRIATEC® Prevent (ramipril) comprimidos deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

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Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
3 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
4 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
5 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
6 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
7 Endotélio: Camada de células que reveste interiormente os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos.
8 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
9 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
10 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
11 Doença vascular periférica: Doença dos grandes vasos dos braços, pernas e pés. Pode ocorrer quando os principais vasos dessas áreas são bloqueados e não recebem sangue suficiente. Os sinais são: dor e cicatrização lenta de lesões nessas áreas.
12 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
13 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
14 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
15 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
16 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
17 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
18 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
19 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
20 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
21 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
22 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
23 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
24 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
25 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
26 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
27 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
28 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
29 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
30 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
31 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
32 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
33 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
34 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
35 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
36 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
37 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
38 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
39 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
40 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
41 Ductos Biliares: Canais que coletam e transportam a secreção biliar dos CANALÍCULOS BILIARES (o menor ramo do TRATO BILIAR no FÍGADO), através dos pequenos ductos biliares, ductos biliares (externos ao fígado) e para a VESÍCULA BILIAR (para armazenamento).
42 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
43 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
44 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
45 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
46 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
47 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
48 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
49 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
50 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
51 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
52 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
53 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
54 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
55 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
56 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
57 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
58 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
59 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
60 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
61 Neoplásica: Que apresenta neoplasia, ou seja, que apresenta processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
62 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
63 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
64 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
65 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
66 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
67 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
68 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
69 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
70 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
71 Cabeça:
72 Pescoço:
73 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
74 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
75 Língua:
76 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
77 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
78 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
79 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
80 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
81 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
82 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
83 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
84 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
85 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
86 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
87 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
88 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
89 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
90 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
91 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
92 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
93 Sudorese: Suor excessivo
94 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
95 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
96 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
97 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
98 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
99 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
100 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
101 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
102 Citostáticos: Diz-se de substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução das células.
103 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
104 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
105 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
106 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
107 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
108 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
109 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
110 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
111 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
112 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
113 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
114 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
115 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
116 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
117 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
118 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
119 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
120 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
121 Fenômeno de Raynaud: O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, como artrite, vasculite, esclerodermia, dentre outras. Esta forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.
122 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
123 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
124 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
125 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
126 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
127 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
128 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
129 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
130 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
131 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
132 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
133 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
134 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
135 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
136 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
137 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
138 Onicólise: Destruição da unha devido a infecções micóticas, bacterianas ou por processos tóxicos.
139 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
140 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
141 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
142 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
143 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
144 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
145 Cavidade Oral: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
146 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
147 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
148 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
149 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
150 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
151 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
152 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
153 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
154 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
155 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
156 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
157 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
158 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
159 Artralgia: Dor em uma articulação.
160 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
161 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
162 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
163 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
164 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
165 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
166 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
167 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
168 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
169 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
170 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
171 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
172 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
173 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
174 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.

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