VUMON

B-MS

Atualizado em 09/12/2014

          VUMON (R) injetável


teniposido


Apresentação / Composição de Vumon

VUMON é apresentado em embalagem com 10 ampolas contendo 50 mg de teniposido dissolvidos em 5 ml de uma solução  não-aquosa contendo : N,N-dimetilacetamida 300 mg, álcool benzílico 150 mg, óleo de rícino polioxietilado (Cremofor) 2,5 g, etanol desidratado 42,7% (v/v) e ácido  maleico para ajuste de pH para aproximadamente 5.

USO PEDIÁTRICO E ADULTO


PARA USO I.V. SOMENTE

- INFORMAÇÕES AO PACIENTE


Devido ao fato deste produto ser de uso restrito a hospital ou ambulatório especializado, com emprego específico em neoplasias1 malignas, e ser manipulado apenas por pessoal treinado, o item INFORMAÇÕES AO PACIENTE não consta na bula, uma vez que estas serão fornecidas pelo médico assistente conforme necessário.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Descrição de Vumon

VUMON (teniposido; também conhecido por VM-26) é um derivado semi-sintético da podofilotoxina usado no tratamento de certas doenças neoplásicas2. É um composto neutro lipofílico praticamente insolúvel em água. Deve ser preparado em solventes orgânicos. VUMON deve ser administrado por infusão intravenosa, após diluição em veículo injetável apropriado.

Ação de Vumon

VUMON é uma droga citotóxica fase-específica, que atua no final das fases S ou G2 do ciclo celular, impedindo as células3 de entrarem em mitose. VUMON também produz quebras em uma das fitas ou em ambas as fitas de DNA. O mecanismo de ação parece ser devido à inibição de topoisomerases do tipo II.O teniposido possui um amplo espectro de atividade antineoplásica in vivo contra tumores de roedores, incluindo tumores hematológicos e vários tumores sólidos.
Células3 resistentes ao etoposido apresentaram resistência cruzada completa ao teniposido e vice-versa, tanto em estudos in vivo quanto in vitro, muito embora tenham surgido relatos clínicos ocasionais sugerindo uma falta de resistência cruzada completa.

Farmacocinética de Vumon

A farmacocinética do teniposido parece ser linear em uma faixa de doses. O acúmulo de droga não ocorre após a administração diária durante 3 dias. Não se identificou diferenças maiores na distribuição da droga em adultos e crianças.
Após a infusão intravenosa, o "clearance" inicial do compartimento central é rápido, com uma meia-vida de distribuição de aproximadamente 1 h. O teniposido se liga às proteínas4 em grandes proporções (> 99%), fato que pode limitar sua distribuição no corpo.Os níveis de teniposido no fluido cérebro5-espinhal são baixos em relação aos níveis plasmáticos, medidos simultaneamente. A meia-vida terminal média varia de 6 a 20 h, com  um "clearance" renal6 calculado em somente cerca de 10% do"clearance" total. Embora os parâmetros metabólicos do teniposido não tenham sido caracterizados, agentes tais como o fenobarbital e a fenitoína, que induzem o metabolismo7 hepático, parecem aumentar o "clearance" do teniposido (vide INTERAÇõES MEDICAMENTOSAS).

Indicações de Vumon

VUMON está indicado no tratamento das seguintes condições, normalmente associado com outros agentes antineoplásicos :

Linfomas malignos; Doença de Hodgkin8;
Leucemia9 linfoblástica aguda, de alto risco, em adultos e crianças;
Tumores intracranianos malignos, isto é, glioblastoma, ependimoma,  astrocitoma;
Carcinoma10 de bexiga11;
Neuroblastoma e outros tumores sólidos em crianças.

Contra-Indicações de Vumon

VUMON não deve ser administrado em indivíduos que tenham demonstrado hipersensibilidade prévia à droga ou a qualquer componente da formulação.
VUMON é contra-indicado em pacientes com leucopenia12 ou trombocitopenia13 graves.

Advertências de Vumon

VUMON deve ser usado somente por médicos experientes com drogas quimioterápicas para o câncer14. A conduta na terapia e em complicações só é possível quando as facilidades de tratamento adequado estão prontamente disponíveis. Pode ocorrer mielodepressão severa, que acarreta infecções15 ou hemorragia16. O hemograma e testes de função renal6 ou hepática17 devem ser realizados regularmente. O tratamento deve ser interrompido se forem observadas depressão anormal da medula óssea18 ou alteração das funções renal6 ou hepática17.Reações anafiláticas19 com risco de vida têm ocorrido após a administração inicial do teniposido ou após exposição repetida.
Usar com cautela em pacientes com doenças hepáticas20 e/ou renais graves.

Uso na gravidez21

VUMON pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. Efeitos embriotóxicos e teratogênicos22 têm sido constatados em ratas prenhes que receberam o teniposido. Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas. Se esta droga for utilizada durante a gravidez21 ou se a paciente engravidar enquanto estiver sob tratamento, ela deverá ser avisada dos danos potenciais para o feto23. Mulheres com potencial de engravidar devem ser aconselhadas a não fazê-lo.


Precauções de Vumon

VUMON deve ser administrado com cautela em pacientes com comprometimento da medula24 por tumor25 e em pacientes com função renal6 ou hepática17 comprometida.
Acompanhamento regular das contagens de leucócitos26 e plaquetas27 deve ser feito durante o tratamento com VUMON. Se a contagem de leucócitos26 estiver abaixo de 2000 células3/mm3 ou a de plaquetas27 abaixo de 75000 células3/mm3, o tratamento deve ser postergado até que a recuperação da medula óssea18 seja completa, a menos que estas forem causadas pela doença em si.
Deve-se tomar cuidado para assegurar que as infusões de VUMON sejam administradas através de um catéter intravenoso, implantado em posição adequada antes da infusão, uma vez que a administração imprópria pode resultar em extravasamento, necrose28 e/ou tromboflebite29.
Casos de hipotensão30 têm sido relatados durante a infusão de VUMON. Sendo assim, os sinais vitais31 devem ser monitorizados cuidadosamente durante os primeiros 30-60 minutos após o início da infusão.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da fertilidade

Relatou-se a ocorrência de leucemia9 aguda não linfocítica em pacientes tratados com VUMON, em associação com outros agentes antineoplásicos. O teniposido deve ser considerado um carcinógeno potencial em humanos.
A droga mostrou ser mutagênica em vários testes de toxicidade32 genética em bactérias e mamíferos. O teniposido provocou mutação33 de gene em linhagens de células3 de roedores e danos ao DNA de linhagens de células3 humanas. Demonstrou-se aberrações cromossômicas em várias culturas histológicas34 de roedores e humanos.
VUMON tem causado redução da espermatogênese em macacos e cães e diminuição de peso dos testículos35 e ovários36 em cães.

Uso para lactantes37

Não se sabe se esta droga é excretada no leite materno. Como muitas drogas o são e devido ao potencial de VUMON em causar reações adversas graves em bebês38, deve-se tomar a decisão entre interromper a amamentação39 ou o tratamento, levando-se em consideração a importância da droga para a mãe.
Uso na pediatria

VUMON contém álcool benzílico em sua formulação. O álcool benzílico tem sido associado à toxicidade32 em recém-nascidos. Uma síndrome40 caracterizada por dificuldade respiratória, "kernicterus41", acidose metabólica42, deterioração neurológica, anormalidades hematológicas e morte tem ocorrido após a administração de soluções contendo álcool benzílico a bebês38 prematuros de baixo peso.
Observou-se depressão aguda do sistema nervoso central43 (SNC44) e hipotensão30 em pacientes recebendo doses maiores do produto que as recomendadas e naqueles que foram tratados previamente com drogas anti-eméticas.

Interações Medicamentosas de Vumon

Anticonvulsivantes, tais como fenobarbital e fenitoína, aumentam a taxa do "clearance" do teniposido, resultando em exposição sistêmica diminuída para uma determinada dose de produto. Doses maiores são necessárias em pacientes em tratamento com anticonvulsivantes. A tolbutamida, o salicilato de sódio e o sulfametiazol demonstraram deslocar o teniposido da ligação com as proteínas4 in vitro. Devido à taxa de ligação às proteínas4 extremamente alta do teniposido, pequenos decréscimos na taxa de ligação poderiam resultar em aumentos substanciais dos níveis de droga livre acarretando em maior efeito e toxicidade32.

Reações Adversas de Vumon

Toxicidade32 hematológica

A mielodepressão é freqüentemente limitante da dose, com leucopenia12 e trombocitopenia13 ocorrendo 7 a 14 dias após o tratamento com VUMON. A recuperação da medula óssea18 é normalmente completa dentro de 2 a 3 semanas. A leucopenia12 é mais freqüente e mais graves do que a trombocitopenia13.
Relatou-se também anemia45 e anemia hemolítica46 imune.
A ocorrência de leucemia9 não-linfocítica aguda foi relatada em pacientes tratados com VUMON em associação com outros agentes antineoplásicos.

Toxicidade32 Gastrintestinal

As principais toxicidades gastrintestinais são náuseas47 e vômitos48, que podem ser controladas com terapia anti-emética. Estomatite49/mucosite50, anorexia51, diarréia52, dor abdominal e disfunção hepática17 também podem ocorrer.

Alopécia53

Alta incidência54 de alopécia53 tem sido relatada, especialmente em pacientes recebendo múltiplos cursos de terapia.

Hipotensão30

Pode ocorrer hipotensão30 transitória após a administração intravenosa rápida de VUMON (vide PREPARAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO). Relata-se casos de morte súbita devido à provável arritmia55 e hipotensão30.

Hipersensibilidade

Reações do tipo anafiláticas caracterizadas por calafrios56, febre57, taquicardia58, broncoespasmo59, dispnéia60 e hipotensão30 têm ocorrido durante ou imediatamente após a administração de VUMON. Estas reações podem ser devido ao Cremofor, componente do veículo, ou ao teniposido em si; podem ocorrer com a primeira dose ou, mais comumente, em pacientes com tumores cerebrais ou com neuroblastoma. A ocorrência de uma reação de hipersensibilidade pode estar relacionada com a exposição repetida e com doses acumulativas. Estas reações normalmente têm respondido prontamente à interrupção da infusão e a administração de agentes pressóricos, corticosteróides, anti-histamínicos ou expansores de volume, conforme apropriado. Têm sido relatados também rubor, suor, hipertensão61 e edema62.

Dermatológicas

Relata-se casos de urticária63 com ou sem prurido64.

Neurotoxicidade

Tem-se relatado neurotoxicidade, incluindo casos graves de neuropatia65 devido a uma interação entre o sulfato de vincristina e o VUMON. A depressão do sistema nervoso central43 foi observada em pacientes tratados com doses maiores que as recomendadas (vide SUPERDOSAGEM).

Outras

As seguintes reações também têm sido relatadas : infecções15, disfunção renal6, hipertensão61, dor-de-cabeça66, confusão e astenia67.

Dosagem e Administração de Vumon

A literatura atual deve ser consultada para a administração de doses específicas e regimes para indicações particulares.

Monoterapia

A dose total por ciclo é de 300 mg/m2, administrados num período de 3 a 5 dias. Os ciclos podem ser repetidos a cada 3 semanas ou a partir da recuperação da medula óssea18.
A dosagem deve ser ajustada de acordo com a variabilidade individual do paciente e a toxicidade32, quando empregado como agente único ou em combinação com outros agentes antineoplásicos.

Terapia combinada68

VUMON tem sido usado em associação com vários outros agentes quimioterápicos. Quando utilizado em combinação com outras drogas mielodepressivas, a dose deve ser reduzida apropriadamente. O hemograma deve ser monitorizado e, se necessário, avaliações da medula24 devem ser feitas regularmente.

NOTA : Pacientes com Síndrome de Down69 podem ser particularmente sensíveis à quimioterapia70 mielodepressora, sendo que modificações de dose devem ser consideradas nestes pacientes.

Preparação e Administração

NOTA : Existem relatos de que materiais de plástico duro feitos com ABS (um polímero composto por acronitrila, butadina e estireno) se decompõem quando expostos a N-N-dimetilacetamida, um dos solventes presentes na formulação de VUMON. Este efeito não foi descrito para o teniposido em si ou para soluções diluídas do produto.

A fim de se prevenir a extração do plastificante DEHP [di(2-etilexil)ftalato] de recipientes feitos de cloreto de polivinila (PVC), as soluções de VUMON devem ser preparadas e administradas através de recipientes de grande volume e de dispositivos que não contém DEHP, tais como os de vidro ou poliolefina.

Imediatamente antes da administração, cada ampola de 5 ml de VUMON deve ser diluída com 50, 125, 250 ou 500 ml de solução glicosada a 5% ou com soro71 fisiológico72. Estas diluições resultam em concentrações finais de teniposido correspondentes a 1,0, 0,4, 0,2 e 0,1 mg/ml, respectivamente. A solução diluída deverá ser, então, administrada por infusão intravenosa num período mínimo de 30 minutos. Para se reduzir a possibilidade de uma resposta hipotensora, VUMON não deve ser administrado por injeção73 em "bolus74"  ou infusão rápida. É importante assegurar que as extremidades do catéter ou da agulha permaneçam dentro da veia durante a administração, para se evitar extravasamento e possível irritação tecidual.


Quando diluídas como recomendado acima, as soluções que contêm 0,1, 0,2 e 0,4 mg/ml de teniposido são estáveis, sob iluminação fluorescente normal, por 24 horas em recipientes de grande volume de vidro ou de poliolefina para administração parenteral. Não se recomenda a refrigeração. As soluções de 1 mg/ml de VUMON guardadas sob temperatura ambiente e iluminação fluorescente normal são menos estáveis e devem ser administradas em até 4 horas a partir da preparação a fim de minimizar a tendência de precipitação.

Nota de Vumon

:

Qualquer outro tipo de diluente, modo de diluição ou concentrações diferentes podem alterar a estabilidade do produto, resultando na formação de um precipitado. Na evidência de precipitação, a solução não deve ser administrada.
Da mesma forma, a precipitação pode ocorrer quando infusões prolongadas (24 h) de teniposido são administradas através de uma variedade de materiais de infusão. Estas infusões e os sistemas de administração devem ser inspecionados freqüentemente durante a administração. Soluções de heparina podem provocar a precipitação do teniposido. Sendo assim, os dispositivos/tubos de administração devem ser lavados com solução glicosada a 5% ou solução injetável de cloreto de sódio a 0,9% antes e depois da administração do produto.
As soluções diluídas de teniposido devem ser levemente agitadas durante a preparação da solução, conforme necessário; a agitação excessiva pode resultar em precipitação. Nenhuma outra droga deve ser misturada com a infusão de VUMON.


PROCEDIMENTOS PARA A MANIPULAÇÃO E O DESCARTE DE DROGAS ANTINEOPLÁSICAS

É necessário cuidado na manipulação e na preparação da solução de VUMON. Se houver contato do produto com a pele75, lavar imediatamente e completamente com água e sabão. Se houver contato com membranas mucosas76, lavar a região com água por completo.
Devem ser considerados os procedimentos quanto à manipulação e descarte das drogas anticâncer. Vários guias sobre este assunto já foram publicados 1-7, porém, não há um acordo geral de que todos os procedimentos recomendados nesses guias sejam necessários ou apropriados.


Superdosagem de Vumon

Observou-se depressão aguda do sistema nervoso central43 e hipotensão30 em pacientes que receberam doses do produto maiores que as recomendadas e que também foram pré-tratados com drogas anti-eméticas.Não foram estabelecidos antídotos comprovados em caso de superdosagem de VUMON. As complicações de uma superdosagem são secundárias à depressão da medula óssea18.

Estabilidade de Vumon

Quando armazenado à temperatura ambiente (25 oC) VUMON permanece estável até a data de validade indicada na embalagem externa.

Referências Bibliográficas de Vumon


1. U. S. Public Health Service, National Institutes of Health.  Recommendations for  the safe handling of parenteral antineoplastic drugs, 1983, NIH Publication No. 83-2621.  For sale by the Superintendent of Documents, U. S. Government Printing Office, Washington, D.C. 20402.

2. AMA Council on Scientific Affairs.  Guidelines for handling parenteral antineoplastics.  JAMA, 252 : 1590-1592, 1985.

3. National Study Commission on Cytotoxic Exposure. Recommendations for handling cytotoxic agents, 1987.  Available from  Louis P. Jeffrey, Sc. D., Chairman National Study Commission on Cytotoxic Exposure, Massachusetts College of Pharmacy and Allied Health Sciences, 179 Longwood Avenue, Boston, Massachusetts 02115.

4. Clinical Oncological Society of Australia.  Guidelines and recommendations for safe handling of antineoplastic agents. Med. J. Aust., 1 : 426-428, 1983.

5. Jones R. B. et al.  Safe handling of chemotherapeutic agents : A report from the Mount Sinai Medical Center.  CA-A Cancer14 Journal for Clinicians, 33 : 258-263, 1983.
6. ASHP Technical assistance bulletin on handling cytotoxic and hazardous drugs.  Am. J. Hosp. Pharm., 47 : 1033-1049, 1990.

7. OSHA Work-practice guidelines for personnel dealing with cytotoxic (antineoplastic) drugs .  Am. J. Hosp. Pharm. 43 : 1193-1204, 1986.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


USO RESTRITO A HOSPITAIS

VUMON - Laboratório

B-MS
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São Paulo/SP - CEP: 04743-002
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Complementos

1 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
2 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
5 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
8 Doença de Hodgkin: Doença neoplásica que afeta o tecido linfático, caracterizada por aumento doloroso dos gânglios linfáticos do pescoço, axilas, mediastino, etc., juntamente com astenia, prurido (coceira) e febre. Atualmente pode ter uma taxa de cura superior a 80%.
9 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
10 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
11 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
12 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
13 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
14 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
15 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
17 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
18 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
19 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
20 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
21 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
22 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
23 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
24 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
25 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
26 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
27 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
28 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
29 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
30 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
31 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
32 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
33 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
34 Histológicas: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
35 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
36 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
37 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
38 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
39 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
40 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
41 Kernicterus: Forma de icterícia que surge no recém nascido, de especial gravidade pela tendência a produzir alterações neurológicas irreversíveis por impregnação da bilirrubina em áreas do cérebro. Seu tratamento é a fototerapia, que transforma a bilirrubina em uma forma mais estável, incapaz de penetrar no sistema nervoso central, e passível de ser eliminada na urina.
42 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
43 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
44 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
45 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
46 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
47 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
48 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
49 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
50 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
51 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
52 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
53 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
54 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
55 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
56 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
57 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
58 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
59 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
60 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
61 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
62 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
63 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
64 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
65 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
66 Cabeça:
67 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
68 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
69 Síndrome de Down: Distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 a mais, por isso é também conhecida como “trissomia do 21”. Os portadores desta condição podem apresentar retardo mental, alterações físicas como prega palmar transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre e língua protrusa.
70 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
71 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
72 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
73 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
74 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
75 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
76 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.

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