TEQUIN

B-MS

Atualizado em 09/12/2014

TEQUIN


gatifloxacina


200mg e 400mg


comprimidos revestidos

Apresentação de Tequin

TEQUIN (gatifloxacina) 400mg comprimidos revestidos é apresentado  em embalagens contendo 5, 7 ou 10 comprimidos e em embalagem para uso hospitalar com 42 comprimidos em blister unitarizado.

USO ADULTO (a partir de 16 anos)

Composição de Tequin

Cada comprimido de TEQUIN 200mg e 400mg contém gatifloxacina sesquiidratada equivalente a 200mg e 400mg de gatifloxacina, respectivamente, e os seguintes ingredientes inativos: hidroxipropilmetilcelulose, estearato de magnésio, metilcelulose, celulose microcristalina, polietilenoglicol, polissorbato 80, simeticona, glicolato de amido sódico, ácido sórbico e dióxido de titânio.


Informações ao Paciente de Tequin

Ação esperada do medicamento: A eficácia de TEQUIN é refletida pela melhora do estado geral do paciente com a regressão dos sinais1 e sintomas2 da infecção3.

Cuidados de armazenamento: TEQUIN comprimidos revestidos deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), bem fechado em sua embalagem original.

Prazo de validade: Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto. NUNCA USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

Gravidez4 e lactação5: Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. TEQUIN pode ser administrado sem levar em conta o horário das refeições.

Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas: Informe ao seu médico quando do aparecimento de reações desagradáveis, como náuseas6, vaginite7, diarréia8, dor de cabeça9, tontura10, dor no abdômen, vômitos11, dificuldade de digestão12, insônia ou alteração do paladar13.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: TEQUIN deve ser administrado  com um intervalo de pelo menos 2 horas antes ou após a ingestão de produtos contendo sulfato ferroso e/ou suplementos alimentares contendo zinco, magnésio ou ferro (por. ex.,  produtos polivitamínicos) e pelo menos 2 horas antes de produtos antiácidos14 que contenham alumínio e/ou magnésio. TEQUIN pode ser ingerido sem levar em conta as refeições, incluindo leite e suplementos que contenham cálcio.

Contra-indicações: TEQUIN não deve ser utilizado por pacientes com sensibilidade à gatifloxacina, outros agentes antimicrobianos ou outros componentes da formulação.

Precauções: Após a administração de TEQUIN, verifique a alteração ou não da capacidade de dirigir ou operar máquinas, tendo em vista terem sido relatados alguns casos de tontura10 após administração do produto.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE15.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Descrição de Tequin

TEQUIN contém gatifloxacina, um agente antibacteriano 8-metoxifluoroquinolona sintético de amplo espectro para administração oral. Seu nome químico é : (±)-1-ciclopropila-6-fluoro-1,4-diidro-8-metoxi-7-(3-metil-1-piperazinila)-4-oxo-3-ácido quinolinacarboxílico sesquiidratado. Sua fórmula molecular é C19H22FN3O4.11/2H2O e peso molecular 402,42.A gatifloxacina é um pó cristalino16, de cor branca a levemente amarelo. Apresenta-se como racemato, sem rotação ótica. A solubilidade da gatifloxacina depende do pH, sendo que sua solubilidade aquosa máxima (40-60 mg/ml) ocorre com pH entre 2 e 5.

Farmacologia17 Clínica de Tequin

A gatifloxacina é administrada na forma de racemato, com disposição e atividade antibacteriana dos enantiômeros R- e S- virtualmente idênticas. A gatifloxacina foi planejada quimicamente para: (1) maximizar sua atividade antibacteriana e diminuir a probabilidade de resistência antimicrobiana pela adição de um grupo ciclopropila na posição N-1 e um grupo metóxi na posição C-8. (2) minimizar sua toxicidade18 pela ausência do halóide na posição C-8, o que proporciona grande redução do potencial de fototoxicidade, e a adição do grupo piperazinila na  posição C-7 que minimiza a ligação ao receptor GABA19 e reduz o risco de tontura10 e (3) otimizar sua farmacocinética pela adição de um grupo metila em substituição ao grupo piperazinila na posição C7, o que prolonga a meia-vida (mantendo a dose de uma vez por dia), fornece estabilidade metabólica (evidenciada pela eliminação de droga inalterada principalmente por via renal20), e pode minimizar a interação com as enzimas metabolizadoras de droga com uma diminuição correspondente do risco de interações droga-droga baseadas no metabolismo21.

Absorção
A gatifloxacina é bem absorvida no trato gastrintestinal após administração oral e pode ser ingerida sem levar em conta as refeições.  A biodisponibilidade absoluta da gatifloxacina é de 96%. Os picos de concentração plasmática da gatifloxacina ocorrem 1 a 2 horas após a administração oral.

As vias de administração oral e intravenosa da gatifloxacina podem ser consideradas intercambiáveis, uma vez que a farmacocinética da gatifloxacina após a administração intravenosa é similar à observada após a administração oral, quando ambas forem administradas em doses iguais. (Figura 1) (ver também POSOLOGIA e ADMINISTRAÇÃO).

Figura 1 -  Perfil de concentração plasmática média da gatifloxacina pelo tempo  após administração oral (OR) e intravenosa (IV) de uma dose única de 400mg em indivíduos sadios.


Farmacocinética
Os parâmetros farmacocinéticos médios da gatifloxacina após doses orais únicas de 200 mg, doses orais únicas e múltiplas de 400 mg e após infusões intravenosas de 200 mg e 400 mg de forma única ou múltipla em períodos de 1 hora estão relacionados na tabela a seguir:


Parâmetros farmacocinéticos da gatifloxacina (± Desvio padrão médio)


            Cmax (µg/ml)    a Tmax (horas)      AUCb  (µg.h/ml)    T1/2  (horas)    Vdss   (l/Kg)     Cl  (ml/min)    ClR    (ml/min)     RU (%)
TEQUIN compr. 200mg
dose única  (n=12)             1,98±0,40      1,00 (0,50, 2,50)      14,2±2,4      -      -      240,9 ±39,7      -      73,8±10,9
TEQUIN compr. 400mg dose única (n=202)c  dose múltipla (n=18)  dose múltipla (n=140)d       3,79±0,98  4,23±1,28  4,21±1,89      1,00 (0,50, 6,00) 1,50 (0,50, 4,00) -      33,0±6,2  34,4±5,7  51,3±20,4      7,77 ±1,31 7,06 ±0,58 -      -  -  -      209,8 ±43,9 198,5 ±30,7 147,2 ±47,7      151,4 ±46,3 158,7 ±34,4 -      72,4±18,1  80,2±12,2  -
TEQUIN IV 200mg dose única (n= 12)  dose múltipla (n= 8)e      2,18±0,26  2,38±0,36      1,00 (0,67, 1,50) 1,00 (0,67, 1,00)     15,9±2,6  16,8±3,6     11,08 ±4,06 12,31 ±4,55     1,9 ±0,1 2,0 ±0,3     214,4 ±36,5 207,0 ±44,0     154,9 ±32,0 154,7 ±55,1     71,7±6,82  72,4±16,4
TEQUIN IV 400mg dose única (n= 30)  dose múltipla (n= 5)     5,52±0,99  4,56±0,61      1,00 (0,50, 1,00) 1,00 (1,00, 1,00)     35,1±6,7  35,4±4,6     7,43 ±1,56 13,90 ±3,89     1,5 ±0,2 1,6 ±0,5     196,1 ±33,4 190,5 ±24,0     123,7 ±40,9 161,0 ±42,6     62,3±16,7  83,5±13,8
a Média (mínimo; máximo)
b dose única: AUC(0- ), dose múltipla: AUC(0-24)
c n=184 para Cl; n=134 para ClR e n=132 para RU
d com base no modelo de farmacocinética da população de pacientes; n= 103 para Cmax e n=7 para ClR e RU
Cmáx: Concentração sérica máxima
Tmáx: Tempo para atingir a concentração sérica máxima (Cmax)
AUC: Área sob a curva da concentração pelo tempo
T1/2; Meia-vida sérica
VdSS: Volume de distribuição no estado de equilíbrio
Cl: Clearance total I.V. e clearance total aparente oral
ClR: Cclearance renal20
RU: Recuperação urinária

A farmacocinética da gatifloxacina é linear e independe do tempo, quando administrada em doses variando de 200 a 800 mg por um período de até 14 dias. As concentrações no estado de equilíbrio são atingidas na dose do terceiro dia de gatifloxacina oral ou intravenosa. Em estado de equilíbrio,  as  concentrações plasmáticas  máxima e mínima alcançadas após um regime de dose de 400mg uma vez ao dia são de aproximadamente 4,2µg/ml e 0,4µg/ml, respectivamente, para a dose oral e 4,6µg/ml e 0,40µg/ml, respectivamente, para a dose intravenosa.
Distribuição
A ligação da gatifloxacina às proteínas22 plasmáticas é de aproximadamente 20%,  independente da concentração. O volume médio de distribuição da gatifloxacina em estado de equilíbrio (VdSS) variou de 1,5 a 2,0 l/Kg. A gatifloxacina é amplamente distribuída no organismo em muitos tecidos e secreções corporais, como mostra a tabela a seguir. A rápida distribuição da gatifloxacina nos tecidos resulta em concentrações mais altas da gatifloxacina na maioria dos tecidos alvo que no soro23.

Tecido24 ou Secreção            Razão Tecido24-Fluído/Soro23 (faixa)*
Respiratório
 Macrófagos alveolares25                    26,5 (10,9-61,1)
 Mucosa26 brônquica                        1,65 (1,12-2,22)
    Secreção da parede epitelial pulmonar            1,67 (0,81-4,46)
    Parênquema pulmonar                    4,09 (0,50-9,22)
 Mucosa26 sinusal                        1,78 (1,17-2,49)
    Escarro (dose múltipla)                    1,28 (0,49-2,38)
 Mucosa26 do ouvido médio27                    4,10 (0,34-4,55)
Musculoesquelético, Pele28
    Secreção de vesículas29 cutâneas30                1,00 (0,50-1,47)
          Ossos                            0,62 (0,16-1,95)

Gastrintestinal
    Saliva                            0,88 (0,46-1,57)
 Bile31                                5,34 (0,33-14,0)

Sistema Nervoso Central32
    Líquido cerebroespinal (dose múltipla)            0,36 (0,21-0,45)

Aparelho Reprodutor
 Próstata33                            1,88 (1,11-3,28)
    Secreção prostática                    1,23 (1,05-1,72)
    Ejaculado                            1,07 (0,86-1,32)
 Líquido seminal34                        1,01 (0,81-1,21)
 Vagina35                            1,22 (0,57-1,63)
          Colo uterino36                            1,45 (0,56-2,64)
 Endométrio37                                                                   1,95 (0,77-2,83)
 Miométrio38                            1,63 (0,57-2,20)
          Trompa                            1,49 (0,53-2,56)
 Ovário39                            1,80 (0,69-3,07)
* Valores médios de 24 horas após administração de doses únicas (100, 150, 200, 300 e 400mg) e múltiplas (150 e 200mg duas vezes ao dia) de TEQUIN, exceto para secreção de vesículas29 cutâneas30 e saliva, cujo valor apresentado refere-se à AUC média.

Metabolismo21
A gatifloxacina sofre biotransformação limitada no homem com menos de 1% da dose eliminada na urina40 na forma dos metabólitos41 etilenodiamina e metiletilenodiamina.

Estudos in vitro com isoenzimas do citocromo P450 (CYP) indicam que a gatifloxacina não inibe a CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, CYP2C19 ou a CYP1A2, sugerindo que a gatifloxacina provavelmente não altera a farmacocinética das drogas metabolizadas por estas enzimas (p. ex., teofilina, ciclosporina, varfarina, midazolam).

Estudos  in vivo realizados em animais e no homem indicam que a gatifloxacina não é um indutor enzimático. Portanto, é improvável que altere seu próprio metabolismo21 ou de outras drogas que sejam administradas concomitantemente.

Eliminação
Mais de 70% de uma dose de TEQUIN foi recuperada de forma inalterada na urina40 48 horas após administração oral e intravenosa e 5% foi recuperado nas fezes. Menos de 1% da dose foi recuperada na urina40 na forma de dois metabólitos41. Cristais de gatifloxacina não foram observados em pacientes que receberam doses superiores a 800 mg.

A gatifloxacina é eliminada como droga inalterada principalmente por via renal20.  A meia-vida de eliminação média da gatifloxacina é de 7 a 14 horas, independentemente da dose e da via de administração. O "clearance" renal20 é independente da dose, e seus valores médios variam de 124 a 161 ml/min. A amplitude deste valor, juntamente com a significativa redução na eliminação da gatifloxacina observada quando da administração concomitante e probenecida, indica que a gatifloxacina passa por filtração glomerular e secreção tubular. A gatifloxacina pode também passar por eliminação biliar e/ou intestinal, uma vez que 5% da dose foi recuperada nas fezes como droga inalterada.

Fotossensibilidade
TEQUIN não exibiu efeitos fototóxicos quando estudado  em voluntários sadios com doses orais de 400 mg uma vez ao dia durante 7 dias.

Populações Especiais
Voluntários Sadios versus Pacientes com Infecção3:
a farmacocinética da gatifloxacina foi similar em voluntários sadios e em pacientes com infecção3 quando a função renal20 foi considerada.

Pacientes Geriátricos: nenhum ajuste de dosagem é necessário em pacientes idosos quando da administração de TEQUIN, levando-se em conta apenas a idade. Após uma dose oral única de 400 mg de gatifloxacina em homens e mulheres jovens (18 a 40 anos de idade) e idosos (  65 anos de idade), foram observadas pequenas diferenças nas mulheres quanto a farmacocinética  da gatifloxacina. Mulheres idosas tiveram aumento de 21% na Cmax e de 32% na AUC em relação a mulheres jovens. Essas diferenças foram relacionadas à principalmente a uma  diminuição da função renal20 devido ao aumento da idade e não parecem ser clinicamente importantes.

Pacientes Pediátricos: a farmacocinética da gatifloxacina em pacientes menores que 16 anos de idade não foi estabelecida.

Sexo: o ajuste de dosagem não é necessário em razão do sexo. Após uma dose oral única de 400 mg de gatifloxacina em pacientes do sexo masculino e feminino, ocorreram apenas pequenas diferenças na farmacocinética da gatifloxacina, principalmente em pacientes idosos. Mulheres idosas tiveram aumento de 21% na Cmax e de 33% na AUC em comparação a homens idosos. Esses resultados foram explicados por diferenças quanto ao peso corporal em função do sexo, e não são considerados clinicamente importantes.

Etnia: não é necessário o ajuste de dose devido à etnia do paciente. A farmacocinética da gatifloxacina não foi significativamente afetada pela etnia dos indivíduos.

Insuficiência Hepática42 Crônica: o ajuste de dosagem de TEQUIN não é necessário em pacientes com insuficiência hepática42. Após dose oral única de 400 mg de gatifloxacina em indivíduos sadios e em pacientes com disfunção hepática43 (classificação de "Child Pugh" B ou C de cirrose44), os valores de Cmax e AUC(0- ) foram ligeiramente mais altos (32% e 23%, respectivamente) nos indivíduos com função hepática43 comprometida. Em razão da atividade antimicrobiana das quinolonas  ser dependente da concentração, não se espera que valores de Cmax, um pouco mais altos em pacientes hepaticamente comprometidos, causem  impacto negativo sobre o resultado do tratamento com TEQUIN nesta população de pacientes.

Insuficiência Renal45:  em pacientes com insuficiência renal45 há redução no "clearance" de gatifloxacina e aumento da exposição sistêmica. É recomendada a redução da dosagem de TEQUIN em pacientes com "clearance" de creatinina46 < 30ml/min (Ver POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO/Ajuste de Dosagem em Pacientes com Insuficiência Renal45).

Pacientes Diabéticos: a farmacocinética da gatifloxacina em pacientes com diabetes tipo 247 (diabetes mellitus48 não insulinodependente) após doses orais de 400mg por dia por períodos de 10 dias foi comparável a farmacocinética de indivíduos sadios.

Homeostase Glicêmica: não foram observadas alterações clinicamente significativas na tolerância à glicose49 (por avaliação da curva de tolerância à glicose49 oral) e na homeostase glicêmica (por avaliação da glicose49 sérica em jejum, da insulina50 sérica e do peptídeo c51) após doses únicas ou múltiplas por infusão intravenosa de 200mg a 800mg de TEQUIN em voluntários sadios, ou 400mg em doses orais diárias de TEQUIN por períodos de 10 dias em pacientes com diabetes52 do tipo 2 (diabetes mellitus48 não insulinodependente). Aumentos discretos e transitórios da insulina50 sérica e decréscimos das concentrações de glicose49 foram observados após a primeira dose de gatifloxacina oral ou intravenosa. Após doses múltiplas orais de TEQUIN em pacientes com diabetes52 do tipo 2 controlada com gliburida, foi observada diminuição das concentrações de insulina50 sérica após avaliação da glicose49 oral, apesar da tolerância à glicose49 oral não ter sido afetada. Assim sendo, recomenda-se cuidadosa monitoração da glicose sanguínea53 nesses pacientes (ver PRECAUÇÕES).

Eletrocardiograma54: não foram observadas alterações eletrocardiográficas (notavelmente quanto ao intervalo QTc) após doses intravenosas únicas ou múltiplas (200, 400, 600 e 800mg por infusão intravenosa de uma hora) de TEQUIN em voluntários sadios e doses orais múltiplas (400mg uma vez ao dia durante 10 dias) de TEQUIN em pacientes com diabetes52 do tipo 2.

Espirometria55: não foram observadas alterações clinicamente significativas na espirometria55 após doses únicas ou múltiplas de 200, 400, 600 e 800mg por infusão intravenosa em indivíduos sadios.
Interação Medicamentosa: a exposição sistêmica da gatifloxacina aumenta após administração concomitante de TEQUIN e probenecida, e é reduzida após administração concomitante com sulfato ferroso ou antiácidos14 contendo sais de alumínio ou magnésio. Doses orais de TEQUIN devem ser administradas pelo menos 2 horas antes ou 2 horas após a ingestão de sulfato ferroso e suplementos alimentares contendo zinco, magnésio ou ferro (como produtos polivitamínicos). Doses orais de TEQUIN devem ser administradas pelo menos 2 horas antes da ingestão de antiácidos14 contendo alumínio/magnésio (ver POSOLOGIA e ADMINISTRAÇÃO/Interações medicamentosas e PRECAUÇÕES/Interação medicamentosa).

Probenecida - a administração concomitante de TEQUIN (200mg em dose oral única) e probenecida (500mg duas vezes ao dia por 1 dia) resulta num aumento de 42% na AUC e num prolongamento da meia-vida da gatifloxacina de 44%.

Sulfato ferroso - quando TEQUIN (400mg em doses orais únicas) foi administrado concomitantemente com sulfato ferroso (325mg em dose oral única), a biodisponibilidade da gatifloxacina foi significativamente reduzida (54% de redução na Cmax em média, e 35%  na AUC média).

Antiácido56 contendo alumínio/magnésio - quando administrado 2 horas antes,  concomitantemente ou 2 horas após antiácidos14 contendo magnésio/alumínio, ocorreram diminuições nas Cmax de gatifloxacina da ordem de respectivamente,  47%, 69% e 15% e na AUC de 40%, 64% e 17%.

Digoxina - a administração concomitante de TEQUIN (400mg oral uma vez ao dia) e digoxina (0,25mg oral uma vez ao dia durante 7 dias) em voluntários sadios não alterou a farmacocinética da gatifloxacina. De maneira geral, foram observados apenas aumentos modestos na Cmax e AUC da digoxina (12% e 19%, respectivamente) e aumentos nas concentrações da digoxina em 3 de 11 pacientes. Como com outros antibacterianos, esta elevação pode ser devida à eliminação de Eurobacterium lentum, um anaeróbio encontrado no trato gastrintestinal de 10% da população em geral e que parece ser responsável pela degradação pré-sistêmica da digoxina. Pacientes recebendo digoxina devem ser monitorados quanto aos sinais1 e sintomas2 de toxicidade18. Pacientes que manifestem estes sinais1 e/ou sintomas2 de intoxicação devem ter suas concentrações séricas de digoxina determinadas e sua dosagem ajustada apropriadamente (ver PRECAUÇÕES/Interação medicamentosa).

Microbiologia de Tequin

A gatifloxacina é uma fluoroquinolona 8-metóxi com atividade in vitro contra amplo espectro de microorganismos aeróbicos e anaeróbicos, Gram negativos e Gram positivos. A gatifloxacina é também ativa contra microorganismos atípicos clinicamente importantes.  A gatifloxacina tem um grupo 8-metóxi que demonstrou aumentar a ação bactericida, diminuir a taxa de desenvolvimento de resistência às quinolonas, e aumentar a inibição da DNA girase. A ação antibacteriana da gatifloxacina resulta da inibição da DNA girase e da topoisomerase IV. A DNA girase é uma enzima57 essencial, envolvida na replicação, transcrição e reparação do DNA bacteriano. A topoisomerase IV é uma enzima57 conhecida por desempenhar uma função-chave na partição do DNA cromossômico durante a divisão celular bacteriana. Diferentemente de muitas quinolonas, a atividade antibacteriana da gatifloxacina não é afetada pelos inibidores da síntese protéica ou do RNA e não requer divisão celular. O mecanismo de ação das fluoroquinolonas, incluindo a gatifloxacina, é diferente do mecanismo das penicilinas, cefalosporinas, aminoglicosídeos, macrolídeos e tetraciclinas. Portanto, as fluoroquinolonas podem ser ativas contra patógenos que são resistentes a estes outros antibióticos. Não há resistência cruzada entre a gatifloxacina e as classes de antibióticos acima mencionadas. Com base em testes de sinergismo in vitro, a gatifloxacina demonstrou, em geral, ser aditiva a  antibióticos de outras classes em relação a inibição bacteriana.

A gatifloxacina demonstrou ser ativa, in vitro e em infecções58 clínicas, contra a maioria das cepas59 dos microorganismos descritos a seguir, tanto in vitro como nas infecções58 clínicas descritas no item Indicações:

Microorganismos aeróbios Gram positivosEnterococcus faecalis (muitas cepas59 são apenas moderadamente sensíveis)
Staphylococcus aureus (cepas59 meticilinossensíveis)
Staphylococcus saprophyticus
Streptococcus pneumoniae
(cepas59 penicilinorresistentes e penicilinossensíveis)
Estreptococos  -hemolíticos (incluindo S. pyogenes e S. agalactiae)

Microorganismos aeróbios Gram negativos
Acinetobacter lwoffi
Enterobacter aerogenes
Enterobacter cloacae
Escherichia coli
Haemophilus influenzae
Haemophilus parainfluenzae
Klebsiella pneumoniae
Moraxella catarrhalis
Proteus mirabilis
Pseudomonas aeruginosa
(muitas cepas59 são apenas moderadamente sensíveis)
Neisseria gonorrhoeae
Outros microorganismos
Chlamydia pneumoniae
Legionella pneumophila
Mycoplasma pneumoniae

Testes de Sensibilidade

Técnicas de Diluição
Métodos quantitativos são usados para determinar as concentrações antimicrobianas inibitórias mínimas (CIMs). Estes CIMs fornecem estimativas quanto a sensibilidade da bactéria60 aos compostos antimicrobianos. As CIMs devem ser determinadas usando-se um procedimento padronizado. A padronização dos procedimentos está baseada nos métodos de diluição (caldo ou ágar) ou equivalente (por ex.: E-teste) com concentrações de inóculo padronizadas e concentrações padronizadas de gatifloxacina.  Os valores de CIM devem ser interpretados de acordo com o seguinte critério:

Para organismos aeróbios não fastidiosos:
CIM (µg/ml)            Interpretação
2,0                sensível (S)
4,0                intermediário (I)
8,0                resistente (R)

Para Haemophilus sppa.:
CIM (µg/ml)            Interpretação
2,0                sensível (S)

a Este padrão de interpretação é aplicável somente para testes de sensibilidade de microdiluição com Haemophilus spp. usando meio de teste de Haemophilus (HTM)

Para Streptococcus spp. incluindo Streptococcus pneumoniaeb:
CIM (µg/ml)            Interpretação
1,0                sensível (S)
2,0                intermediário (I)
4,0                resistente (R)

bEstes padrões de interpretação são aplicáveis somente para testes de sensibilidade de microdiluição usando caldo cátion ajustado de Mueller-Hinton com lisado sanguíneo eqüino.


Para Neisseria gonorrhoeaec:
CIM (µg/ml)            Interpretação
0,125            sensível (S)
0,25                intermediário (I)
0,5                resistente (R)

c Estes padrões de interpretação são aplicáveis para testes de agar com agar CG e suplemento de crescimento definido a 1%.

Para bactérias anaeróbias:
CIM (µg/ml)            Interpretação
2,0                sensível (S)
4,0                intermediário (I)
8,0                resistente (R)


Técnicas de Difusão
Os métodos quantitativos que requerem a medida da zona de diâmetro também fornecem estimativas reproduzíveis da sensibilidade da bactéria60 para os compostos antimicrobianos. Um destes procedimentos padronizados necessitam o uso de concentrações padronizadas de inóculo. Este procedimento usa discos impregnados com 5µg de gatifloxacina para o teste de sensibilidade de microorganismos à gatifloxacina.

Os relatos obtidos dos resultados laboratoriais do testes de sensibilidade padrão em disco com 5µg de gatifloxacina devem ser interpretados de acordo com o seguinte critério:

Para organismos aeróbios não fastidioso:
Diâmetro da zona (mm)                Interpretação
18                            sensível (S)
15 - 17                        intermediário (I)
14                            resistente (R)

Para Haemophilus sppg.
Diâmetro da zona (mm)                Interpretação
18                            sensível (S)

g Este padrão de diâmetro de zona é aplicável somente para testes com Haemophilus spp. usando meio de teste de Haemophilus (HTM)

Para Streptococcus spp. incluindo Streptococcus pneumoniaeh:
Diâmetro da zona (mm)                Interpretação
18                            sensível (S)
15 - 17                        intermediário (I)
14                            resistente (R)

hEstes padrões de diâmetro de zona são aplicáveis somente para testes usando suplemento de agar de Mueller-Hinton em sangue61 de ovelha a 5% incubado em CO2 à 5%.

Para Neisseria gonorrhoeaei:
Diâmetro da zona (mm)                Interpretação
38                            sensível (S)
34 - 37                        intermediário (I)
33                            resistente (R)

iEstes padrões de interpretação são aplicáveis para testes de difusão em disco com agar CG e suplemento de crescimento definido a 1% em CO2. à 5%. A interpretação envolve a correlação do diâmetro obtido no teste de disco com o CIM da gatifloxacina

Indicações de Tequin

TEQUIN está indicado em pacientes a partir de 16 anos para o tratamento das seguintes infecções58 quando causadas por bactérias sensíveis:

Pneumonia62 adquirida na comunidade

Exacerbação aguda bacteriana de bronquite crônica63

Sinusite64 aguda

Infecções58 não-complicadas de pele28 e estruturas cutâneas30

Infecções58 não-complicadas do trato urinário65 (cistite66)

Infecções58 complicadas do trato urinário65

Pielonefrite67

Gonorréia68 uretral69, faríngea e retal não-complicadas, em pacientes do sexo masculino, e gonorréia68 endocervical, faríngea e retal em pacientes do sexo feminino.

Contra-Indicações de Tequin

TEQUIN é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade à gatifloxacina, agentes antimicrobianos da classe das quinolonas ou a qualquer outro componente da formulação deste produto.

Advertências de Tequin

A segurança e eficácia da gatifloxacina em mulheres grávidas e lactantes70 não foi estabelecida (ver também PRECAUÇÕES/Gravidez4 e Amamentação71).

Como com outros agentes da classe das quinolonas, a gatifloxacina causou artropatia72 e/ou clondrodisplasia em ratos e cachorros imaturos. Não se conhece a relevância destes resultados com relação ao uso clínico da gatifloxacina.

Convulsões, aumento da pressão intracraniana e psicose73 foram relatados em pacientes que receberam quinolonas. As quinolonas podem também causar estimulação do sistema nervoso central32, podendo levar a tremores, agitação, convulsões, confusão, alucinações74, paranóia, depressão, pesadelos e insônia. Estas reações podem ocorrer após a primeira dose. Caso ocorram, a droga deve ser interrompida e  tomadas as medidas adequadas.

Assim como com outras quinolonas, TEQUIN deve ser usado com cautela em pacientes com suspeita ou histórico de distúrbios do SNC75, como aterosclerose76 cerebral grave, epilepsia77 e outros fatores que predisponham a convulsões.

Reações de hipersensibilidade e/ou reações anafiláticas78 sérias e ocasionalmente fatais foram relatadas em pacientes sob terapia com quinolonas. Estas reações podem ocorrer após a primeira dose. Algumas reações foram acompanhadas por colapso79 cardiovascular, hipotensão80/choque81, tontura10, perda da consciência, zunido, angioedema82 (incluindo edema83/inchaço84 de língua85, laringe86, garganta87 e face88), obstrução respiratória (incluindo broncoespasmo89, diminuição da respiração e dificuldade respiratória aguda), dispnéia90, urticária91, prurido92, e outras reações cutâneas30 graves.

TEQUIN deve ser descontinuado ao primeiro sinal93 de erupção94 cutânea95 ou de qualquer outra manifestação de hipersensibilidade. Reações graves de hipersensibilidade aguda podem requerer tratamento emergencial.Eventos graves e algumas vezes fatais, alguns devidos à hipersensibilidade e outros de etiologia96 incerta, foram relatados em pacientes recebendo terapia com algum antibiótico. Estes eventos podem ser graves e, em geral, ocorrem após a administração de doses múltiplas. As manifestações clínicas podem incluir um ou mais dos seguintes eventos: febre97, erupção94 cutânea95 ou reações dermatológicas graves (por. ex., necrólise epidérmica tóxica98, Síndrome99 de Stevens Johnson); vasculite100, artralgia101, mialgia102, doença do soro23, pneumonite103 alérgica, nefrite104 intersticial105, falha ou insuficiência106 aguda da função renal20; hepatite107, icterícia108, falha ou necrose109 hepática43 aguda; anemia110, inclusive hemolítica e aplástica; trombocitopenia111, inclusive púrpura112 trombocitopênica trombótica113; leucopenia114, agranulocitose115, pancitopenia116; e/ou outras anormalidades hematológicas.

Colite117 pseudomembranosa foi relatada com praticamente todos os agentes antibacterianos, inclusive TEQUIN e pode variar quanto a intensidade de leve a grave e com  risco de vida. É importante, portanto, considerar este diagnóstico118 nos pacientes que apresentem diarréia8 após a administração de qualquer agente antibacteriano. O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora do cólon119 e pode permitir o supercrescimento de Clostridia. Estudos indicam que uma toxina120 produzida pelo Clostridium difficile é a principal causa de colite117 associada a antibióticos. Após ter sido estabelecido o diagnóstico118 de colite117 pseudomembranosa, devem ser iniciadas medidas terapêuticas apropriadas.

Embora não tenham sido observadas nos estudos clínicos realizados com TEQUIN, foram relatadas rupturas de ombros, mãos121 e tendões122 de Aquiles que necessitaram de reparação cirúrgica ou que resultaram em incapacitação prolongada em pacientes recebendo quinolonas. TEQUIN deve ser descontinuado caso ocorra dor, inflamação123 ou ruptura de  tendão124. Os pacientes devem evitar ou diminuir os exercícios até que os diagnósticos de tendinite125 ou de ruptura de tendão124 tenham sido seguramente excluídos. A ruptura de tendão124 pode ocorrer durante ou após a terapia com quinolonas.

Os agentes antimicrobianos, quando usados em altas doses por curtos períodos de tempo no tratamento da gonorréia68, pode mascarar ou retardar sintomas2 de sífilis126 incubada. A gatifloxacina não demonstrou ser eficaz no tratamento da sífilis126.

Precauções de Tequin

Pacientes com Insuficiência Renal45
A administração de TEQUIN deve ser realizada com cautela em pacientes com insuficiência renal45.  Deve-se realizar cuidadosa observação clínica e avaliações laboratoriais adequadas antes e durante o tratamento, visto que a eliminação da gatifloxacina pode ser reduzida nestas condições. Em pacientes com "clearance" de creatinina46 < 30ml/min, é necessário o ajuste da dosagem de modo a evitar acúmulo de gatifloxacina devido à redução do "clearance" (ver POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO/Ajuste de Dosagem em Pacientes com Insuficiência Renal45 e FARMACOLOGIA17 CLÍNICA/Populações Especiais)

Homeostase Glicêmica
Como com outras quinolonas, foram relatados distúrbios glicêmicos no sangue61, inclusive hiper e hipoglicemia127 sintomáticas, em geral em pacientes diabéticos recebendo tratamento concomitante com hipoglicemiantes orais128 (p. ex. gliburida) ou com insulina50. Nestes pacientes é recomendada cuidadosa monitoração da glicose sanguínea53.

Interação Medicamentosa
Não foram observadas interações significativas com leite ou carbonato de cálcio quando ingeridos concomitantemente com TEQUIN em voluntários sadios. Não ocorreram interações farmacocinéticas significativas quando da administração de TEQUIN em voluntários sadios concomitantemente a drogas metabolizadas pelo citocromo P450 (CYP), isto é, cimetidina, midazolam, teofilina, varfarina ou quando da administração em  pacientes diabéticos que estejam recebendo gliburida. Estes resultados e os dados dos estudos in vitro  sugerem que a gatifloxacina provavelmente não altera significativamente o clearance metabólico de drogas metabolizadas pelas isoenzimas CYP3A, CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19 e CYP2D6. Não é necessário ajuste de dose quando do uso concomitante destas drogas com TEQUIN.

Sulfato ferroso ou  suplementos alimentares contendo zinco, magnésio ou ferro (como os produtos multivitamínicos) podem ser administrados 2 horas antes ou 2 horas após TEQUIN  e antiácidos14 contendo alumínio/magnésio, 2 horas após a administração de TEQUIN, sem que ocorra qualquer interação farmacocinética significativa (ver FARMACOLOGIA17 CLÍNICA/Interação Medicamentosa).

A administração concomitante de TEQUIN e digoxina não produz alterações significativas na farmacocinética da gatifloxacina. No entanto, observou-se aumento na concentração de digoxina em 3 de 11 pacientes. Desta forma, pacientes recebendo digoxina devem ser monitorados quanto aos sinais1 e/ou sintomas2 de toxicidade18 por digoxina. Em pacientes que manifestem sinais1 e/ou sintomas2 de intoxicação por digoxina, as concentrações séricas de digoxina devem ser determinadas e sua dosagem ajustada de forma apropriada (ver FARMACOLOGIA17 CLÍNICA/Interação Medicamentosa).

A exposição sistêmica de TEQUIN aumenta significativamente com a administração concomitante de probenecida. (ver FARMACOLOGIA17 CLÍNICA/Interação Medicamentosa).

Interações Laboratoriais
Não há relatos da ocorrência de interações de TEQUIN com testes laboratoriais.

Carcinogênese, Mutagênese, Teratogênese129 e Comprometimento da Fertilidade
A gatifloxacina foi administrada a camundongos B6C3F1 em uma dieta de 18 meses com doses de até 81mg/Kg/dia em machos e 90mg/Kg/dia em fêmeas, os quais não demonstraram aumento nas neoplasias130. Estas doses forneceram exposições sistêmicas cumulativas [áreas da curva de concentração plasmática pelo tempo(AUC )] durante o ciclo do estudo, que foram superiores 5 a 7 vezes a exposição cumulativa (AUC) para humanos que receberam 400mg por dia durante 14 dias.

Em  um estudo de carcinogenicidade com uma dieta de 2 anos realizada em ratos Fischer 344, não foram observados aumentos nos índices de neoplasias130 em animais machos que receberam doses de até 47mg/Kg/dia e fêmeas com doses de até 139mg/Kg/dia (exposição cumulativa de aproximadamente 19 a 42 vezes a exposição cumulativa observada em humanos que receberam 400mg por dia durante 14 dias). Foi observado aumento estatisticamente significativo, comparativamente ao controle,  na incidência131 de leucemia132 linfocítica grandes células133 nos machos tratados com a alta dose de 100mg/Kg/dia (exposição cumulativa de aproximadamente 48 vezes  a exposição cumulativa humana com uma dose diária de 400mg em um período de 14 dias). Embora os ratos Fischer 344 tenham alta taxa espontânea de leucemia132 linfocítica de grandes células133, a incidência131 ocorrida nos machos recebendo alta dose excedeu levemente o índice estabelecido para esta cepa134. Os resultados obtidos nos animais machos recebendo alta dose podem representar uma predisposição genética acentuada para leucemia132 linfocítica de grandes células133 nos ratos Fischer 344 e não representam dados de segurança pertinentes ao uso clínico de gatifloxacina no ser humano.

Em testes de toxicidade18 genética, a gatifloxacina foi negativa para o teste Ames e em quatro estudos in vitro,  que incluíram testes orais e intravenosos micronucleares em camundongos, um teste de citogenicidade em ratos e um teste oral de reparação de DNA em ratos. A gatifloxacina foi avaliada como positiva nos ensaios de mutação genética135 in vitro usando células133 V-79 de hamster chineses e de citogenicidade in vitro usando células133 CHL/IU de hamsters chineses. Estes resultados não foram considerados inesperados; resultados similares foram observados com outras quinolonas e parece estar relacionado aos efeitos inibitórios das altas doses destes agentes na DNA tipoisomerase tipo II dos eucarióticos. Esta enzima57 está relacionada à DNA girase bacteriana, alvo no qual todas as quinolonas exercem seu efeito antibacteriano.
Não se observaram efeitos teratogênicos136 em ratos ou coelhos com doses de gatifloxacina de até 150 ou 50mg/Kg, respectivamente (aproximadamente 20 e 6 vezes a dose humana máxima baseado em mg/Kg ou 0,7 e 1,5 vezes com base na exposição sistêmica). O retardo no desenvolvimento da ossificação esquelética, incluindo costelas137 onduladas, foi observado em fetos de ratos com doses de gatifloxacina que produziram toxicidade18 materna (150mg/Kg/dia oral, 30mg/Kg/dia intravenosa). Resultados similares foram observados com outras quinolonas. Estas alterações não foram observadas em ratos ou coelhos com doses orais de gatifloxacina de até 50mg/Kg (aproximadamente 6 vezes a dose humana máxima em mg/Kg ou 0,2 e 1,5 vezes com base na exposição sistêmica).

Não ocorreram efeitos adversos sobre a fertilidade ou a reprodução138 de ratos que receberam gatifloxacina oral em doses de até 200mg/Kg/dia [25 vezes a dose humana máxima em mg/Kg equivalente à dose humana máxima com base na exposição sistêmica (AUC)].

Gravidez4
Como não há estudos adequados e bem controlados durante a gravidez4, TEQUIN deve ser usado durante a gravidez4 somente se o benefício superar o risco potencial para o feto139.

Amamentação71
Não se tem conhecimento se a gatifloxacina é eliminada no leite humano, porém como muitas drogas o são, deve-se ter cautela quando TEQUIN for administrado a mulheres no período de amamentação71. A gatifloxacina é eliminada no leite de ratas.

Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia da gatifloxacina na população pediátrica ( < 16 anos) não foi estabelecida.

Uso Geriátrico
Nos estudos clínicos com dose múltipla realizados com a gatifloxacina, 22% dos pacientes tinham 65 anos de idade ou mais e 10%,  75 anos ou mais. Não se observaram diferenças globais quanto à segurança e eficácia entre esta população e a de indivíduos mais jovens, não tendo outras experiências clínicas relatadas identificado diferenças nas resposta entre pacientes idosos e mais jovens; porém uma maior sensibilidade de alguns idosos não pode ser desconsiderada.

Operar/Dirigir Máquinas
Os efeitos de TEQUIN sobre a habilidade do paciente quanto a dirigir veículos ou operar maquinas não foram especificamente estudados. Como houve relatos de tonturas140 em aproximadamente 3% dos pacientes recebendo TEQUIN nos estudos clínicos (ver EVENTOS ADVERSOS), o paciente deve ser alertado quanto a essa possibilidade.

Reações Adversas de Tequin

Mais de 3900 pacientes foram tratados com gatifloxacina em estudos de eficácia clínica com dose única e múltipla realizados mundialmente.

Eventos ClínicosNos estudos de gatifloxacina, a maioria dos eventos adversos foi descrita como de leve  intensidade. A gatifloxacina foi descontinuada  em 3% dos pacientes em razão da presença de eventos adversos  relacionados com a droga.

Eventos adversos relacionados com a droga (relatados pelos investigadores como definidamente, provavelmente ou possivelmente relacionados com a droga em estudo)  que ocorreram em 1% ou mais dos pacientes recebendo gatifloxacina em estudos clínicos de dose única e múltipla estão descritos na tabela a seguir:

 Náuseas6    8%
Vaginite7    6%    
Diarréia8    4%    
Cefaléia141    3%    
Tontura10    3%    
Dor abdominal    2%    
Vômitos11    2%    
Dispepsia142    1%    
Insônia    1%    
Alteração do paladar13    1%    


Em pacientes que foram tratados apenas com dose intravenosa ou com dose intravenosa seguida de terapia oral, a incidência131 de eventos adversos foi similar aos que receberam tratamento oral.

Eventos adversos adicionais relacionados à droga, considerados clinicamente relevantes que ocorreram entre 0,1% e 1% (eventos adversos incomuns/infrequentes) dos pacientes que receberam gatifloxacina nos estudos clínicos de dose única e múltipla foram os seguintes:

Orgânicos Gerais: reações alérgicas, calafrios143, febre97, dor nas costas144, dor no peito145.
Cardiovasculares: palpitação146.
Digestivos: constipação147, glossite148, monilíase oral, estomatite149, úlcera150 oral.
Metabólico: edema83 periférico.
Sistema Nervoso151: sonhos  anormais, parestesia152, tremores, vasodilatação, vertigem153.
Respiratórios: dispnéia90, faringite154.
Pele28/Anexos155: erupções cutâneas30, transpiração156.
Sentidos Especiais: visão157 anormal, tinido.
Urogenital158: disúria159, hematúria160.

Eventos adversos adicionais relacionados à droga, considerados clinicamente relevantes que ocorreram em menos de 0,1% (eventos adversos raros) dos pacientes que receberam gatifloxacina em estudos clínicos de dose única e múltipla foram os seguintes: pensamentos anormais, agitação, intolerância ao álcool, anorexia161, ansiedade, artralgia101, artrite162, astenia163, asma164 (broncoespasmo89), ataxia165, dor óssea, bradicardia166, dor torácica, quelite, colite117, confusão, convulsão167, cianose168, despersonalização, depressão, diabetes mellitus48, pele28 seca, disfagia169, otalgia170, equimose171, edema83, epistaxe172, euforia, dor ocular, edema83 facial, flatulência, gastrite173, hemorragia174 gastrintestinal, gengivite175, halitose176, alucinações74, hematêmese177, hostilidade, hiperestesia, hiperglicemia178, hipertensão179, hipertonia180, hiperventilação, hipoglicemia127, cãibra nas pernas, linfadenopatia, erupção94 maculopapular181, metrorragia182, enxaqueca183, edema83 bucal, mialgia102, miastenia184, cervicalgia, nervosismo, ataque de pânico, paranóia, parosmia, prurido92, colite117 pseudomembranosa, psicose73, ptose185, hemorragia174 retal, sonolência, estresse, dor torácica subesternal, taquicardia186, perda do paladar13, sede, edema83 de língua85, erupção94 vesículobolhosa.

Anormalidades nos Testes Laboratoriais
As alterações clinicamente relevantes nos parâmetros laboratoriais, sem levar em consideração sua relação com a droga, ocorreram em menos de 1% dos pacientes tratados com gatifloxacina. Essas anormalidades incluíram: neutropenia187, aumento da alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), fosfatase alcalina188, bilirrubina189, amilase sérica e anormalidades eletrolíticas. Não está definido se estas anormalidades foram causadas pela droga ou se são inerentes às condições de tratamento.

Posologia e Administração de Tequin

As dosagens recomendadas de TEQUIN comprimidos estão apresentadas na tabela a seguir. As doses de TEQUIN são administradas uma vez ao dia,  a cada 24 horas. Estas recomendações aplicam-se aos pacientes com "clearance" de creatinina46   30 ml/min. Para pacientes190 com clearance de creatinina46 < 30ml/min, ver Ajuste de Dosagem em Pacientes com Insuficiência Renal45. TEQUIN pode ser administrado sem levar em conta a alimentação, inclusive leite e suplementos alimentares contendo cálcio. TEQUIN pode ser administrado sem considerar a idade (< 16 anos), sexo ou etnia.

  Infecção3    Dose uma vez ao dia    Duração Total do Tratamento
Pneumonia62 adquirida na comunidade    400mg    7 a 14 dias    
Exacerbação aguda  bacteriana de bronquite crônica63    400mg     7 a 10 dias    
Sinusite64 aguda      400mg    10 dias    
Infecções58 não-complicadas de pele28 e estruturas cutâneas30    400mg    7 a 10 dias    
Infecções58 não-complicadas do trato urinário65 (cistite66)    400mg     1 dia    
Infecções58 complicadas do trato urinário65    400mg    7 a 10 dias    
Pielonefrite67 aguda    400mg    7 a 10 dias    
Gonorréia68 uretral69, faríngea e retal não-complicada em pacientes do sexo masculino e endocervical, faríngea e retal em pacientes do sexo feminino    400mg    1 dia    

Interação medicamentosa
Doses orais de TEQUIN devem ser administradas pelo menos 2 horas antes ou 2 horas após a administração de sulfato ferroso e suplementos alimentares contendo zinco, magnésio ou ferro (como,  por exemplo, produtos multivitamínicos). Doses orais de TEQUIN devem ser administradas pelo menos 2 horas antes da administração de antiácidos14 que contenham alumínio e magnésio. (ver PRECAUÇÕES, Interações Medicamentosas e  FARMACOLOGIA17 CLÍNICA, Interações  Medicamentosas).

Ajuste de Dose em Pacientes com Insuficiência Renal45
Como a a gatifloxacina é eliminada principalmente por via renal20 (ver FARMACOLOGIA17 CLÍNICA/Eliminação),  a dosagem de TEQUIN deve ser modificada em pacientes com "clearance" de creatinina46 < 30 ml/min, incluindo pacientes em hemodiálise191 e diálise peritoneal192 (CAPD). A dosagem recomendada de TEQUIN nesta população é de 400mg nos dias 1 e 2 , não se devendo administrar dose no dia 3, administrando-se, então, 400mg a cada 48 horas a partir do dia 4. Para os pacientes em hemodiálise191, a dose deve ser administrada após a sessão de diálise193.

Não é necessário ajuste de dose nos esquemas de dose única (dose única de 400mg para o tratamento de infecção3 não-complicada do trato urinário65 e gonorréria).

A fórmula a seguir pode ser usada para estimar o "clearance" de creatinina46:

Homens
Clearance de creatinina46 (ml/min)=   peso (Kg) X (140 - idade)
                                                           72 X creatinina46 sérica (mg/dl194)

Mulheres
0,85 x valor calculado para homens


Doença Hepática43 Crônica
Não é necessário ajuste na dosagem de TEQUIN em pacientes com comprometimento da função hepática43 (ver FARMACOLOGIA17 CLÍNICA/Populações Especiais).

Conservação de Tequin

TEQUIN comprimidos revestidos deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), em recipiente bem fechado.

Superdosagem de Tequin

A gatifloxacina exibe um baixo potencial de toxicidade18 aguda. As doses  letais orais mínimas em ratos e cachorros foram superiores que 2000 mg/Kg e 1000mg/Kg, respectivamente. A dose letal I.V. mínima foi de 144mg/Kg em ratos e superior à 45mg/Kg em cachorros. Os sinais1 clínicos observados nestas espécies incluíram diminuição da  atividade e da frequencia respiratória, tremores e convulsões.

No caso de ocorrência de superdosagem oral aguda, o estômago195 deve ser esvaziado induzindo-se o vômito196 ou por lavagem gástrica197. O paciente deve ser cuidadosamente observado e receber tratamento sintomático198 e de suporte. Deve ser mantida hidratação adequada.  A gatifloxacina não é removida do organismo de forma eficaz por hemodiálise191 (recuperação de aproximadamente 14% em 4 horas) ou por diálise peritoneal192 (CAPD) (recuperação de aproximadamente 11% em 8 dias).


ATENÇÃO:  ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


TEQUIN - Laboratório

B-MS
Rua Carlos Gomes, 924
São Paulo/SP - CEP: 04743-002
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Fax: 55 (011) 246-0151
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Complementos

1 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
6 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
7 Vaginite: Inflamação da mucosa que recobre a vagina. Em geral é devido a uma infecção bacteriana ou micótica. Manifesta-se por ardor, dor espontânea ou durante o coito (dispareunia) e secreção mucosa ou purulenta pela mesma.
8 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
9 Cabeça:
10 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
11 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
13 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
14 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
15 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
16 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
17 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
18 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
19 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
20 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
21 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
22 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
23 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
24 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
25 Macrófagos Alveolares: Fagócitos mononucleares, redondos e granulares, encontrados nos alvéolos dos pulmões. Estas células ingerem pequenas partículas inaladas, resultando em degradação e apresentação do antígeno para células imunocompetentes.
26 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
27 Ouvido médio: Atualmente denominado orelha média, é constituído pela membrana timpânica, cavidade timpânica, células mastoides, antro mastoide e tuba auditiva. Separa-se da orelha externa através da membrana timpânica e se comunica com a orelha interna através das janelas oval e redonda.
28 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
29 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
30 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
31 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
32 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
33 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
34 Líquido seminal: Líquido seminal é um líquido pré-ejaculatório, que limpa o canal da uretra, neutralizando o pH e matando possíveis micro-organismos, para que o esperma não seja contaminado.
35 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
36 Colo Uterino: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
37 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
38 Miométrio: A capa de músculos lisos do útero, que forma a massa principal do órgão.
39 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
40 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
41 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
42 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
43 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
44 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
45 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
46 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
47 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
48 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
49 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
50 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
51 Peptídeo C: (Connecting peptide) Substância que o pâncreas libera para a corrente sangüínea em igual quantidade de insulina. Indiretamente, indica a secreção de insulina pelo pâncreas. Um teste com baixos níveis de peptídeo C demonstra deficiência de secreção da insulina. Valores abaixo de 1,2 ng/ml indicam deficiência severa de insulina e necessidade de administração de insulina para o tratamento do diabetes.
52 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
53 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
54 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
55 Espirometria: Exame que permite aferir o fluxo de ar nas vias aéreas ou brônquios, comparando os resultados com os obtidos por pessoas saudáveis com a mesma idade e altura. Serve para a investigação de sintomas respiratórios; diagnóstico e avaliação de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou bronquite causada pelo cigarro; incapacidade funcional; avaliação pós-operatória e avaliação e diagnóstico de doenças respiratórias relacionadas ao trabalho. O exame têm duração média de 30 minutos.
56 Antiácido: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
57 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
58 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
59 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
60 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
61 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
62 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
63 Bronquite crônica: Inflamação persistente da mucosa dos brônquios, em geral produzida por tabagismo, e caracterizada por um grande aumento na produção de muco bronquial que produz tosse e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos durante dois anos.
64 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
65 Trato Urinário:
66 Cistite: Inflamação ou infecção da bexiga. É uma das infecções mais freqüentes em mulheres, e manifesta-se por ardor ao urinar, urina escura ou com traços de sangue, aumento na freqüência miccional, etc.
67 Pielonefrite: Infecção dos rins produzida em geral por bactérias. A forma de aquisição mais comum é por ascensão de bactérias através dos ureteres, como complicação de uma infecção prévia de bexiga. Seus sintomas são febre, dor lombar, calafrios, eliminação de urina turva ou com traços de sangue, etc. Deve ser tratada cuidadosamente com antibióticos pelo risco de lesão permanente dos rins, com perda de função renal.
68 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
69 Uretral: Relativo ou pertencente à uretra.
70 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
71 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
72 Artropatia: Comprometimento patológico de uma artculação.
73 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
74 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
75 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
76 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
77 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
78 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
79 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
80 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
81 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
82 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
83 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
84 Inchaço: Inchação, edema.
85 Língua:
86 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
87 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
88 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
89 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
90 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
91 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
92 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
93 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
94 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
95 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
96 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
97 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
98 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
99 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
100 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
101 Artralgia: Dor em uma articulação.
102 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
103 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
104 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
105 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
106 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
107 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
108 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
109 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
110 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
111 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
112 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
113 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
114 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
115 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
116 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
117 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
118 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
119 Cólon:
120 Toxina: Substância tóxica, especialmente uma proteína, produzida durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capaz de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
121 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
122 Tendões: Tecidos fibrosos pelos quais um músculo se prende a um osso.
123 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
124 Tendão: Tecido fibroso pelo qual um músculo se prende a um osso.
125 Tendinite: Inflamação de um tendão. Produz-se em geral como conseqüência de um traumatismo. Existem doenças imunológicas capazes de produzir tendinite entre outras alterações.
126 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
127 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
128 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
129 Teratogênese: Formação e desenvolvimento no útero de anomalias que levam a malformações; teratogenia.
130 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
131 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
132 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
133 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
134 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
135 Mutação genética: É uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
136 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
137 Costelas:
138 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
139 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
140 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
141 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
142 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
143 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
144 Costas:
145 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
146 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
147 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
148 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
149 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
150 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
151 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
152 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
153 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
154 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
155 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
156 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
157 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
158 Urogenital: Na anatomia geral, é a região relativa aos órgãos genitais e urinários; geniturinário.
159 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
160 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
161 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
162 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
163 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
164 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
165 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
166 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
167 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
168 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
169 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
170 Otalgia: Dor localizada no ouvido. Pode ser produzida por alterações nas estruturas do mesmo (otite, traumatismos, corpo estranho) ou em estruturas circunvizinhas ao mesmo que produzem dor referida nos ouvidos.
171 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
172 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
173 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
174 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
175 Gengivite: Condição em que as gengivas apresentam-se com sinais inflamatórios e sangramentos.
176 Halitose: Halitose ou mau hálito é a exalação de odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou estômago através da respiração, sendo que em 90% dos casos, a saburra lingual é a causa do problema.
177 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
178 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
179 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
180 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
181 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
182 Metrorragia: Hemorragia uterina produzida fora do período menstrual. Pode ser sinal de menopausa. Em certas ocasiões é produzida pela presença de tumor uterino ou nos ovários.
183 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
184 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
185 Ptose: Literalmente significa “queda” e aplica-se em distintas situações para significar uma localização inferior de um órgão ou parte dele (ptose renal, ptose palpebral, etc.).
186 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
187 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
188 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
189 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
190 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
191 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
192 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
193 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
194 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
195 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
196 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
197 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
198 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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