MESTINON

VALEANT FARMACÊUTICA DO BRASIL LTDA.

Atualizado em 09/12/2014


Brometo de Piridostigmina

                     VAGOTôNICO, ANTIMIASTêNICO

Identificação do Produto de Mestinon

Nome genérico

Brometo de Piridostigmina

Forma Farmacêutica e Apresentação de Mestinon

Comprimidos - caixa com 20 comprimidos

USO ADULTO

Composição de Mestinon

Cada comprimido de Mestinon® contém 60 mg de brometo de piridostigmina.

Informações ao Paciente de Mestinon

O Produto de Mestinon

Este medicamento está indicado para o tratamento de doenças que afetam os músculos1. Estas doenças, no entanto, são muito especiais (específicas) e só podem ser tratadas por um médico.
Portanto, não faça uso deste medicamento sem prescrição médica e, pelas mesmas razões, não o
indique a outras pessoas.

Os efeitos deste medicamento começam a se manifestar de forma lenta, portanto é necessário
continuar a tomar o remédio pelo período que o médico recomendou.

Mestinon® não pode ser tomado por pacientes que apresentem outras doenças graves, em
especial localizadas no estômago2, intestino, vias urinárias e, ainda, por pessoas que sejam
sensíveis a este remédio. Apenas o seu médico poderá avaliar as condições para prescrever
Mestinon®.

Antes de tomar Mestinon®, informe seu médico sobre outros remédios de que esteja fazendo
uso. Mestinon® é incompatível com alguns medicamentos e que, portanto, não podem ser usados
conjuntamente.

Caso você apresente problemas no coração3, asma4, diabetes5 ou vá se submeter a intervenções
cirúrgicas, avise com antecedência seu médico antes de tomar este remédio.

Mestinon® não deve ser tomado por mulheres que estejam grávidas ou amamentando.

Mestinon® geralmente é bem tolerado. No entanto, alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer,
tais como: náuseas6, vômitos7, diarréia8, cólicas9 abdominais, aumento dos movimentos do intestino,
aumento das secreções dos pulmões10, excesso de saliva, batidas lentas do coração3, problemas nos
olhos11, contrações musculares, fraqueza muscular e erupções na pele12. Alguns outros efeitos
indesejáveis aqui não citados também podem aparecer. Caso ocorra qualquer tipo de efeito
indesejável, suspenda a medicação e informe imediatamente a seu médico.

Siga corretamente a prescrição de seu médico quanto a forma de tomar os comprimidos de
Mestinon® e com relação ao intervalo entre as tomadas. Não altere as doses e os horários das
tomadas por sua própria conta. Isso pode, inclusive, prejudicar o seu tratamento.

Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem
externa). O uso de qualquer remédio com prazo de validade vencido não é aconselhável.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO; PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE13.

Informação Técnica de Mestinon

Propriedades e Efeitos de Mestinon

O brometo de piridostigmina, princípio ativo do Mestinon®, é um inibidor eficaz da colinesterase. Ele se diferencia por um lento início de ação, pela uniformidade de efeito, duração
de ação relativamente longa e uma diminuição progressiva do efeito colinérgico14.

Farmacocinética de Mestinon

A piridostigmina, como os demais medicamentos pertencentes ao mesmo grupo, é absorvida
apenas parcialmente pelo trato gastrintestinal. A biodisponibilidade, após administração oral, é de
3 a 8%. As concentrações plasmáticas máximas, estando o paciente em jejum, são alcançadas
entre 1½ a 2 horas, após a ingestão de 120 mg de piridostigmina. Quando o produto é ingerido
juntamente com as refeições, a concentração aumenta mais lentamente.

O volume médio de distribuição é de 1,4 litros/kg de peso. A piridostigmina não se liga
fortemente às proteínas15 plasmáticas e não atravessa a barreira hematoencefálica.

Com respeito ao tempo de meia-eliminação, os valores médios estão situados em torno de 1½
hora. Em alguns casos, este tempo pode triplicar. O clearance plasmático médio, em indivíduos
sadios, varia entre 0,36 e 0,65 l/h/kg. Não existem dados conclusivos sobre a possibilidade de
acúmulo da piridostigmina inalterada ou de metabólitos16 ativos no organismo. Na prática clínica,
este ponto reveste-se de menor importância, uma vez que a posologia do Mestinon® deve ser
sempre adaptada a cada caso em particular.

A piridostigmina é eliminada em sua maior parte (75 - 81%) sob forma inalterada por via renal17.
Uma pequena fração (18-21%) aparece na urina18 sob a forma de metabólito19
3-hidroxi-N-metil-piridina. Outros metabólitos16 não identificados representam 1 a 4% do total e
revestem-se de pouca importância.

As concentrações plasmáticas necessárias para a obtenção do efeito terapêutico no tratamento da
miastenia20 gravis são de 20 a 60 ng/ml.

As alterações da função hepática21 não exercem qualquer influência importante sobre a cinética22 da
piridostigmina. No caso de insuficiência renal23 devido à idade ou em decorrência de uma doença,
o tempo de meia-eliminação pode estar quadruplicado, e o clearance plasmático pode reduzir-se
à quinta parte de seu valor normal.

Indicações de Mestinon

O campo de indicações do Mestinon® compreende afecções24 nas quais se deseja obter uma estimulação do sistema nervoso25 parassimpático e uma ação favorável sobre a transmissão do
influxo na junção mioneural.

É principalmente usado, por via oral, no diagnóstico26 e tratamento da miastenia20 grave, por seu
efeito prolongado e poucos distúrbios gastrintestinais, formando alívio sintomático27 mais
sustentado, particularmente à noite.

Pode ser usado nos casos de doença de Little, esclerose múltipla28 e na esclerose29 lateral
amiotrófica, mioatrofias espinhais e paresias consecutivas à poliomielite30.

Também pode ser usado na prevenção dos distúrbios pós-punção lombar e do meningismo
pós-eletroencefalografia31, assim como no tratamento da enxaqueca32 e cefaléia33.

Também é usado, eventualmente, na reversão da taquicardia34 paroxística e na modificação do
estado reacional dos tuberculosos.

Restrições de Uso de Mestinon

Mestinon® está contra-indicado nos casos de obstáculo mecânico ao nível do trato gastrintestinal
ou nas vias urinárias, bem como nos casos de conhecida hipersensibilidade à droga.

Mestinon® não deve ser administrado em associação com os miorrelaxantes despolarizantes,
como o suxametônio.

Mestinon® deve ser administrado com extrema precaução a pacientes com bradicardia35, asma4
brônquica, diabetes mellitus36 e após intervenções cirúrgicas sobre o estômago2 e intestino.

A ausência de resposta ao tratamento com Mestinon® pode, eventualmente, estar relacionada a
uma superdosagem.

Deve-se também observar o princípio médico de não se administrar medicamentos durante a
gravidez37 e a lactantes38, a não ser em casos de extrema necessidade e, mesmo assim, utilizando-se
dose bem ajustada e sob observação médica.

Precauções de Mestinon

Usar com cautela na epilepsia39, hipertireoidismo40, úlceras41 pépticas, oclusão coronária e arritmias42 cardíacas.

Interações Medicamentosas de Mestinon

O brometo de piridostigmina antagoniza a ação dos miorrelaxantes não despolarizantes do tipo
curare.

A atropina anula os efeitos colinérgicos da piridostigmina, especialmente a bradicardia35 e a
hipersecreção.

Antibióticos aminoglicosídeos - pela ação própria de bloqueio não despolarizante dessas drogas.

Corticosteróides - reduz o efeito anticolinesterase dessas drogas.

Relaxantes musculares despolarizantes (succinilcolina, decametônio) - somente utilizar nos
pacientes miastênicos recebendo piridostigmina quando absolutamente necessário, dada a ação
depressiva respiratória.

Anestésicos, antiarrítmicos e drogas anticolinesterásicas - somente utilizar em miastênicos quando
necessário, dada a ação sinérgica.

Magnésio - pode antagonizar o efeito benéfico do colinérgico14.

Reações Adversas de Mestinon

Mestinon®, bem como todos os medicamentos colinérgicos, pode apresentar repercussões funcionais indesejáveis sobre o sistema neurovegetativo. Os efeitos secundários do tipo
muscarínico podem traduzir-se por náuseas6, vômitos7, diarréia8, cólicas9 abdominais, aumento do
peristaltismo43 e das secreções brônquicas, hipersalivação e ainda bradicardia35 e miose44.

Foram ainda eventualmente relatados sintomas45 nicotínicos, tais como:

 Lacrimejamento, miose44, diplopia46, hiperemia47 conjuntival, espasmo48 de acomodação;

 convulsões, disartria49, disfonia50, tontura51, cefaléia33, vertigem52;

 aumento de secreções tráqueo-brônquicas, laringo-espasmos53;

 na superdose: paralisia54 respiratória, muscular e central, parada respiratória, bronco-espasmo48 e
morte. Também podem ocorrer arritmias42, bradicardia35, bloqueio A-V, parada cardíaca;

 fraqueza muscular, fasciculações55, cãibras;

 aumento da freqüência urinária;

 alopécia56.

Como os produtos que contém bromo, Mestinon®, em casos raros, pode provocar o
aparecimento de erupções cutâneas57 que, em geral, desaparecem rapidamente após a suspensão
da medicação. Neste caso, o retorno do tratamento com Mestinon® ou por qualquer outro
produto que contenha bromo está formalmente contra-indicado.

Advertências de Mestinon

Crise miastênica/Crise colinérgica58

A superdose de piridostigmina pode resultar na crise colinérgica58, caracterizada por fraqueza
muscular progressiva e paralisia54 dos músculos respiratórios59, levando à morte. A crise miastênica
resultante do agravamento da miastenia20 pode levar à fraqueza muscular intensa, sendo difícil o
diagnóstico26 diferencial, que é de crucial importância para o tratamento. O tratamento da crise
miastênica requer o aumento de dose do colinérgico14, e o da crise colinérgica58 se faz com a retirada
imediata da piridostigmina e o uso de atropina (1 ml de atropina IV).

Uso na Gravidez37 de Mestinon

A segurança do uso de Mestinon® durante a gravidez37 não foi estabelecida. Embora aparentemente segura para o feto60, pode afetar o neonato61: fraqueza muscular transitória em cerca
de 20% das crianças de mães utilizando essas drogas na gravidez37.

As drogas anticolinérgicas podem causar irritabilidade uterina e induzir trabalho de parto quando
administradas IV em mulheres no pré-parto.

Uso na Lactação62 de Mestinon

Não está determinado se esta droga é excretada no leite materno. Dado o risco de efeitos
maléficos sobre o latente, o uso em lactantes38 deve pesar risco/benefício e a importância do
medicamento para a mãe.

Posologia Padrão de Mestinon

Durante o tratamento com Mestinon®, deve-se levar em consideração que o efeito se estabelece de forma progressiva, em geral, 15 a 30 minutos após administração oral.

 Atonia intestinal, constipação63 atônica: 1 comprimido a intervalos regulares (4/4 horas, por
exemplo).

 Miastenia20 gravis pseudoparalítica: 1 a 3 comprimidos, 2 a 4 vezes ao dia; nos casos mais
graves a posologia pode ser aumentada. Na miastenia20 gravis, o efeito de uma dose dura cerca
de 4 horas durante o dia e até aproximadamente 6 horas durante a noite, devido a diminuição da
atividade física.

 Doença de Little, esclerose múltipla28, esclerose29 lateral amiotrófica, mioatrofias espinhais, paresias
consecutivas à poliomielite30: 1 a 6 comprimidos de 60 mg por dia.

 Prevenção dos distúrbios pós-punção lombar e do meningismo pós-eletroencefalografia31: 1
comprimido de 60 mg, 15 minutos antes de punção ou de exame.

 Cefaléia33, enxaqueca32: 1/4 a 1/2 comprimido, 3 vezes ao dia.

 Taquicardia34 paroxística, taquicardia34 sinusal supraventricular: 1/4 a 1/2 comprimido de 60 mg,
3-4 vezes ao dia.

 Modificação do estado reacional dos tuberculosos: 1/4 a 1/2 comprimido de 60 mg, 3 a 4 vezes
ao dia.

Recomenda-se administrar Mestinon® de forma que seu efeito máximo coincida com o período
de maior esforço físico, por exemplo, ao levantar-se ou durante as refeições.

Em casos especiais para antagonizar o efeito do curare, pode-se utilizar preferencialmente a
neostigmina (Prostigmine®) em lugar de piridostigmina (Mestinon®).

Nos casos de alterações da função renal17 devido à idade ou a patologia64 específica, o intervalo
entre as doses deve ser mais espaçado ou, caso necessário, reduzir as doses subseqüentes.

Sintomas45 e Tratamento de Superdosagem de Mestinon

Quadro clínico: Quando há superestimulação, o quadro sintomatológico é o de aumento
de ação parassimpaticomimética se não houver mascaramento atropínico.

Os sinais65 e sintomas45 da crise colinérgica58 são muito variáveis. Manifestam-se por cólicas9
abdominais, diarréia8, vômitos7, salivação excessiva, palidez, suores frios, frio, urgência66
urinária, distúrbios visuais e, eventualmente, fasciculação67 e paralisia54 dos músculos1
voluntários (incluindo a língua68), dos ombros, pescoço69 e braços.

Miose44, hipertensão70 com ou sem bradicardia35, sensações subjetivas de tremores internos,
ansiedade e pânico podem completar o quadro.

A crise colinérgica58 se diferencia da crise miastênica pelo fato desta última não
apresentar os sintomas45 acima, exceto ansiedade e pânico.

O tratamento consiste em interrupção imediata do Mestinon® ou de outros colinérgicos e a
administração de 1 a 2 mg de sulfato de atropina por via intravenosa lenta. De acordo com a
freqüência cardíaca observada, a dose poderá ser repetida, de acordo com o caso, de 2 em 2
horas ou de 4 em 4 horas.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

MESTINON - Laboratório

VALEANT FARMACÊUTICA DO BRASIL LTDA.
Rua Mário Junqueira da Silva, 736/766
Campinas/SP
Tel: 0800 16 6116

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
2 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
3 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
4 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
7 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
8 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
9 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
10 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
11 Olhos:
12 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
13 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
14 Colinérgico: 1. Relativo a ou semelhante à acetilcolina, especialmente quanto à ação fisiológica. 2. Diz-se das sinapses ou das fibras nervosas que liberam ou são ativadas pela acetilcolina.
15 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
16 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
17 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
18 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
19 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
20 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
21 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
23 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
24 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
25 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
26 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
27 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
28 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
29 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
30 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
31 Eletroencefalografia: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
32 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
33 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
34 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
35 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
36 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
37 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
38 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
39 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
40 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
41 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
42 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
43 Peristaltismo: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristalse.
44 Miose: Contração da pupila, que pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
45 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
46 Diplopia: Visão dupla.
47 Hiperemia: Congestão sanguínea em qualquer órgão ou parte do corpo.
48 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
49 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
50 Disfonia: Alteração da produção normal de voz.
51 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
52 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
53 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
54 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
55 Fasciculações: 1. Implantações, formações de fascículos. 2. Leves contrações localizadas de fascículos musculares inervados por um único filamento nervoso motor, visíveis como breves tremores na superfície da pele.
56 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
57 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
58 Colinérgica: 1. Relativo a ou semelhante à acetilcolina, especialmente quanto à ação fisiológica. 2. Diz-se das sinapses ou das fibras nervosas que liberam ou são ativadas pela acetilcolina.
59 Músculos Respiratórios: Neste grupo de músculos estão incluídos o DIAFRAGMA e os MÚSCULOS INTERCOSTAIS.
60 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
61 Neonato: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
62 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
63 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
64 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
65 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
66 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
67 Fasciculação: 1. Implantação, formação de fascículos. 2. Leve contração localizada de fascículos musculares inervados por um único filamento nervoso motor, visível como breves tremores na superfície da pele.
68 Língua:
69 Pescoço:
70 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.

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