NOVAMIN

B-MS

Atualizado em 09/12/2014

           NOVAMIN ®


sulfato de amicacina


injetável


- APRESENTAÇÃO

NOVAMIN  100mg, 250mg e 500mg  injetável são apresentados em embalagens com 1 ampola contendo 2ml de solução para injeção1.
NOVAMIN  1g injetável é apresentado em embalagem com 1 frasco-ampola ou com 1 ampola contendo 4ml de solução para injeção1.


USO PEDIÁTRICO OU ADULTO  


Uso I.M. ou I.V.


- COMPOSIÇÃO

Cada ampola de NOVAMIN 100mg contém 100mg de sulfato de amicacina em 2ml de solução para injeção1.
Cada ampola de NOVAMIN 250mg contém 250mg de sulfato de amicacina em 2ml de solução para injeção1.
Cada ampola de NOVAMIN 500mg contém 500mg de sulfato de amicacina em 2ml de solução para injeção1.
Cada ampola ou frasco-ampola de NOVAMIN 1g contém 1g de sulfato de amicacina em 4ml de solução para injeção1.


Informações ao Paciente de Novamin

Ação esperada do medicamento:  a eficácia do NOVAMIN é refletida pela melhora do estado geral do paciente com a regressão dos sinais2 e sintomas3 da infecção4.

Cuidados de Armazenamento : O medicamento deverá ser conservado em local com temperatura abaixo de 40 o  C, sendo de preferência entre 15 e 30  o  C.

Prazo de validade : vide cartucho. A amicacina, como é apresentada, é estável à temperatura ambiente; às vezes, a solução pode sofrer alteração de cor tornando-se amarelo pálido, o que não indica diminuição da potência.  Este medicamento não deve ser usado se o seu prazo de validade estiver vencido, sob o risco de não produzir os efeitos desejados.
Gravidez5 e Lactação6 : Informar sempre ao médico a ocorrência de gravidez5 antes ou durante a vigência do tratamento. Como os demais antibióticos, é desaconselhável sua utilização durante o período de amamentação7.

Cuidados de Administração : A dose a ser utilizada deverá ser sempre orientada pelo médico.

Interrupção do tratamento : Qualquer modificação da dose ou interrupção do tratamento somente deverá ser feita sob orientação médica.

NOVAMIN  é um medicamento rapidamente absorvido  após a administração intramuscular.

Reações Adversas : Informar ao médico caso ocorram, durante o tratamento, sintomas3 eventuais como: zumbido, diminuição da audição, tontura8, vertigem9, erupções cutâneas10, dor de cabeça11, náusea12 e vômitos13.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Ingestão concomitante com outras substâncias : Como os demais antibióticos, é desaconselhável a administração concomitante com bebida alcoólica, durante todo o período de tratamento. Como os demais aminoglicosídeos, deverá ser evitada a  administração concomitante com drogas anestésicas e diuréticas, tais como: furosemida, ácido etacrínico, mercuriais e manitol. É desaconselhável a administração concomitante com outros antibióticos sem orientação médica.

Contra-indicações:   NOVAMIN  é contra-indicado em pacientes com história de hipersensibilidade à amicacina. Precauções deverão ser tomadas quanto à hidratação do paciente, que por sua vez deverá ser aumentada durante o tratamento. Em pacientes com evidência de disfunção renal14, a função renal14 deverá ser cuidadosamente supervisionada durante o período de tratamento.

-  Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde15.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Descrição de Novamin

O sulfato de amicacina é um antibiótico aminoglicosídeo semi-sintético derivado da canamicina.  NOVAMIN  apresenta-se como uma solução estéril, límpida e incolor.
NOVAMIN  de 100mg/2ml contém, além do sulfato de amicacina, 0,13% de bissulfito de sódio e 0,5% de citrato de sódio sendo o pH ajustado para 4,5 com ácido sulfúrico.
A apresentação de 250mg/2ml contém 0,33% de bissulfito de sódio e 1,25% de citrato de sódio, sendo o pH também ajustado para 4,5 com ácido sulfúrico.
As apresentações de 500mg/2ml e 1g/4ml contêm 0,66% de bissulfito de sódio e 2,5% de citrato de sódio sendo o pH justado para 4,5 com ácido sulfúrico.

Ação de Novamin

Farmacologia16 Clínica: administração Intramuscular   NOVAMIN  é rapidamente absorvido e bem tolerado localmente após a administração intramuscular. Em voluntários adultos normais, os picos médios de concentração no soro17 são cerca de 12, 16 e 21mcg/ml uma hora após administração intramuscular de 250mg (3,7mg/kg), 375mg (5mg/kg) e 500mg (7,5mg/kg) em doses únicas, respectivamente. Na décima hora após a administração, os níveis séricos são cerca de 0,3mcg/ml, 1,2mcg/ml e 2,1mcg/ml, respectivamente.
Não foram observadas evidências de acúmulo da droga com repetidas doses durante 10 dias, quando administrada de acordo com as doses recomendadas.
Em indivíduos com função renal14 normal, cêrca de 91,9% de uma dose intramuscular é excretada inalterada na urina18 nas primeiras 8 horas e 98,2% em 24 horas. As concentrações urinárias médias para 6 horas são de 563mcg/ml após uma dose de 250mg, 697mcg/ml após uma dose de 375mg e 832mcg/ml após uma dose de 500mg.
Estudos com recém-nascidos de pesos variados (menos de 1,5kg, de 1,5 a 2,0kg e mais de 2,0kg) recebendo dose de 7,5mg/kg por via intramuscular, revelaram que, como os demais aminoglicosídeos, os valores de meia-vida sérica tiveram uma correlação inversa com a idade pós-natal e os clearances renais de amicacina. O volume de distribuição indica que a amicacina, como os demais aminoglicosídeos, permanece fundamentalmente no líquido extracelular dos recém-nascidos. Nenhum dos grupos demonstrou acúmulo após 5 dias com doses repetidas a cada 12 horas.

Farmacologia16 Clínica: administração Intravenosa
Em adultos normais, doses únicas de 500mg (7,5mg/kg) administradas por infusão endovenosa por um período de 30 minutos, resultaram num pico médio de concentração no soro17 de 38mcg/ml ao final da infusão e niveis de 24mcg/ml, 18mcg/ml e 0,75mcg/ml aos 30 minutos, 1 hora e 10 horas após a infusão, respectivamente. Oitenta e quatro por cento da dose administrada foi excretada na urina18 em 9 horas e 94% em 24 horas.
Não houve acúmulo da droga em adultos normais após infusões repetidas de 7,5mg/kg a cada 12 horas, sendo as mesmas bem toleradas.
A administração de doses únicas de 15mg/kg de amicacina por via intravenosa no período de 30 minutos em voluntários adultos com função renal14 normal resultou em um pico de concentração médio no soro17 de 77mcg/ml e níveis de 47mcg/ml e 1mcg/ml em 1 hora e 12 horas, respectivamente, após a infusão .
Um pico de concentração médio de 55mcg/ml após uma infusão de 30 minutos de 15mg/kg é observado em pacientes idosos (clearance de creatinina19 médio de 64ml/min), com concentrações séricas de 5,4mcg/ml em 12 horas e 1,3mcg/ml em 24 horas após a infusão. Em estudos de dose múltipla, não houve acúmulo em pacientes com função renal14 normal recebendo doses únicas diárias de 15 a 20mg/kg.

Geral
Estudos de farmacocinética realizados em adultos normais, revelaram que a meia-vida sérica média é ligeiramente superior a 2 horas, com um volume de distribuição aparente total médio de 24 litros, ou seja, aproximadamente 28% do peso corpóreo. A taxa de ligação proteica sérica varia de 0 a 11%. A taxa média do clearance sérico é cêrca de 100ml/min e o clearance renal14 é de 94ml/min em indivíduos com função renal14 normal.
A amicacina é excretada fundamentalmente através da filtração glomerular. Pacientes com alteração da função renal14 ou com pressão de filtração glomerular diminuída excretam a droga muito mais lentamente (efetivamente prolongando a meia-vida sérica).
Assim sendo, os pacientes devem ser avaliados cuidadosamente quanto à sua função renal14 e a posologia deve ser ajustada de acordo com esta. (Vide o esquema posológico sugerido no ítem  Posologia e Administração ).
Após a administração de dose recomendada da droga, são encontrados níveis terapêuticos nos ossos, coração20, bexiga21, parênquima22 pulmonar, além de concentrações significativas na urina18, bile23, escarro, secreção brônquica e líquidos intersticial24, pleural e sinovial.
Segundo informações de estudos de dose múltipla, em lactentes25 normais, os níveis de amicacina no LCR são de aproximadamente 10 a 20% das concentrações séricas e podem atingir a 50% quando as meninges26 estão inflamadas.  NOVAMIN  atravessa a barreira placentária, atingindo concentrações significativas no líquido amniótico27. O pico de concentração sérica fetal é de aproximadamente 16% do pico de concentração  sérica materna e os valores da meia-vida sérica materna e fetal são cerca de 2 e 3,7 horas, respectivamente.

Microbiologia de Novamin


Gram-negativos
: a amicacina é ativa  in vitro  contra  Pseudomonas sp. ,  Escherichia coli ,  Proteus sp.   (indol-positivo e indol-negativo),  Providencia sp. ,  Klebsiella-Enterobacter-Serratia sp. ,  Acinetobacter (anteriormente  Mima-Herellea) sp.  e  Citrobacter freundii .
Muitas cepas28 destas bactérias resistentes a outros aminoglicosídeos, incluindo gentamicina, tobramicina e canamicina, são sensíveis à amicacina  in vitro .
Estudos  in vitro  demonstraram que  NOVAMIN,  associado a um antibiótico beta-lactâmico, age sinergicamente contra vários organismos Gram-negativos de significação clínica. Ocorre supressão persistente do crescimento bacteriano de muitos organismos Gram-negativos após exposição  in vitro ao  NOVAMIN  (efeito pós-antibiótico). A amicacina é resistente à degradação pela maioria das enzimas inativadoras de aminoglicosídeos que afetam a gentamicina, tobramicina e canamicina.

Gram-positivos : a amicacina é ativa  in vitro  contra estafilococos produtores ou não de penicilinase, inclusive cepas28 resistentes à meticilina. Todavia, os aminoglicosídeos de modo geral tem apresentado menor atividade contra outras bactérias Gram-positivas, a saber:  Streptococcus pyogenes , enterococos e  Streptococcus pneumoniae .

Indicações de Novamin

NOVAMIN  está indicado no tratamento a curto prazo de infecções29 graves causadas por cepas28 sensíveis de bactérias Gram-negativas, incluindo  Pseudomonas sp .,  Escherichia coli ,  Proteus sp . indol-positivo e indol-negativo,  Providencia sp. ,  Klebsiella sp. ,  Enterobacter sp. ,  Serratia sp.  e  Acinetobacter sp.  (anteriormente  Mima-Herellea  ).

Estudos clínicos revelaram a eficácia clínica de  NOVAMIN  na bacteremia30 e septicemia31 (incluindo sepsis neonatal); em infecções29 graves do trato respiratório, ossos e articulações32, sistema nervoso central33 (incluindo meningite34), pele35 e tecidos moles; infecções29 intra-abdominais (incluindo peritonite36); em queimaduras e infecções29 pós-operatórias (incluindo pós-cirurgia vascular37 - vide  Posologia e Administração ). Os estudos revelaram também eficácia de  NOVAMIN  em infecções29 recorrentes complicadas e graves do trato urinário38 causadas por estas bactérias. Os aminoglicosídeos, incluindo o  NOVAMIN  injetável, não são indicados nos episódios iniciais e não complicados de infecções29 do trato urinário38, a menos que os agentes causais não sejam sensíveis a outros antibióticos menos tóxicos. Quando houver indicação do uso de amicacina no tratamento de infecções29 não complicadas do trato urinário38, devem ser prescritas doses mais baixas (vide  Posologia e Administração ).
Devem ser realizados exames bacteriológicos para a identificação do agente causal e sua sensibilidade à amicacina.  NOVAMIN  pode ser introduzido como terapia inicial em casos de suspeita de infecção4 por Gram-negativos mesmo antes de se obter o resultado do antibiograma. Foi demonstrada, através de estudos clínicos, a eficácia de  NOVAMIN  contra cepas28 de Gram-negativos resistentes à gentamicina e/ou tobramicina, particularmente  Proteus rettgeri ,  Providencia stuartii ,  Serratia marcescens  e Pseudomonas aeruginosa .
A decisão de se continuar ou não a terapêutica39 com a droga, deverá ser baseada nos resultados dos testes de sensibilidade, gravidade da infecção4, resposta do paciente e nas considerações adicionais contidas nas  Advertências .
NOVAMIN  mostrou-se eficaz no tratamento de infecções29 estafilocócicas e pode ser utilizado como terapêutica39 inicial, sob certas condições, no tratamento de doenças suspeitas ou causadas sabidamente pelo estafilococo tais como, casos graves de infecções29 causadas por Gram-negativos ou estafilococos, infecções29 causadas por estafilococos sensíveis em pacientes alérgicos a outros antibióticos e nas infecções29 mistas por estafilococos e Gram-negativos.
No caso de infecções29 graves como a sepsis neonatal, pode ser indicado o tratamento concomitante com outro antibiótico do tipo penicilina, devido à possibilidade de infecões causadas por microorganismos Gram-positivos, tais como o estreptococo.

Contra-Indicações de Novamin

NOVAMIN  é contra-indicado em pacientes com história de hipersensibilidade à amicacina.  NOVAMIN  pode ser contra-indicado em pacientes com história de reações tóxicas graves ou hipersensibilidade a outros aminoglicosídeos devido à conhecida sensibilidade cruzada dos pacientes a drogas desta classe.  

Advertências de Novamin

Pacientes sob tratamento parenteral com antibióticos aminoglicosídeos devem ser examinados com freqüência devido ao risco de ototoxicidade40 e nefrotoxicidade41. Não foi estabelecida a segurança para tratamentos superiores a 14 dias.A neurotoxicidade, manifestada por ototoxicidade40 vestibular42 e auditiva bilateral permanente, pode ocorrer em pacientes com lesões43 renais pré-existentes e em pacientes com função renal14 normal, que receberam altas doses da droga e/ou por tempo maior do que o recomendado. O risco de ototoxicidade40 induzida por aminoglicosídeos é maior em pacientes com disfunção renal14. A surdez para frequências agudas normalmente ocorre primeiro e pode ser detectada somente pelos exames audiométricos. Pode ocorrer vertigem9 como manifestação do dano vestibular42. Outras manifestações de neurotoxicidade podem incluir torpor44, formigamento, contrações musculares e convulsões. O risco de ototoxicidade40 devido aos aminoglicosídeos aumenta com o grau de exposição tanto a altos picos persistentes de concentraçào séricos, como também às altas concnetrações séricas do período de decaimento da curva de concentração sérica/tempo. Muitas vezes, os pacientes desenvolvendo lesões43 cocleares ou vestibulares45 não apresentam sintomas3 que os possam alertar para a toxicidade46 do 8 o  par durante o tratamento, vindo a apresentar surdez bilateral parcial ou total irreversível após a interrupção da droga. A ototoxicidade40 provocada pelo uso de aminoglicosídeos é geralmente irreversível.
Os aminoglicosídeos são potencialmente nefrotóxicos, sendo que o risco é maior em pacientes com disfunção renal14 e naqueles que recebem doses altas ou em tratamento prolongado.
Foram descritos bloqueio neuromuscular e paralisia47 respiratória após administração parenteral, instilação tópica (irrigações abdominais e ortopédicas, e no tratamento local do empiema48) e após o uso oral de aminoglicosídeos. Deve-se ter em mente a possibilidade de ocorrência destes fenômenos, qualquer que seja a via de administração da droga, especialmente nos pacientes em uso de anestésicos, agentes bloqueadores neuromusculares como a tubocurarina, succinilcolina, decametônio e nos pacientes recebendo grande volume de sangue49 citratado-anticoagulado. Os sais de cálcio podem reverter o bloqueio caso este ocorra, mas podem ser também necessárias medidas de ventilação50 mecânica.
Devem ser avaliadas com freqÜência as funções renal14 e do 8 o  par, especialmente nos pacientes com suspeita ou evidência de disfunção renal14 antes do tratamento e nos pacientes com função renal14 inicialmente normal e que desenvolveram sinais2 de disfunção durante o tratamento. Quando possível, monitorar os níveis séricos de amicacina, proporcionando níveis adequados e evitando os níveis tóxicos. Devem ser realizados exames de urina18 procurando níveis diminuidos da densidade da urina18, aumento da excreção de proteína e a presença de cilindros ou células51.
As dosagens séricas de uréia52 e creatinina19 ou o clearance de creatinina19 devem ser realizados periodicamente. Se o paciente tiver idade suficiente para se submeter ao teste, devem ser efetuadas audiometrias seriadas, particularmente naqueles com alto risco. A droga deverá ser suspensa ou ter sua posologia modificada, caso ocorram sinais2 de nefrotoxicidade41 ou ototoxicidade40 (tontura8, vertigem9, zumbido, ruídos nos ouvidos e perda auditiva).
Deve ser evitado o uso oral, tópico53 ou sistêmico54 concomitante ou subseqüente de outras drogas neurotóxicas ou nefrotóxicas, particularmente a bacitracina, cisplatina, anfotericina B, cefaloridina, paromomicina, viomicina, polimixina B, colistina, vancomicina e outros aminoglicosídeos. Idade avançada e desidratação55 são também fatores que podem aumentar o risco de toxicidade46.
Deve ser evitado o uso concomitante de  NOVAMIN  e diuréticos56 potentes (ácido etacrínico ou furosemida), uma vez que estas drogas também podem causar ototoxicidade40. A administração endovenosa de diuréticos56 aumenta as concentrações de antibiótico no soro17 e nos tecidos, aumentando a toxicidade46 dos aminoglicosídeos.
NOVAMIN  contém bissulfito de sódio, um sulfito que pode causar reações do tipo alérgico, inclusive sintomas3 anafiláticos em pessoas sensíveis, com risco de vida, e episódios de asma57 de menor gravidade. A prevalência58 global da sensibilidade ao sulfito na população geral é pouco comum e provavelmente baixa. A sensibilidade ao sulfito é mais freqÜentemente observada nos pacientes asmáticos do que nos não asmáticos.

Precauções de Novamin

Os aminoglicosídeos são quase que total e rapidamente absorvidos quando aplicados topicamente, exceto pela bexiga21 quando em associação com procedimentos cirúrgicos. Foram relatados casos de surdez irreversível, insuficiência renal59 e morte devido a bloqueio neuromuscular, após a irrigação de campos cirúrgicos grandes ou pequenos com uma preparação contendo antibióticos aminoglicosídeos.
NOVAMIN  é potencialmente nefrotóxico, ototóxico e neurotóxico. Deve-se evitar o uso concomitante ou subseqüente de outras drogas nefrotóxicas ou ototóxicas, tanto sistêmica como topicamente, devido aos efeitos aditivos. Tem-se relatado a incidência60 maior de nefrotoxicidade41 com a administração perenteral concomitante de aminoglicosídeos e cefalosporinas. O uso concomitante de cefalosporinas pode elevar falsamente as determinações de creatinina19 sérica.
Ototoxicidade40

Vide "Advertências".

Nefrotoxicidade41

Os pacientes devem estar bem hidratados durante o tratamento e a função renal14 deverá ser avaliada pelos métodos usuais antes de se iniciar a terapia e diariamente durante o curso do tratamento.
Se ocorrerem sinais2 de irritação renal14 (cilindrúria, leucocitúria, hematúria61 ou albuminúria62) e outras evidências de disfunção renal14, como a diminuição do clearance de creatinina19, redução da densidade específica da urina18, aumento da uréia52, da creatinina19 ou oligúria63, pode ser necessária a redução da dose (vide "Posologia e Administração"). O tratamento deve ser interrompido caso haja aumento da azotemia ou diminuição progressiva da diurese64.
Pacientes idosos podem apresentar diminuição da função renal14 não evidenciada por exames de rotina como a dosagem de uréia52 e creatinina19 séricas. Nestes casos pode ser mais útil a determinação do clearance de creatinina19. É particularmente importante que se façam avaliações periódicas da função renal14 durante o tratamento com antibióticos aminoglicosídeos.

Neurotoxicidade

Foi demonstrada a ocorrência de bloqueio neuromuscular e paralisia47 muscular em animais de laboratório recebendo altas doses de amicacina. Deve ser considerada a possibilidade de bloqueio neuromuscular e parada respiratória quando se administra a amicacina em concomitância com drogas anestésicas ou bloqueadoras neuromusculares. Se ocorrer bloqueio este pode ser revertido pelos sais de cálcio.
Os aminoglicosídeos devem ser usados com cuidado em pacientes com distúrbios musculares, tais como miastenia65 gravis ou parkinsonismo, já que estas drogas podem agravar a debilidade muscular devido a seu efeito potencial similar ao curare sobre as junções neuromusculares.

Outras

Como acontece com outros antibióticos, o uso da amicacina pode resultar em super crescimento de microorganismos não sensíveis. Se isto ocorrer, deve ser instituida terapêutica39 adequada.
A associação  in vitro  de antibióticos aminoglicosídeos e beta-lactâmicos (penicilinas ou cefalosporinas) pode resultar numa inativação mútua significativa. Pode ocorrer diminuição da meia-vida ou do nível sérico quando se administra um aminoglicosídeo e uma droga do tipo penicilina por diferentes vias. A inativação de aminoglicosídeos é clinicamente significativa apenas em pacientes com graves alterações da função renal14. Esta inativação pode se continuar em espécimes de fluidos corpóreos colhidos para a realização de exames, resultando em leituras imprecisas para aminoglicosídeos.
Estes espécimes devem ser corretamente manuseados (examinados prontamente, congelados ou tratados com beta-lactamase).

Carcinogênese, mutagênese e esterilidade66

Estudos a longo prazo em animais para avaliar a carcinogenicidade da amicacina não foram desenvolvidos. A administração de  NOVAMIN  em ratos em doses até 10 vezes a dose diária humana não afetaram a fertilidade de ambos os sexos.

Gravidez5  

Os aminoglicosídeos podem causar danos ao feto67 quando administrados a mulheres grávidas. Os aminoglicosídeos atravessam a placenta e tem havido vários relatos de surdez bilateral congênita68 total e irreversível em crianças cujas mães receberam estreptomicina durante a gravidez5.
Embora  não tenham sido relatados efeitos colaterais69 graves em fetos ou recém-nascidos no tratamento de mulheres grávidas com outros aminoglicosídeos, o potencial para tal existe. Estudos de reprodução70 em ratos e camundongos usando a amicacina, não revelaram qualquer evidência de alteração da fertilidade ou perigo ao feto67 devido ao uso da amicacina. Não foram realizados estudos bem controlados em mulheres grávidas, mas as investigações experimentais não incluem qualquer evidência positiva de efeitos colaterais69 no feto67. Se a paciente engravidar durante o tratamento ou se esta droga for dada durante a gravidez5, deve-se alertar a paciente quanto aos riscos potenciais sobre o feto67.
Não se sabe se a droga é excretada no leite materno. Como regra geral, a amamentação7 não deverá ser feita enquanto a paciente estiver fazendo uso da medicação, uma vez que muitas drogas são excretadas no leite materno.

Uso Pediátrico  

O uso de aminoglicosídeos em prematuros e neonatos71 deve ser feito com cautela, devido à imaturidade renal14 destes pacientes, resultando num aumento da meia-vida sérica destas drogas.

Interações Medicamentosas de Novamin


Deverá ser evitado o uso concomitante e/ou sucessivo de antibióticos neurotóxicos ou nefrotóxicos, por via tópica ou sistêmica, principalmente canamicina, gentamicina, netilmicina, tobramicina, neomicina, sisomicina, estreptomicina, cefaloridina, paromomicina, viomicina, polimixina B, colistina e vancomicina, bem como o uso de alguns diuréticos56 potentes, como furosemida, ácido etacrínico, mercuriais e manitol. Alguns diuréticos56 causam ototoxicidade40 por si só, e os administrados por via intravenosa aumentam a toxicidade46 dos aminoglicosídeos, alterando a concentração no soro17 e tecidos.
Quando a amicacina é administrada concomitantemente com drogas anestésicas ou que causam bloqueio neuromuscular, deverá ser levada em consideração a possibilidade de ocorrer bloqueio neuromuscular e paralisia47 respiratória. Caso ocorra bloqueio os sais de cálcio podem inverter esse fenômeno.

Reações Adversas de Novamin

Todos os aminoglicosídeos podem levar à ototoxicidade40, toxicidade46 renal14 e vestibular42 e ao bloqueio neuromuscular (vide  Advertências  e  Precauções ).
Estes efeitos tóxicos ocorrem com mais freqüência em pacientes com história atual ou pregressa de disfunção renal14, em pacientes já tratados com outras drogas nefrotóxicas ou ototóxicas e naqueles tratados por períodos de tempo e/ou doses maiores do que os recomendados.

Neurotoxicidade/Ototoxicidade40  

O efeito tóxico no 8 o  par craniano pode resultar em hipoacusia72, perda do equilíbrio ou ambos. A amicacina afeta principalmente a função auditiva. O dano coclear inclui surdez para altas freqüências que geralmente ocorre antes que a perda auditiva possa ser detectada pelo exame audiométrico (vide  Advertências  e  Precauções ).

Neurotoxicidade/Bloqueio Neuromuscular

O tratamento com aminoglicosídeos pode levar à paralisia47 muscular aguda e apnéia73 (vide  Advertências  e  Precauções ).
 
Nefrotoxicidade41

Foram descritos: elevação da creatinina19 sérica, albuminúria62, presença de leucócitos74, hemácias75 ou cilindros na urina18, azotemia e oligúria63. As alterações da função renal14 são geralmente reversíveis com a suspensão da droga (vide  Advertências e  Precauções ).

Outros

Outras reações raramente observadas são: erupções cutâneas10, febre76 medicamentosa, cefaléia77, parestesia78, tremores, náuseas79 e vômitos13, eosinofilia80, artralgia81, anemia82, hipotensão83 e hipomagnesemia.

Posologia e Administração de Novamin

Deve-se obter o peso do paciente antes do tratamento para se fazer o cálculo84 da dose correta.  NOVAMIN  pode ser administrado por via intramuscular ou intravenosa. A função renal14 deve ser avaliada pela medida da creatinina19 sérica ou pelo cálculo84 do clearance de creatinina19 endógena. A determinação da uréia52 sérica não é tão confiável. Estes exames devem ser repetidos periodicamente durante o tratamento.Sempre que possível devem ser feitas medidas das concentrações séricas de amicacina, na tentativa de assegurar níveis adequados, porém não excessivos da droga. Se possível devem ser feitas determinações das concentrações mínimas e dos picos séricos intermitentemente durante o tratamento, evitando-se concentrações de pico (30 a 90 minutos após a injeção1) superiores a 35mcg/ml e concentrações mínimas (um pouco antes da próxima dose) acima de 10mcg/ml. A posologia deve ser ajustada conforme indicado.

Administração Intramuscular e Intravenosa para Pacientes85 com Função Renal14 Normal

A dose intramuscular ou intravenosa recomendada para adultos e crianças com função renal14 normal é de 15mg/kg/dia dividida em 2 ou 3 tomadas em intervalos regulares, ou seja, 7,5mg/kg a cada 12 horas ou 5mg/kg a cada 8 horas. A dose para pacientes85 com excesso de peso não deve exceder 1,5g/dia.
Nos prematuros, a dose recomendada é de 7,5mg/kg a cada 12 horas. Recém-nascidos devem receber uma dose de ataque de 10mg/kg seguida de 7,5mg/kg a cada 12 horas.
Crianças e lactentes25 com mais de 2 semanas devem receber 7,5mg/kg a cada 12 horas ou 5mg/kg a cada 8 horas.
Alternativamente, em pacientes com função renal14 refletida por um clearance de creatinina19  >  50ml/min, uma dose única intravenosa diária de 15mg/kg em adultos ou 20mg/kg em crianças (com mais de 1 mês de vida) pode ser administrada em casos de bacteremia30, septicemia31, infecções29 do trato respiratório, infecções29 complicadas do trato urinário38, infecções29 intra-abdominais e, empiricamente, em neutropenia86 febril. Dados sobre o uso da dosagem única diária em pacientes com envolvimento de outros órgãos são limitados.
Deve-se ter cuidado no cálculo84 das doses. O frasco contendo a solução de 50mg/ml poderá ser ainda mais diluida para proporcionar doses precisas em prematuros de baixo peso. Sempre que possível monitorar os níveis séricos de amicacina, tornando possível os ajustes posológicos necessários para que a concentração da amicacina se mantenha dentro dos níveis terapêuticos. A duração habitual do tratamento é de 7 a 10 dias, sendo que a dose total diária da droga não deve exceder 15 a 20mg/kg/dia, qualquer que seja a via de administração. No caso de infecções29 resistentes ou complicadas onde o tratamento pode ultrapassar 10 dias, deve-se reavaliar o uso de  NOVAMIN  e, no caso deste ser continuado, monitorar os níveis séricos de amicacina, bem como as funções renal14, vestibular42 e auditiva.
Com a dosagem recomendada, casos de infecção4 não complicada causadas por microorganismos sensíveis à amicacina geralmente respondem após 24 a 48 horas. Se não ocorrer melhora clínica em 3 a 5 dias, o tratamento deve ser interrompido e refeitos os testes de sensibilidade aos antibióticos. O fracasso do tratamento pode ser devido à resistência do microorganismo ou à presença de foco séptico, neste caso requerendo drenagem87 cirúrgica.
Nos casos de infecções29 não complicadas do trato urinário38 onde estiver indicado o uso de  NOVAMIN , a dose total diária pode ser de 500mg divididas em 2 tomadas (250mg duas vezes ao dia) ou em 1 só tomada, durante 7 a 10 dias.

Administração para Pacientes85 com Disfunção Renal14

Nota : Em pacientes com deficiência renal14 representada por clearance de creatinina19 < 50ml/min, a administração da dose diária total de amicacina em doses únicas diária não é aconselhável, já que estes pacientes estarão expostos a maiores concentrações mínimas por período prolongado.
Para pacientes85 com insuficiência renal59 que seguem a posologia usual (2 ou 3 vezes por dia), sempre que possível, deve-se monitorar as concentrações séricas de amicacina através de métodos adequados. As doses podem ser ajustadas em pacientes com disfunção renal14 quer pela administração das doses mormais a intervalos prolongados, quer pela administração de doses reduzidas a intervalos fixos.
Ambos os métodos baseiam-se nos valores do clearance de creatinina19 ou creatinina19 sérica do paciente uma vez que estes se relacionam com as meias-vidas dos aminoglicosídeos em pacientes com função renal14 diminuida. Estes esquemas posológicos devem ser usados de acordo com os exames clínicos e laboratoriais do paciente e devem ser modificados se necessário. Nenhum dos métodos deve ser usado quando o paciente estiver em diálise88.

Doses Normais em Intervalos Prolongados  

Se não houver possibilidade de se obter o clearance de creatinina19 mas o paciente estiver estabilizado, o intervalo em horas para administração de doses normais, será obtido multiplicando-se o valor da creatinina19 sérica por 9. Assim, um paciente com creatinina19 sérica de 2mg/100ml receberá a dose única recomendada de 7,5mg/kg a cada 18 horas.

Doses Reduzidas a Intervalos Fixos
 
Quando a função estiver alterada e se desejar administrar  NOVAMIN  em intervalos fixos, a dose deverá ser reduzida. A concentração sérica de  NOVAMIN  deve ser medida nestes pacientes para se assegurar uma administração precisa e evitar concentrações excessivas. Se o paciente estiver estabilizado e não dispondo de determinações séricas, utilizam-se os valores de creatinina19 sérica e clearance de creatinina19 como os parâmetros de avaliação da função renal14 mais facilmente disponíveis para uso como guia de dosagem.
Iniciar o tratamento com a dose de 7,5mg/kg como dose de ataque, que é a mesma recomendada para pacientes85 com função renal14 normal calculada acima.
Para se determinar as doses de manutenção administradas a cada 12 horas, deve-se reduzir a dose de ataque proporcionalmente à redução do clearance de creatinina19 do paciente:

Dose de manutenção
a cada 12 horas    =  CC em ml/min x dose de ataque calculada em mg
            CC normal em ml/min
           (CC = clearance de creatinina19)
Uma outra alternativa mais grosseira de se determinar a dose reduzida em intervalos de 12 horas (para pacientes85 com valores conhecidos de creatinina19 sérica no estado de equilíbrio ou "steady-state"), é dividir a dose normalmente recomendada pela creatinina19 sérica do paciente.
Os esquemas acima não são recomendações rígidas, mas guias práticos para ajustar a posologia, quando os níveis séricos de amicacina não puderem ser obtidos.

Administração Intravenosa

A solução para uso intravenoso é preparada adicionando-se a dose desejada em 100 ou 200ml de solução estéril, como soro17 fisiológico89, soro17 glicosado a 5% ou outra solução compatível.
Nos adultos a administração é feita durante um período de 30 a 60 minutos. A dose total diária não deve exceder 15mg/kg/dia .
Nos pacientes pediátricos, o volume de líquido infundido dependerá da quantidade tolerada pelo paciente. Deverá ser um volume suficiente para infundir a amicacina por um período de 30 a 60 minutos. Em lactentes25 a infusão deverá durar de 1 a 2 horas. A amicacina não deve ser pré-misturada com outras drogas e deve ser administrada separadamente de acordo com a dose e a via de administração recomendadas.

Estabilidade em soluções I.V.  

NOVAMIN  é estável durante 24 horas à temperatura ambiente, nas concentrações de 0,25 e 5,0mg/ml, nas seguintes soluções: soro17 glicosado a 5%, dextrose90 a 5% e 0,2% de cloreto de sódio, dextrose90 a 5% e 0,45% de cloreto de sódio, soro17 fisiológico89 a o,9% e Ringer-lactato91.
As soluções acima contendo concentrações de 0,25 e 5,0mg/ml de  NOVAMIN , se conservadas por 60 dias a 4 o C e posteriormente 25  o  C, tem validade de 24 horas.
Estas soluções nas mesmas concentrações, se congeladas a -15 o  C durante 30 dias, descongeladas e posteriormente conservadas a 25 o C, tem validade de 24 horas.
Os medicamentos para uso parenteral devem ser examinados previamente à sua administração, para se detectar alterações de coloração ou presença de partículas sempre que o frasco e a solução o permitam.
Os antibióticos aminoglicosídeos não devem ser pré-misturados com outras drogas, qualquer que seja a via de administração, mas sim administrados separadamente.
Devido aos riscos de toxicidade46 dos aminoglicosídeos, não se recomendam "doses fixas" para tratamento, mas doses baseadas no peso corpóreo. É fundamental que o cálculo84 da posologia se ajuste às necessidades de cada paciente.
NOVAMIN  é apresentado sob a forma de uma solução incolor que não necessita de refrigeração.É estável à temperatura ambiente (15 - 30 o  C) até a data de validade indicada no cartucho. A solução pode eventualmente tornar-se amarelo-pálida, o que não indica diminuição de sua potência.


Superdosagem de Novamin

 

No caso de superdose ou reação tóxica, a diálise peritoneal92 ou a hemodiálise93 auxiliarão na remoção da amicacina do sangue49.
Os níveis de amicacina podem ser diminuídos durante hemofiltração arteriovenosa contínua.
No caso de neonatos71, deve ser considerada a possibilidade de transfusão94 exsanguínea.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


NOVAMIN - Laboratório

B-MS
Rua Carlos Gomes, 924
São Paulo/SP - CEP: 04743-002
Tel: 55 (011) 882-2000
Fax: 55 (011) 246-0151
Site: http://www.bristol.com.br/

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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
6 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
7 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
8 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
9 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
10 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
11 Cabeça:
12 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
13 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
14 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
15 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
16 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
17 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
18 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
19 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
20 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
21 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
22 Parênquima: 1. Célula específica de uma glândula ou de um órgão, contida no tecido conjuntivo. 2. Na anatomia botânica, é o tecido vegetal fundamental, que constitui a maior parte da massa dos vegetais, formado por células poliédricas, quase isodiamétricas e com paredes não lignificadas, a partir das quais os outros tecidos se desenvolvem. 3. Na anatomia zoológica, é a substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.
23 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
24 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
25 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
26 Meninges: Conjunto de membranas que envolvem o sistema nervoso central. Cumprem funções de proteção, isolamento e nutrição. São três e denominam-se dura-máter, pia-máter e aracnóide.
27 Líquido amniótico: Fluido viscoso, incolor ou levemente esbranquiçado, que preenche a bolsa amniótica e envolve o embrião durante toda a gestação, protegendo-o contra infecções e choques mecânicos e térmicos.
28 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
29 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
30 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
31 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
32 Articulações:
33 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
34 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
35 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
36 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
37 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
38 Trato Urinário:
39 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
40 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
41 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
42 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
43 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
44 Torpor: 1. Sentimento de mal-estar caracterizado pela diminuição da sensibilidade e do movimento; entorpecimento, estupor, insensibilidade. 2. Indiferença ou apatia moral; indolência, prostração. 3. Na medicina, ausência de reação a estímulos de intensidade normal.
45 Vestibulares: O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema.
46 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
47 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
48 Empiema: Coleção de pus na cavidade pleural.
49 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
50 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
51 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
52 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
53 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
54 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
55 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
56 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
57 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
58 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
59 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
60 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
61 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
62 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
63 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
64 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
65 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
66 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.
67 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
68 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
69 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
70 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
71 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
72 Hipoacusia: Diminuição da capacidade auditiva. Surdez. É produzida por uma alteração da condução do estímulo auditivo ou uma perda da função do ouvido interno ou dos nervos correspondentes.
73 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
74 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
75 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
76 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
77 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
78 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
79 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
80 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
81 Artralgia: Dor em uma articulação.
82 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
83 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
84 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
85 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
86 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
87 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
88 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
89 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
90 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
91 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
92 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
93 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
94 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.

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