PRAVACOL

B-MS

Atualizado em 09/12/2014

           PRAVACOL® (pravastatina)
10 mg e 20 mg COMPRIMIDOS

           


PRAVACOL®

pravastatina

Apresentação de Pravacol

PRAVACOL® (pravastatina) 10 mg é apresentado em embalagem contendo 10 ou 30 comprimidos.PRAVACOL® (pravastatina) 20 mg é apresentado em embalagem contendo 30 comprimidos.

Composição de Pravacol

Cada comprimido de PRAVACOL® 10 mg e 20 mg contém 10 mg e 20 mg de pravastatina sódica, respectivamente.
Ingredientes inativos: lactose1, celulose microcristalina, povidona, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.


USO PARA ADULTOS

Informações ao Paciente de Pravacol

Ação esperada do medicamento: PRAVACOL® (pravastatina) tem sua ação na redução dos níveis de colesterol2 plasmático, redução da progressão da aterosclerose3 e eventos cardíacos.

Cuidados de armazenamento: este medicamento deve ser protegido da umidade e da luz, em local com temperatura ambiente, de preferência entre 15° e 30°C.

Prazo de validade: vide cartucho. Este medicamento não deve ser utilizado se o seu prazo de validade estiver vencido.

Gravidez4 e lactação5: este produto não é indicado para mulheres grávidas. Informe a seu médico a ocorrência de gravidez4, na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe a seu médico se está amamentando.

Cuidados de administração: a posologia de PRAVACOL® (pravastatina) deverá ser orientada pelo seu médico, assim como a dieta alimentar a ser seguida. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Reações adversas: informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis eventuais e de intensidade leve,  como erupções cutâneas6, distúrbios gastrintestinais, dores-de-cabeça7 ou dores musculares.

Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.Não há referência de reações devidas à interrupção repentina do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Ingestão concomitante com outras substâncias: a ingestão junto, ou não, às refeições não interfere na ação do medicamento. O produto não deve ser usado quando há ingestão de álcool em excesso.

Contra-indicações: o uso deste produto é contra-indicado em pessoas alérgicas a qualquer componente da formulação, em casos de doenças hepáticas8 ativas ou quando há aumento inexplicável dos testes de função hepática9.

Precauções: informe a seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

PRAVACOL® (pravastatina) não deve ser utilizado durante a gravidez4 e a lactação5.

Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde10.

Informações Técnicas de Pravacol

Descrição de Pravacol

PRAVACOL® (pravastatina sódica) pertence à classe dos inibidores da HMG-CoA redutase, que reduzem a biossíntese do colesterol2. Esses agentes são inibidores competitivos da 3-hidróxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, a enzima11 que catalisa a etapa inicial limitante da velocidade de biossíntese do colesterol2 (conversão da HMG-CoA em mevalonato).

Farmacologia12 Clínica de Pravacol

Mecanismo de Ação

PRAVACOL® induz à redução de lipídios de duas maneiras. Primeiro: como conseqüência da atividade inibitória reversível sobre a HMG-CoA redutase, a pravastatina produz reduções modestas nos reservatórios intracelulares de colesterol2. Isto resulta  em aumento do número de receptores LDL13 na superfície das células14, em aumento do catabolismo15 mediado por receptores e do clearance do LDL13 circulante. Segundo: a pravastatina inibe a produção de LDL13 por inibição da síntese hepática9 de VLDL, precursor do LDL13.
Estudos in vitro e em animais mostraram que a pravastatina, inibidor hidrofílico da HMG-CoA redutase, é tecido16-seletiva de tal forma que a atividade inibitória é mais alta nos tecidos onde as taxas de síntese de colesterol2 são mais elevadas, como o fígado17 e o íleo18. Diferentemente de outros inibidores da HMG-CoA redutase, PRAVACOL® tem menor efeito sobre a síntese do colesterol2 em outros tecidos.
Em estudos com animais, a pravastatina não foi detectada no fluido cérebro19-espinhal.
Estudos clínicos e patológicos mostraram que níveis elevados de colesterol2 total (C-total), colesterol2 de lipoproteínas de baixa densidade (LDL13-C) e apolipoproteína B (complexo transportador de LDL13 através da membrana) favorecem o aparecimento de aterosclerose3. Da mesma forma, níveis diminuídos de colesterol2-HDL20 (HDL20-C) e seu complexo de transporte, a apolipoproteína A, estão associados com o desenvolvimento da aterosclerose3. Investigações epidemiológicas estabeleceram que a morbidade21 e a mortalidade22 cardiovascular variam diretamente com o nível do C-total e do LDL13-C, e inversamente com o nível de HDL20-C. Em estudos clínicos multicêntricos, estas interferências farmacológicas e/ou não-farmacológicas, que diminuíram o C-total e o LDL13-C e aumentaram o HDL20-C, reduziram a taxa de ocorrências cardiovasculares (infarto do miocárdio23 fatal e não-fatal) e aumentaram a chance de sobrevida24. Em voluntários normais e em pacientes com hipercolesterolemia25, o tratamento com PRAVACOL® reduziu os níveis de C-total e LDL13-C, de apolipoproteína B, VLDL-C e triglicérides26 (TG), enquanto aumentou as taxas de HDL20-C e de apolipoproteína A.
Em estudos controlados com pacientes portadores de hipercolesterolemia25 moderada, com ou sem  doença cardiovascular aterosclerótica, a monoterapia com a pravastatina reduziu a progressão da aterosclerose3 e os eventos cardiovasculares (por exemplo: infarto do miocárdio23 fatal ou não fatal) ou morte.

Farmacocinética

PRAVACOL® (pravastatina) é administrado oralmente na forma ativa. É rapidamente absorvido, e os picos dos níveis plasmáticos são atingidos 1 a 1,5 hora após a ingestão. Os efeitos redutores do colesterol2 do fármaco27 não são afetados pela presença ou não de alimentos.
A pravastatina sofre extensa extração na primeira passagem pelo fígado17, que é o principal local de ação do fármaco27, de síntese de colesterol2 e do clearance do LDL13-C.
Estudos in vitro demonstraram que a pravastatina é transportada para dentro dos hepatócitos e sofre retenção substancialmente menor em outras células14. As concentrações plasmáticas de pravastatina são diretamente proporcionais à dose administrada. Aproximadamente 50% da droga circulante está ligada às proteínas28 plasmáticas.
A meia-vida de eliminação plasmática (T½) da pravastatina (por via oral) está entre 1,5 a 2 horas. Aproximadamente 20% da dose oral radiomarcada é excretada na urina29 e 70% nas fezes. Aproximadamente 47% do clearance corporal total dá-se por excreção renal30 e 53% por vias não-renais (i.e., excreção biliar e biotransformação).
Pode ocorrer acúmulo da droga e/ou de metabólitos31 em pacientes com insuficiência renal32 ou hepática9, embora exista o potencial para excreção compensatória pela via alternativa dada a duplicidade das vias de eliminação. O principal produto de degradação da pravastatina  é  o metabólito33  isomérico 3-alfa-hidróxi. Esse metabólito33 tem de um décimo a catorze avos da atividade inibitória sobre a HMG-CoA redutase, em relação ao composto de origem.

Estudos Clínicos

A pravastatina é altamente eficaz na redução do C-total, LDL13-C, TG  em pacientes com formas de hipercolesterolemia25 heterozigótica familiar, combinada familiar e não-familiar (não-FH) e dislipidemia mista. A resposta terapêutica34 é evidenciada em uma semana e a resposta máxima normalmente é conseguida dentro de 4 semanas. O efeito é mantido durante períodos extensos de terapia.
Uma única dose diária administrada à noite é tão efetiva quanto a mesma dose total diária administrada duas vezes ao dia.
Em estudos multicêntricos, duplo-cegos, controlados por placebo35, de pacientes com hipercolesterolemia25 primária, o tratamento com a pravastatina diminuiu significativamente as proporções entre C-Total, LDL13-C e C-Total/HDL20-C e LDL13-C/HDL20-C, diminuiu o VLDL-C e os níveis de TG plasmáticos, e aumentou os de HDL20-C. Se administrada uma ou duas vezes por dia, uma clara relação dose-resposta (i. e., redutora de lipídios) aparece por volta de 1 a 2 semanas após o início do tratamento.

           Estudo Primário de Hipercolesterolemia25
Dose-Resposta de PRAVACOL®*
Administração única ao dia ao deitar

                        Dose             C-total             LDL13-C             HDL20-C              TG
              5 mg            -14%               -19%              +5%            -14%
            10 mg            -16%               -22%              +7%            -15%
            20 mg            -24%               -32%              +2%            -11%
            40 mg            -25%               -34%            +12%            -24%

           * Alteração percentual a partir da linha basal após 8 semanas


Progressão da doença aterosclerótica e eventos cardiovasculares
A monoterapia com a pravastatina foi eficaz na redução da progressão da aterosclerose3 e dos índices de eventos cardiovasculares em dois estudos controlados com pacientes apresentando hipercolesterolemia25 moderada e doença cardiovascular aterosclerótica.
O "ESTUDO DA LIMITAÇÃO DA ATEROSCLEROSE3 NAS ARTÉRIAS36 CARÓTIDAS37 PELA PRAVASTATINA" (PLAC I) teve duração de 3 anos e foi randomizado38, controlado por placebo35, multicêntrico, que incluiu 408 pacientes com hipercolesterolemia25 moderada (taxa basal média de LDL13-C = 163 mg/dl39, C-total = 231 mg/dl39) e doença da artéria40 coronária. A monoterapia com a pravastatina resultou em velocidade significativamente reduzida de estreitamento do lúmen41 da artéria40 coronária, como demonstrou a angiografia42 quantitativa.
Em análise prospectivamente planejada dos eventos clínicos 90 dias após o início da terapia para possibilitar o efeito redutor máximo de lipídios, o tratamento com a pravastatina resultou em  redução de 74% do índice de infartos do miocárdio43 (fatais e não-fatais; p = 0,006) e de 62% do objetivo combinado de infarto do miocárdio23 não-fatal e mortes por todas as causas (p = 0,02). Considerando-se a duração total do estudo, o índice de infartos do miocárdio43 foi reduzido em 60% (p = 0,0498).
O "ESTUDO DA LIMITAÇÃO DA ATEROSCLEROSE3 NAS ARTÉRIAS36 CARÓTIDAS37 COM A  PRAVASTATINA" (PLAC II) foi um estudo randomizado44, duplo-cego, controlado por placebo35, que incluiu 151 pacientes com hipercolesterolemia25 moderada (taxa basal média de LDL13-C = 164 mg/dl39, C-total = 234 mg/dl39) e com aterosclerose3 da coronária e carótida.
A pravastatina reduziu significativamente a velocidade de progressão da aterosclerose3 na artéria40 carótida comum, como demonstrado através de ultrasom Modo-B. Uma redução de 80% do índice de infartos do miocárdio43 (fatais e não-fatais; p = 0,018) e de 61% do objetivo combinado de infarto do miocárdio23 não-fatal e mortes por todas as causas (p = 0,049) também foram observadas entre os pacientes tratados com a pravastatina.
Na análise dos eventos clínicos cardiovasculares somados dos estudos PLAC I e II, o tratamento com a pravastatina foi associado com uma redução de 67% da taxa de infartos do miocárdio43 (fatais e não-fatais; p = 0,003) e de 55% do objetivo combinado de infarto do miocárdio23 não-fatal e mortes por todas as causas (p = 0,009).

Prevenção da doença arterial coronariana
PRAVACOL® (pravastatina) quando utilizado em pacientes hipercolesterolêmicos sem doença coronariana45 prévia é eficaz na redução dos riscos da doença arterial coronariana (DAC): infarto do miocárdio23 não-fatal e morte cardíaca de origem coronariana (infarto do miocárdio23 fatal e morte súbita).
O estudo realizado na região oeste da Escócia (WOS - West of Scotland Study) foi randomizado38, duplo-cego, controlado por placebo35, com 6.595 pacientes do sexo masculino (com 45 a 66 anos) apresentando hipercolesterolemia25 moderada a grave (LDL13-C= 156 - 254 mg/dl39[4 - 6,6 mmol/L46]), sem infarto do miocárdio23 prévio. Os pacientes foram tratados com os cuidados-padrão, incluindo recomendações sobre a dieta, e com a pravastatina (n= 3.302) ou placebo35 (n= 3.293) por um período médio de 4,8 anos. O estudo foi planejado para avaliar o efeito da pravastatina sobre a doença arterial coronariana (DAC) fatal ou não-fatal. A pravastatina reduziu de forma significativa o risco de morte por doença arterial coronariana e o infarto do miocárdio23 não-fatal em 31% (p= 0,0001). O efeito sobre estas taxas cumulativas de eventos cardiovasculares foi evidente desde o início, com 6 meses de tratamento. Esta redução foi similar e significativa em toda a faixa de níveis de colesterol2 LDL13 e para todos os grupos de idade estudados. Observou-se  redução significativa de 32% (p= 0,03) no total de mortes cardiovasculares. Quando ajustado em relação aos fatores basais de risco, foi observado também redução de 24% (p= 0,039) da mortalidade22 global entre os pacientes tratados com a pravastatina. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de tratamento de mortalidade22 não-cardiovascular, incluindo morte por câncer47. A pravastatina também diminuiu o risco dos procedimentos de revascularização do miocárdio43 (cirurgia de implante48 coronariano ou angioplastia49 coronariana) em 37% (p= 0,009) e a necessidade de angiografia42 coronariana em 31% (p = 0,007).

Infarto do miocárdio23
PRAVACOL® (pravastatina) é eficaz na redução do risco de evento coronariano fatal mais infarto do miocárdio23 não-fatal e freqüência de acidente vascular cerebral50 em pacientes com infarto do miocárdio23 prévio e colesterol2 plasmático médio (normal).
No estudo Colesterol2 e Eventos Recorrentes (CARE - Cholesterol and Recurrent Events Study), os efeitos da pravastatina na doença arterial coronariana fatal e no infarto do miocárdio23 não-fatal foram avaliados em 4.159 homens e mulheres com níveis de colesterol2 plasmático médio (normal) (média basal C-Total=209 mg/dl39), e que tinham sofrido infarto do miocárdio23 nos 3-20 meses precedentes. Os pacientes neste estudo duplo-cego51, placebo35-controlado foram tratados durante uma média de 4,9 anos. O tratamento com a pravastatina reduziu significativamente o índice de evento coronário recorrente (doença arterial coronariana fatal ou infarto do miocárdio23 não-fatal) a 24% (p=0,003). A redução do risco para este objetivo combinado foi significativo tanto para, homens como para mulheres. O risco de ser submetido aos procedimentos de revascularização (cirurgia de revascularização ou angioplastia49 coronária percutânea transluminal) foi significativamente reduzido a 27% (p<0,001) nos pacientes tratados com a pravastatina. A pravastatina também reduziu significativamente o risco de acidente vascular cerebral50 a 32% (p=0,032) e acidente vascular cerebral50 ou ataque isquêmico52 transitório (TIA) combinado a 26% (p=0,025).

Indicações de Pravacol

A terapia com PRAVACOL® (pravastatina) deve ser considerada um dos componentes numa intervenção multifatorial nos indivíduos com risco aumentado de doença vascular53 aterosclerótica devido a hipercolesterolemia25. PRAVACOL® (pravastatina) deve ser usado associadamente a uma dieta restrita em gorduras saturadas54 e colesterol2 quando a resposta à dieta e outras medidas não-farmacológicas de forma isolada mostrarem-se inadequadas.

Prevenção da doença arterial coronarianaEm pacientes com hipercolesterolemia25 sem doença arterial coronariana clinicamente evidente, PRAVACOL® (pravastatina) é indicado como um adjunto à dieta para reduzir o risco de infarto do miocárdio23 fatal e não-fatal. Também é indicado como adjunto nos procedimentos de revascularização do miocárdio43, quando necessário, assim como na melhora da sobrevida24 destes pacientes através da redução das mortes cardiovasculares.

PRAVACOL® (pravastatina) é indicado para a redução dos níveis de colesterol2-LDL13, colesterol2 total e triglicérides26 que se encontram elevados em pacientes com hipercolesterolemia25 primária e dislipidemia mista (Fredrickson Tipo IIa e IIb). Antes de se iniciar a terapia com PRAVACOL® (pravastatina), causas secundárias de hipercolesterolemia25 (p. ex. : obesidade55, diabetes mellitus56 insuficientemente controlada, hipotireoidismo57, síndrome nefrótica58, desproteinemias, doença obstrutiva do fígado17, terapia com outros fármacos, alcoolismo) deverão ser excluídas, e deverá ser realizado um perfil lipídico59 para medir C-total, HDL20-C e TG.

Progressão da doença aterosclerótica e eventos clínicos cardiovasculares
Em pacientes hipercolesterolêmicos com doença aterosclerótica cardiovascular, PRAVACOL® (pravastatina) está indicado como adjunto à dieta para reduzir a velocidade de progressão da aterosclerose3 e para reduzir a incidência60 de eventos cardiovasculares clínicos. Em estudos clínicos controlados, PRAVACOL® (pravastatina) resultou em diminuição do objetivo combinado  de infarto do miocárdio23 ou mortes por todas as causas.

Infarto do miocárdio23
Em pacientes com infarto do miocárdio23 prévio e nível plasmático de colesterol2 médio, PRAVACOL® (pravastatina) é indicado para reduzir o risco de infarto do miocárdio23 recorrente, necessidade de procedimentos de revascularização do miocárdio43 (cirurgia ou angioplastia49) e redução do risco de acidente vascular cerebral50 e ataques isquêmicos transitórios (TIAs).

Contra-Indicações de Pravacol

Hipersensibilidade a qualquer componente desta medicação;
Doença ativa do fígado17 ou elevações persistentes, não explicadas, nos testes de função hepática9;
Gravidez4 e Lactação5: a aterosclerose3 é um processo crônico61 e a descontinuação de drogas redutoras de lipídios durante a gravidez4 teria baixo impacto sobre o resultado da terapia a longo prazo da hipercolesterolemia25 primária. O colesterol2 e outros produtos da biossíntese do colesterol2 são componentes essenciais para o desenvolvimento do feto62 (incluindo a síntese de esteróides e membranas celulares). Sabendo-se que os inibidores da HMG-CoA redutase diminuem a síntese de colesterol2, e possivelmente de outras substâncias biologicamente ativas derivadas do colesterol2, estes podem causar dano ao feto62 quando administrados para mulheres grávidas. Assim, os inibidores da HMG-CoA redutase são contra-indicados durante a gravidez4 e a lactação5.

MULHERES COM CAPACIDADE DE ENGRAVIDAR: PRAVACOL® (pravastatina) deverá ser administrado para mulheres em idade de engravidar somente quando a probabilidade de concepção63 for quase nula, devendo as pacientes serem informadas sobre os riscos potenciais. Se a paciente engravidar enquanto estiver tomando este tipo de produto, a terapia deverá ser descontinuada e a paciente deverá ser novamente alertada quanto ao risco potencial para o feto62.

Precauções de Pravacol

Gerais

Os inibidores da HMG-CoA redutase foram associados com anormalidades bioquímicas da função hepática9. Como com outros agentes redutores de lipídios, incluindo as resinas seqüestrantes de sais biliares não-absorvíveis, ocorre aumento das enzimas hepáticas64 três vezes menor que o limite superior normal durante a terapia com a pravastatina. Na maioria dos pacientes tratados com a pravastatina nos estudos clínicos, esses valores aumentados voltam para os níveis de pré-tratamento, mesmo mantendo-se a terapia na mesma dose.Da mesma forma que com outros agentes redutores de lipídios, os testes de função hepática9 deverão ser realizados periodicamente.
Se os aumentos da alanina aminotransferase (ALT) e do aspartato aminotransferase (AST) igualarem-se ou excederem em três vezes o limite superior normal, e forem persistentes, a terapia deverá ser descontinuada.
Precaução maior deve ser tomada quando a pravastatina é administrada a pacientes com histórico de doença hepática9 ou de grande ingestão alcoólica.

Musculatura Esquelética

Mialgia65, miopatia66 e rabdomiólise67 foram relatados com o uso de inibidores da HMG-CoA redutase. Casos de mialgia65 não-complicada foram raramente relatados em pacientes tratados com a pravastatina, tendo uma incidência60 similar à do placebo35. Um total de 0,1% dos pacientes de estudos clínicos relataram miopatia66, definida como dor ou fraqueza musculares associadas com aumentos dos valores de creatinina68 fosfoquinase (CPK) acima de 10 vezes o limite superior normal, possivelmente relacionada ao uso da pravastatina.
Rabdomiólise67 com disfunção renal30 secundária à mioglobinúria também tem sido relatada devido à pravastatina, embora muito raramente. Contudo, a miopatia66 deverá ser considerada em quaisquer pacientes com mialgia65 difusa, amolecimento ou enfraquecimento musculares e/ou acentuada elevação da CPK. Pacientes deverão ser alertados para relatar imediatamente dor, amolecimento ou enfraquecimento musculares inexplicáveis.
A terapia com a pravastatina deverá ser descontinuada se ocorrerem aumentos acentuados  dos níveis de CPK ou se houver suspeita ou diagnóstico69 de miopatia66.
O risco de miopatia66 durante o tratamento com outros inibidores da HMG-CoA redutase é maior com a terapia concomitante com fibratos, ciclosporina, eritromicina ou niacina. O uso isolado de fibratos é ocasionalmente associado com miopatia66. Em um ensaio clínico de tamanho limitado, com terapia combinada70 com a pravastatina (40 mg/dia) e o genfibrozil (1.200 mg/dia), não foi relatada miopatia66, embora tenha sido observada tendência para elevações de CPK e sintomas71 músculo-esqueléticos. Em geral, o uso combinado de pravastatina e fibratos deverá ser evitado.
A miopatia66 não foi observada nos estudos clínicos envolvendo um total de 100 pacientes pós-transplantados (24 renais e 76 cardíacos) tratados concomitantemente com pravastatina (10-40 mg) e ciclosporina por até 2 anos, sendo que alguns foram submetidos também à terapia com outros imunodepressores. Além disso, não houve relatos de miopatia66 nos estudos clínicos envolvendo pequeno número de pacientes tratados com a pravastatina juntamente com a niacina.

Hipercolesterolemia25 Homozigótica72 Familiar

A pravastatina não foi avaliada em pacientes com hipercolesterolemia25 homozigótica72 familiar, de incidência60 rara.

Gravidez4

Ver CONTRA-INDICAÇÕES.

Lactação5

Mães em tratamento com PRAVACOL® (pravastatina) não deverão amamentar.

Uso Pediátrico

Não foram estabelecidas ainda a segurança e a eficácia em pacientes com menos de 18 anos de idade. Por esta razão, o tratamento não é recomendado para esta faixa etária.

Interações Medicamentosas de Pravacol

Colestiramina/Colestipol: Quando a pravastatina foi administrada uma hora antes ou quatro horas após a colestiramina ou uma hora antes do colestipol e uma refeição normal, não houve diminuição clinicamente significativa da biodisponibilidade ou do efeito terapêutico. A administração concomitante resultou em redução aproximada de 40% a 50% da AUC média da pravastatina.

Ciclosporina: Alguns investigadores mediram os níveis plasmásticos da ciclosporina em pacientes sob tratamento com a pravastatina e, até o presente momento, estes resultados não indicam aumentos clinicamente significativos nestes valores. Em estudo de dose única, os níveis plasmáticos da pravastatina estavam aumentados em pacientes cardíacos transplantados recebendo ciclosporina.

Varfarina: a pravastatina não teve efeito clinicamente significativo sobre o tempo de protrombina73 quando administrada em um estudo de pacientes idosos normais que foram estabilizados com a varfarina.

Outras Drogas: ao contrário da maioria dos inibidores da HMG-CoA redutase, a pravastatina não é significativamente metabolizada pelo citocromo P450 3A4. Por essa razão, os níveis plasmáticos da pravastatina in vivo não são elevados quando o citocromo P450 3A4 é inibido por agentes como o itraconazol ou o diltiazem.

Nos estudos de interação com o ácido acetilsalicílico, antiácidos74 (uma hora antes de PRAVACOL®), cimetidina, genfibrozil, ácido nicotínico ou probucol não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na biodisponibilidade com a administração de PRAVACOL®.

Durante o ensaio clínico, não foram relatadas interações medicamentosas perceptíveis quando PRAVACOL® foi administrado com diuréticos75, anti-hipertensivos, digitálicos, inibidores da enzima11 conversora, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores ou nitroglicerina.

Reações Adversas de Pravacol

Reações Adversas Clínicas  

EM DOIS GRANDES ESTUDOS PLACEBO35-CONTROLADOS (WEST OF SCOTLAND STUDY [WOS] E CHOLESTEROL AND RECURRENT EVENTS STUDY [CARE]) ENVOLVENDO UM TOTAL DE 10.754 PACIENTES TRATADOS COM PRAVASTATINA (N=5.383) OU PLACEBO35 (N=5.371), O PERFIL DE SEGURANÇA E TOLERABILIDADE NO GRUPO DA PRAVASTATINA FOI COMPARÁVEL AO DO GRUPO DO PLACEBO35 POR MAIS DE 4,8   4,9 (MÉDIA) ANOS DE ACOMPANHAMENTO.

NO QUADRO SEGUINTE, ESTÃO DISCRIMINADAS EXPERIÊNCIAS ADVERSAS RELATADAS POR MAIS DE 2% DOS PACIENTES DOS ESTUDOS CONTROLADOS COM PLACEBO35 DE ATÉ QUATRO MESES DE DURAÇÃO (TODOS OS CASOS ESTÃO INCLUÍDOS, INDEPENDENTEMENTE DE ETIOLOGIA76).

EVENTOS ADVERSOS CLÍNICOS RELATADOS POR PACIENTES TRATADOS COM A PRAVASTATINA   PORCENTAGEM DA POPULAÇÃO TOTAL TRATADA
                            PRAVACOL®                    Placebo35
                (N=900)                       (N=411)
                 %             %
Gastrintestinais

Náuseas77/Vômitos78            7,3        7,1
            Diarréia79                6,2        5,6
            Constipação80            4,0        7,1
            Dor Abdominal            5,4        6,9
            Flatulência            3,3        3,6
           
Musculatura Esquelética
           
Dor Músculo-esquelética
(localizada)            10,0        9,0
  Mialgia65            2,7        1,0
           
Respiratórias
            Resfriado comum            7,0        6,3
            Rinite81                4,0        4,1
           
Sistema Nervoso82
  Dor de Cabeça7            6,2        3,9
  Vertigem83            3,3        3,2    

Gerais

Fadiga84                3,8        3,4
Dor no Peito85 (não-
cardíaca)            3,7        1,9

Dermatológicas
Erupções
Cutâneas6            4,0*        1,1

Cardiovasculares
           
            Dor no Peito85                    4,0            3,4

           * Diferença estatisticamente significativa em relação ao placebo35.


Cristalino86

EM 820 PACIENTES TRATADOS POR PERÍODOS DE UM ANO OU MAIS, NÃO HOUVE EVIDÊNCIAS DE QUE A PRAVASTATINA ESTÁ ASSOCIADA À FORMAÇÃO DE CATARATA87.

Os seguintes efeitos secundários têm sido citados com esta classe de drogas inibidoras da HMG-CoA redutase :

Esquelético: MIOPATIA66, RABDOMIÓLISE67.

Neurológico: DISFUNÇÃO DE VÁRIOS NERVOS CRANIANOS (ALTERAÇÃO DO PALADAR88, PIORA DOS MOVIMENTOS EXTRA-OCULARES, PARALISIA89 FACIAL), TREMOR, VERTIGEM83, PERDA DE MEMÓRIA, PARESTESIA90, NEUROPATIA PERIFÉRICA91, PARALISIA89 NERVOPERIFÉRICA.
Reações de Hipersensibilidade: RARAMENTE TEM SIDO RELATADA SÍNDROME92 DE HIPERSENSIBILIDADE QUE INCLUA UM OU MAIS DAS SEGUINTES ALTERAÇÕES: ANAFILAXIA93, ANGIOEDEMA94, SÍNDROME92 SEMELHANTE AO LÚPUS95 ERITEMATOSO96, POLIMIALGIA REUMÁTICA, VASCULITE97, PÚRPURA98, TROMBOCITOPENIA99, LEUCOPENIA100, ANEMIA HEMOLÍTICA101, ANTICORPO102 ANTINÚCLEO POSITIVO E AUMENTO DA TAXA DE ERITROSSEDIMENTAÇÃO, ARTRITE103, ARTRALGIA104, URTICÁRIA105, ASTENIA106, FOTOSSENSIBILIDADE, FEBRE107, CALAFRIOS108, RUBOR, MAL-ESTAR, DISPNÉIA109, EPIDERMITE TÓXICA COM NECROSE110, ERITEMA MULTIFORME111, INCLUINDO SÍNDROME92 DE STEVE JOHNSON.

Gastrintestinal: ANOREXIA112, VÔMITOS78, PANCREATITE113, HEPATITE114, INCLUINDO HEPATITE114 CRÔNICA ATIVA, ICTERÍCIA115 COLESTÁTICA, ALTERAÇÃO GORDUROSA NO FÍGADO17 E, MUITO MAIS RARAMENTE, CIRROSE116, NECROSE110 HEPÁTICA9 FULMINANTE E HEPATOMA.

Geniturinário: GINECOMASTIA117, PERDA DA LIBIDO118 E DISFUNÇÃO NA EREÇÃO119.

Posologia e Administração de Pravacol

O paciente deverá ser submetido a uma dieta redutora de colesterol2 antes de iniciar o tratamento com PRAVACOL® (pravastatina), que deverá ser mantida durante o tratamento.
A dose recomendada é de 10 a 20 mg uma vez ao dia ao deitar. Se o colesterol2 sérico é acentuadamente elevado (ex.: C-Total maior que 300 mg/dl39), a dose pode ser iniciada com 40 mg por dia. PRAVACOL® pode ser tomado independentemente das refeições.
A dose recomendada varia de 10 a 40 mg, administrados uma vez ao dia ao deitar. PRAVACOL® pode ser administrado em doses divididas.
Em pacientes recebendo ciclosporina, com ou sem outras drogas imunossupressoras, concomitantemente com a pravastatina, a terapia deve ser iniciada com 10 mg/dia e a titulação para aumentos de dose deve ser realizada com cautela. A maioria dos pacientes tratados com esta combinação recebeu dose máxima de pravastatina correspondente a 20 mg/dia.


Terapia Concomitante

Os efeitos redutores de lipídios do PRAVACOL® (pravastatina) sobre o colesterol2 total e o colesterol2-LDL13 são intensificados quando combinados com uma resina seqüestrante de ácidos biliares. Quando se administra a resina (ex.: colestiramina, colestipol) em terapia combinada70 com a pravastatina, esta última deverá ser administrada uma hora antes ou mais  ou pelo menos quatro horas após a resina.

Superdosagem de Pravacol

A experiência sobre superdose de pravastatina é limitada. Até o momento, há relato de dois casos, que foram  assintomáticos e não-associados a anormalidades em testes clínicos laboratoriais.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

PRAVACOL - Laboratório

B-MS
Rua Carlos Gomes, 924
São Paulo/SP - CEP: 04743-002
Tel: 55 (011) 882-2000
Fax: 55 (011) 246-0151
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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
3 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
6 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
7 Cabeça:
8 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
9 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
12 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
13 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
14 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
15 Catabolismo: Parte do metabolismo que se refere à assimilação ou processamento da matéria adquirida para fins de obtenção de energia. Diz respeito às vias de degradação, ou seja, de quebra das substâncias. Parte sempre de moléculas grandes, que contêm quantidades importantes de energia (glicose, triclicerídeos, etc). Estas substâncias são transformadas de modo a que restem, no final, moléculas pequenas, pobres em energia ( H2O, CO2, NH3 ), aproveitando o organismo a libertação de energia resultante deste processo. É o contrário de anabolismo.
16 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
17 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
18 Íleo: A porção distal and mais estreita do INTESTINO DELGADO, entre o JEJUNO e a VALVA ILEOCECAL do INTESTINO GROSSO. Sinônimos: Ileum
19 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
20 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
21 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
22 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
23 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
24 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
25 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
26 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
27 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
28 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
29 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
30 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
31 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
32 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
33 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
34 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
35 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
36 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
37 Carótidas: Artérias originadas a partir da aorta torácica ou a partir de um dos seus ramos principais, encarregadas de conduzir o maior volume sangüíneo para as estruturas do crânio.Estão dispostas de cada lado do pescoço (carótidas externas), que a seguir ramifica-se em várias artérias e unem-se aos troncos arteriais derivados do circuito cerebral posterior, através dos ramos comunicantes posteriores.
38 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
39 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
40 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
41 Lúmen: 1. Na anatomia geral, é o mesmo que luz ou espaço. 2. Unidade de fluxo luminoso do Sistema Internacional, definida como fluxo luminoso emitido por uma fonte puntiforme com intensidade uniforme de uma candela, contido num ângulo sólido de um esferorradiano.
42 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
43 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
44 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
45 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
46 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
47 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
48 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
49 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
50 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
51 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
52 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
53 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
54 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
55 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
56 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
57 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
58 Síndrome nefrótica: Doença que afeta os rins. Caracteriza-se pela eliminação de proteínas através da urina, com diminuição nos níveis de albumina do plasma. As pessoas com síndrome nefrótica apresentam edema, eliminação de urina espumosa, aumento dos lipídeos do sangue, etc.
59 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
60 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
61 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
62 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
63 Concepção: O início da gravidez.
64 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
65 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
66 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
67 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
68 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
69 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
70 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
71 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
72 Homozigótica: Referente a homozigoto. Homozigoto é quando os alelos de um ou mais genes são idênticos. Alelos são genes que ocupam os mesmos loci (locais) nos cromossomos.
73 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
74 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
75 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
76 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
77 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
78 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
79 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
80 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
81 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
82 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
83 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
84 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
85 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
86 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
87 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
88 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
89 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
90 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
91 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
92 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
93 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
94 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
95 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
96 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
97 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
98 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
99 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
100 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
101 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
102 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
103 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
104 Artralgia: Dor em uma articulação.
105 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
106 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
107 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
108 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
109 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
110 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
111 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
112 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
113 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
114 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
115 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
116 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
117 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
118 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
119 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
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