ROCEFIN injeção intramuscular

ROCHE

Atualizado em 09/12/2014


Ceftriaxona

CEFALOSPORINA PARENTERAL DE AMPLO ESPECTRO E AÇÃO PROLONGADA

Identificação do Produto de Rocefin Injeção Intramuscular1

Nome genérico

Ceftriaxona

Composição de Rocefin Injeção Intramuscular1

Ceftriaxona (6R,7R)-7-(Z)-2-(amino-4-tiazolil)-2-[metoxiimino]acetamido-3-[(2,5-d iidro-6-hidroxi-2-
metil - 5 - oxo -as-triazin-3-il)tio]metil-8-oxo-5-tia-1-azobiciclo[4,2,0]-oct-2-en-2 -ácido carboxilíco, sob a forma de sal dissódico.

Rocefin® contém aproximadamente 83 mg (3,6 mEq) de sódio por grama2 de ceftriaxona.

Apresentação de Rocefin Injeção Intramuscular1

Solução injetável IM: Caixa com 1 frasco-ampola contendo pó estéril equivalente a 250mg, 500mg e 1g. Acompanham ampolas de diluente de 2ml ou 3,5ml (lidocaína a 1%) respectivamente para aplicação IM.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Informação ao Paciente de Rocefin Injeção Intramuscular1

O Que é Rocefin® de Rocefin Injeção Intramuscular1

Rocefin® pertence a um grupo de medicamentos chamado de antibióticos. Sua substância ativa - ceftriaxona - é um antibiótico capaz de eliminar uma grande variedade de germes responsáveis por diversos tipos de infecções3.

O Rocefin® injetável IM contém um frasco-ampola com 250mg, 500mg ou 1g de ceftriaxona e
acompanham ampolas de diluente de 2ml ou 3,5ml de lidocaína a 1% respectivamente para aplicação IM.

Para Que é Usado Rocefin® de Rocefin Injeção Intramuscular1

Rocefin® é receitado pelos médicos para infecções3 causadas por germes sensíveis à ceftriaxona.

Quando Rocefin® Não Deve Ser Utilizado de Rocefin Injeção Intramuscular1

Rocefin® não deve ser utilizado em pacientes com reconhecida alergia4 aos antibióticos do grupo das cefalosporinas e penicilinas.

Quando Se Deve Ter Cuidado Especial ao Utilizar Rocefin® de Rocefin Injeção Intramuscular1

Em pacientes que estão em uso de cloranfenicol devido ao efeito antagônico observado in vitro.

Em neonatos5, especialmente prematuros, que tenham bilirrubina6 sérica aumentada devido ao risco
de encefalopatia7.

Pode Rocefin® Ser Usado Durante a Gravidez8 ou Amamentação9 de Rocefin Injeção Intramuscular1

Você deve comunicar ao seu médico se estiver grávida ou com intenção de engravidar. Seu médico irá decidir quando você deve usar Rocefin®.

Apesar dos estudos não demonstrarem defeitos físicos no feto10 e indução de mutação genética11 é
necessário cautela nos três primeiros meses de gestação, a não ser em casos absolutamente
necessários.

Recomenda-se cuidado especial em pacientes que amamentam apesar da baixa concentração de
Rocefin® excretada no leite.

Como Rocefin® Deve Ser Utilizado de Rocefin Injeção Intramuscular1

Sempre utilize Rocefin® exatamente como seu médico prescreveu.

Rocefin® IM deve ser administrado em injeção12 profunda na região glútea13 após fazer a dilução de
Rocefin® IM 250mg ou 500mg em 2ml e Rocefin® IM 1g em 3,5ml de solução de lidocaína.
Esta solução nunca deve ser aplicada na veia. A solução deve ser utilizada imediatamente após a
preparação. No entanto, uma vez preparada, permanecerá estável por 6 horas em temperatura
ambiente e por 24 horas à 5°C (na geladeira).

Recomenda-se não aplicar mais de 1g em cada glúteo.

Quando e Como o Tratamento de Rocefin® Deve Ser Suspenso de Rocefin Injeção Intramuscular1

Seu médico sabe quando você deve parar com o Rocefin®. No entanto você deve comunicar ao seu médico se você desejar interromper o tratamento antes.

A duração do tratamento varia com a evolução da doença.Como se recomenda no tratamento
com antibióticos em geral, a injeção12 de Rocefin® deve ser continuada durante um período mínimo
de 48 - 72 horas após o desaparecimento da febre14 ou após obter-se evidências de eliminação da
bactéria15.

Quais São Os Possíveis Efeitos Indesejáveis de Rocefin® de Rocefin Injeção Intramuscular1

Somados aos efeitos benéficos do tratamento de Rocefin® é possível a ocorrência de efeitos
indesejáveis durante o tratamento, mesmo quando este produto é utilizado corretamente.
Rocefin® é bem tolerado pela maioria dos pacientes. Os efeitos adversos mais comuns são os
gastrintestinais (2%) como náuseas16, vômitos17, diarréia18, estomatite19 e glossite20; alterações
hematológicas (2%) como eosinofolia, leucopenia21, granulocitopenia, anemia hemolítica22,
trombocitopenia23; e reações cutâneas24 (1%) como exantema25, prurido26 e urticária27.

Em casos raros, o ultrassom da vesícula biliar28 pode mostrar imagens de sedimento que desaparecem com a suspensão da droga.

Caso você apresente qualquer destes sintomas29 comunique ao seu médico o mais breve possível.

Como Rocefin® Deve Ser Guardado de Rocefin Injeção Intramuscular1

Como todos os medicamentos Rocefin® deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Deve ser mantido a temperatura inferior à 30°C.

Não use qualquer medicamento fora do prazo de validade.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE30.

Informação Técnica de Rocefin Injeção Intramuscular1

Propriedades e Efeitos de Rocefin Injeção Intramuscular1

Microbiologia de Rocefin Injeção Intramuscular1

A atividade bactericida da ceftriaxona é devida a inibição da síntese da parede celular. A ceftriaxona, in vitro, é ativa contra um amplo espectro de germes Gram-positivos e Gram-negativos sendo altamente estável à maioria das beta-lactamases, cefalosporinases e penicilinases desses germes. A ceftriaxona é normalmente ativa in vitro contra os seguintes germes e suas respectivas infecções3:

Aeróbios Gram -Positivos de Rocefin Injeção Intramuscular1

Staphylococcus aureus (inc. cepas31 produtoras de penicilinase)

Staphylococci coagulase- negativo

Streptococci beta hemolítico (grupo não-A não-B)

Streptococcus pneumoniae

Streptococcus grupo A (Streptococcus pyogenes)

Streptococcus grupo B (Streptococcus agalactiae)

Streptococcus viridans

Obs: Os estafilococos meticilina-resistentes são resistentes às cefalosporinas, inclusive à
ceftriaxona. A maioria das cepas31 de enterococos (por exemplo, Streptococos faecalis) são
também resistentes.

Aeróbios Gram-negativos:

Acinetobacter lwoffi

Acinetobacter anitratus

Aeromonas spp.

Alcaligenes spp.

Borrelia burgdoferi.

Capnocytophaga spp.

Citrobacter spp.

Enterobacter spp. (algumas cepas31 são resistentes)

Escherichia coli

Haemophilus ducreyi

Haemophilus influenzae (incl. cepas31 produtoras de penicilinase)

Haemophilus parainfluenzae

Klebsiella spp. (incl. K. pneumoniae)

Moraxella spp.

Morganella morganii

Neisseria gonorrhoeae (incl. cepas31 produtoras de penicilinase)

Neisseria meningitidis

Pasteurella multocida

Plesiomonas shigelloides

Proteus vulgaris

Providencia spp.

Pseudomonas aeruginosa (algumas cepas31 são resistentes)

Salmonella spp (incl. S. typhi)

Serratia spp. (incl. S. marcescens)

Shigella spp.

Vibrio spp.(incl. V. cholerae)

Yersinia spp. (incl. Y. enterocolitica)

Obs: Muitas cepas31 de germes anteriormente mencionados que apresentam resistência a outros
antibióticos, como por exemplo penicilina, cefalosporinas e aminoglicosídios, são sensíveis à
ceftriaxona. Treponema pallidum é sensível à ceftriaxona in vitro e em experimentação animal.
Trabalhos clínicos (em andamento) indicam que tanto a sífilis32 primária como a secundária
respondem bem ao tratamento com ceftriaxona.

Germes Anaeróbicos de Rocefin Injeção Intramuscular1

Bacteróides spp. (incl. algumas cepas31 de B. fragillis)

Clostridium spp.(exceto C. difficile)

Fusobacterium spp.

Gaffkia anaerobica

Peptococcus spp.

Peptostreptococcus spp.

Obs: Muitas cepas31 de Bacteróides spp. produtoras de beta-lactamases ( especialmente B. fragillis) são resistentes.

A sensibilidade à ceftriaxona pode ser determinada por meio do teste de difusão com disco ou do
teste de diluição com agar ou caldo usando técnicas padronizadas para testes de sensibilidade
como as recomendadas pelo "National Committee for Clinical Laboratory Standards"(NCCLS).

O "NCCLS" fornece os seguintes parâmetros para a ceftriaxona:

Teste de sensibilidade por diluição: sensível< 8 mg/l; moderadamente sensível 16-32 mg/l;
resistentes > 64 mg/l.

Teste de sensibilidade por difusão usando disco com 30 mcg de ceftriaxona: sensível> 21mm,
moderadamente sensível 20-14 mm, resistentes < 13 mm.

Os germes devem ser testados com os discos de ceftriaxona uma vez que ficou demonstrado in
vitro, que a ceftriaxona é ativa contra certas cepas31 que se mostraram resistentes em discos da
classe cefalosporina.

Farmacocinética de Rocefin Injeção Intramuscular1

A ceftriaxona caracteriza-se por uma meia vida de eliminação extraordinariamente longa de
aproximadamente 8 horas, em adultos sadios. As áreas sob as curvas de concentração plasmática
tempo, após administração IM e IV são idênticas. Isto significa que a biodisponibilidade da
ceftriaxona após administração IM é de 100%.

Eliminação de Rocefin Injeção Intramuscular1

A meia vida de eliminação em adultos sadios é de aproximadamente 8 horas. Em crianças com menos de 8 dias de vida e em indivíduos idosos, com mais de 75 anos, a média da meia-vida de
eliminação é cerca de 2 vezes mais longa. Em adultos cerca de 50-60% da ceftriaxona é
excretada sob forma inalterada na urina33, enquanto 40-50% é excretada inalterada na bile34. A flora
intestinal transforma a ceftriaxona em metabólitos35 microbiologicamente inativos. Nos
recém-nascidos a eliminação urinária representa cerca de 70% da dose administrada. Em
pacientes com insuficiência renal36 ou hepática37, a farmacocinética da ceftriaxona é discretamente
alterada, sendo a meia-vida de eliminação apenas levemente aumentada. Se apenas a função renal38
está prejudicada, há um aumento da eliminação biliar da ceftriaxona; se, ao contrário, a função
hepática37 está prejudicada, há um aumento da eliminação renal38 desta substância.

Ligação Protéica de Rocefin Injeção Intramuscular1

A ceftriaxona liga-se de modo reversível à albumina39, diminuindo a ligação com o aumento da
concentração. Assim, para uma concentração plasmática < 100 mcg/ml, a ligação proteíca é de
95%, enquanto para uma concentração de 300 mcg/ml, a ligação é de 85%. Devido ao conteúdo
mais baixo em albumina39, a proporção de ceftriaxona livre no líquido intersticial40 é  proporcionalmente mais alta do que no plasma41.

Passagem Para o Líquido Cefalorraquidiano42 de Rocefin Injeção Intramuscular1

A ceftriaxona atravessa as meninges43 inflamadas de lactentes44 e crianças maiores. O grau de difusão média no líquido cefalorraquídiano corresponde a 17% da concentração plasmática,isto é,
aproximadamente quatro vazes maior do que na meningite asséptica45. Concentrações da
ceftriaxona > 1,4 mcg/ml têm sido encontradas no LCR, 24 horas após administração de 50 -
100 mg/kg de Rocefin® por via intravenosa. Em pacientes adultos com meningite46, a
administração de 50 mg/kg produz, em 2 a 24 horas, concentrações no LCR muitas vezes
superiores às concentrações inibitórias mínimas requeridas pela grande maioria dos germes
causadores de meningite46.

Indicações de Rocefin Injeção Intramuscular1

Infecções3 causadas por germes sensíveis à ceftriaxona.

Restrição de Uso de Rocefin Injeção Intramuscular1

O Rocefin® está contra-indicado em pacientes com reconhecida hipersensibilidade aos antibióticos do grupo das cefalosporinas. Em pacientes hipersensíveis à penicilina deve-se levar em conta a possibilidade de reações alérgicas cruzadas.

Rocefin® não deve ser adicionado a soluções que contenham cálcio como a solução de Hartmann ou solução de Ringer.

Baseado em artigos da literatura ceftriaxona é incompatível com amsacrina, vancomicina, fluconazol e aminoglicosídios.

Gravidez8 e Lactação47 de Rocefin Injeção Intramuscular1

Embora as pesquisas pré-clínicas não tenham revelado efeitos mutagênicos e teratogênicos48, o Rocefin® não deve ser usado durante a gravidez8 (principalmente nos 3 primeiros meses), a não ser que seja absolutamente necessário. Como Rocefin® é excretado no leite em baixas concentrações, é recomendado cuidado em mulheres que
amamentam.

Precauções de Rocefin Injeção Intramuscular1

Como ocorre com outras cefalosporinas, a ocorrência de choque anafilático49 não pode ser afastada mesmo na ausência de antecedentes alérgicos. A ocorrência de choque anafilático49 exige imediata intervenção.

Em casos raros, o exame ultrassonográfico da vesícula biliar28 revelou imagens sugestivas
de sedimento que desaparecem com a descontinuação ou conclusão da terapêutica50 com
Rocefin®. Recomenda-se tratamento clínico conservador, mesmo nos casos em que tais
achados se acompanham de sintomatologia dolorosa.

A colite51 pseudo membranosa tem sido descrita com quase todos agentes antibacterianos.

Estudos "in vitro" demonstraram que a ceftriaxona, como outras cefalosporinas, podem deslocar a bilirrubina6 da albumina39 sérica.

Rocefin® não é recomendado para neonatos5, especialmente prematuros que apresentem
risco de desenvolver encefalopatia7 devido à hiperbilirrubinemia.

Durante tratamentos prolongados, deve-se fazer controle regular do hemograma .

Dados não indicam efeitos adversos em pessoas que trabalham com máquinas ou veículos automotores.

Interações Medicamentosas de Rocefin Injeção Intramuscular1

Até o momento, não se observou quaisquer alterações da função renal38 após administração simultânea de doses elevadas de Rocefin® e potentes diuréticos52, como a furosemida, em altas doses.

Não existe também qualquer evidência de que o Rocefin® aumenta a toxicidade53 renal38 dos aminoglicosídios.

Rocefin® não apresentou efeito similar ao provocado pelo dissulfiram após administração de álcool.

A ceftriaxona não contém o radical N-metiltiotetrazol que está associado a uma possível intolerância ao álcool e a sangramentos observados com outras cefalosporinas.

O probenicide não tem influência sobre a eliminação do Rocefin®.

Em estudos "in vitro" efeitos antagônicos foram observados com o uso combinado de cloranfenicol e ceftriaxona.

Nos pacientes tratados com Rocefin® o teste de Coombs pode raramente se tornar falso positivo, assim como o teste para galactosemia54.

Os métodos não enzimáticos para a determinação de glicose55 na urina33 podem fornecer resultados falsos positivos. Por este motivo a determinação de glicose55 na urina33 deve ser feita por métodos enzimáticos.

Tolerabilidade de Rocefin Injeção Intramuscular1

O Rocefin® é geralmente bem tolerado. Durante o uso de Rocefin® foram observadas as seguintes reações adversas reversíveis espontaneamente ou após a retirada do medicamento.

Efeitos Colaterais56 Sistêmicos57 de Rocefin Injeção Intramuscular1

Distúrbios gastrintestinais (cerca de 2% dos casos) : fezes moles ou diarréia18, náusea58, vômito59, estomatite19 e glossite20;

Alterações hematológicas (cerca de 2%) : eosinofilia60, leucopenia21, granulocitopenia,
anemia hemolítica22, trombocitopenia23;

Reações cutâneas24 (cerca de 1%) : exantema25, dermatite61 alérgica, prurido26, urticária27, edema62 e eritema multiforme63.

Efeitos Colaterais56 Raros de Rocefin Injeção Intramuscular1

Cefaléia64, tontura65, elevação das enzimas hepáticas66, sedimento sintomático67 de ceftriaxona cálcica na vesícula biliar28, oligúria68, aumento da creatinina69 sérica, micose70 do trato genital, tremores, reações anafiláticas71 ou anafilactóides.

Enterocolite pseudomembranosa e distúrbios da coagulação72 foram descritos como  reações adversas raríssimas.

Efeitos Colaterais56 Locais de Rocefin Injeção Intramuscular1

A injeção intramuscular1 sem a solução de lidocaína (diluente) é dolorosa.

Posologia de Rocefin Injeção Intramuscular1

Adultos e crianças acima de 12 anos: A dose usual é de 1-2g de Rocefin® em dose única diária (cada 24 horas). Em casos graves ou em infecções3 causadas por patógenos moderadamente sensíveis, a dose pode ser elevada para 4 g,uma vez ao dia.

Recém nascidos (abaixo de 14 dias) : dose única diária de 20 - 50mg/kg. Não ultrapassar 50mg/kg devido à imaturidade dos sistemas enzimáticos destas crianças. Não é necessário diferenciar crianças prematuras de crianças nascidas a termo.

Lactentes44 e crianças (15 dias até 12 anos): Dose única diária de 20-80 mg/kg. Para crianças de 50kg ou mais deve ser utilizada a posologia de adultos.

Pacientes idosos: As doses para adultos não precisam ser alteradas para pacientes73 geriátricos.

Duração do tratamento: O tempo de tratamento varia de acordo com a evolução da doença.
Como se recomenda na antibioticoterapia em geral, a administração de Rocefin® deve ser
descontinuada durante um período mínimo de 48 a 72 horas após o desaparecimento da febre14 ou
após obter-se evidências de erradicação da bactéria15.

Terapêutica50 associada: Tem sido demonstrada, em condições experimentais, um sinergismo
entre Rocefin® e aminoglicosídios, para muitos bacilos Gram-negativos. Embora não se possa
prever sempre um aumento de atividade com esta associação, este sinergismo deve ser
considerado nas infecções3 graves com risco de vida causadas por Pseudomonas aeruginosa.
Devido à incompatibilidade física, os medicamentos devem ser administrados separadamente, nas
doses recomendadas.

Instruções Posológicas Especiais de Rocefin Injeção Intramuscular1

Meningite46: Na meningite46 bacteriana de lactentes44 e crianças deve-se iniciar o tratamento com 100 mg/kg em dose única diária. Logo que o germe74 responsável tenha sido identificado e sua
sensibilidade determinada, pode-se reduzir a posologia. Os melhores resultados foram obtidos
com os seguintes tempos de tratamento:

 Neisseria meningitides
                             4 dias
 Haemophilus influenzae
                             6 dias
 Streptococcus pneumoniae
                             7 dias


Gonorréia75: Para o tratamento da gonorréia75 causada por cepas31 produtoras e não produtoras de
penicilinase recomenda-se uma dose única de 250mg.

Borreliose de Lyme (Doença de Lyme): a dose preconizada76 é de 50mg/kg até o total de 2g
em crianças e adultos, durante 14 dias, em dose única diária.

Profilaxia no pré-operatório: Para prevenir infecção77 pós operatória em cirurgia contaminada ou
potencialmente contaminada, remecomenda-se 1 a 2g de Rocefin® 30 a 90 minutos antes da
cirurgia. Em cirurgia colo78-retal a administração concomitante, mas em separado, de Rocefin® e
um derivado 5-nitroimidazólico (por exemplo, ornidazol) mostrou-se eficaz.

Insuficiência hepática79 e renal38: Não é necessário diminuir a dose nos pacientes com
insuficiência renal36 desde que a função hepática37 esteja normal. Somente nos casos em que o
clearance de creatinina69 for menor que 10ml por minuto a dose de Rocefin® não deve ser superior
a 2g/dia. Não é necessário diminuir a dose de Rocefin® em pacientes com insuficiência hepática79
desde que a função renal38 esteja normal. No caso de insuficiência hepática79 e renal38 graves e
concomitantes, deve-se determinar a concentração plasmática de Rocefin® a intervalos regulares.
Em pacientes sob diálise80 não há necessidade de doses suplementares após a diálise80. Entretanto as
concentrações séricas devem ser acompanhadas, a fim de avaliar a necessidade de ajustes na
posologia, pois a taxa de eliminação pode ser reduzida nestes pacientes.

Prazo de Validade de Rocefin Injeção Intramuscular1

Ceftriaxona - 3 anos

diluentes - 5 anos

As soluções reconstituídas permanecem estáveis física e quimicamente por 6 horas à temperatura ambiente (ou por 24 horas a 5°C). Entretanto como regra geral, as soluções devem ser usadas
imediatamente após a preparação. A coloração varia do amarelo-pálido ao âmbar, dependendo
da concentração e do tempo de estocagem; esta particularidade da ceftriaxona não tem qualquer
significado quanto à tolerabilidade e eficácia do medicamento. Rocefin® deve ser guardado em
temperatura abaixo de 30 ºC.

Administração Intramuscular de Rocefin Injeção Intramuscular1

Diluir o Rocefin® IM 250mg ou 500mg em 2ml e o Rocefin® IM 1g em 3,5ml de uma solução
de lidocaína a 1% e injetar profundamente na região glútea13. Recomenda-se não injetar mais do
que 1g em cada glúteo. A solução de lidocaína nunca deve ser administrada por via intravenosa.

Conduta na Superdosagem de Rocefin Injeção Intramuscular1

Em casos de superdosagem, a concentração da droga não deve ser reduzida por hemodiálise81.
Não há antídoto82 específico. O tratamento deve ser sintomático67.

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES
ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

ROCEFIN injeção intramuscular - Laboratório

ROCHE
Av. Engenheiro Billings, 1729 - Jaguaré
São Paulo/SP - CEP: 05321-900
Tel: 0800 7720 289
Fax: 0800 7720 292
Site: http://www.roche.com/
Estrada dos Bandeirantes, 2020
CEP: 22710-104
Rio de Janeiro - RJ

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Complementos

1 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
2 Grama: 1. Designação comum a diversas ervas da família das gramíneas que formam forrações espontâneas ou que são cultivadas para criar gramados em jardins e parques ou como forrageiras, em pastagens; relva. 2. Unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg . Símbolo: g.
3 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
5 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
6 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
7 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
8 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
9 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
10 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
11 Mutação genética: É uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
12 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
13 Região Glútea:
14 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
15 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
16 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
17 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
18 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
19 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
20 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
21 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
22 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
23 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
24 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
25 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
26 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
27 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
28 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
29 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
30 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
31 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
32 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
33 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
34 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
35 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
36 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
37 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
38 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
39 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
40 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
41 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
42 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
43 Meninges: Conjunto de membranas que envolvem o sistema nervoso central. Cumprem funções de proteção, isolamento e nutrição. São três e denominam-se dura-máter, pia-máter e aracnóide.
44 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
45 Meningite asséptica: Síndrome clínica de inflamação meníngea em que não é encontrado crescimento bacteriano identificado no exame de líquido cefalorraquidiano. Trata-se geralmente de inflamação leptomeníngea caracterizada por febre e sinais meníngeos acompanhados predominantemente por pleocitose linfocítica no LCR com cultura bacteriana estéril. Ela não é causada por bactérias piogênicas, porém diversas condições clínicas podem desencadeá-la: infecções virais e não virais; alguns fármacos, neoplasias malignas, doenças reumatológicas, tais como lúpus eritematoso sistêmico, sarcoidose, angeíte granulomatosa e metástases tumorais.
46 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
47 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
48 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
49 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
50 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
51 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
52 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
53 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
54 Galactosemia: Doença hereditária que afeta o metabolismo da galactose (“produção”).
55 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
56 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
57 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
58 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
59 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
60 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
61 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
62 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
63 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
64 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
65 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
66 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
67 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
68 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
69 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
70 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
71 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
72 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
73 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
74 Germe: Organismo microscópico (vírus, bactérias, parasitas unicelulares, fungos) capaz de produzir doenças no homem e outros animais.
75 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
76 Preconizada: Recomendada, aconselhada, pregada.
77 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
78 Colo: O segmento do INTESTINO GROSSO entre o CECO e o RETO. Inclui o COLO ASCENDENTE; o COLO TRANSVERSO; o COLO DESCENDENTE e o COLO SIGMÓIDE.
79 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
80 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
81 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
82 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
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