CISPLATINA

BIOSINTETICA

Atualizado em 08/12/2014

Advertência da Cisplatina

. CISPLATINA deve ser administrada sob a supervisão de um médico qualificado, com experiência no uso de agentes quimioterápicos. Manuseio apropriado (da terapia e das complicações) é possível somente se diagnóstico1 adequado e facilidades de tratamentos estiverem rapidamente disponíveis.

.Toxicidade2 renal3 cumulativa, associada com CISPLATINA, é severa. Outras toxicidades relacionadas com a dose são: mielossupressão, náusea4 e vômito5.  . Ototoxicidade6, que pode ser mais pronunciada em crianças e que é manifestada por tinitus e/ou perda da freqüência auditiva alta e ocasionalmente surdez, é significante.

. Reações do tipo anafiláticas à CISPLATINA têm sido relatadas. Edema7 facial, broncoconstrição, taquicardia8 e hipotensão9 podem ocorrer minutos após administração de CISPLATINA. Epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos têm sido usados efetivamente no alívio dos sintomas10.

Formas Farmacêuticas e Apresentações da Cisplatina

Pó liófilo injetável de 10 mg. Embalagem com 1 frasco-ampola de pó liófilo.

Pó liófilo injetável de 50 mg. Embalagem com 1 frasco-ampola de pó liófilo.

Composições da Cisplatina

Cada frasco-ampola de 10 mg de pó liófilo contém:

CISPLATINA .................... 10 mg

Cada frasco-ampola de 50 mg de pó liófilo contém:

CISPLATINA .................... 50 mg

USO ADULTO E PEDIÁTRICO - VIA INTRAVENOSA EXCLUSIVAMENTE

Informações ao Paciente da Cisplatina

. Conservar o pó liófilo a uma temperatura inferior a 25o C e ao abrigo da luz. Conservar a solução injetável sob refrigeração (entre 2o e 8o C) e ao abrigo da luz.

. O prazo de validade encontra-se impresso no cartucho; não use o produto com prazo de validade vencido.

. CISPLATINA BIOSINTÉTICA é indicada no tratamento paliativo11 e/ou adjuvante das neoplasias12 de testículo13, de ovário14, da bexiga15 e do tipo epidermóide, em geral associada a outros citostáticos16.

. Em geral, ocorrem reações desagradáveis tais como: náuseas17 e vômitos18 que ocorrem por volta de 4 horas após a administração de CISPLATINA BIOSINTÉTICA. Ainda podem ocorrer edema7 da face19, falta de ar, palpitações20, queda de pressão arterial21. O uso crônico22 de CISPLATINA BIOSINTÉTICA pode levar a problemas renais e dos órgãos formadores do sangue23.

. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

. CISPLATINA BIOSINTÉTICA não deve ser tomada quando a mulher estiver com suspeita de estar grávida ou quando tiver confirmado um diagnóstico1 de gravidez24. Também na fase de aleitamento do recém-nascido, CISPLATINA BIOSINTÉTICA deverá ser suspensa pela possibilidade de ser eliminada através do leite materno.

. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO À SUA SAÚDE25.


Informações Técnicas da Cisplatina

A cisdiaminodicloroplatina ou CISPLATINA é um agente em cujo núcleo existe a platina metálica, pertencente ao grupo dos alquilantes bifuncionais, que atua inibindo a síntese inicial do ADN ou mesmo prejudicando a molécula do ADN já formado. Como efeito secundário, a CISPLATINA interfere na síntese do ARN e de proteínas26 essenciais ao organismo, demonstrando especial preferência para os tecidos cujas células27 apresentam alta velocidade de reprodução28 mitótica.

Os estudos farmacocinéticos, efetuados em seres humanos e em animais de experimentação, demonstraram uma distribuição tissular29 rápida, sendo que as maiores concentrações foram encontradas nos rins30, fígado31, intestinos32 delgado e grosso. A difusão no sistema nervoso central33 é extremamente fraca.

O desaparecimento da radioatividade após injeção34 da CISPLATINA marcada é bifásica, com uma meia-vida plasmática de distribuição de 25 a 49 minutos e uma meia vida de eliminação de 58 a 73 horas. Durante a fase de excreção, a sua ligação às proteínas26 plasmáticas é superior a 90%, sendo sua eliminação essencialmente urinária. Contudo excreção urinária é incompleta, sendo somente 27% a 43% da radioatividade excretada nos 5 dias posteriores a administração em humanos.

Indicações da Cisplatina

CISPLATINA BIOSINTÉTICA está indicado no tratamento paliativo11 e/ou adjuvante das neoplasias12 de testículo13, do ovário14, da bexiga15 e do tipo epidermóide, em geral associado a outros citostáticos16.


Contra-Indicações da Cisplatina

Contra-indicações absolutas: pacientes mielossuprimidos, hipersensibilidade do paciente à CISPLATINA ou a outros compostos que contenham platina, a gravidez24 e o aleitamento.Contra-indicações relativas: disfunção renal3, com os níveis de creatinemia ultrapassando o dobro dos limites normais, queda de acuidade auditiva e quando o paciente toma concomitantemente um aminoglicosídeo.


Precauções da Cisplatina

A fim de serem reduzidos os riscos de insuficiência renal35, deve-se manter uma diurese36 pelo menos igual a 3 litros nas 24 horas. Deve-se instituir, 24 horas antes da primeira administração de CISPLATINA BIOSINTÉTICA, uma hiper-hidratação, a qual deve ser mantida até o final da quimioterapia37 com a CISPLATINA. Mesmo após 24 horas do final da administração de CISPLATINA BIOSINTÉTICA, deve-se manter uma correta diurese36 do paciente. Este objetivo está diretamente dependente do volume de líquido posto para fora do organismo pelos vômitos18 freqüentes, o que justifica perfeitamente a utilização de perfusão intravenosa contínua de solução fisiológica38 (soro39 fisiológico40 ou glicofisiológico) e mesmo de manitol, assim como de emprego da furosemida se necessário.

A CISPLATINA produz nefrotoxicidade41 acumulativa, que é potencializada por antibióticos aminoglicosídeos. Devem-se realizar os seguintes exames, antes de cada tratamento ou após cada fase da quimioterapia37: creatinemia ou depuração da creatinina42; dosagem de eletrólitos43 séricos, principalmente magnésio, sódio e potássio.

Há relatos de neuropatias severas em pacientes que necessitam de altas doses ou de freqüência de doses maior que a recomendada de CISPLATINA. Essas neuropatias podem ser irreversíveis e são observadas como parestesias44, areflexia e perda de propriocepção45 e da sensação de vibração.
Tém-se notado também perda da função motora. Exames neurológicos devem ser realizados regularmente.

Têm-se observado reações do tipo anafiláticas. Essas reações têm ocorrido minutos após a administração de CISPLATINA em pacientes pré-expostos à droga e podem ser aliviadas pela administração de epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos.

Desde que ototoxicidade6 é acumulativa, deve-se realizar uma audiometria46 antes de cada fase da quimioterapia37 com a CISPLATINA, assim como um exame neurológico.

Contagem sangüínea periférica deve ser monitorada semanalmente. Função hepática47 deve ser monitorada periodicamente.


Gravidez24 e Lactação48 da Cisplatina

Sabe-se que a CISPLATINA produz aberrações cromossômicas em células27 animais, em culturas de tecidos, e que é teratogênico49 e embriotóxico em ratos. A segurança do uso na gravidez24 humana não foi estabelecida. Por esses motivos CISPLATINA BIOSINTÉTICA não deve ser utilizada quando ocorrer suspeita ou quando estiver confirmado um diagnóstico1 de gravidez24.

Na fase de aleitamento do recém-nascido, CISPLATINA deverá ser suspensa devido a possibilidade de ser eliminada através do leite materno.

Interações Medicamentosas da Cisplatina

Em razão dos efeitos nefro50 e ototóxicos, deve-se evitar o uso concomitante de aminoglicosídeos e anfotericina B.

Os níveis plasmáticos de agentes anticonvulsivantes podem tornar-se subterapêuticos durante terapia com CISPLATINA.

Em associação com outros agentes citostáticos16, a CISPLATINA poderá agravar os efeitos tóxicos dos mesmos. Com o metotrexato e a bleomicina, por exemplo, a diminuição da função renal3 causada pela CISPLATINA pode levar a um efeito cumulativo destas drogas no organismo, aumentando em muito suas toxicidades.


Reações Adversas da Cisplatina

A nefrotoxicidade41 é um fator dose-dependente, cumulativa e pode ser limitante para a continuação do tratamento com a CISPLATINA. Já foi observado com uma dose única de 50 mg/m² de CISPLATINA, o desenvolvimento de uma toxicidade2 renal3 em 28% a 36% dos pacientes, com o aumento da uremia51 e da creatininemia, assim como diminuição do clearance da creatinina42, após duas semanas do tratamento. A toxicidade2 renal3 torna-se mais prolongada e severa com repetidos cursos de tratamento. A função renal3 deve voltar ao normal antes que outra dose de CISPLATINA seja administrada. Prejuízo da função renal3 tem sido associado com dano dos túbulos renais. A administração de CISPLATINA usando uma infusão de 6-8 horas com hidratação intravenosa e manitol têm reduzido a nefrotoxicidade41. Contudo, a nefrotoxicidade41 ainda pode ocorrer após a utilização desses procedimentos. Tém ocorrido hiperuricemia, que é mais pronunciada após doses maiores que 50 mg/m²; a terapia com alopurinol reduz efetivamente os níveis de ácido úrico.

Tém-se observado ototoxicidade6 em 31% dos pacientes tratados com uma dose única de 50 mg/m², verificada por tinitus e/ou perda da acuidade auditiva de alguns pacientes, principalmente para as altas freqüências (4.000 a 8.000 Hz). Pode ocorrer ocasionalmente perda da habilidade de escutar tons de conversa normal. Os efeitos ototóxicos são mais severos em crianças. A perda da audição pode ser unilateral ou bilateral e tende a ser mais freqüente e severa com doses repetidas.Ototoxicidade6 pode ser inibida com irradiação craniana anterior ou simultânea. Toxicidade2 vestibular52 também tém sido observada.

A neurotoxicidade é, usualmente, caracterizada por neuropatias periféricas, que ocorrem após tratamentos prolongados (4 a 7 meses); contudo, sintomas10 neurológicos têm sido observados após uma dose única. A terapia deve ser descontinuada quando os primeiros sintomas10 forem observados. Sinal53 de Lhermitte e neuropatia autonômica54 também têm sido observados. Podem ocorrer alterações da gustação ou da sensibilidade táctil.

Podem ocorrer, infreqüentemente, neurite55 óptica, papiledema e cegueira cerebral, em pacientes recebendo as doses recomendadas. Ocorre melhora e/ou recuperação total com a suspensão do tratamento. Têm-se usado esteróides, com ou sem manitol, sem se estabelecer, contudo, sua eficácia. Com regimes de altas doses ou freqüência de doses maior que a recomendada têm-se observado visão56 turvada e alteração na percepção de cores. O único achado no exame fundoscópico é pigmentação retinal irregular da área macular.

Ocorre mielosupressão em 25% a 30% dos pacientes tratados com CISPLATINA. O nadir das plaquetas57 e leucócitos58 ocorre entre os dias 18 e 23 (faixa de 7,5 a 45), sendo que a maioria dos pacientes se recupera por volta do dia 39 (faixa de 13 a 62). Leucopenia59 ou trombocitopenia60 são mais pronunciadas em altas doses (> 50 mg/m²). Anemia61 (diminuição de 2 g de hemoglobina62/ 100 ml) ocorre aproximadamente com a mesma freqüência e no mesmo tempo que a leucopenia59 e trombocitopenia60.

Em quase todos os pacientes, a partir de 1 a 4 horas da administração da CISPLATINA, verificam-se náuseas17 e vômitos18, que muitas vezes serão limitantes ao tratamento. Podem persistir após uma semana do tratamento.

No caso de reações do tipo anafilactóide, as quais podem surgir logo aos primeiros minutos de administração da droga, como edema7 facial, angioedema63, urticária64, dispnéia65, taquicardia8, hipotensão9, etc., deve-se imediatamente suspender o tratamento e entrar-se com epinefrina, corticosteróides, adrenalina66 ou anti-histamínicos intravenosamente.

Têm-se observado hipomagnesemia, hipocalcemia67, hiponatremia68, hipocalemia69 e hipofosfatemia em pacientes tratados com CISPLATINA e estão provavelmente relacionados com danos dos túbulos renais. Têm-se observado tetania70 nos pacientes com hipocalcemia67 e hipomagnesemia. Tém-se observado, também, síndrome71 inapropriada de hormônio72 antidiurético.

Muito mais raramente foram assinaladas anorexia73, aumento de transaminases, alterações cardíacas, infarto do miocárdio74, acidente cerebrovascular, microangiopatia trombótica75, arterite cerebral e alopecia76.


Posologia da Cisplatina

Recomenda-se uma hidratação antes do tratamento com 1 a 2 litros de infusão de fluído por 8 a 12 horas antes da administração de CISPLATINA. Deve-se, então, dissolver o pó liófilo em diluente, com a finalidade de preparar-se soluções injetáveis de 1 mg de CISPLATINA para cada ml da solução (1 mg/ml). Uma vez preparada a solução, a mesma deve ser utilizada na primeira hora. A solução obtida deve ser administrada estritamente por via intravenosa (IV), através de perfusão, durante um período de 6 a 8 horas.

NÃO UTILIZAR O PERFUSOR COM PEÇAS DE ALUMÍNIO. O contato de preparações de CISPLATINA com alumínio pode causar formação de precipitado e perda de potência.

A dose usada no tratamento de tumores metastáticos testiculares, em combinação com outro agentes quimioterápicos, é de 20 mg/m² IV, diariamente por 5 dias.

Uma combinação efetiva para o tratamento de tumores metastáticos ovarianos inclui: 50 mg/m² IV de CISPLATINA, uma vez a cada 3 semanas (primeiro dia) e 50 mg/m² IV de hidrocloridrato de doxorrubicina, uma vez a cada 3 semanas (primeiro dia), sendo que estes agentes são administrados sequencialmente. Caso a CISPLATINA seja usada como agente único, ela deve ser administrada como doses de 100 mg/m² IV, uma vez a cada 4 semanas.

Em câncer77 de bexiga15 CISPLATINA deve ser administrada como agente único numa dosagem de 50 a 70 mg/m² IV, uma vez a cada 3 a 4 semanas, dependendo da exposição anterior a radioterapia78 e/ou quimioterapia37.

CISPLATINA não deve ser administrada novamente até que a creatinina42 sérica seja inferior a 1,5 mg/ 100 ml, que os níveis de elementos circulantes no sangue23 estejam em um nível aceitável (plaquetas57 ³ 100.000/mm³) e que sejam realizados testes de acuidade auditiva (devem estar dentro dos limites normais).

Deve-se ter cuidado ao se manipular a CISPLATINA. Recomenda-se o uso de luvas, uma vez que podem ocorrer reações cutâneas79. Caso ocorra o contato da solução de CISPLATINA com a pele80 ou mucosa81, lavar imediatamente o local com água e sabão.

Como monoterapia, emprega-se a CISPLATINA em doses de 50 a 100 mg/m² de superfície corporal, a cada 3 a 6 semanas, seja em perfusão única, seja em administração fracionada.


Conduta na Superdosagem da Cisplatina

Deve-se proceder a uma hemodiálise82, que ajudará a eliminar a droga do organismo, assim como realizar diariamente uma contagem de glóbulos sanguíneos83 e plaquetas57. Hidratar abundantemente o paciente.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA EXCLUSIVAMENTE PARA HOSPITAIS.

CISPLATINA - Laboratório

BIOSINTETICA
Rua Periquito, 236 - Vl. Uberabinha
São Paulo/SP - CEP: 04514-050
Tel: 55 (011) 5561-2614
Fax: 55 (011)5561-2072
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Complementos

1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
3 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
4 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
5 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
6 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
7 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
8 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
9 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 Paliativo: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
12 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
13 Testículo: A gônada masculina contendo duas partes funcionais Sinônimos: Testículos
14 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
15 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
16 Citostáticos: Diz-se de substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução das células.
17 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
18 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
19 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
20 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
21 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
22 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
23 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
24 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
25 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
26 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
27 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
28 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
29 Tissular: Relativo a tecido orgânico.
30 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
31 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
32 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
33 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
34 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
35 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
36 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
37 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
38 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
39 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
40 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
41 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
42 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
43 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
44 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
45 Propriocepção: Também denominada de cinestesia, é a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Esta percepção permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades. Ela resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, localizado no ouvido interno.
46 Audiometria: Método utilizado para estudar a capacidade e acuidade auditivas perante diferentes freqüências sonoras.
47 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
48 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
49 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
50 Nefro: Unidades funcionais do rim formadas pelos glomérulos renais e seus respectivos túbulos.
51 Uremia: Doença causada pelo armazenamento de uréia no organismo devido ao mal funcionamento renal. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza e confusão mental.
52 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
53 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
54 Neuropatia autonômica: Tipo de neuropatia que afeta pulmões, coração, estômago, intestino, bexiga e órgãos genitais.
55 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
56 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
57 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
58 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
59 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
60 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
61 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
62 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
63 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
64 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
65 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
66 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
67 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
68 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
69 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
70 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
71 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
72 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
73 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
74 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
75 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
76 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
77 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
78 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
79 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
80 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
81 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
82 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
83 Glóbulos Sanguíneos: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.

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