CEFAZOLINA

B-MS

Atualizado em 03/06/2015

         CEFAZOLINA


1 g


pó para solução injetável


uso intravenoso ou intramuscular


Apresentação/Composição da Cefazolina

CEFAZOLINA 1g pó para solução injetável é apresentado em embalagem com 25 frascos-ampola. Cada frasco-ampola contém cefazolina sódica  equivalente à 1g de cefazolina.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO


Informações ao Paciente da Cefazolina

              A conservação do produto antes da reconstituição deve ser feita em temperatura ambiente (entre 20 e 30º C).  Após a reconstituição, a solução é estável por 72 horas à temperatura ambiente.
         
              Prazo de validade : vide cartucho. Este medicamento não deverá ser utilizado caso o prazo de validade do produto esteja vencido.
         
              Informar sempre o médico a ocorrência de gravidez1, antes ou durante a vigência do tratamento.
    A dose utilizada deverá ser sempre orientada pelo médico. Qualquer modificação da dose ou interrupção do tratamento somente deverá ser feita com orientação médica.
         
              Informar sempre o médico caso ocorram reações adversas durante o tratamento, tais como náuseas2, vômitos3, diarréia4 e erupções de pele5.
         
              Assim como com os demais antibióticos, é desaconselhável a administração concomitante com bebida alcoólica.
         
           CEFAZOLINA é contra-indicada para pacientes6 hipersensíveis às cefalosporinas ou a algum componente da formulação.
         
              TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.    
         
              NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE7.
         

Informações Técnicas da Cefazolina

DESCRIÇÃO

CEFAZOLINA (cefazolina sódica)  é uma cefalosporina semi-sintética de uso parenteral. CEFAZOLINA contém  48,3 mg de sódio por grama8 de cefazolina sódica.

Farmacologia9 Clínica da Cefazolina

Intramuscular: as concentrações séricas médias atingidas em intervalos específicos após administração intramuscular de cefazolina sódica estão apresentados na tabela a seguir:

 CONCENTRAÇÃO SÉRICA (ìg/ml) APÓS ADMINISTRAÇÃO INTRAMUSCULAR

           Dose       ½ h        1 h        2 h        4 h          6 h        8 h        10 h     250mg         15,5          17         13         5,1           2,5              
500mg         36,2          36,8         37,9         15,5           6,3            3         
1g*         60,1          63,8         54,3          29,3         13,2           7,1            4,1    
         
* Média de dois estudos
Intravenosa : as concentrações séricas médias após injeção10 intravenosa de uma dose única de 1g de cefazolina sódica estão apresentados na tabela abaixo :

     CONCENTRAÇÃO SÉRICA (ìg/mL) APÓS DOSE INTRAVENOSA DE 1 g

            5 min         15 min         30 min         1h             2h         4h         Pico         Meia-vida (h)    
    188,4         135,8         106,8         73,7         45,6         16,5         190,0         1,4    
         
Voluntários normais que receberam uma infusão intravenosa constante de cefazolina a doses de 3,5 mg/Kg por 1 hora (aproximadamente 250 mg) e 1,5 mg/Kg  nas 2 horas seguintes (aproximadamente 100 mg) alcançaram nível sérico de equilíbrio de aproximadamente 28 ìg/mL na terceira hora da infusão.
Estudos de farmacologia9 clínica em pacientes com infecção11, hospitalizados, indicam que a cefazolina produz  picos séricos médios aproximadamente equivalentes a aqueles observados em voluntários normais.
A cefazolina é excretada de forma inalterada na urina12. Após administração intramuscular de 500 mg de cefazolina, 63±17% da dose foi recuperada em 6 horas e aproximadamente 80% a 100% em 24 horas. Picos de concentração na urina12 de aproximadamente 1.000 ìg/mL e 4.000 ìg/mL são obtidos após administração intramuscular de doses de 500 mg e 1 g, respectivamente.
Concentrações elevadas de cefazolina, bem acima dos níveis séricos, são encontradas na vesícula biliar13 e na bile14 de pacientes com trato biliar15 não obstruído. Quando a cefazolina é administrada para pacientes6 com o trato biliar15 obstruído, as concentrações séricas são consideravelmente maiores do que na bile14.
A concentração de cefazolina no espaço articular quando a membrana sinovial16 está inflamada é comparável à concentração encontrada no soro17, devido à facilidade com que o antibiótico atravessa a membrana inflamada.

Diálise Peritoneal18: níveis séricos médios de cerca de 10 a 30 ìg/ml foram observados em pacientes passando por diálise peritoneal18 (2 L/hora) após instilação por 24 horas de uma solução dializante contendo 50 mg/L e 150 mg/L de cefazolina, respectivamente. Os picos médios foram de 29 ìg/mL (faixa de 13 a 44 ìg/mL) e 72 ìg/mL (faixa de 26 a 142 ìg/mL), respectivamente. A administração de cefazolina é geralmente bem tolerada.

Voluntários normais adultos que receberam 1 g de  CEFAZOLINA quatro vezes ao dia por 10 dias, em estudos controlados, não demonstraram  alterações  clinicamente significativas que possam ser atribuídas à cefazolina com relação ao hemograma, TGO, TGP, bilirrubina19, fosfatase alcalina20, nitrogênio uréico sérico, creatinina21 e exame de urina22 tipo I.


Microbiologia da Cefazolina

A  ação bactericida das cefalosporinas resulta da inibição da síntese da parede celular. CEFAZOLINA é ativo contra os seguintes microorganismos  in vitro e infecções23 clínicas:

Staphylococcus aureus ( sensíveis e resistentes a penicilina)
Staphylococcus epidermidis
estafilococos meticilina-resistentes são resistentes à CEFAZOLINA.
estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e outras cepas24 de estreptococos ( muitas cepas24 de enterococos são resistentes)
Streptococcus pneumoniae (anteriormente Diplococcus pneumoniae)
Escherichia coli
Proteus mirabilis
Klebsiella
species
Enterobacter aerogenes
Haemophilus influenzae

A maioria das cepas24 de Enterobacter cloacae  e Proteus indol-positivos (P. vulgaris), Morganella morganii (anteriormente Proteus morganii), Providencia rettgeri (anteriormente Proteus retggeri) são resistentes. Serratia, Pseudomonas, Acinetobacter calcoaceticus (anteriormente Mima e Herellea species) são geralmente resistentes à cefazolina.

Teste de Sensibilidade em Disco da Cefazolina

Métodos quantitativos que utilizam a medida do diâmetro da zona fornecem a estimativa mais precisa da sensibilidade ao antibiótico. Um método com discos em particular tem sido recomendado para se determinar a sensibilidade aos antibióticos cefalosporínicos.  Os resultados deste procedimento são interpretados pela correlação do diâmetro do disco com  os valores de concentração inibitória mínima (CIM) para a CEFAZOLINA. Neste método, um relato laboratorial de '' sensível'' indica que o organismo infectante possivelmente responde à terapia. Um relato de ''resistente'' sugere que o organismo infectante possivelmente não responde à terapia. Um relato de ''sensibilidade intermediária'' sugere que o organismo poderá ser sensível caso sejam usadas altas dosagens ou caso a infecção11 esteja confinada a tecidos e fluidos (p. ex., urina12) nos quais se atinge altos níveis de antibióticos.

Indicações da Cefazolina

CEFAZOLINA (cefazolina sódica) está indicada no tratamento das  seguintes  infecções23 causadas por organismos sensíveis:

Infecções23  do trato respiratório : Streptococcus pneumoniae (anteriormente Diplococcus pneumoniae), Klebsiella species, Haemophilius influenzae, Staphylococcus aureus (sensíveis e resistentes à penicilina) e estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.

A penicilina G benzatina injetável é considerada a droga de escolha no tratamento e prevenção de infecções23 por estreptococos, incluindo profilaxia da febre reumática25.

CEFAZOLINA é eficaz na erradicação de estreptococos da nasofaringe;26 entretanto, dados estabelecendo sua eficácia na prevenção da febre reumática25 não estão disponíveis até o  momento.

Infecções23 do trato urinário27 : Escherichia coli, Proteus mirabilis, Klebsiella species, algumas cepas24 de Enterobacter e enterococos.

Infecções23 da pele5 e estruturas cutâneas28 : Staphylococcus aureus (sensíveis e resistentes à penicilina), estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e outras cepas24 de estreptococos.

Infeccções do trato biliar15 : Escherichia coli, várias cepas24 de estreptococos, Proteus mirabilis, Klebsiella species, e Staphylococcus aureus.

Infecções23 ósseas e das articulações29 : Staphylococcus aureus.

Infecções23 genitais (p. ex., prostatite30, epididimite) : Escherichia coli, Proteus mirabilis, Klebsiella species  e algumas cepas24 de enterococos.

Septicemia31 : Streptococcus pneumoniae (anteriormente Diplococcus pneumoniae) Staphylococcus aureus (sensíveis e resistentes à penicilina), Proteus mirabillis, Escherichia coli, Klebsiella species.

Endocardite32 : Staphylococcus aureus (sensíveis  e resistentes à penicilina) e estreptococos beta-hemolitico do grupo A.

Devem ser realizadas culturas apropriadas e estudos de sensibilidade para se determinar a sensibilidade do organismo causador à CEFAZOLINA.
Profilaxia Perioperatória
A administração profilática de CEFAZOLINA no pré-operatório, intra-operatório, e pós-operatório pode reduzir a incidência33 de certas infecções23 pos-operatórias em pacientes  sob procedimentos cirúrgicos  classificados como contaminados ou potencialmente contaminados como, por exemplo, histerectomia34 vaginal e colecistectomia em pacientes de alto risco tais como aqueles acima de 70 anos de idade com colecistite35 aguda, icterícia36 obstrutiva ou cálculos do ducto biliar comum.
O uso pós-operatório de CEFAZOLINA também pode ser eficaz em pacientes de cirurgias nos quais a infecção11 no local da operação apresente um risco grave, por exemplo, durante cirurgia cardíaca a céu aberto e artroplastia prostética.
A administração profilática de CEFAZOLINA deve ser descontinuada em 24 horas após o procedimento cirúrgico. Em cirurgias onde a ocorrência de infecção11 possa ser particularmente perigosa, p. ex., cirurgia cardíaca a céu aberto e artroplastia prostética, a administração profilática de CEFAZOLINA pode continuar por 3 a 5 dias após a cirurgia. Caso ocorra sinais37 de infecção11, deve-se obter material para cultura para a identificação do organismo causador, de modo que seja instituída a terapia apropriada (ver POSOLOGIA).

NOTA : Caso os testes de sensibilidade mostrem que o organismo causador é resistente à CEFAZOLINA,  outra terapia deve ser instituída.

Contra-Indicações da Cefazolina

CEFAZOLINA é contra-indicada em indivíduos  com hipersensibilidade às cefalosporinas ou a algum componente da formulação.

Advertências / Precauções da Cefazolina

Em pacientes alérgicos à penicilina, as cefalosporinas devem ser usadas com grande cautela. Há há evidências clínicas de alergenicidade cruzada parcial entre penicilinas e cefalosporinas, e exemplos de pacientes que tiveram reações alérgicas a ambas as drogas (incluindo anafilaxia38 fatal após uso parenteral). Reações anafiláticas39 graves necessitam de tratamento de emergência40 imediato.Qualquer paciente que tenha demonstrado alguma forma de alergia41, em particular a drogas, deve tomar antibióticos com cautela e somente quando absolutamente necessário.
Relata-se colite42 pseudomembranosa com quase todos os agentes antibacterianos, que pode variar de leve a risco de vida. Portanto, é importante considerar este diagnóstico43 em pacientes que apresentem diarréia4 após a administração de agentes anti-bacterianos. Após o diagnóstico43 de colite42 ter sido estabelecido, medidas terapêuticas devem ser iniciadas.

A administração intratecal de CEFAZOLINA não é recomendada. Há relatos de toxicidade44 do sistema nervoso central45, incluindo convulsões quando a cefazolina foi administrada por esta via.
Em pacientes com disfunção renal46, uma dose reduzida pode ser apropriada (ver POSOLOGIA).
O uso prolongado de CEFAZOLINA pode resultar em um supercrescimento de organismos não sensíveis. Caso ocorra superinfecção47 durante a terapia, devem ser tomadas medidas apropriadas.
Antibióticos de amplo espectro devem ser prescritos com cautela em indivíduos com história de doença gastrintestinal,  particularmente colite42.

Interações droga/Testes Laboratoriais

A probenicida pode diminuir a secreção tubular renal46 das cefalosporinas quando usadas concomitantemente, resultando níveis sanguíneos de cefalosporinas aumentados e mais prolongados.
Podem ocorrer reações falso-positivas para glicose48 na urina12 caso sejam usados metodos de redução de cobre. Portanto, recomenda-se que seja usado testes de glicose48 baseados nas reações enzimáticas de glicose48 oxidase.
A administração concomitante de cefalosporinas e aminoglicosídeos tem sido associada ao aumento da nefrotoxicidade49.
Podem ocorrer resultados positivos de testes diretos e indiretos de antiglobulina (Coombs); estes podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães receberam cefalosporinas antes do parto.

Carcinogênese/Mutagênese

Não foram realizados estudos de mutagenicidade e estudos prolongados em animais para se determinar o potencial carcinogênico da cefazolina.

Gravidez1

A segurança desta droga quanto ao seu uso durante a gravidez1 não foi estabelecido. Não foram conduzidos  estudos adequados e bem controlados durante a gravidez1. A cefazolina demonstrou atravessar facilmente barreira placentária pelo cordão umbilical50 e líquido amniótico51. Os níveis de droga no cordão umbilical50 de mães que receberam cefazolina antes da cesariana foram de aproximadamente ¼ a _ dos níveis da droga na mãe. A droga parece não ter efeito adverso sobre o feto52.
Não se observou evidências de comprometimento da fertilidade ou dano para o feto52 devido à cefazolina nos estudo de reprodução53 realizados com ratos, camundongos e coelhos com doses de 25 vezes a dose humana. Como os estudos de reprodução53 animal não são sempre predizentes da resposta humana, esta droga deve ser usada durante a gravidez1 somente se nitidamente necessário.
Lactação54

A cefazolina está presente em concentrações muito baixas no leite materno de mulheres recebendo esta droga. CEFAZOLINA deve ser administrada com cautela durante a lactação54.

Uso Pediátrico

A segurança e eficácia para o uso em recém-nascidos prematuros e abaixo de um mês não foram estabelecidas. Ver POSOLOGIA sobre dosagem recomendada para crianças acima de um mês.

Reações / Eventos  adversos da Cefazolina

Hipersensibilidade : como com todas as outras cefalosporinas, CEFAZOLINA tem potencial para produzir reações de hipersensibilidade. Observa-se reações de hipersensibilidade, incluindo eosinofilia55, febre56 medicamentosa, erupção57 cutânea58, prurido59, urticária60, angiedema e  anafilaxia38.

Hematológicas : tem ocorrido leucopenia61, neutropenia62, trombocitopenia63, trombocitemia e testes de Coombs diretos e indiretos positivos.

Hepáticas64 : elevações  transitórias nos níveis de TGO, TGP e fosfatase alcalina20 foram raramente observados. Foram relatados, de forma rara, hepatite65 transitória e icterícia36 colestática.

Renais : elevação transitória dos níveis de nitrogênio uréico sérico foram observados, sem evidências clínicas de comprometimento renal46. Nefrite66 intersticial67 e outros distúrbios renais foram raramente relatados. A maioria dos pacientes passando por estas reações estavam seriamente doentes e recebendo terapias com múltiplas drogas. O papel da cefazolina no desenvolvimento de nefropatias68 não foi determinado.

Gastrintestinais : sintomas69 de colite42 pseudomembranosa podem aparecer durante ou após a antibioticoterapia. Náuseas2 e vômitos3 têm sido raramente relatados. Foram relatados anorexia70, diarréia4, e candidíase71 oral (estomatite72 oral).

Outros : dor no local da injeção intramuscular73 ocorrem de forma não freqüente, ocasionalmente com insensibilidade ou endurecimento. CEFAZOLINA é bem tolerada quando administrada por infusão intravenosa e a incidência33 de flebite74 é baixa.

Outras reações incluem prurido59 genital e anal, candidíase71 genital e vaginite75.

Posologia da Cefazolina

O tratamento deve ser continuado por um mínimo de 48 a 72 horas após o paciente tornar-se assintomático ou até que sejam obtidas evidências da erradicação bacteriana. Recomenda-se um  mínimo de 10 dias de tratamento  para qualquer infecção11 causada por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.A via de administração de preferência é a intravenosa por infusão, em particular quando forem administradas altas doses.

Adultos: As seguintes doses são recomendadas para administração de CEFAZOLINA reconstituída, de preferência por infusão intravenosa, injeção10 intravenosa lenta (3 a 5 minutos) ou por injeção intramuscular73:


 ADULTOS

     TIPO DE INFECÇÃO11                    DOSE              FREQUÊNCIA    
Infecções23 leves causadas por cocos Gram positivos sensíveis             250mg a 500mg            cada 8 horas    
Pneumonia76 pneumocócica                      500mg            cada 12 horas    
Infecções23  agudas não complicadas do trato urinário27                         1 g            cada 12 horas    
Infecções23 moderadas a severas              500mg a 1 g            cada 6 a 8 horas    
Infecções23 severas, com risco de vida (p.ex. endocardite32, septicemia31)*                  1g a 1,5 g            cada 6 horas    
         * em casos raros, doses de até 12 gramas de CEFAZOLINA por dia foram usadas.

Dose Pediátrica

Em crianças e naqueles pacientes pesando menos que 40 Kg, 25 a 50mg/Kg/dia de  CEFAZOLINA administrados em três ou quatro doses igualmente divididas, é eficaz para a maioria das infecções23 leves a moderadas. Para infecções23 graves e de risco de vida, a dose total diária pode ser aumentada para 100mg/Kg de peso corporal. Uma vez que a segurança para o uso em recém-nascidos prematuros e abaixo de um mês de idade ainda não foi estabelecido, o uso de CEFAZOLINA  nestes pacientes não é recomendado.
 GUIA DE DOSAGEM PEDIÁTRICO

         PESO (Kg)           25 mg     /Kg/dia               50 mg      /Kg/dia    
         DIVIDIDOS EM 3 DOSES     (mg/ 8h)    (mL DE 125mg/mL)         DIVIDIDOS EM 4 DOSES    (mg/ 6 h)        (mL DE 125mg/mL)         DIVIDIDOS EM 3 DOSES     (mg/ 8 h)          (mL DE  225mg/mL)         DIVIDIDOS EM 4 DOSES    (mg/ 6h)        (mL DE  225 mg/mL)    
    5,0       41,7            0,33       31,3          0,25       83,3              0,37       62,5          0,28    
   10,0       83,3            0,67       62,5          0,5      166,7             0,74      125,0         0,56    
   15,0      125,0            1,0       93,8          0,75      250,0             1,1      187,5         0,83    
    20,0      166,7            1,33      125            1,0      333,3             1,48      250,0         1,11    
    25,0      208,3            1,67      156,3         1,25      416,7             1,85      312,5         1,39    
    30,0      250,0            2,0       187.5        1,50      500,0             2,22      375,0         1,67    
    35,0      291,7            2,33      218,8         1,75      583,3             2,59      437,5         1,94    
         

Insuficiência Renal77
Todas as recomendações para redução de dosagem são aplicáveis após uma dose inicial de ataque apropriada para a gravidade da infecção11. Pacientes em diálise peritoneal18 : ver FARMACOLOGIA9 CLÍNICA.

Adultos


 AJUSTES DE DOSAGEM PARA ADULTOS COM FUNÇÃO RENAL46 REDUZIDA

   Clearance de creatinina21              mL/min          Creatinina21 sérica             mg/dL78            Ajuste de dosagem    
    ? 55         ? 1,5              doses completas    
    35 a 54         1,6 a 3,0       doses completas, porém com intervalo de dose de pelo menos 8 horas.    
    11 a 34         3,1 a 4,5     metade da dose usual a cada 12 horas    
    ? 10         ? 4,6     metade da dose usual a cada 18 a 24 horas    
         

Crianças

 AJUSTE DE DOSAGEM PARA CRIANÇAS COM FUNÇÃO RENAL46 REDUZIDA

      Clearance de Creatinina21 (mL/min)     Ajuste de dosagem    
    70 a 40      60% da dose diária normal em doses igualmente divididas a cada 12 horas    
    40 a 20     25% da dose diária normal em doses igualmente divididas a cada 12 horas    
    20 a 5     10% da dose diária normal em doses igualmente divididas a cada 24 horas    
         

Uso profilático peri-operatório

As doses recomendadas para prevenir infecção11 pós-operatória em cirurgias contaminadas ou  potencialmente contaminadas são as  seguintes :

a.    1 g  IV ou IM administrado 30 minutos a 1 hora antes do início da cirurgia.

          b.    Para procedimentos operatórios prolongados (p.ex., 2 horas ou mais), uma dose adicional de 0,5 a 1g IV ou IM durante a cirurgia (a administração se modifica de acordo com a duração do procedimento cirúrgico).
         
c.    0,5 a 1 g IV ou IM cada 6 a 8 horas por  24 horas após a cirurgia.

É importante que : (1) a dose pré-operatória seja administrada somente antes do início da cirurgia, de modo que no momento da incisão79 inicial da cirurgia, níveis adequados de antibióticos estejam presentes no soro17 e nos tecidos e (2) CEFAZOLINA seja administrada, se necessário, em intervalos apropriados durante a cirurgia de maneira a fornecer níveis suficientes de antibiótico previamente a maior exposição aos organismos causadores de infecções23.

Em cirurgias onde a ocorrência de infecção11 é particularmente perigosa (p. ex., cirurgia cardíaca a céu aberto e artroplastia prostética), a administração profilática de CEFAZOLINA pode  continuar por 3 a 5 dias após o término da cirurgia.

Reconstituição da Cefazolina

Administração Intramuscular

Reconstituir CEFAZOLINA com água estéril para injeção10, água bacteriostática, ou soro17 fisiológico80 0,9%, de acordo com a tabela a seguir. O frasco-ampola de 1g deve ser reconstituído somente em água estéril para injeção10 ou água bacteriostática para injeção10.


 TABELA DE DILUIÇÕES

        TAMANHO DO FRASCO         DILUENTE A SER     ADICIONADO         VOLUME DISPONÍVEL APROXIMADO         CONCENTRAÇÃO     MÉDIA APROXIMADA    
    250 mg         2 ml         2 ml         125 mg/ml    
    500 mg         2 ml         2,2 ml         225 mg/ml    
    1 g         2,5 ml         3,0 ml         330 mg/ml    
         
Agitar bem até a dissolução. CEFAZOLINA deve ser injetado em uma área de grande massa muscular.

Administração Intravenosa
CEFAZOLINA pode ser administrado por injeção10 intravenosa direta ou por infusão contínua ou intermitente81. As doses totais diárias são as mesmas que para as injeções intramusculares.

Injeção10 Intravenosa Direta
CEFAZOLINA 1g após reconstituição em água para injeção10 é diluída em um mínimo de 10ml do mesmo diluente. Injetar a solução lentamente por 3 a 5 minutos. A solução pode ser administrada diretamente na veia ou  através de um equipo em pacientes recebendo os líquidos parenterais mencionados  abaixo.

Infusão Intravenosa Intermitente81
CEFAZOLINA pode ser administrada em conjunto com os programas de conduta para  líquidos intravenosos primários em um grupo de controle de volume ou em um recipiente intravenoso secundário separado.
CEFAZOLINA 1g após reconstituição com água para injeção10 de acordo com a tabela de diluição anterior, pode ser diluído em 50 a 100ml de uma das seguintes soluções intravenosas:

Soro17 fisiológico80 0,9%;
Solução de glicose48 5% ou 10%;
Glicose48 5% em solução de Ringer Lactato82;
Glicose48 5% em soro17 fisiológico80 (também pode ser usado com glicose48  5% e solução de cloreto de sódio 0,45% ou 0,2%);
Solução injetável de Ringer Lactato82
Açucar Invertido 5% ou 10% em água estéril para injeção10;
Solução Injetável de Ringer.

Estabilidade e Conservação da Cefazolina

Antes da reconstituição CEFAZOLINA deve ser conservada à temperatura ambiente (entre 20 e 30ºC). As soluções contendo CEFAZOLINA devem ser usadas em 72 horas quando armazenadas a temperatura ambiente.Soluções contendo CEFAZOLINA em água estéril para injeção10, solução de glicose48 a 5%, ou soro17 fisiológico80 0,9%, que sejam imediatamente refrigerados após a reconstituição no recipiente original, são estáveis por 12 semanas quando armazenado a - 20ºC. Caso o prodtuo congelado seja aquecido, deve-se usar de cautela para evitar o aquecimento após o descongelamento estar completo. Uma vez descongelada, a solução não deve ser recongelada.

Superdosagem da Cefazolina

A administração inapropriada de grandes doses de cefalosporinas parenterais pode causar tonturas83, parestesias84, cefaléias85. Convulsões podem ocorrer após superdosagem com algumas cefalosporinas, em particular nos pacientes com disfunção renal46, nos quais é provável a ocorrência de acúmulo de droga. A redução da dose é necessária quando a função renal46 está comprometida (ver POSOLOGIA). Caso ocorra convulsão86, a droga deve ser prontamente descontinuada; pode ser administrada terapias anticonvulsivante caso seja clinicamente indicado. A hemodiálise87 pode ser considerada nos casos de dosagem maciça.
As anormalidades que podem ocorrer após uma superdosagem incluem elevações da creatinina21, nitrogênio uréico sérico, enzimas hepáticas88 e bilirrubina19, teste de Coombs  positivo, trombocitose89, trombocitopenia63, eosinofilia55, leucopenia61 e prolongamento do tempo de protrombina90.

nº. do lote, data de fabricação e validade : vide cartucho.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

CEFAZOLINA - Laboratório

B-MS
Rua Carlos Gomes, 924
São Paulo/SP - CEP: 04743-002
Tel: 55 (011) 882-2000
Fax: 55 (011) 246-0151
Site: http://www.bristol.com.br/

Ver outros medicamentos do laboratório "B-MS"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
3 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
4 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
5 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
6 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Grama: 1. Designação comum a diversas ervas da família das gramíneas que formam forrações espontâneas ou que são cultivadas para criar gramados em jardins e parques ou como forrageiras, em pastagens; relva. 2. Unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg . Símbolo: g.
9 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
10 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
11 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
12 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
13 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
14 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
15 Trato Biliar: Os DUCTOS BILIARES e a VESÍCULA BILIAR.
16 Membrana Sinovial: Membrana interna de uma cápsula articular, que reveste uma articulação móvel e livre. É frouxamente ligada à cápsula fibrosa externa e secreta LÍQUIDO SINOVIAL. Sinônimos: Sinovium; Sinóvio
17 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
18 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
19 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
20 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
21 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
22 Exame de urina: Também chamado de urinálise, o teste de urina é feito através de uma amostra de urina e pode diagnosticar doenças do sistema urinário e outros sistemas do organismo. Alguns testes são feitos em uma amostra simples e outros pela coleta da urina durante 24 horas. Pode ser feita uma cultura da urina para verificar o crescimento de bactérias na urina.
23 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
24 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
25 Febre reumática: Doença inflamatória produzida como efeito inflamatório anormal secundário a infecções repetidas por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Caracteriza-se por inflamação das articulações, febre, inflamação de uma ou mais de uma estrutura cardíaca, alterações neurológicas, eritema cutâneo. Com o tratamento mais intensivo da faringite estreptocócica, a freqüência desta doença foi consideravelmente reduzida.
26 Nasofaringe;: Parte nasal da faringe, situada acima do nível do palato mole.
27 Trato Urinário:
28 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
29 Articulações:
30 Prostatite: Quadro de inflamação da próstata.
31 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
32 Endocardite: Inflamação aguda ou crônica do endocárdio. Ela pode estar preferencialmente localizada nas válvulas cardíacas (endocardite valvular) ou nas paredes cardíacas (endocardite parietal). Pode ter causa infecciosa ou não infecciosa.
33 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
34 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
35 Colecistite: Inflamação aguda da vesícula biliar. Os sintomas mais freqüentes são febre, dor na região abdominal superior direita (hipocôndrio direito), náuseas, vômitos, etc. Seu tratamento é cirúrgico.
36 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
37 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
38 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
39 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
40 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
41 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
42 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
43 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
44 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
45 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
46 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
47 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
48 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
49 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
50 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
51 Líquido amniótico: Fluido viscoso, incolor ou levemente esbranquiçado, que preenche a bolsa amniótica e envolve o embrião durante toda a gestação, protegendo-o contra infecções e choques mecânicos e térmicos.
52 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
53 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
54 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
55 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
56 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
57 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
58 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
59 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
60 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
61 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
62 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
63 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
64 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
65 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
66 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
67 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
68 Nefropatias: Lesões ou doenças dos rins.
69 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
70 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
71 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
72 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
73 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
74 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
75 Vaginite: Inflamação da mucosa que recobre a vagina. Em geral é devido a uma infecção bacteriana ou micótica. Manifesta-se por ardor, dor espontânea ou durante o coito (dispareunia) e secreção mucosa ou purulenta pela mesma.
76 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
77 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
78 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
79 Incisão: 1. Corte ou golpe com instrumento cortante; talho. 2. Em cirurgia, intervenção cirúrgica em um tecido efetuada com instrumento cortante (bisturi ou bisturi elétrico); incisura.
80 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
81 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
82 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
83 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
84 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
85 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
86 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
87 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
88 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
89 Trombocitose: É o número excessivo de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitopenia. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é superior a 750.000/mm³ (e particularmente acima de 1.000.000/mm³) justifica-se investigação e intervenção médicas. Quanto à origem, pode ser reativa ou primária (provocada por doença mieloproliferativa). Apesar de freqüentemente ser assintomática (particularmente quando se origina como uma reação secundária), pode provocar uma predisposição para a trombose.
90 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
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