VEPESID - INJETAVEL

B-MS

Atualizado em 09/12/2014

           VEPESID® 100 mg injetável
etoposido


Apresentação de Vepesid - Injetavel

VEPESID® 100 mg (5ml) injetável é apresentado em embalagem com 10 frascos-ampolas estéreis.

USO ADULTO


USO INTRAVENOSO

Composição de Vepesid - Injetavel

Cada ampola ou frasco-ampola de VEPESID® 100 mg injetável contém 100 mg de etoposido. Cada ml contém 20 mg de etoposido. Ingredientes inativos: ácido cítrico, álcool benzílico, polissorbato, polietilenoglicol 300 e álcool etílico.


- INFORMAÇÕES AO PACIENTE


Por este produto ser de USO RESTRITO A HOSPITAIS ou ambulatórios especializados, com emprego específico em neoplasias1 malignas, e por ser manipulado apenas por pessoal treinado, o item INFORMAÇÕES AO PACIENTE não consta na bula, uma vez que estas serão fornecidas pelo médico, conforme necessário.


Cuidados de armazenamento. Conservar o produto em temperatura entre 15ºC e 25ºC.


Prazo de validade. vide cartucho. Este medicamento não deve ser utilizado se o seu prazo de validade estiver vencido.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Descrição de Vepesid - Injetavel

VEPESID® (etoposido, comumente conhecido por VP-16-213 ou VP-16) é  utilizado no tratamento de certos tipos de neoplasia2. O pH da solução, amarelo clara, é de 3 a 4.

Farmacologia3 de Vepesid - Injetavel


O efeito macromolecular predominante de VEPESID® parece ser a indução à ruptura da alça dupla do DNA em virtude de uma interação com a DNA-topoisomerase ou a formação de radicais livres.


Farmacocinética


Na administração intravenosa, as áreas sob as curvas de concentração plasmática versus tempo (AUC) e os valores máximos de concentração plasmática (Cmáx) aumentam linearmente com a dose. O etoposido não se acumula no plasma4 após administração diária de 100 mg/m2 por 4 a 6 dias.  O etoposido atravessa pouco para o líquido cérebro5-espinal. As concentrações de etoposido são maiores em pulmões6 normais do que em metástases7 pulmonares e são similares em tumores primários e tecidos normais do miométrio8. In vitro, o etoposido liga-se fortemente (97%) às proteínas9 do plasma4 humano. Uma relação inversa entre os níveis de albumina10 no plasma4 e o clearance renal11 do etoposido é encontrada em crianças. Num estudo dos efeitos de outros agentes terapêuticos sobre a ligação in vitro do etoposido 14C a proteínas9 séricas humanas, apenas a fenilbutazona, o salicilato de sódio e o ácido acetilsalicílico deslocam o etoposido ligado às proteínas9 em concentrações terapêuticas in vivo. A taxa de ligação do etoposido relaciona-se diretamente à albumina10 sérica em pacientes com câncer12 e voluntários normais. A fração não-ligada do etoposido relaciona-se significativamente com a bilirrubina13 em pacientes com câncer12. Parece haver significativa relação inversa entre a concentração de albumina10 sérica e a fração de etoposido livre (vide PRECAUÇÕES). Após a administração venosa de etoposido 14C (100- 124 mg/m2),  a média da recuperação da radioatividade na urina14 foi de 56% da dose a 120 horas, 45% da qual foi excretada como etoposido. A recuperação fecal da radioatividade foi de 44% da dose a 120 horas. Em crianças, aproximadamente 55% da dose é excretada na urina14 como etoposido em 24 horas. O etoposido é eliminado por processo renal11 e não-renal11, isto é, por metabolismo15 e excreção biliar. O efeito de doenças renais sobre o clearance plasmático do etoposido é desconhecido em crianças.
A excreção biliar da droga inalterada e/ou de seus metabólitos16 é uma importante via de eliminação do etoposido, sendo a recuperação fecal do etoposido de 44% da dose intravenosa.
Em adultos, o clearance corpóreo total do etoposido está relacionado ao clearance de creatinina17, à baixa concentração de albumina10 sérica e ao clearance não-renal11. Em pacientes adultos com câncer12, com disfunção hepática18, o clearance corpóreo total do etoposido não está reduzido. Pacientes com função renal11 prejudicada recebendo etoposido exibiram clearance corpóreo total reduzido, AUC aumentada e volume de distribuição menor (vide DOSAGEM E ADMINISTRAÇÃO). A terapia com cisplatina concomitante é associada a um reduzido clearance corpóreo total de etoposido.
Em crianças, os níveis séricos elevados da transaminase glutamicopirúvica estão associados com clearance corpóreo total reduzido da droga. O uso anterior de cisplatina também pode resultar em diminuição do clearance corpóreo total do etoposido em crianças

- INDICAÇÕES

Tumores testiculares
Em esquemas quimioterápicos combinados de primeira linha, com procedimentos cirúrgicos e/ou radioterápicos apropriados.

Tumores testiculares refratários19
Em combinação com outros agentes quimioterápicos aprovados, em pacientes com tumores testiculares refratários19 que já tenham sofrido cirurgia adequada, tratamento quimioterápico e radioterápico.

Tumores anaplásicos de pequenas células20 de pulmão21
Em combinação com outros agentes quimioterápicos aprovados em pacientes com tumores anaplásicos de pequenas células20 de pulmão21. (Evidências preliminares demonstram que VEPESID pode ser eficaz também em outros tipos de células20 de carcinoma22 de pulmão21.)

Doença de Hodgkin23

Linfomas malignos (não Hodgkin)
Especialmente da variedade histiocítica.

Leucemia24 aguda não-linfocítica

- CONTRA-INDICAÇÕES


VEPESID® É CONTRA-INDICADO A PACIENTES QUE DEMONSTRARAM HIPERSENSIBILIDADE ANTERIOR AO ETOPOSIDO OU A QUALQUER OUTRO COMPONENTE DA FORMULAÇÃO.


- ADVERTÊNCIAS


VEPESID® (ETOPOSIDO) DEVE SER ADMINISTRADO SOB A SUPERVISÃO DE MÉDICOS ESPECIALISTAS EM AGENTES QUIMIOTERÁPICOS. PODE HAVER OCORRÊNCIA DE MIELODEPRESSÃO GRAVE COM INFECÇÕES25 RESULTANTES E HEMORRAGIAS26.
MIELODEPRESSÃO FATAL FOI OBSERVADA APÓS ADMINISTRAÇÃO DE ETOPOSIDO. OS PACIENTES QUE ESTÃO SENDO TRATADOS COM VEPESID® DEVEM SER CUIDADOSA E FREQÜENTEMENTE OBSERVADOS DURANTE E APÓS A TERAPIA. A TOXICIDADE27 MAIS SIGNIFICATIVA ASSOCIADA À TERAPIA COM VEPESID® É A DEPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA28 DOSE-LIMITANTE. OS SEGUINTES EXAMES DEVERÃO SER FEITOS NO INÍCIO DA TERAPIA E ANTES DE CADA DOSE SUBSEQÜENTE DE VEPESID®: CONTAGEM DE PLAQUETAS29, HEMOGLOBINA30, CONTAGEM E DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS31. NA OCORRÊNCIA DE UMA CONTAGEM DE PLAQUETAS29 MENOR QUE 50.000/mm3 OU DE UMA CONTAGEM ABSOLUTA DE NEUTRÓFILOS32 MENOR QUE 500/mm3, NÃO É ACONSELHÁVEL CONTINUAR A TERAPIA ATÉ QUE A CONTAGEM SANGÜÍNEA ESTEJA SUFICIENTEMENTE RECUPERADA. OS MÉDICOS DEVERÃO SER ADVERTIDOS DA POSSIBILIDADE DE OCORRÊNCIA DE UMA REAÇÃO ANAFILÁTICA33 QUE SE MANIFESTA POR CALAFRIOS34, FEBRE35, TAQUICARDIA36, BRONCOESPASMO37, DISPNÉIA38 E HIPOTENSÃO39. O TRATAMENTO É SINTOMÁTICO40. A INFUSÃO DEVERÁ SER INTERROMPIDA IMEDIATAMENTE, SENDO SEGUIDA PELA ADMINISTRAÇÃO DE AGENTES PRESSORES, CORTICOSTERÓIDES, ANTI-HISTAMÍNICOS OU EXPANSORES DE VOLUME, A CRITÉRIO MÉDICO.
VEPESID® INJEÇÃO41 DEVE SER ADMINISTRADO SOMENTE POR INFUSÃO INTRAVENOSA LENTA (GERALMENTE DENTRO DE UM PERÍODO DE 30 A 60 MINUTOS) JÁ QUE A HIPOTENSÃO39 TEM SIDO REGISTRADA COMO UM POSSÍVEL EFEITO COLATERAL42 DE INJEÇÃO41 INTRAVENOSA RÁPIDA.


Gravidez43

VEPESID® PODE CAUSAR DANO FETAL QUANDO ADMINISTRADO A MULHERES GRÁVIDAS. VEPESID® DEMONSTROU SER TERATOGÊNICO44 EM CAMUNDONGOS E RATOS, ENTRETANTO, NÃO EXISTEM ESTUDOS ADEQUADOS E BEM CONTROLADOS EM MULHERES GRÁVIDAS. SE A DROGA FOR USADA DURANTE A GRAVIDEZ43 OU SE A PACIENTE ENGRAVIDAR DURANTE A TERAPIA, ELA DEVERÁ SER ADVERTIDA DO RISCO POTENCIAL SOBRE O FETO45. AS MULHERES COM POTENCIAL DE  ENGRAVIDAR DEVEM SER ACONSELHADAS A NÃO FAZÊ-LO.

Precauções de Vepesid - Injetavel

Gerais

O MÉDICO DEVE AVALIAR O BENEFÍCIO DA DROGA PONDERANDO O RISCO DE REAÇÕES ADVERSAS. A MAIORIA DELAS É REVERSÍVEL SE DETECTADA NO INÍCIO DA OCORRÊNCIA.SE OCORREREM REAÇÕES GRAVES, A DROGA DEVERÁ TER A SUA DOSE REDUZIDA OU SUSPENSA. O RESTABELECIMENTO DA TERAPIA COM VEPESID® DEVERÁ SER EFETUADO COM CAUTELA E CONSIDERANDO-SE A NECESSIDADE DA DROGA COM ATENÇÃO À POSSÍVEL RECORRÊNCIA46 DA TOXICIDADE27. PACIENTES COM BAIXO NÍVEL DE ALBUMINA10 SÉRICA PODEM APRESENTAR RISCO MAIOR PARA TOXICIDADES ASSOCIADOS AO ETOPOSIDO.

Carcinogênese

OS TESTES DE CARCINOGENICIDADE COM VEPESID® NÃO FORAM CONDUZIDOS EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO. DADO SEU MECANISMO DE AÇÃO, PODE SER CONSIDERADO COMO UM POSSÍVEL CARCINÓGENO EM SERES HUMANOS. LEUCEMIA24 AGUDA, QUE PODE OCORRER COM OU SEM FASE PRÉ-LEUCÊMICA, TEM SIDO RARAMENTE RELATADA EM PACIENTES TRATADOS COM VEPESID® EM ASSOCIAÇÃO COM OUTRAS DROGAS ANTINEOPLÁSICAS.

Uso na lactação47

NÃO SE SABE SE ESTA DROGA É EXCRETADA NO LEITE MATERNO; NO ENTANTO, COMO MUITAS DROGAS SÃO EXCRETADAS NO LEITE HUMANO E PELO POTENCIAL DE  VEPESID® EM PROVOCAR GRAVES REAÇÕES ADVERSAS EM LACTENTES48, DEVE-SE OPTAR POR INTERROMPER A AMAMENTAÇÃO49 OU DESCONTINUAR A DROGA, LEVANDO-SE EM CONTA A IMPORTÂNCIA DA DROGA PARA A MÃE.


Uso pediátrico

SEGURANÇA E EFICÁCIA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS NÃO FORAM SISTEMATICAMENTE ESTUDADAS.

VEPESID® INJETÁVEL CONTÉM POLISSORBATO 80. EM CRIANÇAS PREMATURAS, UMA SÍNDROME50  COM RISCO DE VIDA CONSISTINDO DE INSUFICIÊNCIA RENAL51 E HEPÁTICA18, DETERIORAÇÃO DOS PULMÕES6, TROMBOCITOPENIA52 E ASCITE53 TEM SIDO ASSOCIADA A UM PRODUTO DE VITAMINA54 E INJETÁVEL CONTENDO POLISSORBATO 80.

Interações medicamentosas

ALTAS DOSES DE CICLOSPORINA, RESULTANDO EM CONCENTRAÇÕES PRÓXIMAS A 2.000 ng/ml ADMINISTRADAS COM ETOPOSIDO ORAL LEVARAM A UM ACRÉSCIMO DE 80% NA EXPOSIÇÃO DO ETOPOSIDO (AUC), COM UM DECRÉSCIMO DE 38% NO CLEARANCE CORPÓREO TOTAL DO ETOPOSIDO COMPARADO AO ETOPOSIDO ISOLADO.

Eventos Adversos de Vepesid - Injetavel


NOS PARÁGRAFOS ABAIXO, AS INCIDÊNCIAS DE EVENTOS ADVERSOS DADAS COMO MÉDIA PERCENTUAL, SÃO DERIVADAS DE ESTUDOS QUE UTILIZARAM TERAPIA COM VEPESID® COMO AGENTE ÚNICO.

Toxicidade27 hematológica

MIELODEPRESSÃO FATAL FOI RELATADA APÓS ADMINISTRAÇÃO DE ETOPOSIDO (veja ADVERTÊNCIAS).
MIELODEPRESSÃO É A REAÇÃO DOSE-LIMITANTE MAIS FREQUENTE, COM OS NADIRES DE GRANULÓCITOS55  OCORRENDO DO 7o AO 14o DIA, E OS NADIRES DE PLAQUETAS29 OCORRENDO DO 9o AO 16o DIA, APÓS A ADMINISTRAÇÃO DA DROGA. A RECUPERAÇÃO DA MEDULA ÓSSEA28 COMPLETA-SE NORMALMENTE POR VOLTA DO 20o DIA, E NÃO HÁ INFORMES DE TOXICIDADE27 CUMULATIVA. LEUCOPENIA56 E LEUCOPENIA56 GRAVE (MENOS DE 1.000 LEUCÓCITOS31/mm3) FORAM OBSERVADAS EM 60% A 91% E EM 7% A 17%, RESPECTIVAMENTE, DOS PACIENTES TRATADOS COM VEPESID® COMO AGENTE ÚNICO. TROMBOCITOPENIA52 E TROMBOCITOPENIA52 GRAVE (MENOS DE 50.000 PLAQUETAS29/mm3) FORAM OBSERVADAS EM 28% A 41% E EM 4% A 20%, RESPECTIVAMENTE, NESTE MESMO GRUPO DE PACIENTES. A OCORRÊNCIA DE LEUCEMIA24 AGUDA COM OU SEM FASE PRÉ-LEUCÊMICA FOI RELATADA EM  PACIENTES TRATADOS COM VEPESID® EM COMBINAÇÃO COM OUTROS AGENTES ANTINEOPLÁSICOS.


Toxicidade27 gastrintestinal

NÁUSEAS57 E VÔMITOS58 SÃO AS TOXICIDADES GASTRINTESTINAIS MAIS IMPORTANTES. FORAM OBSERVADOS EM 31% A 43% DOS PACIENTES TRATADOS COM VEPESID® INTRAVENOSO. NÁUSEAS57 E VÔMITOS58 PODEM SER NORMALMENTE CONTROLADOS COM TERAPIA ANTIEMÉTICA. ANOREXIA59 FOI OBSERVADA EM 10% A 13% DOS PACIENTES, E ESTOMATITES EM 1% A 6% DOS PACIENTES QUE RECEBERAM VEPESID® POR VIA INTRAVENOSA. MUCOSITE60/ESOFAGITE61, DE LEVES A GRAVES, PODEM OCORRER. OCORREU DIARRÉIA62 EM 1% A 13% DESTES PACIENTES.

Alopecia63

ALOPECIA63 REVERSÍVEL, ÀS VEZES PROGREDINDO ATÉ A CALVÍCIE64 TOTAL, OCORREU EM ATÉ 66% DOS PACIENTES.

Hipotensão39

HIPOTENSÃO39 PASSAGEIRA APÓS ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA RÁPIDA FOI RELATADA EM 1% - 2% DOS PACIENTES E ESTA REAÇÃO NÃO FOI ASSOCIADA À TOXICIDADE27 CARDÍACA OU A ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS. PARA EVITAR ESTA OCORRÊNCIA, RECOMENDA-SE QUE VEPESID® injetável SEJA ADMINISTRADO POR INFUSÃO INTRAVENOSA LENTA DURANTE UM PERÍODO DE 30 A 60 MINUTOS. HIPOTENSÃO39 NORMALMENTE RESPONDE À INTERRUPÇÃO DA INFUSÃO DE ETOPOSIDO E/OU OUTRA TERAPIA APROPRIADA. QUANDO DO REINÍCIO DA INFUSÃO, A ADMINISTRAÇÃO DEVERÁ SER MAIS LENTA.
NÃO SE OBSERVOU NENHUM CASO DE HIPOTENSÃO39 TARDIA.

Reações alérgicas

REAÇÕES DE TIPO ANAFILÁTICAS CARACTERIZADAS POR CALAFRIOS34, FEBRE35, TAQUICARDIA36, BRONCOESPASMO37, DISPNÉIA38 E HIPOTENSÃO39, TÊM TAMBÉM OCORRIDO EM 0,7% A 2% DOS PACIENTES, DURANTE OU IMEDIATAMENTE APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE VEPESID®. REGISTRARAM-SE ÍNIDICES MAIS ALTOS DE CHOQUE ANAFILÁTICO65 EM CRIANÇAS QUE RECEBERAM INFUSÕES COM CONCENTRAÇÕES MAIS ALTAS DO QUE AS RECOMENDADAS. A INFLUÊNCIA QUE A CONCENTRAÇÃO OU VELOCIDADE DE INFUSÃO EXERCE NO DESENVOLVIMENTO DE REAÇÕES ANAFILÁTICAS66 É INCERTA.
ESTAS REAÇÕES TÊM, NORMALMENTE, RESPONDIDO PRONTAMENTE À SUSPENSÃO DA INFUSÃO DE VEPESID® E À ADMINISTRAÇÃO DE AGENTES PRESSORES, CORTICOSTERÓIDES, ANTI-HISTAMÍNICOS OU EXPANSORES DE VOLUME,CONFORME NECESSÁRIO. OBSERVARAM-SE REAÇÕES AGUDAS FATAIS ASSOCIADAS COM BRONCOESPASMO37. HIPERTENSÃO67 E/OU RUBOR FACIAL E/OU VERTIGEM68 TAMBÉM TÊM SIDO RELATADOS. A PRESSÃO ARTERIAL69 GERALMENTE SE NORMALIZA DENTRO DE POUCAS HORAS APÓS O TÉRMINO DA INFUSÃO. REAÇÕES DE TIPO ANAFILÁTICAS PODEM OCORRER COM A DOSE INICIAL DE VEPESID®. TEM SIDO DESCRITO APNÉIA70, COM RETOMADA ESPONTÂNEA DA RESPIRAÇÃO APÓS A INTERRUPÇÃO DA INFUSÃO.

Neuropatia71

FOI RELATADA NEUROPATIA PERIFÉRICA72 EM 0,7% DOS PACIENTES.

Outras toxicidades

OS SEGUINTES EVENTOS ADVERSOS TÊM SIDO RARAMENTE REGISTRADOS: PNEUMONIA73 INTERSTICIAL74/FIBROSE75 PULMONAR, TONTURA76 (OCASIONALMENTE RELACIONADA A REAÇÕES ALÉRGICAS), TOXICIDADE27 DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL77 (SONOLÊNCIA E FADIGA78), HEPATOTOXICIDADE79, PERSISTÊNCIA DE SABOR, FEBRE35, SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON80, NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA81 (UM CASO FATAL FOI RELATADO), ERUPÇÕES, PIGMENTAÇÃO, PRURIDO82, URTICÁRIA83, DERMATITE84 SEMELHANTE À CAUSADA POR RADIAÇÕES, DOR ABDOMINAL, CONSTIPAÇÃO85, DISFAGIA86, ASTENIA87, INDISPOSIÇÃO, CEGUEIRA CORTICAL TEMPORÁRIA E NEURITE88 ÓPTICA.
OCASIONALMENTE APÓS EXTRAVASAMENTO, TEM OCORRIDO IRRITAÇÃO E INFLAMAÇÃO89 DO TECIDO90 MOLE; ULCERAÇÃO91 GERALMENTE NÃO SE TEM OBSERVADO.

Posologia e Administração de Vepesid - Injetavel

VEPESID® é administrado por infusão intravenosa lenta.

A dose habitual de VEPESID® injetável é de 50 a 100 mg/m2/dia, nos dias 1 a 5, ou 100 mg/m2 nos dias 1, 3 e 5, a cada 3 a 4 semanas em combinação com outras drogas aprovadas para uso nas neoplasias1 a serem tratadas. A dose deverá ser modificada em função dos efeitos mielodepressores de outras drogas associadas ou dos efeitos de radioterapia92 anterior ou quimioterapia93 que possam ter comprometido a reserva medular.

Insuficiência renal51

Em pacientes com função renal11 prejudicada, a seguinte modificação da dose inicial deve ser considerada, baseada na medida do clearance de creatinina17:

 Medida do Clearance de Creatinina17    Dose de Etoposido> 50 ml/ min    100% da dose
15 - 50 ml/min    75% da dose
           
As doses subseqüentes devem ser baseadas na tolerância do paciente e nos efeitos clínicos. Não há dados disponíveis em pacientes com clearance de creatinina17 < 15 ml/min, e redução adicional da dose deve ser considerada nesses pacientes.

Precauções na administração

Têm-se observado após administração intravenosa rápida; assim, recomenda-se que a solução de VEPESID seja administrada durante um período de 30 a 60 minutos. Períodos de infusão mais longos podem ser necessários de acordo com a tolerância do paciente. VEPESID® NÃO DEVE SER ADMINISTRADO POR INFUSÃO INTRAVENOSA RÁPIDA.
Como com demais compostos potencialmente tóxicos, deve-se ter o cuidado na manipulação e no preparo da solução de VEPESID. Podem ocorrer reações cutâneas94 associadas com a exposição acidental ao produto. Recomenda-se o uso de luvas. Se houver o contato de  VEPESID® com a pele95 ou mucosa96, lavar imediatamente as partes afetadas com sabão e água.

Preparação para administração intravenosa

VEPESID® injetável deve ser diluído, antes do uso, com solução glicosada a 5% ou solução fisiológica97 a 0,9% para obtenção de uma concentração final de 0,2 ou 0,4 mg/ml. SOLUÇÕES MAIS CONCENTRADAS DEMONSTRAM A FORMAÇÃO DE CRISTAIS SOB AGITAÇÃO OU POR SEDIMENTAÇÃO NUM PERÍODO DE 5 MINUTOS E NÃO DEVEM SER ADMINISTRADAS INTRAVENOSAMENTE. VEPESID® diluído a 0,4 mg/ml e administrado através de um tubo conectado a uma bomba com mecanismo peristáltico pode precipitar a solução no tubo.

Superdose de Vepesid - Injetavel

DOSES TOTAIS DE 2,4 g/m2 A 3,5 g/m2 ADMINISTRADAS INTRAVENOSAMENTE POR TRÊS DIAS RESULTARAM EM MUCOSITE60 GRAVE E MIELOTOXICIDADE.
ACIDOSE METABÓLICA98 E CASOS DE TOXICIDADE27 HEPÁTICA18 GRAVE FORAM RELATADOS EM PACIENTES QUE RECEBERAM DOSES DE ETOPOSIDO MAIS ALTAS QUE AS RECOMENDADAS.

Estabilidade de Vepesid - Injetavel

Quando ampolas ou frascos-ampolas fechadas de VEPESID® injetável são armazenadas em temperatura ambiente (entre 15ºC-25ºC), o produto permanece estável até a data de validade indicada na embalagem externa. A solução diluída, como recomendada, às concentrações de 0,2 ou 0,4 mg/ml são física e quimicamente estáveis por 96 e 24 horas, respectivamente, quando armazenadas em recipientes de vidro ou plástico à temperatura ambiente (25ºC) sob iluminação fluorescente em ambiente normal. Note que, para soluções mantidas em temperatura ambiente, deve-se levar em consideração não somente a estabilidade física, mas também a esterilidade99. As soluções de VEPESID® devem ser preparadas asseticamente.


Referências de Vepesid - Injetavel

             1. U.S. Public Health Service, National Institutes of Health: Recommendations for the Safe Handling of Parenteral Antineoplastic Drugs, 1983, NIH Publication No. 83-2621. For sale by the Superintendent of Documents, U.S. Government Printing Office, Washington, D.C. 20402.
           
            2. AMA Council on Scientific Affairs: Guidelines for Handling Parenteral Antineoplastics. JAMA, 253:1590-1592,1985.
           
            3. National Study Commission on Cytotoxic Exposure: Recommendations for Handling Cytotoxic Agents, 1987. Available from Louis P. Jeffrey, Sc.D., Chairman National Study Commission on Cytotoxic Exposure, Massachusetts College of Pharmacy and Allied Health Sciences, 179 Longwood Avenue, Boston, Massachusetts 0215.
           
            4. Clinical Oncological Society of Australia: Guidelines and Recommendations for Safe Handling of Antineoplastic Agents. Med J Aust, 1:426-428,1983.
           
            5. Jones, R.B. Frank, R. Mass, T. Safe Handling of Chemotherapeutic Agents: A Report from the Mount Sinai Medical Center. CA - A Cancer12 Journal for Clinicians 33:258-263,1983.
           
            6. ASHP Technical Assistance Bulletin on Handling Cytotoxic and Hazardous Drugs. Am J Hosp Pharm,47:1033-1049,1990.
           
            7. OSHA Work-Practice Guidelines for Personnel Dealing with Cytotoxic (Antineoplastic) Drugs. Am J Hosp Pharm. 43:1193-1204,1980.
           

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


USO RESTRITO A HOSPITAIS


* AMPOLA
** FRASCO-AMPOLA


VEPESID - INJETAVEL - Laboratório

B-MS
Rua Carlos Gomes, 924
São Paulo/SP - CEP: 04743-002
Tel: 55 (011) 882-2000
Fax: 55 (011) 246-0151
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Complementos

1 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
2 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
3 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
4 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
5 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
6 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
7 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
8 Miométrio: A capa de músculos lisos do útero, que forma a massa principal do órgão.
9 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
10 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
13 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
14 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
15 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
16 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
17 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
18 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
19 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
20 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
21 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
22 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
23 Doença de Hodgkin: Doença neoplásica que afeta o tecido linfático, caracterizada por aumento doloroso dos gânglios linfáticos do pescoço, axilas, mediastino, etc., juntamente com astenia, prurido (coceira) e febre. Atualmente pode ter uma taxa de cura superior a 80%.
24 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
25 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
26 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
27 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
28 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
29 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
30 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
31 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
32 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
33 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
34 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
35 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
36 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
37 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
38 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
39 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
40 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
41 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
42 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
43 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
44 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
45 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
46 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
47 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
48 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
49 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
50 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
51 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
52 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
53 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
54 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
55 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
56 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
57 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
58 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
59 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
60 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
61 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
62 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
63 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
64 Calvície: Também chamada de alopécia androgenética é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, sendo que a herança genética pode vir do lado paterno ou materno. É resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT). É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.
65 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
66 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
67 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
68 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
69 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
70 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
71 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
72 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
73 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
74 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
75 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
76 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
77 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
78 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
79 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
80 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
81 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
82 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
83 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
84 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
85 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
86 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
87 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
88 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
89 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
90 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
91 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
92 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
93 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
94 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
95 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
96 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
97 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
98 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
99 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.

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