MEVALOTIN

DAIICHI SANKYO

Atualizado em 09/12/2014

Composição de Mevalotin

cada comprimido contém: pravastatina sódica(equivalente a pravastatina) 10 ou 20 mg. Excipientes (polivinilpirrolidona, lactose1, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio) q.s.p. 1 comprimido.

Posologia e Administração de Mevalotin

o paciente deve ser colocado em uma dieta redutora de colesterol2 antes de receber Mevalotin, e deverá ser mantido na mesma durante o tratamento. O tratamento deve ser individualizado, levando em consideração o grau de elevação do C-total e LDL3-C, bem como as condições coexistentes e outros fatores de risco. A dose inicial recomendada é 10 mg ou 20 mg uma vez ao dia ao deitar. Níveis de colesterol2 sérico acentuadamente elevados (ex.: C-total maior que 300 mg/dl4, a dose pode ser iniciada com 40 mg por dia. Mevalotin pode ser tomado independemente das refeições. A faixa de dosagem recomendada é 10 a 40 mg diários administrados em dose única ou fracionada. Em pacientes recebendo ciclosporina, com ou sem outras drogas imunossupressoras, concomitantemente com a pravastatina, a terapia deve ser iniciada com 10 mg/dia e a titulação para aumentos de dose deve ser realizada com cautela. A maioria dos pacientes tratados com esta combinação recebeu dose máxima de pravastatina correspondente a 20 mg/dia. Terapia concomitante: os efeitos redutores de lipídeos de Mevalotin sobre o colesterol2 total e o colesterol2-LDL3 são intensificados quando combinados com uma resina seqüestrante de ácidos biliares. Quando se administra a resina (ex., colestiramina, colestipol) em terapia combinada5 com pravastatina, esta última deverá ser administrada uma hora antes ou mais ou pelo menos quatro horas após a resina. Superdosagem: a experiência sobre superdose de pravastaina é limitada. Até o momento, há relato de dois casos, que foram assintomáticos e não associados a anormalidades em testes clínicos laboratoriais. Pacientes idosos: o produto poderá ser usado por pacientes acima de 65 anos de idade, desde que observadas as precauções comuns ao medicamento.

Precauções de Mevalotin

gerais: os inibidores da HMG-CoA redutase foram associados com anormalidades bioquímicas da função hepática6. Como com outros agentes redutores de lipídeos, incluindo as resinas seqüestrantes de sais biliares não absorvíveis, ocorre aumento das enzimas hepáticas7 três vezes menor que o limite superior normal durante a terapia com a pravastatina. Na maioria dos pacientes tratados com a pravastatina nos estudos clínicos, esses valores aumentados voltam para os níveis de pré-tratamento, mesmo mantendo-se a terapia na mesma dose. Da mesma forma que com outros agentes redutores de lipídeos, os testes de função hepática6 deverão ser realizados periodicamente. Se os aumentos da alanina aminotransferase (ALT) e do aspartato aminotransferase (AST) igualarem-se ou excederem em três vezes o limite superior normal, e forem persistentes, a terapia deverá ser descontinuada. Precaução maior deve ser tomada quando a pravastatina é administrada a pacientes com histórico de doença hepática6 ou de grande ingestão alcoólica. Musculatura esquelética: mialgia8, miopatia9 e rabdomiólise10 foram relatados com o uso de inibidores da HMG-CoA redutase. Casos de mialgia8 não complicada foram raramente relatados em pacientes tratados com a pravastatina, tendo uma incidência11 similar à do placebo12. Rabdomiólise10 com disfunção renal13 secundária à mioglobinúria também tem sido relatada devido à pravastatina, embora muito raramente. Contudo, a miopatia9 deverá ser considerada em quaisquer pacientes com mialgia8 difusa, amolecimenmto ou enfraquecimento musculares e/ou acentuada elevação da CPK. Pacientes deverão ser alertados para relatar imediatamente dor, amolecimento ou enfraquecimento musculares inexplicáveis. A terapia com a pravastatina deverá ser descontinuada se ocorrerem aumentos acentuados dos níveis de CPK ou se houver suspeita ou diagnóstico14 de miopatia9. O risco de miopatia9 durante o tratamento com outros inibidores da HMG-CoA redutase é maior com a terapia concomitante com fibratos, ciclosporina, eritromicina ou niacina. O uso isolado de fibratos é ocasionalmente associado com miopatia9. Em geral, o uso combinado de pravastatina e fibratos deverá ser evitado. A miopatia9 não foi observada nos estudos clínicos envolvendo pacientes pós-transplantados tratados concomitantemente com pravastatina (10-40 mg) e ciclosporina por até 2 anos, sendo que alguns foram submetidos também à terapia com outros imunodepressores. Além disso, não houve relatos de miopatia9 nos estudos clínicos envolvendo pequeno número de pacientes tratados com a pravastatina juntamente com a niacina. Hipercolesterolemia15 homozigótica16 familiar: a pravastatina não foi avaliada em pacientes com hiper colesterolemia homozigótica16 familiar de incidência11 rara. Gravidez17: o uso durante a gravidez17 não é indicado (ver Contra-indicações). Lactação18: mães em terapia com Mevalotin não deverão amamentar. Uso pediátrico: a segurança e efetividade em crianças e adolescentes, com menos de 18 anos de idade, não foi estabelecida. Portanto, o tratamento com Mevalotin não pode ser recomendado para este grupo etário. Interações medicamentosas: colestiramina/colestipol: a administração de pravastatina uma hora antes ou quatro após a colestiramina ou uma hora antes do colestipol e uma refeição normal, não houve diminuição clinicamente significativa da biodisponibilidade ou do efeito terapêutico. A administração concomitante resultou em redução aproximada de 40% a 50% da AUC média da pravastatina. Ciclosporina: níveis plasmáticos da ciclosporina em pacientes sob tratamento com pravastatina, não indicam aumentos clinicamente significativos nestes calores. Em estudo de dose única, os níveis plasmáticos da pravastatina estavam aumentados em pacientes cardíacos transplantados recebendo ciclosporina. Varfarina: a pravastatina não teve efeito clinicamente significativo sobre o tempo de protrombina19 quando administrada em um estudo de pacientes idosos normais que foram estabilizados com a varfarina. Outras drogas: uma terapia de associação com um ou mais agentes complementares redutores de lipídes pode ser necessária em alguns pacientes. Estudos de interação farmacocinética com ácido acetilsalicílico, antíácidos (uma hora antes de Mevalotin), ácido nicotínico, probucol, gemfibrozil e cimetidina não demonstraram alteração na biodisponibilidade com a administração de Mevalotin. Do mesmo modo que os fabricantes de resinas fixadoras de ácido biliar recomendam para a maioria das drogas, também nos pacientes tratados simultaneamente com uma resina, a administração de Mevalotin deve se dar 1 ou mais horas antes, ou 4 horas após uma dose de resina. O clearance de antipirina pelo sistema citocromo P450 permaneceu inalterado pela administração de Mevalotin. Durante o ensaio clínico não foram relatadas interações medicamentosas perceptíveis quando Mevalotin foi administrado com diuréticos20, anti-hipertensivos, digitálicos, inibidores da enzima21 conversora, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores ou nitroglicerina.

Reações Adversas de Mevalotin

esqueléticas: miopatia9, rabdomiólise10. Neurológicas: disfunção de vários nervos cranianos (alteração do paladar22, piora dos movimentos extra-oculares, paralisia23 facial), tremor, vertigem24, perda de memória, parestesia25, neuropatia periférica26, paralisia23 nervoperiférica. Reações de hipersensibilidade: raramente tem sido relatada síndrome27 de hipersensibilidade que inclua uma ou mais das seguintes alterações: anafilaxia28, angioedema29, síndrome27 semelhante ao lúpus30 eritematoso31, polimialgia reumática, vasculite32, púrpura33, trombocitopenia34, leucopenia35, anemia hemolítica36, anticorpo37 antinúcleo positivo e aumento da taxa de eritrossedimentação, artrite38, artralgia39, urticária40, astenia41, fotossensibilidade, febre42, calafrios43, rubor, mal-estar, dispnéia44, epidermite tóxica com necrose45, eritema multiforme46, incluindo síndrome de Stevens-Johnson47. Gastrintestinal: anorexia48, vômitos49, pancreatite50, hepatite51, incluindo hepatite51 crônica ativa, icterícia52 colestática, alteração gordurosa no fígado53 e, muito mais raramente, cirrose54, necrose45 hepática6 fulminante e hepatoma. Geniturinário: ginecomastia55, perda da libido56 e disfunção na ereção57.

Contra-Indicações de Mevalotin

pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula; doença ativa do fígado53 ou elevações persistentes, não explicadas, nos testes de função hepática6; gravidez17 e lactação18: a aterosclerose58 é um processo crônico59 e a descontinuação de drogas redutoras de lipídeos durante a gravidez17 teria baixo impacto sobre o resultado da terapia em longo prazo da hipercolesterolemia15 primária. O colesterol2 e outros produtos da biossíntese do colesterol2 são componentes essenciais para o desenvolvimento do feto60 (incluindo a síntese de esteróides e membranas celulares). Sabendo-se que os inibidores da HMG-CoA redutase diminuem a síntese do colesterol2, e possivelmente de outras substâncias biologicamente ativas derivadas do colesterol2, estes podem causar dano ao feto60 quando administrados para mulheres grávidas. Assim, os inibidores da HMG-CoA redutase são contra-indicados durante a gravidez17 e a lactação18. Mulheres em idade fértil: Mevalotin somente deverá ser administrado em mulheres em idade fértil quando a probabilidade de concepção61 for praticamente nula, e estas pacientes devem ser informadas sobre os riscos potenciais. Se a paciente engravidar no decorrer do tratamento com a pravastatina, a terapia deverá ser descontinuada e a paciente alertada novamente quanto ao risco para o feto60.

Indicações de Mevalotin

o tratamento com Mevalotin deve ser considerado um dos componentes numa intervenção multifatorial nos indivíduos com risco aumentado de doença vascular62 aterosclerótica devido à hipercolesterolemia15. A terapia com Mevalotin deve ser associada a uma dieta restrita em gorduras saturadas63 e colesterol2 quando a resposta à dieta e outras medidas não farmacológicas isoladas não forem adequadas. Prevenção da doença arterial coronariana: pacientes com hipercolesterolemia15 sem doença arterial coronariana clinicamente evidente, Mevalotin é indicado como um adjunto à dieta para reduzir o risco de infarto do miocárdio64 fatal e não fatal. Também é indicado como adjunto nos procedimentos de revascularização do miocárdio65, quando necessário, assim como na melhora da sobrevida66 destes pacientes através da redução das mortes cardiovasculares. Mevalotin é indicado para redução dos níveis de colesterol2-LDL3, colesterol2 total e triglicérides67 que se encontram elevados em pacientes com hipercolesterolemia15 primária e dislipidemia mista (Fredrickson tipo IIa e IIb). Antes de se iniciar a terapia com Mevalotin, causas secundárias de hipercolesterolemia15 (p. ex.: obesidade68, diabetes mellitus69 insuficientemente controlada, hipotireoidismo70, síndrome nefrótica71, desproteinemias, doença obstrutiva do fígado53, terapia com outros fármacos, alcoolismo) deverão ser excluídas, e deverá ser realizado um perfil lipídico72 para medir C-total, HDL73-C e TG. Progressão da doença aterosclerótica e eventos clínicos cardiovasculares: em pacientes hipercolesterolêmicos com doença aterosclerótica cardiovascular, Mevalotin está indicado como adjunto à dieta para reduzir a velocidade de progressão da aterosclerose58 e para reduzir a incidência11 de eventos cardiovasculares clínicos. Em estudos clínicos controlados, Mevalotin resultou em diminuição do objetivo combinado de infarto do miocárdio64 ou mortes por todas as causas. Infarto do miocárdio64: Mevalotin é indicado para reduzir o risco de infarto do miocárdio64 recorrente em pacientes com nível plasmático de colesterol2 médio, necessidade de procedimentos de revascularização do miocárdio65 (cirurgia ou angioplastia74) e redução do risco de acidente vascular cerebral75 e ataques isquêmicos transitórios) (TIAs).

Apresentação de Mevalotin

comprimidos 10 mg: embalagem com 10 ou 30 comprimidos. Comprimidos 20 mg: embalagem com 30 comprimidos.


MEVALOTIN - Laboratório

DAIICHI SANKYO
Tel: SAC 0800-556596
Email: sac@daiichisankyo.com.br
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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
3 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
4 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
5 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
8 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
9 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
10 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
11 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
12 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
13 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
14 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
15 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
16 Homozigótica: Referente a homozigoto. Homozigoto é quando os alelos de um ou mais genes são idênticos. Alelos são genes que ocupam os mesmos loci (locais) nos cromossomos.
17 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
18 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
19 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
20 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
21 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
22 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
23 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
24 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
25 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
26 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
27 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
28 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
29 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
30 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
31 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
32 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
33 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
34 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
35 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
36 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
37 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
38 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
39 Artralgia: Dor em uma articulação.
40 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
41 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
42 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
43 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
44 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
45 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
46 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
47 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
48 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
49 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
50 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
51 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
52 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
53 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
54 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
55 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
56 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
57 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
58 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
59 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
60 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
61 Concepção: O início da gravidez.
62 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
63 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
64 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
65 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
66 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
67 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
68 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
69 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
70 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
71 Síndrome nefrótica: Doença que afeta os rins. Caracteriza-se pela eliminação de proteínas através da urina, com diminuição nos níveis de albumina do plasma. As pessoas com síndrome nefrótica apresentam edema, eliminação de urina espumosa, aumento dos lipídeos do sangue, etc.
72 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
73 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
74 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
75 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
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