DIOVAN TRIPLO

NOVARTIS

Atualizado em 08/12/2014

DIOVAN® TRIPLO

valsartana + hidroclorotiazida + besilato de anlodipino

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Diovan Triplo

Comprimidos revestidos de 160/12,5 mg de valsartana + hidroclorotiazida e comprimidos de 5 mg de besilato de anlodipino. Embalagem com 14 comprimidos revestidos + 14 comprimidos ou 28 comprimidos revestidos + 28 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 160/12,5 mg de valsartana + hidroclorotiazida e comprimidos de 10 mg de besilato de anlodipino. Embalagem com 14 comprimidos revestidos + 14 comprimidos ou 28 comprimidos revestidos + 28 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 160/25 mg de valsartana + hidroclorotiazida e comprimidos de 5 mg de besilato de anlodipino. Embalagem com 28 comprimidos revestidos + 28 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 160/25 mg de valsartana + hidroclorotiazida e comprimidos de 10 mg de besilato de anlodipino. Embalagem com 28 comprimidos revestidos + 28 comprimidos.

USO ADULTO

Composição de Diovan Triplo


Cada comprimido revestido valsartana + hidroclorotiazida contém 80 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida, 160 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida ou 160 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida.

Excipientes: dióxido de silício coloidal, celulose microcristalina, crospovidona (somente os comprimidos de 160/25 mg), estearato de magnésio, povidona, hipromelose, macrogol, talco, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo (somente os comprimidos de 80/12,5 mg e 160/25 mg), óxido de ferro preto (somente os comprimidos de 160/25 mg) e dióxido de titânio.

Cada comprimido de anlodipino contém 5 mg ou 10 mg de anlodipino na forma de besilato de anlodipino.

Excipientes: celulose microcristalina, hidrogenofosfato de cálcio anidro, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio

Informações ao Paciente de Diovan Triplo

Como este medicamento funciona?

O DIOVAN TRIPLO contém um bloqueador de receptor de angiotensina II, um diurético1 e um bloqueador do canal de cálcio, que ajudam a controlar a pressão alta. A angiotensina II é uma substância do corpo que causa a constrição2 dos vasos, causando assim o aumento da pressão arterial3. A valsartana no DIOVAN TRIPLO bloqueia o efeito da angiotensina II. Como resultado, os vasos sanguíneos4 relaxam e a pressão arterial3 diminui. Os diuréticos5 reduzem a quantidade de sal e água do corpo por meio do aumento do fluxo de urina6. O uso prolongado ajuda a reduzir e controlar a pressão arterial3. O anlodipino no DIOVAN TRIPLO bloqueia a passagem normal do cálcio para o interior dos músculos7 do coração8 e das artérias9. O mecanismo de ação deste medicamento deve-se ao efeito relaxante direto sobre estes músculos7 com a dilatação das pequenas artérias9 (arteríolas10) e, desta maneira, reduzindo a resistência ao trabalho do coração8 e a pressão arterial3. O anlodipino também parece dilatar a artérias9 do coração8, melhorando a oxigenação do coração8 e os sintomas11 de isquemia12 miocárdica (do coração8).

O anlodipino interfere no movimento do cálcio para dentro das células13 cardíacas e da musculatura dos vasos sanguíneos4. Como resultado dessa ação, o anlodipino relaxa os vasos sanguíneos4 que irrigam o coração8 e o resto do corpo, aumentando a quantidade de sangue14 e oxigênio para o coração8, reduzindo a sua carga de trabalho e, por relaxar os vasos sanguíneos4, permite que o sangue14 passe através deles mais facilmente.

Por que este medicamento foi indicado?

O DIOVAN TRIPLO é usado para tratar a pressão alta. A pressão alta aumenta a carga de trabalho do coração8 e das artérias9. Se esta carga de trabalho continua por muito tempo, pode prejudicar os vasos do cérebro15, coração8 e rins16, e pode resultar num derrame17, insuficiência cardíaca18 ou insuficiência renal19. A pressão alta aumenta o risco de ataques cardíacos. Diminuindo a sua pressão a níveis normais, há uma redução nos riscos de desenvolver essas doenças.

Quando não devo usar este medicamento?

Você pode tomar DIOVAN TRIPLO somente após passar por uma consulta médica. O DIOVAN TRIPLO pode não ser adequado para todos os pacientes. Siga corretamente as orientações do seu médico.

Não tome DIOVAN TRIPLO:

• Se você teve qualquer reação alérgica20 ou não comum à valsartana ou à hidroclorotiazida ou às sulfonamidas relacionadas ou a qualquer outro componente deste produto listado no começo desta bula. Se você não tem certeza de quais drogas deve evitar, pergunte ao seu médico ou farmacêutico;

• Se você tem doenças graves do fígado21 ou rins16;

• Se você tem níveis muito baixos de potássio ou sódio no sangue14, ou se tiver níveis muito altos de cálcio no sangue14 apesar do tratamento;

• Se você tem gota22;

• Se você estiver grávida;

• Se você teve qualquer reação alérgica20 ou não comum às diidropiridinas (classe de medicamentos a que pertence o anlodipino), ao anlodipino ou a qualquer outro componente deste produto listado no começo desta bula.

• Se você tem insuficiência hepática23, o anlodipino deve ser administrado com cuidado.

Insuficiência cardíaca18: se você tem insuficiência cardíaca18 de origem não isquêmica (ou seja, não relacionada a fluxo de sangue14 reduzido), o anlodipino deve ser administrado com cuidado. Para indivíduos com insuficiência cardíaca18, existe um aumento do número de casos de edema24 (acúmulo de líquido) pulmonar.

Tome cuidados especiais com DIOVAN TRIPLO:

Assegure-se de informar ao seu médico se tem ou já teve:

• Doença do fígado21 ou rim25;

Diabetes26 (nível alto de açúcar27 no sangue14);

Febre28, erupção29 cutânea30 e dor nas juntas que podem ser sinais31 de lupus32 eritematoso33 (ou histórico desta doença);

• Baixos níveis de potássio no sangue14;

• Altos níveis de colesterol34 no sangue14;

• Estiver sofrendo de vômitos35 ou diarreia36, ou tomando altas doses de um diurético1;

• Se você estiver amamentando.

Se qualquer um desses casos se aplica a você, informe seu médico antes de tomar DIOVAN TRIPLO.

Tomando DIOVAN TRIPLO com alimentos ou bebidas:

Você pode tomar DIOVAN TRIPLO com ou sem alimentos. Evite álcool até você conversar com seu médico. O álcool pode fazer sua pressão cair mais e/ou aumentar a possibilidade de tontura37 ou desmaios.

Idosos (com 65 anos ou mais):

Você também pode usar o DIOVAN TRIPLO se tiver 65 anos ou mais.

Crianças e adolescentes (menores de 18 anos):

Não há experiência com DIOVAN TRIPLO em crianças.

Não é recomendado o uso dos comprimidos de besilato de anlodipino em crianças.

Mulheres grávidas:

Não tome DIOVAN TRIPLO se estiver grávida. O uso de medicamentos similares pode causar sérios danos ao feto38. No entanto, é importante verificar com seu médico imediatamente se você estiver pensando que pode engravidar ou estiver planejando engravidar.

A segurança do anlodipino na gravidez39 não está estabelecida. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Mães que estão amamentando:

Também não é recomendável tomar DIOVAN TRIPLO enquanto estiver amamentando. O componente diurético1 do DIOVAN TRIPLO pode reduzir a quantidade de leite.

A segurança do anlodipino na amamentação40 não está estabelecida. Portanto, não utilize DIOVAN TRIPLO durante a amamentação40 sem orientação médica.

Se você estiver amamentando, informe seu médico.

Dirigir e operar máquinas:

Assim como outros medicamentos usados para tratar a pressão alta. DIOVAN TRIPLO pode causar efeitos como tontura37 ou desmaio em alguns pacientes. Então, antes de dirigir um veículo, usar alguma máquina ou realizar outras atividades que requeiram concentração, assegure-se de que você sabe como reage aos efeitos de DIOVAN TRIPLO.

Tomando outros medicamentos com DIOVAN TRIPLO:

Valsartana + Hidroclorotiazida

Informe ao seu médico ou farmacêutico se você está fazendo ou fez uso de algum outro medicamento recentemente. Lembre-se também daqueles que não foram receitados pelo seu médico. Pode ser que seja necessário mudar a dose, tomar outras precauções, ou em alguns casos parar de tomar um dos medicamentos. Isto se aplica tanto para os medicamentos receitados como para os não receitados, especialmente:

• Medicamentos usados para abaixar a pressão;

• Medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio;

• Lítio, um medicamento usado para tratar algumas condições psicológicas;

• Medicamentos usados para aliviar a dor ou inflamações41, especialmente os agentes antiinflamatórios não-esteroidais;

• Medicamentos a base de cortisona, esteroidais;

• Digoxina (um medicamento para o coração8);

Insulina42 ou medicamentos antidiabéticos tomados por via oral;

• Colestiramina ou colestipol, resinas usadas principalmente para tratar altos níveis de lipídios no sangue14;

Vitamina43 D e sais de cálcio;

• Carbamazepina (um medicamento usado para tratar epilepsia44, desordens bipolares, neuralgia45 e outras condições.

Anlodipino

O anlodipino tem sido administrado com segurança com diuréticos5 tiazídicos, alfabloqueadores, betabloqueadores, inibidores da enzima46 conversora da angiotensina, nitratos de longa ação, nitroglicerina sublingual, antiinflamatórios não-esteroides, antibióticos e hipoglicemiantes orais47.

Foi demonstrado em estudos que o anlodipino não afeta a ligação da digoxina, fenitoína, varfarina ou indometacina às proteínas48 sanguíneas.

A cimetidina, suco de grapefruit, antiácidos49 contendo alumínio e magnésio e sildenafila não interferem com o anlodipino. Da mesma forma, o anlodipino não interfere na ação da atorvastatina, digoxina, etanol (álcool), varfarina e ciclosporina.

A interação com testes laboratoriais é desconhecida.

Utilize DIOVAN TRIPLO apenas pela via de administração indicada, ou seja, somente pela via oral.

A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.

Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao médico se está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde50.

Como devo usar este medicamento?

O DIOVAN TRIPLO está disponível em comprimidos revestidos em 5 concentrações:

DIOVAN TRIPLO (80/12,5 mg + 5 mg): os comprimidos revestidos de valsartana + hidroclorotiazida

(80/12,5 mg) contêm 80 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida. São comprimidos revestidos ovaloides, não divisíveis, medindo aproximadamente 10,2 mm x 5,4 mm e 3,7 mm de espessura e pesa aproximadamente 156 mg. Os comprimidos são coloridos de laranja claro e são gravados de um lado com HGH e do outro lado de CG. Os comprimidos de anlodipino 5 mg são de cor branca, arredondados, com linha divisória em um dos lados e plano no outro lado.

DIOVAN TRIPLO (160/12,5 mg + 5 mg): os comprimidos revestidos de valsartana + hidroclorotiazida (160/12,5 mg) contêm 160 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida. São comprimidos revestidos ovaloides, não divisíveis, medindo aproximadamente 15,2 mm x 6,2 mm e 4,4 mm de espessura e pesa aproximadamente 312 mg. Os comprimidos são coloridos de vermelho escuro e são gravados de um lado com HHH e do outro lado de CG. Os comprimidos de anlodipino 5 mg são de cor branca, arredondados, com linha divisória em um dos lados e plano no outro lado.

DIOVAN TRIPLO (160/12,5 mg + 10 mg): os comprimidos revestidos de valsartana + hidroclorotiazida (160/12,5 mg) contêm 160 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida. São comprimidos revestidos ovaloides, não divisíveis, medindo aproximadamente 15,2 mm x 6,2 mm e 4,4 mm de espessura e pesa aproximadamente 312 mg. Os comprimidos são coloridos de vermelho escuro e são gravados de um lado com HHH e do outro lado de CG. Os comprimidos de anlodipino 10 mg são de cor branca, arredondados, com linha divisória em um dos lados e plano no outro lado.

DIOVAN TRIPLO (160/25 mg + 5 mg): os comprimidos revestidos de valsartana + hidroclorotiazida (160/25 mg) contêm 160 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida. São comprimidos revestidos ovaloides, não divisíveis, medindo aproximadamente 14,2 mm x 5,7 mm e 4,5 mm de espessura e pesa aproximadamente 310 mg. Os comprimidos são coloridos de marrom alaranjado e são gravados de um lado com HXH e do outro lado de NVR. Os comprimidos de anlodipino 5 mg são de cor branca, arredondados, com linha divisória em um dos lados e plano no outro lado.

DIOVAN TRIPLO (160/25 mg + 10 mg): os comprimidos revestidos de valsartana + hidroclorotiazida (160/25 mg) contêm 160 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida. São comprimidos revestidos ovaloides, não divisíveis, medindo aproximadamente 14,2 mm x 5,7 mm e 4,5 mm de espessura e pesa aproximadamente 310 mg. Os comprimidos são coloridos de marrom alaranjado e são gravados de um lado com HXH e do outro lado de NVR. Os comprimidos de anlodipino 10 mg são de cor branca, arredondados, com linha divisória em um dos lados e plano no outro lado.

Pacientes que têm pressão alta frequentemente não percebem nenhum sinal51 deste problema. Muitos podem se sentir normal. É muito importante que você tome seu medicamento exatamente conforme a orientação do seu médico e consulte seu médico mesmo que esteja se sentindo bem.

Siga corretamente as orientações do seu médico. Não exceda a dose recomendada.

O DIOVAN TRIPLO é somente de uso oral.

Seu médico lhe dirá exatamente quantos comprimidos de DIOVAN TRIPLO você terá que tomar.

Dependendo da sua resposta ao tratamento, seu médico pode sugerir uma dose mais alta ou mais baixa.

A dose de inicial recomendada de DIOVAN TRIPLO para o tratamento da hipertensão52 é de DIOVAN TRIPLO (80/12,5 mg + 5 mg) ou DIOVAN TRIPLO (160/12,5 mg + 5 mg) uma vez ao dia. Nos pacientes que não apresentarem controle adequado da pressão arterial3 com a dose inicial diária recomendada, esta pode ser aumentada para DIOVAN TRIPLO (160/12,5 mg + 10 mg) ou DIOVAN TRIPLO (160/25 mg + 5 mg) ou DIOVAN TRIPLO (160/25 mg + 10 mg), uma vez ao dia.

Os comprimidos de valsartana + hidroclorotiazida e de besilato de anlodipino devem ser engolidos inteiros, sem mastigar, com líquido. Não devem ser partidos para se tomar metade da dose.

Valsartana + hidroclorotiazida

Não é necessário ajustar a dosagem em pacientes com insuficiência renal19 leve a moderada (clearance (depuração) de creatinina53 > 30 mL/min). Nenhum ajuste de dosagem é necessário para pacientes54 com insuficiência hepática23 de origem não biliar leve a moderada e sem colestase55. (vide “Precauções e Advertências”)

A segurança e a eficácia de DIOVAN TRIPLO em crianças não foi estabelecida.

Anlodipino

Uso em Pacientes Idosos: não é necessário ajuste de dose em pacientes idosos. As mesmas orientações dadas aos adultos jovens devem ser seguidas para os pacientes idosos.

Uso em Crianças: a eficácia e segurança do anlodipino não foram estabelecidas em crianças.

Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática23: a administração de anlodipino deve ser feita com cuidado (vide “Advertências”).

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal19: o anlodipino pode ser empregado em tais pacientes nas doses habituais. O anlodipino não é dialisável.

COMO USAR

Os comprimidos de DIOVAN TRIPLO devem ser ingeridos com quantidade de líquido suficiente para deglutição56, com ou sem alimentos.

Não mude a dose ou pare o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Você pode tomar DIOVAN TRIPLO com ou sem alimentos. Engula os comprimidos com um copo de água.

Seu médico lhe dirá exatamente por quanto tempo você precisa tomar o medicamento.

Caso você esqueça de tomar DIOVAN TRIPLO no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.

O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

É importante que o médico acompanhe seu progresso em consultas regulares para assegurar-se de que o medicamento está funcionando adequadamente.

Pode ser necessário de tempos em tempos medir a quantidade de potássio ou outros minerais no seu sangue14, especialmente se você estiver acima de 65 anos, ou tiver algum tipo de doença dos rins16, fígado21 e coração8, ou estiver tomando suplementos de potássio. Seu médico o aconselhará sobre isto.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Quais os males que este medicamento pode causar?

Efeitos quando o tratamento com DIOVAN TRIPLO é interrompido:

Parar o tratamento com DIOVAN TRIPLO pode fazer com que sua doença piore. Não pare de tomar este medicamento a menos que seja orientado por seu médico.

Valsartana + hidroclorotiazida

Possíveis reações adversas:

Como qualquer medicamento, DIOVAN TRIPLO pode causar reações indesejadas (reações adversas) em algumas pessoas além dos seus efeitos benéficos. Algumas dessas reações indesejadas podem ser similares aos sintomas11 causados pela sua condição médica específica; outras podem nem ser reações, não estando relacionadas ao tratamento.

Algumas reações raras ou muito raras podem ser sérias:

Dor de garganta57; febre28; ou frio (sinais31 de distúrbios do sangue14); olhos58 ou pele59 amarelados (icterícia60); falta de sensibilidade ou formigamento nas mãos61; pés ou lábios; sangramento anormal ou contusões (sinais31 de trombocitopenia62); visão63 borrada; batimentos cardíacos irregulares; dor abdominal com náusea64, vômitos35 ou febre28 (sinal51 de pancreatite65); inflamação66 dos vasos com ou sem dor (sinal51 de vasculite67 necrótica); erupções cutâneas68 bolhosas; problemas de respiração (sinais31 de pneumonite69 e edema pulmonar70); reações alérgicas (inchaço71 da face72, pálpebras73, lábios) e disfunção renal74 (distúrbio da função renal74).

Se você tiver qualquer um desses sintomas11, informe seu médico imediatamente.

Outras possíveis reações adversas são:

Dor de cabeça75; tontura37 ou tontura37 ao ficar em pé quando levantar da posição deitada ou sentada; desmaio; desconforto estomacal; cansaço ou fraqueza anormal (algumas vezes sinais31 de perda de potássio); perda de apetite; erupção29 cutânea30 ou coceira; sensibilidade aumentada da pele59 à luz solar; dor muscular; dificuldade de ereção76 ou perda de interesse sexual; vômito77; náusea64; dor nas costas78 ou de estômago79; constipação80; dor nas juntas; sintomas11 de gripe81 ou resfriado; tosse seca; vertigem82 (sensação de rodar), erupção29 cutânea30; distúrbios do sono.

Se qualquer um desses sintomas11 afetar gravemente você, informe seu médico.

Se você notar qualquer outro sintoma83 não listado acima, verifique com seu médico.

Anlodipino

O besilato de anlodipino pode causar dor de cabeça75, inchaço71, cansaço, sonolência, náusea64, dor

abdominal, vermelhidão (rubor), palpitações84 e tontura37.

O besilato de anlodipino é bem tolerado. Em estudos clínicos envolvendo pacientes com hipertensão52 ou angina85, os efeitos colaterais86 mais comumente observados foram:

Sistema nervoso autônomo87: rubor (vermelhidão da face72 e do pescoço88).

Geral: fadiga89.

Cardiovascular, Geral: edema24 (inchaço71).

Sistema nervoso central90 e periférico: tontura37 e dor de cabeça75.

Gastrintestinal: dor abdominal e náusea64.

Ritmo/Frequência cardíaca: palpitações84.

Psiquiátrico: sonolência.

Nestes estudos clínicos não foram observadas anormalidades nos testes laboratoriais relacionados ao anlodipino.

Os efeitos colaterais86 menos comumente observados com o uso do produto no mercado incluem:

Sistema nervoso autônomo87: boca91 seca, sudorese92 (transpiração93) aumentada.

Geral: astenia94 (fraqueza), dor nas costas78, mal-estar, dor, aumento ou diminuição de peso.

Cardiovascular, geral: hipotensão95 (diminuição da pressão sanguínea), síncope96 (desmaio).

Sistema nervoso central90 e periférico: hipertonia97 (aumento do tônus muscular98), hipoestesia99 (diminuição de várias formas de sensibilidade), parestesia100 (sensação anormal como ardor101, formigamento, coceira e percebidos na pele59 e sem motivo aparente), neuropatia periférica102 (alterações degenerativas103 não-inflamatórias dos nervos), tremor.

Endócrino104: ginecomastia105 (desenvolvimento excessivo das glândulas106 mamárias em homens).

Gastrintestinal: função intestinal alterada, dispepsia107 (incluindo gastrite108 – má digestão109, incluindo inflamação66 no estômago79), hiperplasia110 gengival (aumento anormal do número de células13 da gengiva), pancreatite65 (inflamação66 do pâncreas111), vômito77.

Metabólico/nutricional: hiperglicemia112 (aumento da taxa de glicose113 no sangue14).

Músculo-esquelético: artralgia114 (dor articular), cãibra muscular, mialgia115 (dor muscular).

Hematológico: púrpura116 (extravasamento de sangue14 para fora dos capilares117 da pele59 ou mucosa118 formando manchas), trombocitopenia62 (diminuição do número de plaquetas119 no sangue14; as plaquetas119 participam no processo de coagulação120 do sangue14).

Psiquiátrico: impotência121, insônia, mudanças no humor.

Respiratório: tosse, dispneia122 (dificuldade em respirar), rinite123.

Pele59/anexos124: alopecia125 (queda de cabelos), descoloração da pele59, urticária126 (erupção29 cutânea30, geralmente de origem alérgica, que causa coceira).

Sentidos especiais: alteração de paladar127, ruído no ouvido.

Urinário: aumento na frequência urinária, distúrbios miccionais, noctúria (necessidade de urinar frequentemente à noite).

Vascular128 (extracardíaco): vasculite67 (inflamação66 da parede de um vaso).

Visão63: distúrbios visuais.

Células brancas do sangue129/sistema reticuloendotelial: leucopenia130 (redução de leucócitos131 do sangue14; os leucócitos131 são células13 que participam no processo de defesa imunológica do organismo).

Raramente foram observadas reações alérgicas, incluindo prurido132 (coceira), rash133 (erupções cutâneas68), angioedema134 (inchaço71 em região subcutânea135 ou em mucosas136 geralmente de origem alérgica) e eritema multiforme137 (erupção29 aguda na pele59 de vesículas138 de aspectos variados).

Foram raramente relatados casos de hepatite139, icterícia60 (deposição de pigmentos biliares na pele59 dando uma cor amarela intensa) e elevações da enzima46 hepática140, a maioria compatível com colestase55 (parada ou dificuldade da excreção da bile141). Alguns casos graves requerendo hospitalização foram relatados em associação ao uso do anlodipino. Em muitos casos, não se sabe se foram realmente devidos ao anlodipino.

O anlodipino, assim como outros medicamentos que agem bloqueando os canais de cálcio pode, raramente, apresentar efeitos colaterais86 que não são diferentes das que ocorrem com pacientes hipertensos ou com angina85 que não são tratados: infarto do miocárdio142, arritmia143, incluindo bradicardia144 (diminuição do ritmo cardíaco), taquicardia145 ventricular (aceleração do ritmo cardíaco), fibrilação atrial (as fibras do miocárdio146 contraem-se rápida e desordenadamente produzindo um movimento de tremulação da parede atrial) e dor torácica.

Terapia tripla (valsartana + hidroclorotiazida + anlodipino)

Comum: Edema24

Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para a comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?

Valsartana + Hidroclorotiazida

Se você tiver tontura37 grave e/ou desmaios, cansaço anormal, fraqueza ou câimbras147 musculares, batimentos irregulares, dor de cabeça75, sonolência ou náusea64 procurar auxílio médico imediato.

Anlodipino

Se você tomar uma dose excessiva de anlodipino, pode ocorrer uma grande vasodilatação periférica e possível taquicardia145 reflexa (batimento rápido do coração8). Em função dessa vasodilatação poderá surgir hipotensão95 prolongada e acentuada, incluindo choque148 (queda importante da pressão) com resultado fatal. A administração de carvão ativado imediatamente ou até 2 horas depois com o objetivo de reduzir a absorção da anlodipino é uma medida inicial que pode ajudar significativamente. Dependendo do caso, o médico pode proceder a uma lavagem gástrica149. A hipotensão95 devido à superdose de anlodipino requer medida ativa de suporte cardiovascular, incluindo monitoração frequente das funções cardíaca e respiratória, elevação das extremidades, atenção para o volume de fluido circulante e eliminação urinária. O médico poderá administrar um vasoconstritor para recuperação do tônus vascular128 e pressão sanguínea. Outras medidas poderão ser tomadas pelo médico como a administração de gluconato de cálcio intravenoso para reversão dos efeitos bloqueadores do canal de cálcio. Uma vez que o anlodipino se liga às proteínas48 plasmáticas, a diálise150 não constitui um benefício.

Caso ocorra superdose do medicamento, procure auxílio médico imediatamente.

Onde e como devo guardar este medicamento?

• Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

• Guarde seus comprimidos na sua embalagem original, até o uso total do medicamento.

• Não tome DIOVAN TRIPLO após a data de validade impressa no cartucho.

• Não use nenhuma embalagem de DIOVAN TRIPLO se estiver danificada ou que mostre algum sinal51 de adulteração.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Informações Técnicas Para Profissionais de Saúde50 de Diovan Triplo

Características Farmacológicas de Diovan Triplo

Farmacodinâmica

Valsartana + Hidroclorotiazida

O hormônio151 ativo do SRAA é a angiotensina II, formada a partir da angiotensina I pela enzima46 conversora da angiotensina (ECA). A angiotensina II liga-se a receptores específicos localizados na membrana das células13 de vários tecidos, exercendo diversos efeitos fisiológicos, direta e indiretamente, na regulação da pressão arterial3. Por ser um potente vasoconstritor, a angiotensina II exerce uma resposta pressora direta e, além disso, promove retenção de sódio e estimula a secreção de aldosterona.

A valsartana é um antagonista152 dos receptores de angiotensina II (Ang II) potente e específico, ativo por via oral. Atua seletivamente no receptor subtipo AT1, responsável pelas conhecidas ações da angiotensina II. Os níveis plasmáticos elevados da Ang II após bloqueio da Angiotensina I com valsartana podem estimular o receptor AT2 não bloqueado, que aparentemente contrablanceia o efeito do receptor AT1. A valsartana não apresenta atividade agonista153 parcial sobre os receptores AT1 e apresenta afinidade muito maior (cerca de 20.000 vezes) para com receptores AT1 do que para com receptores AT2.

A valsartana não inibe a ECA, também conhecida como cininase II, que converte angiotensina I em angiotensina II e degrada a bradicinina154. Nenhuma potencialização de efeitos colaterais86 relacionados a bradicinina154 é esperada. Em estudos clínicos em que a valsartana foi comparada com inibidores da ECA, a incidência155 de tosse seca foi significativamente menor (p < 0,05) em pacientes tratados com valsartana do que naqueles tratados com inibidores da ECA (2,6% contra 7,9%, respectivamente). Em um estudo clínico em pacientes com história de tosse seca durante terapêutica156 com inibidores da ECA, 19,5% dos pacientes que recebiam valsartana e 19,0% dos que recebiam um diurético1 tiazídico apresentaram episódios de tosse, comparativamente a 68,5% daqueles tratados com inibidores da ECA (p < 0,05). A valsartana não se liga ou bloqueia outros receptores hormonais157 ou canais de íons158 importantes na regulação cardiovascular.

A administração de valsartana a pacientes com hipertensão52 reduz a pressão arterial3, sem afetar a frequência cardíaca.

Na maioria dos pacientes, após a administração de uma dose única oral, o início da atividade antihipertensiva ocorre dentro de duas horas e o pico de redução da pressão arterial3 é atingido em 4 – 6 horas. O efeito anti-hipertensivo persiste por 24 horas após a administração. Durante administrações repetidas, a redução máxima da pressão arterial3 com qualquer dose é geralmente atingida em 2 – 4 semanas e se mantém durante a terapia em longo prazo. Em associação com hidroclorotiazida, obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial3.

O sítio de ação dos diuréticos5 tiazídicos é, principalmente, o túbulo contornado distal159 dos rins16. Está demonstrado que existe uma alta afinidade por receptores no córtex renal160, sendo os mesmos o sítio de ligação principal para a ação dos diuréticos5 tiazídicos e a inibição do transporte de NaCl no túbulo contornado distal159. O mecanismo de ação dos diuréticos5 tiazídicos é a promoção de uma inibição acentuada do transporte dos íons158 Na+ e Cl-, talvez por competição pelo sítio de ligação para Cl-, o que afeta os mecanismos de reabsorção de eletrólitos161. Assim, obtém-se diretamente uma excreção aumentada de sódio e cloro em quantidades aproximadamente iguais. Indiretamente, a ação diurética reduz o volume plasmático, com consequente aumento da atividade da renina plasmática, aumento da secreção de aldosterona, levando ao aumento na perda urinária de potássio e redução do potássio sérico. A ligação renina-aldosterona é mediada pela angiotensina II e, portanto, a administração concomitante de um antagonista152 de angiotensina II tende a reverter o quadro de perda urinária de potássio associada a esses diuréticos5.

Anlodipino

O anlodipino é um inibidor do influxo do íon162 de cálcio (bloqueador do canal lento de cálcio ou antagonista152 do íon162 cálcio) e inibe o influxo transmembrana do íon162 cálcio para o interior da musculatura lisa cardíaca e vascular128.

O mecanismo da ação anti-hipertensiva deve-se ao efeito relaxante direto na musculatura vascular128 lisa.

O mecanismo preciso pelo qual o anlodipino alivia a angina85 não está completamente definido, mas reduz o grau de isquemia12 total pelas duas seguintes ações:

 - dilata as arteríolas10 periféricas e, desta maneira, reduz a resistência periférica163 total (pós-carga) contra o trabalho cardíaco. Uma vez que a frequência cardíaca permanece estável, esta redução de carga diminui o consumo de energia miocárdica e a necessidade de oxigênio.

 - o mecanismo de ação também envolve, provavelmente, a dilatação das artérias coronárias164 principais e arteríolas10 coronárias, em regiões normais e isquêmicas. Esta dilatação aumenta a liberação de oxigênio no miocárdio146 em pacientes com espasmo165 coronariano arterial (angina85 de Prinzmetal ou angina85 variante) e abranda a vasoconstrição166 coronariana induzida pelo fumo.

Em pacientes com hipertensão52, a dose única diária proporciona reduções clinicamente significantes na pressão sanguínea durante o intervalo de 24 horas, tanto nas posições supina quanto do indivíduo em pé. Devido ao lento início de ação, a hipotensão95 aguda não constitui uma característica da administração de anlodipino.

Em pacientes com angina85, a administração de dose única diária de anlodipino aumenta o tempo total de exercício, tempo de início da angina85 e tempo para atingir 1 mm de depressão no segmento ST, além de diminuir a frequência de crises anginosas e o consumo de comprimidos de nitroglicerina.

Os estudos in vitro demonstraram que cerca de 97,5% do anlodipino circulante está ligado às proteínas48 plasmáticas.

O anlodipino não foi associado a qualquer efeito metabólico adverso ou alteração nos lípides plasmáticos, sendo adequada para uso em pacientes com asma167, diabetes26 e gota22.

Farmacocinética

Valsartana

A absorção de valsartana após administração oral é rápida, embora a quantidade absorvida varie amplamente. A biodisponibilidade absoluta média para a valsartana é de 23%. A valsartana apresenta um decaimento cinético multiexponencial (t1/2 alfa < 1h e t1/2 beta cerca de 9 h).

A farmacocinética da valsartana é linear no intervalo de dosagem testada. Não ocorrem alterações na cinética168 da valsartana em administrações repetidas e há pouco acúmulo, quando administrado uma vez ao dia. As concentrações plasmáticas observadas foram similares em homens e mulheres.

A valsartana apresenta alta taxa de ligação a proteínas48 séricas (94 – 97%), principalmente a albumina169 sérica. O volume de distribuição no steady-state (estado de equilíbrio) é baixo (cerca de 17 litros). O clearance (depuração) plasmático é relativamente lento (cerca de 2 litros/h), quando comparado com a circulação170 sanguínea hepática140 (cerca de 30 litros/h). Do total da dose absorvida, 70% são excretados nas fezes e 30% na urina6, principalmente como composto inalterado.

Quando administrado com as refeições, a área sob a curva de concentração plasmática (AUC) de valsartana sofre redução de 48%, embora cerca de 8 horas após a administração as concentrações plasmáticas de valsartana sejam similares em pacientes que ingeriram o produto em jejum ou com alimentos. A redução da AUC, entretanto, não se acompanha de redução clinicamente significativa nos efeitos terapêuticos.

Hidroclorotiazida

A absorção da hidroclorotiazida, após dose oral, é rápida (tmáx em torno de 2 h), com absorção similar para as formas farmacêuticas suspensão e comprimidos. As cinéticas171 de distribuição e de eliminação são descritas, geralmente, por uma função de decaimento biexponencial, com uma meia-vida terminal de 6 – 15 horas.

O aumento de concentração média na área sob a curva é linear e dose-proporcional na faixa terapêutica156. Não ocorrem alterações na cinética168 da hidroclorotiazida em administrações repetidas e o acúmulo é mínimo quando administrada em dose única diária.

A biodisponibilidade absoluta da hidroclorotiazida é de 60 – 80% após administração oral, com > 95% da dose absorvida são excretados na urina6 como composto inalterado e cerca de 4% como composto hidrolisado (2-amino-4-cloro-m-benzenodisulfonamida).

Tem sido relatado que a administração concomitante com alimentos pode tanto diminuir como aumentar a disponibilidade sistêmica da hidroclorotiazida, comparando-se com a administração em jejum. A magnitude desse efeito é pequena e tem pouca importância clínica.

Valsartana + hidroclorotiazida

A disponibilidade sistêmica da hidroclorotiazida é reduzida em cerca de 30% quando a droga é administrada com valsartana. A cinética168 da valsartana não é acentuadamente afetada pela administração concomitante com hidroclorotiazida. Essa interação observada não tem impacto no uso combinado de valsartana e hidroclorotiazida, uma vez que os estudos clínicos têm demonstrado claramente um efeito anti-hipertensivo maior do que o obtido com o medicamento isolado ou com placebo172.

Populações de pacientes especiais

Pacientes idosos

Observou-se uma exposição sistêmica a valsartana um pouco maior em indivíduos idosos do que em indivíduos jovens; entretanto, isso demonstrou não ter qualquer significado clínico.

Dados limitados sugerem que o clearance (depuração) sistêmico173 da hidroclorotiazida está reduzido tanto em idosos sadios como em idosos hipertensos, comparando-se com voluntários jovens sadios.

Pacientes com insuficiência renal19

Não é necessário ajuste de dosagem, em pacientes com clearance (depuração) de creatinina53 entre 30 – 70 mL/min.

Não existem dados disponíveis sobre o uso de valsartana + hidroclorotiazida em pacientes com insuficiência renal19 grave (clearance (depuração) de creatinina53 < 30 mL/min) ou em pacientes sob diálise150.

No entanto, a valsartana possui alta taxa de ligação a proteínas48 séricas, sendo improvável sua remoção por diálise150, enquanto que o clearance (depuração) da hidroclorotiazida pode ser aumentado pela diálise150.

O clearance (depuração) renal74 da hidroclorotiazida dá-se por filtração passiva e secreção ativa no túbulo renal74. Como esperado para um composto excretado quase que exclusivamente pelos rins16, a função renal74 determina efeito acentuado sobre a cinética168 da hidroclorotiazida (vide “Contraindicações”).

Pacientes com insuficiência hepática23

Em um estudo farmacocinético realizado em pacientes portadores de distúrbios hepáticos leves (n = 6) a moderados (n = 5), a exposição à valsartana aumentou em aproximadamente duas vezes, quando comparada à de pessoas sadias. Não existem dados sobre o uso de valsartana em pacientes com distúrbios graves da função hepática140 (vide “Precauções e Advertências”).

Distúrbios hepáticos não afetam significativamente a farmacocinética da hidroclorotiazida, não sendo necessário qualquer ajuste de dosagem.

Anlodipino

- Absorção

Após administração oral de doses terapêuticas, o anlodipino é bem absorvido com picos plasmáticos entre 6 e 12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta foi estimada entre 64 e 80%. O volume de distribuição é de aproximadamente 21 L/kg. A absorção não é alterada pela ingestão de alimentos.

 - Metabolismo174/Eliminação

A meia-vida de eliminação terminal plasmática é de cerca de 35 a 50 horas, o que é consistente com a dose única diária. Os níveis plasmáticos no estado de equilíbrio (steady-state) são obtidos após 7-8 dias de doses consecutivas. O anlodipino é amplamente metabolizado no fígado21 em metabólitos175 inativos, com 10% do fármaco176 inalterado e 60% dos metabólitos175 excretados na urina6.

Uso em Pacientes Idosos

O tempo para alcançar o pico de concentração plasmática do anlodipino é similar para indivíduos jovens e idosos. Em pacientes idosos, o clearance tende a estar diminuído, resultando em aumentos na área sob a curva (AUC) e na meia-vida de eliminação plasmática. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva177, aumentos na área sob a curva (AUC) e na meia-vida de eliminação ocorreram conforme o esperado para pacientes54 com a idade do grupo estudado.

Resultados de Eficácia de Diovan Triplo


Dados de segurança pré-clínicos

Valsartana + Hidroclorotiazida

Em diversos estudos pré-clínicos de segurança, realizados com várias espécies de animais, com valsartana, com hidroclorotiazida e com a associação dos dois, não houve evidência de toxicidade178 sistêmica ou em órgãos-alvo. Altas doses de valsartana:hidroclorotiazida (100:31,25 a 600:187,5 mg/kg de peso corpóreo) causaram, em ratos, redução nos parâmetros das células13 vermelhas do sangue14 (eritrócitos179, hemoglobina180 e hematócrito181) e demonstraram evidências de alterações na hemodinâmica182 renal74 (aumento moderado a grave da ureia183 plasmática, aumento do potássio e do magnésio plasmáticos, aumento leve do volume urinário dos eletrólitos161, basofilia tubular de mínima a discreta e hipertrofia184 da arteríola185 aferente com a maior dosagem). Em marmotas (doses de 30:9,375 a 400:125 mg/kg), as alterações foram similares, porém, mais acentuadas, particularmente com a maior dosagem, e principalmente nos rins16, onde as alterações evoluíram para uma nefropatia186 com ureia183 e creatinina53 elevadas.

Observou-se, também, em ambas as espécies, hipertrofia184 das células13 justaglomerulares renais.

Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela ação farmacológica da associação que é sinérgica (potencialização do efeito cerca de 10 vezes, quando comparado com o do valsartana isolado) e não por ação aditiva produtora de hipotensão95 prolongada, particularmente em marmotas. Para doses terapêuticas da valsartana + hidroclorotiazida, em seres humanos, a hipertrofia184 das células13 justaglomerulares não parece ter qualquer relevância clínica. Os principais achados pré-clínicos de segurança são atribuídos à ação farmacológica dos compostos, que parecem agir sinergicamente, sem qualquer evidência de interação entre os mesmos compostos. Na prática clínica, a ação dos dois compostos é aditiva e os achados pré-clínicos não demonstram ter qualquer significado clínico.

Não foram realizados testes de mutagenicidade, clastogenicidade ou carcinogenicidade com a combinação valsartana + hidroclorotiazida, uma vez que não existe evidência de qualquer tipo de interação entre os dois compostos. No entanto, ambos os compostos foram testados individualmente para mutagenicidade, clastogenicidade e carcinogenicidade, com resultados negativos.

Anlodipino

 - Carcinogênese

Ratos e camundongos tratados com anlodipino na dieta por 2 anos, em concentrações calculadas para fornecer níveis de dose diária de 0,5; 1,25 e 2,5 mg/kg/dia, não demonstraram nenhuma evidência de carcinogenicidade. A dose mais alta (similar no caso de camundongos, e o dobro* no caso ratos, à dose clínica máxima recomendada de 10 mg na base de mg/m2) estava próxima à dose máxima tolerada por camundongos, mas não por ratos.

 - Mutagênese

Estudos de mutagenicidade não revelaram efeitos relacionados ao fármaco176, mesmo em níveis de genes ou cromossomos187.

 - Distúrbios da Fertilidade

Não houve efeito na fertilidade de ratos tratados com anlodipino (machos por 64 dias e fêmeas por 14 dias antes da reprodução188) em doses até 10 mg/kg/dia (8 vezes* a dose máxima recomendada para humanos - 10 mg - na base de mg/m2).

*baseada em um paciente com peso de 50 kg.

Uso em Pacientes com Insuficiência Cardíaca18

Estudos hemodinâmicos e estudos clínicos controlados baseados na resposta ao exercício em pacientes portadores de insuficiência cardíaca18 classes NYHA II a IV, demonstraram que o anlodipino não levou a uma deterioração clínica quando avaliada em relação à tolerância ao exercício, fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo placebo172 controlado (PRAISE) para avaliar pacientes portadores de insuficiência cardíaca18 classes NYHA III e IV recebendo digoxina, diuréticos5 e inibidores da enzima46 conversora de angiotensina (ECA) demonstrou que o anlodipino não leva a um aumento no risco da mortalidade189 ou mortalidade189 emorbidade combinadas em pacientes com insuficiência cardíaca18.

Em um estudo placebo172-controlado com anlodipino, de acompanhamento de longo prazo (PRAISE-2), em pacientes com insuficiência cardíaca18 classes NYHA III e IV, sem sintomas11 clínicos ou sinais31 sugestivos de doença isquêmica pré-existente, em doses estáveis de inibidores da ECA, digitálicos e diuréticos5, o anlodipino não teve qualquer efeito na mortalidade189 total ou cardiovascular. Nesta mesma população, o fármaco176 foi associado a um aumento de relatos de edema pulmonar70, apesar de não existir qualquer diferença significante na incidência155 de piora da insuficiência cardíaca18 quando comparada ao placebo172.

Indicações de Diovan Triplo

DIOVAN TRIPLO é indicado para o tratamento da hipertensão52 em pacientes cuja pressão arterial3 não foi adequadamente controlada com a valsartana associada à hidroclorotiazida ou com a valsartana associada ao besilato de anlodipino.

Contra- Indicações de Diovan Triplo


Hipersensibilidade conhecida a valsartana, hidroclorotiazida, anlodipino, dihidropiridinas ou a qualquer um dos excipientes de DIOVAN TRIPLO.

Gravidez39 (vide “Gravidez e lactação”).

Pacientes com insuficiência hepática23 grave, cirrose190 biliar e colestase55.

Anúria191 e insuficiência renal19 grave (clearance (depuração) de creatinina53 < 30 mL/min)

Hipocalemia192 refratária, hiponatremia193 e hipercalcemia e hiperuricemia sintomática194.

Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto de Diovan Triplo

Modo de usar (vide “Posologia”).

Mantenha o produto dentro da sua embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

Os comprimidos de besilato de anlodipino devem ser engolidos inteiros, sem mastigar, com líquido. Os comprimidos não devem ser fracionados para se tomar metade da dose.

A alimentação não interfere com a ação deste medicamento, podendo o mesmo ser ingerido juntamente com alimentos.

Administrar por via oral.

Posologia de Diovan Triplo


Pacientes cuja pressão arterial3 não esteja adequadamente controlada com a valsartana associada à hidroclorotiazida ou com a valsartana associada ao besilato de anlodipino, podem ter seu tratamento mudado para DIOVAN TRIPLO.

A dose de inicial recomendada de DIOVAN TRIPLO para o tratamento da hipertensão52 é de DIOVAN TRIPLO (80/12,5 mg + 5 mg) ou DIOVAN TRIPLO (160/12,5 mg + 5 mg) uma vez ao dia. Nos pacientes que não apresentarem controle adequado da pressão arterial3 com a dose inicial diária recomendada, esta pode ser aumentada para DIOVAN TRIPLO (160/12,5 mg + 10 mg) ou DIOVAN TRIPLO (160/25 mg + 5 mg) ou DIOVAN TRIPLO (160/25 mg + 10 mg), uma vez ao dia.

O efeito anti-hipertensivo máximo da valsartana + hidroclorotiazida manifesta-se dentro de 2 a 4 semanas.

Valsartana + hidroclorotiazida

Não é necessário ajustar a dosagem em pacientes com insuficiência renal19 leve a moderada (clearance (depuração) de creatinina53 > 30 mL/min). Nenhum ajuste de dosagem é necessário para pacientes54 com insuficiência hepática23 de origem não biliar leve a moderada e sem colestase55. (vide “Precauções e Advertências”)

A segurança e a eficácia da valsartana + hidroclorotiazida em crianças não foi estabelecida.

Anlodipino

Não é necessário ajuste de dose de anlodipino na administração concomitante com diuréticos5 tiazídicos, betabloqueadores e inibidores da enzima46 conversora da angiotensina.

Uso em Pacientes Idosos

O anlodipino utilizado em doses semelhantes em idosos e jovens é igualmente bem tolerado. Desta maneira, são recomendados os regimes posológicos habituais.

Uso em Crianças

A segurança e a eficácia do anlodipino em crianças não foi estabelecida.

Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática23

Assim como todos os antagonistas de cálcio, a meia-vida do anlodipino é prolongada em pacientes com insuficiência hepática23 e as recomendações posológicas neste caso não estão estabelecidas. Portanto, o fármaco176 deve ser administrado com cautela nestes pacientes (vide “Precauções e Advertências”).

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal19

O anlodipino pode ser empregado em tais pacientes nas doses habituais. Alterações nas concentrações plasmáticas do anlodipino não estão relacionadas ao grau de insuficiência renal19. O anlodipino não é dialisável.

Dose Omitida

Caso o paciente esqueça de administrar DIOVAN TRIPLO no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve tomar a dose duplicada para compensar doses esquecidas.

O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Precauções e Advertências de Diovan Triplo

Valsartana + hidroclorotiazida

Alterações dos eletrólitos161 séricos

O uso concomitante com diuréticos5 poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal que contenham potássio ou outros medicamentos que aumentem o nível sérico de potássio (heparina, etc.) deve ser realizada com cautela. Tem sido relatada a ocorrência de hipocalemia192 em pacientes sob tratamento com diuréticos5 tiazídicos. Portanto, recomenda-se monitorização frequente do potássio sérico.

O tratamento com diuréticos5 tiazídicos tem sido associado à hiponatremia193 e alcalose195 hipoclorêmica. Os tiazídicos aumentam a excreção urinária de magnésio, o que pode resultar em hipomagnesemia.

Depleção196 de sódio e de volume

Em pacientes com depleção196 grave de sódio e/ou hipovolemia197, como nos que estejam recebendo altas doses de diuréticos5, pode ocorrer, em casos raros, hipotensão95 sintomática194 após o início da terapia com valsartana + hidroclorotiazida. A depleção196 de sódio e/ou a hipovolemia197 devem ser corrigidas antes do início do tratamento com valsartana + hidroclorotiazida.

Se ocorrer hipotensão95, manter o paciente em posição supina e, se necessário, administrar infusão de solução salina fisiológica198 por via venosa. O tratamento com valsartana + hidroclorotiazida pode ser reintroduzido assim que a pressão arterial3 estiver estabilizada.

Estenose199 arterial renal74

O uso de valsartana + hidroclorotiazida não está estabelecido em pacientes com estenose199 de artéria renal200 unilateral ou bilateral ou estenose199 em rim25 único.

Insuficiência renal19

Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com insuficiência renal19. (clearance (depuração) de creatinina53 > 30 mL/min).

Insuficiência hepática23

Em pacientes com insuficiência hepática23 leve a moderada, sem colestase55, não é necessário ajuste de dosagem. Entretanto, valsartana + hidroclorotiazida deve ser usado com cautela. Problemas hepáticos não alteram significativamente a farmacocinética da hidroclorotiazida.

Lupus32 eritematoso33 sistêmico173

Tem sido relatado que os diuréticos5 tiazídicos exacerbam ou ativam o lupus32 eritematoso33 sistêmico173.

Outros distúrbios metabólicos

Os diuréticos5 tiazídicos podem alterar a tolerância à glicose113 e podem elevar os níveis séricos do colesterol34, triglicérides201 e ácido úrico.

Gravidez39 e lactação202

Devido ao mecanismo de ação dos antagonistas de angiotensina II, o risco para o feto38 não deve ser excluído. Em exposição do útero203 a inibidores da enzima46 conversora de angiotensina (ECA), administrados a gestantes durante o segundo e terceiro trimestres da gestação, houve lesões204 e morte de feto38 em desenvolvimento. A exposição intrauterina a diuréticos5 tiazídicos está associada com trombocitopenia62 fetal ou neonatal, e pode ser associada com outras reações adversas que ocorrem em adultos. Houve relatos de aborto espontâneo, oligodrâmnio e disfunção renal74 no recém-nascido quando a mulher grávida tomou a valsartana inadvertidamente. Como para qualquer droga que atue diretamente sobre o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), valsartana + hidroclorotiazida não deve ser usado durante a gravidez39 ou lactação202. Se ocorrer gravidez39 durante o tratamento, valsartana + hidroclorotiazida deve ser descontinuado assim que possível.

Não se sabe se a valsartana é excretada no leite humano. A valsartana foi excretada no leite de ratas lactantes205. A hidroclorotiazida atravessa a placenta e é excretada no leite humano. Portanto, não se recomenda o uso de valsartana + hidroclorotiazida em lactantes205.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas

Assim como com outros agentes anti-hipertensivos, recomenda-se cautela ao se operar máquinas e/ou dirigir veículos. A experiência clínica com besilato de anlodipino indica que é improvável o comprometimento da habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Anlodipino

Uso em Pacientes com Insuficiência Cardíaca18

Em um estudo placebo172-controlado de longo prazo com anlodipino (PRAISE-2) em pacientes com insuficiência cardíaca18 III-IV-NYHA de etiologia206 não isquêmica, o fármaco176 foi associado a um aumento de relatos de edema pulmonar70, apesar de não existir nenhuma diferença significante na incidência155 de piora da insuficiência cardíaca18 quando comparado com o placebo172 (vide “Características Farmacológicas – Propriedades Farmacodinâmicas”).

Insuficiência hepática23

Assim como todos os antagonistas de cálcio, a meia-vida do anlodipino é prolongada em pacientes com insuficiência hepática23 e as recomendações posológicas neste caso não estão estabelecidas. Portanto, o fármaco176 deve ser administrado com cautela nestes pacientes.

Gravidez39 e lactação202

A segurança do anlodipino na gravidez39 humana ou lactação202 não está estabelecida. O anlodipino não demonstrou toxicidade178 em estudos reprodutivos em animais, a não ser atraso do parto e prolongamento do trabalho de parto em ratos, em níveis de dose cinquenta vezes superiores à dose máxima recomendada em humanos. Desta maneira, o uso na gravidez39 é recomendado apenas quando não existir alternativa mais segura e quando a doença por si só acarreta risco maior para a mãe e para o feto38.

O besilato de anlodipino é um medicamento classificado na categoria de risco de gravidez39 C.

Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco de Diovan Triplo


Uso em idosos: as mesmas orientações dadas aos adultos jovens devem ser seguidas pelos pacientes idosos (vide "Características Farmacológicas – Uso em Pacientes Idosos").

Uso em crianças: a segurança e eficácia do anlodipino não foram estabelecidas para pacientes54 pediátricos.

Uso durante a gravidez39 e lactação202: a segurança da anlodipino na gravidez39 ou lactação202 não está estabelecida. Desta maneira, o uso na gravidez39 é recomendado apenas quando não existir alternativa mais segura e quando a doença por si só acarreta risco maior para a mãe e para o feto38 (vide “Advertências”).

Uso na insuficiência hepática23: a administração de anlodipino a esses pacientes deve ser feita com cuidado (vide “Advertências”).

Uso na insuficiência cardíaca18: vide “Resultados de Eficácia – Uso em Pacientes com Insuficiência207 Cardíaca”.

Interações Medicamentosas de Diovan Triplo

O efeito anti-hipertensivo de DIOVAN TRIPLO pode ser aumentado se o mesmo for administrado concomitantemente a outros fármacos anti-hipertensivos.

Valsartana + hidroclorotiazida

O uso concomitante de valsartana +hidroclorotiazida com diuréticos5 poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal que contenham potássio ou outras drogas que possam alterar os níveis de potássio (heparina, etc.) deve ser feito com cautela e os níveis de potássio devem ser frequentemente monitorados.

Tem sido relatado aumento reversível dos níveis séricos de lítio e toxicidade178 durante o uso de inibidores da ECA e de diuréticos5 tiazídicos. Não existe experiência com o uso de valsartana e lítio. Portanto, recomenda-se monitoração dos níveis séricos de lítio durante o uso concomitante.

Durante monoterapia com valsartana, não foram observadas interações de significância clínica com os seguintes fármacos: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, anlodipino e glibenclamida.

As seguintes interações medicamentosas potenciais podem ocorrer em função do componente tiazídico de DIOVAN TRIPLO:

Os diuréticos5 tiazídicos potencializam a ação de derivados do curare.

A administração concomitante de antiinflamatórios não-esteroides (por exemplo, derivados do ácido salicílico, indometacina) pode enfraquecer a atividade diurética e anti-hipertensiva do componente tiazídico de DIOVAN TRIPLO. A hipovolemia197 concomitante pode induzir insuficiência renal19 aguda.

O efeito hipocalêmico dos diuréticos5 pode ser aumentado por diuréticos5 depletores de potássio, corticosteroides, ACTH, anfotericina, carbenoxolona, penicilina G e derivados do ácido salicílico.

A hipocalemia192 ou a hipomagnesemia induzidas por diuréticos5 tiazídicos podem ocorrer como efeito indesejado, o que favorece a incidência155 de arritmia143 cardíaca induzida por digitálicos.

Pode ser necessário o ajuste da dosagem de insulina42 e/ou de antidiabéticos orais208.

A coadministração de diuréticos5 tiazídicos pode aumentar a incidência155 de reações de hipersensibilidade ao alopurinol; pode aumentar o risco de efeitos adversos causados por amantadina; pode aumentar o efeito hiperglicêmico do diazóxido e pode reduzir a excreção renal74 de drogas citotóxicas (por exemplo, ciclofosfamida e metotrexato) e potencializar seus efeitos mielossupressores.

A biodisponibilidade dos diuréticos5 tiazídicos pode ser aumentada por agentes anticolinérgicos (por exemplo, atropina, biperideno), aparentemente em função do decréscimo da motilidade gastrintestinal e da taxa de esvaziamento gástrico.

Tem sido relatado na literatura a ocorrência de anemia hemolítica209 quando do uso concomitante de hidroclorotiazida e metildopa.

A absorção dos diuréticos5 tiazídicos é diminuída pela colestiramina.

A administração de diuréticos5 tiazídicos com vitamina43 D ou sais de cálcio pode potencializar o aumento do cálcio sérico.

O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia e complicações da gota22.

Pacientes recebendo hidroclorotiazida concomitantemente com carbamazepina podem desenvolver hiponatremia193. Estes pacientes devem, portanto, serem aconselhados sobre a possibilidade de reações hiponatrêmicas, e devem ser monitoradas adequadamente.

Anlodipino

O anlodipino tem sido administrado com segurança com diuréticos5 tiazídicos, alfa-bloqueadores, betabloqueadores, inibidores da enzima46 conversora de angiotensina, nitratos de longa ação, nitroglicerina sublingual, antiinflamatórios não-esteroides, antibióticos e hipoglicemiantes orais47.

Dados in vitro de estudos com plasma210 humano indicam que o anlodipino não afeta a ligação às proteínas48 dos fármacos testados (digoxina, fenitoína, varfarina ou indometacina).

Estudos especiais: efeito de outros agentes sobre o anlodipino.

Cimetidina: a coadministração de anlodipino com cimetidina não alterou a farmacocinética do anlodipino.

Suco de grapefruit: a coadministração de 240 mL de suco de grapefruit com uma dose única oral de 10 mg de anlodipino em 20 voluntários sadios não teve efeito significante na farmacocinética do anlodipino.

Alumínio/magnésio (antiácido211): a coadministração de um antiácido211 à base de alumíno/magnésio com uma dose única de anlodipino não teve efeito significante na farmacocinética do anlodipino.

Sildenafila: uma dose única de 100 mg de sildenafila em indivíduos com hipertensão52 não produziu efeito nos parâmetros farmacocinéticos do anlodipino. Quando o anlodipino e a sildenafila foram usados em combinação, cada agente, independentemente, exerceu seu efeito próprio na diminuição da pressão sanguínea.

Estudos especiais: efeito do anlodipino sobre outros agentes

Atorvastatina: a coadministração de doses múltiplas de 10 mg de anlodipino e 80 mg de atorvastatina não resultou em qualquer mudança significante nos parâmetros farmacocinéticos no estado de equilíbrio (steady state) da atorvastatina.

Digoxina: a coadministração de anlodipino e digoxina não alterou os níveis séricos ou o clearance renal74 de digoxina nos voluntários sadios.

Etanol (álcool): dose única e doses múltiplas de 10 mg de anlodipino não tiveram efeito significante na farmacocinética do etanol.

Varfarina: a coadministração de anlodipino e varfarina não alterou o tempo de resposta de protombina da varfarina.

Ciclosporina: os estudos farmacocinéticos com ciclosporina demonstraram que o anlodipino não altera significantemente a farmacocinética da ciclosporina.

Interações medicamento/Testes laboratoriais: desconhecidas.

Reações Adversas de Diovan Triplo


Valsartana + hidroclorotiazida

A segurança da valsartana + hidroclorotiazida foi avaliada em mais de 2.831 pacientes. As reações adversas foram, geralmente, de natureza transitória e de leve intensidade.

A tabela de reações adversas abaixo baseia-se em três estudos controlados que envolveram 2.831 pacientes. Destes, 2.569 receberam valsartana em combinação com hidroclorotiazida. A incidência155 total de reações adversas ocorridas com valsartana + hidroclorotiazida foi similar à do placebo172. Todas as reações adversas que ocorreram no grupo tratado com valsartana + hidroclorotiazida, com incidência155 igual ou superior a 1%, estão incluídas na tabela a seguir, independentemente de sua relação causal com a medicação do estudo.

Tabela 1

Outras reações adversas, relatadas com frequência inferior a 1%, incluíram: dor abdominal, dor no abdômen superior, visão63 alterada, ansiedade, artralgia114, artrite212, bronquite, bronquite aguda213, dor no peito214, tontura37 postural, dispepsia107, dispneia122, boca91 seca, disfunção erétil, gastroenterite215, hipersensibilidade, hiperidrose216, hipostasia, hipocalemia192, hipotensão95, impotência121, resfriado, insônia, cãibras nas pernas, frequência urinária, câimbra muscular, tensão muscular, mialgia115, congestão nasal, dor no pescoço88, edema24 periférico, otite média217, dor nas extremidades, palpitações84, parestesia100, pirexia218, erupções cutâneas68, congestão sinusal, sonolência, torção219 e estiramento, síncope96, taquicardia145, tinitus, infecção220 do trato urinário221, infecção220 viral, edema24, astenia94, visão63 borrada e vertigem82. Não se estabeleceu se essas reações adversas têm relação causal com a terapia.

Dados de pós-comercialização revelaram casos muito raros de angioedema134, erupção29 cutânea30, prurido132 e outras reações de hipersensibilidade alérgicas, incluindo doença do soro222 e vasculite67. Também foram relatados casos muito raros de insuficiência renal19 e mialgia115. Também foram relatados vários casos de edema pulmonar70 induzido por hicrolorotiazida com infiltração granulocítica e deposição de IgG nas membranas alveolares. Edema pulmonar70 não-cardiogênico pode ser uma reação idiossincrática rara mediada imunologicamente pela hidroclorotiazida.

Dados laboratoriais

Observou-se uma redução de mais de 20% no potássio sérico em 2,2% dos pacientes tratados com valsartana + hidroclorotiazida, comparando-se com o placebo172 (3,3%) (vide “Precauções e Advertências”).

Nos estudos clínicos, a elevação da creatinina53 ureia183 nitrogenada sanguínea (UNS) ocorreu em 2% e 13% respectivamente dos pacientes que administram valsartana + hidroclorotiazida e em 0,4% e 6% respectivamente em pacientes que administram placebo172.

Foi observada neutropenia223 em 0,1% dos pacientes tratados com valsartana + hidroclorotiazida versus 0,4% dos pacientes tratados com placebo172.

Valsartana

Outras reações adversas relatadas em estudos clínicos com valsartana em monoterapia, independentemente de sua relação causal com o medicamento do estudo foram:

Com frequência superior a 1%: artralgia114.

Com frequência inferior a 1%: edema24, astenia94, erupção29 cutânea30, diminuição da libido224, vertigem82 e insônia.

Hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida tem sido muito prescrita ao longo dos anos, frequentemente em doses superiores à contida nos comprimidos de valsartana + hidroclorotiazida. As seguintes reações adversas têm sido relatadas em pacientes tratados com diuréticos5 tiazídicos, em monoterapia, inclusive hidroclorotiazida:

Distúrbios metabólicos e eletrolíticos (vide “Precauções e Advertências”).

Outras

Comuns: urticária126 e outras formas de erupção29 cutânea30, perda do apetite, náusea64 leve e vômitos35, hipotensão95 postural, que pode ser agravada pelo álcool, anestésicos ou sedativos e impotência121.

Raras: fotossensibilização, distensão abdominal, constipação80, diarreia36 ou desconforto gastrintestinal, colestase55 intra-hepática140 ou icterícia60, arritmias225 cardíacas, cefaleia226, tonturas227 ou vertigens228, distúrbios do sono, depressão, parestesia100, distúrbios da visão63 e trombocitopenia62, algumas vezes acompanhada de púrpura116.

Muito raras: vasculite67 necrotizante, necrólise epidérmica tóxica229, reações cutâneas68 semelhantes ao lúpus32 eritematoso33, reativação do lupus32 eritematoso33 cutâneo230, pancreatite65, leucopenia130, agranulocitose231, depressão medular, anemia hemolítica209, reação de hipersensibilidade, distúrbios respiratórios, inclusive pneumonite69 e edema pulmonar70.

Anlodipino

O anlodipino é bem tolerado. Em estudos clínicos placebo172-controlados envolvendo pacientes com hipertensão52 ou angina85, os efeitos colaterais86 mais comumente observados foram:

Sistema nervoso autônomo87: rubor.

Geral: fadiga89.

Cardiovascular, geral: edema24.

Sistema nervoso central90 e periférico: tontura37 e dor de cabeça75.

Gastrintestinal: dor abdominal e náusea64.

Ritmo/frequência cardíaca: palpitações84.

Psiquiátrico: sonolência.

Nestes estudos clínicos não foram observados quaisquer tipos de anormalidades clinicamente significantes nos testes laboratoriais relacionados ao anlodipino.

Os efeitos colaterais86 menos comumente observados com a difusão do uso no mercado incluem:

Sistema nervoso autônomo87: boca91 seca, sudorese92 aumentada.

Geral: astenia94, dor nas costas78, mal-estar, dor, aumento ou diminuição de peso.

Cardiovascular, geral: hipotensão95, síncope96.

Sistema nervoso central90 e periférico: hipertonia97, hipoestesia99/parestesia100, neuropatia periférica102, tremor.

Endócrino104: ginecomastia105.

Gastrintestinal: função intestinal alterada, dispepsia107 (incluindo gastrite108), hiperplasia110 gengival, pancreatite65, vômito77.

Metabólico/nutricional: hiperglicemia112.

Músculo-esquelético: artralgia114, cãibra muscular, mialgia115.

Hematológico: púrpura116, trombocitopenia62.

Psiquiátrico: impotência121, insônia, mudanças no humor.

Respiratório: tosse, dispneia122, rinite123.

Pele59/anexos124: alopecia125, descoloração da pele59, urticária126.

Sentidos especiais: alteração de paladar127, ruído no ouvido.

Urinário: aumento na frequência urinária, distúrbios miccionais, noctúria.

Vascular128 (extracardíaco): vasculite67.

Visão63: distúrbios visuais.

Células brancas do sangue129/sistema reticuloendotelial: leucopenia130.

Raramente foram observadas reações alérgicas, incluindo prurido132, rash133, angioedema134 e eritema multiforme137.

Foram raramente relatados casos de hepatite139, icterícia60 e elevações da enzima46 hepática140 (a maioria compatível com colestase55). Alguns casos graves requerendo hospitalização foram relatados em associação ao uso do anlodipino. Em muitos casos, a relação de causalidade é incerta.

Assim como outros bloqueadores do canal de cálcio, os seguintes eventos adversos foram raramente relatados e não podem ser distinguidos da história natural da doença de base: infarto do miocárdio142, arritmia143 (incluindo bradicardia144, taquicardia145 ventricular e fibrilação atrial) e dor torácica.

Terapia tripla (valsartana + hidroclorotiazida + anlodipino)

Comum: Edema24

Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para a comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Superdose de Diovan Triplo


Valsartana + hidroclorotiazida

A superdose com a valsartana pode resultar em acentuada hipotensão95 que pode levar a uma depressão do nível de consciência, colapso232 do sistema circulatório233 e/ou choque148. Se a ingestão foi recente, deve-se induzir vômito77, do contrário, o tratamento usual seria a infusão intravenosa de solução salina fisiológica198.

Valsartana não pode ser removida por hemodiálise234, por sua forte ligação com as proteínas48 plasmáticas; porém, o clearance (depuração) da hidroclorotiazida será aumentado pela diálise150.

Anlodipino

Os dados disponíveis com o anlodipino sugerem que uma grande superdose poderia resultar em excessiva vasodilatação periférica e possível taquicardia145 reflexa. Foi relatada hipotensão95 sistêmica acentuada e provavelmente prolongada, incluindo choque148 com resultado fatal. A administração de carvão ativado a voluntários sadios imediatamente ou até 2 horas após a administração de 10 mg de anlodipino demonstrou uma diminuição significante na absorção do anlodipino. Em alguns casos, lavagem gástrica149 pode ser necessária. Uma hipotensão95 clinicamente significante devido à superdose do anlodipino requer medida ativa de suporte cardiovascular, incluindo monitoração frequente das funções cardíaca e respiratória, elevação das extremidades, atenção para o volume de fluido circulante e eliminação urinária. Um vasoconstritor pode ser útil na recuperação do tônus vascular128 e pressão sanguínea, desde que o uso do mesmo não seja contraindicado. Gluconato de cálcio intravenoso pode ser benéfico na reversão dos efeitos dos bloqueadores do canal de cálcio. Uma vez que o anlodipino é altamente ligado às proteínas48 plasmáticas, a diálise150 não constitui um benefício para o paciente.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Reg. MS - 1.0068.1061

Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira

CRF-SP 23.873

Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho

valsartana/hidroclorotiazida:

Fabricado por: Novartis Pharma Stein AG, Stein,Suíça.

Ou Novartis Farma S.p.A., Torre Annunziata (NA), Itália.

anlodipino:

Fabricado por: Sandoz Private Ltd. na Strides Arcolab Ltd

(nº 36/37, Surragajakkanahalli, Village Indlawadi Cross, Anekal Taluk, Bangalore,

Índia) para Sandoz GmbH – Kundl, Áustria. Uma empresa do grupo Novartis.

Ou Lek Pharmaceuticals d.d., Verovskova 57, SI 1526 Ljubljana, Eslovênia.

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BPI Diovan HCT 26.01.09 + MS 15.04.08 + MS 24.07.08 + DOU 06.07.09 + DOU 29.07.09

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Complementos

1 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
2 Constrição: 1. Ação ou efeito de constringir, mesmo que constrangimento (ato ou efeito de reduzir). 2. Pressão circular que faz diminuir o diâmetro de um objeto; estreitamento. 3. Em medicina, é o estreitamento patológico de qualquer canal ou esfíncter; estenose.
3 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
4 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
5 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
6 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
7 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
8 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
9 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
10 Arteríolas: As menores ramificações das artérias. Estão localizadas entre as artérias musculares e os capilares.
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
13 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
14 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
15 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
16 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
17 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
18 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
19 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
20 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
21 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
22 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
23 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
24 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
25 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
26 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
27 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
28 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
29 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
30 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
31 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
32 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
33 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
34 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
35 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
36 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
37 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
38 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
39 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
40 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
41 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
42 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
43 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
44 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
45 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
46 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
47 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
48 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
49 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
50 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
51 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
52 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
53 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
54 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
55 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
56 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
57 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
58 Olhos:
59 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
60 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
61 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
62 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
63 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
64 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
65 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
66 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
67 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
68 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
69 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
70 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
71 Inchaço: Inchação, edema.
72 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
73 Pálpebras:
74 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
75 Cabeça:
76 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
77 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
78 Costas:
79 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
80 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
81 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
82 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
83 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
84 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
85 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
86 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
87 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
88 Pescoço:
89 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
90 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
91 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
92 Sudorese: Suor excessivo
93 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
94 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
95 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
96 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
97 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
98 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
99 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
100 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
101 Ardor: 1. Calor forte, intenso. 2. Mesmo que ardência. 3. Qualidade daquilo que fulge, que brilha. 4. Amor intenso, desejo concupiscente, paixão.
102 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
103 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
104 Endócrino: Relativo a ou próprio de glândula, especialmente de secreção interna; endocrínico.
105 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
106 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
107 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
108 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
109 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
110 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
111 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
112 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
113 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
114 Artralgia: Dor em uma articulação.
115 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
116 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
117 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
118 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
119 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
120 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
121 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
122 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
123 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
124 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
125 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
126 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
127 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
128 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
129 Células Brancas do Sangue: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS).
130 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
131 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
132 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
133 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
134 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
135 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
136 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
137 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
138 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
139 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
140 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
141 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
142 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
143 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
144 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
145 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
146 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
147 Câimbras: Contrações involuntárias, espasmódicas e dolorosas de um ou mais músculos.
148 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
149 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
150 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
151 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
152 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
153 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
154 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
155 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
156 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
157 Receptores hormonais: São proteínas que se ligam aos hormônios circulantes, mediando seus efeitos nas células. Os mais estudados em tumores de mama são os receptores de estrogênio e os receptores de progesterona, por exemplo.
158 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
159 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
160 Córtex Renal: Zona mais externa do RIM (abaixo da cápsula), constituída pelos GLOMÉRULOS RENAIS, TÚBULOS RENAIS DISTAIS e TÚBULOS RENAIS PROXIMAIS.
161 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
162 Íon: Átomo ou grupo atômico eletricamente carregado.
163 Resistência periférica: A resistência periférica é a dificuldade que o sangue encontra em passar pela rede de vasos sanguíneos. Ela é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar especificamente, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial diastólica. A resistência é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias reguladoras da pressão como a angiotensina e a catecolamina.
164 Artérias coronárias: Veias e artérias do CORAÇÃO.
165 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
166 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
167 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
168 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
169 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
170 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
171 Cinéticas: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
172 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
173 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
174 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
175 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
176 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
177 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
178 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
179 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
180 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
181 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
182 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
183 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
184 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
185 Arteríola: As menores ramificações das artérias. Estão localizadas entre as artérias musculares e os capilares.
186 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
187 Cromossomos: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
188 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
189 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
190 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
191 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
192 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
193 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
194 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
195 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
196 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
197 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
198 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
199 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
200 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
201 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
202 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
203 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
204 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
205 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
206 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
207 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
208 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
209 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
210 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
211 Antiácido: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
212 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
213 Bronquite aguda: Inflamação dos brônquios produzida em geral por diferentes vírus respiratórios, que se manifesta por febre, tosse e expectoração de muco à tosse.
214 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
215 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
216 Hiperidrose: Excesso de suor, que costuma acometer axilas, palmas das mãos e plantas dos pés.
217 Otite média: Infecção na orelha média.
218 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
219 Torção: 1. Ato ou efeito de torcer. 2. Na geometria diferencial, é a medida da derivada do vetor binormal em relação ao comprimento de arco. 3. Em física, é a deformação de um sólido em que os planos vizinhos, transversais a um eixo comum, sofrem, cada um deles, um deslocamento angular relativo aos outros planos. 4. Em medicina, é o mesmo que entorse. 5. Na patologia, é o movimento de rotação de um órgão sobre si mesmo. 6. Em veterinária, é a cólica de alguns animais, especialmente a do cavalo.
220 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
221 Trato Urinário:
222 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
223 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
224 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
225 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
226 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
227 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
228 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
229 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
230 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
231 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
232 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
233 Sistema circulatório: O sistema circulatório ou cardiovascular é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
234 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.

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