Claritromicina

NOVARTIS

Atualizado em 08/12/2014

Claritromicina

Medicamento genérico Lei nº 9.787/99

Comprimidos Revestidos

Forma Farmacêutica e Apresentação da Claritromicina

Comprimidos Revestidos.Embalagem com 14 comprimidos revestidos de 500 mg.
USO ADULTO

Composição da Claritromicina

Cada comprimido revestido de 500 mg contém:
Claritromicina …………………………..........……………………..… 500 mg
Excipientes q.s.p. ....................…………….. 1 comprimido revestido
Excipientes: Croscarmelose sódica, celulose microcristalina, polividona, estearato de magnésio, dióxido de silício, talco, hidroxipropilmetilcelulose, propilenoglicol, dióxido de titânio, hidroxipropilcelulose, monoleato de sorbitano, quinolina amarela, ácido sórbico e vanilina.

Informações Aos Pacientes da Claritromicina

Ação esperada do medicamento: A Claritromicina está indicada para o tratamento das infecções1 de vias aéreas superiores e inferiores e infecções1 da pele2 e tecidos moles, causadas por microorganismos sensíveis. Em alguns casos, os sinais3 de melhora surgem rapidamente após o início do tratamento; em outros casos, é necessário um tempo maior para obterem-se os efeitos benéficos.Cuidados de armazenamento: Conservar este medicamento em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C - 30°C) e ao abrigo da luz.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, a Claritromicina apresenta prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação. O número de lote, a data de fabricação e a validade estão impressos no cartucho. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.
Gravidez4 e lactação5: A segurança da utilização da Claritromicina durante a gravidez4 ainda não foi estabelecida; assim, esse medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, a não ser que o médico indique. Se você engravidar ou desejar engravidar durante o tratamento, deve informar isso imediatamente ao seu médico.
Informar ao médico se está amamentando. Esse medicamento também não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando.
Cuidados de administração: A Claritromicina deve ser administrada por via oral. Antes da utilização, verificar se há antecedentes alérgicos, especialmente a antibióticos. Só deve ser administrado sob prescrição médica. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Qualquer modificação da dose somente deverá ser feita sob orientação médica. A interrupção repentina do tratamento com este medicamento não causa efeitos desagradáveis; apenas cessará o efeito terapêutico.
Reações adversas: Se durante o tratamento você sentir efeitos desagradáveis, deve informar isso imediatamente ao médico. Os efeitos desagradáveis ocasionais são: náuseas6, má digestão7, dor na barriga, diarréia8, dor de cabeça9 e vermelhidão na pele2.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO. FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico caso esteja tomando alguma outra medicação. Nenhum outro medicamento deve ser tomado sem o consentimento de seu médico.
Contra-indicações e precauções: A Claritromicina é contra-indicada a pacientes com conhecida hipersensibilidade aos antibióticos macrolídeos, bem como a qualquer componente da formulação. A administração concomitante de Claritromicina com cisaprida, pimozida e terfenadina está contra-indicada (ver Precauções e Advertências e Interações Medicamentosas). Claritromicina também está contra-indicada para os casos de hipocalemia10. Claritromicina não deve ser utilizada em crianças com idade inferior a 12 anos. Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: Pacientes particularmente sensíveis, em que os medicamentos podem induzir reações infrequentes devem estar atentos para as reações que manifestam com o uso deste medi-camento, antes de conduzir veículos, de operar máquinas ou de desenvolver qualquer outra atividade que requeira concentração.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE11.

Informações Técnicas da Claritromicina

Descrição da Claritromicina

A Claritromicina é um antibiótico do grupo dos macrolídeos, obtido pela substituição do grupo hidroxila na posição 6 pelo grupo CH 3 0 no anel lactônico da eritromicina. A Claritromicina é a 6-0-metil-eritromicina.Farmacodinâmica
A Claritromicina exerce sua ação antibacteriana através de sua ligação às subunidades ribossômicas 50S dos agentes patogênicos sensíveis, suprimindo-lhes a síntese protéica.
Microbiologia
A Claritromicina tem atividade in vitro contra uma grande variedade de orga-nismos gram-positivos e gram-negativos aeróbios e anaeróbios: Streptococcus agalactiae, Streptococcus pyogenes, Streptococcus viridans, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Haemophilus parainfluenzae, Moraxellacatarrhalis, Neisseria gonorrheae, Listeria monocytogenes, Legionella pneumophila, Pasteurella multocida, Mycoplasma pneumoniae, Helicobacter pylori, Campylobacter jejuni, Chlamydia trachomatis, Chlamydia pneumoniae(TWAR), Branhamella catarrhalis, Bordetella pertussis, Borrelia burgdorferi, Treponema pallidum, Staphylococcus aureus, Propionibacterium acnes, Clostridium perfringens, Peptococcus niger, Bacteroides melaninogenicus.
Dados in vitro e in vivo mostram que Claritromicina tem atividade significativa contra espécies clinicamente importantes de micobactérias como
Mycobacterium avium, Mycobacterium leprae, e in vitro contra Mycobacterium kansasii, Mycobacterium chelonae, Mycobacterium fortuitum e Mycobacterium intracellulare. A Claritromicina mostrou ser 2 a 10 vezes mais efetiva do que a eritromicina em vários modelos experimentais de infecção12 em animais, tais como, nos abcessos subcutâneos e intraperitoneais e nas infecções1 do trato respiratório em camundongos. Esses modelos envolviam as seguintes bactérias: S. pneumoniae, S. aureus, S. pyogenes e H. influenzae. Em cobaias com infecção12 por Legionella, uma dose intraperitoneal de 1,6 mg/kg/dia de Claritromicina foi mais efetiva do que 50 mg/kg/dia de eritromicina.

Farmacocinética da Claritromicina

Absorção
A Claritromicina é rapidamente absorvida após a administração por via oral.
A ingestão de alimentos, pouco antes da tomada da Claritromicina, por via oral, pode atrasar ligeiramente o início da absorção dessa medicação; no entanto, não prejudica a sua biodisponibilidade, nem suas concentrações no organismo.
Distribuição
Estudos in vitro mostram que a Claritromicina se liga às proteínas13 do plasma14 humano, em média 70% na concentração de 0,45 mcg/mL. Em adultos normais em jejum, o pico da concentração sérica foi atingido em 2 h. Com a administração oral de uma dose de 250 mg de Claritromicina, duas vezes ao dia, os níveis circulantes da droga microbiologicamente ativa foram alcançados em 2 a 3 dias e foram aproximadamente de 1 mcg/mL. O pico da concentração sérica foi de 2 a 3 mcg/mL com doses de 500 mg, administradas a cada 12 h. Ensaiosmicrobiológicos indicam a presença de um metabólito15 ativo (14-hidroxi-claritromicina). Estudos de distribuição tecidual demonstraram que os níveis de Claritromicina em todos os tecidos, exceto no Sistema Nervoso Central16, foram muitas vezes maiores do que os níveis séricos da medicação. As mais altas concentrações teciduais da Claritromicina foram usualmente encontradas no fígado17 e no pulmão18, onde a relação tecido19/plasma14 (T/P) alcança valores iguais a 10-20. A Claritromicina administrada em doses de 250 mg a cada 12 horas tem uma meia-vida de 3-4 horas, e seu metabólito15 14-OH de 5-6 horas. Quando a administração é em doses de 500 mg a cada 12 horas, a meia-vida da Claritromicina é de 4,5 - 4,8 horas e a do seu metabólito15 14-OH é de 6,9 - 8,7 horas. A concentração de 14-hidroxi-claritromicina não aumenta proporcionalmente com a dose de Claritromicina, e aparentemente a meia-vida das duas drogas tendem a ser mais longas com doses maiores. Esse comportamento farmacocinético não linear da Claritromicina, associado com todo decréscimo na formação dos produtos 14-hidroxilados e N-dimetilados com doses maiores, indicam que o metabolismo20 da Claritromicina aproxima-se da saturação com altas doses.
Biotransformação e Eliminação
A Claritromicina é metabolizada principalmente pelo fígado17. Aproximadamente 20% da dose de 250 mg de Claritromicina administrada oralmente a cada 12 horas é excretada na urina21 de forma não modificada. Após uma dose de 500 mg, a cada 12 horas, a excreção da droga não modificada é de aproximadamente 30%. A depuração renal22 da Claritromicina é entretanto, relativamente independente do tamanho da dose e aproxima-se do índice de filtração glomerular23 normal. O maior metabólito15 encontrado na urina21 é a 14-hidroxiclaritromicina, a qual responde por um acréscimo de 10% a 15%, tanto para doses de 250 mg ou 500 mg, administradas a cada 12 horas.

Dados de Segurança Pré-Clínicos da Claritromicina

Estudos realizados em animais, com a administração oral de Claritromicina, desde uma única dose oral até a administração oral diária por 6 meses consecutivos, não evidenciaram sinais3 de toxicidade24, com doses muito superiores àquelas proporcionalmente terapêuticas em humanos. Os sinais3 clínicos com o emprego de doses tóxicas incluem vômitos25, fraqueza, consumo de alimentos e ganho de peso diminuídos, salivação, desidratação26 e hiperatividade. Fezes amareladas foram eliminadas por alguns macacos que receberam uma dose de 400 mg/kg/dia durante 28 dias. Em estudos com doses tóxicas em animais, o fígado17 foi o órgão-alvo primário. O desenvolvimento de hepatotoxicidade27 em espécies animais foi detectado pela precoce elevação das concentrações séricas de fosfatase alcalina28, aspartato e alanina transaminases, gama-glutamiltransferase e/ou desidrogenase lática29. A descontinuação do uso da medicação geralmente resulta no retorno desses parâmetros específicos aos valores normais. O estômago30, o timo31 e outros tecidos linfóides e os rins32 foram menos afetados em diversos estudos com doses tóxicas. Edema33 conjuntival, lacrimejamento, seguindo-se a posologias próximas às terapêuticas, foram relatados. Utilizando-se uma posologia de 400 mg/kg/dia, alguns animais desenvolveram opacidade corneal e/ou edema33. As soluções de lactobionato de claritromicina injetável foram avaliadas para irritação na veia periférica da orelha34 de coelhos. Esse estudo demonstrou que administração de dose única em altas concentrações (7,5 mg a 30 mg/mL) apresentou irritação moderada. Ocorreu irritação severa na veia, no estudo de um mês em ratos e macacos, nas dosagens de 160 mg/kg e 40 mg/kg, respectivamente.

Indicações da Claritromicina

A Claritromicina está indicada para o tratamento de infecções1 das vias aéreas superiores e inferiores, e de infecções1 de pele2 e tecidos moles, por microorganismos sensíveis à Claritromicina. Também está indicada para infecções1 disseminadas ou localizadas, produzidas por micobactérias e para prevenção de infecção12 por MAC (Mycobacterium avium complex) em pacientes infectados pelo HIV35, com contagem de linfócitos CD4 menor ou igual a 100/mm 3. A Claritromicina é indicada, em associação com lansoprazol e amoxicilina, para a erradicação do Helicobacter pylori, resultando em diminuição da recidiva36 de úlceras37 duodenais (ver Posologia e Modo de Usar). Está demonstrado que 90 a 100% dos pacientes com úlcera duodenal38 estão infectados por esse patógeno e que sua erradicação reduz o índice de recorrência39 de úlceras37
Bula QNF - arquivo BulaClaritromicinaQNF22out01 5duodenais, reduzindo assim a necessidade de terapêutica40 anti-secretora de manutenção.

Contra-Indicações da Claritromicina

A Claritromicina está contra-indicada para o tratamento de pacientes com conhecida hipersensibilidade aos antibióticos macrolídeos ou aos demais componentes da formulação. A administração concomitante de Claritromicina com cisaprida, pimozida e terfenadina está contra-indicada (ver Precauções e Advertências e Interações Medicamentosas). Claritromicina também está contra-indicada para os casos de hipocalemia10.

Precauções e Advertências da Claritromicina

A Claritromicina é eliminada principalmente pelo fígado17 e rins32, devendo ser administrada com cautela a pacientes com função hepática41 alterada. Deve ser também administrada com precaução a pacientes com comprometimento moderado a severo da função renal22. Deve-se considerar a possibilidade de resistência bacteriana cruzada entre a Claritromicina e os outros macrolídeos, como a lincomicina e a clindamicina. Colite42 pseudomembranosa
foi descrita para quase todos os agentes antibacterianos, incluindo macrolídeos, podendo sua severidade variar de leve a risco de vida.
Uso em idosos: Não há restrições para uso de Claritromicina em idosos, desde que tenham função renal22 normal. Em idosos com prejuízo da função renal22, a dose deve ser reduzida à metade (ver orientação específica em Posologia e Modo de Usar).
Gravidez4 e lactação5
Gravidez4 - A segurança do uso da Claritromicina durante a gravidez4 não foi ainda estabelecida. Estudos de teratogênese43 em animais, com doses 70 vezes superiores às terapêuticas para uso humano, mostraram aumento da incidência44 de anormalidades fetais. Os benefí cios e os riscos da utilização de Claritromicina em mulheres grávidas devem ser ponderados pelo médico, principalmente durante os três primeiros meses da gravidez4. Foram realizados estudos para avaliar o potencial mutagênico de Claritromicina, através de sistemas de testes com microssomas hepáticos de ratos ativados e não ativados (Ames Test). Resultados desses estudos não evidenciaram potencial mutagênico para concentrações iguais ou menores a 25 mcg de Claritromicina, por placas45 de Petri. Em uma concentração de 50 mcg, a droga foi tóxica para todas as cepas46 testadas.
Lactação5 - A segurança do uso da Claritromicina durante o aleitamento materno47 ainda não está estabelecida. A Claritromicina é excretada pelo leite materno.
Uso em crianças e lactentes48 - Não se recomenda o uso de Claritromicina
comprimidos revestidos em crianças com idade inferior a 12 anos. A segurança e a eficácia da Claritromicina em crianças com idade inferior a 6 meses não foram determinadas.

Efeitos Sobre a Habilidade de Dirigir Veículos e / ou Operar Máquinas da Claritromicina

Pacientes particularmente sensíveis, em que os medicamentos podem induzirreações infrequentes, devem estar atentos para as reações que manifestam com o uso deste medicamento, antes de conduzir veículos, de operar máquinas ou de desenvolver qualquer outra atividade que requeira concentração.
Interações medicamentosas e outras formas de interação
Resultados de estudos clínicos revelaram que existe um aumento ligeiro, mas estatisticamente significativo (p<0,05), nos níveis circulantes de teofilina ou de carbamazepina, quando alguma destas medicações é administrada concomitantemente com a Claritromicina. Como ocorre com outros macrolí deos, o uso de Claritromicina pode elevar os ní veis séricos de medicações concomitantes, metabolizadas pelo sistema do citocromo P450 (p.ex.: warfarina, alcalóides do ergot, triazolam, lovastatina, disopiramida, fenitoína, midazolam, ciclosporina e rifabutina). Os níveis séricos destas medicações devem ser bem controlados em pacientes que as usam concomitantemente com a Claritromicina. A administração simultânea de Claritromicina e anticoagulantes49 orais, pode potencializar o efeito destes. Portanto, deve-se controlar adequadamente o tempo de protrombina50 nesses pacientes. Elevação nas concentrações séricas de digoxina foram relatadas em pacientes que receberam concomitantemente Claritromicina comprimidos e digoxina. A monitorização dos níveis séricos da digoxina deve ser considerada. Foi descrito que os macrolídeos podem alterar o metabolismo20 da terfenadina e do astemizol, assim como da cisaprida e da pimozida, resultando em aumento dos níveis séricos destes, o que ocasionalmente pode estar associado com arritmias51 cardíacas como QT prolongado, taquicardia52 ventricular, fibrilação ventricular e torsades de pointes (ver Contra-indicações). A administração simultânea de comprimidos de Claritromicina e zidovudina a pacientes adultos pode resultar em decréscimo do estado de equilíbrio (steady-state) das concentrações de zidovudina. Como aparentemente a Claritromicina interfere com a absorção da zidovudina, quando estas medicações são administradas simultaneamente, esta interação pode ser amplamente evitada intercalando-se as doses de ambas as medicações. Esta interação não parece ocorrer em pacientes pediátricos, tratados concomitantemente com Claritromicina e zidovudina ou dideoxiinosina. Um estudo farmacocinético demonstrou que a administração concomitante de 200 mg de ritonavir a cada 8 horas e 500 mg de Claritromicina a cada 12 horas resultou em importante inibição do metabolismo20 da Claritromicina. A Cmax da Claritromicina aumentou 31%, a Cmin aumentou 182% e a AUC aumentou 77% com a administração concomitante de ritonavir. Foi observada uma completa inibição da formação do metabólito15 14-hidroxiclaritromicina. Devido à grande janela terapêutica40 da Claritromicina, não é necessária nenhuma redução de dose em pacientes com função renal22 normal. Entretanto, em pacientes com disfunção renal22, os seguintes ajustes deverão ser considerados: para pacientes53 com depuração de creatinina54 entre 30 e 60 mL/min, a dose de Claritromicina deve ser reduzida em 50%. Para pacientes53 com depuração de creatinina54 menor do que 30 mL/min, a dose de Claritromicina deverá ser diminuída em 75%.
Doses de Claritromicina maiores que 1 g/dia não devem ser administradas concomitantemente com ritonavir. Rabdomiólise55 coincidente com a co-administração de Claritromicina e inibidores da HMG-CoA redutase, por exemplo, lovastatina e sinvastatina, tem sido raramente relatada.

Reações Adversas da Claritromicina

As reações adversas relacionadas com o uso da Claritromicina mais freqüentemente relatadas, foram algumas perturbações gastrintestinais, como náusea56, dispepsia57, dor abdominal, vômito58 e diarréia8. Outras reações adversas foram cefaléia59, paladar60 alterado e elevação transitória de enzimas hepáticas61. Como ocorre com outros macrolídeos, disfunção hepática41, incluindo aumento de enzimas hepáticas61, hepatite62 colestática e/ou hepatocelular, com ou sem icterícia63, tem sido infreqüentemente relatada com Claritromicina. Esta disfunção hepática41 pode ser severa, sendo usualmente reversível. Em situações muito raras, insuficiência hepática64 com desenlace fatal foi relatada e geralmente estava associada com doenças subjacentes severas e/ou medicações concomitantes. Casos isolados de creatinina54 sérica aumentada foram registrados, não tendo sido estabelecida nenhuma associação. Há relatos de colite42 pseudomembranosa associada ao uso de Claritromicina. Raramente, a eritromicina, outro macrolídeo do grupo da Claritromicina, foi associada com arritmias51 ventriculares, incluindo taquicardia52 ventricular e torsades de pointes, em indivíduos com prolongamento de intervalos QT. Como com outros macrolídeos, prolongamentos de intervalos QT, taquicardia52 ventricular e torsades de pointes foram raramente relatadas com Claritromicina. Glossite65, estomatite66, monilíase oral e descoloração da língua67 foram relatadas na terapêutica40 com Claritromicina. Foi descrita descoloração dos dentes, geralmente reversível com limpeza profissional. Reações alérgicas, desde urticária68 e erupções cutâneas69 leves, até anafilaxia70, síndrome de Stevens-Johnson71 e necrólise epidérmica tóxica72, foram relatadas. Houve relatos de efeitos transitórios sobre o SNC73, incluindo tontura74, vertigens75, ansiedade, insônia, pesadelos, confusão, desorientação, alucinação76, psicose77 e despersonalização; entretanto, não foi estabelecida uma relação de causa/efeito. Foi relatada perda auditiva com Claritromicina geralmente reversível com a retirada da medicação. Foram descritas alterações do olfato, usualmente em conjunto com alterações do paladar60. Foram descritos raros casos de hipo-glicemia78, alguns dos quais ocorreram em pacientes fazendo uso concomitante de agentes hipoglicemiantes orais79 ou insulina80. Foram reportados raros casos de leucopenia81 e trombocitopenia82.

Interações em Testes Laboratoriais da Claritromicina

Alterações laboratoriais, como elevação do tempo de protrombina50, uréia83 e creatinina54, podem ocorrer.

Posologia e Modo de Usar da Claritromicina

Para o tratamento de sinusites e de exarcebação agudas de bronquite crônica84 causadas por agentes suscetíveis à Claritromicina, a posologia indicada para adultos é de 500 mg a cada 12 horas. Outras infecções1 das vias aéreas superiores e da pele2 de maior gravidade, podem necessitar de tratamento com a mesma posologia. A duração habitual do tratamento é de 6 a 14 dias. A ingestão de alimentos pouco antes da tomada dos comprimidos de Claritromicina, pode retardar ligeiramente o iní cio da absorção da Claritromicina; entretanto, não prejudica a sua biodisponibilidade nem as suas concentrações no organismo. Os comprimidos devem ser ingeridos sem mastigar, com bastante líquido.
A Claritromicina pode ser utilizada em pacientes idosos, com função renal22 normal, nas doses habitualmente recomendadas para o adulto. Em pacientes adultos, jovens ou idosos, com função renal22 comprometida, com depuração da creatinina54 inferior a 30 mL/min, a dose deve ser reduzida à metade (em infeções graves, 250 mg duas vezes ao dia). A administração não deve prolongar-se além de 14 dias nesses pacientes. Tratamento de MAC:
Em pacientes adultos com infecções1 disseminadas ou localizadas por micobactérias, a dose recomendada para tratamento é de 500 mg, duas vezes ao dia. Se não for observada resposta clínica ou bacteriológica em 3 a 4 semanas, a dose pode ser aumentada para 1000 mg, duas vezes ao dia.
O tratamento com Claritromicina deve continuar pelo tempo em que for demonstrado benefício clínico. A adição de outras medicações contra micobactérias pode ser benéfica.
Profilaxia de MAC: A dosagem recomendada para profilaxia de MAC (Mycobacterium avium complex) em pacientes adultos é de 500 mg duas vezes ao dia.
Erradicação de H. pylori: Para erradicação do Helicobacter pylori, a posologia
recomendada de Claritromicina é de 500 mg duas vezes ao dia em associação com lansoprazol 30 mg duas vezes ao dia e amoxicilina 1000 mg duas vezes ao dia, por 10 dias.

Superdosagem da Claritromicina

Alguns relatos indicam que a ingestão de grandes quantidades de Claritromicina pode produzir sintomas85 gastrintestinais. A superdosagem deve ser tratada com a imediata eliminação do produto não absorvido e com medidas de suporte.
A conduta preferível para eliminação é a lavagem gástrica86, o mais precocemente possível. Da mesma forma que com outros macrolídeos, não há evidências de que a Claritromicina possa ser eliminada por hemodiálise87 ou diálise peritoneal88.
Pacientes idosos
Pacientes idosos podem fazer uso da Claritromicina, desde que sejam observadas as precauções e advertências inerentes ao uso do produto.
Em idosos com prejuízo da função renal22, a dose deve ser ajustada (ver orientação em Posologia).

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Para a sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total
deste medicamento.
Reg. MS -1.0068.0169
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho.
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira - CRF/SP nº 23.873
Fabricado por: Novartis (Bangladesh) Ltd., Bangladesh, para Biochemie GmbH - Áustria.
Uma empresa do grupo Novartis.
Importado e distribuído por: Novartis Biociências S/A
Av. Ibirama, 518 - Complexos 441/3 - Taboão da Serra, SP.
CNPJ: 56.994.502/0098-62 - Indústria Brasileira
Cód.:64109 Laetus:326
0800-113003
Serviço de Informações
ao Cliente
SIC
Ligação Gratuita

Claritromicina - Laboratório

NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 - Brooklin
São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/

Ver outros medicamentos do laboratório "NOVARTIS"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
3 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
6 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
7 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
8 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
9 Cabeça:
10 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
11 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
12 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
13 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
14 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
15 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
16 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
17 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
18 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
19 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
20 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
21 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
22 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
23 Índice de filtração glomerular: Medida da habilidade dos rins de filtrar e remover excretas do organismo.
24 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
25 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
26 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
27 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
28 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
29 Lática: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; láctica.
30 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
31 Timo:
32 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
33 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
34 Orelha: Sistema auditivo e de equilíbrio do corpo. Consiste em três partes
35 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
36 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
37 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
38 Úlcera duodenal: Lesão na mucosa do duodeno – parte inicial do intestino delgado.
39 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
40 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
41 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
42 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
43 Teratogênese: Formação e desenvolvimento no útero de anomalias que levam a malformações; teratogenia.
44 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
45 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
46 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
47 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
48 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
49 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
50 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
51 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
52 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
53 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
54 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
55 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
56 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
57 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
58 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
59 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
60 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
61 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
62 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
63 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
64 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
65 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
66 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
67 Língua:
68 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
69 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
70 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
71 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
72 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
73 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
74 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
75 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
76 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
77 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
78 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
79 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
80 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
81 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
82 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
83 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
84 Bronquite crônica: Inflamação persistente da mucosa dos brônquios, em geral produzida por tabagismo, e caracterizada por um grande aumento na produção de muco bronquial que produz tosse e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos durante dois anos.
85 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
86 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
87 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
88 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
Artigos relacionados

Tem alguma dúvida sobre Claritromicina?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.