Dormonid Injetavel

Atualizado em 28/09/2011

Informações adicionais sobre o medicamento Dormonid Injetavel:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Dormonid Injetavel?

Dormonid Injetavel é o midazolam, um benzodiazepínico que induz intensamente o sono e tem também efeitos contra a ansiedade. O midazolam age nos receptores gabaérgicos, aumentando a permeabilidade1 neuronal e colocando a célula2 nervosa em um estado de hiperpolarização. Seu efeito principal é ansiolítico, mas atua também produzindo relaxamento muscular. Em doses maiores pode causar hipnose, sendo muito empregado com esse objetivo. Pode ser usado por via oral, intramuscular ou endovenosa. Muito utilizado também como pré-anestésico ou como hipnótico em anestesia3 geral, ou como sedativo em cirurgias extensas. É rapidamente absorvido pelas diversas vias de administração (inclusive retal) e atinge seus efeitos máximos em cerca de 20 minutos. Sua metabolização é hepática4 e sua eliminação é principalmente renal5, sob a forma de metabólitos6. Tem meia vida muito curta de 1,5 a 2,5 horas.

 

2. Quando o médico indica Dormonid Injetavel (midazolam)?

O midazolam é um potente indutor do sono e costuma ser indicado com essa finalidade. Esse medicamento diminui o tempo necessário para adormecer e também prolonga a duração do sono, sem interferir quantitativamente no sono REM.

Após administração muscular ou venosa o paciente pode não se recordar de eventos que ocorreram durante o pico de atividade do composto, o que pode ser útil para certos procedimentos diagnósticos ou terapêuticos como broncoscopia7, gastroscopia, citoscopia e cateterismo8 cardíaco.

O midazolam também pode ser usado como coadjuvante9 da anestesia3 geral. Embora a principal indicação do midazolam seja como hipnótico ele também possui propriedades anticonvulsivantes, ansiolíticas e miorrelaxantes.

 

3. Como o médico prescreve Dormonid Injetavel (midazolam)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diversos de tomar o medicamento. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer os efeitos esperados ou apresenta muitos efeitos colaterais10 ou tóxicos porque sua dosagem não está bem adequada. Portanto, devem-se seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais10 mais comuns de Dormonid Injetavel (midazolam)?

Os efeitos colaterais10 mais comuns do midazolam são confusão, amnésia11, ataxia12, tonteiras, sedação13 e prejuízo cognitivo14. As pessoas que apresentam amnésia11 geralmente não se dão conta que sua memória está prejudicada. Esse efeito, contudo, só ocorre durante as 4 primeiras horas após a ingestão da medicação e quando ela é tomada à noite, para fazer dormir, nem chega a ser notado.

 

5. Pode-se dirigir enquanto se faz uso de Dormonid Injetavel (midazolam)?

Durante o tratamento com o midazolam o paciente deve abster-se de operar máquinas perigosas ou dirigir veículos automotivos, em virtude de seus efeitos sedativos. O midazolam é fortemente sedativo, no entanto, sua eliminação é rápida, durando em torno de 6 horas. Tomado à noite, a pessoa já está livre do efeito dele na manhã seguinte.

 

6. Pode-se indicar Dormonid Injetavel (midazolam) na gravidez15 ou na amamentação16?

Não existem relatos de efeitos embriotóxicos, teratogênicos17 ou mutagênicos com o uso do midazolam durante a gravidez15. Embora seja mínimo o risco dele causar danos ao feto18 é de bom alvitre evitar-se a medicação durante a gravidez15.

O midazolam aparece no leite materno e atinge o bebê. Por isso, a medicação não deve ser usada durante o período de amamentação16.

 

7. Que observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Dormonid Injetavel (midazolam)?

O midazolam deve ser tomado imediatamente antes de deitar-se ou mesmo com a pessoa já na cama, pois seu efeito é muito rápido.

O midazolam prolonga o tempo total de sono, mas não interfere quantitativamente no sono REM.

Deve-se evitar a ingestão de álcool e de outros depressores do sistema nervoso central19 em concomitância com o midazolam, pelo risco de potencialização de seus efeitos sedativos.

O midazolam somente deve ser tomado por pacientes com insuficiência hepática20 ou renal5 com supervisão médica.

O midazolam pode intensificar a depressão respiratória, pelo que deve ser tomado com cuidados especiais e com supervisão médica por pacientes que sofram de insuficiência21 dessa função.

Somente com supervisão médica se deve tomar o midazolam quando houver miastenia22 gravis, glaucoma23 do ângulo agudo24 e insuficiência respiratória25 grave.

 

8. Dormonid Injetavel (midazolam) pode criar dependência?

O risco de dependência ao midazolam é o mesmo comum a todos os benzodiazepínicos. Ele aumenta nas pessoas predispostas ou com história prévia de dependência ou abuso de álcool ou de outras substâncias.

 

9. Pode-se suspender bruscamente o uso de Dormonid Injetavel (midazolam)?

Nenhuma medicação benzodiazepínica, incluindo o midazolam, deve ser descontinuada abruptamente. Pode ocorrer o retorno dos sintomas26, após 2 ou 3 dias, se a medicação for descontinuada indevidamente. Nesse caso, não promova o retorno da medicação mesmo após o retorno dos sintomas26 para os quais ela foi inicialmente receitada, pois da mesma forma "espontânea" que apareceram, eles desaparecem dentro de 2-3 dias.

O midazolam não deve ser tomado por período muito longo e deve ser interrompido gradualmente, durante vários dias. Consulte seu médico sobre a forma de fazê-lo.

 

10. Quando Dormonid Injetavel (midazolam) não é indicado?

Dormonid Injetavel (midazolam) não é indicado em casos de hipersensibilidade específica ao midazolam, às benzodiazepinas em geral ou a qualquer outro componente de sua fórmula. O midazolam também não deve ser tomado como terapêutica27 causal das insônias, em psicoses e depressões graves. Nestes casos, a afecção28 de base deve ser tratada antes. O midazolam não deve ser tomado por crianças menores de 12 anos.

Complementos

1 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
2 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
3 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
4 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
6 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
7 Broncoscopia: Método de diagnóstico que permite observar através dos brônquios utilizando um dispositivo óptico (fibroendoscópio), obter biópsias e realizar culturas de secreções.
8 Cateterismo: Exame invasivo de artérias ou estruturas tubulares (uretra, ureteres, etc.), utilizando um dispositivo interno, capaz de injetar substâncias de contraste ou realizar procedimentos corretivos.
9 Coadjuvante: Que ou o que coadjuva, auxilia ou concorre para um objetivo comum.
10 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
11 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
12 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
13 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
14 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
15 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
16 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
17 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
18 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
19 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
20 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
21 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
22 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
23 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
24 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
25 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
26 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
27 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
28 Afecção: Qualquer alteração patológica do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.

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