Cloridrato de Clorpromazina

Atualizado em 28/09/2011

Informações adicionais sobre o medicamento Cloridrato de Clorpromazina:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Cloridrato de Clorpromazina?

Cloridrato de Clorpromazina é a clorpromazina, uma fenotiazina que foi a primeira das substâncias neurolépticas, descoberta em 1947, atuando contra os delírios, as alucinações1, a desorganização do pensamento e a agitação psicomotora2. Inicialmente ela foi utilizada como anti-histamínico, mas logo depois se descobriu que ela tinha, também, ações antipsicóticas. Essa propriedade se dá mediante a inibição dos receptores pós-sinápticos dopaminérgicos no cérebro3. O bloqueio de receptores hipofisários alfa-adrenérgicos4 causa liberação de prolactina5, embora a clorpromazina também aja inibindo o sistema hipotálamo6-hipofisário. A droga atua também como antiemética, por impedimento das zonas medulares do vômito7. Sua ação ansiolítica parece estar ligada à redução de estimulação do sistema reticular8 do tronco cerebral9. Afeta, pois, o metabolismo10, a temperatura corporal, a vigilância, o tônus vasomotor e a êmese11. A clorpromazina é fortemente sedativa, um efeito colateral12 que se tem procurado diminuir com os neurolépticos13 mais modernos. É metabolizada no fígado14 e excretada pelos rins15 e pela bile16.

 

2. Quando o médico prescreve Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina)?

O principal uso terapêutico da clorpromazina é no tratamento dos distúrbios psicóticos, mormente das esquizofrenias, mas ela também é usada na fase maníaca da psicose17 maníaco-depressiva. Ela também pode ser empregada para combater náuseas18 e vômitos19 persistentes, no controle de soluços duradouros, na terapêutica20 da porfiria21 intermitente22, no tratamento coadjuvante23 do tétano24 e como antídoto25 dos efeitos causados pelo LSD.

 

3. Como o médico prescreve Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diversos de tomar o medicamento. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer efeito porque sua dosagem é muito baixa ou apresenta muitos efeitos colaterais26 ou tóxicos porque sua dosagem é muito alta. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não modificar as doses ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais26 mais comuns de Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina)?

Os efeitos colaterais26 mais comuns da clorpromazina são sedação27, sonolência, discinesia e discinesia tardia28 (uma síndrome29 potencialmente irreversível, caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não-intencionais dos músculos30 da língua31, boca32, face33, pescoço34 e mais raramente das extremidades), síndrome29 extrapiramidal, hipotensão35 ortostática, secura da boca32, constipação36, problemas de acomodação visual e retenção urinária37. Menos frequentemente podem ocorrer impotência38, frigidez, ginecomastia39, galactorreia40, depósito acastanhado do segmento anterior do olho41 (devido ao acúmulo da clorpromazina), leucopenia42, agranulocitose43, reações alérgicas cutâneas44, fotossensibilidade, icterícia45 colestática, midríase46 ou miose47 e diminuição do tônus ocular. Esses ou outros efeitos colaterais26 que por ventura surjam devem ser prontamente comunicados ao médico.

 

5. Pode-se dirigir enquanto se faz uso de Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina)?

Os efeitos sedativos da clorpromazina são muito intensos e persistentes, embora mais pronunciados durante os primeiros dias de tratamento. Pelo menos nesse período o paciente não deve dirigir veículos automotores ou operar máquinas perigosas, pois sua coordenação motora e atenção encontram-se muito prejudicadas.

 

6. Pode-se indicar Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina) na gravidez48 ou na amamentação49?

A clorpromazina atravessa a barreira placentária. Em recém-nascidos cujas mães receberam fenotiazinas no final da gravidez48 foram descritas icterícia45 prolongada, hiporreflexia ou hiperreflexia50 e efeitos extrapiramidais. Por isso, durante a gravidez48 a administração da droga não deve ser feita ou ser feita com muita cautela e supervisão médica.

Há evidências da presença da clorpromazina no leite materno, podendo causar sonolência no bebê. Informe a seu médico a ocorrência de gravidez48 na vigência do tratamento ou após o seu término, bem como se está amamentando. Decida com ele sobre a continuidade ou não do uso da clorpromazina.

 

7. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina).

A clorpromazina, especialmente quando administrada por via endovenosa, pode causar hipotensão35 severa. Por isso, o paciente deve manter-se recostado por algum tempo após tomá-la.

A clorpromazina deve ser usada com cautela e sob vigilância médica estrita por pessoas idosas e por aquelas que sofram de doenças cardiovasculares51, hepáticas52 ou renais, asma53, enfisema54, infecções55 respiratórias agudas e distúrbios convulsivos, entre outros.

Todo neuroléptico56 usado cronicamente, inclusive a clorpromazina, pode produzir discinesia tardia28, uma síndrome29 potencialmente irreversível que consiste em movimentos discinéticos involuntários, os quais afetam, sobretudo, os músculos30 da face33, da língua31 e do pescoço34 e mais raramente das extremidades. Não é possível predizer que pacientes são mais suscetíveis ao desenvolvimento desta síndrome29.

Informe a seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento com a clorpromazina porque algumas interações são desaconselháveis.

A presença de fenotiazinas no organismo (a clorpromazina é uma fenotiazina) pode produzir resultados falso-positivos nos testes de fenilcetonúria57 e de gravidez48.

 

8. Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina) pode criar dependência?

Como ocorre com as outras fenotiazinas, não se sabe se a clorpromazina pode causar dependência psíquica ou se produz tolerância ou vício.

 

9. Pode-se suspender bruscamente o uso de Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina)?

Quando o tratamento com altas doses de clorpromazina é interrompido abruptamente podem surgir sintomas58 tais como gastrite59, náuseas18, vômitos19, vertigens60 e tremores. Estes sintomas58 tornam conveniente a redução gradual das doses, a qual deve ser orientada por um médico.

 

10. Quando Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina) não é indicado?

Cloridrato de Clorpromazina (clorpromazina) não deve ser usado nas pessoas que tenham hipersensibilidade específica à clorpromazina ou às fenotiazinas em geral ou, ainda, a qualquer outro componente de sua fórmula. A clorpromazina também não deve ser usada por pessoas que sofram de glaucoma61 do ângulo agudo62 ou qualquer forma de retenção urinária37 ou que estejam usando bebidas alcoólicas ou depressores intensos do sistema nervoso central63.

A clorpromazina pode suprimir o reflexo da tosse, prejudicando a expectoração64. Pode, também, provocar a aspiração de vômitos19, ocorrência que deve ser cuidadosamente vigiada em pacientes em que a sedação27 seja muito significativa. A clorpromazina pode diminuir o limiar convulsivante, fazendo com que sejam necessários ajustes posológicos nos pacientes susceptíveis a crises convulsivas.

A clorpromazina eleva os níveis da prolactina5 e pode ocasionar uma secreção de leite pelas mamas65 (galactorreia40).

Ver informações do laboratório

Complementos

1 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
2 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
5 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
6 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
7 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
8 Reticular: Dar formato de rede a alguma coisa ou guarnecer de retículo ou retícula.
9 Tronco Cerebral: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.
10 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
11 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
13 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
14 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
15 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
16 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
17 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
18 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
19 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
20 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
21 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
22 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
23 Coadjuvante: Que ou o que coadjuva, auxilia ou concorre para um objetivo comum.
24 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
25 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
26 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
27 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
28 Discinesia tardia: Síndrome potencialmente irreversível, caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não intencionais dos músculos da língua, boca, face, pescoço e (mais raramente) das extremidades. Ela se caracteriza por movimentos discinéticos involuntários e irreversíveis e pode se desenvolver com o uso de medicamentos tais como antipsicóticos e neurolépticos.
29 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
30 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
31 Língua:
32 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
33 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
34 Pescoço:
35 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
36 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
37 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
38 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
39 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
40 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
41 Segmento Anterior do Olho: O terço frontal do globo ocular que inclui as estruturas entre a superfície frontal da córnea e a frente do CORPO VÍTREO.
42 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
43 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
44 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
45 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
46 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
47 Miose: Contração da pupila, que pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
48 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
49 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
50 Hiperreflexia: Definida como reflexos muito ativos ou responsivos em excesso. Suas causas mais comuns são lesão na medula espinal e casos de hipocalcemia.
51 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
52 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
53 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
54 Enfisema: Doença respiratória caracterizada por destruição das paredes que separam um alvéolo de outro, com conseqüente perda da retração pulmonar normal. É produzida pelo hábito de fumar e, em algumas pessoas, pela deficiência de uma proteína chamada Antitripsina.
55 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
56 Neuroléptico: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
57 Fenilcetonúria: A Fenilcetonúria é uma doença genética caracterizada pelo defeito ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase (PAH). Esta proteína catalisa o processo de conversão da fenilalanina em tirosina. A tirosina está envolvida na síntese da melanina. Esta doença pode ser detectada logo após o nascimento através de triagem neonatal (conhecida como Teste do Pezinho). Nesta doença, alguns alimentos podem intoxicar o cérebro e causar um quadro de retardo mental irreversível. As crianças que nascem com ela têm um problema digestivo no fígado. Há um odor corporal forte e vômitos após as refeições. Seu tratamento consiste em retirar a fenilalanina da alimentação por toda a vida.
58 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
59 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
60 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
61 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
62 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
63 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
64 Expectoração: Ato ou efeito de expectorar. Em patologia, é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traqueia, brônquios e pulmões; escarro.
65 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.

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