Cloridrato de Donepezila

Atualizado em 28/09/2011

Informações adicionais sobre o medicamento Cloridrato de Donepezila:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Cloridrato de Donepezila?

Cloridrato de Donepezila é a donepezila, um inibidor reversível da acetilcolinesterase. O cloridrato de donepezila é um pó branco, solúvel em água e pouco solúvel em etanol. Age terapeuticamente incrementando a concentração da acetilcolina1 através da inibição reversível que acarreta. É bem absorvido pelo trato gastrointestinal e alcança o pico de concentração plasmática dentro de 3 a 4 horas. A meia vida de eliminação do cloridrato de donepezila é de cerca de 70 horas. É metabolizado pelo fígado2 em metabólitos3 ativos e é excretado pela urina4.

 

2. Qual a ação terapêutica5 esperada de Cloridrato de Donepezila (donepezila)?

Indica-se donepezila para o tratamento da doença de Alzheimer6 de intensidade leve a moderada.

 

3. Como o médico prescreve Cloridrato de Donepezila (donepezila)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diferentes de tomar. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer os efeitos esperados ou apresenta muitos efeitos colaterais7 ou tóxicos porque sua dosagem não está bem adequada. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais7 mais comuns na administração de Cloridrato de Donepezila (donepezila)?

Os efeitos colaterais7 mais comuns da donepezila são: cefaleia8, dores no corpo, fadiga9, náusea10, diarreia11, vômitos12, anorexia13, perda de peso, cãimbras musculares, insônia, tonturas14, sonolência e micção15 frequente. Podem ocorrer também outros efeitos colaterais7 de importância, embora mais raros. Recomenda-se a leitura da bula da medicação. Esses ou outros efeitos colaterais7 que por ventura surjam devem ser prontamente comunicados ao médico.

 

5. Pode-se dirigir enquanto se faz uso de Cloridrato de Donepezila (donepezila)?

Durante o tratamento com donepezila o paciente não deve dirigir veículos automotores ou operar máquinas perigosas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

 

6. Pode-se indicar Cloridrato de Donepezila (donepezila) na gravidez16 ou na amamentação17?

Estudos em ratas e em coelhas grávidas não revelaram qualquer evidência teratogênica18 com a donepezila. Entretanto, num estudo com doses mais altas houve um ligeiro aumento de natimortos e da sobrevivência19 dos filhotes. Não existem estudos bem controlados em mulheres grávidas. Por isto, só se deve indicar donepezila durante a gravidez16 se o benefício potencial da medicação para a mãe justificar o risco potencial para o feto20.

 

7. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Cloridrato de Donepezila (donepezila)?

O álcool e a donepezila não devem ser usados ao mesmo tempo pela possibilidade de gerar várias reações desagradáveis.

A ingestão concomitante de alimentos não influencia na absorção da donepezila. Por isto, a medicação pode ser tomada às refeições.

 

8. Pode-se suspender bruscamente o uso de Cloridrato de Donepezila (donepezila)?

Em quaisquer circunstâncias, não se deve interromper o uso da donepezila sem o conhecimento do médico; somente ele poderá avaliar a eficácia da terapia e, se for o caso, indicar como ela deve ser descontinuada.

 

9. Quando Cloridrato de Donepezila (donepezila) não é indicado?

A administração de Cloridrato de Donepezila (donepezila) é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à donepezila, aos derivados de piperidina ou a quaisquer outros componentes de sua fórmula.

Ver informações do laboratório

Complementos

1 Acetilcolina: A acetilcolina é um neurotransmissor do sistema colinérgico amplamente distribuído no sistema nervoso autônomo.
2 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
3 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
4 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
5 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
6 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
7 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
8 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
9 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
10 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
11 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
12 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
13 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
14 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
15 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
16 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
17 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
18 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
19 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
20 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.

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