Valdoxan

Atualizado em 27/11/2014

Informações adicionais sobre o medicamento Valdoxan:

1. O que é Valdoxan?

Valdoxan é a agomelatina, uma substância quimicamente diferente dos antidepressivos tradicionais, que age sobre os receptores da melatonina e não, como classicamente acontece, sobre os receptores da adrenalina1, serotonina ou dopamina2. A eficácia e tolerabilidade da agomelatina são muito boas e sua toxicidade3 é baixa. Parece mesmo que ela tem efeitos terapêuticos superiores a alguns antidepressivos em uso há muito tempo. No Brasil, ela foi recentemente liberada pela ANVISA. Segundo a agência europeia de regulação de medicamentos (EMEA), a agomelatina representa uma importante novidade no tratamento da depressão, parecendo ser superior à venlafaxina no tratamento desta patologia4, além de ser melhor tolerada.

 

2. Quando o médico prescreve Valdoxan (agomelatina)?

A agomelatina é indicada para o tratamento da depressão porque eleva os níveis cerebrais rebaixados de dopamina2 e noradrenalina5. Como existem vários tipos de depressão, de causas diversas, demandando tratamentos diferentes, somente o médico poderá orientá-lo sobre a adequação deste medicamento para o caso que pretende tratar. Pelo seu modo de ação e por apresentar menores efeitos colaterais6, a agomelatina mostra-se uma medicação segura e pode ser preferida em relação a outros antidepressivos. A agomelatina parece ter efeitos benéficos em muitos casos de enxaqueca7 e também agir normalizando o sono de pacientes deprimidos ou não.

 

3. Como o médico prescreve Valdoxan (agomelatina)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diferentes de tomar. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer efeito porque sua dosagem é muito baixa ou apresenta muitos efeitos colaterais6 ou tóxicos porque sua dosagem é muito alta. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais6 mais comuns de Valdoxan (agomelatina)?

Os efeitos colaterais6 mais comuns da agomelatina geralmente são pouco intensos e cessam com a continuidade do tratamento. Eles não são muito diferentes dos de outros antidepressivos e incluem: cefaleias8, tonturas9, sonolência, insônia, enxaqueca7, náuseas10, diarreia11, constipação12 intestinal, sedação13 excessiva, fadiga14 e ansiedade. Esses ou outros efeitos colaterais6 que por ventura surjam devem ser prontamente comunicados ao médico.

 

5. Pode-se indicar Valdoxan (agomelatina) na gravidez15 ou na amamentação16?

Como a agomelatina é uma substância introduzida recentemente na terapêutica17, ainda não se dispõe de estudos seguros sobre o uso dela na gestação e na amamentação16. Por precaução, ela não deve ser usada nessas circunstâncias.

 

6. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Valdoxan (agomelatina)?

No início do tratamento com a agomelatina as funções hepáticas18 devem ser monitoradas com exames de laboratório. Se as enzimas hepáticas19 estiverem alteradas, a medicação deve ser ajustada ou mesmo suspensa. Consulte um médico para ser orientado a respeito.

A agomelatina só deve ser tomada por pessoas que sofram de insuficiência hepática20 ou renal21 com supervisão médica.

A agomelatina não prejudica a libido22.

A agomelatina ainda não foi suficientemente testada em pessoas acima dos 65 anos de idade e por isso não é aconselhável ministrá-la neste grupo etário.

 

7. Quando Valdoxan (agomelatina) não é indicado?

Valdoxan nunca deve ser prescrito para pessoas que tenham hipersensibildade conhecida à agomelatina ou que estejam em uso de alguma medicação que iniba o metabolismo23 desta substância (como fluvoxamina ou a ciprofloxacina, por exemplo).

Ver informações do laboratório

Complementos

1 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
2 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
3 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
4 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
5 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
6 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
7 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
8 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
9 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
10 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
11 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
12 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
13 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
14 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
15 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
16 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
17 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
18 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
19 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
20 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
21 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
22 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
23 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.

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