Clo

Informações adicionais sobre o medicamento Clo:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Clo?

Clo é a clomipramina, um dos antidepressivos mais antigos. Trata-se de um antidepressivo tricíclico, inibidor da recaptação da noradrenalina1 e da serotonina que tem um efeito sedativo moderado. Pode ser administrado por via oral ou parenteral. Tem uma absorção praticamente total, quando tomada por qualquer dessas vias. Tomada oralmente, possui uma meia vida de 12 a 36 horas. Isso é importante, pois após vários dias de interrupção das tomadas a substância ainda pode ser detectada no sangue2. Sua metabolização é hepática3 e é excretada lentamente pela urina4 (em sua maior parte) e pelas fezes.

 

2. Quando o médico prescreve Clo (clomipramina)?

A clomipramina está indicada nas depressões severas, inclusive nas da psicose5 maníaco depressiva. Também atua favoravelmente nos distúrbios do pânico e nos transtornos obsessivo-compulsivos. Neste último é claramente superior aos outros antidepressivos do mesmo grupo. Devido ao retardamento que ocasiona, a clomipramina também atua como coadjuvante6 no tratamento da ejaculação7 precoce. É um importante coadjuvante6 dos analgésicos8 no tratamento das dores crônicas.

 

3. Como o médico prescreve Clo (clomipramina)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diferentes de tomar. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer efeito porque sua dosagem é muito baixa ou apresenta muitos efeitos colaterais9 ou tóxicos porque sua dosagem é muito alta. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais9 mais comuns de Clo (clomipramina)?

Os efeitos colaterais9 mais comuns da clomipramina são: aumento de peso, boca10 seca, fadiga11, ejaculação7 retardada, insônia, náuseas12, sudorese13, tremores, tonturas14. Em geral, esses efeitos são pouco intensos e tendem a desaparecer com a continuidade do tratamento, em duas a quatro semanas. Esses ou outros efeitos colaterais9 que por ventura surjam devem ser prontamente comunicados ao médico.

 

5. Pode-se dirigir enquanto se faz uso de Clo (clomipramina)?

Como acontece com toda substância que atua no sistema nervoso15 provocando algum grau de sedação16 e lentificando os reflexos motores, é aconselhável que não se dirija veículos automotores ou maneje máquinas perigosas enquanto em uso da clomipramina.

 

6. Pode-se indicar Clo (clomipramina) na gravidez17 ou na amamentação18?

A clomipramina é um dos antidepressivos mais pesquisados e nenhum estudo até hoje demonstrou relação entre essa droga e más formações fetais. Ela é considerada segura durante esse período. Recomenda-se a retirada da substância 15 dias antes do parto para evitar-se que ocorram sintomas19 sedativos no recém-nascido.

 

7. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Clo (clomipramina)?

Em doses altas a clomipramina pode agravar os sintomas19 da esquizofrenia20. Ela também deve ser evitada em pacientes que previamente tenham sofrido convulsões. Entretanto, ela parece ter bom efeito na depressão de esquizofrênicos, onde pode ser usada com supervisão médica permanente.

A clomipramina pode ser usada em crianças acima de cinco anos na dose de 3mg/Kg de peso por dia. Costuma-se usá-la para tratamento da enurese21 noturna, no entanto, a clomipramina não deve ser usada em crianças nas doses necessárias para tratar a depressão.

A clomipramina não precisa ser suspensa antes de uma eventual anestesia22.

O paciente tomando clomipramina também não deve expor-se ao sol por longos períodos.

A clomipramina pode alterar a medida laboratorial da glicemia23.

 

8. Quando Clo (clomipramina) não é indicado?

Clo não é indicado em casos de conhecida hipersensibilidade à clomipramina ou a qualquer outro componente de sua fórmula. A clomipramina não deve ser usada em infartados recentes (menos de quatro semanas), nos casos de bloqueios de ramos cardíacos ou por pessoas que sofram de glaucoma24 do ângulo fechado, íleo paralítico25, retenção urinária26 por crescimento da próstata27 e feocromocitoma28. Não deve também ser associada com inibidores da monoaminaoxidase porque podem surgir reações de graves consequências. A clomipramina não deve ser usada para tratar a depressão em menores de 12 anos.

Ver informações do laboratório

Complementos

1 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
4 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
5 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
6 Coadjuvante: Que ou o que coadjuva, auxilia ou concorre para um objetivo comum.
7 Ejaculação: 1. Ato de ejacular. Expulsão vigorosa; forte derramamento (de líquido); jato. 2. Em fisiologia, emissão de esperma pela uretra no momento do orgasmo. 3. Por extensão de sentido, qualquer emissão. 4. No sentido figurado, fartura de palavras; arrazoado.
8 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
9 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
10 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
11 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
12 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
13 Sudorese: Suor excessivo
14 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
15 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
16 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
17 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
18 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
19 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
20 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
21 Enurese: Definida como a perda involuntária de urina. Ocorre quando a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra, ou seja, há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção. Pode também ser designada de “incontinência urinária“. E ocorre com certa frequência à noite, principalmente entre os idosos.
22 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
23 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
24 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
25 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
26 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
27 Próstata: Glândula masculina, responsável por produzir o líquido e as proteínas que acompanham os espermatozóides no sêmen. Tem forma de amêndoa e localiza-se na base da bexiga, circundando a saída da uretra.
28 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.

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