Azitrolab

Informações adicionais sobre o medicamento Azitrolab:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Azitrolab?

Azitrolab é a azitromicina, uma substância antibiótica da classe dos macrolídeos, estruturalmente semelhante à eritromicina, mas diferente dela por suas melhores características farmacológicas e microbiológicas1. Seu espectro de ação é mais amplo frente aos microorganismos gram-positivos, sua difusão tecidual é mais rápida e mais elevada e sua meia-vida é mais longa do que a de outros macrolídeos. A azitromicina tem como mecanismo de ação a inibição da síntese proteica bacteriana, impedindo a formação da membrana dos microorganismos. Tomada por via oral sua absorção pelo trato gastrointestinal é boa e seu pico de concentração plasmática é alcançado em 2 a 3 horas. Sua meia vida de depleção2 tecidual é de 2 a 4 dias. A eliminação se dá pela bile3 e pela urina4, como droga inalterada ou como metabólito5.

 

2. Como o médico prescreve Azitrolab (azitromicina)?

Siga corretamente o modo de tomar e as doses de Azitrolab (azitromicina) recomendadas pelo médico; só ele sabe o que é mais conveniente para cada quadro clínico e para cada paciente. Lembre-se de que alguns remédios deixam de fazer efeitos por serem tomados de maneira errada ou em doses abaixo do necessário; outros têm efeitos colaterais6 ou tóxicos graves em virtude de doses muito altas.

 

3. Quando o médico prescreve Azitrolab (azitromicina)?

A azitromicina é indicada para infecções7 sensíveis a ela, tais como infecções7 do trato respiratório superior e inferior, infecções7 da pele8 e tecidos moles e em otites9 médias. Indica-se a azitromicina também para o tratamento de infecções7 genitais não complicadas devido à Chlamydia trachomatis e para o tratamento de infecções7 genitais não complicadas devido à Neisseria gonorrhoeae sem resistência múltipla.

 

4. Efeitos colaterais6 mais comuns de Azitrolab (azitromicina)?

A azitromicina geralmente é bem tolerada, apresentando baixa incidência10 de efeitos adversos, sendo a maioria de origem gastrointestinal como náuseas11, vômitos12, diarreia13 e desconforto abdominal na forma de cólicas14. Pode ocorrer colite15 pseudomembranosa. Estes ou quaisquer outros efeitos colaterais6 devidos ao uso desse medicamento devem ser informados ao médico.

 

5. Quais as contraindicações principais de Azitrolab (azitromicina)?

Contraindica-se Azitrolab (azitromicina) a pacientes que apresentem reações alérgicas ou hipersensibilidade à azitromicina, à eritromicina, aos antibióticos macrolídeos ou a qualquer um dos componentes da sua fórmula.

 

6. Observações e cuidados especiais no uso de Azitrolab (azitromicina).

Assim como com qualquer antibiótico, enquanto se estiver tomando azitromicina é essencial a constante observação para os sinais16 de crescimento de organismos não suscetíveis, que podem gerar uma superinfecção17.

Não há evidências de que a azitromicina afete a habilidade do paciente de dirigir veículos automotores ou operar máquinas perigosas.

Apesar dos estudos em animais terem revelado que a azitromicina atravessa a placenta, não revelaram danos ao feto18. No entanto, a segurança do uso da azitromicina na gravidez19 humana ainda não foi estabelecida. Quanto à eliminação da medicação pelo leite materno ainda não existem dados conclusivos, portanto a droga só deve ser utilizada em pacientes grávidas quando outras alternativas não estiverem disponíveis.

Ver informações do laboratório

Complementos

1 Microbiológicas: Referente à microbiologia, ou seja, à especialidade biomédica que estuda os microrganismos patogênicos, responsáveis pelas doenças infecciosas, englobando a bacteriologia (bactérias), virologia (vírus) e micologia (fungos).
2 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
3 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
4 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
5 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
6 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
7 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
9 Otites: Toda infecção do ouvido é chamada de otite.
10 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
11 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
12 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
13 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
14 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
15 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
16 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
17 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
18 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
19 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.

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