Klaricid Iv

Atualizado em 29/09/2011

Informações adicionais sobre o medicamento Klaricid Iv:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Klaricid Iv?

Klaricid Iv é claritromicina, uma substância antibiótica do grupo dos macrolídeos semi-sintéticos que tem como objetivo tratar infecções1 bacterianas dentro de seu espectro de ação (gram-positivos e atípicos). Age suprimindo a síntese proteica dos agentes patogênicos sensíveis e impedindo, assim, a formação da membrana deles. A claritromicina é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal, sendo sua absorção ligeiramente retardada pelos alimentos, mas a sua biodisponibilidade não é afetada por eles. Seu pico de concentração é atingido em 2 a 3 horas. Seu metabolismo2 se dá no fígado3 e sua eliminação se faz principalmente por via renal4.

 

2. Como o médico prescreve Klaricid Iv (claritromicina)?

Siga corretamente o modo de tomar e as doses de Klaricid Iv (claritromicina) recomendadas pelo médico; só ele pode saber o que é mais conveniente para cada quadro clínico e para cada paciente. Lembre-se de que alguns remédios deixam de fazer efeitos por serem tomados de maneira errada ou em doses abaixo do necessário; outros têm efeitos colaterais5 ou tóxicos graves em virtude de doses muito altas.

 

3. Quando o médico prescreve Klaricid Iv (claritromicina)?

Indica-se a claritromicina para o tratamento de infecções1 de vias aéreas superiores e inferiores e de infecções1 de pele6 e tecidos moles, por todos os microorganismos que sejam sensíveis à essa droga.

 

4. Efeitos colaterais5 mais comuns de Klaricid Iv (claritromicina)?

Os efeitos colaterais5 mais comuns da claritromicina são: diarreias, náuseas7, paladar8 alterado, indigestão ou indisposição estomacal, desconforto ou dor abdominal, dor de cabeça9 e erupções na pele6. Outras reações adversas, observadas com menor frequência, são constituídas por cefaleias10, paladar8 alterado e elevação transitória de enzimas hepáticas11. Estes e quaisquer outros efeitos colaterais5 devidos ao uso desse medicamento devem ser prontamente informados ao médico.

 

5. Quais as contraindicações principais de Klaricid Iv (claritromicina)?

Contraindica-se Klaricid Iv (claritromicina) em casos de hipersensibilidade específica à claritromicina ou a qualquer outra substância do grupo dos macolídeos e, ainda, a qualquer outro componente de sua fórmula.

 

6. Observações e cuidados especiais no uso de Klaricid Iv (claritromicina).

A segurança da utilização da claritromicina durante a gravidez12 e a amamentação13 ainda não foi estabelecida; assim, esse medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

É importante utilizar Klaricid Iv (claritromicina) durante todo o tempo prescrito pelo médico, mesmo que os sintomas14 da infecção15 tenham desaparecido.

A claritromicina pode ser tomada junto com as refeições ou com leite, porque os alimentos não alteram a sua absorção.

A interrupção repentina do uso da claritromicina não causa efeitos desagradáveis e apenas faz cessar a ação terapêutica16, mas o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do seu médico.

A claritromicina deve ser administrada com precaução a pacientes com disfunção renal4.

Os benefícios e os riscos da utilização da claritromicina na mulher grávida devem ser ponderados pelo médico, principalmente durante os três primeiros meses da gravidez12.

A claritromicina é excretada no leite materno, razão pela qual não deve ser usada durante a amamentação13.

Não há restrições para uso da claritromicina em idosos, desde que tenham função renal4 normal.

Complementos

1 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
3 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
4 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
5 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
6 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
7 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
8 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
9 Cabeça:
10 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
11 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
12 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
13 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
14 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
15 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.

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