Mesalazina Enema

Atualizado em 04/10/2011

Informações adicionais sobre o medicamento Mesalazina Enema1:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Mesalazina Enema1?

Mesalazina Enema1 é a mesalazina, um metabólito2 ativo da sulfasalazina, que atua terapeuticamente nas doenças inflamatórias do cólon3. Seu mecanismo de ação ainda não é inteiramente conhecido, embora pareça que seu efeito se dê por inibição da síntese de prostaglandinas4. Os comprimidos de preparações farmacêuticas contendo mesalazina devem ter um revestimento que só permita a libertação desse produto no cólon3, onde atua localmente. Cerca de 1/3 do medicamento liberado no cólon3, é absorvido e cerca de 2/3 é excretado nas fezes. A parte absorvida é metabolizada pelo fígado5 e eliminada sobretudo por via renal6.

 

2. Quando o médico prescreve Mesalazina Enema1 (mesalazina)?

Na dependência da forma farmacêutica em que seja apresentada, a mesalazina é indicada como anti-inflamatório do cólon3 e do reto7, nas fases agudas da retocolite ulcerativa e mesmo como preventivo8 dessa enfermidade ou no tratamento das fases agudas da doença de Crohn9.

 

3. Como o médico prescreve Mesalazina Enema1 (mesalazina)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diferentes de tomar. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer os efeitos esperados ou apresenta muitos efeitos colaterais10 ou tóxicos porque sua dosagem não está bem adequada. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais10 mais comuns de Mesalazina Enema1 (mesalazina)?

Os efeitos colaterais10 mais comuns da mesalazina são: dores abdominais, cefaleias11, flatulência, náuseas12, mal-estar. Mais raramente podem ocorrer vertigens13, dores articulares, prurido14, astenia15, edemas16 e queda de cabelos. A preparação em supositórios ou enemas17 pode provocar dor, prurido14 anal ou exacerbação de hemorroidas18. Estes ou quaisquer outros efeitos colaterais10 que por ventura possam surgir, devem ser prontamente comunicados ao médico.

 

5. Quando Mesalazina Enema1 (mesalazina) não é indicado?

Mesalazina Enema1 não deve ser indicado para pacientes19 que se saiba apresentarem hipersensibilidade à mesalazina ou aos salicilatos em geral, ou a qualquer outro componente da sua fórmula.

 

6. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos no uso de Mesalazina Enema1 (mesalazina).

Comunique a seu médico, se você estiver usando qualquer outra medicação.

Nunca interrompa ou modifique o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Embora não se tenha demonstrado efeitos desfavoráveis para o feto20 ou para o bebê em amamentação21, só se deve usar a mesalazina em mulheres gestantes ou lactantes22 se isso for absolutamente indispensável, uma vez que a experiência com a medicação nessas condições ainda é pequena.

A segurança do uso da mesalazina em crianças ainda não foi bem estabelecida. Ela não está indicada para crianças com menos de 2 anos de idade.

Pacientes com hepatopatias ou nefropatias23 devem ser periodicamente submetidos a provas de funções hepáticas24 e exames de urina25.

Complementos

1 Enema: Introdução de substâncias líquidas ou semilíquidas através do esfíncter anal, com o objetivo de induzir a defecação ou administrar medicamentos.
2 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
3 Cólon:
4 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
5 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.
8 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
9 Doença de Crohn: Doença inflamatória crônica do intestino que acomete geralmente o íleo e o cólon, embora possa afetar qualquer outra parte do intestino. A doença cursa com períodos de remissão sintomática e outros de agravamento. Na maioria dos casos, a doença de Crohn é de intensidade moderada e se torna bem controlada pela medicação, tornando possível uma vida razoavelmente normal para seu portador. A causa da doença de Crohn ainda não é totalmente conhecida. Os sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre moderada, sensação de distensão abdominal, perda de apetite e de peso.
10 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
11 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
12 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
13 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
14 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
15 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
16 Edemas: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
17 Enemas: Introdução de substâncias líquidas ou semilíquidas através do esfíncter anal, com o objetivo de induzir a defecação ou administrar medicamentos.
18 Hemorróidas: Dilatações anormais das veias superficiais que se encontram na última porção do intestino grosso, reto e região perianal. Pode produzir sangramento junto com a defecação e dor.
19 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
20 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
21 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
22 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
23 Nefropatias: Lesões ou doenças dos rins.
24 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
25 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.