Preço de Roacutan em São Paulo/SP: R$ 204,98

Roacutan

ROCHE

Atualizado em 09/12/2014

Roacutan®
isotretinoína
Retinóide de ação anti-seborréica específica para tratamento oral da acne1 grave, nódulo2-cística e conglobata, e quadros de acne1 resistentes a outras formas de tratamento

Identificação de Roacutan

Nome do produto: Roacutan®Nome genérico: isotretinoína

Forma Farmacêutica, Via de Administração e Apresentação de Roacutan

Cápsulas gelatinosas de 10 mg e 20 mg. Uso oral. Caixa com 30 cápsulas.
USO ADULTO

Composição de Roacutan

Cada cápsula de Roacutan® 10 mg contém:Ingrediente ativo: 13-cis-retinóico.................... 10 mg
Cada cápsula de Roacutan® 20 mg contém:
Ingrediente ativo: 13-cis-retinóico .................... 20 mg
Excipientes: óleo de soja, cera amarela, óleo de soja hidrogenado, óleo de soja parcialmente hidrogenado, gelatina, glicerol 85%, Karion 83, dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho.

Informações ao Paciente de Roacutan

Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.
1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
O Roacutan® contém em sua fórmula uma substância derivada da vitamina3 A - a isotretinoína. A melhora clínica da acne1 grave está associada à supressão da atividade e diminuição do tamanho das glândulas4 produtoras de sebo. O tempo médio de início de ação farmacológica com repercussão clínica é variável, mas estimado entre 8 -16 semanas.
2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
O Roacutan® deve ser usado somente para o tratamento de formas graves de acne1 (nódulo2-cística e conglobata ou acne1 com risco de cicatrizes5 permanentes) e quadros de acne1 resistentes a tratamentos anteriores (antibióticos sistêmicos6 e agentes de uso tópico7).
3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações

Roacutan® é contra-indicado para mulheres com potencial de engravidar a menos que a paciente do sexo feminino satisfaça todas as condições a seguir:
•  ela deve ter acne1 grave resistente às terapêuticas convencionais;
•  ela deve ser confiável na compreensão e cumprimento das instruções;
•  ela deve ser informada pelo médico sobre o perigo de engravidar durante e até 1 mês após o término do tratamento com Roacutan®;
•  ela deve ser advertida sobre a possibilidade de falha do método anticoncepcional;
•  ela deve confirmar que compreendeu as precauções;
•  ela deve ser capaz de usar medidas contraceptivas eficazes mandatórias;
•  ela deve usar contracepção8 eficaz sem interrupção durante 1 mês antes do início da terapêutica9 com Roacutan®, durante a terapêutica9 e até 1 mês após a descontinuação da terapêutica9 (vide item Advertências e precauções);
•  ela deve ter um teste de gravidez10 confiável negativo no mínimo 11 dias antes de iniciar a terapêutica9. Recomenda-se fortemente a repetição mensal do teste de gravidez10;
•  ela deve iniciar a terapêutica9 com Roacutan® somente no 2º ou 3º dia do próximo ciclo menstrual normal;
•  no caso de repetição do tratamento, ela deverá também utilizar as mesmas medidas anticoncepcionais eficazes e de modo contínuo 1 mês antes, durante e até 1 mês após a terapêutica9 com Roacutan® e os mesmos testes confiáveis de gravidez10 devem ser realizados;
•  ela deve ter entendido as precauções e confirmado seu entendimento e sua vontade de submeter-se a medidas contraceptivas confiáveis como foi explicado para ela.
Mesmo pacientes do sexo feminino que normalmente não utilizam métodos anticoncepcionais devido à história de infertilidade11 (exceto no caso de histerectomia12) ou que dizem não apresentar atividade sexual devem ser aconselhadas a usar medidas contraceptivas eficazes enquanto receberem isotretinoína, seguindo as instruções acima.
Roacutan® está também contra-indicado em pacientes com insuficiência hepática13, hipervitaminose A preexistente, valores lipídicos sanguíneos excessivamente elevados, alergia14 à droga ou a qualquer substância contida na cápsula.
Advertências e precauções
A doação de sangue15 deve ser evitada durante e até um mês após o término do tratamento com Roacutan®.
Depressão, sintomas16 psicóticos e raras tentativas de suicídio foram relatados nos pacientes tratados com Roacutan®. Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, cuidados especiais precisam ser tomados em pacientes com história de depressão e todos pacientes devem ser supervisionados quanto à ocorrência de sinais17 de depressão e encaminhados para tratamento apropriado, se necessário.
Principais interações medicamentosas
O uso de Roacutan® e vitamina3 A deve ser evitado, pois os sintomas16 de hipervitaminose A podem ser intensificados. Como o uso de tetraciclinas e derivados junto com Roacutan® pode causar uma elevação na pressão intracraniana, sua combinação com Roacutan® é contra-indicada.
A terapia combinada18 com carbamazepina ou fenitoína e isotretinoína pode resultar em redução na concentração plasmática de carbamazepina ou fenitoína, sendo recomendada a monitorização dos níveis séricos de carbamazepina ou fenitoína, durante o tratamento com isotretinoína.
Microdoses de progesterona como método contraceptivo pode ser inadequado durante o tratamento com Roacutan®.
Roacutan® não deve ser utilizado por outras vias que não a recomendada nesta bula.
Gravidez10 e amamentação19
O Roacutan® é teratogênico20, isto é, pode ocasionar graves defeitos físicos ao feto21 quando ocorrer gravidez10 durante o seu uso ou mesmo até um mês após sua interrupção. Por este motivo, Roacutan® não deve ser tomado por mulheres grávidas ou que possam engravidar. No caso de gravidez10 durante a administração de Roacutan®, em qualquer quantidade ou mesmo durante curtos períodos, existe um risco extremamente alto de nascimento de uma criança deformada (envolvendo em particular o sistema nervoso central22, o coração23 e os grandes vasos sanguíneos24). Todos os fetos expostos podem potencialmente ser afetados. Há também um risco elevado de aborto espontâneo.
Caso ocorra gravidez10 durante o tratamento com Roacutan® ou durante o mês seguinte após sua interrupção, o médico deverá ser imediatamente informado.
Roacutan® pode passar para o leite materno e por este motivo mulheres que estão amamentando não devem tomar este medicamento.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Devido à possibilidade de diminuição da visão25 noturna, deve-se ter cuidados ao dirigir veículos ou operar máquinas.
ESSE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS OU QUE POSSAM FICAR GRÁVIDAS DURANTE O TRATAMENTO.
Informe ao seu médico se está amamentando.
Este medicamento é contra-indicado para menores de 12 anos.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde26.
4. MODO DE USO
O conteúdo das cápsulas de Roacutan® apresenta aparência de uma suspensão homogênea, de cor amarelo escuro. Roacutannão apresenta características organolépticas marcantes que permitam sua diferenciação em relação a outras cápsulas gelatinosas moles.®
As cápsulas de Roacutan® devem ser engolidas, sem mastigar, durante as refeições.
Roacutan® somente deve ser prescrito por médicos que tenham experiência no uso de retinóides sistêmicos6 e entendam o risco de teratogenicidade associado ao tratamento com isotretinoína. Pacientes do sexo masculino e feminino devem receber uma cópia do guia do paciente e guia de contracepção8.
A resposta terapêutica9 ao Roacutan® e seus efeitos adversos são dose-dependentes, variando de acordo com o paciente. Há necessidade de ajuste individual da dosagem durante o tratamento. O tratamento com Roacutan® deve ser iniciado com 0,5 mg/kg diário. Para a maioria dos pacientes, a dose varia de 0,5 -1,0 mg/kg/dia. Pacientes com doença muito grave ou com acne1 em tronco podem necessitar de doses diárias maiores, até 2,0 mg/kg.
A dose cumulativa de 120 -150 mg/kg por tratamento tem sido documentada para aumentar a taxa de remissão e prevenir recorrência27. A duração da terapêutica9, portanto, varia em função da dose diária. Remissão completa da acne1 ocorre geralmente nas 16-24 semanas de tratamento. Em pacientes que apresentam intolerância grave à dose recomendada, o tratamento pode ser mantido com doses menores e, consequentemente, durante um período maior de tratamento.
Na maioria dos pacientes a resolução completa da acne1 é obtida com um único curso de tratamento. No caso de recorrência27 evidente, um novo curso de tratamento com Roacutan® deve ser prescrito, com a mesma dose diária e dose cumulativa prévia. Como ainda pode ser observada melhora da acne1 até 8 semanas após o término do tratamento, o retratamento não deve ser iniciado antes deste período.
As cápsulas deverão ser ingeridas com alimentos, uma ou duas vezes ao dia.
No caso de omissão ou esquecimento de dose por um dia, deve-se ingerir a dose prescrita normalmente no dia seguinte, não devendo ser dobrada a dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
5. REAÇÕES ADVERSAS
O Roacutan® só deve ser usado quando receitado por um médico. Além disso, seu uso pode ocasionar efeitos colaterais28, que exigem acompanhamento médico constante. Roacutan® não deve ser repassado a qualquer outra pessoa.
Alguns dos efeitos adversos do Roacutan® são dose-dependentes. Com a dose recomendada, o risco-benefício é geralmente aceitável, considerando a gravidade da doença. Os efeitos adversos são geralmente reversíveis com a alteração da dose ou interrupção do tratamento, sendo que alguns podem persistir após a suspensão da medicação.
Os eventos adversos listados abaixo refletem a experiência de estudos investigacionais e de pós-comercialização. A relação de alguns desses eventos com a terapia com Roacutan® é desconhecida. Muitos desses efeitos são semelhantes àqueles observados em pacientes que utilizam altas doses de vitamina3 A (ressecamento da pele29 e membranas mucosas30, por exemplo, dos lábios, passagem nasal e olhos31).
Sintomas16 relacionados com hipervitaminose A: os seguintes sintomas16 são os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados do Roacutan® - secura de pele29 e mucosas30, isto é, de lábios, mucosa32 nasal (epistaxe33), faringe34 (rouquidão), olhos31 (conjuntivite35, opacidade da córnea36 e intolerância a lentes de contato).
Pele29 e anexos37: exantema38, prurido39, dermatite40 facial, sudorese41, granuloma42 piogênico, paroníquia43, distrofia44 ungueal45, aumento na formação de tecidos de granulação46, adelgaçamento de cabelos, alopecia47 reversível, acne1 fulminante, hirsutismo48, hiperpigmentação, fotossensibilidade, reações alérgicas, fragilidade cutânea49. Piora da acne1 ocorre no início do tratamento e persiste durante várias semanas.
Desordens do sistema músculo-esquelético: mialgia50 (dores musculares) com ou sem aumento da CPK (vide item Advertências e precauções), artralgia51 (dores articulares), hiperostose, artrite52, calcificação53 dos ligamentos54 e tendões55 e outras alterações ósseas, redução na densidade óssea, lombalgia56, fechamento epifisário prematuro, tendinite57.
Desordens do sistema nervoso central22 e psiquiátricas: alterações comportamentais, cefaléia58, aumento da pressão intracraniana (pseudotumor cerebral), convulsões, depressão (vide item Advertências e precauções), tentativa de suicídio, suicídio. Embora a relação causal não tenha sido estabelecida, cuidados especiais devem ser dados para pacientes59 com história de depressão e todos os pacientes devem ser monitorizados para sinais17 de depressão e encaminhados para o tratamento apropriado, se necessário.
Desordens sensoriais: casos isolados de distúrbios visuais, fotofobia60, distúrbios da adaptação ao escuro (visão25 noturna diminuída), raros distúrbios visuais de cor (reversível com a descontinuação), catarata61 lenticular, ceratite, visão25 turva, blefarite62, conjuntivite35, irritação ocular, papiledema como sinal63 de hipertensão64 intracraniana benigna, redução da audição em algumas frequências e zumbido, têm sido reportados.
Desordens do sistema gastrintestinal: náusea65, diarréia66 grave, doença inflamatória intestinal como doença de Crohn67, colites, ileíte68 e hemorragia69 têm sido relatadas. Pacientes tratados com Roacutan® especialmente aqueles com altos níveis de triglicérides70 apresentam risco de desenvolverem pancreatite71. Pancreatite71 fatal tem sido raramente relatada (vide item Recomendações).
Desordens hepáticas72 e biliares: elevações transitórias e reversíveis de transaminases hepáticas72, alguns casos de hepatite73. Em muitos desses casos, as alterações ocorreram dentro da variação normal e os valores retornaram aos níveis basais durante o tratamento. Em outros casos, entretanto, foi necessário reduzir a dose ou descontinuar o tratamento com Roacutan®.
Desordens do sistema respiratório74: broncoespasmo75 tem sido raramente relatado; algumas vezes em pacientes com uma história prévia de asma76.
Desordens sanguíneas: diminuição da contagem de células77 brancas sanguíneas, neutropenia78, alterações de células77 vermelhas (como redução da contagem de células77 vermelhas e hematócrito79), anemia80, elevação da taxa de sedimentação, aumento nas plaquetas81 ou diminuição da contagem plaquetária (trombocitopenia82).
Achados laboratoriais: aumento de triglicérides70 e colesterol83 séricos, diminuição de HDL84, hiperuricemia. Raros casos de diabetes85 têm sido diagnosticados (vide item Advertências e precauções).
Infecções86: infecções86 locais ou sistêmicas por microorganismos gram-positivos (Staphylococcus aureus).
Outras reações: linfadenopatia, vasculite87 (por exemplo, granulomatose de Wegener), vasculite87 alérgica, reações alérgicas, hipersensibilidade sistêmica, hematúria88 e glomerulonefrite89.
6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Sinais17 de hipervitaminose A (secura nos lábios, rachaduras na pele29, dor de cabeça90 e perturbações visuais) podem aparecer em casos de superdosagem. Interrompa o uso da medicação e informe imediatamente ao seu médico.
7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
As cápsulas de Roacutan® devem ser armazenadas em temperatura ambiente (temperatura entre 15°C e 30°C). Armazenado na embalagem original encontra-se protegido da umidade e da luz.
Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa do produto). Não use o medicamento após a data de validade indicada na embalagem; pode ser prejudicial à saúde26.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde26 de Roacutan

Características Farmacológicas de Roacutan

A isotretinoína, substância ativa de Roacutan®, é um estereoisômero sintético do ácido all-trans-retinóico (tretinoína). Ela é muito eficaz na cura da acne1, pois afeta todos os fatores etiológicos da doença: produção sebácea, hiperqueratinização folicular, colonização do ducto com Propionibacterium acnes e processo inflamatório.
O mecanismo de ação do Roacutan® ainda não foi elucidado em detalhes, mas já se estabeleceu que a melhora observada no quadro clínico da acne1 grave está associada com a supressão dose-dependente da atividade da glândula91 sebácea e com a redução no tamanho das glândulas sebáceas92 demonstrada histologicamente. Estabeleceu-se, também, o efeito antiinflamatório dérmico da isotretinoína.
Farmacocinética
Sendo a cinética93 da isotretinoína e seus metabólitos94 lineares, suas concentrações plasmáticas durante o tratamento podem ser preditas através de uma única informação. Esta propriedade também demonstra alguma evidência de que a atividade das enzimas hepáticas95 metabolizadoras não seja induzida pela isotretinoína.
Absorção
A absorção de isotretinoína no trato gastrintestinal é variável; a biodisponibilidade absoluta de isotretinoína não foi determinada, pois a preparação venosa do composto não está disponível para uso em humanos, porém, estudos em cachorros sugerem que a biodisponibilidade sistêmica seja variável e razoavelmente baixa. Em pacientes estáveis com acne1, uma concentração sanguínea de pico (Cmáx) de 310 ng/mL (variação: 188-473 ng/mL) foi observada 2-4 horas após administração de 80 mg/dia de isotretinoína em jejum. As concentrações plasmáticas de isotretinoína são cerca de 1,7 vezes maiores que as concentrações sanguíneas devido à baixa penetração de isotretinoína dentro das hemácias96.
Quando a isotretinoína é ingerida com alimentos, sua biodisponibilidade é dobrada em relação ao jejum.
Distribuição
A isotretinoína liga-se fortemente às proteínas97 plasmáticas, principalmente albumina98 (99,9%), portanto, a fração livre da droga (farmacologicamente ativa) é menor que 0,1% em uma ampla variedade de concentrações terapêuticas.
O volume de distribuição da isotretinoína é desconhecido no homem, uma vez que não se dispõe da mesma para administração intravenosa.
Concentrações sanguíneas constantes (Cmin,ss) de isotretinoína em pacientes com acne1 grave tratados com 40 mg duas vezes ao dia variaram de 120 a 200 ng/mL; a concentração de 4-oxo-isotretinoína nestes pacientes foi 2-5 vezes maior que concentrações de isotretinoína. Existem poucas informações em humanos sobre a distribuição tecidual de isotretinoína. Concentrações de isotretinoína na epiderme99 representam metade da concentração plasmática.
Metabolismo100
Após administração oral de isotretinoína, três metabólitos94 principais têm sido identificados no plasma101: 4-oxo-isotretinoína, tretinoína (ambos ácido trans-retinóico), e 4-oxo-tretinoína. O principal metabólito102 é o 4-oxo-isotretinoína, com concentrações plasmáticas constantes 2,5 vezes maior que os outros compostos. Outros metabólitos94 foram detectados, porém não completamente identificados, incluindo conjugados glicurônicos.
Os metabólitos94 da isotretinoína mostraram atividade biológica em vários testes in vitro. Portanto, o perfil clínico observado em pacientes poderia ser o resultado da atividade farmacológica da isotretinoína e seus metabólitos94. Estudo clínico envolvendo 74 pacientes demonstrou que a administração oral de 4-oxo-isotretinoína resultou numa redução significativa da taxa de excreção de sebo, comprovando que a 4-oxo-isotretinoína contribui de forma significativa na atividade terapêutica9 do Roacutan®. Neste estudo, a administração oral de 4-oxo-isotretinoína não afetou a concentração endógena de isotretinoína e tretinoína, sugerindo que a atividade da 4-oxo-isotretinoína é mediada pela 4-oxo-tretinoína.
Como a isotretinoína e tretinoína (ambos ácido trans-retinóico) são metabolizados reversivelmente (interconvertidos), o metabolismo100 da tretinoína é relacionado com o da isotretinoína. O metabolismo100 pré-sistêmico103 da isotretinoína foi demonstrado em um estudo clínico que envolveu 10 voluntários.
Circulação104 êntero-hepática105 pode ter um papel importante na farmacocinética de isotretinoína nos humanos.
Estudos de metabolismo100 in vitro têm demonstrado o envolvimento de várias enzimas CYP no metabolismo100 de isotretinoína para 4-oxo-isotretinoína e tretinoína. Nenhuma forma isolada parece ter um papel predominante. CYP2C8, CYP2C9, CYP2B6, e possivelmente CYP3A4 parecem ter as maiores contribuições no metabolismo100 da isotretinoína para 4-oxo-isotretinoína. CYP2C9, CYP2B6, e possivelmente CYP2C8, CYP3A4, CYP2A6 e CYP2E1 contribuem para o metabolismo100 da isotretinoína. CYP26 é também conhecido como metabolizador de retinóides. Roacutan® e seus metabólitos94 não são significativamente afetados pela atividade da CYP.
Eliminação
Após administração oral de isotretinoína radioativa, frações aproximadamente equivalentes da dose são recuperadas na urina106 e nas fezes. Após administração oral de isotretinoína, a meia-vida de eliminação terminal da droga inalterada em pacientes com acne1 ocorre em 19 horas, em média. A meia-vida de eliminação terminal de 4-oxo-isotretinoína é maior, sendo 29 horas, em média.
Isotretinoína é um retinóide fisiológico107 e concentrações endógenas de retinóides são atingidas em aproximadamente duas semanas após o término do tratamento com Roacutan®.
Farmacocinética em populações especiais
Sendo o Roacutan® contra-indicado para pacientes59 com insuficiência hepática13, existe pouca informação sobre a cinética93 do Roacutan® nessa população.

Resultados de Eficácia de Roacutan

A hiperqueratinização da unidade pilossebácea leva a compactação dos corneócitos no ducto e obstrução pela queratina e do excesso de sebo. Ocorre a formação dos comedões e, eventualmente, das lesões108 inflamatórias. Roacutan® inibe a proliferação dos sebócitos e parece regularizar o processo de diferenciação celular. O sebo é o principal substrato para o crescimento do Propionibacterium acnes, de modo que a redução da produção de sebo ocorre inibição da colonização bacteriana do ducto.
A isotretinoína oral representa uma terapia efetiva para a acne1 resultando em remissão prolongada da doença na maioria dos pacientes. Um estudo com 88 pacientes, portadores de acne1 grave e/ou quadros resistentes a terapêutica9 convencional, tratados com isotretinoína oral na dose diária de 0,5-1mg/Kg/dia e dose cumulativa ? 120 mg/Kg, resultou em 85% de melhora clínica após 4 meses de tratamento. Os pacientes foram acompanhados durante 10 anos após o término do tratamento: 60% apresentaram remissão completa da doença e 23% necessitaram de um segundo curso de tratamento.
Referência bibliográfica
Layton AM, Stainforth JM and Cunliffe WJ. Ten years' experience of oral isotretinoin for the treatment of acne1 vulgaris. J Dermatol Treat 1993; 4:S2-5.

Indicações de Roacutan

Roacutan® está indicado no tratamento de formas graves de acne1 (nódulo2-cística e conglobata e acne1 com risco de cicatrizes5 permanentes) e quadros de acne1 resistentes a terapêuticas anteriores (antibióticos sistêmicos6 e agentes tópicos).

Contra Indicações de Roacutan

Roacutan® é contra-indicado nos seguintes casos: gravidez10 [em mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento, a menos que essas pacientes satisfaçam todos os critérios de contracepção8 exigidos (vide item Gravidez10 e lactação109)], mulheres no período de lactação109, insuficiência hepática13, hipervitaminose A preexistente, pacientes fazendo uso concomitante de tetraciclinas e derivados, pacientes com valores lipídicos sanguíneos excessivamente elevados. Roacutan® é também contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade à droga ou a algum de seus componentes. Roacutan® contém óleo de soja, óleo de soja parcialmente hidrogenado e óleo de soja hidrogenado. Portanto, Roacutan® está contra-indicado em pacientes alérgicos à soja.

Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto de Roacutan

As cápsulas de Roacutan® devem ser engolidas, sem mastigar, durante as refeições.As cápsulas de Roacutan® devem ser armazenadas em temperatura ambiente (temperatura entre 15°C e 30°C). Armazenado na embalagem original encontra-se protegido da umidade e da luz.

Posologia de Roacutan

Roacutan® somente deve ser prescrito por médicos que tenham experiência no uso de retinóides sistêmicos6 e entendam o risco de teratogenicidade associado ao tratamento com isotretinoína. Pacientes do sexo masculino e feminino devem receber uma cópia do guia do paciente e guia de contracepção8.
A resposta terapêutica9 ao Roacutan® e seus efeitos adversos são dose-dependentes, variando de acordo com o paciente. Há necessidade de ajuste individual da dosagem durante o tratamento. O tratamento com Roacutan® deve ser iniciado com 0,5 mg/kg diário. Para a maioria dos pacientes, a dose varia de 0,5 -1,0 mg/kg/dia. Pacientes com doença muito grave ou com acne1 em tronco podem necessitar de doses diárias maiores, até 2,0 mg/kg.
A dose cumulativa de 120 -150 mg/kg por tratamento tem sido documentada para aumentar a taxa de remissão e prevenir recorrência27. A duração da terapêutica9, portanto, varia em função da dose diária. Remissão completa da acne1 ocorre geralmente nas 16-24 semanas de tratamento. Em pacientes que apresentam intolerância grave à dose recomendada, o tratamento pode ser mantido com doses menores e consequentemente durante um período maior de tratamento.
Na maioria dos pacientes a resolução completa da acne1 é obtida com um único curso de tratamento. No caso de recorrência27 evidente, um novo curso de tratamento com Roacutan® deve ser prescrito, com a mesma dose diária e dose cumulativa prévia. Como ainda pode ser observada melhora da acne1 até 8 semanas após o término do tratamento, o retratamento não deve ser iniciado antes deste período.
As cápsulas deverão ser ingeridas com alimentos, uma ou duas vezes ao dia.
Instruções de dosagem especial
Em pacientes com insuficiência renal110 grave o tratamento deve ser iniciado com uma dose menor (por exemplo, 10 mg/dia) e ajustado individualmente de acordo com a tolerabilidade. A dose deverá ser aumentada até 1 mg/kg/dia ou até a dose diária máxima tolerada pelo paciente.

Advertências de Roacutan

Roacutan® deve ser prescrito apenas por médicos com experiência com o uso de retinóides sistêmicos6 e que entendam o risco de teratogenicidade associado ao tratamento com isotretinoína.Os pacientes devem ser orientados a nunca repassar o medicamento a outras pessoas e devolver as cápsulas não utilizadas no final do tratamento ao farmacêutico responsável.
A doação de sangue15 pelos pacientes deve ser evitada durante e até um mês após o tratamento com Roacutan® para prevenir exposição acidental e risco potencial para fetos de gestantes que se submetam a transfusões.
A função hepática105 ou enzimas devem ser examinadas antes e 1 mês após o início do tratamento e subsequentemente a cada 3 meses ou mais frequentemente se houver indicação clínica. Elevações transitórias e reversíveis das transaminases têm sido relatadas. Em vários casos essas alterações foram dentro da variação normal e retornaram aos níveis basais durante o tratamento. Entretanto, quando os níveis de transaminases alteram significativamente, pode ser necessária redução da dose ou interrupção do tratamento.
Os lípides séricos (em jejum) também devem ser examinados antes, um mês após e subsequentemente a cada 3 meses ou mais frequentemente, se houver indicação clínica. Os lípides séricos geralmente retornam ao normal ao se reduzir a dose ou descontinuar o tratamento. As alterações nos lípides séricos podem responder a medidas dietéticas.
Está recomendado o controle clínico para elevações significativas dos níveis séricos de triglicérides70, níveis superiores a 800 mg/dL111 ou 9 mmol/L112 são algumas vezes associados com pancreatite71 aguda, quadro potencialmente fatal. Portanto, Roacutan® deve ser interrompido em casos de hipertrigliceridemia descontrolada ou sintomas16 de pancreatite71.
Insuficiência renal110 aguda ou crônica graves não afetam a farmacocinética da isotretinoína. Roacutan® pode ser administrado a pacientes com insuficiência renal110. Nesses casos, recomenda-se iniciar o tratamento com baixas doses e aumentar progressivamente até a dose máxima tolerada pelo paciente.
Depressão, sintomas16 psicóticos e raras tentativas de suicídio foram relatados nos pacientes tratados com Roacutan® (vide item Reações adversas). Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida para esses eventos, cuidados especiais precisam ser tomados em pacientes com história de depressão e todos os pacientes devem ser supervisionados quanto à ocorrência de sinais17 de depressão e encaminhados para tratamento apropriado, caso necessário. A interrupção do Roacutan® pode não resultar em alívio dos sintomas16 e a avaliação psicológica ou psiquiátrica pode ser necessária.
Alterações ósseas, incluindo fechamento precoce de epífises113, hiperostose e calcificações de tendões55 e ligamentos54 têm ocorrido após vários anos de administração de altas doses para tratamento de desordens da queratinização. A dose diária é cumulativa e a duração do tratamento desses pacientes geralmente excede aquela recomendada para o tratamento da acne1. Entretanto, uma avaliação cuidadosa do risco-benefício deve ser realizada para cada paciente.
Mialgia50 e artralgia51 podem ocorrer e podem estar associadas com redução da tolerância ao exercício intenso (vide item Reações adversas). Aumentos isolados de CPK séricos têm sido relatados em pacientes tratados com Roacutan®, particularmente aqueles sob atividade física intensa.
Exacerbações agudas do quadro de acne1 são ocasionalmente vistas no período inicial do tratamento (usualmente de 7-10 dias) e, geralmente, não necessitam de ajuste de dose.
Exposições à luz solar e raios ultravioletas devem ser evitadas. Quando necessário, utilizar fatores de proteção elevados com FPS superior à 15.
O uso associado de agentes queratolíticos ou esfoliantes tópicos deve ser evitado pelo risco de irritação cutânea49.
Dermabrasão agressiva, química e tratamentos cutâneos com laser devem ser evitados em pacientes em uso de isotretinoína e até 5 a 6 meses após o tratamento devido ao risco de cicatrização hipertrófica em áreas atípicas e mais raramente hiper ou hipopigmentação nas áreas tratadas.
Depilação mecânica (com cera) deve ser evitada durante e pelo menos por um período de 6 meses após o tratamento devido a possibilidade de exulceração, cicatriz114 ou dermatite40.
Os pacientes devem ser orientados a utilizar emolientes/umectantes labiais no início do tratamento para evitar o ressecamento labial.
Diminuição da visão25 noturna tem ocorrido durante o tratamento com isotretinoína e em raros casos tem persistido após interrupção do tratamento (vide item Reações adversas). Devido ao início súbito em alguns casos, os pacientes devem ser avisados deste problema potencial e dos cuidados ao dirigir ou operar qualquer veículo à noite. Problemas visuais devem ser cuidadosamente monitorados.
Ressecamento ocular, blefarite62, conjuntivite35, opacidades córneas, diminuição da visão25 noturna e ceratite geralmente se resolvem após descontinuação do tratamento. O ressecamento ocular pode ser minimizado com o uso de lubrificantes oculares e lágrimas artificiais. Devido à possibilidade de ocorrer ceratite, pacientes com ressecamento ocular devem ser monitorados. Pacientes com dificuldades visuais devem ser encaminhados para avaliação oftalmológica e considerar a suspensão de Roacutan®. Pode ocorrer intolerância a lentes de contato e os pacientes podem necessitar do uso dos óculos durante o tratamento.
Casos raros de hipertensão64 intracraniana benigna (pseudotumor cerebral) têm sido relatados, alguns com uso concomitante de tetraciclinas. Sinais17 e sintomas16 de hipertensão64 intracraniana benigna incluem cefaléia58, náuseas115, vômitos116, distúrbios visuais e papiledema. Pacientes com quadro de hipertensão64 intracraniana benigna devem interromper o uso de Roacutan® imediatamente. Roacutan® tem sido associado com doença inflamatória intestinal (incluindo ileíte68 regional e doença de Crohn67) em pacientes sem história prévia de desordens intestinais. Pacientes com diarréia66 grave (hemorrágica117) devem descontinuar Roacutan® imediatamente.
Reações anafiláticas118 têm sido raramente relatadas e apenas após exposição prévia a retinóides. Reações alérgicas cutâneas119 são relatadas raramente. Casos graves de vasculite87 alérgica, geralmente com púrpura120 (hematomas121 e equimoses122) das extremidades e envolvimento extracutâneo têm sido relatados. Reações alérgicas graves requerem interrupção do tratamento e monitoração cuidadosa.
Precauções para grupos de pacientes especiais
Em pacientes de alto risco (com diabetes85, obesidade123, alcoolismo ou distúrbios do metabolismo100 lipídico) que se submetem ao tratamento com Roacutan®, exames dos valores lipídicos e glicemia124 realizados mais frequentemente podem ser necessários.
Em pacientes portadores ou com suspeita de diabetes85, recomenda-se a verificação frequente dos níveis da glicose sanguínea125. Altos níveis sanguíneos de glicose126 em jejum e novos casos de diabetes85 foram diagnosticados durante a terapêutica9 com Roacutan®.
Recomendações
Recomenda-se o controle de elevações clinicamente significativas de triglicérides70 séricos, pois níveis maiores que 800 mg/dL111 estão relacionados, às vezes, com pancreatite71 aguda, potencialmente fatal (vide item Reações adversas). Portanto, Roacutan® deve ser descontinuado caso ocorra hipertrigliceridemia incontrolável ou sintomas16 de pancreatite71.
Gravidez10 e lactação109
Gravidez10 é uma contra-indicação absoluta para o tratamento com Roacutan®. Caso ocorra gravidez10 durante o tratamento ou no mês seguinte ao término da medicação, apesar das precauções, há um grande risco de malformações127 graves no feto21.
Isotretinoína é altamente teratogênica128. Existe um risco extremamente alto de nascimento de uma criança deformada no caso de gravidez10 durante a administração de isotretinoína oral, em qualquer quantidade, mesmo durante curtos períodos. Todos os fetos expostos podem potencialmente ser afetados.
Roacutan® é contra-indicado a mulheres com potencial de engravidar a menos que a paciente do sexo feminino satisfaça todas as condições seguintes:
? ela deve ter formas graves de acne1 (nódulo2-cística e conglobata e acne1 com risco de cicatrizes5 permanentes) e quadros de acne1 resistentes a terapêuticas anteriores (antibióticos sistêmicos6 e agentes tópicos);
? testes negativos de gravidez10 devem ser obtidos antes, durante e 5 semanas após o término do tratamento. Os resultados desses testes devem ser documentados;
? ela deve ser confiável na compreensão e cumprimento das instruções;
? ela deve ser informada pelo médico sobre o perigo de engravidar durante e 1 mês após tratamento com Roacutan®;
? ela entende o risco teratogênico20;
? ela deve ser advertida sobre a possibilidade de falha do método anticoncepcional;
? ela entende a necessidade de rigoroso controle mensal;
? ela está informada e entende as potenciais consequências da gestação e que necessita de rápida avaliação médica se ocorrer risco de gestação;
mesmo em amenorréia129 ela deve manter todas as recomendações de contracepção8 efetiva;
? ela deve confirmar que compreendeu as precauções;
? ela usa e entende a necessidade de usar medidas contraceptivas eficazes mandatórias;
? ela deve usar contracepção8 eficaz sem interrupção durante 1 mês antes do início da terapêutica9 com Roacutan®, durante a terapêutica9 e 1 mês após a descontinuação da terapêutica9 (vide item Advertências); preferencialmente, devem utilizar dois métodos contraceptivos complementares, sendo um hormonal e outro de barreira;
? ela deve ter um teste de gravidez10 confiável negativo no mínimo 11 dias antes de iniciar a terapêutica9. Recomenda-se fortemente a repetição mensal do teste de gravidez10; ela aceita realizar o teste de gravidez10 durante e cinco semanas após a interrupção do tratamento;
? ela deve iniciar a terapêutica9 com Roacutan® somente no 2o ou 3o dia do próximo ciclo menstrual normal;
? no caso de repetição do tratamento, ela deverá também utilizar as mesmas medidas anticoncepcionais eficazes e ininterruptas 1 mês antes, durante e até 5 semanas após a terapêutica9 com Roacutan® e os mesmos testes confiáveis de gravidez10 devem ser realizados;
? ela deve ter entendido as precauções e confirmado seu entendimento e sua vontade de submeter-se a medidas contraceptivas confiáveis como foi explicado para ela.
Mesmo pacientes do sexo feminino que normalmente não utilizam métodos anticoncepcionais devido à história de infertilidade11 (exceto no caso de histerectomia12) ou que dizem não apresentar atividade sexual, devem ser aconselhadas a usar medidas contraceptivas eficazes enquanto tomarem isotretinoína, seguindo as instruções acima.
Segundo a Portaria 344/98, a isotretinoína deve ser prescrita acompanhada da Notificação de Receita Especial para os retinóides sistêmicos6 e Termo de Consentimento Informado, que enfatiza a necessidade de contracepção8 e prevenção da gravidez10.
As informações sobre prevenção de gravidez10 devem ser dadas para todos os pacientes tanto de forma oral quanto escrita.
Deve-se realizar teste de gravidez10 de alta sensibilidade nos três primeiros dias do ciclo menstrual, com as seguintes recomendações:
Antes de iniciar o tratamento
Deve ser realizado um teste de gravidez10 antes de iniciar o método contraceptivo; os resultados devem ser documentados. Em pacientes com ciclos menstruais irregulares, o teste deverá ser realizado 3 semanas após a última relação sexual sem proteção. O médico deve orientar a paciente em relação às medidas contraceptivas.
O teste de gravidez10 também deverá ser realizado durante a consulta para início do tratamento ou três dias antes, para excluir a possibilidade de gestação quando se inicia a medicação. As pacientes devem ter iniciado os métodos contraceptivos no mês anterior.
Nos retornos mensais
Os retornos devem ser realizados a cada 28 dias. O teste de gravidez10 deverá ser realizado no dia da consulta ou três dias antes da visita ao médico.
No final do tratamento
Após 5 semanas do término do tratamento, o teste de gravidez10 deverá ser realizado para excluir gestação.
A medicação deverá ser prescrita em quantidade suficiente para trinta dias de tratamento.
A dispensação da medicação deve ocorrer no período máximo de 30 dias após a emissão da receita.
Caso ocorra uma gravidez10, apesar dessas precauções, na vigência do tratamento com Roacutan® ou durante o mês seguinte, há um grande risco de malformação130 grave do feto21 (envolvendo em particular o sistema nervoso central22, o coração23 e os grandes vasos sanguíneos24). Há também um risco elevado de aborto espontâneo.
Foram documentadas as principais anormalidades fetais humanas associadas à administração de Roacutan®, incluindo: anormalidades de sistema nervoso central22 (hidrocefalia131, malformação130/ anormalidade cerebelar e microcefalia132), dismorfismo facial, fenda palatina, anormalidades no ouvido externo133 (microtia, canais auditivos externos pequenos ou ausentes), anormalidades oculares (microftalmia), anormalidades cardiovasculares (malformações127 como Tetralogia de Fallot, transposição de grandes vasos, defeitos septais), anormalidades no timo134 e glândulas4 paratireóides. Há também aumento na incidência135 de abortos espontâneos.
O Roacutan® é altamente lipofílico, sendo a passagem da droga para o leite materno muito provável. Devido aos efeitos adversos potenciais, o uso de Roacutan® deve ser evitado durante a lactação109.
Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez10 e a lactação109.
ESSE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS OU QUE POSSAM FICAR GRÁVIDAS DURANTE O TRATAMENTO.
Pacientes do sexo masculino: os dados atuais mostram que os níveis de exposição materna ao sêmen136 e fluido seminal em usuários de Roacutan® não é suficiente para representar risco de teratogenicidade.
Os pacientes do sexo masculino devem ser orientados a não repassar a medicação a outras pessoas, principalmente do sexo feminino.

Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco de Roacutan

Pacientes idosos
Os estudos com isotretinoína em pacientes acima de 65 anos são experimentais em outras condições que não a acne1. Como pacientes idosos podem apresentar diminuição da função renal137 e dislipidemias decorrentes da idade, recomenda-se acompanhamento e monitorização frequente dos níveis séricos de creatinina138, colesterol83, triglicérides70 e da função renal137.
Pacientes pediátricos
O uso de Roacutan® em pacientes com idade inferior a 12 anos não tem sido estudado.
Instruções de dosagem especial
Em pacientes com insuficiência renal110 grave o tratamento deve ser iniciado com uma dose menor (por exemplo, 10 mg/dia) e ajustado individualmente de acordo com a tolerabilidade. A dose deverá ser aumentada até 1 mg/kg/dia ou até a dose diária máxima tolerada pelo paciente.

Interações Medicamentosas de Roacutan

Terapêutica9 concomitante de Roacutan® e vitamina3 A deve ser evitada, pois os sintomas16 de hipervitaminose A podem ser intensificados.Raros casos de hipertensão64 intracraniana benigna (pseudotumor cerebral) têm sido relatados, alguns deles envolvendo o uso concomitante de tetraciclinas e derivados. Portanto, tratamento concomitante com tetraciclina deve ser evitado.
Microdoses de progesterona é um método contraceptivo inadequado durante o tratamento com isotretinoína.
A terapia combinada18 com carbamazepina ou fenitoína e isotretinoína pode resultar em redução na concentração plasmática de carbamazepina ou fenitoína, sendo recomendada a monitorização dos níveis séricos de carbamazepina ou fenitoína, durante o tratamento com isotretinoína.

Reações Adversas a Medicamentos de Roacutan

Alguns dos efeitos adversos do Roacutan® são dose-dependentes. Com a dose recomendada, o risco-benefício é geralmente aceitável, considerando a gravidade da doença. Os efeitos adversos são geralmente reversíveis com a alteração da dose ou interrupção do tratamento, sendo que alguns podem persistir após a suspensão da medicação.
Os eventos adversos listados abaixo refletem a experiência de estudos investigacionais e de pós-comercialização. A relação de alguns desses eventos com a terapia com Roacutan® é desconhecida. Muitos desses efeitos são semelhantes àqueles observados em pacientes que utilizam altas doses de vitamina3 A (ressecamento da pele29 e membranas mucosas30, por exemplo, dos lábios, passagem nasal e olhos31).
Sintomas16 relacionados com hipervitaminose A: os seguintes sintomas16 são os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados do Roacutan® - secura de pele29 e mucosas30, isto é, de lábios, mucosa32 nasal (epistaxe33), faringe34 (rouquidão), olhos31 (conjuntivite35, opacidade da córnea36, e intolerância a lentes de contato).
Pele29 e anexos37: exantema38, prurido39, dermatite40 facial, sudorese41, granuloma42 piogênico, paroníquia43, distrofia44 ungueal45, aumento na formação de tecidos de granulação46, adelgaçamento de cabelos, alopecia47 reversível, acne1 fulminante, hirsutismo48, hiperpigmentação, fotossensibilidade, reações alérgicas, fragilidade cutânea49. Piora da acne1 ocorre no início do tratamento e persiste durante várias semanas.
Desordens do sistema músculo-esquelético: mialgia50 (dores musculares) com ou sem aumento da CPK (vide item Advertências), artralgia51 (dores articulares), hiperostose, artrite52, calcificação53 dos ligamentos54 e tendões55 e outras alterações ósseas, redução na densidade óssea, lombalgia56, fechamento epifisário prematuro, tendinite57.
Desordens do sistema nervoso central22 e psiquiátricas: alterações comportamentais, cefaléia58, aumento da pressão intracraniana (pseudotumor cerebral), convulsões, depressão (vide item Advertências), tentativa de suicídio, suicídio. Embora a relação causal não tenha sido estabelecida, cuidados especiais devem ser dados para pacientes59 com história de depressão e todos os pacientes devem ser monitorizados para sinais17 de depressão e encaminhados para o tratamento apropriado, se necessário.
Desordens sensoriais: casos isolados de distúrbios visuais, fotofobia60, distúrbios da adaptação ao escuro (visão25 noturna diminuída), raros distúrbios visuais de cor (reversível com a descontinuação), catarata61 lenticular, ceratite, visão25 turva, blefarite62, conjuntivite35, irritação ocular, papiledema como sinal63 de hipertensão64 intracraniana benigna, redução da audição em algumas frequências e zumbido têm sido reportados.
Desordens do sistema gastrintestinal: náusea65, diarréia66 grave, doença inflamatória intestinal como colite139, ileíte68 e hemorragia69 têm sido relatadas. Pacientes tratados com Roacutan®, especialmente aqueles com altos níveis de triglicérides70, apresentam risco de desenvolverem pancreatite71. Pancreatite71 fatal tem sido raramente relatada (vide item Advertências).
Desordens hepáticas72 e biliares: elevações transitórias e reversíveis de transaminases hepáticas72, alguns casos de hepatite73. Em muitos desses casos, as alterações ocorreram dentro da variação normal e os valores retornaram aos níveis basais durante o tratamento. Em outros casos, entretanto, foi necessário reduzir a dose ou descontinuar o tratamento com Roacutan®.
Desordens do sistema respiratório74: broncoespasmo75 tem sido raramente relatado; algumas vezes, em pacientes com uma história prévia de asma76.
Desordens sanguíneas: diminuição da contagem de células77 brancas sanguíneas, neutropenia78, alterações de células77 vermelhas (como redução da contagem de células77 vermelhas e hematócrito79), anemia80, elevação da taxa de sedimentação, aumento nas plaquetas81 ou diminuição da contagem plaquetária (trombocitopenia82).
Achados laboratoriais: aumento de triglicérides70 e colesterol83 séricos, diminuição de HDL84, hiperuricemia. Raros casos de diabetes85 têm sido diagnosticados (vide item Advertências).
Infecções86: infecções86 locais ou sistêmicas por microorganismos gram-positivos (Staphylococcus aureus).
Outras reações: linfadenopatia, vasculite87 (por exemplo, granulomatose de Wegener), vasculite87 alérgica, reações alérgicas, hipersensibilidade sistêmica, hematúria88 e glomerulonefrite89.

Superdose de Roacutan

Sinais17 de hipervitaminose A podem aparecer em casos de superdosagem. Lavagem estomacal pode ser indicada nas primeiras horas após a superdosagem.

Armazenagem de Roacutan

As cápsulas de Roacutan® devem ser armazenadas em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC). Armazenado na embalagem original encontra-se protegido da umidade e da luz.

MS-1.0100.0182
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira - CRF-RJ nº 4288

Fabricado para F. Hoffmann-La Roche Ltd., Basiléia, Suíça
por R. P. Scherer GmbH & Co. KG, Eberbach, Alemanha

Embalado por: F. Hoffmann-La Roche Ltd., Kaiseraugst, Suíça

Importado e distribuído no Brasil por:
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22710-104 - Rio de Janeiro - RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39
Serviço Gratuito de Informações - 0800 7720 289 R
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.

N° do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
ATENÇÃO: RISCO PARA MULHERES GRÁVIDAS, CAUSA GRAVES DEFEITOS NA FACE140, NAS ORELHAS141, NO CORAÇÃO23 E NO SISTEMA NERVOSO142 DO FETO21.
CDS 2.0

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Roacutan - Laboratório

ROCHE
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Tel: 0800 7720 289
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Complementos

1 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
2 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
3 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
4 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
5 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
6 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
7 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
8 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
9 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
10 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
11 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
12 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
13 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
14 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
15 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
16 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
17 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
18 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
19 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
20 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
21 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
22 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
23 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
24 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
25 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
26 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
27 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
28 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
29 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
30 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
31 Olhos:
32 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
33 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
34 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
35 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
36 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
37 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
38 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
39 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
40 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
41 Sudorese: Suor excessivo
42 Granuloma: Formação composta por tecido de granulação que se encontra em processos infecciosos e outras doenças. É, na maioria das vezes, reacional a algum tipo de agressão (corpo estranho, ferimentos, parasitas, etc.).
43 Paroníquia: Unheiro. O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada. É uma micose.
44 Distrofia: 1. Acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica, mas poucos nutrientes, em corpos de água, como brejos e pântanos. 2. Na medicina, é qualquer problema de nutrição e o estado de saúde daí decorrente.
45 Ungueal: Relativo ou pertencente à unha, garra ou casco, ou que a eles se assemelha.
46 Granulação: 1. Aglomerado de grânulos. 2. Em medicina, é o conjunto de grânulos vermelhos, constituindo uma massa arredondada de vasos capilares e fibroblastos, que se forma na base de uma ulceração ou o processo formativo dessa massa. 3. Em química, é o processo de conversão de uma substância metálica em grãos pelo rápido resfriamento de um filete de sua massa fundida ao imergir em um líquido à temperatura ambiente.
47 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
48 Hirsutismo: Presença de pêlos terminais (mais grossos e escuros) na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, como acima dos lábios, no mento, em torno dos mamilos e ao longo da linha alba no abdome inferior. Pode manifestar-se como queixa isolada ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo (acne, seborréia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade.
49 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
50 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
51 Artralgia: Dor em uma articulação.
52 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
53 Calcificação: 1. Ato, processo ou efeito de calcificar(-se). 2. Aplicação de materiais calcíferos básicos para diminuir o grau de acidez dos solos e favorecer seu aproveitamento na agricultura. 3. Depósito de cálcio nos tecidos, que pode ser normal ou patológico. 4. Acúmulo ou depósito de carbonato de cálcio ou de carbonato de magnésio em uma camada de profundidade próxima a do limite de percolação da água no solo, que resulta em certa mobilidade deste e alteração de suas propriedades químicas.
54 Ligamentos: 1. Ato ou efeito de ligar(-se). Tudo o que serve para ligar ou unir. 2. Junção ou relação entre coisas ou pessoas; ligação, conexão, união, vínculo. 3. Na anatomia geral, é um feixe fibroso que liga entre si os ossos articulados ou mantém os órgãos nas respectivas posições. É uma expansão fibrosa ou aponeurótica de aparência ligamentosa. Ou também uma prega de peritônio que serve de apoio a qualquer das vísceras abdominais. 4. Vestígio de artéria fetal ou outra estrutura que perdeu sua luz original.
55 Tendões: Tecidos fibrosos pelos quais um músculo se prende a um osso.
56 Lombalgia: Dor produzida na região posterior inferior do tórax. As pessoas com lombalgia podem apresentar contraturas musculares, distensões dos ligamentos da coluna, hérnias de disco, etc. É um distúrbio benigno que pode desaparecer com uso de antiinflamatórios e repouso.
57 Tendinite: Inflamação de um tendão. Produz-se em geral como conseqüência de um traumatismo. Existem doenças imunológicas capazes de produzir tendinite entre outras alterações.
58 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
59 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
60 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
61 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
62 Blefarite: Inflamação do bordo externo das pálpebras ou pestanas. Também conhecida como palpebrite, sapiranga, sapiroca ou tarsite.
63 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
64 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
65 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
66 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
67 Doença de Crohn: Doença inflamatória crônica do intestino que acomete geralmente o íleo e o cólon, embora possa afetar qualquer outra parte do intestino. A doença cursa com períodos de remissão sintomática e outros de agravamento. Na maioria dos casos, a doença de Crohn é de intensidade moderada e se torna bem controlada pela medicação, tornando possível uma vida razoavelmente normal para seu portador. A causa da doença de Crohn ainda não é totalmente conhecida. Os sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre moderada, sensação de distensão abdominal, perda de apetite e de peso.
68 Ileíte: Inflamação do íleo, que é a parte terminal do intestino delgado, localizada entre o jejuno e a primeira porção do intestino grosso.
69 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
70 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
71 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
72 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
73 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
74 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
75 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
76 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
77 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
78 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
79 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
80 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
81 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
82 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
83 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
84 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
85 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
86 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
87 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
88 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
89 Glomerulonefrite: Inflamação do glomérulo renal, produzida por diferentes mecanismos imunológicos. Pode produzir uma lesão irreversível do funcionamento renal, causando insuficiência renal crônica.
90 Cabeça:
91 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
92 Glândulas Sebáceas: Órgãos formados por pequenas bolsas, localizados na DERME. Cada glândula apresenta um único ducto que emerge de um grupo de alvéolos ovais. Cada alvéolo é constituído por uma membrana basal transparente, encerrando células epiteliais. Os ductos da maior parte das glândulas sebáceas se abrem nos folículos pilosos, porém alguns se abrem na superfície da PELE. Glândulas sebáceas secretam SEBO.
93 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
94 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
95 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
96 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
97 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
98 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
99 Epiderme: Camada superior ou externa das duas camadas principais da pele.
100 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
101 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
102 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
103 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
104 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
105 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
106 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
107 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
108 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
109 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
110 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
111 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
112 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
113 Epífises: Extremidade dilatada dos ossos longos, separada da parte média pelo disco epifisário (até o crescimento ósseo cessar). Neste período, o disco desaparece e a extremidade se une à parte média do osso.
114 Cicatriz: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
115 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
116 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
117 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
118 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
119 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
120 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
121 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
122 Equimoses: Manchas escuras ou azuladas devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, as equimoses desaparecem passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
123 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
124 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
125 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
126 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
127 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
128 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
129 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
130 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
131 Hidrocefalia: Doença produzida pelo aumento do conteúdo de Líquido Cefalorraquidiano. Nas crianças pequenas, manifesta-se pelo aumento da cabeça, e nos adultos, pelo aumento da pressão interna do cérebro, causando dores de cabeça e outros sintomas neurológicos, a depender da gravidade. Pode ser devido a um defeito de escoamento natural do líquido ou por um aumento primário na sua produção.
132 Microcefalia: Pequenez anormal da cabeça, geralmente associada à deficiência mental.
133 Ouvido externo: Atualmente denominado orelha externa, consiste em duas porções: o pavilhão auditivo e o meato acústico externo, canal fechado em sua parte medial pela membrana timpânica, o que faz o limite da orelha média.
134 Timo:
135 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
136 Sêmen: Sêmen ou esperma. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O sêmen é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
137 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
138 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
139 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
140 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
141 Orelhas: Sistema auditivo e de equilíbrio do corpo. Consiste em três partes
142 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.

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