LEVOFLOXACINO Solução Injetável

EUROFARMA

Atualizado em 09/12/2014

LEVOFLOXACINO Solução Injetável

Medicamento genérico Lei n° 9.787, de 1999


Solução Injetável


Forma Farmacêutica e Apresentação do Levofloxacino Solução Injetável

Solução Injetável 5 mg/mL.

Embalagem contendo 6 bolsas plásticas com 100 mL (equivalente a 500 mg de levofloxacino).

USO ADULTO

Para infusão intravenosa

Composição do Levofloxacino Solução Injetável

Cada 1 mL de solução injetável contém:

levofloxacino ....................................................................................................................... 5 mg


Devido ao fato deste produto ser de uso restrito a hospital ou ambulatório especializado e manipulado apenas por pessoal treinado, o item “Informações ao Paciente” não consta nesta bula e estas serão fornecidas pelo médico assistente conforme necessário.


Cuidados de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz.


Prazo de validade

Desde que observados os devidos cuidados de conservação, o prazo de validade de levofloxacino é de 24 meses, contados a partir da data de fabricação impressa em sua embalagem externa.


NÃO USE MEDICAMENTOS COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.


- INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Características do Levofloxacino Solução Injetável

Mecanismo de ação

O levofloxacino é um agente antibacteriano sintético de amplo espectro, para administração intravenosa. Quimicamente, o levofloxacino é o isômero levógero (isômero-L) do racemato ofloxacino, um agente antibacteriano fluoroquinolônico.

A atividade antibacteriana do ofloxacino deve-se basicamente ao isômero-L. O mecanismo de ação do levofloxacino e de outros antibacterianos quinolônicos envolve a inibição do complexo DNA-girase (topoisomerase bactericida IV), uma enzima1 necessária à replicação, transcrição, restauração e recombinação do DNA. Nesse sentido, o isômero-L produz mais ligações de hidrogênio e, portanto, complexos mais estáveis com a DNA-girase do que o isômero-D.

Microbiologicamente, isso se traduz numa atividade antibacteriana 25 a 40 vezes maior para o isômero-L, o levofloxacino, do que para o isômero-D. Os derivados quinolônicos inibem rápido e especificamente a síntese do DNA bacteriano.


Microbiologia

O levofloxacino apresenta atividade in vitro contra um amplo espectro de bactérias aeróbicas e anaeróbicas gram-positivas e gram-negativas. A atividade bactericida do levofloxacino é rápido e freqüentemente ocorre em níveis próximos da Concentração Inibitória Mínima (CIM).

O levofloxacino exibe atividade in vitro contra a maioria das cepas2 dos microrganismos citados a seguir:


  • Aeróbios Gram-positivo

Enterococcus faecalis*

Staphylococcus aureus methi-S

Staphylococcus haemolyticus methi-S

Staphylococcus saprophyticus

Streptococcus, grupo C e G

Streptococcus agalactiae

Streptococcus pneumoniae peni-l/S/R*

Streptococcus pyogenes*

  • Aeróbios Gram-negativo

Acinetobacter baumannii*

Citrobacter freudii*

Eikenella corrodens

Enterobacter aerogenes

Enterobacter agglomerans

Enterobacter cloacae*

Escherichia coli*

Haemophilus influenzae ampi-S/R*

Haemophilus para-influenzae*

Klebsiella oxytoca

Klebsiella pneumoniae*

Moraxella catarrhalis b+/ b-

Morganella morganii*

Pasteurella multocida

Proteus mirabilis*

Proteus vulgaris

Providencia rettgeri

Providencia stuartii

Pseudomonas aeruginosa*

Serratia marcescens*

  • Anaeróbios

Bacteroides fragilis

Clostridium perfringens

Peptostreptococcus

  • Outros microrganismos

Chlamydia pneumoniae*

Chlamydia psittaci

Legionella pneumophila*

Mycoplasma pneumoniae*

  • Microrganismo com susceptibilidade3 intermediária

Aeróbios Gram-positivos:

Staphylococcus haemolyticus methi – R

Aeróbios Gram-negativos:

Burkholderia cepacia

Anaeróbios:

Bacteroides ovatus, Bacteroides

thetaiotamicron, Bacteroides vulgatus e

Clostridium difficile.


  • Outros microrganismos

Chlamydia pneumoniae*

Chlamydia psittaci

Legionella pneumophila*

Mycoplasma pneumoniae*



Microrganismos resistentes

Aeróbios Gram-positivos:

Staphylococcus aureus methi – R

* A eficácia clínica foi comprovada através de estudos clínicos.


O levofloxacino não é ativo contra Treponema pallidum. Em infecções4 nosocomiais causadas por Pseudomonas aeruginosa pode ser necessária a terapia combinada5.

Resistência ao levofloxacino devido à mutação6 espontânea in vitro é um fenômeno muito raro. Embora tenha sido observada resistência cruzada entre levofloxacino e outras fluorquinolonas, alguns microrganismos resistentes a outras quinolonas, como o ofloxacino, podem ser sensíveis ao levofloxacino. Na falta de um teste de sensibilidade ao levofloxacino, a sensibilidade do microrganismo ao ofloxacino pode ser utilizada para predizer a sensibilidade ao levofloxacino. Contudo, embora microrganismos sensíveis ao ofloxacino possam ser considerados sensíveis ao levofloxacino, o contrário nem sempre é verdadeiro.


Propriedades farmacocinéticas

O volume médio de distribuição do levofloxacino varia, em geral, de 89 a 112 litros após doses únicas ou múltiplas de 500 mg, indicando ampla distribuição pelos tecidos.

O levofloxacino possui baixa penetração no fluído cerebroespinhal.

A penetração do levofloxacino na bile7 é rápida e completa. O levofloxacino também penetra rapidamente no tecido ósseo8, tanto na cabeça9 do fêmur10 quanto na sua parte distal11. A ligação do levofloxacino a proteínas12 séricas é de aproximadamente 30 a 40%.

O levofloxacino é estereoquimicamente estável no plasma13 e na urina14 e não se converte metabolicamente no seu enantiômero, o D-ofloxacino. A biotransformação do levofloxacino é limitada, uma vez que a droga é basicamente excretada inalterada na urina14.

A meia-vida de eliminação plasmática terminal média do levofloxacino varia de 6 a 8 horas, após a administração de doses únicas ou de doses múltiplas.

A farmacocinética do levofloxacino fica alterada em pacientes com insuficiência renal15, portanto é necessário o ajuste da dose (vide “Posologia e Administração”). Não há diferenças significativas na cinética16 do levofloxacino entre jovens e idosos, a não ser as diferenças associadas ao clearance de creatinina17.

A análise separada de indivíduos do sexo feminino e masculino demonstrou diferenças variando de pequenas a não significativas da farmacocinética do levofloxacino com relação ao sexo. O significado clínico destas diferenças ainda não está claro.


- INDICAÇÕES

levofloxacino é indicado no tratamento de infecções4 bacterianas causadas por microrganismos sensíveis ao levofloxacino, tais como:

  - Infecções4 do trato respiratório superior e inferior, incluindo sinusite18, exacerbações agudas de bronquite crônica19 e pneumonia20.

  - Infecções4 da pele e tecido subcutâneo21, tais como impetigo22, abcessos, furunculose, celulite23 e erisipela24.

  - Infecções4 do trato urinário25, incluindo pielonefrite26.

  - Osteomielite27.


Contra- Indicações do Levofloxacino Solução Injetável

HIPERSENSIBILIDADE AO LEVO FLOXACINO OU OUTROS AGENTES ANTIMICROBIANOS DERIVADOS DAS QUINOLONAS. LEVOFLOXACINO ESTÁ CONTRA-INDICADO EM PACIENTES COM HISTÓRIA DE PROBLEMAS NO TENDÃO28 RELACIONADAS A ADMINISTRAÇÃO DE QUINOLONAS.


Precauções e Advertências do Levofloxacino Solução Injetável

FORAM RELATADAS CONVULSÕES E PSICOSES TÓXICAS EM PACIENTES SOB TRATAMENTO COM DERIVADOS QUINOLÔNICOS, INCLUINDO O LEVOFLOXACINO. AS QUINOLONAS TAMBÉM PODEM PROVOCAR UM AUMENTO DA PRESSÃO INTRACRANIANA E ESTIMULAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL29 PODENDO DESENCADEAR TREMORES, INQUIETAÇÃO, ANSIEDADE, TONTURA30, CONFUSÃO, ALUCINAÇÕES31, PARANÓIA, DEPRESSÃO, PESADELOS, INSÔNIA E, RARAMENTE, PENSAMENTOS OU ATOS SUICIDAS. ESSAS REAÇÕES PODEM OCORRER APÓS A PRIMEIRA DOSE. SE ESSAS REAÇÕES OCORREREM EM PACIENTES SOB TRATAMENTO COM O LEVOFLOXACINO, A DROGA DEVE SER DESCONTINUADA E MEDIDAS ADEQUADAS DEVEM SER ADOTADAS.

EM CASOS DE INFECÇÕES4 NOSOCOMIAIS CAUSADAS POR PSEUDOMONAS AERUGINOSA PODE SER NECESSÁRIA A TERAPIA COMBINADA5. NOS CASOS EXTREMAMENTE GRAVES DE PNEUMONIA20 PNEUMOCÓCICA, O USO DE LEVOFLOXACINO PODE NÃO SER A TERAPIA DE PRIMEIRA ESCOLHA.

PARA A INFUSÃO DE LEVOFLOXACINO DEVE SER OBSERVADO O TEMPO RECOMENDADO, DE PELO MENOS 60 MINUTOS PARA A SOLUÇÃO DE 500 MG. É CONHECIDO QUE O USO DE OFLOXACINO PODE PROVOCAR TAQUICARDIA32 E DIMINUIÇÃO TEMPORÁRIA DA PRESSÃO SANGÜÍNEA33 DURANTE A INFUSÃO. EM CASOS RAROS PODE OCORRER UM COLAPSO34 CIRCULATÓRIO COMO CONSEQÜÊNCIA DE UMA QUEDA ABRUPTA NA PRESSÃO SANGUÍNEA. SE OCORRER UMA QUEDA EVIDENTE NA PRESSÃO SANGÜÍNEA33 DURANTE A INFUSÃO COM LEVOFLOXACINO (L-ISÔMERO DO OFLOXACINO) A INFUSÃO DEVE SER INTERROMPIDA IMEDIATAMENTE.

COMO TODAS AS QUINOLONAS, O LEVOFLOXACINO DEVE SER USADO COM CAUTELA EM PACIENTES COM DISTÚRBIOS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL29 SUSPEITOS OU CONFIRMADOS, OS QUAIS POSSAM PREDISPOR A CONVULSÕES OU DIMINUIR O LIMIAR DE CONVULSÃO35 (POR EXEMPLO, ARTERIOSCLEROSE36 CEREBRAL GRAVE, EPILEPSIA37 ) OU NA PRESENÇA DE OUTROS FATORES DE RISCO QUE POSSAM PREDISPOR A CONVULSÕES OU DIMINUIR O LIMIAR DE CONVULSÃO35 (POR EXEMPLO, TRATAMENTO COM OUTRAS DROGAS, DISFUNÇÃO RENAL38).

A OCORRÊNCIA DE DIARRÉIA39, PARTICULARMENTE GRAVE, PERSISTENTE E COM SANGUE40, DURANTE OU APÓS O TRATAMENTO COM LEVOFLOXACINO PODE SER SINTOMÁTICO41 DE DOENÇA ASSOCIADA A CLOSTRIDIUM DIFICILE, A FORMA MAIS GRAVE DE COLITE42 PSEUDOMEMBRANOSA. NA SUSPEITA DE COLITE42 PSEUDOMEMBRANOSA, A ADMINISTRAÇÃO DE LEVOFLOXACINO DEVE SER INTERROMPIDA IMEDIATAMENTE E MEDIDAS ESPECÍFICAS E DE SUPORTE DEVEM SER ADOTADAS SEM DEMORA. PRODUTOS QUE INIBEM O PERISTALTISMO43 SÃO CONTRA-INDICADOS NESTA SITUAÇÃO.

RUPTURAS DOS TENDÕES44 DO OMBRO, DA MÃO45 E DO TENDÃO DE AQUILES46, EXIGINDO REPARAÇÃO CIRÚRGICA OU RESULTANDO EM INCAPACIDADE PROLONGADA FORAM RELATADAS EM PACIENTES QUE RECEBERAM QUINOLONAS. O RISCO DE RUPTURA DE TENDÃO28 PODE FICAR AUMENTADO NA ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE CORTICOSTERÓIDES. O TRATAMENTO COM LEVOFLOXACINO DEVE SER INTERROMPIDO SE O PACIENTE APRESENTAR DOR, INFLAMAÇÃO47 OU RUPTURA DE TENDÃO28. OS PACIENTES DEVEM REPOUSAR E EVITAR EXERCÍCIOS ATÉ QUE O DIAGNÓSTICO48 DE TENDINITE49 OU RUPTURA DE TENDÃO28 SEJA SEGURAMENTE EXCLUÍDO. A RUPTURA DE TENDÃO28 PODE OCORRER DURANTE OU APÓS A TERAPIA COM QUINOLONAS, INCLUINDO O LEVOFLOXACINO.

REAÇÕES DE FOTOTOXIDADE MODERADAS A GRAVES FORAM OBSERVADAS EM PACIENTES EXPOSTOS À LUZ SOLAR DIRETA, ENQUANTO RECEBIAM TRATAMENTO COM QUINOLONAS. A EXCESSIVA EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR OU RAIOS ULTRAVIOLETAS (U.V.) ARTIFICIAIS DEVE SER EVITADA. ENTRETANTO, EM TESTES CLÍNICOS, A FOTOTOXIDADE FOI OBSERVADA EM MENOS DE 0,1% DOS PACIENTES. SE OCORRER FOTOTOXIDADE, O TRATAMENTO DEVE SER INTERROMPIDO.

COMO NO CASO DAS OUTRAS QUINOLONAS, FORAM RELATADOS DISTÚRBIOS NA GLICOSE50 SANGÜÍNEA, GERALMENTE EM PACIENTES DIABÉTICOS SOB TRATAMENTO CONCOMITANTE COM UM AGENTE HIPOGLICEMIANTE51 ORAL OU COM INSULINA52. NESTES PACIENTES, RECOMENDA-SE CUIDADOSA MONITORAÇÃO DA GLICOSE50 SANGÜÍNEA. SE OCORRER UMA REAÇÃO HIPOGLICEMIANTE51, O TRATAMENTO COM LEVOFLOXACINO DEVE SER INTERROMPIDO.

REAÇÕES ANAFILÁTICAS53 E/OU DE HIPERSENSIBILIDADE GRAVE E OCASIONALMENTE FATAIS FORAM RELATADAS EM PACIENTES QUE RECEBERAM TRATAMENTO COM QUINOLONAS. ESSAS REAÇÕES FREQÜENTEMENTE OCORREM APÓS A PRIMEIRA DOSE. ALGUMAS REAÇÕES FORAM ACOMPANHADAS POR COLAPSO34 CARDIOVASCULAR, HIPOTENSÃO54 /CHOQUE55, CONVULSÕES, PERDA DA CONSCIÊNCIA, FORMIGAMENTO, ANGIOEDEMA56, OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS, DISPNÉIA57, URTICÁRIA58, COCEIRA E OUTRAS REAÇÕES CUTÂNEAS59 SÉRIAS. O TRATAMENTO COM O LEVOFLOXACINO DEVE SER INTERROMPIDO IMEDIATAMENTE DIANTE DO APARECIMENTO DE EXANTEMA60 CUTÂNEO61 OU QUALQUER OUTRO SINAL62 DE HIPERSENSIBILIDADE.

INCIDENTES63 GRAVES E ALGUMAS VEZES FATAIS DEVIDO A UM MECANISMO IMUNOLÓGICO DESCONHECIDO FORAM RELATADOS EM PACIENTES QUE FORAM TRATADOS COM QUINOLONAS, INCLUINDO, RARAMENTE, O LEVOFLOXACINO. ESSES EVENTOS PODEM SER GRAVES E GERALMENTE OCORREM APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE DOSES MÚLTIPLAS. AS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, ISOLADAS OU ASSOCIADAS, PODEM INCLUIR: FEBRE64, EXANTEMA60 OU REAÇÕES DERMATOLÓGICAS GRAVES; VASCULITE65; ARTRALGIA66; MIALGIA67; DOENÇA DO SORO68; PNEUMONITE69 ALÉRGICA; NEFRITE70 INTERSTICIAL71; FALÊNCIA OU INSUFICIÊNCIA RENAL15 AGUDA; HEPATITE72; ICTERÍCIA73; FALÊNCIA OU NECROSE74 HEPÁTICA75 AGUDA; ANEMIA76, INCLUSIVE HEMOLÍTICA E APLÁSTICA; TROMBOCITOPENIA77, LEUCOPENIA78; AGRANULOCITOSE79; PANCITOPENIA80 E/OU OUTRAS ANORMALIDADES HEMATOLÓGICAS. A MEDICAÇÃO DEVE SER INTERROMPIDA IMEDIATAMENTE DIANTE DO APARECIMENTO DE EXANTEMA60 CUTÂNEO61 OU QUALQUER OUTRO SINAL62 DE HIPERSENSIBILIDADE E MEDIDAS DE APOIO DEVEM SER ADOTADAS.

  •USO DURANTE A GRAVIDEZ81 E LACTAÇÃO82

ESTUDOS DE REPRODUÇÃO83 EM ANIMAIS NÃO LEVANTARAM QUALQUER PREOCUPAÇÃO ESPECÍFICA.

ENTRETANTO, NA AUSÊNCIA DE DADOS EM HUMANOS E DEVIDO AO GRANDE RISCO EXPERIMENTAL DE DANOS CAUSADOS POR FLUORQUINOLONAS NAS CARTILA GENS DE ORGANISMOS EM CRESCIMENTO, LEVOFLOXACINO NÃO DEVE SER UTILIZADO EM MULHERES GRÁVIDAS.

ESTUDOS EM RATOS NÃO CAUSARAM ALTERAÇÕES NA FERTILIDADE E REPRODUÇÃO83 COM DOSES DE ATÉ 360 MG/KG/DIA. O LEVOFLOXACINO NÃO FOI TERATOGÊNICO84 EM RATOS EM DOSES ORAIS DE ATÉ 810 MG/KG/DIA OU EM DOSES INTRAVENOSAS DE ATÉ 160 MG/KG/DIA.

DEVIDO AO POTENCIAL DE OCORRÊNCIA DE REAÇÕES ADVERSAS GRAVES NOS LACTENTES85 DE MÃES SOB TRATAMENTO COM LEVOFLOXACINO, ESTE NÃO DEVE SER UTILIZADO DURANTE A LACTAÇÃO82.


  •USO PEDIÁTRICO

A SEGURANÇA E A EFICÁCIA DA UTILIZAÇÃO DO LEVOFLOXACINO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM FASE DE CRESCIMENTO NÃO FORAM ESTABELECIDAS. NO ENTANTO, JÁ FOI DEMONSTRADO QUE AS QUINOLONAS PRODUZEM EROSÃO NAS ARTICULAÇÕES86 QUE SUPORTAM PESO, BEM COMO OUTROS SINAIS87 DE ARTROPATIA88, EM ANIMAIS JOVENS DE VÁRIAS ESPÉCIES. PORTANTO, A UTILIZAÇÃO DO LEVOFLOXACINO NESSAS FAIXAS ETÁRIAS NÃO É RECOMENDADA.


  •USO EM PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA89 E/OU RENAL38

DEVE-SE TER CUIDADO AO ADMINISTRAR LEVOFLOXACINO EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL15, POIS A DROGA É EXCRETADA PRINCIPALMENTE PELO RIM90. EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL15 É NECESSÁRIO O AJUSTE DAS DOSES PARA EVITAR O ACÚMULO DE LEVOFLOXACINO DEVIDO À DIMINUIÇÃO DA DEPURAÇÃO (VIDE “POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO”).


  •EFEITOS SOBRE A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS

O LEVOFLOXACINO PODE PROVOCAR EFEITOS NEUROLÓGICOS ADVERSOS COMO VERTIGEM91, TONTURA30 E DISTÚRBIOS VISUAIS. PORTANTO, O PACIENTE DEVE SER ACONSELHADO A NÃO DIRIGIR VEÍCULOS, OPERAR MÁQUINAS OU DEDICAR-SE A OUTRAS ATIVIDADES QUE EXIJAM COORDENAÇÃO E ALERTA MENTAL, ATÉ QUE SE SAIBA QUAL A REAÇÃO INDIVIDUAL DO PACIENTE FRENTE À DROGA.


Interações Medicamentosas do Levofloxacino Solução Injetável

  - QUANDO LEVOFLOXACINO É ADMINISTRADO POR VIA INTRAVENOSA: NÃO EXISTEM DADOS REFERENTES À INTERAÇÃO ENTRE QUINOLONAS ADMINISTRADAS POR VIA INTRAVENOSA E ANTIÁCIDOS92 ORAIS, SUCRAL FATO, MULTIVITAMÍNICOS OU CÁTIONS METÁLICOS. ENTRETANTO, NENHUM DERIVADO QUINOLÔNICO DEVE SER ADMINISTRADO, POR VIA INTRAVENOSA, CONCOMITANTEMENTE A QUALQUER SOLUÇÃO CONTENDO CÁTIONS BIVALENTES, COMO O MAGNÉSIO, ATRAVÉS DA MESMA LINHA INTRAVENOSA (VIDE “POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO”).

  - A BIODISPONIBILIDADE DE LEVOFLOXACINO É SIGNIFICATIVAMENTE REDUZIDA NA ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE COM SUCRAL FATO. CASO SEJA NECESSÁRIO ADMINISTRAR SUCRAL FATO E LEVOFLOXACINO, RECOMENDA-SE A ESPERA DE 2 HORAS ENTRE AS ADMINISTRAÇÕES DE AMBOS.

COMO NO CASO DE OUTRAS QUINOLONAS, A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE LEVOFLOXACINO E TEOFILINA PODE PROLONGAR A MEIA-VIDA DESTA ÚLTIMA, ELEVAR OS NÍVEIS DE TEOFILINA NO SORO68 E AUMENTAR O RISCO DE REAÇÕES ADVERSAS RELACIONADAS À TEOFILINA. PODE OCORRER UMA REDUÇÃO PRONUNCIADA NO LIMIAR DA CONVULSÃO35 NA ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTENTE DE QUINOLONAS E TEOFILINA, DROGAS ANTIINFLAMATÓRIAS NÃO ESTEROIDAIS OU OUTROS AGENTES QUE DIMINUEM O LIMIAR DA CONVULSÃO35.

PORTANTO, OS NÍVEIS DE TEOFILINA DEVEM SER CUIDADOSAMENTE MONITORADOS E OS NECESSÁRIOS AJUSTES EM SUAS DOSES DEVEM SER REALIZADOS, SE NECESSÁRIO, QUANDO O LEVOFLOXACINO FOR CO-ADMINISTRADO. REAÇÕES ADVERSAS, INCLUINDO CONVULSÕES, PODEM OCORRER COM OU SEM A ELEVAÇÃO DO NÍVEL DE TEOFILINA NO SORO68. NENHUM EFEITO SIGNIFICATIVO DO LEVOFLOXACINO SOBRE AS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS, AUC E OUTROS PARÂMETROS DE BIODISPONIBILIDADE DA TEOFILINA FORAM DETECTADOS EM UM ESTUDO CLÍNICO ENVOLVENDO 14 VOLUNTÁRIOS SADIOS. DE MODO SEMELHANTE, NENHUM EFEITO APARENTE DA TEOFILINA SOBRE BIODISPONIBILIDADE E ABSORÇÃO DO LEVOFLOXACINO FOI OBSERVADO. AS CONCENTRAÇÕES DE LEVOFLOXACINO FORAM CERCA DE 13% MAIS ALTAS NA PRESENÇA DE FENBUFENO DO QUE QUANDO ADMINISTRADOS SEPARADAMENTE.

A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE LEVOFLOXACINO COM A VARFARINA OU A DIGOXINA, COM O CARBONATO DE CÁLCIO, COM A GLIBENCLAMIDA E COM A RANITIDINA NÃO EXIGE MODIFICAÇÃO DAS DOSES DE NENHUM DOS COMPOSTOS.

A MEIA-VIDA DA CICLOSPORINA FICA AUMENTADA EM 33% QUANDO É ADMINISTRADA CONCOMITANTEMENTE COM O LEVOFLOXACINO.

A PROBENECIDA E CIMETIDINA CAUSARAM UM EFEITO ESTATISTICAMENTE SIGNIFICATIVO NA ELIMINAÇÃO DO LEVOFLOXACINO. O CLEARANCE RENAL38 DE LEVOFLOXACINO FOI REDUZIDO PELA CIMETIDINA (24%) E PROBENECIDA (34%). ISTO OCORRE PORQUE AMBAS AS DROGAS SÃO CAPAZES DE BLOQUEAR A SECREÇÃO TUBULAR RENAL38 DE LEVOFLOXACINO. ENTRETANTO, NAS DOSES TESTADAS NO ESTUDO, AS DIFERENÇAS CINÉTICAS93 ESTATISTICAMENTE SIGNIFICATIVAS NÃO TÊM RELEVÂNCIA CLÍNICA. DE QUALQUER FORMA, DEVE-SE TER CAUTELA NA ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE LEVOFLOXACINO COM DROGAS QUE AFETAM A SECREÇÃO TUBULAR RENAL38, COMO PROBENECIDA E CIMETIDINA, ESPECIALMENTE COM ALTERAÇÕES RENAIS.


Reações Adversas do Levofloxacino Solução Injetável

LEVOFLOXACINO É, EM GERAL, BEM TOLERADO. AS REAÇÕES ADVERSAS MAIS COMUMENTE OBSERVADAS FORAM: DIARRÉIA39, NÁUSEA94, VAGINITE95 E AUMENTO DAS ENZIMAS HEPÁTICAS96. FORAM RELATADAS REAÇÕES ADVERSAS TAIS COMO: FLATULÊNCIA, DOR ABDOMINAL, PRURIDO97, EXANTEMA60, DISPEPSIA98, INSÔNIA, VERTIGENS99, RASH100, VÔMITOS101, ANOREXIA102, CEFALÉIA103, TONTURA30, AUMENTO DA BILIRRUBINA104 E CREATININA17 SÉRICA, EOSINO FILIA, LEUCOPENIA78, ASTENIA105, SUPERCRESCIMENTO DE FUNGOS E PROLIFERAÇÃO DE OUTROS MICRORGANISMOS RESISTENTES.

MENOS FREQÜENTEMENTE, FORAM RELATADAS OUTRAS REAÇÕES ADVERSAS COMUNS AOS DERIVADOS QUINOLÔNICOS QUE, INDEPENDENTEMENTE DA RELAÇÃO COM A DROGA, FORAM CONSIDERADAS IMPORTANTES DO PONTO DE VISTA MÉDICO: ALTERAÇÕES DA COORDENAÇÃO, DA FUNÇÃO HEPÁTICA75, INSUFICIÊNCIA RENAL15 AGUDA, REAÇÕES DE AGRESSIVIDADE, ARTRITE106, CONFUSÃO, CONVULSÕES, DEPRESSÃO, GRANULOCITOPENIA, ALUCINAÇÃO107, MANIA, PANCREATITE108, PARANÓIA, FOTOSSENSIBILIDADE. DIARRÉIA39 COM SANGUE40 QUE PODE SER INDICATIVA DE COLITE42 PSEUDOMEMBRANOSA, DISTÚRBIOS DO SONO, TENDINITE49, NEUTROPENIA109, TROMBOCITOPENIA77, ERITEMA MULTIFORME110, FALÊNCIA DE ORGÃOS, URTICÁRIA58, BRONCOSPASMO, TAQUICARDIA32, HIPOTENSÃO54, DISPNÉIA57, PARESTESIA111, TREMOR, ANSIEDADE, AGITAÇÃO, ARTRALGIA66 E MIALGIA67.

FORAM AINDA RELATADAS MUITO RARAMENTE REAÇÕES TAIS COMO ANGIOEDEMA56, HIPOTENSÃO54, CHOQUE ANAFILÁTICO112, HIPOGLICEMIA113, RUPTURA DE TENDÃO28, AGRANULOCITOSE79, PNEUMONIA20 ALÉRGICA E FEBRE64.

CASOS ISOLADOS DE ERUPÇÕES BOLHOSAS, HIPOESTESIA114, DISTÚRBIOS VISUAIS E AUDITIVOS, DISTÚRBIOS DO PALADAR115 E OLFATO, ALUCINAÇÕES31, RABDOMIÓLISE116, ANEMIA HEMOLÍTICA117 E PANCITOPENIA80.

Posologia e Administração do Levofloxacino Solução Injetável

A solução injetável de levofloxacino pode ser administrada 1 ou 2 vezes ao dia. A dose depende do tipo e gravidade da infecção118 e da sensibilidade do patógeno. A duração do tratamento varia de acordo com o resultado clínico, com o período máximo de duração de 14 dias. Assim como para outros antibióticos, o tratamento com levofloxacino deve ser continuado por um período mínimo de 48 a 72 horas após a febre64 ceder e quando há evidência de erradicação do patógeno. levofloxacino solução injetável só deve ser administrada por infusão intravenosa uma ou duas vezes ao dia; não deve ser administrada por via intramuscular, intraperitoneal ou subcutânea119.

Atenção: deve-se evitar a infusão intravenosa rápida ou em “bolus”. A infusão de levofloxacino deve ser lenta, por um período de no mínimo 60 minutos para 500mg.

As tabelas a seguir trazem orientações sobre as doses e a duração do tratamento, de acordo com o tipo de infecção118 e com a função renal38 do paciente.




As bolsas contendo solução diluída devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de partículas, antes da administração. Soluções contendo partículas visíveis devem ser descartadas. levofloxacino injetável não contém conservantes ou agentes bacteriostáticos em sua formulação, portanto, deve-se utilizar técnicas de assepsia120 na preparação da solução final.

Uma vez que as bolsas destinam-se ao uso único, após a administração, qualquer porção remanescente de solução deve ser descartada. Caso seja necessário o fracionamento da dose, deve-se retirar o conteúdo total da embalagem, num único procedimento, preparar a segunda dose e conservá-la para a administração posterior. Estabilidade de levofloxacino injetável: após remoção do produto da embalagem externa, é estável durante 3 dias sob condições de luz ambiente. Após perfuração do lacre do frasco, é estável durante 3 h. Quando congeladas a -20°C, em frascos de vidro, as soluções diluídas são estáveis por 6 meses. O descongelamento das soluções congeladas deve ser feito à temperatura ambiente (entre 15°C e 30oC) ou em um refrigerador (entre 2°C e 8°C). Não forçar o descongelamento irradiando com microondas ou imergindo em água. Não recongelar após o início do descongelamento.

Como há dados limitados sobre a compatibilidade entre levofloxacino injetável e outras drogas intravenosas, não devem ser misturados aditivos ou outros medicamentos com levofloxacino injetável, nem administrados simultaneamente, na mesma linha de infusão de levofloxacino injetável. Se for necessário utilizar o mesmo equipo para a administração sucessiva de outras drogas, ele deverá ser enxaguado antes e depois da administração de levofloxacino injetável, com uma solução compatível com o levofloxacino e com as demais drogas.

levofloxacino solução injetável para infusão é compatível com as seguintes soluções intravenosas:

  - Cloreto de sódio 0,9%, para injeção121, USP

  - Dextrose122 5%, para injeção121, USP

  - Dextrose122 2,5% em solução de Ringer

  - Soluções combinadas para nutrição parenteral123 (aminoácidos, carboidratos e eletrólitos124)

Não se deve utilizar soluções contendo heparina ou soluções alcalinas na preparação da solução de levofloxacino.


- SUPERDOSAGEM

De acordo com estudos de toxicidade125 em animais, os sinais87 mais importantes após a ocorrência de superdosagem com levofloxacino são sintomas126 no Sistema Nervoso Central29 como confusão, vertigens99, alterações de consciência e convulsões, assim como reações gastrintestinais, náuseas127 e erosões da mucosa128.

Na ocorrência de ingestão de dose excessiva de levofloxacino, pode-se considerar o esvaziamento gástrico e proceder a tratamento sintomático41. Pode-se utilizar antiácidos92 para a proteção da mucosa128 gástrica. O levofloxacino não é removido através de hemodiálise129 ou diálise peritoneal130 de maneira eficiente. Não existe antídoto131 específico.


Pacientes Idosos do Levofloxacino Solução Injetável

Devem-se seguir as orientações gerais descritas anteriormente. Não havendo necessidade de ajuste das doses, desde que esses pacientes não tenham uma patologia132 renal38.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

USO RESTRITO A HOSPITAIS.

N.º de lote, data de fabricação e prazo de validade: VIDE CARTUCHO.

Para sua segurança mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.


MS - 1.0043.0783

Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258


EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA.

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Indústria Brasileira

LEVOFLOXACINO Solução Injetável - Laboratório

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
2 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
3 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
4 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
6 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
7 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
8 Tecido Ósseo: TECIDO CONJUNTIVO especializado, principal constituinte do ESQUELETO. O componente celular básico (principle) do osso é constituído por OSTEOBLASTOS, OSTEÓCITOS e OSTEOCLASTOS, enquanto COLÁGENOS FIBRILARES e cristais de hidroxiapatita formam a MATRIZ ÓSSEA.
9 Cabeça:
10 Fêmur: O mais longo e o maior osso do esqueleto; está situado entre o quadril e o joelho. Sinônimos: Trocanter
11 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
12 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
13 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
14 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
15 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
16 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
17 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
18 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
19 Bronquite crônica: Inflamação persistente da mucosa dos brônquios, em geral produzida por tabagismo, e caracterizada por um grande aumento na produção de muco bronquial que produz tosse e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos durante dois anos.
20 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
21 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
22 Impetigo: Infecção da pele e mucosas, produzida por uma bactéria chamada Estreptococo, e caracterizada pela presença de lesões avermelhadas, com formação posterior de bolhas que contém pus e que, ao romper-se, deixam uma crosta cor de mel. Pode ser transmitida por contato entre as pessoas, como em creches.
23 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
24 Erisipela: Infecção cutânea que afeta a derme e o tecido celular subcutâneo, produzida por uma bactéria denominada estreptococo e que se manifesta por febre, aumento da temperatura local, dor e espessamento da pele afetada.
25 Trato Urinário:
26 Pielonefrite: Infecção dos rins produzida em geral por bactérias. A forma de aquisição mais comum é por ascensão de bactérias através dos ureteres, como complicação de uma infecção prévia de bexiga. Seus sintomas são febre, dor lombar, calafrios, eliminação de urina turva ou com traços de sangue, etc. Deve ser tratada cuidadosamente com antibióticos pelo risco de lesão permanente dos rins, com perda de função renal.
27 Osteomielite: Infecção crônica do osso. Pode afetar qualquer osso da anatomia e produzir-se por uma porta de entrada local (fratura exposta, infecção de partes moles) ou por bactérias que circulam através do sangue (brucelose, tuberculose, etc.).
28 Tendão: Tecido fibroso pelo qual um músculo se prende a um osso.
29 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
30 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
31 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
32 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
33 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
34 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
35 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
36 Arteriosclerose: Doença degenerativa da artéria devido à destruição das fibras musculares lisas e das fibras elásticas que a constituem, levando a um endurecimento da parede arterial, geralmente produzido por hipertensão arterial de longa duração ou pelo envelhecimento.
37 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
38 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
39 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
40 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
41 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
42 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
43 Peristaltismo: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristalse.
44 Tendões: Tecidos fibrosos pelos quais um músculo se prende a um osso.
45 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
46 Tendão de Aquiles:
47 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
48 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
49 Tendinite: Inflamação de um tendão. Produz-se em geral como conseqüência de um traumatismo. Existem doenças imunológicas capazes de produzir tendinite entre outras alterações.
50 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
51 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
52 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
53 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
54 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
55 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
56 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
57 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
58 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
59 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
60 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
61 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
62 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
63 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
64 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
65 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
66 Artralgia: Dor em uma articulação.
67 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
68 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
69 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
70 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
71 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
72 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
73 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
74 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
75 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
76 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
77 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
78 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
79 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
80 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
81 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
82 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
83 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
84 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
85 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
86 Articulações:
87 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
88 Artropatia: Comprometimento patológico de uma artculação.
89 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
90 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
91 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
92 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
93 Cinéticas: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
94 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
95 Vaginite: Inflamação da mucosa que recobre a vagina. Em geral é devido a uma infecção bacteriana ou micótica. Manifesta-se por ardor, dor espontânea ou durante o coito (dispareunia) e secreção mucosa ou purulenta pela mesma.
96 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
97 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
98 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
99 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
100 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
101 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
102 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
103 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
104 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
105 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
106 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
107 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
108 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
109 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
110 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
111 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
112 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
113 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
114 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
115 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
116 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
117 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
118 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
119 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
120 Assepsia: É o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de micro-organismos em um ambiente que logicamente não os tem. Logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.
121 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
122 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
123 Nutrição parenteral: Administração de alimentos utilizando um acesso venoso. Utilizada em situações nas quais o trato digestivo encontra-se seriamente danificado (pancreatite grave, sepse grave, etc.). Os alimentos são administrados em sua forma mais simples, como se fossem digeridos, para que possam ser absorvidos pelas células.
124 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
125 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
126 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
127 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
128 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
129 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
130 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
131 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
132 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.

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