Miocoron 200mg - Cx c/ 20 env X 10 cps

CRISTALIA

Atualizado em 09/12/2014

Miocoron 200mg - Cx c/ 20 env X 10 cps

MIOCORON(
CLORIDRATO DE AMIODARONA

200 mg

Forma Farmacêutica e de Apresentação de Miocoron

Comprimidos Embalagens com 20 e 200 comprimidos.
USO ADULTO

Composição de Miocoron

Cada comprimido contém:
Cloridrato de Amiodarona (DCB 0054.02-x) .................... 200 mg
Excipiente qsp.................... 1 comp.
(Excipiente: croscarmelose sódica, estearato de magnésio, lactose1, polividona, dióxido de silício coloidal, talco)

Informação ao Paciente de Miocoron

Miocoron( contém a substância ativa amiodarona que pertence a uma nova classe de antiarrítmicos e somente deve ser administrado por profissionais experientes no tratamento de arritmias2 com risco de vida.O produto deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15 e 30ºC, protegido da luz e umidade. Seu prazo de validade é de 48 meses a partir da data de fabricação, impresso na embalagem. Não tome medicamento vencido, pois após este prazo pode não haver mais efeito terapêutico.
Informar ao médico imediatamente em caso de ocorrência de gravidez3 durante o tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando. O produto não deve ser usado durante a gravidez3 ou se estiver amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico, mesmo que esteja se sentindo bem.
Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis ou se aparecerem perturbações como náusea4, vômitos5, gastrites6 e opacificação da córnea7.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Proteger a pele8 da ação solar durante e por vários meses após a interrupção do tratamento, usando roupas protetoras e cremes com fator de proteção solar. Consultar seu médico se houver alteração da cor da pele8 ou se a mesma tornar-se azul-grisácea.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MEDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE9.

Informação Técnica de Miocoron

Características
A amiodarona é pertencente a uma nova classe de drogas antiarrítmicas com efeito predominante de Classe III, na classificação de Vaughan Williams, com algumas propriedades da Classe I. A droga é altamente lipofílica e contém 37,3% de iodo por peso.
A amiodarona prolonga a duração do potencial de ação e do período refratário em todos os tecidos cardíacos, incluindo o nó sinusal10, átrio, nó atrioventricular11, e ventrículo, por ação direta nos tecidos, sem afetar significativamente o potencial da membrana.
Diminui a automaticidade do nó sinusal10 e a automaticidade juncional, prolonga a condução AV, e diminui a automaticidade das fibras com despolarização espontânea no sistema Purkinje. A amiodarona prolonga a ação refratária e diminui a condução no tecido12 da via acessória em pacientes com a síndrome13 de Wolff-Parkinson-White.
A amiodarona também causa antagonismo não-competitivo aos receptores alfa e beta-adrenérgicos14 e inibição do canal de cálcio, e também afeta o metabolismo15 hormonal tireoidiano, sem que se conheça a relação desses efeitos com a sua ação antiarrítmica.
A amiodarona possui leve efeito inotrópico negativo, mais proeminente com a administração intravenosa que com a oral, mas, normalmente, não deprime a função ventricular esquerda. A droga pode causar vasodilatação coronariana e periférica e portanto, diminui a resistência vascular16 periférica, mas somente causa hipotensão17 com altas doses orais.
Farmacocinética
A absorção da droga é lenta e variável, sendo que são absorvidos de 20 a 55% de uma dose oral. O volume de distribuição é amplo e variável, como resultado do acúmulo no tecido adiposo18 e os órgãos de alta perfusão, como fígado19, pulmão20 e baço21. Isto leva a um lento alcance do estado de equilíbrio, concentrações plasmáticas terapêuticas e eliminação prolongada. A ligação às proteínas22 plasmáticas é muito alta, cerca de 96%.
A biotransformação é hepática23, extensa, originando um metabólito24 ativo, que é a desetilamiodarona; possivelmente também por desiodinação, porque a dose de 300 mg libera 9 mg de iodo.
A meia-vida inicial é de 2,5 a 10 dias. A meia-vida terminal é de 26 a 107 dias, como média 53 dias e de 40 a 55 dias na maioria dos pacientes. A desetilamiodarona tem meia-vida terminal média de 61 dias.
O início da ação ocorre de 2 a 3 dias a 2 a 3 meses, mesmo com dose de impregnação.
O tempo para se atingir o pico da concentração plasmática é de 3 a 7 horas. A concentração plasmática terapêutica25 é de 1 a 2,5 mcg (0,001 a 0,0025 mg) por ml, no estado de equilíbrio, após 2 meses de terapia. Contudo, é difícil predizer o efeito antiarrítmico26 através das concentrações plasmáticas, podendo a toxicidade27 ocorrer mesmo nas concentrações terapêuticas.
A duração da ação é variável, de semanas a meses. Podem ser medidas concentrações plasmáticas de amiodarona, até 9 meses após a descontinuação do tratamento.
A eliminação é biliar. Cerca de 25% são excretados no leite materno. A amiodarona não é removível por hemodiálise28.

Indicações de Miocoron

Na profilaxia e tratamento das arritmias2 ventriculares (taquicardia29 e extra-sistolia), arritmias2 supraventriculares, fibrilação e flutter atrial crônico30, arritmias2 paroxísticas atriais e arritmias2 supraventriculares associadas à síndrome13 Wolf-Parkinson-White.

Contra-Indicações de Miocoron

Miocoron( é contra-indicado no bloqueio atrioventricular do 20 e 30 grau preexistente, sem marca-passo31, por haver risco de total bloqueio cardíaco32. Também está contra-indicado nos episódios de bradicardia33 que resultam em síncope34, a não ser que sejam controlados por marca-passo31. Na disfunção grave do nó sinusal10, determinando acentuada bradicardia33 sinusal, exceto se estiverem sendo controlados por marca-passo31. A amiodarona reduz a automaticidade do nó sinusal10 e pode causar bradicardia33 sinusal atropina-resistente.
O risco-benefício deve ser considerado nas seguintes condições clínicas: insuficiência cardíaca congestiva35, diminuição da função hepática23, hipopotassemia36, diminuição da função tireoidiana.
O produto é contra-indicado quando houver hipersensibilidade à amiodarona ou aos componentes da fórmula.

Precauções e Advertências de Miocoron

A amiodarona pode causar microdepósitos na córnea7. Os microdepósitos da córnea7 ocorrem na maioria dos adultos tratados com amiodarona. Eles são visíveis somente pelo exame de lâmpada de fenda. Podem produzem sintomas37 tais como: halo visual ou visão38 turva em cerca de 10% dos pacientes. Os microdepósitos da córnea7 são reversíveis com redução da dose ou término do tratamento. Os microdepósitos assintomáticos não são justificativas para reduzir a posologia ou suspender o tratamento.Carcinogênese, mutagênese, fertilidade: A amiodarona reduziu a fertilidade em ratos machos e fêmeas em doses de 90 mg/kg/dia (8 vezes superior às doses de manutenção recomendadas para uso humano). A amiodarona causou em ratos um aumento dose-dependente, estatisticamente significante, na incidência39 de tumores da tireóide (adenoma40 folicular ou carcinoma41).
Os estudos de mutagenicidade com amiodarona foram negativos.
Gravidez3 - Categoria D: A amiodarona tem apresentado embriotoxicidade em ratos, camundongos e coelhos. A droga atravessa a placenta. Embora não tenham sido realizados estudos em humanos, alguns relatos indicaram uma ausência de reações adversas quando a administração de amiodarona ocorreu no final da gestação. Contudo, a droga pode ser prejudicial ao feto42, incluindo potenciais reações adversas como bradicardia33 e no estado tireoidiano do recém-nascido.
Em geral, a amiodarona deve ser usada durante a gravidez3 somente se o potencial benefício para a mãe justificar um risco desconhecido para o feto42.
Amamentação43: A amiodarona é excretada no leite materno. Não se recomenda amamentar durante o tratamento com o produto.
Pediatria: A segurança e a eficácia da amiodarona em crianças ainda não foram estabelecidas.
Geriatria: O idoso tende a ser mais sensível aos efeitos dos hormônios tireoideanos e portanto, será mais sensível aos efeitos da amiodarona sobre a função tireoidiana. Assim, estes pacientes devem ser monitorizados. Também, os idosos, podem ter incidência39 aumentada de ataxia44 e efeitos neurotóxicos.

A amiodarona deve ser usada com cautela em pacientes em uso de agentes beta bloqueadores ou antagonistas do cálcio, devido a possibilidade de potencialização de bradicardia33, parada sinusal e bloqueio AV; se necessário, a amiodarona pode ser utilizada após implantação de marca-passo31 em pacientes com bradicardia33 grave ou parada sinusal.
Distúrbios eletrolíticos: Recomenda-se correção dos distúrbios eletrolíticos (hipopotassemia36, hipomagnesemia) antes do início de terapêutica25 com amiodarona.
Toxicidade27: amiodarona apresenta diversos efeitos tóxicos potencialmente fatais, a mais importante é a toxicidade27 pulmonar (pneumonite45 intersticial46/alveolites) resultando em doenças manifestadas clinicamente com taxas que alcançam 11 a 15% na maioria do grupo de pacientes com arritmias2 ventriculares, tomando doses de aproximadamente 400 mg/dia, embora sem sintomas37 da capacidade de difusão anormal na maior parte dos pacientes. A toxicidade27 pulmonar tem sido fatal em cerca de 10% das ocorrências. A lesão47 hepática23 é comum com amiodarona, mas é geralmente branda e evidente somente pelas enzimas hepáticas48 anormais. Pode ocorrer doença hepática23 manifesta. Contudo, tem sido fatal em poucos casos. Como outros antiarrítmicos, a amiodarona pode agravar a arritmia49, tornando-a menos bem tolerada ou de difícil reversão. Isto tem ocorrido em 2 a 5% dos pacientes em várias séries, e bloqueio cardíaco32 significante ou bradicardia33 sinusal, tem sido observada em 2 a 5%. Todas essas ocorrências podem ser controláveis no consultório na maioria dos casos.
Mesmo em paciente com alto risco de morte por arritmia49, nos quais a toxicidade27 da amiodarona é um risco aceitável, a droga possui grande problema de manuseio, o que pode representar risco de vida nesta população, de modo que todo esforço deverá ser realizado para a utilização inicial de agentes alternativos.
Pacientes com as arritmias2 mencionadas devem ser hospitalizados enquanto as doses de impregnação de amiodarona são administradas, e a resposta geralmente requer no mínimo uma semana, ou habitualmente duas ou mais. Devido à variação na absorção e na eliminação, a seleção da dose de manutenção é difícil e não é raro necessitar-se diminuir a dose ou descontinuar o tratamento. Em um estudo retrospectivo50 de 192 pacientes com taquiarritmias51 ventriculares, 84 necessitaram redução da dose e 18 necessitaram no mínimo descontinuação temporária, devido às reações adversas.
O tempo necessário para o controle da arritmia49 com risco de vida poderá ser de semanas a meses, podendo, os pacientes com maior risco, necessitar hospitalização prolongada.
Toxicidade27 pulmonar: A amiodarona causa uma síndrome13 de dispnéia52 progressiva e tosse. Dados patológicos funcionais, radiográficos e cintilográficos, revelam processo intersticial46 pulmonar, muitas vezes caracterizando alveolites. A frequência da toxicidade27 pulmonar tem sido geralmente baixa, variando de 2 a 7% na maioria das publicações. Contudo recentes relatos preliminares têm encontrado de 11 a 15% nos pacientes tratados, em média por mais que um ano, e há aumento na frequência com o tempo e/ou doses cumulativas diárias.
Embora a síndrome13 seja reversível quando a amiodarona é descontinuada, com ou sem terapêutica25 esteróide, fatalidades têm ocorrido em cerca de 10% dos casos. Qualquer novo sintoma53 respiratório em pacientes recebendo amiodarona deve sugerir a possibilidade de toxicidade27 pulmonar, e conduzir, com a evolução clínica e radiológica, para a avaliação da função pulmonar e cintilográfica com gálio. Cuidado particular deverá ser tomado para não supor que tais sintomas37 estejam relacionados à falência cardíaca.
Recomenda-se RX do tórax54 periódico e avaliação clínica (cada 3 a 6 meses) devendo também ser realizado teste da função pulmonar basal, incluindo capacidade de difusão.
Piora da Arritmia49: A amiodarona, assim como outros antiarrítmicos, pode causar grave exacerbação da arritmia49 vigente, um risco que pode ser potencializado pela presença de antiarrítmicos a administrada concomitantemente. A exacerbação tem sido relatada em cerca de 2 a 5% na maioria dos estudos, e inclui fibrilação ventricular, taquicardia29 ventricular, aumento da resistência à cardioversão, taquicardia29 ventricular polifocal associada com QT prolongado (Torsade de Pointes).
Também, a amiodarona tem causado bradicardia33 sintomática55 ou parada sinusal com supressão do foco de escape em 2 a 4% dos pacientes.
Lesão47 hepática23: Elevação dos níveis das enzimas hepáticas48 tem sido observada frequentemente em pacientes em uso de amiodarona e na maioria dos casos assintomática. Se o aumento ultrapassar três vezes o normal ou duplicar em um paciente com valores iniciais elevados, descontinuar o produto ou reduzir a posologia. Em poucos casos, nos quais a biópsia56 tem sido realizada, a histologia tem aspecto de hepatite57 alcoólica ou cirrose58. Insuficiência hepática59 tem sido causa incomum de morte nos pacientes tratados com o produto.
Fotossensibilidade: A amiodarona tem induzido fotossensibilização em cerca de 10% dos pacientes. Alguma proteção pode ser proporcionada pelo uso de creme filtrante solar ou roupa protetora. Durante tratamento prolongado, pode ocorrer descoloração azul-grisácea devido a exposição da pele8. O risco aumenta nos pacientes com pele8 clara ou naqueles com excessiva exposição solar e está relacionado com doses cumulativas e tempo de tratamento.
Anormalidade tireoidiana: A amiodarona inibe a conversão periférica da tiroxina (T4) à triiodotironina (T3), contribuindo para a ocorrência de níveis de tiroxina algo aumentados, e níveis diminuídos de T3. A amiodarona pode causar ambos, hipotireoidismo60 ou hipertireoidismo61. A função tireoidiana deve ser monitorada no início e periodicamente, particularmente em todo paciente com história de nós tireoidiano, bócio62 ou outra disfunção. Hipotireoidismo60 tem sido descrito em 2 a 10% dos pacientes nos diversos trabalhos, e é provavelmente melhor identificado pelo valor de TSH elevado. A suplementação63 cuidadosa com hormônio64 tireoidiano poderá eliminar este problema.
O problema mais difícil é o hipertireoidismo61, melhor identificado pelo T3 sérico maior que 200 mg/dl65, provável resultado de uma suplementação63 aumentada de iodo, ocorrendo em 1 a 3% dos pacientes, sendo indicação potencial para a descontinuação da droga.
Hipotensão17 pós "bypass": Têm sido descritas ocorrências raras de hipotensão17, em interrupção de "bypass" cardiopulmonar, durante cirurgia de peito66 aberto, em pacientes usando amiodarona. A relação desta ocorrência com a terapêutica25 com amiodarona é desconhecida.

Interações Medicamentosas de Miocoron

A administração de amiodarona em pacientes sob terapêutica25 regular com digoxina, resulta em aumento na concentração plasmática do digitálico, podendo determinar intoxicação. Nestes casos recomenda-se reduzir em 50% a dose do digitálico ou descontinuar o tratamento.
A amiodarona potencializa os efeitos dos anticoagulantes67, tipo varfarina, recomendando-se nestes pacientes redução para 1/3 ou 1/2 da dose do anticoagulante68 e controle do tempo da protrombina69.
Outros antiarrítmicos tais como quinidina, procainamida, disopiramida, fenitoína, tem sido usados concomitantemente com a amiodarona, mas sua dose deve ser reduzida em 30 a 50%, alguns dias antes do início da terapia com a amiodarona e suspensos gradativamente. Se houver real necessidade de uso de terapia com outros antiarrítmicos, a dose destes últimos deve ser reduzida pela metade.
Têm sido descritos casos de elevação dos níveis do estado de equilíbrio da quinidina, procainamida e fenitoína durante terapêutica25 concomitante com amiodarona. Necessitando-se o uso de drogas antiarrítmicas associadas, recomenda-se iniciar com doses pequenas e sob monitorização cuidadosa.

Reações Adversas/Colaterais de Miocoron

Reações adversas têm sido muito comuns em praticamente todas as séries de pacientes tratados com amiodarona devido a arritmias2 ventriculares, ocorrendo com grandes doses da droga (400 mg/dia) em cerca de 314 de todos os pacientes e determinando descontinuação em 7 a 18% dos pacientes..As reações mais graves da droga são a toxicidade27 pulmonar, exacerbação de arritmia49 e raramente lesão47 hepática23 grave (vide item Precauções). Contudo outras reações adversas constituem problemas importantes, que são frequentemente reversíveis com a redução da dose e praticamente sempre reversíveis com a suspensão do tratamento com amiodarona. A maioria das reações adversas mostra-se mais freqüente com a continuação do tratamento por mais que 6 meses.
Problemas neurológicos são extremamente comuns, ocorrendo em 20 a 40% dos pacientes e incluem, mal-estar e fadiga70, tremores e movimentos involuntários, coordenação fraca e neuropatia periférica71; eles raramente são uma reação para suspensão terapêutica25 e podem responder à redução da dose. Reações gastrintestinais mais comuns são náuseas72, vômitos5, constipação73 e anorexia74, ocorrendo em cerca de 25% dos pacientes, contudo raramente requerem descontinuação da droga. As reações comumente ocorrem durante a administração de doses elevadas (isto é, dose de ataque) e frequentemente respondem a redução da dose ou fracionamento da posologia.
Microdepósitos em córnea7, assintomáticos, estão presentes em praticamente todos os pacientes adultos que têm usado a droga por mais que 6 meses. Alguns pacientes desenvolvem sintomas37 de halo ocular, fotofobia75 e olhos76 secos. A visão38 raramente é comprometida e a droga raramente necessita de ser descontinuada. Reações dermatológicas ocorrem em cerca de 15% dos pacientes com existência, mais freqüente, de fotossensibilidade (cerca de 10%). Filtro solar e proteção da exposição solar pode ser útil, não sendo necessária a descontinuação da droga. Exposição prolongada à amiodarona ocasionalmente resulta em pigmentação azul-grisácea. Ela é lenta, ocasional e incompletamente reversível com a descontinuação da droga. Porém, é somente de importância cosmética.
Reações adversas cardiovasculares, além da exacerbação das arritmias2, incluem ocorrência incomum de insuficiência cardíaca congestiva35 (3%) e bradicardia33. A bradicardia33 frequentemente responde à redução da dose mas pode ser necessário marca-passo31 para seu controle. Insuficiência cardíaca congestiva35 raramente requer descontinuação da droga. Anormalidades da condução cardíaca ocorrem esporadicamente, sendo reversíveis com a descontinuação da droga.
Os seguintes efeitos colaterais77 foram citados em 10 a 33% dos pacientes:
Gastrointestinal: Náuseas72 e vômitos5.
Os seguintes efeitos colaterais77 foram relatados, cada um, em 4 a 9% dos pacientes:
Dermatológico: dermatite78 solar/fotossensibilidade
Neurológicos: mal estar, fadiga70, tremores/ movimentos involuntários anormais, deficiência de
coordenação, marcha anormal/ataxia44, tonteiras, parestesia79
Gastrintestinais: constipação73, anorexia74.
Oftalmológico: distúrbios visuais.
Hepática23: testes da função hepática23 anormal.
Respiratórios: inflamação80 pulmonar ou fibrose81.
Os seguintes efeitos colaterais77 foram relatados, cada um, em menos que 1% dos pacientes: mancha cutânea82 azul, rash83, equimoses84 espontâneas, alopecia85, hipotensão17, anormalidades da condução cardíaca.
Ocorrência rara de hepatite57 e cirrose58 têm sido citadas em pacientes usando amiodarona.
Testes laboratoriais: Elevação nos níveis das enzimas hepática23 (SGOT e SGPT) pode ocorrer. Se a elevação for muito intensa ou surgir hepatomegalia86 recomenda-se reduzir a dose ou interromper o tratamento.

Posologia de Miocoron

Recomenda-se como dose máxima 6 comprimidos diários e dose mínima de 1 comprimido ao dia.
Como dose de ataque: 3 comprimidos diários.
Como dose de manutenção: 1 a 2 comprimidos diários. Aconselha-se a terapêutica25 em séries intermitentes87 em geral de 3 semanas por mês, com os comprimidos administrados 1, 2 ou 3 vezes ao dia.
Aconselha-se ainda o seu uso durante 5 dias (2a. a 6a.) com o sábado e o domingo de descanso.
ESTA POSOLOGIA PODE SER MODIFICADA DE ACORDO COM O CRITÉRIO MÉDICO.

Superdosagem de Miocoron

Nos casos de superdosagem, suspender o tratamento, avisar o médico e instituir terapia de suporte e sintomática55 adequada, incluindo o seguinte:Ingestão oral recente pode ser tratada com emese88 e/ou lavagem gástrica89.
Monitorizar o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea.
Para a bradicardia33, indica-se um agonista90 beta-adrenérgico91 ou marca-passo31.
A hipotensão17 pode responder a agentes inotrópicos positivos e/ou vasopressores.

Pacientes Idosos de Miocoron

O idoso tende a ser mais sensível aos efeitos dos hormônios tireoideanos e portanto, será mais sensível aos efeitos da amiodarona sobre a função tireoidiana. Assim, estes pacientes devem ser monitorizados. Também, os idosos, podem ter incidência39 aumentada de ataxia44 e efeitos neurotóxicos.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

N.º do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide rótulo e caixa.
Reg. MS N.º 1.0298.0116
Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis CRF-SP - N.º 5061

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira - SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

REVISADO EM 24/09/01

Miocoron 200mg - Cx c/ 20 env X 10 cps - Laboratório

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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
5 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
6 Gastrites: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
7 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
8 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Nó sinusal: Pequena massa de fibras musculares cardíacas modificadas, localizada na junção da VEIA CAVA SUPERIOR com o átrio direito. Os impulsos da contração provavelmente começam neste nó, propagam-se pelo átrio (ÁTRIO CARDÍACO) sendo então transmitidos pelo feixe de His (FEIXE ATRIOVENTRICULAR) para o ventrículo (VENTRÍCULO CARDÍACO).
11 Nó atrioventricular: Pequena massa nodular formada por fibras musculares especializadas que estão localizadas no septo interatrial próximo ao óstio do seio coronário. Dá origem ao feixe atriventricular do sistema de condução do coração.
12 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
13 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
14 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
15 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
16 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
17 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
18 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
19 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
20 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
21 Baço:
22 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
23 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
24 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
25 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
26 Antiarrítmico: Medicamento usado para tratar altrações do ritmo cardíaco
27 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
28 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
29 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
30 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
31 Marca-passo: Dispositivo implantado no peito ou no abdômen com o por objetivo de regular os batimentos cardíacos.
32 Bloqueio cardíaco: Transtorno da condução do impulso elétrico no tecido cardíaco especializado, manifestado por uma diminuição variável da freqüência dos batimentos cardíacos.
33 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
34 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
35 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
36 Hipopotassemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
39 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
40 Adenoma: Tumor do epitélio glandular de características benignas.
41 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
42 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
43 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
44 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
45 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
46 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
47 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
48 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
49 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
50 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
51 Taquiarritmias: Cadência rápida do ritmo do coração, arritmias rápidas.
52 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
53 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
54 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
55 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
56 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
57 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
58 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
59 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
60 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
61 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
62 Bócio: Aumento do tamanho da glândula tireóide, que produz um abaulamento na região anterior do pescoço. Em geral está associado ao hipotireoidismo. Quando a causa desta doença é a deficiência de ingestão de iodo, é denominado Bócio Regional Endêmico. Também pode estar associado a outras doenças glandulares como tumores, infecções ou inflamações.
63 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
64 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
65 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
66 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
67 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
68 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
69 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
70 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
71 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
72 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
73 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
74 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
75 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
76 Olhos:
77 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
78 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
79 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
80 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
81 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
82 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
83 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
84 Equimoses: Manchas escuras ou azuladas devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, as equimoses desaparecem passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
85 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
86 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
87 Intermitentes: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
88 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
89 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
90 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
91 Adrenérgico: Que age sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.

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