GRANULOKINE
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Filgrastima (G- CSF)
FATOR ESTIMULADOR DE COLôNIAS DE GRANULóCITOS HUMANOS
METIONIL RECOMBINANTE NãO- GLICOSADO (FILGRASTIMA, G-CSF)
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO - GRANULOKINE
Nome genérico
Filgrastima (G- CSF)
Formas farmacêuticas e apresentações - GRANULOKINE
Caixas contendo 5 frasco- ampolas de 1 ml correspondendo a 30 milhões de unidades (300 mg)
de Filgrastima.
Composição - GRANULOKINE
Granulokine® é um líquido estéril, incolor. A composição quantitativo (por ml) de Granulokine®
é:
Filgrastima 30 milhões de unidades (MU) Polisorbato 80 0,04 mg
Acetato 0,59 mg Sódio 0,35 mg
Manitol 50,0 mg Água estéril para injeção2 (qs.ad) 1,0 ml
Filgrastima é uma proteína altamente purificada, não- glicosada, contendo 175 aminoácidos.
Filgrastima é produzida em uma cepa de laboratório de Eswcherichia coli manipulada
geneticamente mediante a inclusão de um gene para o fator estimulador de colônias de
granulócitos.
USO ADULTO
INFORMAÇÃO TÉCNICA - GRANULOKINE
Propriedades - GRANULOKINE
O fator estimulador de colônias de granulócitos humanos é uma glicoproteína que regula a
produção e liberação dos neutrófilos funcionais da medula óssea. Granulokine®, que contém
G- CSF recombinante, provoca aumentos evidentes nas contagens de neutrófilos no sangue3
periférico em vinte e quatro horas, com elevações mínimas dos monócitos. Os aumentos das contagens dos neutrófilos são dose- dependentes nas doses recomendadas.
Os neutrófilos produzidos em resposta ao Granulokine® apresentam função normal ou aumentada
como demonstrado em testes de função quimiotáxica e fagocitária. Após o término da terapêutica
com Granulokine®, a quantidade de neutrófilos circulantes diminui cerca de 50% em 1 a 2 dias, e
para níveis normais em 1 a 7 dias.
O uso do Granulokine® em pacientes submetidos a quimioterapia4 citotóxica leva a reduções
significativas na incidência5, severidade e duração da neutropenia6 e neutropenia6 febril.
Pacientes tratados com quimioterapia4 citotóxica e Granulokine® requerem menor número de
admissões hospitalares e dias de hospitalização, apresentando necessidade reduzida de
antibióticos quando comparados aos pacientes tratados apenas com quimioterapia4 citotóxica.
Farmacocinética - GRANULOKINE
Existe uma correlação linear positiva entre a dose e a concentração sérica do G- CSF, seja
administrado por via intravenosa como subcutânea. Após uma dose única de filgrastima variando
de 1,7 a 69,0 mg/kg (por infusão intravenosa superior a 30 minutos), níveis máximos de G- CSF
entre 5 a 1840 mg/ml foram encontrados. Após administração subcutânea das doses
recomendadas, níveis máximos da concentração sérica até 118 ng/ml foram mantidos acima de 10
ng/ml por 8 a 16 horas. O volume de distribuição no sangue3 é de aproximadamente 150 ml/kg.
A depuração do G- CSF mostrou seguir a farmacocinética de primeira ordem após administração
subcutânea e intravenosa. A meia- vida de eliminação sérica do G-CSF é de aproximadamente
3,5 horas com uma velocidade de depuração de aproximadamente 0,6 ml/min/kg. A infusão
contínua de Granulokine® por um período de até 28 dias, em pacientes recuperando- se de
transplante autólogo de medula- óssea, resultou em ausência de evidência de acúmulo da droga e
as meias- vidas de eliminação foram comparáveis.
Indicações - GRANULOKINE
Granulokine® está indicado para redução na duração da neutropenia6 e incidência5 da neutropenia6
febril nos pacientes com neoplasias não mielóides tratados com quimioterapia4 citotóxica
estabelecida.
Dosagem e modo de administração - GRANULOKINE
1. Dosagem
A dose recomendada de Granulokine® é de 0,5 MU/kg/dia 5 mg/kg/dia) correspondendo a 16,6
ml de solução injetável por dia. O conteúdo de um frasco único de Granulokine® com 30 milhões
de unidades fornece, portanto, a dose diária necessária para um paciente com 60 kg.
Pacientes tratados com terapia citotóxica e transplante autólogo da medula óssea:
A dose inicial recomendada é de 2,0 MU/kg/dia (20 mg/kg/dia) por administração contínua
subcutânea ou 3,0 MU/kg/dia (30 mg/kg/dia) por infusão intravenosa contínua.
Uma vez ultrapassado o nadir neutrofílico, a dose diária de Granulokine® deve ser titulada de
acordo com a resposta dos neutrófilos, a seguir:
Contagem de Neutrófilos Ajuste de dose do Granulokine®
> 1000/mm3 por 3 dias consecutivos Reduzir para 0,5 MU/kg/dia
Se a CAN permanecer > 1000/mm3 Reduzir para 0,1 MU/kg/dia
por mais 3 dias consecutivos
Se a CAN permanecer > 1000/mm3 por mais 3
dias consecutivos Descontinuar o Granulokine®
Se a CAN diminuir para < 1000/mm3 durante o período de tratamento, a dose de Granulokine®
deve ser reescalonada de acordo com as etapas acima.
CAN = Contagem absoluta de Neutrófilos.
Granulokine® tem demonstrado eficácia e boa tolerabilidade neste contexto em doses até 70
mg/kg/dia.
Informações adicionais - GRANULOKINE
Os ensaios clínicos com Granulokine® incluíram um pequeno número de pacientes idosos.
Estudos especiais não foram realizados neste grupo e portanto recomendações específicas de
dosagem não podem ser feitas.
A segurança e eficácia de Granulokine® não foram estabelecidas para crianças.
2. Modo de administração
Granulokine® pode ser administrado em uma injeção subcutânea7 diária ou em uma infusão
intravenosa diária diluída em solução de glicose8 a 5% durante 30 minutos (observar item
"Diluição").
A primeira dose de Granulokine® não deve ser administrada antes de 24 horas após a
quimioterapia4 citotóxica.
A administração diária de Granulokine® deve continuar até que o nadir neutrofílico esperado
tenha passado e a contagem dos neutrófilos tenha retornado a valores normais. Espera- se que a
duração do tratamento necessária para preencher estes critérios seja de até 14 dias, dependendo
do tipo, dose e esquema quimioterápico citotóxico utilizados.
Uma elevação transitória da contagem de neutrófilos é tipicamente observada 1 a 2 dias após
iniciada a terapêutica com Granulokine®. Entretanto para uma resposta terapêutica estável, o
tratamento com Granulokine® não deve ser descontinuado antes que o nadir esperado tenha
passado e a contagem de neutrófilos tenha retornado aos valores normais. A descontinuação
prematura da terapêutica com Granulokine®, antes do período do nadir neutrofílico esperado,
não é recomendável.
Pacientes tratados com quimioterapia4 citotóxica e transplante autólogo de medula:
Granulokine® deve ser administrado, por via subcutânea ou por infusão intravenosa, diluído em
20- 50 ml de glicose8 a 5% (ver itens "Diluição e Dosagem").
A primeira dose de Granulokine® não deve ser administrada em menos de 24 horas após a
quimioterapia4 citotóxica mas sim no período de 24 horas após a infusão da medula óssea.
A eficácia e segurança da administração de Granulokine® por mais 28 dias neste contexto, não
foram ainda estabelecidas.
Diluição
Se necessário, Granulokine® pode ser diluído em solução de glicose8 a 5%.
O Granulokine® diluído pode ser absorvido em materiais de plástico e vidro. Contudo, quando
diluído corretamente, o Granulokine® é compatível com vidro e uma variedade de materiais
plásticos incluindo PVC, poliolefina (um copolímero do polipropileno e polietileno) e
polipropileno.
Para aqueles pacientes tratados com Granulokine® diluído a uma concentração inferior a 1,5
MU/ml (15 mg/ml) deve- se adicionar albumina9 sérica humana até uma concentração de 2 mg/ml.
Por exemplo, para um volume de injeção2 final de 20 ml, doses totais de Granulokine® inferiores a
30 MU (300 mg) devem ser administradas com 0,2 ml de uma solução de albumina9 humana a
20%.
Diluições a uma concentração final inferior a 0,2 MU/ml (2 mg/ml) não são recomendadas em
nenhuma eventualidade.
Restrições de uso - GRANULOKINE
Contra-indicações - GRANULOKINE
O Granulokine® não deve ser administrado em pacientes com conhecida
hipersensibilidade ao produto ou aos seus componentes.
Precauções - GRANULOKINE
Crescimento de células malignas
O fator estimulador de colônias de granulócitos pode promover o crescimento de células
mielóides in vitro e efeitos semelhantes podem ser observados em algumas células não
mielóides in vitro.
A segurança e eficácia da administração do Granulokine® em pacientes com
mielodisplasia, leucemia10 mielóide aguda ou leucemia10 mielóide crônica não foram
estabelecidas. Portanto, devido a possibilidade de crescimento tumoral, o Granulokine®
deve ser administrado com extrema cautela em qualquer condição maligna com
características mielóides. Estudos clínicos não estabeleceram ainda se o Granulokine®
influencia a progressão de síndromes mielodisplásticas para leucemia10 mielóide aguda.
Assim extrema cautela deve ser tomada ao se administrar Granulokine® em qualquer
condição mielóide pré- maligna.
Leucocitose1 - GRANULOKINE
Uma contagem de leucócitos11 de 100.000/mm3 ou superior foi observada em menos de
5% dos pacientes recebendo Granulokine®, em doses superiores a 0,3 MU/kg/dia (3
mg/kg/dia). Não foram relatados efeitos adversos diretamente atribuíveis a este grau de
leucocitose1. Contudo, devido aos riscos potenciais associados à leucocitose1 severa,
contagens de leucócitos11 devem ser realizadas a intervalos regulares durante a
terapêutica com Granulokine®. Se a contagem leucocitária exceder 50.000/mm3 após o
nadir esperado, Granulokine® deve ser imediatamente descontinuado.
Riscos associados com altas doses de quimioterapia4 - GRANULOKINE
Cuidado especial deve ser tomado ao se tratar pacientes com quimioterapia4 de altas
doses visto que uma melhor resolução tumoral não tem sido demonstrada; doses altas de
agentes quimioterápicos podem levar a um aumento de toxicidade, incluindo efeitos
cardíacos, pulmonares, neurológicos e dermatológicos (consultar a informação de
prescrição específica dos agentes quimioterápicos utilizados).
O tratamento com Granulokine® não exclui a possibilidade de trombocitopenia12 e anemia13
pela quimioterapia4 mielossupressora. Nestes pacientes, devido a possibilidade de
receberem doses mais altas de quimioterapia4 (por exemplo, doses completas do esquema
prescrito), existe maior risco de trombocitopenia12 e anemia13. Recomendam- se avaliações
periódicas do hematócrito14 e contagem de plaquetas15. Cautela especial deve ser adotada
quando da administração de quimioterápicos, conhecidamente trombocitopênicos
isolados ou em associação.
Outras Precauções Especiais - GRANULOKINE
A monitorização da densidade óssea pode ser indicada nos pacientes portadores de
doenças osteoporóticas subjacentes submetidos à terapêutica com Granulokine® por
mais de 6 meses.
Estudos não foram realizados com Granulokine® em pacientes com prejuízo severo das
funções hepática e renal16. Portanto, seu uso em pacientes destes grupos não pode ser
recomendado.
Os efeitos do Granulokine® em pacientes com redução substancial dos progenitores
mielóides não foram estudados. Granulokine® atua inicialmente nos precursores
neutrofílicos para exercer seu efeito no aumento da contagem dos neutrófilos. Portanto,
nos pacientes com precursores reduzidos, a resposta neutrofílica pode estar diminuída
(nos casos tratados com radioterapia17 extensa ou quimioterapia4).
Uso durante a gestação e lactação18 - GRANULOKINE
Gestação - GRANULOKINE
A segurança do Granulokine® em mulheres grávidas não foi estabelecida. Não existe
evidência de estudos em ratos e coelhos de que o Granulokine® seja teratogênico19.
Maior incidência5 de perda de embrião foi observada em coelhos, mas nenhuma
malformação foi verificada. Durante a gestação, o possível risco do uso de
Granulokine® para o feto deve ser avaliado com relação aos benefícios terapêuticos
esperados.
Lactação18 - GRANULOKINE
Não se tem conhecimento da excreção do Granulokine® no leite materno. Granulokine®
não está recomendado em lactantes20.
Efeitos adversos - GRANULOKINE
A administração de Granulokine® nas doses recomendadas está freqüentemente
associada com dor músculo- esquelética, em geral discreta ou moderada e
ocasionalmente severa.
A dor músculo- esquelética é geralmente controlada com os analgésicos21 clássicos.
Efeitos adversos menos freqüentes incluíram anormalidades urinárias,
predominantemente disúria22 leve ou moderada. Hipotensão23 transitória, sem necessidade
de tratamento clínico, foi ocasionalmente relatada. Elevações reversíveis,
dose- dependentes, geralmente discretas ou moderadas da desidrogenase lática,
fosfatase alcalina, ácido úrico sérico e da gama- glutamil transferase podem ocorrer.
Contagens leucocitárias iguais ou superiores a 100.000/mm3, foram observadas em
menos de 5% dos pacientes recebendo Granulokine® em doses superiores a 0,3
MU/kg/dia (3 mg/kg/dia). Nenhum efeito adverso diretamente atribuível a este grau de
leucocitose1 foi relatado.
Nos estudos clínicos randomizados, placebo- controlados, o Granulokine® não aumentou
a incidência5 dos eventos clínicos adversos associados à quimioterapia4 citotóxica. Os
eventos adversos relatados com igual freqüência nos pacientes tratados com
Granulokine®/quimioterapia4 e placebo/quimioterapia4 incluíram náusea24 e vômitos25,
alopécia26, diarréia27, fadiga, anorexia28, mucosite29, cefaléia30, tosse, "rash31 cutâneo", dor
torácica, fraqueza generalizada, dor de garganta, constipação32 e dor inespecífica.
Distúrbios vasculares, incluindo doença veno- oclusiva e distúrbios do volume hídrico,
foram ocasionalmente relatados em pacientes submetidos à quimioterapia4 de altas doses
pós- transplante autólogo de medula óssea. A associação causal com Granulokine® não
foi estabelecida.
Interações medicamentosas - GRANULOKINE
A segurança e eficácia do Granulokine®, administrado no mesmo dia da quimioterapia4
citotóxica mielossupressora não foram estabelecidas. Considerando a sensibilidade das
células mielóides de rápida divisão à quimioterapia4 citotóxica mielossupressora, o uso de
Granulokine® não é recomendado no período de 24 horas antes até 24 horas
subseqüentes à quimioterapia4.
Possíveis interações com outros fatores de crescimento hematopoiéticos e citocinas não
foram ainda investigados.
Conduta na superdosagem - GRANULOKINE
Os efeitos de doses excessivas de Granulokine® não foram estabelecidos. A
descontinuação da terapêutica com Granulokine® em geral resulta na queda de 50% dos
neutrófilos circulantes em 1 a 2 dias, com um retorno aos níveis normais em 1 a 7 dias.
Observações especiais - GRANULOKINE
Incompatibilidade: Granulokine® não pode ser diluído em soluções salinas.
Estabilidade - GRANULOKINE
Os frascos de Granulokine® não contém preservativos e servem somente para uso único. Sob
condições de armazenamento recomendadas, o Granulokine® permanece estável por 24 meses.
Este medicamento não deve ser utilizado após o prazo de validade constante no cartucho.
Armazenamento - GRANULOKINE
O Granulokine® 30 deve ser armazenado em geladeira a 2- 8º C. Não congelar. A embalagem de
Granulokine® possui um indicador para detectar um possível congelamento do produto. Frascos
que foram congelados terão seus indicadores (localizados no lado direito da embalagem) na cor
vermelha e não devem ser utilizados. Uma breve exposição a temperaturas elevadas (até 37ºC),
por curto período de tempo (até 7 dias) não afeta a estabilidade do Granulokine®. As soluções
diluídas de Granulokine® não devem ser preparadas antes de 24 horas de sua administração,
devendo ser armazenadas na geladeira na temperatura de 2 a 8ºC.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS
TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM
OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM
CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
USO RESTRITO A HOSPITAIS
GRANULOKINE - Laboratório
ROCHE
Av. Engenheiro Billings, 1729 - Jaguaré
São Paulo/SP
- CEP: 05321-900
Tel: 0800 7720 289
Fax: 0800 7720 292
Site: http://www.roche.com/
Estrada dos Bandeirantes, 2020
CEP: 22710-104
Rio de Janeiro - RJ
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