Leustatin

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 09/12/2014

Leustatin®


Informações ao Paciente

Solução injetável
cladribina

Forma Farmacêutica e apresentações:
Solução injetável: frascos-ampola contendo 10 mL (1 mg/mL) em embalagem com 1 frasco-ampola.

Uso adulto
Uso intravenoso

Informações Gerais

Marca Comercial: Leustatin®
Princípio Ativo: cladribina
Classe Terapêutica1: Antineoplásicos

Composição

Cada mL de solução injetável estéril contém:
cladribina ............................................................. 1 mg
Excipientes: ácido fosfórico*, água para injetáveis, cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico heptahidratado*.
*utilizados eventualmente para ajuste de pH

Cuidados de armazenamento

Conservar sob refrigeração (temperatura entre 2oC e 8oC). Proteger da luz. Se ocorrer congelamento, deixar descongelar naturalmente à temperatura ambiente, NÃO AQUECER. A SOLUÇÃO NÃO DEVE SER SUBMETIDA À MICROONDAS.  Leustatin® (cladribina) injetável permanece estável após o primeiro descongelamento, porém não deve ser re-congelado. Quando diluído, Leustatin® (cladribina) injetável deverá ser administrado imediatamente ou armazenado sob refrigeração (temperatura entre 2oC e 8oC) no máximo por 8 horas. Uma vez aberto, o frasco-ampola de Leustatin® (cladribina) e retirada à dose diária não é recomendada à utilização do restante devido ao risco de contaminação.

Prazo de validade

Verifique na embalagem externa se o medicamento obedece ao prazo de validade. Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido. Pode ser prejudicial à saúde2.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde2

Solução injetável
cladribina

Forma Farmacêutica e apresentações:
Solução injetável: frascos-ampola contendo 10 mL (1 mg/mL) em embalagem com 1 frasco-ampola.

Uso adulto
Uso intravenoso

Informações Gerais

Marca Comercial: Leustatin®
Princípio Ativo: cladribina
Classe Terapêutica1: Antineoplásicos

Composição

Cada mL de solução injetável estéril contém:
cladribina ............................................................. 1 mg
Excipientes: ácido fosfórico*, água para injetáveis, cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico heptahidratado*.
*utilizados eventualmente para ajuste de pH

Caracterêsticas Farmacolígicas

FARMACOLOGIA3 CLÍNICA
Mecanismo de Ação
Leustatin® (cladribina), um análogo de nucleosídeo purínico, é um agente antineoplásico sintético.
Resistência celular e Sensibilidade: A toxicidade4 seletiva da cladribina (2-CdA) em relação a certas populações normais e malignas de linfócitos e monócitos5 é baseada na atividade relativa de desoxicitidina quinase e desoxinucleotidase. A cladribina atravessa de forma passiva a membrana celular6. Nas células7 com alta taxa de desoxicitidina quinase em relação à de desoxinucleotidase, a cladrinbina é fosforilada pela desoxicitidina quinase para 2-cloro-2-desoxi-β-D-adenosina monofosfato (2-CdAMP).  Sendo que o 2-CdAMP é resistente a desaminação pela adenosina desaminase e há pouca desoxinucleotidases em linfócitos e monócitos5, o 2-CdAMP acumula no interior da célula8 e é subseqüentemente convertida em desoxinucleotídeo trifosfato ativo, 2-cloro-2-desoxi-β-D-adenosina trifosfato (2-CdATP). É postulado que células7 com alta atividade da desoxicitidina quinase e baixa atividade da desoxinucleotidase serão seletivamente mortas pela cladribina através da toxicidade4 do desoxinucleotídeo acumulado intracelularmente.
Células7 contendo alta concentração de desoxinucleotídeos incapazes de reparar quebras de DNA fita-simples. Quebras no final do DNA ativo nas polienzimas  (ADP-ribose) polimerases resultam em depleção9 de NAD e ATP10 e rompimento do metabolismo11 celular. Há evidência, também, que o 2-CdATP é incorporado no DNA de células7 em divisão, resultando no prejuízo na síntese do DNA.

A cladribina pode ser distinguida de outros agentes quimioterápicos que afetam o metabolismo11 purínico, sendo citotóxica para ambos, linfócitos e monócitos5 que se dividem ativamente e os inativos, inibindo ambos, a síntese e a reparação do DNA. Este é um importante aspecto do mecanismo da droga, permitindo a morte das células7 “pilosas”, que estão freqüentemente em fase de quiescência.

FARMACOCINÉTICA CLÍNICA
Em um estudo com 17 pacientes com Leucemia12 de Células7 Pilosas e função renal13 normal, a mediana da concentração no estado de equilíbrio da cladribina foi estimada em aproximadamente 5,7ng/mL com um clearance sistêmico14 de aproximadamente 663,5mL/h/Kg, quando Leustatin®   (cladribina) foi administrado por infusão contínua a 0,09 mg/Kg/dia por 7 dias.
A concentração plasmática é relatada como de declínio multi-exponencial após infusão intravenosa com taxa de meia-vida terminal de aproximadamente 3-22 horas. Em geral, o volume aparente de distribuição da cladribina é muito alto (aproximadamente 9 L/Kg), indicando uma extensa distribuição de cladribina pelos tecidos do corpo. O tempo de meia vida da cladribina em células7 leucêmicas tem sido descrito como sendo 23 horas.
Dezoito (18%) da dose, em média, podem ser excretadas na urina15 dos pacientes com tumores sólidos durante a infusão contínua de cladribina 35-8,1 mg/m2/dia durante 5 dias. O efeito prejudicial renal13 e hepático da eliminação da cladribina não foi investigado em humanos.
A cladribina penetra no fluído cerebroespinhal. Um estudo indica que a concentração é aproximadamente 25% daquela do plasma16.
A cladribina se liga a aproximadamente 20% das proteínas17 plasmáticas.

Indicações

Leustatin® (cladribina) injetável é indicado para tratamento de Leucemia12 de Células7 Pilosas (tricoleucemia) em atividade, sendo definida, clinicamente, por significativa anemia18, neutropenia19, trombocitopenia20 ou sintomas21 relacionados com a doença.

Contra Indicações

Leustatin® (cladribina) injetável é contra-indicado em todos os pacientes que são hipersensíveis a esta droga ou a seus componentes.

Posologia

A dose de Leustatin® (cladribina) recomendada para o tratamento de Leucemia12 de Células7 Pilosas ativa é um único ciclo dado por infusão intravenosa contínua por 7 dias consecutivos, na dose de 0,09 mg/kg/dia (3,5 mg/m2/dia). Não se aconselha desvios desta dose. O médico deve considerar a interrupção ou a descontinuação da droga se ocorrer neurotoxicidade ou toxicidade4 renal13. Se o paciente não responde à conduta inicial com Leustatin® (cladribina) no tratamento de Leucemia12 de Células7 Pilosas, é improvável que ele se beneficie com ciclos adicionais. Entretanto, a experiência limitada indica que condutas adicionais podem ser benéficas em pacientes que apresentam recaídas após uma resposta inicial ao Leustatin® (cladribina).
Fatores de riscos específicos que podem predispor ao aumento da toxicidade4 do Leustatin® (cladribina) não foram definidos. É prudente ter cuidado com pacientes com suspeita de insuficiência renal22 ou depressão grave da medula óssea23 de qualquer etiologia24. Os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente por causa de toxicidade4 hematológica ou não hematológica.

Preparo e Administração da Solução Intravenosa
Leustatin® (cladribina) injetável DEVE SER DILUÍDO COM DILUENTE PRÓPRIO ANTES DE SER ADMINISTRADO. Uma vez que Leustatin® (cladribina) não contém qualquer substância antibacteriana ou bacteriostática, técnica asséptica e precauções ambientais apropriadas devem ser observadas na preparação de Leustatin® (cladribina). O conteúdo do frasco-ampola deve ser utilizado apenas uma vez.
Caso Leustatin® (cladribina) seja injetado extravenosamente por acidente, é improvável que ocorra dano tecidual local. Se ocorrer extravasamento, a administração deve ser interrompida imediatamente e reiniciada em outra veia. Uma outra medida local recomendada inclui a elevação do braço e aplicação de gelo para reduzir o edema25.

Para preparar uma dose diária: Adicionar a dose calculada (0,09 mg/kg/dia) de Leustatin® (cladribina) no frasco de infusão contendo 500 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%. Infundir continuamente durante 24 horas, repetindo diariamente por 7 dias consecutivos. Durante as 24 horas de administração da solução de Leustatin® (cladribina), sob iluminação fluorescente normal, esta conserva todas suas propriedades químicas e físicas.
Não é recomendado o uso de solução de glicose26 a 5% como diluente porque ocorre o aumento da degradação da cladribina.
A solução diluída de Leustatin® (cladribina) é química e fisicamente estável por  por pelo menos 24 horas à temperatura ambiente sob luz fluorescente normal e equipo de infusão de PVC.

Dose de Leustatin® (cladribina) injetável

Diluente recomendado

Volume do diluente

Método de infusão em 24 horas

0,09 mg/kg/dia

Solução de cloreto de sódio a 0,9%

00 mL (Gotejamento regulado para 24 horas)

A solução contendo Leustatin® (cladribina) não deve ser misturada com outras drogas intravenosas ou aditivos ou mesmo utilizar uma via comum de infusão intravenosa. Se a mesma via intravenosa for utilizada para infusão de vários fármacos diferentes, a via deve ser lavada com um diluente compatível antes e após a infusão de Leustatin® (cladribina).

Para preparar uma infusão em 7 dias: A solução de infusão de 7 dias deve apenas ser preparada com solução bacteriostática de cloreto de sódio a 0,9% USP (conservante: álcool benzílico a 0,9%). Com o objetivo de minimizar o risco de contaminação bacteriana, o Leustatin® (cladribina) e o diluente devem ser passados através de um filtro de seringa27 hidrofílica estéril de 0,22 μ conforme cada solução for sendo introduzida no reservatório de infusão. Adicionar primeiro a dose calculada de Leustatin® (cladribina) (7 dias x 0,09 mg/kg ou mL/kg) ao reservatório de infusão através do filtro estéril. Adicionar, então, a quantidade calculada da solução bacteriostática de cloreto de sódio a 0,9% USP (conservante: álcool benzílico a 0,9%) também através do filtro, atingindo um volume total de solução de 100 mL. Após completar a preparação da solução, desconectar e descartar o filtro. Aspirar assepticamente as bolhas de ar do reservatório conforme necessário, através de uma seringa27 e um segundo filtro estéril. Descartar a seringa27 e o filtro utilizados neste procedimento. A infusão é mantida continuamente por 7 dias. As soluções preparadas com a solução bacteriostática de cloreto de sódio para indivíduos pesando mais de 85 kg, podem ter eficácia protetora reduzida devido à maior diluição do conservante álcool benzílico. As misturas para infusões por 7 dias têm demonstrado estabilidade química e física aceitáveis por pelo menos 7 dias no “Simms Deltec MEDICATION CASSETES® ”.
Cuidados devem ser tomados para manter a esterilidade28 da solução preparada, que deverá ser utilizada uma única vez, imediatamente após a diluição ou ficar armazenada sob refrigeração (temperatura entre 2oC e 8oC) no máximo por 8 horas antes do início da infusão. Após a infusão de Leustatin® (cladribina) o equipo e o frasco de infusão deverão ser desprezados.
Produtos de uso parenteral devem ser visualmente inspecionados antes do uso.
Precipitações podem ocorrer durante a exposição de Leustatin® (cladribina) a baixas temperaturas. A ressolubilização pode ser feita deixando a solução à temperatura ambiente e agitando vigorosamente. A SOLUÇÃO NÃO DEVE SER AQUECIDA E NÃO DEVE SER SUBMETIDA À MICROONDAS.

Manipulação e Dispensação
O risco potencial de manipulação de agentes citotóxicos29 está bem estabelecido e precauções apropriadas devem ser tomadas no preparo e administração do Leustatin® (cladribina). O uso de luvas descartáveis e aventais para proteção são recomendados. Se Leustatin® (cladribina) entrar em contato com a pele30 ou mucosas31, lavar o local imediatamente com grande quantidade de água.

Advertências

Leustatin (cladribina) deverá ser administrado sob supervisão de médico especializado em terapia antineoplásica. É prevista uma depressão da medula óssea23, sendo reversível e aparentemente dose-dependente.
Toxicidade4 neurológica grave (incluindo paraparesia32 e quadriparesia irreversíveis) foi relatada em pacientes que receberam altas doses de Leustatin (cladribina) (4 a 9 vezes da dose recomendada para a Leucemia12 de Células7 Pilosas) através de infusão contínua. Embora pareça existir uma reação entre a toxicidade4 neurológica e a dose, têm sido observados quadros de toxicidade4 neurológica com a dose recomendada. Deve-se considerar a interrupção ou descontinuação do tratamento quando ocorre neurotoxicidade.
Insuficiência renal22 aguda tem sido observada com altas doses de Leustatin (cladribina) (4 a 9 vezes a recomendada para a Leucemia12 de Células7 Pilosas), associadas com a ciclofosfamida e irradiação corpórea total.
A supressão considerável da função da medula óssea23, incluindo neutropenia19, anemia18 e trombocitopenia20, tem sido comumente observada em pacientes tratados com altas doses de Leustatin (cladribina). . Em geral, ela é reversível e, aparentemente, dependente da dose. No início do tratamento, muitos pacientes, nos estudos clínicos, tiveram alterações em padrões hematológicos como uma manifestação da Leucemia12 de Células7 Pilosas. Durante as duas primeiras semanas após o início do tratamento, a contagem média de plaquetas33, a contagem absoluta de neutrófilos34 e a concentração da hemoglobina35 declinaram e, subsequentemente, aumentaram, normalizando a contagem respectivamente no 15o dia, 5a semana e 8a semana de tratamento. O efeito mielossupressor de Leustatin (cladribina) foi mais marcante durante o primeiro mês de tratamento. Monitoração hematológica cuidadosa, especialmente durante as primeiras 4 a 8 semanas após o tratamento com Leustatin (cladribina) injetável é recomendada .
Devido à imunossupressão36 prolongada associada ao uso de análogos de nucleosídeos como o Leustatin® , doenças malignas secundárias constituem um risco potencial. Doenças malignas hematológicas primárias também constituem um fator de risco37 para doenças malignas secundárias.

Interações Medicamentosas

Cuidados devem ser tomados se Leustatin (cladribina) for administrado em sequência ou em conjunto com outras drogas que conhecidamente causam mielossupressão. Após a administração de Leustatin (cladribina), devem ser tomados cuidados antes da administração de outras terapias imunossupressoras ou mielossupressoras.
Devido ao grande risco de infecções38 nos casos de imunossupressão36 com quimioterapia39, incluindo Leustatin® , não é recomendado administrar vacinas vivas atenuadas para pacientes40 tratados com Leustatin® .

Reações Adversas a Medicamentos

As reações adversas relatadas por ≥ 1% dos pacientes com Leucemia12 de Células7 Pilosas tratados com Leustatin® , observadas no conjunto de estudos clínicos de Leucemia12 de Células7 Pilosas (estudos K90-091 e L91-048, n=576), são apresentadas na Tabela 1.

Tabela 1. Reações adversas ao medicamento em ≥ 1% dos pacientes tratados com Leustatin® nos estudos clínicos de Leucemia12 de Células7 Pilosas

Classe de sistema/órgão

Leustatin® (n=576)

%

Distúrbio do sistema sanguíneo e linfático41

Anemia18

1

Neutropenia19 febril

8

Distúrbios psiquiátricos

Ansiedade

1

Insônia

3

Distúrbios do sistema nervosa

Tontura42

6

Cefaleia43

14

Distúrbios cardíacos

Taquicardia44

2

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino45

Sons respiratórios anormais

4

Tosse

7

Dispneia46*

6

Estertor

1

Distúrbios gastrintestinais

Dor abdominal **

6

Constipação47

4

Diarreia48

7

Flatulência

1

Náusea49

22

Vômitos50

9

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo51

Equimose52

2

Hiperidrose53

3

Petéquias54

2

Prurido55

2

Erupção56 cutânea57***

19

Distúrbios musculoesqueléticos, do tecido conjuntivo58 e ósseos

Artralgia59

3

Mialgia60

6

Dor****

7

Distúrbios gerais e condições do local da administração

Reações no local da administração*****

11

Astenia61

6

Calafrios62

2

Diminuição do apetite

8

Fadiga63

31

Mal-estar

5

Fraqueza muscular

1

Edema25 periférico

2

Pirexia64

33

Lesões65, intoxicações e complicações no procedimento

Contusão66

1

* Dispneia46 inclui, dispneia46, dispneia46 por esforço e chiado
** Dor abdominal inclui desconforto abdominal, dor e dor abdominal alta e baixa
*** Erupção56 cutânea57 inclui eritema67, erupção56 e erupção56 macular, máculo-papular, papular, puriginosa, pustular e eritematosa68
**** Dor inclui dor e dor nas costas69, no tórax70, artrites, dor nos ossos e nos membros
***** As reações no local da administração incluem reações no local propriamente ditas, celulites no local do cateter, eritema67, hemorragia71, dor, reações no local da infusão e edema25)

Dados de segurança foram baseados em um subconjunto de 124 pacientes portadores de Leucemia12 de Células7 Pilosas incluídos em um estudo (K90-091). No primeiro mês de tratamento foi observada neutropenia19 grave em 70% dos pacientes, febre72 em 72% e infecção73 em 31%. A maioria dos eventos adversos não hematológicos foi de gravidade branda a moderada.
A mielossupressão foi frequente durante o primeiro mês após o início do tratamento com Leustatin® . Neutropenia19 (número absoluto de neutrófilos34 < 500x106/L) foi observada em 69% dos pacientes, sendo que 25% deles já apresentavam neutropenia19 no início do tratamento.
Anemia18 grave (Hb < 8,5 g/dL) ocorreu em 41% dos pacientes, sendo que 12% já apresentavam anemia18 no início do tratamento. Trombocitopenia20 (plaquetas33 < 20x109/L) ocorreu em 15% dos pacientes, sendo que 5% já apresentavam trombocitopenia20 no início do tratamento. Quarenta e três por cento (43%) dos pacientes receberam transfusões de glóbulos vermelhos e 13% receberam transfusões com plaquetas33 durante o primeiro mês.
Febre72 foi frequentemente observada durante o primeiro mês de estudo.
Durante o primeiro mês, 12% dos pacientes apresentaram febre72 alta (maior ou igual a 40ºC). Em 7% de todos os pacientes a infecção73 foi grave, incluindo fatal, (septicemia74, pneumonia75) e no restante foi de intensidade leve ou moderada. Durante o segundo mês, a taxa total de infecção73 foi de 8% com intensidade leve ou moderada, não considerando infecções38 sistêmicas graves. Após o terceiro mês, a incidência76 mensal de infecção73 foi menor ou igual aos meses que imediatamente antecederam o tratamento com Leustatin (cladribina).
Infecção73 foi documentada em 11 dos 124 dos pacientes com episódios febris. Dos 124 pacientes estudados, 11 já apresentavam infecção73 no mês que precedeu o tratamento. No mês após o início do tratamento 31% dos pacientes febris tinham episódios de infecção73: 13,7% foram de etiologia24 bacteriana, 6,5% viral e 6,5% fúngica77. Setenta por cento (70%) desses pacientes foram tratados empiricamente com antibiótico.
Dos 124 pacientes com Leucemia12 de Células7 Pilosas de dois estudos, 6 morreram durante o tratamento; uma morte foi devida à infecção73, duas devido a doenças cardíacas subjacentes, e duas devido a Leucemia12 de Células7 Pilosas persistente com complicações infecciosas. Um paciente morreu de doença progressiva depois de receber tratamento adicional com outro agente quimioterápico.
A análise dos linfócitos indica que o tratamento com cladribina está associado a uma depressão prolongada da contagem de CD4 e supressão temporária da contagem de CD8. Em 78 dos 124 pacientes envolvidos no estudo antes do tratamento a média foi 766/L. A menor mediana de contagem de CD4, ocorre de 4 a 6 meses de tratamento foi de 272/L. Quinze (15) meses após o tratamento, a mediana de CD4 ficou abaixo de 500/L. A contagem de CD8 inicialmente diminuiu, porém o aumento da contagem foi observado após 9 meses. O significado clínico desta linfopenia CD4 prolongada ainda é desconhecido.
A ocorrência de uma prolongada hipocelularidade da medula óssea23 abaixo de 35% foi observada. Não se sabe se a causa da hipocelularidade resulta de fibrose78 da medula óssea23 ou resulta de toxicidade4 pela cladribina.
A grande maioria das erupções cutâneas79 foi leve e ocorreu em pacientes que estavam recebendo ou receberam recentemente outras medicações (alopurinol ou antibióticos) que, sabidamente, causam erupções cutâneas79.
O maior parte dos episódios de náuseas80 foi leve, não acompanhado de vômitos50, e que não necessitou tratamento com antieméticos81. Naqueles que utilizaram antieméticos81, a náusea49 foi facilmente controlada com clorpromazina.
As reações adversas com incidência76 maior que 20% dos pacientes são: febre72, fadiga63, náusea49, cefaléia43 e erupção56 cutânea57.

Experiência pós-comercialização
As reações adversas adicionais foram relatadas desde que a droga tornou-se comercialmente disponível. As frequências apresentadas entre parênteses foram originadas de dados do estudo clínico. Essas reações adversas foram relatadas primariamente em pacientes que receberam múltiplos ciclos de Leustatin (cladribina), e incluem:
- Infecções38 e infestações: choque82 séptico (comum). Infecções38 oportunistas (incomum) ocorreram na fase aguda do tratamento.
- Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático41: supressão da medula óssea23 com pancitopenia83 prolongada (incomum), incluindo alguns casos de anemia18 aplástica (incomum) e anemia hemolítica84 (incluindo anemia hemolítica84 autoimune85) (comum), que foi relatada em pacientes com tumores linfóides, ocorrendo nas primeiras semanas após o tratamento, hipereosinofilia86 (incomum). Casos raros de Síndrome87 Mielodisplásica (incomum) foram relatados. Casos de epistaxe88 têm sido relatados.
- Distúrbios do sistema imune89: hipersensibilidade (comum).
- Distúrbios nutricionais e do metabolismo11: síndrome87 de lise90 tumoral (incomum).
- Distúrbios psiquiátricos: confusão (incluindo desorientação) (comum).
- Distúrbios do Sistema Nervoso91: nível reduzido de consciência (incomum), toxicidade4 neurológica (incomum) (incluindo neuropatia92 sensorial periférica, neuropatia92 motora (paralisia93), polineuropatia, paraparesia32); contudo, raramente tem sido relatado neurotoxicidade grave durante o tratamento prolongado com cladribina.
- Distúrbios oculares: conjuntivite94 (comum).
- Distúrbios do sistema respiratório95, torácico e do mediastino45: infiltrado intersticial96 pulmonar (comum) (incluindo infiltração pulmonar, doença pulmonar intersticial96, pneumonite97 e fibrose78 pulmonar), em muitos casos foi identificado como sendo de etiologia24 infecciosa.
- Distúrbios Hepáto-biliares: aumento reversível, geralmente leve, da bilirrubina98 (incomum) e das transaminases (incomum).
- Distúrbios da Pele30 e Tecidos: urticária99 (comum), síndrome de Stevens-Johnson100 (incomum).
- Distúrbios renais e urinários: falência renal13 (comum) (incluindo falência renal13 aguda, insuficiência renal22).

Testes Laboratoriais
Durante o tratamento, o perfil hematológico do paciente deverá ser regularmente monitorado para determinar o grau de supressão hematopoiética. Nos estudos clínicos, seguindo um declínio reversível na contagem de todas as células7, a contagem média de plaquetas33 alcança 100x109/L no 15o dia, a contagem média do número absoluto de neutrófilos34 atinge 1.500x106/L na 5a semana e a hemoglobina35 alcança uma média de 12 g/dL na 8a semana. Após a normalização da contagem de leucócitos101 periféricos, um aspirado de medula óssea23 e a biópsia102 podem ser realizados para confirmar a resposta ao tratamento com Leustatin (cladribina). Episódios febris devem ser investigados através de estudos radiológicos e laboratoriais apropriados. Avaliação periódica da função renal13 e hepática103 deve ser realizada quando ocorrer indicação clínica.

Superdose

Em estudo de Fase 1 com 31 pacientes, Leustatin (cladribina) foi administrado em doses altas (4 a 9 vezes a dose recomendada para Leucemia12 das Células7 Pilosas) por 7 – 14 dias em associação com ciclofosfamida e irradiação corpórea total, como no preparo do paciente para transplante de medula óssea23. Foram relatados nefrotoxicidade104 aguda, neurotoxicidade de início retardado, supressão da medula espinhal105 com neutropenia19, anemia18, trombocitopenia20 e sintomas21 gastrintestinais.
Seis pacientes (19%) desenvolveram manifestações de disfunção/insuficiência renal22 aguda (por exemplo: acidose106, anúria107, creatinina108 sérica elevada, etc.) em 7 a 13 dias após o início do tratamento com Leustatin (cladribina). Cinco dos pacientes afetados necessitaram de diálise109. A insuficiência renal22 foi reversível em 2 destes pacientes. Evidência de dano tubular foi notada na autópsia110 de 2 (dos 4) pacientes cuja função renal13 não tinha sido recuperada no momento da morte. Vários destes pacientes tinham sido tratados, também, com outros medicamentos que têm potencial nefrotóxico conhecido.
Onze pacientes (35%) experimentaram início de toxicidade4 neurológica retardado. Na sua maioria, isto se caracterizou por debilidade motora irreversível progressiva das extremidades superiores e/ou inferiores (paraparesia32/quadriparesia), notada em 35 a 84 dias após o início do tratamento com altas doses.
Polineuropatia axonal periférica foi observada em um estudo de variação da dose, com níveis de dose elevados (aproximadamente 4 vezes a dose recomendada para Leucemia12 de Células7 Pilosas) em pacientes que não estavam recebendo ciclofosfamida ou irradiação corporal total.
O teste neurológico não invasivo foi consistente com doença desmielinizante111.
Não se conhece antídoto112 específico para a superdose. Não se sabe se a droga pode ser removida da circulação113 através de diálise109 ou hemofiltração. O tratamento da superdose consiste na descontinuação de Leustatin (cladribina), observação cuidadosa e medidas de suporte apropriadas.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS

Descrição

Leustatin® (cladribina) é um agente antineoplásico sintético para infusão intravenosa contínua. É uma solução estéril, transparente, isotônica114 e sem conservantes. Leustatin® (cladribina), um análogo de bases púricas, é disponível em frascos-ampola de uso único contendo 10 mg de cladribina (1 mg/mL). Cada mililitro de Leustatin® (cladribina) contém 1 mg de ingrediente ativo e 9 mg (0,15 mEq) de cloreto de sódio como diluente. A solução tem pH entre 5,5 a 8,0.

Precauções

Leustatin (cladribina) é um agente antineoplásico com potencial para desenvolver efeitos adversos tóxicos. Deve ser administrado somente sob a supervisão de um médico experiente no uso de agentes quimioterápicos antineoplásicos. Pacientes sob tratamento deverão ser observados de perto quanto aos sinais115 de toxicidade4 hematológica e não hematológica. Exames hematológicos periféricos periódicos, particularmente durante as primeiras 4 a 8 semanas após o tratamento são recomendados para detectar o desenvolvimento de anemia18, neutropenia19 e trombocitopenia20 ou situações precoces que podem causar sequelas116 (exemplo: infecção73 ou sangramento). Assim como com outro agente quimioterápico potente, é recomendada monitoração da função renal13 e hepática103, principalmente em pacientes com disfunção destes órgãos.
Nos estudos efetuados, a febre72 foi um efeito adverso frequentemente observado durante o primeiro mês de tratamento. Uma vez que a maioria dos pacientes que apresentou febre72 também apresentou neutropenia19, os pacientes deverão ser monitorados durante o primeiro mês de tratamento e antibioticoterapia empírica deve ser iniciada quando ocorrer indicação clínica. Devido ao conhecido efeito mielossupressor do Leustatin (cladribina), os médicos devem ser cautelosos na avaliação dos riscos e benefícios na administração desta droga a pacientes com infecção73 ativa. Como a febre72 pode ser acompanhada por aumento da perda de fluidos, os pacientes devem ser mantidos bem hidratados.
Não está claramente estabelecido que o rim117 é o órgão de excreção para o Leustatin (cladribina). Não existem dados suficientes para estipular uma dose para pacientes40 com insuficiência renal22 ou hepática103. Foi descrito o aparecimento de insuficiência renal22 aguda em alguns pacientes recebendo altas doses de Leustatin (cladribina). Deve-se ter cuidado ao administrar Leustatin (cladribina) a pacientes portadores de insuficiência renal22 ou hepática103 ou suspeita. Casos raros de síndrome87 da lise90 tumoral foram reportados em pacientes tratados com cladribina, que apresentam outros distúrbios hematológicos malignos com tumor118 volumoso ou de grande extensão.

Gravidez119
A cladribina é teratogênica120 em camundongos e coelhos. Um aumento significativo na variabilidade fetal foi observado quando da administração de 1,5 mg/kg/dia (4,5 mg/m2, uma dose aproximadamente equivalente à dose de 3,6 mg/m2 em humanos) em camundongos prenhes. Ocorreu aumento das reabsorções, redução do tamanho da ninhada e aumentaram as más-formações quando os camundongos receberam 3 mg/kg/dia (9 mg/m2). Morte fetal e má-formação foram observadas em coelhas que receberam 3 mg/kg/dia (33 mg/m2). Nenhum efeito sobre o feto121 foi observado com a dose de 0,5 mg/kg/dia (1,5 mg/m2) nos camundongos, e com 1 mg/kg/dia (11 mg/m2) nas coelhas.
Leustatin (cladribina) não deve ser administrado durante a gravidez119. Mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contraceptivos efetivos durante o tratamento com Leustatin® e por seis meses após a última dose de Leustatin® . Se Leustatin (cladribina) for utilizado durante a gravidez119 ou a paciente ficar grávida no decurso do tratamento, esta deverá ser informada sobre o potencial efeito deletério sobre o feto121.
Não existem estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas.

Lactação122
Não se conhece se esta droga é excretada pelo leite humano.
A amamentação123 deve ser descontinuada durante o tratamento com Leustatin® .

Mutagênese
Estudos de carcinogenicidade utilizando cladribina não foram conduzidos em animais. Contudo, seu potencial carcinogênico não pode ser excluído baseando-se na genotoxicidade demonstrada da cladribina.
Como esperado para compostos desta classe, a ação de cladribina tem mostrado produzir danos na estrutura do DNA. Em cultura de células7 de mamíferos, a cladribina mostrou causar um desbalanço no equilíbrio do metabolismo11 dos desoxirribonucletídeos trifosfato. Este desbalanço resulta em inibição da síntese e reparação do DNA, com subsequente morte celular. A inibição da incorporação de timidina pelo linfócito124 humano foi de 90%, na concentração de 0,3 M. A cladribina também foi incorporada ao DNA destas células7. A cladribina induz efeito cromossomal quando testada in vivo com micronúcleos de medula óssea23 em camundongo e in vitro usando células7 CHO-WBL. A cladribina não causou mutagênese em bactéria125 e não induziu a síntese de DNA anômalo em culturas de hepatócitos de ratos.

Fertilidade
Homens tratados com Leustatin® devem ser aconselhados a não engravidar suas parceiras até seis meses após a última dose desse medicamento
Na administração intravenosa a macacos Cynomolgus, a cladribina tem mostrado causar rapidamente supressão da geração de células7 incluindo as células7 testiculares. O efeito sobre a fertilidade humana é desconhecido.

Uso pediátrico
A segurança e eficácia em crianças ainda não estão bem estabelecidas.


Leustatin - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Saiba mais em: Leustatin
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
4 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
5 Monócitos: É um tipo de leucócito mononuclear fagocitário, que se forma na medula óssea e é posteriormente transportado para os tecidos, onde se desenvolve em macrófagos.
6 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
7 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
8 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
9 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
10 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
11 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
12 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
13 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
14 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
15 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
16 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
17 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
18 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
19 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
20 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
21 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
22 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
23 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
24 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
25 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
26 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
27 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
28 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.
29 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
30 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
31 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
32 Paraparesia: Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores.
33 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
34 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
35 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
36 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
37 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
38 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
39 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
40 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
41 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
42 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
43 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
44 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
45 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
46 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
47 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
48 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
49 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
50 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
51 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
52 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
53 Hiperidrose: Excesso de suor, que costuma acometer axilas, palmas das mãos e plantas dos pés.
54 Petéquias: Pequenas lesões da pele ou das mucosas, de cor vermelha ou azulada, características da púrpura. São lesões hemorrágicas, que não desaparecem à pressão, cujo tamanho não ultrapassa alguns milímetros.
55 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
56 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
57 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
58 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
59 Artralgia: Dor em uma articulação.
60 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
61 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
62 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
63 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
64 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
65 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
66 Contusão: Lesão associada a um traumatismo que pode produzir desvitalização de tecidos profundos.
67 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
68 Eritematosa: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
69 Costas:
70 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
71 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
72 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
73 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
74 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
75 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
76 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
77 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
78 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
79 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
80 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
81 Antieméticos: Substância que evita o vômito.
82 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
83 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
84 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
85 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
86 Hipereosinofilia: Aumento acentuado da concentração de eosinófilos no sangue.
87 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
88 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
89 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
90 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
91 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
92 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
93 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
94 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
95 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
96 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
97 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
98 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
99 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
100 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
101 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
102 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
103 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
104 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
105 Medula Espinhal:
106 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
107 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
108 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
109 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
110 Autópsia: 1. Em medicina legal, necropsia ou autópsia é o exame minucioso de um cadáver, realizado por especialista qualificado, para determinar o momento e a causa da morte. 2. Exame, inspeção de si próprio. No sentido figurado, é uma análise minuciosa; crítica severa.
111 Desmielinizante: Que remove ou destrói a bainha de mielina de nervo ou trato nervoso.
112 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
113 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
114 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
115 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
116 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
117 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
118 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
119 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
120 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
121 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
122 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
123 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
124 Linfócito: Tipo de glóbulo branco relacionado ao sistema imunológico. Existem dois tipos de linfócitos. Um está relacionado à produção de anticorpos (linfócito B) e o outro age na imunidade mediada por células (linfócito T).
125 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.

Tem alguma dúvida sobre Leustatin?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.