Velcade

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 09/12/2014

Velcade*


Informações ao Paciente

liofilizado1 para uso intravenoso
bortezomibe

Identificação do Medicamento
Forma Farmacêutica e apresentação
liofilizado1 em embalagem com 1 frasco-ampola de 3,5 mg de bortezomibe

Uso intravenoso
Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Velcade*
Princípio Ativo: bortezomibe
Classe Terapêutica2: Quimioterápicos

Composição

VELCADE* 3,5 mg
Cada frasco-ampola de pó liofilizado1 contém 3,5 mg de bortezomibe como éster boronato de manitol. Excipiente: manitol.
Após a reconstituição com 3,5 mL de solução salina (0,9%), cada mL contém 1 mg de bortezomibe.

Como este medicamento funciona?

VELCADE* pertence a um grupo de medicamentos denominados citotóxicos3, que são usados para matar as células4 cancerosas.

Por que este medicamento foi indicado?

VELCADE* é usado no tratamento de adultos com mieloma5 múltiplo, que é um tipo de câncer6 de medula óssea7, e que já receberam pelo menos um tratamentos anterior.

Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações:
VELCADE* é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao bortezomibe, boro ou manitol.

Advertências
Atenção: Este medicamento contém Açúcar8 (manitol), portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes9.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez10.

As pacientes em idade reprodutiva devem utilizar um método anticoncepcional durante o tratamento a fim de evitar a gravidez10. A amamentação11 deve ser evitada durante o tratamento.
Uma vez que o tratamento com VELCADE* pode causar vômito12 e/ou diarréia13, recomenda-se a ingestão de líquidos para evitar a desidratação14.
Se você apresentar tontura15, vertigem16 ou desmaio durante o tratamento procure o médico.
Se você apresentar entorpecimento, dor ou sensação de queimação nos pés ou mãos17 procure o médico.

Precauções
VELCADE* deve ser administrado em injeção18 intravenosa em bolus19 (3-5 segundos) através de catéter intravenoso periférico ou central, seguido por lavagem com solução de cloreto de sódio 0,9%.

Informe seu médico se você tiver algum problema no fígado20 ou teve no passado.

Ingestão concomitante com outras substâncias:
Informe seu médico se você estiver usando outros medicamentos como amiodarona, antivirais, isoniazida, nitrofurantoína ou estatinas ou que possam diminuir a pressão arterial21.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas:
Uma vez que VELCADE* pode estar associado à fadiga22, tontura15, síncope23, hipotensão24 ortostática/postural, diplopia25 ou visão26 turva, você não deve dirigir veículos ou operar máquinas.

Este medicamento é contra-indicado para a faixa etária pediátrica.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde27.

Como devo usar este medicamento?

VELCADE* é administrado por injeção18 na veia, sob a supervisão de médico com experiência no uso de medicamentos citotóxicos3.
Antes de usar, o conteúdo do frasc-ampola de VELCADE* com 1,0 mg de botrezomide deve ser diluído com 1 mL de solução salina (0,9%).
O conteúdo do frasco-ampola de VELCADE* com 3,5 mg de bortezomibe deve ser diluído com 3,5 mL de solução salina (0,9%).
A solução resultante deve ser clara e incolor. O medicamento reconstituído pode ser administrado em até 8 horas se estiver a uma temperatura inferior a 25oC, podendo permanecer em uma seringa28 por até 3 horas nesta mesma temperatura. Não pode ser armazenado a uma temperatura maior que 30oC.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Dosagem
A posologia será calculada pelo médico, de acordo com sua altura e peso.
Um ciclo de tratamento com VELCADE* consiste de um total de 4 doses e será administrado ao longo de 3 semanas. As doses são administradas nos dias 1, 4, 8 e 11, seguido de um intervalo de 10 dias.
O médico pode mudar a posologia durante o tratamento e decidirá o número total de ciclos que você vai precisar, dependendo de sua resposta ao tratamento.

Se você tiver problemas no fígado20, seu médico poderá mudar sua dose.

Quais males que este medicamento pode causar?

Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.
VELCADE* pode causar o aparecimento de reações adversas tais como:
- Sensibilidade, dormência29, formigamento ou sensação de queimação na pele30 ou dor nas mãos17 e pés;
- Queda súbita da pressão arterial21 ao se levantar que pode levar ao desmaio;
- Sangramento no intestino ou estômago31, sangramento no cérebro32, fígado20 ou boca33;
- Palpitação34 (sensação de batimento do coração35 rápido ou irregular), alterações no batimento cardíaco, insuficiência cardíaca36, ataque cardíaco, dor no peito37, desconforto no peito37 ou redução da capacidade de trabalho do coração35;
- Dor de cabeça38, falta de atenção, depressão que pode ser grave, confusão, inquietação ou agitação.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma sí vez?

Na presença de dose excessiva você deve procurar o médico. Os sinais vitais39 devem ser monitorados e devem ser adotadas medidas de suporte adequadas para manter a pressão arterial21 e a temperatura corporal. Não existe antídoto40 específico conhecido para uma dose excessiva de VELCADE*.

Onde e como devo guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde27

liofilizado1 para uso intravenoso
bortezomibe

Identificação do Medicamento
Forma Farmacêutica e apresentação
liofilizado1 em embalagem com 1 frasco-ampola de 3,5 mg de bortezomibe

Uso intravenoso
Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Velcade*
Princípio Ativo: bortezomibe
Classe Terapêutica2: Quimioterápicos

Composição

VELCADE* 3,5 mg
Cada frasco-ampola de pó liofilizado1 contém 3,5 mg de bortezomibe como éster boronato de manitol. Excipiente: manitol.
Após a reconstituição com 3,5 mL de solução salina (0,9%), cada mL contém 1 mg de bortezomibe.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Propriedades Farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
O bortezomibe é um inibidor reversível da atividade do tipo quimiotripsina do proteassoma 26S em células4 de mamíferos. O proteassoma 26S é um complexo proteico grande que degrada proteínas41 ubiquitinadas. A via da ubiquitina-proteassoma representa um papel essencial na regulação da concentração intracelular de proteínas41 específicas, mantendo, desta forma, a homeostase intracelular. A inibição do proteassoma 26S impede esta proteólise desejada, o que pode afetar as cascatas múltiplas de sinalização dentro da célula42. Esta interrupção dos mecanismos normais de homeostasia43 pode levar à morte celular. Os experimentos demonstraram que o bortezomibe é citotóxico44 para uma variedade de tipos de células4 neoplásicas45 in vitro. O bortezomibe causa um retardo no crescimento tumoral in vivo em modelos tumorais não clínicos, incluindo mieloma5 múltiplo.

Propriedades Farmacocinéticas
Farmacocinética
Após a administração intravenosa em bolus19 de 1,0 mg/ m2 e 1,3 mg/m2 em onze pacientes com mieloma5 múltiplo a média da concentração plasmática máxima de bortezomibe foi, respectivamente, de 57 e 112 ng/mL, após a primeira dose. Em doses subsequentes, a média observada da concentração plasmática máxima variou de 67 a 106 ng/mL para dose de 1,0 mg/ m2 e 89 a 120 ng/mL para a dose de 1,3 mg/ m2. A meia-vida média de eliminação de bortezomibe após o regime de múltiplas doses variou de 40 a 193 horas. O bortezomibe é eliminado mais rapidamente após a primeira dose do que após as doses subsequentes. As médias totais de clearence corporal foi de 102 e 112 L/h após a primeira dose de 1,0 mg/ m2 e 1,3 mg/ m2 , respectivamente, e variou de 15 a 32 L/h após doses subseqüentes de 1,0 mg/ m2  e 1,3 mg/ m2, respectivamente.

Distribuição
O volume médio de distribuição de bortezomibe variou de 1659 a 3294 Litros após a primeira dose ou após a administração de repetidas doses de 1,0 mg/ m2 ou 1,3 mg/ m2 em pacientes com mieloma5 múltiplo. Isto sugere, que o bortezomibe se distribui amplamente através dos tecidos periféricos. A ligação do bortezomibe às proteínas41 plasmáticas foi em média 83% na faixa de concentração de 100-1000 ng/mL.

Metabolismo46
Estudos in vitro com microssomas hepáticos humanos e isoenzimas do citocromo P450 humano indicam que o bortezomibe é metabolizado primariamente por oxidação via isoenzimas 3A4, 2C19 e 1A2 do citocromo P450. O metabolismo46 do bortezomibe pelas enzimas CYP 2D6 e 2C9 é mínimo. A principal via metabólica é remoção de um átomo de boro para formar dois metabólitos47 sem boro que subsequentemente sofrem hidroxilação para diversos metabólitos47. Os metabólitos47 sem boro do bortezomibe são inativos como inibidores do proteassoma 26S. Dados agrupados do plasma48 de 8 pacientes aos 10 min e aos 30 min após a administração indicam que os níveis plasmáticos de metabólitos47 são baixos em comparação ao fármaco49-mãe.

Eliminação
As vias de eliminação do bortezomibe não foram caracterizadas em seres humanos.

Populações Especiais
Idade, Sexo e Raça: os efeitos da idade, sexo e raça sobre a farmacocinética do bortezomibe não foram avaliados.

Insuficiência Hepática50: O efeito da insuficiência hepática50 (para definição de insuficiência hepática50, veja Tabela 6) na farmacocinética do bortezomibe foi avaliado em 51 pacientes no tratamento com doses de bortezomibe variando de 0,5 a 1,3 mg/m2. Quando comparado aos pacientes com função hepática51 normal, a insuficiência hepática50 leve não altera a AUC da dose-normalizada de bortezomibe. Contudo, os valores médios de AUC da dose-normalizada foram aumentados em aproximadamente 60% em pacientes com insuficiência hepática50 moderada ou grave. Baixas doses iniciais são recomendadas em pacientes com insuficiência hepática50 moderada ou grave, e esses pacientes devem ser cautelosamente monitorados (veja Tabela 6).

Insuficiência Renal52: Um estudo farmacocinético foi conduzido em pacientes com diferentes graus de insuficiência renal52. Os pacientes foram classificados de acordo com seus valores de depuração de creatinina53 (CrCL) dentro dos seguintes grupos: Normal(CrCL>60mL/min/1,73m2, n=12), Intermediário (CrCL>40-59mL/min/1,73m2, n=10), Moderado (CrCL=20-39 mL/min/1,73 m2, n=9) e Grave (CrCL < 20mL/min/1,73m2, n=3). Um grupo de pacientes em diálise54 que recebeu a dose após a diálise54 também foi incluído no estudo (n=8). Os pacientes receberam dose intravenosa de 0,7-1,3mg/m2 de bortezomibe 2 vezes por semana. A exposição ao bortezomibe (dose-normalizada AUC e Cmáx) foi comparável entre todos os grupos.

Resultados de Eficácia

Estudos Clínicos de Fase 2 em Mieloma5 Múltiplo Recidivante55 ou Refratário
A segurança e a eficácia de VELCADE® foram avaliadas em estudo multicêntrico aberto, com braço único de tratamento, em 202 pacientes que haviam recebido pelo menos 2 tratamentos anteriores e demonstraram progressão durante a terapia mais recente. O número mediano de terapias anteriores foi 6. As características do paciente e da doença na condição basal estão resumidas na Tabela 1.
Uma injeção18 intravenosa em bolus19 de VELCADE® 1,3 mg/m2/dose foi administrada 2 vezes por semana por 2 semanas, seguida por um período de descanso de 10 dias (ciclo de tratamento de 21 dias), por no máximo 8 ciclos de tratamento. O estudo usou modificações da dose em função da toxicidade56 (veja “Posologia”). Pacientes que apresentaram expectativa de resposta ao tratamento com VELCADE® continuaram o tratamento em um estudo de extensão.

Tabela 1: Resumo da População de Pacientes e Características da Doença®

Características do paciente

N = 202

Idade média em anos (intervalo)

59 (34, 84)

Sexo: masculino/feminino

60% / 40%

Raça: caucasiano, negro, outro

81% / 10% / 8%

Escore do “performance status” de Karnofsky ≤ 70

20%

Hemoglobina57 < 10 g/dL

44%

Contagem de plaquetas58 < 75.000/µL

21%

Características da doença

Tipo de mieloma5 (%): IgG/IgA/cadeia leve

60%/ 24%/14%

β2-microglobulina, mediana (mg/L)

3,5

Depuração da creatinina53, mediana (mL/min)

73,9

Citogenética anormal

Deleção do Cromossoma 13

35%
15%

Duração mediana do mieloma5 múltiplo desde o diagnóstico59

4 anos

Tratamento prévio

Qualquer esteróide prévio, ex. dexametasona, VAD

99%

Qualquer agente alcalinizante prévio, ex. MP, VBMCP

92%

Qualquer antraciclina prévia, ex. VAD, mitoxantrona

81%

Qualquer tratamento prévio com talidomida

83%

Recebido pelo menos 2 dos agentes acima

98%

Recebido pelo menos 3 dos agentes acima

92%

Recebidos todos os 4 agentes acima

66%

Qualquer transplante prévio de célula42 tronco/ outra terapia com altas doses

64%

Terapia experimental anterior ou outros tipos de terapia

44%

* com base no número de pacientes com dados disponíveis na condição de base

As taxas de resposta ao VELCADE® isolado (Tabela 2) foram determinadas por um Comitê de Revisão Independente (CRI) com base nos critérios publicados por Bladé e outros1. Resposta completa exigiu < 5% de células4 plasmáticas na medula60, 100% de redução na proteína M e teste de imunofixação negativo. As taxas de resposta utilizando os critérios do “SWOG” também são mostrados. A resposta de acordo com o “SWOG” (Southwest Oncology Group) exigiu uma redução ≥ 75% no nível sérico de proteína do mieloma5 e/ou ≥ 90% da proteína na urina2. Um total de 188 pacientes foram avaliados quanto à resposta; 9 pacientes com doença não mensurável não puderam ser avaliados quanto a resposta pelo CRI. Cinco pacientes foram excluídos das análises de eficácia por terem terapia prévia mínima.
Noventa e oito porcento dos pacientes do estudo receberam uma dose inicial de 1,3 mg/m2. Vinte e oito porcento destes pacientes receberam uma dose de 1,3 mg/m2 ao longo do estudo, enquanto que em 33% dos pacientes que iniciaram com uma dose de 1,3 mg/m2 foi necessário reduzir a dose durante o estudo. Sessenta e três porcento dos pacientes tiveram pelo menos uma dose suspensa durante o estudo. Em geral, pacientes com resposta completa confirmada receberam 2 ciclos adicionais do tratamento com VELCADE® após a confirmação. O número médio de ciclos administrados foi 6.
O tempo mediano para resposta foi 38 dias (variação de 30 a 127 dias). A sobrevida61 mediana de todos os pacientes recrutados foi 16 meses (variação < 1 a 18+ meses).

Tabela 2: Resumo da Evolução da Doença

Análises da resposta (VELCADE® em monoterapia) (N=188)

N (%)

(IC 95%)

Taxa de resposta global (Bladé) (RC + RP)
Resposta completa (RC)a
Resposta parcial (RP)b

52 (27,7%)
5 (2,7%)
47 (25%)

(21, 25)
(1, 6)
(19, 32)

Remissão clínica (SWOG)c

33 (17,6)

(12, 24)

Estimativa de Kaplan-Meier para a duração mediana da resposta (IC95%)

365 dias

(224, NE)

aResposta Completa: < 5% de células4 plasmáticas na medula60, 100% de redução na proteína M e teste de imunofixação negativo.
b Resposta Parcial: redução da proteína monoclonal sérica ≥ 50% e redução da proteína monoclonal urinária ≥ 90% em pelo menos 2 ocasiões por um mínimo de pelo menos 6 semanas, doença óssea e cálcio estáveis.
c Remissão Clínica (SWOG): redução da proteína monoclonal sérica ≥ 75% e/ou redução da proteína monoclonal urinária ≥ 90% em pelo menos 2 ocasiões por um mínimo de pelo menos 6 semanas, doença óssea e cálcio estáveis.

Neste estudo, a taxa de resposta ao VELCADE® foi independente do número e tipos de tratamentos anteriores. Houve uma probabilidade reduzida de resposta em pacientes com células4 plasmáticas > 50% ou citogenética anormal na medula óssea7. A resposta foi observada em pacientes com anomalias do cromossomo62 13.
Um estudo de dose-resposta foi realizado em 54 pacientes com mieloma5 múltiplo que receberam 1,0 mg/m2/dose ou 1,3 mg/m2/dose, duas vezes por semana durante 2 de 3 semanas. Resposta isolada completa foi observada em cada dose e foram observadas taxas de resposta (RC + RP) global de 30% (8/27) na dose de 1,0 mg/m2 e 38% (10/26) na dose de 1,3 mg/m2.

Pacientes que não conseguiram uma resposta ótima no tratamento com VELCADE® isolado (doença progressiva ou estável após 2 ou 4 ciclos respectivamente) foram capazes de receber uma alta dose de dexametasona em conjunto com VELCADE®   (ex. 40 mg de dexametasona administrada via oral para cada dose de VELCADE® sendo que 20 mg no dia da administração de VELCADE® E 20 mg no dia após a administração (ex. dias 1, 2, 4, 5, 8, 9, 11 e 12) mais 160 mg após 3 semanas. Um total de 74 pacientes recebeu dexametasona administrada em combinação com VELCADE® e foram avaliados através da resposta. 18% dos pacientes (13 em 74) obtiveram sucesso ou tiveram um aumento na resposta (CR 11% ou PR 7%) com tratamento combinado.

Estudo Clínico Aberto e Randomizado63 para Reincidência64 em Mieloma5 Múltiplo
Um estudo clínico fase 3 prospectivo65, randomizado63 (1:1), internacional, aberto, estratificado, contou com 669 pacientes que foram designados para determinar se o tratamento com VELCADE® resultou num crescimento em tempo de progressão quando comparado a alta dose de dexametasona em pacientes com mieloma5 múltiplo progressivo após a utilização de uma a três terapias anteriores. Pacientes considerados tolerantes ao tratamento com altas doses de dexametasona foram excluídos como se fossem aqueles com base de grau ≥ 2 de neuropatia periférica66 ou contagem plaquetária < 50.000 µL. Um total de 627 pacientes foi avaliado.

Os fatores de estratificação foram baseados no número de linhas de terapias anteriores que os pacientes receberam previamente (uma linha prévia versus mais que uma linha de terapia), tempo de progressão relativo à tratamentos anteriores (progressão durante ou dentro do período de 6 meses de parada da terapia mais recente  versus recaída > 6 meses depois de receber terapia mais recente e níveis identificados de β2-microglobina (≤2.5 mg/L versus >2.5 mg/L).

Dados dos pacientes e características da doença estão descritos na Tabela 3.
Tabela 3: Resumo Características dos Pacientes e da Doença no Estudo Clínico Fase 3


Pacientes que estavam no grupo de tratamento com VELCADE® receberam 8 ciclos de tratamento com duração de 3 semanas para cada ciclo e 3 ciclos de tratamento com duração de 5 semanas para cada ciclo. Dentro do tratamento com cada ciclo de duração de 3 semanas, Velcade 1,3 mg/m2/dose foi administrado isolado via injeção18 intravenosa em bolus19 duas vezes semanalmente durante duas semanas nos dias 1, 4, 8 e 11 seguido de um período de 10 dias de descanso (compreendido entre o dia 12 e o dia 21). Dentro do tratamento com cada ciclo de duração de 5 semanas, Velcade 1,3 mg/m2/dose foi administrado isolado via injeção18 intravenosa em bolus19 uma vez semanalmente durante 4 semanas nos dias 1, 8, 15 e 22 seguido de um período de 13 dias de descanso (compreendido entre o dia 23 e o dia 35).

Pacientes que estavam no grupo de tratamento com dexametasona receberam 4 ciclos de tratamento com duração de 5 semanas seguido de 5 ciclos de tratamento com duração de 4 semanas. Dentro de cada ciclo do tratamento com duração de 5 semanas, dexametasona 40 mg/dia via oral foi administrada uma vez ao dia nos dias 1 ao 4 seguido de um período de 24 dias de descanso (compreendido entre o dia 21 e o dia 35). Dentro de cada ciclo do tratamento com duração de 5 semanas, dexametasona 40 mg/dia via oral foi administrada uma vez ao dia nos dias 1 ao 4, 9 ao 12 e 17 ao 20 seguido de um período de 15 dias de descanso (compreendido entre o dia 5 e o dia 28). Para pacientes67 que apresentaram a progressão da doença, durante o uso de dexametasona, documentada foi oferecida uma dose padrão de VELCADE® e agendado um estudo de acompanhamento.

Seguindo uma análise interina pré-planejada de tempo de progressão, o braço de dexametasona foi interrompido e para todos pacientes selecionados para o uso de dexametasona foi oferecido VELCADE® , independente do status da doença. Neste momento o estudo foi encerrado e uma análise estatística foi elaborada. Em decorrência deste encerramento precoce do estudo, a duração média do acompanhamento para pacientes67 sobreviventes (n=534) está limitado a 8,3 meses.

No braço de VELCADE® , 34% dos pacientes receberam pelo menos uma dose de VELCADE® em todos os  8 ciclos com duração de 3 semanas de terapia e 13% receberam pelo menos uma dose em todos os 11 ciclos. O número médio de doses de VELCADE® durante todo o estudo foi 22, com uma faixa de 1 a 44. No braço de dexametasona, 40% dos pacientes receberam pelo menos uma dose em todos os 4 ciclos com duração de 5 semanas de terapia, e 6% receberam pelo menos uma dose em todos os 9 ciclos.

O tempo de finalização de análises e taxas de respostas de estudos clínicos fase 3 estão apresentados na tabela 4. Resposta e progressão foram avaliados considerando os critérios do grupo europeu para sangue68 e transplante de medula60. A resposta completa requer < 5 % células4 plasmáticas na medula60, 100% de redução em M-proteína e um resultado nehativo para teste de imunofixação. A resposta parcial requer  ≥ 50% de redução na concentração sérica da proteína do mieloma5 e  ≥ 90% redução da concentração da proteína do mieloma5 da urina69 em pelo menos duas ocasiões pelo mínimo de pelo menos 6 semanas ao longo doença óssea estável e níveis normais de cálcio. Foi verificado que todos os dados encontram-se em acordo com os critérios para a resposta completa, incluindo 100% de redução em M-proteína pela eretroforese proteica, mas a M-proteína podem detectada pelo teste de  imunofixação.

Tabela 4: Resumo da Análise de Eficácia no Estudo Randomizado70 Fase 3

a  Estimativa de Kaplan-Meier
b  A taxa de risco é baseada no modelo de risco proporcional Cox com o tratamento como variável simples independente. O valor da taxa de risco menor que 1 indica uma vantagem para o VELCADE®
c   O valor P baseou-se no test log-rank estratificado incluindo a randomização dos fatores de estratificação
d  O valor P preciso não pode ser calculado
e  A resposta da população inclue pacientes que tiveram a doença medida na base e receberam pelo menos uma dose da droga em estudo
f  Critério EBMT n Resposta Completa em acordo com todos os critérios  para  Resposta Completa mas apresenta imunofixação positiva.  Sobos critérios EBMT, nCR está na categoria de resposta parcial.
Em 2 pacientes a imunofixação foi desconhecida
O valor P para a taxa de resposta (resposta completa + resposta parcial) proveniente do teste p- Cochran-Mantel-Haenszel chi-square foi ajustado para os fatores de estratificação.
i  Não estimável.
Não aplicável, nenhum paciente encontra-se nesta categoria.

REFERÊNCIAS
1. http://ctep.info.nih.gov/reporting/ctc.html
2. Bladé J et al.. Criteria for evaluating disease response and progression in patients with multiple myeloma treated by high-dose therapy and hematopoietic stem cell transplantation. Myeloma Subcommittee of the EBMT. European Group for Blood and Marrow Transplant. Br J Haematol. 1998 102(5):1115-23.
3. Salmon SE, Haut A, Bonnet JD, Amare M, Weick JK, Durie BG et al. Alternating combination chemotherapy and levamisole improves survival in multiple myeloma: a Southwest Oncology Group Study. Journal of Clinical Oncology 1983;1(8): 453-461.

Indicações

VELCADE* (bortezomibe) é indicado para o tratamento de pacientes com mieloma5 múltiplo que receberam pelo menos um tratamento anterior.

Contra Indicações

VELCADE* é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao bortezomibe, boro ou manitol.

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Antes de usar, o conteúdo do frasco-ampola de VELCADE* com 1,0 mg de bortezomibe deve ser diluído com 1 mL de solução salina (0,9%).
O conteúdo do frasco-ampola de VELCADE* com 3,5 mg de bortezomibe deve ser diluído com 3,5 mL de solução salina (0,9%).
A solução resultante deve ser clara e incolor. O medicamento reconstituído pode ser administrado em até 8 horas se estiver a uma temperatura inferior a 25oC, podendo permanecer em uma seringa28 por até 3 horas nesta mesma temperatura. Não pode ser armazenado a uma temperatura maior que 30oC.
VELCADE* deve ser administrado em injeção18 intravenosa em bolus19 (3-5 segundos), através de catéter intravenoso periférico ou central, seguido por lavagem com solução de cloreto de sódio 0,9%.

Posologia

Dose recomendada
A dose recomendada de VELCADE* é 1,3 mg/m2/dose administrada em 3 a 5 segundos como injeção18 intravenosa em bolus19, 2 vezes por semana durante 2 semanas (dias 1, 4, 8 e 11), seguido por período de repouso de 10 dias (dias 12-21).
Este período de 3 semanas é considerado como um ciclo de tratamento. Deve ser observado intervalo de pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de VELCADE*. Para extensão do tratamento além de 8 ciclos, VELCADE* pode ser administrado no esquema padrão ou no esquema de manutenção de uma vez por semana por 4 semanas (Dias 1, 8, 15 e 22), seguido por um período de repouso de 13 dias (Dias 23 a 35).
Em estudos clínicos, pacientes com resposta completa confirmada (RC) receberam 2 ciclos adicionais de VELCADE*. Recomenda-se que pacientes que respondem ao VELCADE* recebam até 8 ciclos de tratamento.

Modificação da Dose e Reinício do Tratamento
O tratamento com VELCADE* deve ser interrompido ao início de qualquer evidência de toxicidade56 não hematológica de Grau 3 ou hematológica de Grau 4, excluindo neuropatia71 (veja “Advertências”). Após a remissão dos sintomas72 de toxicidade56, o tratamento com VELCADE* pode ser reiniciado com dose 25% menor (1,3 mg/m2/dose reduzida para 1,0 mg/m2/dose; 1,0 mg/m2/dose reduzida para 0,7 mg/m2/dose). A tabela a seguir contém a recomendação para modificação da dose em pacientes que apresentarem dor neuropática73 e/ou neuropatia71 sensitiva periférica relacionada ao VELCADE* (Tabela 7). Pacientes com neuropatia71 grave preexistente devem ser tratados com VELCADE* somente após avaliação cuidadosa do risco-benefício.

Tabela 5: Recomendação para modificação da dose de VELCADE* na presença de Dor Neuropática73 e/ou Neuropatia71 Periférica Sensitiva ou Motora relacionada ao tratamento

Severidade dos sinais74 e sintomas72 de neuropatia periférica66

Modificação do esquema posológico

Grau 1 (parestesia75, fraqueza e/ou perda dos reflexos) sem dor ou perda de atividade

Nenhuma ação

Grau 1 com dor ou Grau 2 (interferindo com a função, mas não nas atividades diárias)

Reduzir a dose de VELCADE* para 1,0 mg/m2

Grau 2 com dor ou Grau 3 (interferindo com as atividades diárias)

Interromper o tratamento com VELCADE* até a remissão da toxicidade56. Depois, reiniciar o tratamento com dose reduzida de VELCADE* (0,7 mg/m2) e alterar o esquema de tratamento para uma vez por semana.

Grau 4 Neuropatia71 sensitiva incapacitante ou neuropatia71 motora com risco de morte ou que ocasione paralisia76

 Interromper o tratamento com VELCADE*.

“NCI Common Toxicity Criteria” 1
Obs.: A redução da dose de VELCADE*, recomendada quando da ocorrência de dor neuropática73 e/ou neuropatia71 sensitiva periférica relacionada ao tratamento, pode levar à redução da eficácia do tratamento.

Pacientes com insuficiência renal52
A farmacocinética de VELCADE* não é influenciada pela  gravidade da insuficiência renal52. Desta forma, não é necessário ajuste da dose de VELCADE* em pacientes com insuficiência renal52.  Uma vez que a diálise54 pode reduzir a concentração de VELCADE*, o medicamento deve ser administrado após o procedimento de diálise54.

Pacientes com insuficiência hepática50
Pacientes com insuficiência hepática50 leve não requerem ajuste de  dose inicial e devem ser tratados de acordo com a posologia recomendada de VELCADE*. Pacientes com insuficiência77 hepatica51 moderada ou grave devem iniciar o tratamento com  VELCADE* utilizando uma dose reduzida de 0.7 mg/m2 por injeção18 durante o primeiro ciclo e subsequentes aumentos gradativos da dose 1,0 mg/m2 ou reduções de dose para 1,0 mg/m2 podem ser consideradas com base na tolerância do paciente.

Tabela 6 – Modificação da dose inicial recomendada para VELCADE* em pacientes com insuficiência hepática50

Advertências

VELCADE* deve ser administrado sob a supervisão de médico com experiência no uso de tratamento antineoplásico.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar8 (manitol), portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes9.

Neuropatia Periférica66
O tratamento com VELCADE* causa neuropatia periférica66 que é predominantemente sensitiva. Entretanto, foram relatados casos de neuropatia71 motora grave com ou sem neuropatia71 sensitiva periférica.
Pacientes com sintomas72 preexistentes (dormência29, dor ou sensação de queimação nos pés ou mãos17) e/ou sinais74 de neuropatia periférica66 podem apresentar piora da neuropatia periférica66 (incluindo Grau ≥3) durante o tratamento com VELCADE*. Os pacientes devem ser monitorados quanto aos sintomas72 de neuropatia71, como sensação de queimação, hiperestesia, hipoestesia78, parestesia75, desconforto, dor neuropática73 ou fraqueza. Pacientes que apresentarem piora ou aparecimento de neuropatia periférica66 podem exigir alteração no esquema de tratamento com VELCADE*. Após o ajuste de doses, a melhora ou resolução da neuropatia periférica66 foi relatada em 51% dos pacientes com neuropatia periférica66 Grau ≥2 no estudo fase 3. A melhora ou resolução da neuropatia periférica66 foi relatada em 73% dos pacientes que descontinuaram o medicamento devido a neuropatia periférica66 Grau 2 ou que apresentaram neuropatia periférica66 Grau ≥3 nos estudos fase 2.

Hipotensão24
Em estudos fase 2 e 3, a incidência79 de hipotensão24 (postural, ortostática e hipotensão24 inespecífica) foi de 11 a 12%. Estes eventos são observados ao longo do tratamento. Recomenda-se cautela ao tratar pacientes com história de síncope23, pacientes recebendo medicamentos sabidamente associados com hipotensão24 e pacientes desidratados. A conduta na hipotensão24 ortostática/postural deve incluir ajuste da medicação anti-hipertensiva, hidratação ou administração de mineralocorticóides e/ou simpatomiméticos.

Alterações Cardíacas
Desenvolvimento agudo80 ou exacerbação de insuficiência cardíaca congestiva81 e/ou início de redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo têm sido relatados, incluindo relatos em pacientes com pouco ou nenhum risco de redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo. Pacientes com fatores de risco ou com doença cardíaca preexistente devem ser cuidadosamente monitorados. Em estudo fase 3, a incidência79 de qualquer alteração cardíaca que aparecem com o tratamento foi de 15% e 13% nos grupos de VELCADE* e exametasona, respectivamente. A incidência79 de eventos de insuficiência cardíaca36 (edema pulmonar82 agudo80, insuficiência cardíaca36, insuficiência cardíaca congestiva81, choque83 cardiogênico e edema84 de pulmão85) foi similar nos grupos de VELCADE* e dexametasona, 5% e 4%, respectivamente. Houve casos isolados de prolongação do intervalo QT em estudos clínicos; a causalidade não foi estabelecida.

Eventos Hepáticos
Têm sido relatados casos raros de insuficiência hepática50 aguda em pacientes recebendo medicações concomitantes múltiplas e com sérias condições médicas de base. Outros eventos adversos relatados incluem aumento das enzimas hepáticas86, hiperbilirrubinemia e hepatite87. Estas alterações podem ser reversíveis com a descontinuação do VELCADE*. Há informações limitadas relacionadas à reexposição nestes pacientes.

Transtorno Pulmonar
Houve casos raros relatados de doença pulmonar infiltrante difusa aguda de etiologia88 desconhecida tais como pneumonite89, pneumonia90 intersticial91, infiltração pulmonar, Síndrome92 do Desconforto Respiratório Agudo80 (ARDS) em pacientes recebendo VELCADE*. Alguns desses eventos têm sido fatais. Uma proporção mais elevada desses efeitos foi relatada no Japão. Na ocorrência de um evento pulmonar ou na piora de sintomas72 pulmonares já existentes, uma rápida avaliação diagnóstica deve ser realizada e os pacientes tratados apropriadamente.
Num estudo clínico, dois pacientes que receberam altas doses de citarabina (2g/m2 por dia) por infusão contínua com daunorubicina e VELCADE* para recaída de leucemia93 mielóide aguda morreram com ARDS precocemente durante o tratamento.

Exames laboratoriais
O resultado do hemograma completo deve ser freqüentemente monitorado durante o tratamento com VELCADE*.

Trombocitopenia94
VELCADE* está associado com trombocitopenia94 (veja “Reações Adversas”). As plaquetas58 tiveram seu nível mais baixo no dia 11 de cada ciclo de tratamento com VELCADE* e normalmente recuperaram seu nível basal no próximo ciclo. O padrão cíclico de redução e recuperação da contagem de plaquetas58 permaneceu consistente ao longo do período de estudo de 8 ciclos de duas doses semanais e não houve evidência de trombocitopenia94 cumulativa. A média das contagens mais baixas de plaquetas58 foi aproximadamente 40% da condição basal. A gravidade da trombocitopenia94 relacionada à contagem de plaquetas58 antes do tratamento está na Tabela 9 para estudos de fase 3. No estudo fase 3, a incidência79 de eventos de sangramento significativo (≥Grau 3) foi similar em ambos braços VELCADE* (4%) e dexametasona (5%). A contagem de plaquetas58 deve ser monitorada antes de cada dose de VELCADE*. O tratamento deve ser interrompido quando a contagem de plaquetas58 for < 25.000/µL e reiniciado com dose reduzida (veja “Posologia”). Existem relatos de hemorragia95 gastrintestinal e intracerebral associadas com a trombocitopenia94 induzida por VELCADE* (veja “Posologia” e “Reações Adversas”). Transfusão96 deve ser considerada.

Tabela 7: Gravidade da trombocitopenia94 relacionada à contagem de plaquetas58 antes do tratamento nos estudos fase 3

Contagem de plaquetas58 antes do tratamento*

Número de pacientes (N=331)**

Número de pacientes com contagem de plaquetas58 < 10.000/µL

Número (%) de pacientes com contagem de plaquetas58 entre 10.000 e 25.000 /µL

≥ 75.000/µL

309

8 (3%)

36 (12%)

≥ 50.000/µL - < 75.000/µL

14

2 (14%)

11 (79%)

≥ 10.000/µL - < 50.000/µL

7

1 (14%)

5 (71%)

* Níveis basais de contagem de plaquetas58 de 50000/μL foi requerida para elegibilidade do paciente para o estudo
** Faltam dados de contagem basal para 1 paciente


Eventos Adversos Gastrintestinais
O tratamento com VELCADE* pode causar náusea97, diarréia13, constipação98 e vômito12 (veja “Reações Adversas”) que exigem, algumas vezes, uso de antieméticos99 e medicamentos antidiarréicos. A reposição de líquidos e eletrólitos100 deve ser realizada para evitar a desidratação14. Uma vez que alguns pacientes em tratamento com VELCADE* podem apresentar vômito12 e/ou diarréia13, os pacientes devem ser orientados como proceder para evitar a desidratação14. Os pacientes devem ser instruídos para procurar o médico se apresentarem sintomas72 de vertigem16, tontura15 ou desmaios.

Síndrome92 de Lise101 Tumoral
Uma vez que VELCADE* é um agente citotóxico44 e pode matar células4 malignas rapidamente, as complicações da Síndrome92 de Lise101 Tumoral podem ocorrer. Os pacientes sob risco de Síndrome92 de Lise101 Tumoral são aqueles com carga tumoral alta antes do tratamento. Estes pacientes devem ser monitorados de perto e as precauções apropriadas devem ser tomadas.

Pacientes com Insuficiência Hepática50
O bortezomibe é metabolizado pelas enzimas hepáticas86 e sua exposição é aumentada  em pacientes com insuficiência hepática50 moderada ou severa. Esses pacientes devem ser tratados com doses reduzidas de Velcade® e monitorados com relação a toxicidade56.

Síndrome92 de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (SLPR)
Foram relatados casos de Síndrome92 de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (SLPR) em pacientes recebendo VELCADE*. SLPR é um distúrbio neurológico raro, reversível, que pode se apresentar com convulsões, hipertensão102, cefaleia103, letargia104, confusão mental, cegueira, entre outros distúrbios visuais e neurológicos. Exames de imagem do cérebro32, preferencialmente RMN (Ressonância Magnética105 Nuclear) são usados para confirmar o diagnóstico59. Em pacientes com SLPR em desenvolvimento, descontinue VELCADE*. A segurança em reiniciar o tratamento com VELCADE* em pacientes com histórico de SLPR não é conhecida.

Carcinogênese, Mutagênese, Prejuízo da Fertilidade
Não foram conduzidos estudos de carcinogenicidade com bortezomibe.
O bortezomibe demonstrou atividade clastogênica (aberrações cromossômicas estruturais) em teste in vitro de aberrações cromossômicas usando células4 de ovário106 de hamster Chinês. O bortezomibe não foi genotóxico no teste in vitro de mutagenicidade (teste de Ames) e no teste in vivo de micronúcleos em camundongos.
Não foram realizados estudos de fertilidade com bortezomibe mas foi realizada avaliação dos tecidos reprodutivos nos estudos de toxicidade56 geral. No estudo de toxicidade56 de 6 meses em rato, foram observados efeitos degenerativos107 no ovário106 em doses ≥ 0,3 mg/m2 (um quarto da dose clínica recomendada) e alterações degenerativas108 nos testículos109 ocorreram com 1,2 mg/m2. VELCADE* pode ter um potencial efeito sobre a fertilidade masculina ou feminina.

Achados de Toxicidade56 em Animais
Toxicidade56 Cardiovascular

Estudos em macacos mostraram que a administração de doses aproximadamente o dobro da dose clínica recomendada resultaram em aumento da frequência cardíaca seguido de significante hipotensão24 progressiva, bradicardia110 e morte 12-14 horas após a administração. Doses ≥ 1,2 mg/m2 induziram alterações proporcionais à dose nos parâmetros cardíacos. O bortezomibe distribuiu-se para a maioria dos tecidos, incluindo o miocárdio111. Em um estudo de toxicidade56 de dose repetida em macaco também foram observadas hemorragia95, inflamação112 e necrose113 miocárdica.

Administração Crônica
Em estudos em animais em dose e esquema posológico similar ao recomendado para pacientes67 (duas vezes por semana, durante duas semanas, seguido de uma semana de descanso), os sinais74 de toxicidade56 observados incluíram anemia114 severa e trombocitopenia94, toxicidade56 gastrintestinal, neurológica e do sistema linfático115. Efeitos neurotóxicos em estudos animais incluíram edema84 axonal e degeneração116 em nervos periféricos, raízes espinhais dorsais e tratos da medula espinhal117. Adicionalmente, hemorragia95 multifocal e necrose113 no cérebro32, olho118 e coração35 foram observadas.

Gravidez10 (Categoria D) e Lactação119
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. O médico deverá ser informado imediatamente em caso de suspeita de gravidez10.
Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez10 durante o tratamento com VELCADE*.
O bortezomibe não foi teratogênico120 em estudos não-clínicos de toxicidade56 sobre o desenvolvimento em ratos e coelhos na maior dose testada [0,075 mg/kg (0,5 mg/m2) em ratos e 0,05 mg/kg (0,6 mg/m2) em coelhos] quando administrado durante a organogênese. Estas doses são aproximadamente a metade da dose clínica de 1,3 mg/m2 com base na área de superfície corporal.
Coelhas prenhes que receberam 0,05 mg/kg (0,6 mg/m2) de bortezomibe durante a organogênese apresentaram perda pós-implantação significante e número reduzido de fetos vivos. Os fetos vivos destas ninhadas também apresentaram reduções significantes no peso fetal. A dose é aproximadamente metade da dose clínica de 1,3 mg/m2 com base na área de superfície corporal.
Não foram conduzidos estudos de transferência placentária de bortezomibe. Não existem estudos controlados em mulheres grávidas. Se VELCADE* for utilizado durante a gestação ou se a paciente engravidar durante o tratamento, ela deve ser informada sobre o potencial risco para o feto121.
As pacientes devem ser orientadas sobre o uso de medidas contraceptivas eficazes e para evitar a amamentação11 durante o tratamento com VELCADE*.

Lactação119
Não existem dados sobre a excreção de bortezomibe no leite humano. Uma vez que muitos fármacos são excretados no leite humano e devido ao potencial para reações adversas graves em lactentes122 devido a VELCADE*, as mulheres devem ser alertadas para não amamentar durante o tratamento com VELCADE*.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Uma vez que VELCADE* pode estar associado à fadiga22, tontura15, síncope23, hipotensão24 ortostática/postural, diplopia25 ou visão26 turva, os pacientes devem ser orientados para não dirigir veículos ou operar máquinas se houver ocorrência de qualquer destes sintomas72.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

Não foram observadas diferenças gerais em segurança e efetividade entre pacientes com idade ≥ 65 anos e pacientes mais novos recebendo VELCADE*; entretanto, uma maior sensibilidade de alguns pacientes mais velhos não pode ser afastada.

Interações Medicamentosas

Estudos in vitro e animal ex vivo indicam que o bortezomibe é um inibidor fraco das isoenzimas1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4 do citocromo P450. Baseado na ação limitada (7%) do CYP2D6 sobre o metabolismo46 do bortezomibe, não é esperado que o CYP2D6 afete a disposição global do bortezomibe.
Estudo de interação medicamentosa avaliou o efeito de cetoconazol, potente inibidor do CYP3A4, que demonstrou aumento na média de AUC de 35%, baseado em dados de 12 pacientes. Portanto, os pacientes devem ser monitorados quando ocorrer administração concomitante de bortezomibe com potentes inibidores do CYP3A4 (como por exemplo: cetoconazol e ritonavir).
Estudo de interação medicamentosa avaliou  o efeito do omeprazol, potente inibidor do CYP2C19, mas não foi demonstrada alteração significativa na farmacocinética de bortezomibe, baseado em dados provenientes de 17 pacientes.
 Pacientes que estão recebendo tratamento concomitante com VELCADE® e fármacos inibidores ou indutores da enzima123 3A4 do citocromo P450  devem ser monitorados de perto no que se refere a sinais74 de toxicidade56 ou eficácia reduzida (veja “Propriedades Farmacocinéticas”).
Durante os estudos clínicos, foram relatadas hipoglicemia124 e hiperglicemia125 em pacientes diabéticos recebendo hipoglicemiantes orais126. Pacientes em tratamento com agentes antidiabéticos orais127 e que recebem VELCADE* podem necessitar monitoramento da glicemia128 e ajuste da dose da medicação antidiabética.
Os pacientes devem ser orientados sobre o uso de medicações concomitantes que podem estar associadas à neuropatia periférica66, tais como amiodarona, antivirais, isoniazida, nitrofurantoína ou estatinas, ou com redução da pressão arterial21.

Interações com Exames de Laboratório
Não são conhecidas.

Reações Adversas a Medicamentos

Atenção: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Resumo dos Estudos Clínicos:
A segurança e eficácia de VELCADE* foi avaliada em 3 estudos com a dose recomendada de 1,3 mg/m2, incluindo um estudo fase 3, randomizado63, comparativo, versus dexametasona de 669 pacientes com mieloma5 múltiplo refratário ou recidivo que já haviam recebido de 1 a 3 linhas terapêuticas anteriores (M34101-039); um estudo fase 2, braço único, aberto, multicêntrico com 202 pacientes que haviam recebido pelo menos 2 terapias anteriores e demonstraram progressão da doença na terapia mais recente (M34101-025); e um estudo clínico fase 2, dose-resposta em mieloma5 múltiplo recidivo em pacientes que tiveram progressão ou recidiva129 da doença após terapia de primeira linha com VELCADE* 1,0 mg/m2 ou 1,3 mg/m2 (M34100-024).

Tabela 8: Reações Adversas ao Medicamento VELCADE* em Estudos Fase 2 e Fase 3

Estudos de Mieloma5 Múltiplo Refratário/Reinsicdente

Sistema Corpóreo

Estudo n.º

 
039 (n=331)

024/025 (n=228†)

 
Distúrbios do Sangue68 e Sistema Linfático115

 
Trombocitopenia94

115 (35%)

97 (43%)

 
Anemia114

87 (26%)

74 (32%)

 
Neutropenia130

62 (19%)

55 (24%)

 
Leucopenia131

24 (7%)

15 (7%)

 
Linfopenia

15 (5%)

11 (5%)

 
Pancitopenia132

2 (<1%)

6 (3%)

 
Neutropenia130 febril

1 (<1%)

1 (<1%)

 
Distúrbios Cardíacos

 
Arritmias133

4 (1%)

2 (<1%)

 
Taquicardia134

9 (3%)

17 (7%)

 
Fibriliação atrial

6 (2%)

2 (<1%)

 
Palpitações135

5 (2%)

4 (2%)

 
Desenvolvimento agudo80 ou exacerbação de insuficiência cardíaca36, incluindo insuficiência cardíaca36 crônica

7 (2%)

8 (4%)

 
Edema84 pulmonar

6 (2%)

3 (1%)

 
Choque83 cardiogênico*

1 (<1%)

-

 
Início ou redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo

1 (<1%)

-

 
Taquicardia134 atrial

1 (<1%)

-

 
Bradicardia110

3 (<1%)

1 (<1%)

 
Distúrbios do Ouvido e Labirinto136

 
Audição prejudicada

1 (<1%)

1 (<1%)

 
Distúrbios Oftalmológicos

 
Visão26 borrada

9 (3%)

25 (11%)

Infecção137 e irritação conjuntiva138

14 (4%)

7 (3%)

Distúrbios Gastrintestinais

Constipação98

140 (42%)

97 (43%)

Diarreia13

190 (57%)

116 (51%)

Náusea97

190 (57%)

145 (64%)

Vômito12

117 (35%)

82 (36%)

Dor gastrintestinal e abdominal, excluindo dor oral e na garganta139

80 (24%)

48 (21%)

Dispepsia140

32 (10%)

30 (13%)

Dor faringolaringeal

25 (8%)

19 (8%)

Refluxo gastrintestinal

10 (3%)

1 (<1%)

Eructação141

2 (<1%)

4 (2%)

Distensão abdominal

14 (4%)

13 (6%)

Estomatite142 e ulceração143 da boca33

24 (7%)

10 (4%)

Disfagia144

4 (1%)

5 (2%)

Hemorragia95 gastrintestinal (Trato gastrintestinal superior145 e inferior)

7 (2%)

3 (1%)

Hemorragia95 retal (Incluindo diarreia13 hemorrágica146)

7 (2%)

3 (1%)

Ulceração143 da língua147

2 (<1%)

1 (<1%)

Ânsia de vômito12

3 (<1%)

2 (<1%)

Hemorragia95 do trato gastrintestinal superior145

1 (<1%)

-

Hematemese148

1 (<1%)

-

Petéquias149 da mucosa150 oral

3 (<1%)

-

Íleo151 paralítico

1 (<1%)

2 (<1%)

Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração

Condições astênicas

201 (61%)

149 (65%)

Fraqueza

40 (12%)

44 (19%)

Fadiga22

140 (42%)

118 (52%)

Letargia104

12 (4%)

9 (4%)

Mal-estar

13 (4%)

22 (10%)

Pirexia152

116 (35%)

82 (36%)

Rigidez

37 (11%)

27 (12%)

Edema84 de extremidades inferiores

35 (11%)

27 (12%)

Neuralgia153

21 (6%)

5 (2%)

Dor no peito37

26 (8%)

16 (7%)

Irritação e dor no local de administração

1 (<1%)

1 (<1%)

Flebite154 no local de indicação

1 (<1%)

1 (<1%)

Distúrbios Hepatobiliares155

Hiperbilirrubinemia

1 (<1%)

-

Testes de função hepática51 anormais

3 (<1%)

2 (<1%)

Hepatite87

2 (<1%) no estudo M34101-040‡

-

Distúrbios do Sistema Imune156

 
Hipersensibilidade ao medicamento

1 (<1%)

1 (<1%)

 
Infecções157 e Infestações

 
Infecção137 do trato respiratório superior

26 (8%)

41 (18%)

 
Nasofaringite

45 (14%)

17 (7%)

 
Infecções157 do trato respiratório inferior e pulmões158

48 (15%)

29 (13%)

 
Pneumonia90*

21 (6%)

23 (10%)

 
Herpes zoster159 (incluindo forma multidérmica ou disseminada)

42 (13%)

26 (11%)

 
Herpes simples

25 (8%)

13 (6%)

 
Bronquite

26 (8%)

6 (3%)

 
Neuralgia153 pós-herpética

4 (1%)

1 (<1%)

 
Sinusite160

14 (4%)

15 (7%)

 
Faringite161

6 (2%)

2 (<1%)

 
Candidíase162 oral

6 (2%)

3 (1%)

 
Infecção137 do trato urinário163

13 (4%)

14 (6%)

 
Infecção137 relacionada ao catéter

10 (3%)

6 (3%)

 
Sepse164 e bacteremia165*

9 (3%)

9 (4%)

 
Gastrenterite

7 (2%)

-

 
Injúria, Envenenamento e Complicações do Procedimento

 
Complicações relacionadas ao catéter

7 (2%)

8 (4%)

 
Investigações

 
Aumento de ALT (alanina aminotransferase)

3 (<1%)

10 (4%)

 
Aumento de AST (aspartato aminotransferase)

5 (2%)

12 (5%)

 
Aumento da fosfatase alcalina166

6 (2%)

8 (4%)

 
Aumento de GGT (Gama-glutamiltransferase)

1 (<1%)

4 (2%)

 
Distúrbios Metabólicos e Nutricionais

 
Redução do apetite e anorexia167

112 (34%)

99 (43%)

 
Desidratação14

24 (7%)

42 (18%)

 
Hiperglicemia125

5 (2%)

16 (7%)

 
Hipoglicemia124

7 (2%)

4 (2%)

 
Hiponatremia168

8 (2%)

18 (8%)

 
Distúrbios Musculoesqueléticos e de Tecidos Conectivos

 
Dor nos membros

50 (15%)

59 (26%)

 
Mialgia169

39 (12%)

32 (14%)

 
Artralgia170

45 (14%)

60 (26%)

 
Neoplasias171 Benignas, Malignas e Inespecíficas (incluindo cistos e pólipos172)

 
Síndrome92 da Lise101 do Tumor173

2 (<1%) i no estudo M34101-040‡

-

 
Transtornos do Sistema Nervoso174

 
Neuropatia71 periférica§

120 (36%)

84 (37%)

 
Parestesia75 e diastesia

91 (27%)

53 (23%)

 
Tontura15, excluindo vertigem16

45 (14%)

48 (21%)

 
Cefaleia103

85 (26%)

63 (28%)

 
Disgeusia

17 (5%)

29 (13%)

 
Polineuropatia

9 (3%)

1 (<1%)

 
Síncope23

8 (2%)

17 (7%)

 
Convulsões

4 (1%)

-

 
Perda da consciência

2 (<1%)

-

 
Ageusia

2 (<1%)

-

 
Transtornos Psiquiátricos

 
Ansiedade

31 (9%)

32 (14%)

 
Distúrbios Renais e Urinários

 
Insuficiência77 ou falência renal175

21 (6%)

21 (9%)

 
Dificuldade na micção176

2 (1%)

3 (1%)

 
Hematúria177

5 (2%)

4 (2%)

 
Distúrbios Respiratórios, Toráxicos e Mediastinais

 
Epistaxe178

21 (6%)

23 (10%)

 
Tosse

70 (21%)

39 (17%)

 
Dispneia179

65 (20%)

50 (22%)

 
Dispneia179 do exercício

21 (6%)

18 (8%)

 
Derrame180 pleural

4 (1%)

9 (4%)

 
Rinorreia181

4 (1%)

14 (6%)

 
Hemoptise182

3 (<1%)

2 (<1%)

 
Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo183

 
Erupção184 cutânea185, que pode ser prurítico, eritematoso186, e pode incluir evidência de vasculite187 leucocitoclástica

61 (18%)

47 (21%)

 
Urticária188

7 (2%)

5 (2%)

 
Distúrbios Vasculares189

 
Hipotensão24

20 (6%)

27 (12%)

 
Hipotensão24 ortostática/postural

14 (4%)

8 (4%)

 
Petéquias149

6 (2%)

7 (3%)

 
Hemorragia95 cerebral*

1 (<1%)

-

 
† Todos os 228 pacientes receberam VELCADE* na dose de 1,3 mg/m2
® Inclui desfecho fatal
‡ O estudo de VELCADE* na dose recomendada de 1,3 mg/m2 em pacientes com mieloma5 múltiplo que apresentam progressão da doença após receber pelo menos quatro terapias prévias ou após receber alta dose de dexametasona no Protocolo M34101-039
§ Incluindo todos os termos preferenciais do MedDRA HTL “neuropatia periférica NEC”

Reativação do vírus190 Herpes Zoster159
Os médicos devem considerar o uso de profilaxia antiretroviral em pacientes que forem  tratados com VELCADE*. Nos estudos de fase 3  em pacientes com mieloma5 múltiplo sem tratamento prévio, a incidência79 da reativação do herpes zoster159 foi mais comum em pacientes tratatos com VMP comparado com MP (14% vs 4% respectivamente). Profilaxia antiretroviral foi administrada a 26% dos pacientes no grupo VMP. A incidência79 de herpes zoster159 entre pacientes sob tratamento com VMP foi de 17% para os pacientes que não receberam profilaxia antiretroviral comparado com 3% dos pacientes nos quais a profilaxia antiretroviral foi administrada.

Experiência Pós-comercialização
Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido relatados acima.
As freqüências apresentadas a seguir refletem as taxas de relatos para reações adversas ao medicamento proveniente da experiência de pós-comercialização mundial de VELCADE*. As freqüências a seguir refletem taxas de relato e estimativas mais precisas da incidência79 não podem ser feitas. As reações adversas ao medicamento estão listadas por frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito comum (> 1/10); comum (> 1/100 e < 1/10); incomum (> 1/1.000 e < 1/100), rara (> 1/10.000 e < 1/1.000) e muito rara (<1/10.000 incluindo relatos isolados).

Tabela 9: Relatos de Reações Adversas Pós-comercialização

Distúrbios do sangue68 e sistema linfático115

Raro

Coagulação191 intravascular192 disseminada

Distúrbios Cardíacos

Raro

Bloqueio completo atrioventricular, tamponamento cardíaco

Distúrbios do Ouvido e Labirinto136

Raro

Surdez bilateral

Distúrbios oculares

Raro

Herpes oftálmica

Distúrbios Gastrintestinais

Raro

Colite193 isquêmica, pancreatite194 aguda

Infecções157 e infestações

Raro

Meningoencefalite195 herpética, choque83 séptico

Distúrbios do Sistema Imune156

Raro

Angioedema196

Transtornos do Sistema Nervoso174

Raro

Encefalopatia197, neuropatia autonômica198

Transtornos Respiratórios, Torácico e do mediastino199

Raro

Doença Pulmonar Infiltrativa difusa aguda, hipertensão102 pulmonar

Alterações de pele e tecido subcutâneo183

Muito raro

Síndrome92 de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica200

Reativação do vírus190 Herpes Zoster159
Os médicos devem considerar o uso de profilaxia antirretroviral em pacientes que forem tratados com VELCADE*. Nos estudos de fase 3 em pacientes com mieloma5 múltiplo sem tratamento prévio, a incidência79 da reativação do herpes zoster159 foi mais comum em pacientes tratatos com VMP comparado com MP (14% vs 4% respectivamente). Profilaxia antirretroviral foi administrada a 26% dos pacientes no grupo VMP. A incidência79 de herpes zoster159 entre pacientes sob tratamento com VMP foi de 17% para os pacientes que não receberam profilaxia antirretroviral comparado com 3% dos pacientes nos quais a profilaxia antirretroviral foi administrada.

Experiência Pós-comercialização
Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido relatados acima.
As frequências apresentadas a seguir refletem as taxas de relatos para reações adversas ao medicamento proveniente da experiência de pós-comercialização mundial de VELCADE*. As frequências a seguir refletem taxas de relato e estimativas mais precisas da incidência79 não podem ser feitas. As reações adversas ao medicamento estão listadas por frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito comum (> 1/10); comum (> 1/100 e < 1/10); incomum (> 1/1.000 e < 1/100), rara (> 1/10.000 e < 1/1.000) e muito rara (<1/10.000 incluindo relatos isolados).

Tabela 9: Relatos de Reações Adversas Pós-comercialização

Distúrbios do sangue68 e sistema linfático115

Raro

Coagulação191 intravascular192 disseminada

Distúrbios Cardíacos

Raro

Bloqueio completo atrioventricular, tamponamento cardíaco

Distúrbios do Ouvido e Labirinto136

Raro

Surdez bilateral

Distúrbios Oftalmológicos

Raro

Herpes oftálmica

Distúrbios Gastrintestinais

Raro

Colite193 isquêmica, pancreatite194 aguda

Infecções157 e infestações

Raro

Meningoencefalite195 herpética, choque83 séptico

Distúrbios do Sistema Imune

Raro

Angioedema196

Transtornos do Sistema Nervoso174

Raro

Encefalopatia197, neuropatia71 autonômica, síndrome92 de leucoencefalopatia posterior reversível

Transtornos Respiratórios, Torácico e do mediastino199

Raro

Doença Pulmonar Infiltrativa difusa aguda, hipertensão102 pulmonar

Alterações de pele e tecido subcutâneo183

Raro

Muito raro

Dermatose201 neutrofílica febril aguda (Síndrome92 de Sweet)

Síndrome92 de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica200

Superdose

Estudos de farmacologia202 relacionados à segurança cardiovascular em macacos e cães mostraram que doses intravenosas aproximadamente duas à três vezes da dose clínica recomendada em uma base de mg/m2 estão associadas ao aumento na freqüência cardíaca, redução na contratilidade, hipotensão24 e óbito203. A redução na contratilidade cardíaca e a hipotensão24 responderam à intervenção aguda com agentes inotrópicos positivos ou hipertensores. Em estudos com cães, um pequeno aumento no intervalo QT corrigido foi observado.
Em pacientes, superdose maior que duas vezes a dose recomendada tem sido associada com início agudo80 de hipotensão24 sintomática204 e trombocitopenia94 com evolução fatal.
Não há antídoto40 específico conhecido para superdose com VELCADE*. Em um evento de superdose, os sinais vitais39 do paciente devem ser monitorados e  os cuidados de suporte apropriados devem ser fornecidos para manter a pressão sanguínea (como fluídos, agentes pressores e/ou inotrópicos) e a temperatura corpórea.

Armazenagem

As embalagens de VELCADE* devem ser mantidas em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegidas da luz.


Velcade - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
3 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
4 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
5 Mieloma: Variedade de câncer que afeta os linfócitos tipo B, encarregados de produzir imunoglobulinas. Caracteriza-se pelo surgimento de dores ósseas, freqüentemente a nível vertebral, anemia, insuficiência renal e um estado de imunodeficiência crônica.
6 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
7 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
8 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
9 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
10 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
11 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
12 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
13 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
14 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
15 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
16 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
17 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
18 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
19 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
20 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
21 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
22 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
23 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
24 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
25 Diplopia: Visão dupla.
26 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
27 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
28 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
29 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
30 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
31 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
32 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
33 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
34 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
35 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
36 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
37 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
38 Cabeça:
39 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
40 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
41 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
42 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
43 Homeostasia: Processo de regulação pelo qual um organismo mantém constante o seu equilíbrio. Em fisiologia, é o estado de equilíbrio das diversas funções e composições químicas do corpo (por exemplo, temperatura, pulso, pressão arterial, taxa de açúcar no sangue, etc.).
44 Citotóxico: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
45 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
46 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
47 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
48 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
49 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
50 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
51 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
52 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
53 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
54 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
55 Recidivante: Característica da doença que recidiva, que acontece de forma recorrente ou repetitiva.
56 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
57 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
58 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
59 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
60 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
61 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
62 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
63 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
64 Reincidência: 1. Ato ou efeito de reincidir ou repetir. 2. Obstinação, insistência, teimosia.
65 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
66 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
67 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
68 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
69 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
70 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
71 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
72 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
73 Neuropática: Referente à neuropatia, que é doença do sistema nervoso.
74 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
75 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
76 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
77 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
78 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
79 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
80 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
81 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
82 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
83 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
84 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
85 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
86 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
87 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
88 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
89 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
90 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
91 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
92 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
93 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
94 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
95 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
96 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
97 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
98 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
99 Antieméticos: Substância que evita o vômito.
100 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
101 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
102 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
103 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
104 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
105 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
106 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
107 Degenerativos: Relativos a ou que provocam degeneração.
108 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
109 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
110 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
111 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
112 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
113 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
114 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
115 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
116 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
117 Medula Espinhal:
118 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
119 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
120 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
121 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
122 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
123 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
124 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
125 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
126 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
127 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
128 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
129 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
130 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
131 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
132 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
133 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
134 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
135 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
136 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
137 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
138 Conjuntiva: Membrana mucosa que reveste a superfície posterior das pálpebras e a superfície pericorneal anterior do globo ocular.
139 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
140 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
141 Eructação: Ato de eructar, arroto.
142 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
143 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
144 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
145 Trato Gastrintestinal Superior: O segmento do TRATO GASTROINTESTINAL que inclui o ESÔFAGO, o ESTÔMAGO e o DUODENO.
146 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
147 Língua:
148 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
149 Petéquias: Pequenas lesões da pele ou das mucosas, de cor vermelha ou azulada, características da púrpura. São lesões hemorrágicas, que não desaparecem à pressão, cujo tamanho não ultrapassa alguns milímetros.
150 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
151 Íleo: A porção distal and mais estreita do INTESTINO DELGADO, entre o JEJUNO e a VALVA ILEOCECAL do INTESTINO GROSSO. Sinônimos: Ileum
152 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
153 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
154 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
155 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
156 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
157 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
158 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
159 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
160 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
161 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
162 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
163 Trato Urinário:
164 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
165 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
166 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
167 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
168 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
169 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
170 Artralgia: Dor em uma articulação.
171 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
172 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
173 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
174 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
175 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
176 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
177 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
178 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
179 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
180 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
181 Rinorreia: Escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório.
182 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
183 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
184 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
185 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
186 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
187 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
188 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
189 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
190 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
191 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
192 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
193 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
194 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
195 Meningoencefalite: Processo inflamatório que envolve o cérebro e as meninges, produzido por organismos patogênicos que invadem o sistema nervoso central e, ocasionalmente, por toxinas, problemas autoimunes ou outras condições.
196 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
197 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
198 Neuropatia autonômica: Tipo de neuropatia que afeta pulmões, coração, estômago, intestino, bexiga e órgãos genitais.
199 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
200 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
201 Dermatose: Qualquer moléstia da pele e de seus anexos, especialmente quando caracterizada pela ausência de inflamação.
202 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
203 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
204 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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