Preço de Amato em Cambridge/SP: R$ 16,31

Bula do paciente Bula do profissional

Amato
(Bula do profissional de saúde)

EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.

Atualizado em 13/08/2019

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Amato®
topiramato
Comprimido

MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA

APRESENTAÇÕES

Comprimido revestido
Embalagens com 12 ou 60 comprimidos revestidos contendo 25, 50 ou 100 mg de topiramato.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO
USO ORAL

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido revestido de 25 mg contém:

topiramato 25 mg
excipientes* q.s.p 1 comprimido revestido

*Excipientes: lactose1 monoidratada, celulose microcristalina, copovidona, amidoglicolato de sódio, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

Cada comprimido revestido de 50 ou 100 mg contém:

topiramato 50 mg ou 100 mg
excipientes* q.s.p 1 comprimido revestido

*Excipientes: lactose1 monoidratada, celulose microcristalina, copovidona, amidoglicolato de sódio, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE2

INDICAÇÕES

AMATO® é indicado em monoterapia tanto em pacientes com epilepsia3 recentemente diagnosticada como em pacientes que recebiam terapia adjuvante e serão convertidos à monoterapia.

AMATO® é indicado, para adultos e crianças, como adjuvante no tratamento de crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária e crises tônico-clônicas generalizadas primárias.

AMATO® é indicado, também, para adultos e crianças como tratamento adjuvante das crises associadas à Síndrome4 de Lennox-Gastaut.

AMATO® é indicado, em adultos, como tratamento profilático da enxaqueca5. O uso de AMATO® para o tratamento agudo6 da enxaqueca5 não foi estudado.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Estudos clínicos em epilepsia3

Os resultados de experimentações clínicas controladas estabeleceram a eficácia de topiramato como monoterapia para adultos e crianças (de 6 anos de idade ou mais velhos) com epilepsia3, terapia adjuvante em adultos e pacientes pediátricos de 2 a 16 anos com crises epilépticas parciais e crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas primárias, e nos pacientes com 2 anos de idade e mais velhos com crises associadas com a Síndrome4 de Lennox-Gastaut.

Monoterapia

A efetividade do topiramato como monoterapia em adultos e em crianças de 6 anos de idade e mais velhos com epilepsia3 recentemente diagnosticada foi estabelecida em 4 estudos randomizados, duplos-cegos e de grupos paralelos. O estudo EPMN-106 foi conduzido em 487 pacientes (6 a 83 anos de idade) que tiveram um diagnóstico7 novo de epilepsia3 (de início parcial ou generalizado) ou um diagnóstico7 de epilepsia3 recorrente enquanto não estavam fazendo uso de drogas antiepiléticas (AEDs). Os pacientes foram randomizados para receber o topiramato 50 mg/dia ou o topiramato 400 mg/dia. Os pacientes permaneceram na fase duplo-cego até apresentarem a primeira crise parcial ou crise tônico-clônica generalizada, até o término da fase de duplo-cego 6 meses após a randomização do último paciente, ou até a retirada por razões específicas do protocolo. A avaliação primária de eficácia foi baseada na comparação entre grupos de dose do topiramato com respeito ao tempo para a primeira crise parcial ou crise generalizada tônico-clônica durante a fase duplo-cego. A comparação das curvas da sobrevida8 de Kaplan-Meier do tempo para a primeira crise favoreceu o topiramato 400 mg/dia sobre o topiramato 50 mg/dia (p = 0,0002, teste log-rank). A separação entre os grupos em favor do grupo de maior dose ocorreu precocemente na fase de titulação e foi estatisticamente significativa tão precocemente quanto duas semanas pós-randomização (p = 0,046), quando, seguindo a programação semanal de titulação, os pacientes no grupo de maior dose alcançaram uma dose máxima do topiramato de 100 mg/dia. O grupo de maior dose também foi superior ao grupo com menor dose com respeito à proporção dos pacientes que permaneceram sem crise convulsiva, baseado nas estimativas de Kaplan-Meier, para um mínimo de 6 meses da terapia (82,9% contra 71,4%; p = 0,005), e para um mínimo de 1 ano da terapia (75,7% contra 58,8%; p = 0,001). A relação das taxas de risco para tempo até a primeira crise convulsiva foi 0,516 (intervalo de confiança de 95%, 0,364 a 0,733). Os efeitos do tratamento com respeito ao tempo até a primeira crise convulsiva foram consistentes ao longo dos vários subgrupos definidos pela idade, sexo, região geográfica, peso corpóreo basal, tipo de crise convulsiva basal, tempo desde o diagnóstico7 e uso de drogas antiepilépticas na linha de base.

No estudo YI, estudo de centro único, pacientes com idades de 15-63 anos com crise convulsiva refratária parcial (n = 48) foram convertidos de seu tratamento prévio para monoterapia com topiramato 100 mg/dia ou 1.000 mg/dia. O grupo de dose alta foi estatisticamente superior ao grupo de dose baixa para as variáveis de eficácia. 54% dos pacientes de alta dose conseguiram monoterapia comparado a 17% do grupo de baixa dose com a diferença entre as doses sendo estatisticamente significativa (p = 0,005). O tempo médio de retirada foi significativamente maior no grupo de alta dose (p = 0,002). As avaliações globais do investigador e do paciente da resposta clínica favoreceram estatisticamente o grupo de alta dose (p ≤ 0,002).

No estudo EPMN-104, pacientes adultos e pediátricos (de idades 6-85 anos) com epilepsia3 recentemente diagnosticada (n = 252) foram randomizados em grupos de baixas doses (25 ou 50 mg/dia) ou altas doses (200 ou 500 mg/dia) baseado em seu peso corpóreo. No geral, 54% dos pacientes do grupo de alta dose e 39% dos pacientes de baixa dose relataram estar sem crise convulsiva durante a fase duplo-cego (p = 0,022). O grupo de alta dose também foi superior ao grupo de baixa dose com respeito à distribuição de frequência das crises convulsivas (p = 0,008) e à diferença no tempo até a primeira crise convulsiva através de três concentrações plasmáticas estratificadas do topiramato (p = 0,015).

No estudo EPMN-105, os pacientes com idade de 6-84 anos com epilepsia3 recentemente diagnosticada (n = 613) foram randomizados para receber 100 ou 200 mg/dia de topiramato ou do tratamento antiepiléptico padrão (carbamazepina ou valproato). Topiramato foi tão eficaz quanto a carbamazepina ou o valproato na redução das crises convulsivas nestes pacientes; os intervalos de confiança de 95% para a diferença entre os dois grupos do tratamento foram estreitos e incluíram zero, indicando que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os dois grupos de tratamento foram também comparáveis em relação a toda utilidade clínica e desfechos de eficácia incluindo tempo de retirada, proporção de pacientes livres de crises convulsivas e tempo até a primeira crise convulsiva.

Pacientes (n = 207; 32 com idade ≤ 16 anos) que completaram a fase duplo-cego do estudo YI e EPMN-104 foram inseridos na extensão a longo prazo do estudo com a maioria dos pacientes recebendo topiramato por 2 a 5 anos. Nestes estudos, a eficácia mantida foi demonstrada com administração a longo prazo de topiramato como monoterapia. Não houve mudança significativa na dose durante o período de extensão e nenhuma indicação que a efetividade da monoterapia de topiramato diminuiu com exposição continuada.

Terapia com adição de topiramato

Estudo controlado em pacientes com Crises Convulsivas de Início Parcial

– Adultos

A eficácia do topiramato como um tratamento adicional para adultos com crises convulsivas de início parcial foi estabelecida em seis estudos multicêntricos, randomizados, duplos-cegos, controlados por placebo9, dois comparando diversas doses do topiramato e do placebo9 e quatro comparando uma única dose com placebo9 em pacientes com um histórico de crises convulsivas de início parcial, com ou sem generalização secundária dessas crises.

Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) em adição aos comprimidos de topiramato ou placebo9. Em cada estudo, os pacientes foram estabilizados em doses ótimas de seus concomitantes AEDs durante a fase basal que durou entre 4 e 12 semanas. Os pacientes que experimentaram um número mínimo pré-especificado de crises convulsivas de início parcial, com ou sem generalização secundária, durante a fase basal (12 crises convulsivas para a fase 12 semanas, 8 para a fase basal 8 semanas, ou 3 para a fase basal de 4 semanas) foram atribuídos de forma randomizada ao placebo9 ou a uma dose específica de topiramato comprimidos além do(s) seu(s) outro(s) antiepiléptico(s).

Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Em cinco dos seis estudos, os pacientes receberam a droga ativa começando com 100 mg por dia; a dose foi então aumentada por incrementos de 100 ou 200 mg/dia semanalmente ou semanas alternadas até que a dose determinada fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. No sexto estudo (119), doses iniciais de 25 ou 50 mg/dia do topiramato foram seguidas por aumentos semanais respectivos de 25 ou 50 mg/dia até que a dose alvo de 200 mg/dia fosse atingida. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 4, 8 ou 12 semanas de estabilização. Os números de pacientes randomizados para cada dose, e as doses medianas e médias reais de estabilização são mostrados na Tabela 1.

– Pacientes Pediátricos com idade de 2-16 anos

A efetividade do topiramato enquanto um tratamento adicional para pacientes10 pediátricos de 2-16 anos com crises convulsivas de início parcial foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado11, duplo-cego, controlado por placebo9, comparando topiramato e o placebo9 nos pacientes com uma historia de crises convulsivas de início parcial com ou sem generalização secundária dessas crises.

Foi permitido aos pacientes deste estudo um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) além dos comprimidos de topiramato ou placebo9. Neste estudo, os pacientes foram estabilizados em dosagens ótimas de seus antiepilépticos concomitantes durante a fase basal de 8 semanas. Os pacientes que experimentaram ao menos seis crises convulsivas de início parcial, com ou sem generalização secundária, durante a fase basal foram atribuídos de forma randomizada ao placebo9 ou topiramato comprimidos em adição ao(s) seu(s) outro(s) AED(s).

Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Os pacientes receberam a droga ativa começando com 25 ou 50 mg por dia; a dose foi então aumentada em 25 a 150 mg/dia em semanas alternadas até que a dose de 125, 175, 225 ou 400 mg/dia baseada no peso do paciente e aproximada a uma dose de 6 mg/kg fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 8 semanas de estabilização.

Estudo controlado em pacientes com Crise Convulsiva Tônico-Clônica Generalizada Primária

A eficácia do topiramato como um tratamento adjuvante para crise convulsiva tônico-clônica generalizada primária nos pacientes de 2 anos de idade ou mais velhos foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado11, duplo-cego, controlado por placebo9, comparando uma única dosagem do topiramato e do placebo9.

Foi permitido aos pacientes deste estudo um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) além do topiramato ou placebo9. Os pacientes foram estabilizados em doses ótimas de seus antiepilépticos concomitantes durante uma fase basal de 8 semanas. Os pacientes que experimentaram pelo menos três crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas primárias durante a fase basal foram atribuídos de forma randomizada ao placebo9 ou topiramato além do(s) seu(s) outro(s) AED(s).

Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Os pacientes receberam a droga ativa começando com 50 mg por dia por quatro semanas; a dose foi então aumentada em 50 a 150 mg/dia em semanas alternadas até que a dose de 175, 225 ou 400 mg/dia baseada no peso do paciente e aproximada a uma dose de 6 mg/kg por dia fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 12 semanas de estabilização.

Estudos controlados em pacientes com Síndrome4 de Lennox-Gastaut

A eficácia do topiramato como um tratamento adjuvante para crises associadas com a Síndrome4 de Lennox-Gastaut foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado11, duplo-cego, controlado por placebo9, comparando uma única dose do topiramato com o placebo9 em pacientes de dois anos de idade ou mais velhos.

Foi permitido aos pacientes deste estudo um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) além de topiramato ou placebo9. Pacientes que haviam apresentado pelo menos 60 crises por mês antes de iniciarem o estudo foram estabilizados em doses ótimas de seus AEDs concomitantes durante a fase basal de quatro semanas. Acabando a fase basal, os pacientes foram atribuídos de forma randomizada ao placebo9 ou topiramato além do(s) seu(s) outro(s) AED(s). A droga ativa foi titulada começando a 1 mg/kg/dia por semana; a dose foi então aumentada para 3 mg/kg/dia por uma semana e depois para 6 mg/kg/dia. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 8 semanas de estabilização. As medidas preliminares de efetividade foram a redução da porcentagem de drop attack (queda brusca sem perda de consciência) e uma avaliação global parental da severidade da crise convulsiva.

Em todos os estudos com adição de topiramato (add-on), foi medida a redução na taxa de crise convulsiva da condição basal durante a fase duplo-cego. As reduções percentuais medianas nas taxas de crise convulsiva e as taxas de respondedores (fração dos pacientes com ao menos uma redução de 50%) por grupo de tratamento para cada estudo são mostradas abaixo na Tabela 1. Como descrito acima, uma melhora global na severidade da crise convulsiva foi avaliada também nos estudos em Lennox-Gastaut.

Tabela 1: Resultados de Eficácia em estudo duplo-cego12, placebo9-controlado, add-on de crises epilépticas

Protocolo

Resultado de Eficácia

Placebo9

Dosagem alvo de topiramato (mg/dia)

200

400

600

800

1.000

≈ 6
mg/kg/dia*

Crise Convulsiva de Início Parcial

Estudo em Adultos

YD

N

45

45

45

46

-

-

--

 

% Redução Mediana

11,6

27,2a

47,5b

44,7c

-

-

--

 

% Respondedores

18

24

44d

46d

-

-

--

YE

N

47

-

-

48

48

47

--

 

% Redução Mediana

1,7

-

-

40,8c

41,0c

36,0c

--

 

% Respondedores

9

-

-

40c

41c

36d

--

Y1

N

24

-

23

-

-

-

--

 

% Redução Mediana

1,1

-

40,7e

-

-

-

--

 

% Respondedores

8

-

35d

-

-

-

--

Y2

N

30

-

-

30

-

-

--

 

% Redução Mediana

-12,2

-

-

46,4f

-

-

--

 

% Respondedores

10

-

-

47c

-

-

--

Y3

N

28

-

-

-

28

-

--

 

% Redução Mediana

-20,6

-

-

-

24,3c

-

--

 

% Respondedores

0

-

-

-

43c

-

--

119

N

91

168

-

-

-

-

--

 

% Redução Mediana

20,0

44,2

-

-

-

-

--

 

% Respondedores

24

45c

-

-

-

-

--

Estudos em pacientes pediátricos

YP

N

45

-

-

-

-

-

41

 

% Redução Mediana

10,5

-

-

-

-

-

33,1d

 

% Respondedores

20

-

-

-

-

-

39

Crise Convulsiva Tônico-Clônica Generalizada Primáriah

YTC

N

40

-

-

-

-

-

39

 

% Redução Mediana

9

-

-

-

-

-

56,7d

 

% Respondedores

20

-

-

-

-

-

56c

Síndrome4 de Lennox-Gastauti

YL

N

49

-

-

-

-

-

46

 

% Redução Mediana

-5,1

-

-

-

-

-

14,8d

 

% Respondedores

14

-

-

-

-

-

28g

 

Melhora na severidade das crisesj

 

28

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

52d

Comparação com o placebo9:
a p = 0,080;
b p < 0,010;
c p < 0,001;
d p < 0,050;
e p = 0,065;
f p < 0 ,005;
g p = 0,071;
h % Redução Mediana e % respondedores são relatadas por crise convulsiva tônico-clônica generalizada primária;
i % Redução Mediana e % respondedores são relatadas para drop attack, por exemplo, crise tônica ou atônica;
j Porcentagem de pacientes que apresentaram melhora mínima, muita ou muito melhor a partir da linha de base;

* Para os protocolos YP e o YTC, dosagens alvo especificadas no protocolo (< 9,3 mg/kg/dia) foram baseados no peso do paciente para aproximar a de 6 mg/kg por dia, esta dose corresponde à dose em mg/dia de 125, 175, 225 e 400 mg/dia.

As análises do subconjunto da eficácia antiepiléptica do topiramato nestes estudos não mostraram diferença em função do gênero, etnia, idade, taxa basal de crise convulsiva, ou do antiepiléptico concomitante.

Estudos clínicos em enxaqueca5

O programa de desenvolvimento clínico para avaliar a eficácia de topiramato na profilaxia da enxaqueca5 incluiu dois estudos pivotais, multicêntricos, randomizados, duplos-cegos, controlados por placebo9, de grupos paralelos conduzidos na América do Norte (MIGR-001 e MIGR-002). O desfecho primário de eficácia foi a redução de frequência de cefaleias13 na enxaqueca5, medida pela mudança em 4 semanas da porcentagem de enxaqueca5 da fase basal para a fase de tratamento duplo-cego em cada grupo de tratamento com topiramato comparado ao placebo9 na população com intenção de tratamento (ITT).

Os resultados conjuntos dos dois estudos pivotais para avaliar doses de topiramato 50 (N = 233), 100 (N = 244) e 200 mg/dia (N = 228), mostraram uma redução percentual mediana no período de enxaqueca5 médio mensalmente medido de 35%, 51% e 49%, respectivamente, comparado a 21% para o grupo placebo9 (N = 229). As doses de 100 e 200 mg/dia de topiramato foram estatisticamente melhores do que o placebo9. De maneira especial, 27% dos pacientes que receberam topiramato 100 mg/dia atingiram uma redução de pelo menos 75% na frequência de enxaquecas14, enquanto que 52% atingiram pelo menos 50% de redução.

Um estudo adicional de suporte, MIGR-003, demonstrou que topiramato 100 mg/dia foi comparável em termos de eficácia ao propranolol 160 mg/dia. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos no desfecho primário de eficácia.

Referências

  1. EPMN-104: Gilliam FG, Veloso F, Bomhof MA, et al. A dose-comparison trial of topiramate as monotherapy in recently diagnosed partial epilepsy. Neurology 2003; 60:196-202.
  2. EPMN-105: Privitera MD, Brodie MJ, Mattson RH, et al. Topiramate, carbamazepine and valproate monotherapy: double-blind comparison in newly diagnosed epilepsy. Acta Neurol Scand 2003; 107:165-75.
  3. EPMN-106: Arroyo S, Dodson WE, Privitera MD, et al. Randomized dose controlled study of topiramate as first- line therapy in epilepsy. Acta Neurol Scand 2005; 112:214-22.
  4. YI: Sachdeo RC, Reife RA, Lim P, Pledger G. Topiramate monotherapy for partial onset seizures. Epilepsia3 1997; 38:294-300.
  5. YP: Elterman RD, Glauser TA, Wyllie E, et al. A double-blind, randomized trial of topiramate as adjunctive therapy for partial-onset seizures in children. Neurology 1999; 52:1338-44.
  6. YTC: Biton V, Montouris GD, Ritter F, et al. A randomized, placebo9-controlled study of topiramate in primary generalized tonic-clonic seizures. Neurology 1999; 52:1330-7.
  7. YL: Sachdeo RC, Glauser TA, Ritter F, et al. A double-blind, randomized trial of topiramate in Lennox-Gastaut syndrome. Neurology 1999; 52:1882-7.
  8. YD: Faught E, Wilder BJ, Ramsey RE, et al. Topiramate placebo9-controlled dose-ranging trial in refractory partial epilepsy using 200-, 400-, and 600-mg daily dosages. Neurology 1996; 46:1684-90.
  9. YE: Privitera M, Fincham R, Penry J, et al. Topiramate placebo9-controlled dose-ranging trial in refractory partial epilepsy using 600-, 800-, and 1,000-mg daily dosages. Neurology 1996; 46:1678-83.
  10. EPAJ-119: Guberman A, Neto W, Gassmann-Mayer C, et al. Low-dose topiramate in adults with treatment resistant partial-onset seizures. Acta Neurol Scand 2002; 106(4):183-9.
  11. Y1: Sharief M, Viteri C, Ben-Menachem E, et al. Double-blind, placebo9-controlled study of topiramate in patients with refractory epilepsy. Epilepsy Res 1996; 25:217-24.
  12. Y2: Tassinari CA, Michelucci R, Chauvel P, et al. Double-blind, placebo9-controlled trial of topiramate (600 mg daily) for the treatment of refractory partial epilepsy. Epilepsia3 1996; 37:763-8.
  13. Y3: Ben-Menachem E, Henriksen O, Dam M, et al. Double-blind, placebo9-controlled trial of topiramate as add- on therapy in patients with refractory partial seizures. Epilepsia3 1996; 37:539-43.
  14. MIGR-001: Silberstein SD, Neto W, Schmitt J, et al. Topiramate in migraine prevention: results of a large controlled trial. Arch Neurol 2004; 61(4); 490-5.
  15. MIGR-002: Brandes JL, Saper JR, Diamond M, et al. Topiramate for migraine prevention: a randomized controlled trial. JAMA 2004; 291(8):965-73.
  16. MIGR-003: Diener HC, Tfelt-Hansen P, Dahlof C, et al. Topiramate in migraine prophylaxis – results from a placebo9-controlled trial with propranolol as an active control. J Neurol 2004; 251(8):943-50.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades Farmacocinéticas

Em comparação ao perfil farmacocinético de outras drogas antiepilépticas, o topiramato apresenta uma meia-vida plasmática longa, farmacocinética linear, depuração plasmática predominantemente renal15, ausência de ligação significante a proteínas16 plasmáticas e de metabólitos17 ativos significantes.

O topiramato não é um indutor potente de enzimas relacionadas à biotransformação de fármacos, pode ser administrado com ou sem alimentos e não requer monitorização de níveis plasmáticos. Em estudos clínicos, não houve relação consistente entre concentrações plasmáticas e eficácia ou eventos adversos.

Absorção

O topiramato é rapidamente e bem absorvido. Após a administração oral de 100 mg de topiramato a voluntários sadios, o pico médio de concentração plasmática (Cmáx) foi de 1,5 µg/mL, obtido num período de 2 a 3 horas (Tmáx). Com base na recuperação da radioatividade na urina18, a extensão média de absorção de uma dose oral de 100 mg de topiramato marcado com 14C foi de, no mínimo, 81%. A biodisponibilidade do topiramato não é afetada de forma clinicamente significante pela ingestão de alimentos.

Distribuição

A ligação de topiramato à proteínas16 plasmáticas é, em geral, de 13 a 17%. Observa-se baixa capacidade de ligação do topiramato aos eritrócitos19, saturável em concentrações plasmáticas acima de 4 µg/mL. O volume de distribuição variou de forma inversamente proporcional à dose. A média do volume de distribuição aparente foi de 0,80 a 0,55 L/kg, para uma única dose entre 100 a 1.200 mg. Um efeito do gênero sobre o volume de distribuição foi detectado, com valores em mulheres cerca de 50% dos obtidos em homens. Esta diferença foi atribuída à maior porcentagem de gordura20 corpórea em pacientes do sexo feminino, sem consequência clínica.

Biotransformação

Em voluntários sadios, o topiramato não sofre biotransformação extensa (aproximadamente 20%). É biotransformado em até 50% em uso adicional com indutores reconhecidos de enzimas relacionadas à biotransformação de fármacos. Seis metabólitos17, formados por hidroxilação, hidrólise e glicuronidação, foram identificados, caracterizados e isolados no plasma21, urina18 e fezes de humanos. Cada metabólito22 representa menos de 3% da radioatividade total excretada após a administração do topiramato marcado com 14C. Dois metabólitos17, que conservam a maior parte da estrutura química do topiramato, foram testados e apresentaram pouca ou nenhuma atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e de seus metabólitos17 é a renal15 (no mínimo 81% da dose). Aproximadamente 66% de uma dose de topiramato marcado com 14C foi excretada inalterada na urina18, em quatro dias. Após a administração de doses de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a depuração renal15 média foi de aproximadamente 18 mL/min e 17 mL/min, respectivamente. Há evidência de reabsorção tubular renal15 do topiramato. Este achado é comprovado por estudos conduzidos em ratos, onde o topiramato foi associado à probenecida, tendo sido observado um aumento significante da depuração renal15 do topiramato.

De modo geral, a depuração plasmática do topiramato em humanos é de aproximadamente 20 a 30 mL/min, após a administração oral.

O topiramato apresenta baixa variação interindividual nas concentrações plasmáticas, e portanto, apresenta farmacocinética previsível. A farmacocinética do topiramato é linear, com a depuração plasmática permanecendo constante e a área sob a curva de concentração plasmática aumentando de modo proporcional a doses orais, em uma faixa posológica de 100 a 400 mg, em voluntários sadios. Pacientes com função renal15 normal podem levar 4 a 8 dias para atingir as concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio. Após a administração de doses orais múltiplas de 100 mg, duas vezes ao dia, a voluntários sadios, a Cmáx média foi de 6,76 mcg/mL. A meia-vida de eliminação plasmática média após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, foi de aproximadamente 21 horas.

Uso com outros Antiepilépticos

O uso concomitante de topiramato, em doses múltiplas de 100 a 400 mg, duas vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina, produz aumentos proporcionais à dose nas concentrações plasmáticas do topiramato.

Populações especiais

Insuficiência Renal23

As depurações plasmática e renal15 do topiramato diminuíram em pacientes com insuficiência renal23 moderada e severa (CLCR < 70 mL/min). Como resultado, concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio mais elevadas são esperadas para uma determinada dose de topiramato administrada, em pacientes com insuficiência renal23, em comparação às obtidas em pacientes com função renal15 normal. Adicionalmente, pacientes com insuficiência renal23 irão necessitar de um tempo maior para atingir o estado de equilíbrio em cada dose. Em pacientes com insuficiência renal23 moderada e severa, é recomendada a administração de metade da dose usual de início e de manutenção (vide item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).

O topiramato pode ser removido do plasma21, com eficácia, por hemodiálise24. Um período prolongado de hemodiálise24 pode provocar queda da concentração de topiramato a níveis abaixo dos necessários para manter o efeito contra as crises. Para evitar quedas rápidas na concentração plasmática de topiramato durante a hemodiálise24, uma dose suplementar de topiramato pode ser requerida. O ajuste real deve levar em consideração: 1) a duração do período de diálise25; 2) a taxa de depuração do sistema de diálise25 a ser utilizado; e 3) a depuração renal15 efetiva de topiramato no paciente em diálise25.

Idosos

A depuração plasmática do topiramato permanece inalterada em indivíduos idosos, na ausência de doença renal15 subjacente.

Insuficiência Hepática26

A depuração plasmática do topiramato diminuiu numa média de 26% em pacientes com insuficiência hepática26 moderada a severa. Portanto, o topiramato deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência hepática26.

Farmacocinética em crianças de até 12 anos de idade

A farmacocinética do topiramato é linear tanto em crianças, como em adultos em terapia add on, com taxa de depuração independente da dose e concentrações plasmáticas de equilíbrio com aumentos proporcionais à dose. No entanto, crianças têm depuração mais elevada e meia-vida de eliminação mais curta. Consequentemente, concentrações plasmáticas de topiramato para a mesma dose em mg/kg podem ser menores em crianças comparadas às obtidas em adultos. Assim como em adultos, drogas antiepilépticas indutoras de enzimas hepáticas27 diminuem as concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio.

Propriedades Farmacodinâmicas

O topiramato é classificado como monossacarídeo sulfamato-substituído. O mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce seus efeitos anti-convulsivante e na profilaxia da enxaqueca5 é desconhecido. Estudos eletrofisiológicos e bioquímicos em cultura de neurônios28 identificaram três propriedades que podem contribuir para a eficácia antiepiléptica do topiramato. Potenciais de ação provocados repetidamente pela despolarização contínua de neurônios28 foram bloqueados temporariamente pelo topiramato, sugerindo um bloqueio dos canais de sódio dependentes de voltagem. O topiramato aumenta a frequência com que o ácido gama-aminobutírico (GABA29) ativa receptores GABAA e aumenta a capacidade do GABA29 de induzir o influxo de íons30 cloreto, sugerindo que o topiramato potencializa a atividade desse neurotransmissor inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista31 benzodiazepínico e o topiramato não aumentou a duração da abertura do canal, o que o diferencia de barbitúricos que modulam receptores GABAA.

Como o perfil antiepiléptico do topiramato difere acentuadamente do das benzodiazepinas, ele pode modular um

subtipo do receptor GABAA insensível à benzodiazepina. O topiramato antagoniza a capacidade do cainato ativar o subtipo AMPA/cainato (ácido alfa-amino-3-hidróxi-5-metilisoxazol-4-propiônico) do receptor aminoácido excitatório (glutamato), mas não exerce nenhum efeito aparente na atividade do N-metil-D-aspartato (NMDA) no subtipo de receptor NMDA. Estes efeitos do topiramato são dependentes da concentração, em uma faixa de 1 mcM a 200 mcM, com atividade mínima observada entre 1mcM e 10 mcM.

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbônica. Este efeito farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor da anidrase carbônica, e não é considerado um componente importante da atividade antiepiléptica do topiramato.

Em estudos experimentais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante em ratos e camundongos, em crises induzidas por eletrochoque máximo, e é eficaz em modelos de epilepsia3 em roedores (MES), que incluem crises tônicas e crises semelhantes a crises de ausência, em ratos com epilepsia3 espontânea (SER), e crises tônico-clônicas induzidas em ratos por abrasamento da amígdala32 ou isquemia33 global. O topiramato é apenas discretamente eficaz no bloqueio de crises clônicas induzidas pelo pentilenotetrazol, um antagonista31 de receptor GABAA.

Estudos realizados em camundongos submetidos à administração concomitante de topiramato e carbamazepina ou fenobarbital demonstraram atividade anticonvulsivante sinérgica, enquanto que a associação com fenitoína mostrou atividade anticonvulsivante aditiva. Em estudos clínicos bem controlados de uso adicional, não foi verificada nenhuma correlação entre concentrações plasmáticas de vale do topiramato e sua eficácia clínica. Não há evidência de tolerância em humanos.

Para a monoterapia em pacientes recém diagnosticados com epilepsia3 ou para conversão à monoterapia em pacientes com epilepsia3, a ação terapêutica34 foi observada dentro de 2 semanas de tratamento.

Na terapia adjuvante em adultos e crianças com convulsões parciais ou generalizadas tônico-clônicas, a ação terapêutica34 foi observada nas primeiras quatro semanas de tratamento.

Para a profilaxia de enxaqueca5 em adultos, a ação terapêutica34 foi observada dentro do primeiro mês após início do tratamento.

Dados pré-clínicos de segurança

A exposição aguda e em longo prazo ao topiramato foi bem tolerada em camundongos, ratos, cães e coelhos. Hiperplasia35 das células36 epiteliais gástricas foi observada apenas em roedores e foi reversível em ratos após 9 semanas sem tratamento.

Carcinogenicidade e mutagenicidade

Os tumores de músculo liso37 originados na bexiga urinária38 foram observados apenas em camundongos (doses orais até 300 mg/kg por 21 meses) e parecem ser exclusivos para a espécie. Uma vez que não existe contraprova em humanos, eles não foram considerados clinicamente relevantes. Tais achados não ocorreram no estudo de carcinogenicidade em ratos (doses orais até 120 mg/kg/dia por 24 meses). Outros efeitos toxicológicos e patológicos do topiramato observados nestes estudos podem estar relacionados com a indução fraca de enzimas de metabolização de drogas ou inibição fraca da anidrase carbônica.

Em uma bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não demonstrou potencial genotóxico.

Fertilidade

Apesar da toxicidade39 materna e paterna com apenas 8 mg/kg/dia, nenhum efeito foi observado sobre a fertilidade em ratos machos ou fêmeas com até 100 mg/kg/dia.

Toxicologia reprodutiva e de desenvolvimento

Em estudos pré-clínicos, o topiramato apresentou efeitos teratogênicos40 nas espécies estudadas (camundongos, ratos e coelhos). Em camundongos, os pesos e a ossificação dos fetos foram reduzidos com 500 mg/kg/dia em associação com toxicidade39 materna. Os números globais de malformação41 fetal em camundongo estavam aumentados para todos os grupos tratados com o fármaco42 (20, 100 e 500 mg/kg/dia), mas nenhuma diferença significante ou relação dose-resposta foram observadas para as malformações43 globais ou específicas, sugerindo que outros fatores, tais como toxicidade39 materna, podem estar envolvidos.

Em ratos, toxicidade39 materna e embrio-fetal (pesos reduzidos e/ou ossificação do esqueleto44) relacionada à dose foram observadas para 20 mg/kg/dia com efeitos teratogênicos40 (defeitos de membros e dedos) em 400 mg/kg/dia e acima. Em coelhos, toxicidade39 materna relacionada à dose foi observada com 10 mg/kg/dia, com toxicidade39 embrio-fetal (letalidade aumentada) com 35 mg/kg/dia e efeitos teratogênicos40 (malformações43 de costela e vertebral) com 120 mg/kg/dia.

Os efeitos teratogênicos40 observados em ratos e coelhos foram semelhantes àqueles observados com inibidores da anidrase carbônica, os quais não foram associados à malformação41 em humanos. Os efeitos sobre o crescimento também foram indicados pelos pesos menores ao nascimento e durante a lactação45 para filhotes de ratas tratadas com 20 ou 100 mg/kg/dia durante a gestação e a lactação45. Em ratos, o topiramato cruza a barreira placentária.

Em ratos jovens, a administração oral diária de topiramato em doses até 300 mg/kg/dia durante o período de desenvolvimento correspondendo à infância e adolescência resultou em toxicidade39 semelhante àquela em animais adultos (consumo reduzido de ração com ganho de peso reduzido, hipertrofia46 hepatocelular centrolobular e hiperplasia35 urotelial leve na bexiga urinária38). Não houve efeitos relevantes sobre o crescimento (tíbia47) ou densidade mineral (fêmur48) de ossos longos49, desenvolvimento pré-desmame e reprodutivo, desenvolvimento neurológico (incluindo avaliações da memória e do aprendizado), acasalamento e fertilidade ou parâmetros de histerotomia.

CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula do produto. Não deve ser administrado durante a gravidez50 (categoria D).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez50.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Interrupção do tratamento com AMATO® (topiramato)

Nos pacientes com ou sem histórico de crises epilépticas ou epilepsia3, as drogas antiepilépticas incluindo o topiramato devem ser gradativamente descontinuadas, para minimizar a possibilidade de crises epilépticas ou aumento da frequência de crises epilépticas.

Em estudos clínicos, as doses diárias foram diminuídas em intervalos semanais de 50 a 100 mg em adultos com epilepsia3 e 25 a 50 mg em adultos recebendo topiramato em doses de até 100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca5.

Em estudos clínicos em crianças, topiramato foi retirado gradualmente por um período de 2 a 8 semanas. Nas situações onde a retirada rápida de topiramato é por solicitação médica, é recomendada monitoração apropriada.

Insuficiência renal23

A principal via de eliminação do topiramato inalterado e seus metabólitos17 é através dos rins51. A eliminação pelos rins51 é dependente da função renal15 e independe da idade. Pacientes com insuficiência renal23 moderada ou severa podem levar de 10 a 15 dias para atingir as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, em comparação com o período de 4 a 8 dias, observado em pacientes com função renal15 normal.

Em todos os pacientes, a titulação da dose deverá ser orientada pelo resultado clínico (isto é, controle das crises, evitando efeitos colaterais52), considerando-se que pacientes sabidamente portadores de insuficiência renal23 poderão precisar de um tempo mais longo para alcançar o estado de equilíbrio, a cada dose (vide itens 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS – Populações Especiais, Insuficiência Renal23 e 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR – Populações Especiais, Insuficiência Renal23).

Hidratação

Oligo-hidrose (diminuição da transpiração53) e anidrose foram reportadas em associação com o uso de topiramato. Diminuição da transpiração53 e hipertermia (aumento da temperatura corpórea), podem ocorrer especialmente em crianças jovens expostas a altas temperaturas ambientais (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS).

Hidratação adequada durante o uso de topiramato é muito importante. A hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – Nefrolitíase). Hidratação apropriada antes e durante atividades como exercícios físicos ou exposição a temperaturas elevadas pode reduzir o risco de eventos adversos relacionados ao calor (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS).

Transtornos do humor / Depressão

Um aumento na incidência54 de transtornos do humor e depressão tem sido observado durante o tratamento com topiramato.

Ideação suicida / suicídio

Fármacos antiepilépticos, inclusive AMATO® (topiramato), aumentam o risco de pensamentos ou comportamento suicidas em pacientes que utilizam estes fármacos para qualquer indicação. Uma metanálise de estudos randomizados, controlados por placebo9, com medicamentos antiepilépticos mostrou um aumento do risco de ideação e comportamento suicida (0,43% em medicamentos antiepilépticos versus 0,24% com placebo9). O mecanismo para este risco não é conhecido.

Em estudos clínicos duplos-cegos, eventos relacionados ao suicídio (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequência de 0,5% nos pacientes tratados com topiramato (46 dos 8.652 pacientes tratados) comparado com 0,2% dos indivíduos tratados com placebo9 (8 entre 4.025 pacientes tratados). Um caso de suicídio foi relatado em paciente tratado com topiramato em estudo duplo-cego12 para transtorno bipolar.

Os pacientes devem ser monitorados para os sinais55 de ideação e comportamento suicida e tratamento apropriado deve ser considerado. Os pacientes (e quando apropriado os cuidadores do paciente) devem ser avisados a procurar imediatamente cuidado médico quando aparecerem sintomas56 de ideação ou comportamento suicida.

Nefrolitíase

Alguns pacientes, especialmente aqueles com predisposição à nefrolitíase, podem ter risco aumentado de formação de cálculo57 renal15 e sinais55 e sintomas56 associados, tais como cólica renal15, dor renal15 e dor em flanco58.

Fatores de risco de nefrolitíase incluem antecedentes de cálculo57 renal15, histórico familiar de nefrolitíase e hipercalciúria59. Nenhum desses fatores de risco pode antecipar com certeza a formação de cálculo57 durante tratamento com topiramato. Além disso, pacientes utilizando outros medicamentos associados à possibilidade de ocorrência de nefrolitíase podem ter um risco aumentado (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS – Outras dormas de interação, agentes que predispões à nefrolitíase).

Insuficiência hepática26

AMATO® deve ser administrado com cuidado em pacientes com insuficiência hepática26, uma vez que a depuração do topiramato pode estar reduzida neste grupo de pacientes (vide itens 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS – Propriedades farmacocinéticas, Populações especiais, Insuficiência hepática26 e 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR – Populações especiais, Insuficiência hepática26).

Miopia60 aguda e glaucoma61 agudo6 de ângulo fechado secundário

Uma síndrome4 consistindo de miopia60 aguda associada com glaucoma61 de ângulo fechado secundário tem sido relatada em pacientes em uso de topiramato. Os sintomas56 incluem início agudo6 de redução da acuidade visual62 e/ou dor ocular. Achados oftalmológicos podem incluir miopia60, redução da câmara anterior63, hiperemia64 ocular (vermelhidão) e aumento da pressão intraocular65. Midríase66 pode ou não estar presente. Esta síndrome4 pode estar associada com efusão67 supraciliar resultando no deslocamento anterior do cristalino68 e da íris69, com glaucoma61 de ângulo fechado secundário. Os sintomas56 ocorrem, caracteristicamente, no primeiro mês após do início do tratamento com topiramato. Ao contrário do glaucoma61 de ângulo fechado primário, que é raro em pessoas com menos de 40 anos, o glaucoma61 de ângulo fechado secundário associado com topiramato tem sido relatado tanto em pacientes pediátricos como adultos. O tratamento inclui a interrupção de AMATO® (topiramato), o mais rápido possível de acordo com a avaliação do médico, e medidas apropriadas para reduzir a pressão intraocular65. Estas medidas geralmente resultam na redução da pressão intraocular65. Elevada pressão intraocular65 de qualquer etiologia70, se não for tratada, pode acarretar em graves sequelas71, incluindo perda permanente da visão72.

Alterações no campo visual73

Alterações no campo visual73 têm sido relatadas em pacientes que receberam topiramato, independente da pressão intraocular65 elevada. Em estudos clínicos, a maioria destas alterações foram reversíveis após a interrupção do tratamento com topiramato. Se ocorrerem problemas visuais durante qualquer momento do tratamento com topiramato, deve-se considerar a possibilidade de interromper o tratamento.

Acidose metabólica74

Hipercloremia, hiato não aniônico, acidose metabólica74 (isto é, redução do bicarbonato sérico abaixo do intervalo de referência normal na ausência de alcalose75 respiratória) estão associados ao tratamento com topiramato. Esta redução no bicarbonato sérico está relacionada ao efeito inibitório do topiramato na anidrase carbônica renal15. A redução no bicarbonato ocorre geralmente no início do tratamento, mas pode ocorrer ao longo da duração do tratamento. Estas reduções são usualmente leves a moderadas (redução média de 4 mmol/L76 em doses de 100 mg/dia ou acima em adultos e aproximadamente 6 mg/kg/dia em pacientes pediátricos). Os pacientes raramente apresentaram redução a valores menores que 10 mmol/L76. As condições ou terapias que predispõem a acidose77 (como doença renal15, distúrbios respiratórios severos, status epilepticus, diarreia78, cirurgia, dieta cetogênica, ou alguns fármacos) podem ser aditivas aos efeitos do topiramato na redução do bicarbonato.

Acidose metabólica74 crônica em pacientes pediátricos pode reduzir as taxas de crescimento. O efeito do topiramato no crescimento e sequela79 relativa aos ossos não foi avaliado sistematicamente em pacientes pediátricos ou adultos. Dependendo das condições de base, recomenda-se avaliação adequada, incluindo níveis de bicarbonato sérico, durante o tratamento com topiramato. Se a acidose metabólica74 ocorrer e persistir, deve-se considerar redução da dose ou interrupção do topiramato (usando redução gradual da dose).

Hiperamonemia e encefalopatia80

Hiperamonemia com ou sem encefalopatia80 foi relatada no tratamento com topiramato (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS).

O risco para hiperamonemia com topiramato parece estar relacionado à dose. A hiperamonemia foi relatada com mais frequência quando o topiramato foi utilizado concomitantemente ao ácido valproico (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

Os sintomas56 clínicos de encefalopatia80 hiperamonêmica muitas vezes incluem alterações agudas no nível de consciência e/ou da função cognitiva81 com letargia82. Na maioria dos casos, a encefalopatia80 hiperamonêmica desaparece com a descontinuação do tratamento. Em pacientes que desenvolvem letargia82 inexplicável, ou alterações no estado mental associadas à monoterapia com topiramato ou como terapia adicional, recomenda-se considerar a encefalopatia80 hiperamonêmica e a medição dos níveis de amônia.

Suplementação83 nutricional

A suplementação83 da dieta ou o aumento da ingestão de alimentos deve ser considerado se o paciente apresentar perda de peso durante o tratamento com topiramato.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

AMATO® age sobre o sistema nervoso central84 (SNC85), podendo produzir sonolência, tontura86 ou outros sintomas56 relacionados. Isto pode causar distúrbios visuais e/ou visão72 turva. Tais reações adversas podem ser potencialmente perigosas para pacientes10 dirigindo veículos ou operando máquinas, particularmente até que se conheça a reação individual do paciente ao fármaco42.

Gravidez50 e Lactação45

Categoria de risco: D – Há evidências de risco em fetos humanos. Só usar se o benefício justificar o risco potencial. Em situação de risco de vida ou em caso de doenças graves para as quais não se possa utilizar drogas mais seguras, ou se estas drogas não forem eficazes.

Mulheres com potencial para engravidar
AMATO® pode causar danos fetais quando administrado a uma mulher grávida. Existe um risco aumentado de trabalho de parto prematuro e parto prematuro associado ao uso de medicamentos antiepilépticos, incluindo o topiramato.
AMATO® só deve ser utilizado durante a gravidez50 se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto87.

Uso durante a gravidez50
Estudos em animais demonstraram toxicidade39 relacionada à reprodução88 (vide item 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS – Dados pré-clínicos de segurança – Toxicologia reprodutiva e de desenvolvimento). Em ratos, o topiramato atravessou a barreira placentária. Em humanos, o topiramato atravessa a placenta e concentrações similares foram relatadas no cordão umbilical89 e no sangue90 materno.
Não foram realizados estudos adequados e bem controlados com topiramato em gestantes.
AMATO® (topiramato) pode causar dano fetal quando administrado em gestantes. Dados de registros de gravidez50 indicam que lactentes91 expostos ao topiramato in utero92 têm um risco aumentado de malformações43 congênitas93 (como por exemplo, defeitos craniofaciais, tais como lábio leporino94, hipospádia95 e anormalidades envolvendo vários sistemas corporais). Isto foi relatado em monoterapia com topiramato e em regimes politerápicos no qual topiramato fazia parte. Além disso, dados de outros estudos indicam que, em comparação com a monoterapia, há um risco aumentado de efeitos teratogênicos40 associados ao uso de drogas antiepilépticas em terapia associada. O risco foi observado com todas as doses e os efeitos foram relatados como dependentes da dose. Em mulheres tratadas com topiramato que tiveram um filho com malformação41 congênita96, parece haver maior risco de malformações43 em gestações subsequentes quando expostas ao topiramato. Existe maior risco de trabalho de parto prematuro e parto prematuro associados ao uso de medicamentos antiepiléticos, incluindo o topiramato.
Comparado com o grupo referência que não toma medicamentos antiepilépticos, os dados registrados para a monoterapia com topiramato demonstraram uma maior prevalência97 de nascidos com baixo peso (< 2.500 gramas). Um registro sobre gravidez50 relatou um aumento da frequência de crianças que eram muito pequenas para a idade gestacional (PIG; definido como peso de nascimento abaixo do 10º percentil corrigido para a sua idade gestacional, estratificado por sexo) entre aquelas expostas ao topiramato em monoterapia in utero92. PIG foi observado em todas as doses e é dose- dependente. A prevalência97 de PIG é maior em mulheres que receberam doses mais elevadas de topiramato durante a gravidez50. Além disso, a prevalência97 de PIG em mulheres que continuaram a usar topiramato no final da gravidez50 é maior em comparação com mulheres que pararam de usar antes do terceiro trimestre. As consequências em longo prazo nos achados de PIG não puderam ser determinadas. Uma relação causal para o baixo peso de nascimento e PIG não foi estabelecida.
AMATO® deve ser usado durante a gravidez50 apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto87. Ao tratar e aconselhar mulheres em idade reprodutiva o médico deve pesar os benefícios da terapia contra os riscos potenciais e considerar opções terapêuticas alternativas. Se este medicamento está sendo usado durante a gravidez50 ou se a paciente ficar grávida durante o tratamento com este medicamento, a paciente deve ser advertida sobre os potenciais riscos para o feto87.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez50.

Uso durante a lactação45
O topiramato é eliminado no leite de ratas. A excreção do topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Diarreia78 e sonolência têm sido relatadas em bebês98 amamentados cujas mães recebem tratamento com topiramato. Portanto, deve-se decidir entre evitar a amamentação99 ou descontinuar o tratamento com a droga, levando-se em consideração o benefício da amamentação99 para a criança e o benefício do medicamento para a mãe.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Para o proposto nesta seção, uma dose sem efeito é definida como uma alteração ≤ 15%.

Efeitos do topiramato sobre outras drogas antiepilépticas

A associação deste medicamento a outras drogas antiepilépticas (fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, fenobarbital, primidona) não afeta suas concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, exceto, ocasionalmente, em alguns pacientes, em que a adição de topiramato à fenitoína poderá resultar em aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. Isto se deve possivelmente à inibição de uma isoforma específica de uma enzima100 polimórfica (CYP2C19). Consequentemente deverá ser realizada monitorização do nível plasmático de fenitoína em qualquer paciente em tratamento com fenitoína que apresente sinais55 ou sintomas56 clínicos de toxicidade39. Um estudo de interação farmacocinética em pacientes com epilepsia3 demonstrou que a associação do topiramato à lamotrigina não apresentou efeito na concentração plasmática de lamotrigina no estado de equilíbrio com doses de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Além disso, a concentração plasmática de topiramato no estado de equilíbrio não sofreu alteração durante ou após a retirada do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

Efeitos de outras drogas antiepilépticas sobre topiramato

A fenitoína e a carbamazepina diminuem as concentrações plasmáticas do topiramato. A adição ou descontinuação da fenitoína ou da carbamazepina ao tratamento com topiramato poderá requerer um ajuste de dose deste último. A titulação da dose deverá ser realizada de acordo com o efeito clínico. Tanto a adição quanto a retirada do ácido valproico não produzem mudanças clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas de topiramato, e portanto, não exigem ajuste da dose do topiramato. Os resultados destas interações estão resumidos na tabela a seguir.

DAE coadministrada

Concentração da DAE

Concentração de topiramato

fenitoína

↔**

↓ (48%)

carbamazepina (CBZ)

↓ (40%)

ácido valproico

lamotrigina

fenobarbital

NE

primidona

NE

↔ = sem efeito sobre as concentrações plasmáticas (alteração ≤ 15 %).
** = concentrações plasmáticas aumentadas em alguns pacientes.
↓ = diminuição das concentrações plasmáticas. NE = não estudado.
DAE = droga antiepiléptica.

Outras interações medicamentosas

Digoxina: Em um estudo de dose única, a administração concomitante de topiramato provocou uma redução de 12% na área sob a curva de concentração plasmática (ASC) da digoxina. A importância clínica desta observação não foi determinada. Quando o topiramato for associado ou descontinuado em pacientes submetidos a tratamento com a digoxina, recomenda-se atenção à monitoração rotineira e cuidadosa das concentrações séricas de digoxina.

Anticoncepcionais orais: Em um estudo de interação farmacocinética em voluntárias sadias, com administração concomitante de contraceptivo oral combinado contendo 1 mg de noretindrona (NET) e 35 mcg de etinilestradiol (EE), topiramato, administrado isoladamente nas doses de 50 a 200 mg/dia, não foi associado a alterações estatisticamente significantes na exposição média (ASC) aos componentes do contraceptivo oral. Em outro estudo, a exposição ao etinilestradiol apresentou redução estatisticamente significante com doses de 200, 400 e 800 mg/dia (18%, 21% e 30% respectivamente) quando administrado como terapia adicional em pacientes em uso de ácido valproico. Em ambos os estudos, topiramato (50 mg/dia a 800 mg/dia) não afetou significantemente a exposição à noretindrona. Entretanto, nas doses entre 200-800 mg/dia houve uma redução dose-dependente na exposição ao etinilestradiol, e nas doses de 50-200 mg/dia, não houve alteração significante dose-dependente na exposição ao etinilestradiol. A significância clínica das alterações observadas não é conhecida. A possibilidade de redução da eficácia do contraceptivo e aumento no sangramento de escape deve ser considerada em pacientes em uso de contraceptivos orais combinados e topiramato. Deve-se solicitar a pacientes em uso de contraceptivos orais contendo estrogênios que relatem qualquer alteração em seus padrões menstruais. A eficácia contraceptiva pode ser reduzida, mesmo na ausência de sangramento de escape.

Lítio: Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (18% para ASC) na exposição sistêmica para o lítio durante a administração concomitante com topiramato 200 mg/dia. Nos pacientes com transtorno bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o tratamento com topiramato em doses de 200 mg/dia; entretanto, foi observado aumento na exposição sistêmica (26% para ASC) depois de doses do topiramato de até 600 mg/dia. Os níveis do lítio devem ser monitorados quando coadministrados com topiramato.

Risperidona: Os estudos de interação droga-droga conduzidos sob condições de dose única e múltipla em voluntários saudáveis e em pacientes com transtorno bipolar atingiram resultados similares. Quando administrado concomitantemente com topiramato em doses escalonadas de 100, 250 e 400 mg/dia houve uma redução na exposição sistêmica (16% e 33% para ASC no estado de equilíbrio nas doses de 250 e 400 mg/dia, respectivamente) da risperidona (administrada em doses que variando de 1 a 6 mg/dia). Alterações mínimas na farmacocinética do total de partes ativas (risperidona mais 9-hidróxirisperidona) e nenhuma alteração para 9- hidróxirisperidona foram observadas. Não houve mudança clinicamente significativa na exposição sistêmica do total de partes ativas da risperidona ou do topiramato; portanto, não é provável que esta interação tenha significância clínica.

Hidroclorotiazida (HCTZ): Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética no estado de equilíbrio da hidroclorotiazida (25 mg a cada 24 horas) e do topiramato (96 mg a cada 12 horas), quando administrados isolados ou concomitantemente. Os resultados deste estudo indicaram que a Cmáx do topiramato aumentou 27% e a ASC aumentou 29% quando a hidroclorotiazida foi associada ao topiramato. A significância clínica desta alteração é desconhecida. A associação de hidroclorotiazida ao tratamento com topiramato pode precisar de um ajuste da dose do topiramato. A farmacocinética da hidroclorotiazida no estado de equilíbrio não foi influenciada significativamente pela administração concomitante do topiramato. Os resultados laboratoriais clínicos indicaram redução no potássio sérico após administração do topiramato ou da hidroclorotiazida, sendo maior quando a hidroclorotiazida e o topiramato foram administrados em combinação.

Metformina101: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética da metformina101 e do topiramato no estado de equilíbrio no plasma21 quando a metformina101 foi administrada isolada e quando a metformina101 e o topiramato foram administrados simultaneamente. Os resultados do estudo indicaram que a Cmáx média e a ASC0-12h média da metformina101 aumentaram em 18% e 25%, respectivamente, enquanto que a depuração média diminuiu 20% quando a metformina101 foi coadministrada com topiramato. O topiramato não afetou o Tmáx da metformina101. A significância clínica do efeito do topiramato na farmacocinética da metformina101 não está clara. A depuração plasmática oral do topiramato parece ser reduzida quando administrado com metformina101. A extensão da alteração na depuração é desconhecida. A significância clínica do efeito da metformina101 na farmacocinética do topiramato não está clara. Quando topiramato é administrado ou retirado em pacientes tratados com metformina101, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira para um controle adequado do diabetes102.

Pioglitazona: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética no estado de equilíbrio do topiramato e da pioglitazona quando administrados isolada ou concomitantemente. Uma redução de 15% na ASCτ,ss de pioglitazona sem alteração na Cmáx,ss foi observada. Este achado não foi estatisticamente significante. Além disso, reduções de 13% na Cmáx,ss e de 16% na ASCτ,ss do hidróxi-metabólito22 ativo foram observadas, assim como uma redução de 60% tanto na Cmáx,ss como na ASCτ,ss do ceto-metabólito22 ativo foram observadas. A significância clínica destes achados é desconhecida. Quando topiramato é associado ao tratamento com pioglitazona ou pioglitazona é associada ao tratamento com topiramato, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira dos pacientes para um controle adequado do diabetes102.

Gliburida: Um estudo de interação droga-droga conduzido nos pacientes com diabetes tipo 2103 avaliou a farmacocinética no estado de equilíbrio da gliburida (5 mg/dia) isolada e concomitantemente com topiramato (150 mg/dia). Houve uma redução de 25% na ASC24h da gliburida durante a administração do topiramato. A exposição sistêmica dos metabólitos17 ativos, 4-trans-hidróxi-gliburida (M1) e 3-cis-hidróxi-gliburida (M2), também foram reduzidas em 13% e 15%, respectivamente. A farmacocinética no estado de equilíbrio do topiramato não foi afetada pela administração concomitante da gliburida. Quando o topiramato é adicionado à terapia da gliburida ou a gliburida é adicionada à terapia do topiramato, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira dos pacientes para um controle adequado do diabetes102.

Interação com álcool e depressores do SNC85

Não houve avaliação nos estudos clínicos, da administração concomitante de topiramato e álcool ou outras drogas depressoras do SNC85. Recomenda-se que topiramato não seja utilizado concomitantemente com bebidas alcoólicas ou com outros medicamentos depressores do SNC85.

Outras Formas de Interação:

Agentes que predispõem à nefrolitíase 
Topiramato pode aumentar o risco de nefrolitíase em pacientes em uso concomitante de outros agentes que predispõem à nefrolitíase. Durante o tratamento com topiramato, tais agentes deverão ser evitados, uma vez que eles criam um ambiente fisiológico104 que aumenta o risco de formação de cálculo57 renal15.

Ácido valproico 
A administração concomitante do topiramato e do ácido valproico foi associada com hiperamonemia com ou sem encefalopatia80 nos pacientes que toleraram uma ou outra droga isolada. Na maioria dos casos, os sintomas56 e os sinais55 cessaram com a descontinuação de uma ou outra droga (ver itens 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES e 9. REAÇÕES ADVERSAS). Esta reação adversa não é devido a uma interação farmacocinética.
Hipotermia105, definida como queda não intencional da temperatura corpórea para < 35º C, foi relatada em associação com o uso concomitante de topiramato e ácido valproico (VPA), ambos em conjunto com hiperamonemia e na ausência de hiperamonemia. Esse evento adverso em pacientes usando concomitantemente topiramato e valproato pode ocorrer após o início do tratamento com topiramato ou após o aumento da dose diária de topiramato.

Medicamentos anticoagulantes106 antagonistas da vitamina107
Respostas diminuídas do Tempo de Protrombina108 / Razão Normalizada Internacional (TP / RNI) foram relatadas após administração concomitante de topiramato com medicamentos anticoagulantes106 antagonistas de vitamina107 K. Monitore cuidadosamente a RNI durante administração concomitante de terapia com topiramato e medicamentos anticoagulantes106 antagonistas de vitamina107 K.

Estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética: Estudos clínicos foram conduzidos para avaliar a interação medicamentosa farmacocinética potencial entre o topiramato e outros agentes. As alterações na Cmáx ou na ASC, como resultado das interações, estão descritas a seguir. A segunda coluna (concentração do fármaco42 concomitante) descreve o que acontece com a concentração do fármaco42 concomitante listado na primeira coluna quando topiramato é associado. A terceira coluna (concentração do topiramato) menciona como a coadministração do fármaco42 listado na primeira coluna modifica a concentração do topiramato.

Resumo dos resultados dos estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética

Fármaco42 concomitante

Concentração do fármaco42 concomitantea

Concentração do topiramatoa

amitriptilina


20% de aumento na Cmáx e na ASC do metabólito22 nortriptilina

NE

di-hidroergotamina (oral e subcutânea109)

 

haloperidol


31% de aumento na ASC do metabólito22 reduzido

NE

 

propranolol


17% de aumento na Cmáx para 4-hidróxipropranolol (50 mg de topiramato a cada 12 horas)

9% e 16 % de aumento na Cmáx 9% e 17% de aumento na ASC (40 mg e 80 mg de propranolol a cada 12 horas, respectivamente)

sumatriptana (oral e subcutâneo110)

NE

pizotifeno

 

diltiazem

25% de diminuição nas ASC do diltiazem e 18% de diminuição na DEA, e ↔ para DEM*

20% de aumento na ASC

venlafaxina

 

flunarizina

16% de aumento na ASC (50 mg de topiramato a cada 12 horas)b

aOs valores % são as variações na média da Cmáx ou ASC do tratamento em relação à monoterapia.
↔ = sem efeito sobre a Cmáx e ASC (alteração ≤ 15 %) do componente originário.
NE = não estudado.
*DEA = desacetil diltiazem. DEM = N-demetil diltiazem.
bA ASC da flunarizina aumentou 14% em indivíduos com uso isolado de flunarizina. O aumento na exposição pode ser atribuído ao acúmulo durante o estado de equilíbrio.

Interação com alimentos

AMATO® pode ser administrado com ou sem alimentos.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C), protegido da umidade. Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico:

Há 3 tipos de comprimidos de AMATO®, cada um contendo uma quantidade diferente de topiramato. Você pode identificar a concentração dos comprimidos pela sua cor:

  • Comprimidos revestido circular, biconvexo, de cor branca e liso: contêm 25 mg de topiramato;
  • Comprimidos revestido circular, biconvexo, de cor mostarda-claro: contêm 50 mg de topiramato;
  • Comprimidos revestido circular, biconvexo, de cor amarelo-mostarda, sem vinco: contêm 100 mg de topiramato.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Para o controle ideal, tanto em adultos como em crianças, recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose baixa, seguida de titulação até uma dose eficaz.

AMATO® está disponível em comprimidos. Recomenda-se não partir os comprimidos.

Não é necessário monitorar as concentrações plasmáticas de topiramato para otimizar o tratamento com AMATO®. Raramente, o tratamento concomitante com fenitoína poderá exigir o ajuste de dose da fenitoína para que resultados clínicos ótimos sejam alcançados. A adição ou retirada da fenitoína e da carbamazepina do tratamento coadjuvante111 com topiramato poderá exigir o ajuste da dose do AMATO®. Topiramato pode ser administrado com ou sem alimentos.

Tratamento adjuvante em epilepsia3

– Adultos

A dose mínima eficaz é 200 mg ao dia. Em geral, a dose total diária varia de 200 mg a 400 mg, dividida em duas tomadas. Alguns pacientes eventualmente poderão necessitar de doses de até 1.600 mg por dia, que é a dose máxima. Recomenda-se que o tratamento seja iniciado com uma dose baixa, seguida por uma titulação da dose até que se chegue à dose adequada.

O tratamento deve ser iniciado com 25 a 50 mg, administrados à noite, durante uma semana. Posteriormente, a intervalos de 1 ou 2 semanas, a dose deverá ser aumentada de 25 a 50 mg/dia e dividida em duas tomadas. A titulação da dose deverá ser orientada pelos resultados clínicos. Alguns pacientes poderão obter eficácia com uma dose única diária.

Essas recomendações posológicas se aplicam a todos os pacientes adultos, incluindo idosos, desde que não haja doença renal15 subjacente. Porém, nos pacientes sob tratamento com hemodiálise24, há necessidade de uma dose suplementar.

– Crianças acima de 2 anos de idade

A dose total diária de topiramato recomendada para crianças é de 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomadas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, baseado na faixa de 1 a 3 mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira semana. Posteriormente, a dose deve ser aumentada em 1 a 3 mg/kg/dia (dividida em duas tomadas), à intervalos de 1 ou 2 semanas, até alcançar uma resposta clínica ótima. A titulação de dose deve ser orientada pela resposta clínica. Doses diárias de até 30 mg/kg/dia foram bem toleradas nos estudos realizados.

Monoterapia em epilepsia3

Quando drogas antiepilépticas concomitantes são retiradas a fim de manter o tratamento com topiramato em monoterapia, deve-se considerar os efeitos que isto pode ter sobre o controle das crises. Exceto por razões de segurança que exijam uma retirada abrupta das outras drogas antiepilépticas, recomenda-se a descontinuação gradual com redução de aproximadamente um terço da dose a cada 2 semanas (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – Interrupção do tratamento com AMATO® (topiramato)).

Quando fármacos indutores enzimáticos são retirados, os níveis plasmáticos de topiramato irão aumentar. Uma diminuição da dose de topiramato pode ser necessária, se for clinicamente indicado.

– Adultos

A titulação da dose deve ser iniciada com 25 mg, administrado à noite, por uma semana. Então, a dose deve ser aumentada em 25 ou 50 mg ao dia, a intervalos de 1 ou 2 semanas, dividida em duas tomadas. Se o paciente for incapaz de tolerar o esquema de titulação, aumentos menores ou intervalos mais longos entre os aumentos da dose podem ser usados. A dose e a velocidade de titulação devem ser orientadas pelo resultado clínico.

Em adultos, a dose alvo inicial recomendada para o topiramato em monoterapia é de 100 mg/dia e a dose diária máxima recomendada é 500 mg. Alguns pacientes com formas refratárias112 de epilepsia3 toleraram doses de 1.000 mg/dia de topiramato em monoterapia. Estas recomendações aplicam-se a todos os adultos, incluindo idosos sem doença renal15 subjacente.

– Crianças acima de 2 anos de idade

Em crianças acima de 2 anos de idade a dose inicial varia de 0,5 a 1 mg/kg, à noite, durante uma semana. A seguir, a dose deve ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia à intervalos de 1 a 2 semanas, dividida em duas tomadas. Se a criança for incapaz de tolerar o esquema de titulação da dose, aumentos menores ou intervalos maiores entre os aumentos da dose podem ser usados. A dose e a velocidade da titulação devem ser orientadas pelo resultado clínico.

A dose-alvo inicial recomendada para o topiramato em monoterapia em crianças é de 3 a 6 mg/kg/dia. Crianças com crises de início parcial de diagnóstico7 recente receberam doses de até 500 mg/dia.

Enxaqueca5

– Adultos

O tratamento deve ser iniciado com 25 mg à noite durante 1 semana. A dose deve então ser aumentada em 25 mg/dia, uma vez por semana. Se o paciente for incapaz de tolerar o esquema de gradação, intervalos maiores entre os ajustes de dose podem ser usados.
A dose total diária de topiramato recomendada na profilaxia de enxaqueca5 é 100 mg/dia, divididos em duas tomadas.

Alguns pacientes podem se beneficiar de uma dose diária total de 50 mg. Pacientes receberam dose diária total de até 200 mg/dia. A dose e a velocidade de gradação devem ser orientadas pelo resultado clínico (vide item 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - Propriedades farmacocinéticas - Populações especiais, Insuficiência renal23).

Populações especiais

Insuficiência renal23

Pacientes com insuficiência renal23 moderada e severa (CLCR < 70 mL/min) podem necessitar de uma redução de dose. É recomendada a administração de metade da dose usual de início e de manutenção (vide item 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - Propriedades farmacocinéticas - Populações especiais, Insuficiência renal23).

AMATO® é removido do plasma21 por hemodiálise24, uma dose suplementar de topiramato igual a aproximadamente metade da dose diária deverá ser administrada nos dias de hemodiálise24. Esta dose suplementar deverá ser dividida em duas tomadas, ao início e ao término da hemodiálise24. A dose suplementar poderá ser ajustada dependendo das características do equipamento de diálise25 que estiver sendo utilizado (vide item 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - Propriedades farmacocinéticas - Populações especiais, Insuficiência renal23).

Insuficiência hepática26

Topiramato deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência hepática26 (vide item 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - Propriedades farmacocinéticas - Populações especiais, Insuficiência hepática26).

– Uso em idosos

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas apenas à idade, embora a possibilidade de alterações da função renal15 associadas à idade deva ser considerada.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas são apresentadas nesta seção. Reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados ao uso de topiramato, com base na avaliação abrangente das informações de eventos adversos disponíveis. Em casos individuais, uma relação causal com o topiramato não pode ser estabelecida com confiança. Portanto, pelo fato de que os estudos clínicos são conduzidos em condições amplamente variadas, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser diretamente comparadas com as taxas nos estudos clínicos de outros medicamentos e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

Dados de estudos clínicos

A segurança de topiramato foi avaliada a partir de um banco de dados de estudos clínicos composto de 4.111 pacientes (3.182 tratados com topiramato e 929 com placebo9) que participaram de 20 estudos duplos-cegos e 2.847 pacientes que participaram de 34 estudos abertos, respectivamente, para o tratamento de convulsões tônico-clônicas generalizadas primárias, convulsões de início parcial, convulsões associadas à síndrome4 de Lennox-Gastaut, epilepsia3 ou enxaqueca5 de diagnóstico7 novo ou recente. As informações apresentadas neste item foram obtidas a partir de dados agrupados.

A maioria das reações adversas foi de severidade leve a moderada.

Dados de estudos duplos-cegos, controlados por placebo9, de terapia adjuvante para epilepsia3 – Pacientes adultos

As reações adversas relatadas em > 1% dos pacientes adultos tratados com o topiramato em estudos duplos-cegos, controlados por placebo9 de terapia adjuvante para epilepsia3 são apresentadas na Tabela 2. As reações adversas com incidência54 > 5% no intervalo de dose recomendado (200 a 400 mg/dia) em adultos, em estudos duplos-cegos, controlados por placebo9 de terapia adjuvante para epilepsia3 em ordem decrescente de frequência incluíram sonolência, tontura86, fadiga113, irritabilidade, perda de peso, bradipsiquismo, parestesia114, diplopia115, coordenação anormal, náusea116, nistagmo117, letargia82, anorexia118, disartria119, visão72 turva, diminuição do apetite, comprometimento de memória e diarreia78.

Tabela 2: Reações Adversas Relatadas por ≥ 1% dos Pacientes Adultos Tratados com o topiramato em Estudos Duplos-Cegos, Controlados por Placebo9 de Terapia Adjuvante para Epilepsia3

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

Topiramato
200-400 mg/dia
(N = 354)
%

Topiramato
600-1.000 mg/dia
(N = 437)
%

Placebo9
(N = 382)
%

Distúrbios do Metabolismo120 e da Nutrição121

Anorexia118

5,4

6,2

1,8

Diminuição do apetite

5,1

8,7

3,7

Transtornos Psiquiátricos

Bradipsiquismo

8,2

19,5

3,1

Transtorno de linguagem expressiva

4,5

9,4

1,6

Estado confusional

3,1

5,0

0,8

Depressão

3,1

11,7

3,4

Insônia

3,1

6,4

4,5

Agressão

2,8

3,2

1,8

Agitação

1,7

2,3

1,3

Raiva122

1,7

2,1

0,5

Ansiedade

1,7

6,6

2,9

Desorientação

1,7

3,2

1,0

Humor alterado

1,7

4,6

1,0

Transtornos do Sistema Nervoso123

Sonolência

17,8

17,4

8,4

Tontura86

16,4

34,1

13,6

Parestesia114

8,2

17,2

3,7

Coordenação anormal

7,1

11,4

4,2

Nistagmo117

6,2

11,7

6,8

Letargia82

5,6

8,0

2,1

Disartria119

5,4

6,2

1,0

Comprometimento da memória

5,1

10,8

1,8

Distúrbio de atenção

4,5

11,9

1,8

Tremor

4,0

9,4

5,0

Amnésia124

3,4

5,3

1,0

Distúrbio do equilíbrio

3,4

3,9

2,4

Hipoestesia125

3,1

5,9

1,0

Tremor intencional

3,1

4,8

2,9

Disgeusia (alteração do paladar126)

1,4

4,3

0,8

Comprometimento mental

1,4

5,0

1,3

Distúrbio da fala

1,1

2,7

0,5

Distúrbios Oftalmológicos

Diplopia115

7,3

12,1

5,0

Visão72 turva

5,4

8,9

2,4

Distúrbio visual

2,0

1,4

0,3

Distúrbios Gastrintestinais

Náusea116

6,8

15,1

8,4

Diarreia78

5,1

14,0

5,2

Dor abdominal superior

3,7

3,9

2,1

Constipação127

3,7

3,2

1,8

Desconforto estomacal

3,1

3,2

1,3

Dispepsia128

2,3

3,0

2,1

Boca129 Seca

1,7

3,7

0,3

Dor Abdominal

1,1

2,7

0,8

Distúrbios do Tecido130 Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo131

Mialgia132

2,0

2,5

1,3

Espasmos133 musculares

1,7

2,1

0,8

Dor torácica musculoesquelética

1,1

1,8

0,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga113

13,0

30,7

11,8

Irritabilidade

9,3

14,6

3,7

Astenia134

3,4

3,0

1,8

Distúrbio da marcha

1,4

2,5

1,3

Investigações

Perda de peso

9,0

11,9

4,2

A dose recomendada para a terapia adjuvante de epilepsia3 em adultos é de 200-400 mg/dia.

Dados de estudos duplos-cegos, controlados por placebo9, de terapia adjuvante para epilepsia3 – Pacientes pediátricos

As reações adversas relatadas em ≥ 2% dos pacientes pediátricos tratados com o topiramato (2 a 16 anos de idade) em estudos duplos-cegos, controlados por placebo9 de terapia adjuvante para epilepsia3 são apresentadas na Tabela 3. As reações adversas com incidência54 > 5% no intervalo de dose recomendado (5 a 9 mg/kg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram diminuição do apetite, fadiga113, sonolência, letargia82, irritabilidade, distúrbio de atenção, perda de peso, agressão, erupção135 cutânea136, comportamento anormal, anorexia118, distúrbio do equilíbrio e constipação127.

Tabela 3: Reações Adversas Relatadas por ≥ 2% dos Pacientes Pediátricos Tratados com o topiramato em Estudos Duplos-Cegos, Controlados por Placebo9 de Terapia Adjuvante para pilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

Topiramato
(N = 104)
%

Placebo9
(N = 102)
%

Distúrbios do Metabolismo120 e da Nutrição121

Diminuição do apetite

19,2

12,7

Anorexia118

5,8

1,0

Transtornos Psiquiátricos

Agressão

8,7

6,9

Comportamento anormal

5,8

3,9

Estado confusional

2,9

2,0

Humor alterado

2,9

2,0

Transtornos do Sistema Nervoso123

Sonolência

15,4

6,9

Letargia82

13,5

8,8

Distúrbio de atenção

10,6

2,0

Distúrbio do equilíbrio

5,8

2,0

Tontura86

4,8

2,9

Comprometimento da memória

3,8

1,0

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Epistaxe137

4,8

1,0

Distúrbios Gastrintestinais

Constipação127

 

 

Distúrbios do Tecido130 Cutâneo138 e Subcutâneo110

Erupção135 cutânea136

 

 

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga113

16,3

4,9

Irritabilidade

11,5

8,8

Distúrbio da Marcha

4,8

2,0

Investigações

Perda de Peso

9,6

1,0

A dose recomendada para a terapia adjuvante de epilepsia3 em crianças (2-16 anos de idade) é de 5 a 9 mg/kg/dia.

Dados dos estudos duplos-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia3 – Pacientes adultos

As reações adversas relatadas em ≥ 1% dos pacientes adultos tratados com topiramato em estudos duplos-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia3 são apresentadas na Tabela 4. As reações adversas que apresentaram incidência54 > 5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram parestesia114, perda de peso, fadiga113, anorexia118, depressão, comprometimento da memória, ansiedade, diarreia78, astenia134, disgeusia e hipoestesia125.

Tabela 4: Reações Adversas Relatadas por ≥ 1% dos Pacientes Adultos Tratados com o topiramato em Estudos Duplos-Cegos, Controlados de Monoterapia para Epilepsia3

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

Topiramato
50 mg/dia
(N = 257)
%

Topiramato
400 mg/dia
(N = 153)
%

Distúrbios do Sangue90 e do Sistema Linfático139

Anemia140

0,8

2,0

Distúrbios do Metabolismo120 e da Nutrição121

Anorexia118

3,5

12,4

Diminuição do apetite

2,3

2,6

Transtornos Psiquiátricos

Depressão

4,3

8,5

Ansiedade

3,9

6,5

Bradipsiquismo

2,3

4,6

Transtorno de linguagem expressiva

3,5

4,6

Humor depressivo

0,8

2,6

Humor alterado

0,4

2,0

Alterações de humor

1,6

2,0

Transtornos do Sistema Nervoso123

Parestesia114

18,7

40,5

Comprometimento da memória

1,2

7,2

Disgeusia

2,3

5,9

Hipoestesia125

4,3

5,2

Distúrbio do equilíbrio

1,6

3,3

Disartria119

1,6

2,6

Distúrbio cognitivo141

0,4

2,0

Letargia82

1,2

2,0

Comprometimento mental

0,8

2,0

Comprometimento das habilidades psicomotoras

0

2,0

Sedação142

0

1,3

Alteração de campo visual73

0,4

1,3

Distúrbios Oftalmológicos

Olho143 seco

0

1,3

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto144

Dor de Ouvido

0

1,3

Zumbido

1,6

1,3

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Dispneia145

1,2

2,0

Rinorreia146

0

1,3

Distúrbios Gastrintestinais

Diarreia78

5,4

6,5

Parestesia114 oral

1,2

3,3

Boca129 seca

0,4

2,6

Gastrite147

0,8

2,6

Dor abdominal

1,2

2,0

Doença do refluxo gastroesofágico148

0,4

2,0

Sangramento gengival

0

1,3

Distúrbios do Tecido130 Cutâneo138 e Subcutâneo110

Erupção135 cutânea136

0,4

3,9

Alopecia149

1,6

3,3

Prurido150

0,4

3,3

Hipoestesia125 facial

0,4

2,0

Prurido150 generalizado

0

1,3

Distúrbios do Tecido130 Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo131

   

Espasmos133 musculares

2,7

3,3

Artralgia151

1,9

2,0

Espasmos133 musculares involuntários

0,4

1,3

Distúrbios Renais e Urinários

   

Nefrolitíase

0

2,6

Disúria152

0,8

2,0

Polaciúria

0,8

2,0

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas153

   

Disfunção erétil

0,8

1,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

   

Fadiga113

15,2

14,4

Astenia134

3,5

5,9

Irritabilidade

3,1

3,3

Investigações

Perda de peso

7,0

17,0

A dose recomendada para monoterapia em adultos é de 400 mg/dia.

Dados de estudos duplos-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia3 – Pacientes pediátricos

As reações adversas relatadas em ≥ 2% dos pacientes pediátricos tratados com o topiramato (10 a 16 anos de idade) em estudos duplos-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia3 são apresentadas na Tabela 5. As reações adversas com incidência54 > 5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram perda de peso, parestesia114, diarreia78, distúrbio de atenção, pirexia154 e alopecia149.

Tabela 5: Reações Adversas Relatadas por ≥ 2% dos Pacientes Pediátricos Tratados com o topiramato em Estudos Duplos-Cegos, Controlados de Monoterapia para Epilepsia3.

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

Topiramato
50 mg/dia
(N = 77)
%

Topiramato
400 mg/dia
(N = 63)
%

Distúrbios do Metabolismo120 e da Nutrição121

Diminuição de apetite

1,3

4,8

Transtornos Psiquiátricos

Bradipsiquismo

0

4,8

Humor alterado

1,3

4,8

Depressão

0

3,2

Transtornos do Sistema Nervoso123

Parestesia114

3,9

15,9

Distúrbio de atenção

3,9

7,9

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto144

Vertigem155

0

3,2

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Epistaxe137

0

3,2

Distúrbios Gastrintestinais

Diarreia78

3,9

9,5

Vômitos156

3,9

4,8

Distúrbios do Tecido130 Cutâneo138 e Subcutâneo110

Alopecia149

0

6,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Pirexia154

0

6,3

Astenia134

0

4,8

Investigações

Perda de peso

7,8

20,6

Circunstâncias Sociais

Dificuldade de aprendizado

0

3,2

A dose recomendada para monoterapia em crianças de 10 anos ou mais é de 400 mg/dia.

Dados de estudos duplos-cegos, controlados por placebo9, de profilaxia de enxaqueca5 – Pacientes adultos

As reações adversas relatadas em ≥ 1% dos pacientes adultos tratados com o topiramato em estudos duplos-cegos, controlados por placebo9, de profilaxia de enxaqueca5 são apresentadas na Tabela 6. As reações adversas com incidência54 > 5% na dose recomendada (100 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram parestesia114, fadiga113, náusea116, diarreia78, perda de peso, disgeusia, anorexia118, diminuição do apetite, insônia, hipoestesia125, distúrbio de atenção, ansiedade, sonolência e transtorno de linguagem expressiva.

Tabela 6: Reações Adversas Relatadas por ≥ 1% dos Pacientes Adultos Tratados com o topiramato em Estudos Duplos-Cegos, Controlados por Placebo9 de Profilaxia de Enxaqueca5

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

Topiramato
50 mg/dia
(N = 227)
%

Topiramato
100 mg/dia
(N = 374)
%

Topiramato
200 mg/dia
(N = 501)
%

Placebo9
(N = 436)
%

Distúrbios do Metabolismo120 e da Nutrição121

 Anorexia118

3,5

7,5

7,2

3,0

Diminuição de apetite

5,7

7,0

6,8

3,0

Transtornos Psiquiátricos

Insônia

4,8

7,0

5,6

3,9

Ansiedade

4,0

5,3

5,0

1,8

Distúrbio de linguagem expressiva

6,6

5,1 

5,2

1,4

Depressão

3,5

4,8

7,4

4,1

Humor depressivo

0,4

2,9

2,0

0,9

Estado confusional

0,4

1,6

2,0

1,1

Alterações de humor

1,8

1,3

1,0

0,2

Labilidade de afeto

0,4

1,1

0,2

0,2

Bradipsiquismo

1,8

1,1

3,4

1,4

Transtornos do Sistema Nervoso123

Parestesia114

35,7

50,0

48,5

5,0

Disgeusia

15,4

8,0

12,6

0,9

Hipoestesia125

5,3

6,7

7,4

1,4

Distúrbio de atenção

2,6

6,4

9,2

2,3

Sonolência

6,2

5,1

6,8

3,0

Comprometimento da memória

4,0

4,5

6,2

1,6

Amnésia124

3,5

2,9

5,2

0,5

Tremor

1,3

1,9

2,4

1,4

Distúrbio do equilíbrio

0,4

1,3

0,4

0

Comprometimento mental

0,4

1,1

1,8

0,9

Distúrbios Oftalmológicos

Visão72 turva

4,0

2,4

4,4

2,5

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto144

Zumbido

0,4

1,3

1,6

0,7

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Dispneia145

1,3

2,7

1,6

1,4

Epistaxe137

0,4

1,1

0,6

0,5

Distúrbios Gastrintestinais

Náusea116

9,3

13,6

14,6

8,3

Diarreia78

9,3

11,2

10,0

4,4

Boca129 seca

1,8

3,2

5,0

2,5

Parestesia114 oral

1,3

2,9

1,6

0,5

Constipação127

1,8

2,1

1,8

1,4

Distensão abdominal

0

1,3

0,2

0,2

Desconforto estomacal

2,2

1,3

1,0

0,2

Doença do refluxo gastroesofágico148

0,4

1,1

1,2

0,5

Distúrbios do Tecido130 Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo131

Espasmos133 musculares involuntários

1,8

1,3

1,8

0,7

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga113

15,0

15,2

19,2

11,2

Astenia134

0,9

2,1

2,6

0,5

Irritabilidade

3,1

1,9

2,4

0,9

Sede

1,3

1,6

1,0

0,5

Investigações

Perda de peso

5,3

9,1

10,8

1,4

A dose recomendada para profilaxia de enxaqueca5 é de 100 mg/dia.

Outros Dados de Estudos Clínicos – pacientes adultos

As reações adversas relatadas em estudos clínicos duplos-cegos controlados em < 1% dos pacientes adultos tratados com o topiramato ou em qualquer taxa em estudos clínicos abertos em pacientes adultos tratados com o topiramato são apresentadas na Tabela 7.

Tabela 7. Reações Adversas Relatadas em Estudos Clínicos Duplos-Cegos Controlados em < 1% dos Pacientes Adultos Tratados com o topiramato ou em Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos dos Pacientes Adultos Tratados com topiramato

Distúrbios do Sangue90 e do Sistema Linfático139
Leucopenia157, linfadenopatia, trombocitopenia158; Distúrbios do Sistema Imunológico159 Hipersensibilidade;

Distúrbios do Metabolismo120 e da Nutrição121
Acidose77 hiperclorêmica, hipocalemia160, aumento do apetite, acidose metabólica74, polidipsia161;

Transtornos Psiquiátricos
Comportamento anormal, anorgasmia162, apatia163, choro, distração, distúrbio no desejo sexual, disfemia, despertar precoce, humor elevado, humor eufórico, afeto embotado, alucinação164, alucinação164 auditiva, alucinação164 visual, hipomania, insônia inicial, ausência de fala espontânea, diminuição da libido165, apatia163, perda de libido165, mania, insônia de manutenção, sensação orgásmica diminuída, ataque de pânico, distúrbio do pânico, reação de pânico, paranoia, perseveração, distúrbio de leitura, inquietação, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio, choro excessivo, pensamento anormal;

Transtornos do Sistema Nervoso123
Ageusia, acinesia, anosmia, afasia166, apraxia, aura, sensação de queimação, síndrome4 cerebelar, distúrbio do ritmo circadiano167 do sono, falta de coordenação motora, crises parciais complexas, convulsões, nível de consciência diminuído, tontura86 postural, hipersecreção salivar, disestesia168, disgrafia, discinesia, disfasia, distonia169, tremor essencial, formigamento, convulsão170 do tipo grande mal, hiperestesia, hipersônia, hipogeusia, hipocinesia, hiposmia, neuropatia periférica171, parosmia, sono de baixa qualidade, pré-síncope172, fala repetitiva, distúrbio sensorial, perda sensorial, estupor, síncope172, não-responsividade a estímulo;

Distúrbios Oftalmológicos
Distúrbio de acomodação, percepção de profundidade visual alterada, ambliopia173, blefarospasmo, cegueira transitória, cegueira unilateral, glaucoma61, lacrimação aumentada, midríase66, cegueira noturna, fotopsia, presbiopia174, escotoma175 cintilante, escotoma175, acuidade visual62 reduzida;

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto144
Surdez, surdez neurossensorial, surdez unilateral, desconforto no ouvido, audição comprometida;

Distúrbios Cardíacos
Bradicardia176, bradicardia176 sinusal, palpitações177;

Distúrbios Vasculares178
Rubor, ondas de calor, hipotensão179 ortostática, fenômeno de Raynauds;

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Disfonia180, dispneia145 exercional, congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal;

Distúrbios Gastrintestinais
Desconforto abdominal, dor abdominal inferior, sensibilidade abdominal, hálito com odor, desconforto epigástrico, flatulência, glossodinia, hipoestesia125 oral, dor oral, pancreatite181, hipersecreção salivar;

Distúrbios do Tecido130 Cutâneo138 e Subcutâneo110
Anidrose, dermatite182 alérgica, eritema183, erupção135 cutânea136 macular, descoloração da pele184, odor anormal da pele184, rosto inchado, urticária185, urticária185 localizada;

Distúrbios do Tecido130 Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo131
Dor no flanco58, fadiga113 muscular, fraqueza muscular, rigidez musculoesquelética;

Distúrbios Renais e Urinários
Cálculo57 uretérico, cálculo57 urinário, hematúria186, incontinência187, urgência188 urinária, cólica renal15, dor renal15, incontinência urinária189;

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas153
Disfunção sexual;

Distúrbios Gerais
Edema190 facial, sensação anormal, sensação de estar bêbado, sensação de nervosismo, mal-estar, frio periférico, lentidão;

Investigações
Bicarbonato sanguíneo diminuído, cristais presentes na urina18, teste de marcha em tandem anormal, contagem de leucócitos191 diminuída.

Outros Dados de Estudos Clínicos – pacientes pediátricos

As reações adversas relatadas em estudos clínicos duplos-cegos controlados em < 2% dos pacientes pediátricos tratados com o topiramato ou em qualquer taxa em estudos clínicos abertos em pacientes pediátricos tratados com o topiramato são apresentadas na Tabela 8.

Tabela 8. Reações Adversas em Estudos Clínicos Duplos-Cegos Controlados em < 2% dos Pacientes Pediátricos Tratados com o topiramato ou em Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos em Pacientes Pediátricos Tratados com o topiramato.

Distúrbios do Sangue90 e do Sistema Linfático139
Eosinofilia192, leucopenia157, linfadenopatia, trombocitopenia158;

Distúrbios do Sistema Imunológico159
Hipersensibilidade;

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais
Acidose77 hiperclorêmica, hipocalemia160, aumento do apetite;

Transtornos Psiquiátricos
Raiva122, apatia163, choro, distração, transtorno de linguagem de expressão, insônia inicial, insônia, insônia de manutenção, alterações de humor, perseveração, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio;

Transtornos do Sistema Nervoso123
Distúrbio no ritmo circadiano167 do sono, convulsão170, disartria119, disgeusia, convulsão170 do tipo grande mal, hipoestesia125, comprometimento mental, nistagmo117, parosmia, sono de baixa qualidade, hiperatividade psicomotora193, habilidades psicomotoras comprometidas, síncope172, tremores;

Distúrbios Oftalmológicos
Diplopia115, lacrimação aumentada, visão72 turva;

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto144
Dor de ouvido;

Distúrbios Cardíacos
Palpitações177, bradicardia176 sinusal;

Distúrbios Vasculares178
Hipotensão179 ortostática;

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal, rinorreia146;
Distúrbios Gastrintestinais

Desconforto abdominal, dor abdominal, boca129 seca, flatulência, gastrite147, doença do refluxo gastroesofágico148, sangramento gengival, glossodinia, pancreatite181, parestesia114 oral, desconforto estomacal;

Distúrbios do Tecido130 Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo131
Artralgia151, rigidez musculoesquelética, mialgia132;

Distúrbios Renais e Urinários
Incontinência187, urgência188 urinária, polaciúria;
Distúrbios Gerais

Sensação anormal, hipertermia, mal-estar, lentidão.

Dados Pós-Comercialização

Os eventos adversos primeiramente identificados como as reações adversas durante a experiência pós-comercialização com o topiramato estão a seguir por categoria de frequência com base nas taxas de relatos espontâneos.

Reação muito rara (< 1/10.000):

  • Infecções194 e infestações: nasofaringite;
  • Distúrbios do sangue90 e do sistema linfático139: neutropenia195;
  • Distúrbios do sistema imunológico159: edema190 alérgico;
  • Distúrbios do metabolismo120 e da nutrição121: hiperamonemia, encefalopatia80 hiperamonêmica;
  • Transtornos psiquiátricos: sensação de desespero;
  • Distúrbios oculares: sensação anormal nos olhos196, glaucoma61 de ângulo fechado, edema190 conjuntival, distúrbio do movimento ocular, edema190 na pálpebra, maculopatia, miopia60;
  • Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: tosse;
  • Distúrbios do tecido130 cutâneo138 e subcutâneo110: eritema multiforme197, edema190 periorbital, síndrome de Stevens-Johnson198, necrólise epidérmica tóxica199;
  • Distúrbios do tecido130 musculoesquelético e conjuntivo: inchaço200 articular, desconforto em membro;
  • Distúrbios renais e urinários: acidose77 tubular renal15;
  • Distúrbios gerais e reações no local da administração: edema190 generalizado, doença do tipo gripe201;
  • Investigações: aumento de peso.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

SUPERDOSE

Sinais55 e sintomas56Superdose de topiramato tem sido relatada. Sinais55 e sintomas56 incluem convulsão170, sonolência, distúrbio da fala, visão72 borrada, diplopia115, atividade mental prejudicada, letargia82, coordenação anormal, estupor, hipotensão179, dor abdominal, agitação, vertigem155 e depressão. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos, mas foram relatados casos de óbitos após superdoses com diversas drogas, incluindo o topiramato.
Superdose com topiramato pode resultar em acidose metabólica74 severa (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – Acidose metabólica74).
A maior superdose relatada com topiramato foi calculada em 96-110 g e resultou em coma202 com duração de 20-24 horas seguido de recuperação total após 3 a 4 dias.

Tratamento: Na superdose aguda de topiramato, se a ingestão for recente, o estômago203 deve ser esvaziado imediatamente por lavagem ou por indução da emese204. O carvão ativado adsorveu o topiramato in vitro. O tratamento deve ser de suporte. A hemodiálise24 é um método eficaz para a retirada do topiramato do organismo. O paciente deve ser bem hidratado.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

 

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
5 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
6 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
9 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
10 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
11 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
12 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
13 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
14 Enxaquecas: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
15 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
16 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
17 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
18 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
19 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
20 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
21 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
22 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
23 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
24 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
25 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
26 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
27 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
28 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
29 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
30 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
31 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
32 Amígdala: Designação comum a vários agregados de tecido linfoide, especialmente o que se situa à entrada da garganta; tonsila.
33 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
34 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
35 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
36 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
37 Músculo Liso: Um dos músculos dos órgãos internos, vasos sanguíneos, folículos pilosos etc.; os elementos contráteis são alongados, em geral células fusiformes com núcleos de localização central e comprimento de 20 a 200 mü-m, ou ainda maior no útero grávido; embora faltem as estrias traversas, ocorrem miofibrilas espessas e delgadas; encontram-se fibras musculares lisas juntamente com camadas ou feixes de fibras reticulares e, freqüentemente, também são abundantes os ninhos de fibras elásticas. (Stedman, 25ª ed)
38 Bexiga Urinária: Saco musculomembranoso ao longo do TRATO URINÁRIO. A URINA flui dos rins (KIDNEY) para dentro da bexiga via URETERES (URETER) e permanece lá até a MICÇÃO. Sinônimos: Bexiga
39 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
40 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
41 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
42 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
43 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
44 Esqueleto:
45 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
46 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
47 Tíbia: Osso localizado no lado ântero-medial da perna. Ela apresenta duas epífises e uma diáfise e articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.
48 Fêmur: O mais longo e o maior osso do esqueleto; está situado entre o quadril e o joelho. Sinônimos: Trocanter
49 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
50 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
51 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
52 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
53 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
54 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
55 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
56 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
57 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
58 Flanco: 1. O lado (de qualquer coisa). Na anatomia humana, é cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros. 2. Em construção, é a parte entre o baluarte e a cortina. 3. Em futebol, é o lado do campo. 4. Em geologia, é cada um dos lados de uma dobra. 5. Em termo militar, é a parte lateral de uma posição ou de uma tropa formada em profundidade.
59 Hipercalciúria: Eliminação de quantidade anormalmente grande de cálcio na urina.
60 Miopia: Incapacidade para ver de forma clara objetos que se encontram distantes do olho.Origina-se de uma alteração dos meios de refração do olho, alteração esta que pode ser corrigida com o uso de lentes especiais, e mais recentemente com o uso de cirurgia a laser.
61 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
62 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
63 Câmara Anterior: Espaço localizado no olho, preenchido com humor aquoso, limitado anteriormente pela córnea e uma pequena porção da esclera, e posteriormente por uma pequena porção do corpo ciliar, pela íris e pela parte do cristalino que se apresenta através da pupila.
64 Hiperemia: Congestão sanguínea em qualquer órgão ou parte do corpo.
65 Pressão intraocular: É a medida da pressão dos olhos. É a pressão do líquido dentro do olho.
66 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
67 Efusão: 1. Saída de algum líquido ou gás; derramamento, espalhamento. 2. No sentido figurado, manifestação expansiva de sentimentos amistosos, de afeto, de alegria. 3. Escoamento de um gás através de uma pequena abertura, causado pela agitação térmica das moléculas do gás. 4. Derramamento de lava relativamente fluida sobre a superfície terrestre.
68 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
69 Íris: Membrana arredondada, retrátil, diversamente pigmentada, com um orifício central, a pupila, que se situa na parte anterior do olho, por trás da córnea e à frente do cristalino. A íris é a estrutura que dá a cor ao olho. Ela controla a abertura da pupila, regulando a quantidade de luz que entra no olho.
70 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
71 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
72 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
73 Campo visual: É toda a área que é visível com os olhos fixados em determinado ponto.
74 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
75 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
76 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
77 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
78 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
79 Sequela: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
80 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
81 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
82 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
83 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
84 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
85 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
86 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
87 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
88 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
89 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
90 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
91 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
92 Útero: É o maior órgão do sistema reprodutor feminino. Sua função principal é receber o óvulo fertilizado e dar-lhe todas as condições para o seu desenvolvimento.
93 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
94 Lábio leporino: Alteração congênita na qual existe uma solução de continuidade no palato (céu da boca), que comunica a cavidade oral à nasal. Pode ser total (quando o palato duro, que é ósseo, está envolvido) ou parcial (quando apenas as partes moles, como lábios, gengiva, mucosas estão envolvidas).
95 Hipospádia: Deformação congênita das vias urinárias, na qual a abertura da uretra se encontra na face inferior ou ventral do pênis ou, na mulher, dentro da vagina.
96 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
97 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
98 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
99 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
100 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
101 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
102 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
103 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
104 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
105 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
106 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
107 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
108 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
109 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
110 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
111 Coadjuvante: Que ou o que coadjuva, auxilia ou concorre para um objetivo comum.
112 Refratárias: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
113 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
114 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
115 Diplopia: Visão dupla.
116 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
117 Nistagmo: Movimento involuntário, rápido e repetitivo do globo ocular. É normal dentro de certos limites diante da mudança de direção do olhar horizontal. Porém, pode expressar doenças neurológicas ou do sistema de equilíbrio.
118 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
119 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
120 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
121 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
122 Raiva: 1. Doença infecciosa freqüentemente mortal, transmitida ao homem através da mordida de animais domésticos e selvagens infectados e que produz uma paralisia progressiva juntamente com um aumento de sensibilidade perante estímulos visuais ou sonoros mínimos. 2. Fúria, ódio.
123 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
124 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
125 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
126 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
127 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
128 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
129 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
130 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
131 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
132 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
133 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
134 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
135 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
136 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
137 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
138 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
139 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
140 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
141 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
142 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
143 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
144 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
145 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
146 Rinorreia: Escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório.
147 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
148 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
149 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
150 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
151 Artralgia: Dor em uma articulação.
152 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
153 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
154 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
155 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
156 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
157 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
158 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
159 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
160 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
161 Polidipsia: Sede intensa, pode ser um sinal de diabetes.
162 Anorgasmia: Ausência de orgasmo ou incapacidade para obtê-lo.
163 Apatia: 1. Em filosofia, para os céticos e os estoicos, é um estado de insensibilidade emocional ou esmaecimento de todos os sentimentos, alcançado mediante o alargamento da compreensão filosófica. 2. Estado de alma não suscetível de comoção ou interesse; insensibilidade, indiferença. 3. Em psicopatologia, é o estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse. 4. Por extensão de sentido, é a falta de energia (física e moral), falta de ânimo; abatimento, indolência, moleza.
164 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
165 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
166 Afasia: Sintoma neurológico caracterizado pela incapacidade de expressar-se ou interpretar a linguagem falada ou escrita. Pode ser produzida quando certas áreas do córtex cerebral sofrem uma lesão (tumores, hemorragias, infecções, etc.). Pode ser classificada em afasia de expressão ou afasia de compreensão.
167 Ritmo circadiano: Também conhecido como ciclo circadiano, o ritmo circadiano representa o período de um dia (24 horas) no qual se completam as atividades do ciclo biológico dos seres vivos. Uma das funções deste sistema é o ajuste do relógio biológico, controlando o sono e o apetite. Através de um marca-passo interno que se encontra no cérebro, o ritmo circadiano regula tanto os ritmos materiais quanto os psicológicos, o que pode influenciar em atividade como: digestão em vigília, renovação de células e controle de temperatura corporal.
168 Disestesia: Distúrbio da sensibilidade superficial tátil.
169 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
170 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
171 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
172 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
173 Ambliopia: Ambliopia ou “olho preguiçoso” é um termo oftalmológico usado para definir a baixa visão que não é corrigida com óculos. Isso quer dizer que a causa desse déficit não está especificamente no olho, mas sim na região cerebral que corresponde à visão e que não foi devidamente estimulada no momento certo (“o olho não aprende a ver”). Afeta 1 a 2% da população, sendo a principal causa de baixa visão nas crianças. É um problema que pode passar despercebido pela criança ou pelos pais, por isso as triagens visuais para as crianças são tão importantes.
174 Presbiopia: Alteração da visão associada ao envelhecimento. Neste distúrbio existe uma maior rigidez do cristalino (órgão do olho que é responsável pela acomodação visual, ou seja, a propriedade que nos permite enxergar objetos próximos e distantes), que produz dificuldade para ver objetos próximos.
175 Escotoma: Região da retina em que há perda ou ausência da acuidade visual devido a patologias oculares.
176 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
177 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
178 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
179 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
180 Disfonia: Alteração da produção normal de voz.
181 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
182 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
183 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
184 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
185 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
186 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
187 Incontinência: Perda do controle da bexiga ou do intestino, perda acidental de urina ou fezes.
188 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
189 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
190 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
191 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
192 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
193 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
194 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
195 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
196 Olhos:
197 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
198 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
199 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
200 Inchaço: Inchação, edema.
201 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
202 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
203 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
204 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.

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