

AltaD (Bula do profissional de saúde)
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
AltaD
colecalciferol
Comprimido revestido
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 1.000 UI - embalagem com 30 comprimidos revestidos.
Comprimidos revestidos 7.000 UI - embalagem com 8 comprimidos revestidos.
Comprimidos revestidos 50.000 UI - embalagem com 4 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
Componente |
Concentração |
IDR* |
Colecalciferol (Vitamina1 D3) |
1.000 UI |
1.000 % |
7.000 UI |
3.500 % |
|
50.000 UI |
25.000 % |
*IDR: Ingestão Diária Recomendada para adultos.
Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, talco, dióxido de titânio, macrogol, copolímero de metacrilato de butila, metacrilato de dimetilaminoetila e metacrilato de metila, álcool isopropílico e água destilada.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE2
INDICAÇÕES
AltaD (colecalciferol) é um medicamento a base de colecalciferol (vitamina1 D3), indicado para pacientes3 que apresentam insuficiência4 e deficiência de vitamina1 D.
Pode ser utilizado na prevenção e tratamento auxiliar na desmineralização óssea, prevenção e tratamento do raquitismo5, osteomalacia6 e prevenção no risco de quedas e fraturas.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
De acordo com a IOF – Internacional Osteoporosis Fundation a concentração desejável de 25(OH)D é de no mínimo 30ng/mL. Sendo assim, é considerada uma condição insuficiente concentrações acima de 20ng/mL e abaixo de 30ng/mL e deficiente inferior a 20ng/mL. Estima-se que 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo apresentam deficiência ou insuficiência4 de vitamina1 D.
Quando dosagens de 25(OH)D demonstrarem valores inferiores a 30ng/mL a dose de ataque de 7000UI/ dia ou 50000/semana faz-se necessária até atingir o valor desejado. Em casos de insuficiência4 doses de 3000UI a 5000UI/dia demonstraram ser necessárias. Ao atingir o valor de 30ng/ml a dose de até 2000UI como manutenção foi eficaz, fazendo- se necessária a monitorização dos níveis séricos de 25(OH)D.
Como no raquitismo5, na deficiência de vitamina1 D, a suplementação7 deve ser feita com vitamina1 D (colecalciferol) e não com calcitrol. Diversos estudos têm proposto esquemas diferentes de doses e aspecto mais importante parece ser a dose cumulativa e não sua frequência. Um estudo comparou 3 posologias diferentes em mulheres idosas com fratura8 de quadril prévia (1.500UI por dia, 10.500UI por semana e 45.000UI por mês) demonstrou que os 3 grupos de tratamento apresentaram aumento semelhante dos níveis séricos de 25-OH-vitamina1 D. Diversos estudos têm demonstrado que este tratamento corrige as alterações do metabolismo9 óssea e melhora os sintomas10 e a força muscular. Além disso, foi observado a redução do número de quedas, que é um fator de risco11 importante para fraturas. Existem evidências de que a suplementação7 de vitamina1 D pode ter outros benefícios, como melhora em eventos cardiovasculares e até redução de mortalidade12.
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
A vitamina1 D3 é considerada uma vitamina1 antirraquítica indispensável para o metabolismo9 do cálcio.
A deficiência de vitamina1 D é uma das principais causas tanto de raquitismo5 como de osteomalácia6. Esta vitamina1 normalmente é sintetizada na pele13 humana exposta a raios UVB e transformada em 25-hidroxvitamina D no fígado14, que é a forma mais abundante da vitamina1 e é medida como marcador de suficiência da mesma. No rim15, sob controle mais estrito, é sintetizada a forma mais ativa dessa vitamina1 a 1-25-di-dihidroxivitamina D.
O melhor indicador clínico dos níveis de vitamina1 D é a mensuração da concentração plasmática de 25(OH)D. A hipovitaminose ocorre quando os níveis plasmáticos de 25(OH)D estão inferiores a 30ng/mL., sendo a concentração desejável acima de 30ng/mL.
Condição |
Concentração 25(OH)D |
Desejável |
No mínimo 30ng/mL |
Insuficiente |
Acima de 20 ng/mL e abaixo de 30ng/mL |
Deficiente |
Inferior a 20ng/mL |
A vitamina1 D3 atua regulando positivamente a homeostasia16 do cálcio. É essencial para promover a absorção e utilização de cálcio e fosfato e para calcificação17 normal dos ossos.
A vitamina1 D3, o paratohormônio e a calcitonina18 são os principais reguladores da concentração do cálcio no plasma19. O mecanismo pelo qual a vitamina1 D3 atua para manter as concentrações de cálcio e fosfato normais, é facilitando sua absorção no intestino delgado20 potencializando sua mobilização nos ossos e diminuindo sua excreção renal21. Estes processos servem para manter as concentrações de cálcio e potássio no plasma19 em níveis ideais, essenciais para a atividade neuromuscular normal, mineralização dos ossos e outras funções dependentes do cálcio. A vitamina1 D3 é rapidamente absorvida pelo intestino delgado20, ligando-se a alfa-globulinas22 específicas para o seu transporte. Sua eliminação é essencialmente biliar e renal21.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Hipervitaminose D, hipercalcemia ou osteodistrofia23 renal21 com hiperfosfatemia.
Gravidez24 e Lactação25
De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas, este medicamento apresenta categoria de risco C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
A vitamina1 D3 não deve ser administrada em pacientes com hipercalcemia e deve ser administrada com cautela em paciente com insuficiência renal26 ou cálculos, ou em pacientes com doença cardíaca, que apresentam maior risco de dano ao órgão caso ocorra hipercalcemia. As concentrações plasmáticas de fosfato devem ser controladas durante o tratamento com vitamina1 D3, visando reduzir o risco de calcificação17 ectópica27. Recomenda-se a monitorização regular da concentração de cálcio em pacientes recebendo doses farmacológicas de vitamina1 D3.
Em caso de hipervitaminose D, recomenda-se administrar dieta com baixa quantidade de cálcio, grandes quantidades de líquido e se necessário glicocorticóides.
Uso em idosos
Não existem restrições ou cuidados especiais quanto ao uso do produto por pacientes idosos. Estudos têm relatado que idosos podem ter níveis mais baixos de vitamina1 D do que os adultos jovens, especialmente aqueles com pouca exposição solar.
Gravidez24 e Lactação25
De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas, este medicamento apresenta categoria de risco C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Antiácidos28 que contenham magnésio quando usados concomitantemente com vitamina1 D podem resultar em hipermagnesemia, especialmente na presença de insuficiência renal26 crônica.
O uso concomitante de vitamina1 D com análogos, especialmente calcifediol, não é recomendado devido ao efeito aditivo e aumento do potencial tóxico. Preparações que contenham cálcio em doses elevadas ou diuréticos29 tiazídicos quando usados concomitantemente com vitamina1 D, aumentam o risco de hipercalcemia e as que contém fósforo também em doses elevadas aumentam o risco potencial de hiperfosfatemia. Alguns antiepilépticos (ex.: carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona) podem aumentar a necessidade de vitamina1 D3. O uso concomitante de AltaD (colecalciferol) com outros produtos contendo vitamina1 D3 não é recomendado devido ao efeito aditivo e aumento do potencial tóxico.
Os anticonvulsionantes e os barbitúricos podem acelerar a metabolização de vitamina1 D3, reduzindo a sua eficácia.
CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade. Nestas condições, o medicamento se manterá próprio para o consumo, respeitando o prazo de validade indicado na embalagem.
Este medicamento é válido por 24 meses após a data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas
AltaD (colecalciferol) encontra-se na forma de comprimidos revestidos bicôncavos brancos.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
POSOLOGIA E MODO DE USAR
Comprimidos revestidos: deve ser utilizado por via oral. Não há estudos dos efeitos de AltaD (colecalciferol) administrada por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser somente pela via oral.
Posologia
Dose de manutenção para manter os níveis de 25(OH)D consistentemente acima de 30ng/mL.
- Comprimidos Revestidos 1.000UI: Ingerir, por via oral, 01 a 02 comprimidos ao dia, preferencialmente próximo às refeições.
- Comprimidos Revestidos 5.000UI: Ingerir, por via oral, 02 comprimidos por semana, preferencialmente próximo às refeições.
- Comprimidos Revestidos 7.000UI: Ingerir, por via oral, 01 comprimido por semana, preferencialmente próximo às refeições.
Doses de ataque
Concentração de 25(OH)D acima de 20ng/mL e abaixo de 30ng/mL
- Comprimidos Revestidos 5.000UI: Ingerir, por via oral, 01 comprimido ao dia, preferencialmente próximo às refeições, durante seis a oito semanas ou até atingir o valor desejado.
Concentração de 25(OH)D abaixo de 20ng/mL
- Comprimidos Revestidos 7.000UI: Ingerir, por via oral, 01 comprimido ao dia, preferencialmente próximo às refeições, durante seis a oito semanas ou até atingir o valor desejado
- Comprimidos Revestidos 50.000UI: Ingerir, por via oral, 01 comprimido por semana, preferencialmente próximo às refeições, durante seis a oito semanas ou até atingir o valor desejado. Ingerir os comprimidos com quantidade suficiente de líquido.
A resposta ao tratamento com vitamina1 D é muito variável. Portanto, diferentes esquemas posológicos podem ser prescritos, dependendo da patologia30, do nível sérico de 25(OH)D e da resposta do paciente ao tratamento. Assim, a dosagem pode variar em uma faixa terapêutica31 entre 1.000 a 50.000UI, com doses diárias, semanais ou mensais.
Ingerir os comprimidos com quantidade suficiente de líquido.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
REAÇÕES ADVERSAS
Na hipervitaminose D tem sido relatado casos de secura da boca32, dor de cabeça33, polidipsia34, poliúria35, perda de apetite, náuseas36, vômitos37, fadiga38, sensação de fraqueza, aumento da pressão arterial39, dor muscular, prurido40 e perda de peso.
Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
SUPERDOSE
Na ocorrência de superdosagem a administração do produto deve ser imediatamente interrompida, instituindo-se tratamento sintomático41 e de suporte. A intoxicação por vitamina1 D ocorre quando altas doses foram ingeridas inadvertida ou intencionalmente. A vitamina1 D tem baixo risco de toxicidade42, em um estudo foi utilizada a dose a 10.000UI por dia por cinco meses e não houve toxicidade42.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 7226001, se você precisar de mais orientações.
DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
M.S.: 1.0043.1202
Farm. Resp. subst.: Dra. Ivanete A. Dias Assi - CRF-SP n.º: 41.116
Fabricado por:
Ativus Farmacêutica Ltda.
Rua Fonte Mécia, 2.050 - Caixa Postal 489
CEP: 13.273-900 - Valinhos-SP
Registrado por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Av. Vereador José Diniz, 3.465
São Paulo - SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira
SAC 0800 704 3876
