Bula do paciente Bula do profissional

Clexane
(Bula do profissional de saúde)

SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA

Atualizado em 21/05/2020

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Clexane®
enoxaparina sódica
Solução Injetável

APRESENTAÇÕES

Solução injetável 20 mg: embalagem com 2 e 10 seringas pré-enchidas com sistema de segurança.
Solução injetável 40 mg: embalagem com 2 e 10 seringas pré-enchidas com sistema de segurança.
Solução injetável 60 mg: embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas com sistema de segurança.
Solução injetável 80 mg: embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas com sistema de segurança.
Solução injetável 100 mg: embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas com sistema de segurança.

USO SUBCUTÂNEO1 OU INTRAVENOSO (a via de administração varia de acordo com a indicação do produto)
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 20 mg contém:

enoxaparina sódica 20,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,2 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 40 mg contém:

enoxaparina sódica 40,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,4 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 60 mg contém:

enoxaparina sódica 60,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,6 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 80 mg contém:

enoxaparina sódica 80,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,8 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 100 mg contém:

enoxaparina sódica 100,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 1,0 mL

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSINAIS DE SAÚDE3

INDICAÇÕES

  • Tratamento da trombose venosa profunda4 com ou sem embolismo5 pulmonar;
  • Tratamento da angina6 instável e infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST, administrado concomitantemente ao ácido acetilsalicílico;
  • Tratamento de infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST, incluindo pacientes a serem tratados clinicamente ou com subsequente intervenção coronariana percutânea;
  • Profilaxia do tromboembolismo11 venoso, em particular aqueles associados à cirurgia ortopédica ou à cirurgia geral;
  • Profilaxia do tromboembolismo11 venoso em pacientes acamados devido a doenças agudas incluindo insuficiência cardíaca12, falência respiratória, infecções13 severas e doenças reumáticas;
  • Prevenção da formação de trombo14 na circulação15 extracorpórea durante a hemodiálise16.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Cirurgia abdominal

Em um estudo duplo-cego17 em pacientes submetidos à cirurgia eletiva18 de tumores gastrointestinais, urológicos19, ou do trato ginecológico, um total de 1116 pacientes foram incluídos e 1115 receberam profilaxia de TEV. Clexane 40 mg SC, uma vez ao dia, começando 2h antes da cirurgia e continuado por um período de no máximo 12 dias após a cirurgia, teve sua eficácia comparada a da heparina não fracionada (HNF) 5000 U SC a cada 8h na redução do risco de trombose venosa profunda4 (TVP). Os dados de eficácia são apresentados abaixo [ver tabela 1] (Bergqvist et al, 1997).

Tabela 1: Eficácia de Clexane na profilaxia de TVP após cirurgia abdominal

Indicação

Regime

Clexane
40 mg SC cada 24h
n (%)

Heparina
5000 U SC cada 8h
n (%)

Todos os pacientes submetidos à cirurgia abdominal que receberam profilaxia

555 (100)

560 (100)

TEV total1 (%)

56 (10,1)
(95% IC2: 8 a 13)

63 (11,3)
(95% IC: 9 a 14)

Somente TVP (%)

54 (9,7)
(95% IC: 7 a 12)

61 (10,9)
(95% IC: 8 a 13)

1 TEV = tromboembolismo11 venoso incluíram TVP, EP e óbitos considerados de causa tromboembólica.
2 IC = Intervalo de Confiança

Em outro estudo duplo-cego17, Clexane 40 mg SC uma vez ao dia foi comparado com HNF 5000 U SC a cada 8h, em pacientes submetidos à cirurgia colorretal (um terço deles com câncer20). Um total de 1347 pacientes foi incluído no estudo e todos receberam tratamento. A profilaxia foi iniciada aproximadamente 2h antes da cirurgia e continuada por aproximadamente 7 a 10 dias após a cirurgia. Os dados de eficácia são apresentados abaixo [ver tabela 2] (MacLeod RS et al, 2001).

Tabela 2: Eficácia de Clexane na profilaxia de TVP após cirurgia de câncer20 colorretal

Indicação

Regime

Clexane
40 mg SC cada 24h n (%)

Heparina
5000 U SC cada 8h n (%)

Todos os pacientes submetidos à cirurgia colorretal que receberam profilaxia

673 (100)

674 (100)

TEV total1 (%)

48 (7,1)
(95% IC2: 5 a 9)

45 (6,7)
(95% IC: 5 a 9)

Somente TVP (%)

47 (7,0)
(95% IC: 5 a 9)

44 (6,5)
(95% IC: 5 a 8)

1 TEV = tromboembolismo11 venoso incluíram TVP, EP e óbitos considerados de causa tromboembólica.
2 IC = Intervalo de Confiança

Artroplastia de quadril

Em um estudo duplo-cego17, randomizado21, Clexane 40 mg SC uma vez ao dia foi comparado com HNF 5000 U SC a cada 8h, após artroplastia total de quadril. A profilaxia foi iniciada 12h antes da cirurgia, no caso da enoxaparina, e 2h antes da cirurgia, no caso da heparina. Um total de 237 pacientes foram randomizados no estudo e receberam profilaxia. Os resultados de eficácia são mostrados na tabela abaixo [ver tabela 3] (Planes et al 1988).


Tabela 3: Eficácia de Clexane na profilaxia de TVP após artroplastia total de quadril

Indicação

Regime

Clexane
40 mg SC cada 24h

Heparina
5000 U SC cada 8h

TVP total

12,5%1

25%

TVP proximal22 (%)

7,5%2

18,5%

1 valor de p versus heparina = 0,03; redução de risco relativo de 50%
2 valor de p versus heparina = 0,014; redução de risco relativo de 59%

Um estudo duplo-cego17, multicêntrico, comparou três regimes de dose de Clexane em pacientes submetidos à artroplastia de quadril. Um total de 572 pacientes foram randomizados e 568 receberam a profilaxia proposta.

Profilaxia com Clexane foi iniciada 2 dias após a cirurgia e continuou por 7 a 11 dias após a cirurgia. Os dados de eficácia são fornecidos abaixo [ver tabela 4] (Spiro et al, 1994).


Tabela 4: Eficácia de Clexane na profilaxia de TVP após cirurgia de artroplastia de quadril

Indicação

Regime

10 mg SC cada 24h n (%)

30 mg SC cada 12h n (%)

40 mg SC cada 24h n (%)

Todos os pacientes

161 (100)

208 (100)

199 (100)

TVP total (%)

40 (25)

22 (11)1

27 (14)

TVP proximal22 (%)

17 (11)

8 (4)2

9 (5)

1 valor de p versus Clexane 10 mg cada 24h = 0,0008
2 valor de p versus Clexane 10 mg cada 24h = 0,0168

Não houve diferença significativa entre os regimes de 30 mg cada 12h e 40 mg cada 24h.

Em um estudo de profilaxia estendida para pacientes23 submetidos à artroplastia de quadril, os pacientes receberam durante a internação, Clexane 40 mg SC iniciado 12h antes da cirurgia para prevenir TVP pós- operatória. Ao final do período perioperatório, todos os pacientes foram submetidos à venografia bilateral. Seguindo um desenho duplo-cego, todos os pacientes sem evidência de doença tromboembólica foram randomizados para um regime pós-alta de Clexane 40 mg (n = 90) por via SC, uma vez ao dia ou de placebo24 (n = 89) por 3 semanas. Nessa população de pacientes, a incidência25 de TVP durante a fase de profilaxia estendida foi significativamente mais baixa no grupo que recebeu Clexane comparado ao placebo24. Os dados de eficácia são apresentados na tabela abaixo [ver tabela 5] (Planes et al 1996).


Tabela 5: Eficácia de Clexane na profilaxia estendida de TVP após artroplastia de quadril

Indicação (Pós-alta)

Regime pós-alta

Clexane
40 mg SC cada 24h n (%)

Placebo24
SC cada 24h n (%)

Todos os pacientes com profilaxia estendida

90 (100)

89 (100)

TVP total (%)

6 (7)1
(95% IC2: 3 a 14)

18 (20)
(95% IC: 12 a 30)

TVP proximal22 (%)

5 (6)3
(95% IC: 2 a 13)

7 (8)
(95% IC: 3 a 16)

1 valor de p versus placebo24 = 0,008
2 IC= Intervalo de confiança
3 valor de p versus placebo24 = 0,537

Em um segundo estudo, pacientes submetidos à artroplastia de quadril receberam durante a hospitalização Clexane 40 mg SC, iniciado 12h antes da cirurgia. Todos os pacientes foram examinados em busca de sinais26 e sintomas27 de doença tromboembólica. Pacientes sem qualquer sinal28 de TEV foram randomizados para um regime pós-alta com Clexane 40 mg SC uma vez ao dia (n = 131) ou placebo24 (n = 131) por 3 semanas. Um total de 262 pacientes foram randomizados nessa fase duplo-cega. De modo semelhante ao primeiro estudo, a incidência25 de TVP durante a profilaxia estendida foi significativamente menor com Clexane quando comparado ao placebo24, com diferença estatisticamente significativa tanto na incidência25 TVP total (Clexane [16%] versus placebo24 45 [34%]; p = 0,001) quanto na de TVP proximal22 (Clexane 8 [6%] versus placebo24 28 [21%]; p = <0,001) (Bergqvist et al, 1996).

Artroplastia de joelho

Um total de 132 pacientes foram randomizados no estudo e 131 receberam profilaxia. Após hemostasia29, profilaxia foi iniciada 12 a 24h após a cirurgia e continuada por até 15 dias. A incidência25 de TVP total e proximal22 após cirurgia foi significativamente mais baixa no grupo que recebeu Clexane comparado ao placebo24. Os dados de eficácia são mostrados abaixo [ver tabela 6] (Leclerc et al, 1992).


Tabela 6: Eficácia de Clexane na profilaxia de trombose venosa profunda4 após artroplastia total de joelho

Indicação

Regime

Clexane 30 mg
cada12h SC n (%)

Placebo24 q12h SC n (%)

Todos os pacientes submetidos a artroplastia de joelho

47 (100)

52 (100)

TVP Total (%)

5 (11)1
(95% IC2: 1 a 21)

32 (62)
(95% IC: 47 a 76)

TVP proximal22 (%)

0 (0)3
(95% LC superior4: 5)

7 (13)
(95% IC: 3 a 24)

1 valor de p versus placebo24 = 0,0001
2 IC = Intervalo de Confiança
3 valor de p versus placebo24 = 0,013
4 LC = Limite de Confiança

Ainda em artroplastia eletiva18 de joelho, outro estudo clínico aberto, de grupos paralelos, randomizado21, comparou Clexane 30 mg SC a cada 12h com heparina 5000 U SC a cada 8h. Um total de 453 pacientes foram randomizados e todos receberam profilaxia conforme o grupo designado. A profilaxia iniciou-se após a cirurgia e continuou até 14 dias. A incidência25 de trombose venosa profunda4 foi significativamente menor com Clexane, comparada com heparina (Cowell et al, 1995).

Profilaxia de tromboembolismo11 em pacientes clínicos com mobilidade reduzida durante doença aguda Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, de grupos paralelos, Clexane 20 mg ou 40 mg SC uma vez ao dia foi comparado com placebo24 na profilaxia de TVP em pacientes clínicos com mobilidade restrita durante uma doença aguda (definida como distância percorrida <10 metros em tempo ? 3 dias). Esse estudo incluiu pacientes com insuficiência cardíaca12 (NYHA Classe funcional III ou IV); insuficiência respiratória aguda30 ou insuficiência respiratória crônica31 complicada (sem necessidade de suporte ventilatório): infecção32 aguda (exceto choque33 séptico) ou doença reumatológica aguda. Um total de 1102 pacientes foi incluído no estudo, e 1073 pacientes receberam profilaxia. A terapia foi continuada por até 14 dias (media de duração de 7 dias). Quando administrado numa dose de 40 mg SC 1x/dia, Clexane reduziu significativamente a incidência25 de TVP comparado ao placebo24. Dados de eficácia são mostrados abaixo [ver tabela 7] (Samama et al, 1999).


Tabela 7: Eficácia do Clexane em pacientes clínicos com mobilidade reduzida durante doença aguda

Indicação

Regime

Clexane
20 mg SC 1x/dia
n (%)

Clexane
40 mg SC 1x/dia
n (%)

Placebo24
n (%)

Todos os pacientes clínicos que receberam profilaxia durante doença aguda

351 (100)

360 (100)

362 (100)

Falha terapêutica341 TEV Total2 (%)

43 (12,3)

16 (4,4)

43 (11,9)

TVP Total (%)

43 (12,3)
(95% IC3 8,8 to 15,7)

16 (4,4)
(95% IC3 2,3 to 6,6)

41 (11,3)
(95% IC3 8,1 to 14,6)

TVP proximal22 (%)

13 (3,7)

5 (1,4)

14 (3,9)

1 Falha terapêutica34 durante os dias 1 e 14.
2 TEV = Eventos tromboembólicos, os quais incluem TVP, EP e óbito35 considerado de origem embólica.
3 IC = Intervalo de Confiança

O tratamento profilático com Clexane 40 mg SC ao dia reduziu em 63% o risco de TEV. Em aproximadamente 3 meses após a inclusão, a incidência25 de tromboembolismo11 permaneceu significativamente mais baixa no grupo que recebeu Clexane 40 mg versus o grupo placebo24.

Tratamento de trombose venosa profunda4 (TVP) com ou sem embolia36 pulmonar (EP)

Em um estudo multicêntrico, de grupos paralelos, 900 pacientes com TVP aguda de membro inferior associada ou não à embolia36 pulmonar foram randomizados para tratamento hospitalar com Clexane 1,5 mg/kg SC 1x/dia, Clexane 1 mg/kg SC cada 12h ou heparina em bolus37 (5000 UI) seguido de infusão contínua (administrada até atingir um TTPa de 55 a 85 segundos). Todos os pacientes receberam tratamento. Todos os pacientes também receberam varfarina sódica (dose ajustada de acordo com o TP para atingir um RNI (relação normatizada internacional) entre 2 e 3), a partir de 72h do início da terapia com Clexane ou HNF. Clexane ou HNF foram administrados por no mínimo 5 dias e até que o RNI desejado fosse atingido. Ambos os regimes de Clexane foram equivalentes à terapia com HNF em reduzir o risco de TEV recorrente. Os dados de eficácia são mostrados abaixo [ver tabela 8] (Merli et al, 2001).


Tabela 8: Eficácia de Clexane no tratamento da trombose venosa profunda4 com ou sem embolia36 pulmonar

Indicação

Regime1

Clexane
1,5 mg/kg SC 1x/dia
 

Clexane
1 mg/kg SC cada 12h
n (%)

Heparina
Terapia IV ajustada por TTPa
n (%)

Todos os pacientes com TVP tratados (com ou sem EP)

298 (100)

312 (100)

290 (100)

TEV Total2 (%)

13 (4,4)3

9 (2,9)3

12 (4,1)

Somente TVP (%)

11 (3,7)

7 (2,2)

8 (2,8)

TVP Proximal22 (%)

9 (3,0)

6 (1,9)

7 (2,4)

EP (%)

2 (0,7)

2 (0,6)

4 (1,4)

1 Todos os pacientes também foram tratados com varfarina sódica a partir de 72h do início do tratamento com Clexane ou heparina padrão.
2 TEV = evento tromboembólico (trombose venosa profunda4 [TVP] e/ou embolia36 pulmonar [EP]).
Os intervalos de confiança de 95% para a diferença de tratamento no TEV total foram: Clexane 1x/dia versus heparina (-3,0 to 3,5)
Clexane cada 12h versus heparina (-4,2 to 1,7).

Hemodiálise16

Em um estudo, pacientes com insuficiência renal38 terminal (n=36) fazendo hemodiálise16 3 vezes por semana, receberam Clexane ou HNF e depois foram trocados para o outro tratamento, a cada 12 semanas. Enoxaparina 1 mg/kg foi administrada na forma de bolus37 dentro da linha arterial antes da diálise39. Doses subsequentes de enoxaparina eram reduzidas para 0,2 mg/kg caso ocorresse sangramento. HNF 50 UI/kg foi administrada na forma de bolus37 dentro da linha arterial, seguida por uma dose de manutenção de 1000 UI/hora. As linhas e filtros de diálise39 ficaram significativamente mais limpas (sem coágulos) com Clexane em comparação com HNF (p<0,001) (Saltissi et al, 1999).

Tratamento de angina6 instável e infarto do miocárdio7 (IM) sem elevação do segmento ST (Cohen et al, 1997)

Em um grande estudo multicêntrico, 3171 pacientes incluídos na fase aguda de angina6 instável ou IM sem elevação do segmento ST foram randomizados para receber, em associação com ácido acetilsalicílico (100 a 325 mg, uma vez ao dia), 1 mg/kg de enoxaparina sódica em injeção subcutânea40 a cada 12 horas, ou HNF por administração IV, ajustada com base no tempo de tromboplastina41 parcial ativada (TTPa). Os pacientes foram tratados em ambiente hospitalar por um período mínimo de 2 e máximo de 8 dias, até estabilização clínica, procedimentos de revascularização ou alta hospitalar. Os pacientes foram acompanhados por 30 dias. A enoxaparina sódica, em comparação à HNF, diminuiu significativamente a incidência25 de angina6 recorrente, IM e óbito35, com redução do risco relativo de 16,2% no 14º dia, sustentado durante o período de 30 dias. Além disto, um número menor de pacientes do grupo tratado com enoxaparina sódica foi submetido à revascularização por angioplastia42 coronariana transluminal percutânea (ACTP) ou por enxerto43 de ponte arterial coronariana (15,8% de redução do risco relativo no 30º dia).

Tratamento do IM com elevação do segmento ST (Antman et al, 2006)

Em um grande estudo multicêntrico, 20479 pacientes diagnosticados com IM com elevação do segmento ST, elegíveis para receber terapia fibrinolítica, foram randomizados para receber: 1) enoxaparina sódica em bolus37 IV único de 30 mg acompanhado de 1 mg/kg por via SC, seguido de doses SC de 1 mg/kg a cada 12 horas; ou, 2) HNF por administração IV, ajustada com base no tempo de TTPa por 48 horas. Todos os pacientes também foram tratados com ácido acetilsalicílico por um período mínimo de 30 dias. A estratégia posológica de enoxaparina foi ajustada para pacientes23 acometidos por insuficiência renal38 severa e para pacientes23 idosos com idade maior ou igual a 75 anos. As injeções SC de enoxaparina foram administradas por um período máximo de 8 dias ou até que o paciente recebesse alta do hospital (considerando o que ocorresse primeiro).

Em um subgrupo deste mesmo estudo, 4716 pacientes foram submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) recebendo suporte antitrombótico com fármaco44 do estudo de modo cego. Portanto, para pacientes23 que utilizaram a enoxaparina, a ICP foi realizada com enoxaparina (sem troca) utilizando-se o regime estabelecido em estudos prévios, ou seja, caso a última dose SC tenha sido administrada há menos de 8 horas antes de o balão ser inflado, não se administra dose adicional e caso a última dose subcutânea45 tenha sido administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado, administra-se uma dose adicional de 0,3 mg/kg através de bolus37 intravenoso.

A enoxaparina sódica quando comparada com a HNF reduziu significativamente a incidência25 do desfecho primário, uma combinação de morte por qualquer causa ou reinfarto do miocárdio10 nos primeiros 30 dias após a randomização [9,9% no grupo tratado com enoxaparina, comparado a 12,0% no grupo tratado com heparina não- fracionada] com uma redução relativa do risco igual a 17% (P<0,001).

Os benefícios do tratamento com enoxaparina, evidenciados por uma série de resultados de eficácia, surgiram em 48 horas, tempo no qual houve uma redução de 35% do risco relativo de reinfarto do miocárdio10, quando comparado com o tratamento com HNF (P<0,001).

O efeito benéfico da enoxaparina no desfecho primário foi consistente entre os subgrupos principais do estudo, incluindo idade, sexo, local do infarto8, histórico de diabetes46, histórico de infarto do miocárdio7 anterior, tipo do fibrinolítico administrado e tempo para tratamento com o fármaco44 em estudo.

Houve um benefício significativo do tratamento com enoxaparina, quando comparado com o tratamento com HNF, em pacientes submetidos à ICP dentro de 30 dias após a randomização (23% de redução do risco relativo) ou em pacientes tratados com terapia medicamentosa (15% de redução do risco relativo, P = 0,27 para interação).

A incidência25 do desfecho composto de morte, reinfarto do miocárdio10 ou hemorragia47 intracraniana (uma medida do benefício clínico líquido), considerando-se os 30 primeiros dias, foi significativamente menor (p<0,0001) no grupo tratado com enoxaparina (10,1%) quando comparado com o grupo tratado com HNF (12,2%), representando uma redução de 17% do risco relativo em favor do tratamento com Clexane.

O efeito benéfico da enoxaparina no desfecho primário, observado durante os primeiros 30 dias, foi mantido por um período de acompanhamento de 12 meses.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Antman EM et al. for the ExTRACT-TIMI 25 Investigators. Enoxaparin versus UFH with Fibrinolysis for ST- Elevation Myocardial Infarction. N Engl J Med 2006;354:1477–88.

Bergqvist D et al. Low-molecular-weight heparin (enoxaparin) as prophylaxis against venous thromboembolism after total hip replacement. N Engl J Med. 1996;335(10):696–700.

Bergqvist et al. for the ENOXACAN Study Group. Efficacy and safety of enoxaparin versus unfractionated heparin for prevention of deep vein thrombosis in elective cancer20 surgery: A double-blind randomized multicentre trial with venographic assessment. Br J Surg. 1997;84:1099–1103.

Cohen M el al. A comparison of low-molecular-weight heparin with UFH for unstable coronary artery disease. N Engl J Med. 1997;337:447–452.

Colwell CW et al for the Enoxaparin Clinical Trial Group. Efficacy and safety of enoxaparin versus unfractionated heparin for prevention of deep venous thrombosis after elective knee arthroplasty. Clin Orthop. 1995; 321:19–27.

Leclerc JR et al. Prevention of deep vein thrombosis after major knee surgery. A randomized, double-blind trial comparing a low molecular weight heparin fragment (enoxaparin) to placebo24. Thromb Haemost. 1992; 67:417- 423.

MacLeod RS et al. Subcutaneous heparin versus low-molecular-weight heparin as thromboprophylaxis in patients undergoing colorectal surgery: results of the Canadian Colorectal DVT Prophylaxis Trial: a randomized, double-blind trial. Ann Surg 2001; 233: 438–444.

Merli G et al. Subcutaneous enoxaparin once or twice daily compared with intravenous UFH for treatment of venous thromboembolic disease. Ann Intern Med 2001;134,191–202.

Planès A et al. Prevention of postoperative venous thrombosis: A randomized trial comparing unfractionated heparin with low molecular weight heparin in patients undergoing total hip replacement. Thromb Haemost. 1988; 60:407–410.

Planes A et al. Risk of deep-venous thrombosis after hospital discharge in patients having undergone total hip replacement: double-blind randomised comparison of enoxaparin versus placebo24. Lancet. 1996; 348:224–8.

Saltissi D, Morgan C, Westhuyzen J, et al: Comparison of low-molecular-weight heparin (enoxaparin sodium) and standard unfractionated heparin for haemodialysis anticoagulation. Nephrol Dial Transplant 1999; 14:2698- 2703.

Samama MM et al. Comparison of enoxaparin with placebo24 for the prevention of venous thromboembolism in acutely ill medical patients. N Engl J Med 1999; 341: 793–800.

Spiro T et al. Efficacy and Safety of Enoxaparin to Prevent Deep Venous Thrombosis after Hip Replacement Surgery Ann Intern Med 1994; 121;2; 81–89.

Clinical Overview “Enoxaparin And History Of Heparin-Induced Thrombocytopenia” M. Berthon, PharmD (09- Feb-2017 / GPE-CL-2017–00111)

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS

O princípio ativo de Clexane é a enoxaparina sódica. Trata-se de uma heparina de baixo peso molecular com peso médio de 4.500 dáltons. A enoxaparina sódica é um sal de sódio. A distribuição do peso molecular é:

< 2000 dáltons

≤ 20%

2000 a 8000 dáltons

≥ 68%

> 8000 dáltons

≤ 18%

A enoxaparina sódica é obtida pela despolimerização alcalina do éster benzil heparina derivado da mucosa intestinal48 suína. Sua estrutura é caracterizada por um grupo ácido 2-O-sulfo-4-enepiranosurônico no final não redutor da cadeia e um 2-N, 6-O-dissulfo-D-glicosamina no final redutor da cadeia. Aproximadamente 20% (variando entre 15% e 25%) da estrutura da enoxaparina contêm um derivado 1,6 anidro no final redutor da cadeia polissacarídica.

Em um sistema purificado in vitro, a enoxaparina sódica apresenta alta atividade anti-Xa (aproximadamente 100 UI/mg) e baixa atividade anti-IIa ou antitrombina (aproximadamente 28 UI/mg). Estas atividades anticoagulantes49 são mediadas por antitrombina III (ATIII) resultando em atividade antitrombótica em humanos.

Além da sua atividade anti-Xa/IIa, as propriedades antitrombótica e anti-inflamatória da enoxaparina foram identificadas em indivíduos saudáveis e em pacientes, bem como em modelos não clínicos.

Estes incluem inibição ATIII-dependente de outros fatores de coagulação50, como fator VIIa, indução da liberação do inibidor da Via do Fator Tecidual endógeno, assim como uma liberação reduzida de fator de von Willebrand do endotélio vascular51 para a circulação15 sanguínea. Estes fatores são conhecidos por contribuir para o efeito antitrombótico global da enoxaparina.

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS

Características gerais

Os parâmetros farmacocinéticos da enoxaparina sódica foram estudados principalmente com relação ao tempo da atividade plasmática anti-Xa e também com relação à atividade anti-IIa, nos intervalos de dose recomendados após administrações subcutâneas únicas e repetidas e após administração intravenosa única.

A determinação quantitativa das atividades farmacocinéticas anti-Xa e anti-IIa foi realizada por métodos amidolíticos validados com substratos específicos e com a enoxaparina padrão calibrada contra o padrão internacional para heparinas de baixo peso molecular (NIBSC).

Biodisponibilidade e Absorção

A biodisponibilidade absoluta da enoxaparina sódica após administração subcutânea45, baseada na atividade anti- Xa, é próxima de 100%. Os volumes de injeção52 e concentração de doses no intervalo de 100–200 mg/mL não afetam os parâmetros farmacocinéticos em voluntários saudáveis.

A máxima atividade anti-Xa plasmática média é observada 3 a 5 horas após administração subcutânea45 alcançando, aproximadamente, 0,2; 0,4; 1,0 e 1,3 UI anti-Xa/mL após administração subcutânea45 de doses únicas de 20 mg, 40 mg, 1 mg e 1,5 mg/kg, respectivamente.

Um bolus37 intravenoso de 30 mg seguido imediatamente por uma dose subcutânea45 de 1 mg/kg a cada 12 horas forneceu um pico inicial de níveis de fator anti-Xa igual a 1,16 UI/mL (n = 16) e uma exposição média correspondente a 88% dos níveis do estado de equilíbrio. O estado de equilíbrio é alcançado no segundo dia de tratamento.

A farmacocinética da enoxaparina parece ser linear nos intervalos de dose recomendados. A variabilidade intra e interpacientes é baixa. Após repetidas administrações subcutâneas de 40 mg, uma vez ao dia, e de 1,5 mg/kg uma vez ao dia, em voluntários saudáveis, o estado de equilíbrio é alcançado no 2° dia, com uma taxa de exposição média aproximadamente 15% maior do que após a administração de dose única. O nível de atividade da enoxaparina no estado de equilíbrio é bem previsível pela farmacocinética de dose única. Após administrações subcutâneas repetidas de 1 mg/kg, num regime de 2 vezes ao dia, o estado de equilíbrio é alcançado entre o 3° e o 4° dia, com uma exposição média aproximadamente 65% maior do que após administração de dose única, e as concentrações máxima e mínima médias de aproximadamente 1,2 e 0,52 UI/mL, respectivamente. Baseada na farmacocinética da enoxaparina sódica, esta diferença no estado de equilíbrio é esperada e está dentro do intervalo terapêutico.

A atividade plasmática anti-IIa após a administração subcutânea45 é aproximadamente 10 vezes menor do que a atividade anti-Xa. A máxima atividade anti-IIa média é observada aproximadamente 3–4 horas após administração subcutânea45 e alcança 0,13 UI/mL e 0,19 UI/mL após administração repetida de 1 mg/kg, duas vezes ao dia e de 1,5 mg/kg, uma vez ao dia, respectivamente.

Distribuição

O volume de distribuição da atividade anti-Xa da enoxaparina sódica é de aproximadamente 5 L e é próximo do volume sanguíneo.

Metabolismo53

A enoxaparina é metabolizada principalmente no fígado54 por dessulfatação e/ou despolimerização formando moléculas de peso menor, que apresentam potência biológica muito reduzida.

Eliminação

A enoxaparina sódica é um fármaco44 de baixa depuração, com média de clearance plasmático anti-Xa de 0,74 L/h após infusão intravenosa de 1,5 mg/kg em 6 horas.

A eliminação parece ser monofásica, com meia-vida de aproximadamente 4 horas após uma dose subcutânea45 única, e até aproximadamente 7 horas após doses repetidas.

O clearance renal55 dos fragmentos56 ativos representa aproximadamente 10% da dose administrada e a excreção renal55 total dos fragmentos56 ativos e não-ativos é de 40% da dose.

Características em Populações Especiais

Idosos: com base nos resultados da análise farmacocinética populacional, o perfil cinético da enoxaparina sódica não é diferente em voluntários idosos comparados a voluntários jovens quando a função renal55 é normal. Entretanto, como é conhecido que a função renal55 diminui com o aumento da idade, pacientes idosos podem apresentar retardo na eliminação da enoxaparina sódica (vide item “5. Advertências e Precauções – Populações Especiais”, 8.Posologia e modo de usar – Populações Especiais” e o item a seguir “Insuficiência renal”).

Insuficiência renal38: observou-se uma relação linear entre o clearance plasmático de anti-Xa e o clearance de creatinina57 no estado de equilíbrio, o que indica um decréscimo do clearance da enoxaparina sódica em pacientes com função renal55 reduzida. A exposição anti-Xa representada pela AUC (área sob a curva), no estado de equilíbrio, é levemente aumentada na insuficiência renal38 leve (clearance de creatinina57 50 – 80 mL/min) e moderada (clearance de creatinina57 30 – 50 mL/min) após repetidas doses subcutâneas de 40 mg, uma vez ao dia. Em pacientes com insuficiência renal38 severa (clearance de creatinina57 < 30 mL/min), a AUC no estado de equilíbrio é significativamente aumentada em média em 65% após repetidas doses únicas diárias subcutâneas de 40 mg (vide itens “5. Advertências e Precauções – Populações especiais” e “8. Posologia e modo de usar – Populações especiais”).

Peso: após repetidas doses subcutâneas de 1,5 mg/kg, uma vez ao dia, a AUC média de atividade anti-Xa é levemente maior no estado de equilíbrio em voluntários saudáveis obesos (IMC58 30 – 48 kg/m2) em comparação aos voluntários controle não-obesos, embora a atividade máxima observada não tenha aumentado. Há menor clearance ajustado ao peso em voluntários obesos tratados com doses subcutâneas.

Quando se administram doses não ajustadas ao peso, a exposição da atividade anti-Xa é 52% maior em mulheres de peso baixo (< 45 kg) e 27% maior em homens de peso baixo (< 57 kg), após uma dose subcutânea45 única de 40 mg, quando comparada aos voluntários controle com peso normal (vide item “5. Advertências e Precauções – Populações especiais”).

Hemodiálise16: em um único estudo, a taxa de eliminação apresentou-se semelhante, porém a AUC foi duas vezes maior que na população controle, após uma dose intravenosa única de 0,25 ou 0,50 mg/kg.

Interações farmacocinéticas

Não foram observadas interações farmacocinéticas entre a enoxaparina e trombolíticos quando administrados concomitantemente.

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Não foram realizados estudos de longa duração em animais para avaliar o potencial carcinogênico da enoxaparina.

A enoxaparina não se mostrou mutagênica em testes in vitro, incluindo o teste Ames, o teste de mutação59 de células60 de linfoma61 em camundongos, o teste de aberração cromossômica linfocítica em humanos e os testes in vivo de aberração cromossômica na medula óssea62 de ratos.

Demonstrou-se que a enoxaparina não tem nenhum efeito na fertilidade ou no desempenho reprodutivo de ratos machos e fêmeas em doses subcutâneas de até 20 mg/kg/dia. Estudos teratológicos foram conduzidos em ratas e coelhas prenhes em doses subcutâneas de enoxaparina de até 30 mg/kg/dia. Não houve nenhuma evidência de efeitos teratogênicos63 ou fetotoxicidade devido à enoxaparina.

Além dos efeitos anticoagulantes49 da enoxaparina, não houve evidência de efeitos adversos em doses de 15 mg/kg/dia em 13 semanas de estudos de toxicidade64 subcutânea45, ambos em ratos e cães e em doses de 10 mg/kg/dia em 26 semanas de estudos de toxicidade64 subcutânea45 e intravenosa ambos em ratos e macacos.

CONTRAINDICAÇÕES

  • Hipersensibilidade à enoxaparina sódica, à heparina e seus derivados, inclusive outras heparinas de baixo peso molecular;
  • História de trombocitopenia65 induzida por heparina mediada por imunidade66 (HIT) nos últimos 100 dias ou na presença de anticorpos67 circulantes;
  • Hemorragias68 ativas de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de hemorragia47 incontrolável, incluindo acidente vascular cerebral69 hemorrágico70 recente.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Não administrar Clexane por via intramuscular.

Hemorragia47

Assim como com outros anticoagulantes49, pode ocorrer sangramento em qualquer local (vide item “9. Reações Adversas”). Se ocorrer sangramento, a origem da hemorragia47 deve ser investigada e tratamento apropriado deve ser instituído.

Clexane, assim como qualquer outra terapia anticoagulante71, deve ser utilizado com cautela em condições com alto risco de hemorragia47, tais como:

  • alterações na hemostasia29;
  • histórico de úlcera péptica72;
  • acidente vascular cerebral69 isquêmico73 recente;
  • hipertensão arterial74 severa não controlada;
  • retinopatia diabética75;
  • neurocirurgia ou cirurgia oftálmica recente;
  • uso concomitante de medicamentos que afetem a hemostasia29 (vide item “6. Interações Medicamentosas”).

Monitoramento da contagem plaquetária

O risco de trombocitopenia65 induzida por heparina (reação mediada por anticorpos67) também existe com heparinas de baixo peso molecular. Pode ocorrer trombocitopenia65, geralmente entre o 5º e 21º dia após o início do tratamento com Clexane. Portanto, recomenda-se a realização de contagem plaquetária antes do início e regularmente durante o tratamento. Na prática, em caso de confirmação de diminuição significativa da contagem plaquetária (30 a 50% do valor inicial), o tratamento com Clexane deve ser imediatamente interrompido e substituído por outra terapia.

Advertências Gerais

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) não devem ser intercambiáveis, pois existem diferenças entre elas quanto ao processo de fabricação, peso molecular, atividade anti-Xa específica, unidade e dosagem. Isto ocasiona diferenças em suas atividades farmacocinéticas e biológicas associadas (por exemplo, a atividade antitrombina e a interação plaquetária). Portanto, é necessário obedecer às instruções de uso de cada medicamento.

Anestesia76 espinhal/peridural77

Foram relatados casos de hematoma78 intraespinhal com o uso concomitante de Clexane e anestesia76 espinhal/peridural77, resultando em paralisia79 prolongada ou permanente. Estes eventos são raros com a administração de doses iguais ou inferiores a 40 mg/dia de Clexane. O risco destes eventos pode ser aumentado com administração de doses maiores de Clexane, uso de cateter epidural80 no pós-operatório ou em caso de administração concomitante de medicamentos que alteram a hemostasia29, tais como anti-inflamatórios não esteroidais (vide item “6. Interações Medicamentosas”). O risco parece também ser aumentado por traumatismo81 ou punções espinhais repetidas ou em pacientes com histórico de cirurgia ou deformidade espinhal.

Para reduzir o risco potencial de sangramento associado ao uso concomitante de Clexane e anestesia76/analgesia peridural77 ou espinhal, deve-se considerar o perfil farmacocinético do fármaco44 (vide item “3. Características Farmacológicas – Propriedades Farmacocinéticas”). A introdução e remoção do cateter devem ser realizadas quando o efeito anticoagulante71 de Clexane estiver baixo, no entanto, o momento exato para chegar a um efeito anticoagulante71 suficientemente baixo em cada paciente não é conhecido.

A introdução ou remoção do cateter deve ser postergada por pelo menos 12 horas após a administração de doses baixas de Clexane (20 mg uma vez ao dia, 30 mg uma ou duas vezes ao dia, ou 40 mg uma vez ao dia) e, pelo menos, 24 horas após a administração de doses mais elevadas de Clexane (0,75 mg/kg, duas vezes ao dia, 1 mg/kg duas vezes ao dia, ou 1,5 mg/kg uma vez ao dia). Níveis de anti-Xa ainda são detectáveis neste momento, e estes atrasos não são uma garantia de que um hematoma78 neuroaxial (espinhal) será evitado. Pacientes recebendo a dose de 0,75 mg/kg duas vezes ao dia, ou a dose de 1 mg/kg duas vezes ao dia não devem receber a segunda dose de enoxaparina no regime de duas vezes ao dia para permitir um atraso maior antes da colocação ou remoção do cateter. Da mesma forma, apesar de uma recomendação específica para o intervalo da dose subsequente de enoxaparina após a remoção do cateter não poder ser feita, considerar adiar esta dose seguinte por pelo menos quatro horas, com base numa avaliação do risco-benefício considerando tanto o risco de trombose82 como o risco de sangramento no contexto do procedimento e fatores de risco do paciente. Para pacientes23 com clearance de creatinina57 < 30 mL/minuto, são necessárias considerações adicionais porque a eliminação de enoxaparina é mais prolongada; considerar a duplicação do tempo de remoção de um cateter, pelo menos, 24 horas para a menor dose prescrita de enoxaparina (30 mg uma vez ao dia) e, pelo menos, 48 horas para a dose mais elevada (1 mg/kg/dia).

Caso o médico decida administrar anticoagulantes49 durante o uso de anestesia76 peridural77/espinhal ou punção lombar, deve-se empregar o monitoramento frequente para detectar qualquer sinal28 ou sintoma83 de lesão84 neurológica, tais como, dor na linha média da região dorsal, deficiências sensoriais e motoras (entorpecimento ou fraqueza dos membros inferiores), alterações intestinais e/ou urinárias. Os pacientes devem ser instruídos a informar imediatamente a seu médico caso apresentem qualquer sintoma83 ou sinal28 descrito acima. Em caso de suspeita de sinais26 ou sintomas27 de hematoma78 intraespinhal, devem ser efetuados o diagnóstico85 e tratamento, incluindo descompressão86 da medula espinhal87, com urgência88.

Trombocitopenia65 induzida pela heparina

A utilização de enoxaparina sódica em pacientes com história de HIT mediada por imunidade66 nos últimos 100 dias ou na presença de anticorpos67 circulantes está contraindicada. Os anticorpos67 circulantes podem persistir vários anos.

A enoxaparina sódica deve ser usada com extrema cautela em pacientes com história (mais de 100 dias) de trombocitopenia65 induzida por heparina sem anticorpos67 circulantes. A decisão de utilizar enoxaparina sódica neste caso, deve ser feita apenas após uma cuidadosa avaliação do risco benefício e após terem sido considerados tratamentos alternativos sem heparina.

Procedimentos de revascularização coronariana percutânea

Para minimizar o risco de sangramento após a instrumentação vascular89 durante o tratamento da angina6 instável, infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST e infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST, devem-se respeitar precisamente os intervalos entre as doses recomendadas de Clexane. É importante estabelecer a hemostasia29 no local da punção após a intervenção coronariana percutânea. Caso tenha sido utilizado um dispositivo de fechamento, a bainha de acesso vascular89 pode ser removida imediatamente. Caso tenha sido utilizado um método de compressão manual, a bainha deve ser removida 6 horas após a última administração intravenosa ou subcutânea45 de Clexane. Se o tratamento com Clexane continuar, a próxima dose programada não deve ser administrada antes de 6 a 8 horas após a remoção da bainha. Deve-se ter atenção especial ao local do procedimento para detecção de sinais26 de sangramento ou formação de hematoma78.

Gravidez90 e lactação91

Estudos em animais não demonstraram qualquer evidência de fetotoxicidade ou teratogenicidade. Em ratas prenhes, a passagem de 35S-enoxaparina sódica através da placenta para o feto92 é mínima.

Em humanos, não existe evidência da passagem da enoxaparina sódica através da placenta durante o segundo trimestre da gravidez90. Ainda não existem informações disponíveis a este respeito durante o primeiro e terceiro trimestres da gravidez90.

Como não foram realizados estudos adequados e bem controlados em gestantes, e uma vez que os estudos realizados em animais nem sempre são bons indicativos da resposta humana, deve-se utilizar Clexane durante a gravidez90 somente se o médico considerar como estritamente necessário.

Categoria de risco na gravidez90: B. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Em ratas lactantes93, a concentração de 35S-enoxaparina sódica ou de seus metabólitos94 marcados no leite é muito

baixa. Não se sabe se a enoxaparina sódica inalterada é excretada no leite humano. A absorção oral da enoxaparina sódica é improvável, porém, como precaução, não se deve amamentar durante o tratamento com Clexane.

Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas

Não foram realizados estudos adequados para avaliar a utilização de Clexane na tromboprofilaxia em gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas. Em um estudo clínico em gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas, administrou-se enoxaparina (1 mg/kg duas vezes ao dia) para redução do risco de tromboembolismo11, 2 de 8 gestantes desenvolveram coágulos resultando em bloqueio da válvula, levando a óbitos materno e fetal. Houve relatos isolados pós-comercialização de trombose82 da valva em gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas enquanto eram medicadas com enoxaparina para tromboprofilaxia. Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas podem apresentar maior risco de tromboembolismo11 (vide item “5. Advertências e Precauções – Próteses mecânicas valvulares cardíacas”).

Populações especiais

Pacientes idosos: não foi observado aumento na tendência de hemorragia47 em idosos com doses profiláticas. Porém, pacientes idosos (especialmente pacientes com idade igual ou maior a 80 anos) podem ter um aumento no risco de complicações hemorrágicas95 com doses terapêuticas. Portanto, aconselha-se um monitoramento clínico cuidadoso (vide itens “3. Características Farmacológicas – Propriedades Farmacocinéticas” e 8. Posologia e modo de usar”).

Pacientes idosos podem apresentar retardo na eliminação da enoxaparina sódica. (vide item “8. Posologia e modo de usar”).

Crianças: a segurança e eficácia de Clexane em crianças ainda não foram estabelecidas.

Próteses mecânicas valvulares cardíacas: o uso de Clexane não foi adequadamente estudado para casos de tromboprofilaxia em pacientes com próteses mecânicas valvulares cardíacas. Foram relatados casos isolados de trombose82 com próteses valvulares cardíacas em pacientes com próteses mecânicas valvulares cardíacas que receberam enoxaparina para tromboprofilaxia. A avaliação destes casos é limitada devido aos fatores causais serem confusos, incluindo doenças anteriores e dados clínicos insuficientes. Alguns destes casos ocorreram em gestantes nas quais a trombose82 resultou em óbitos materno e fetal. Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas podem apresentar maior risco para tromboembolismo11 (vide item “5. Advertências e Precauções – Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas”).

Insuficiência renal38: em pacientes com insuficiência renal38, existe aumento da exposição ao Clexane, aumentando também o risco de hemorragia47. Como a exposição ao Clexane aumenta significativamente em pacientes com insuficiência renal38 severa (clearance de creatinina57 < 30 mL/min), o ajuste posológico é recomendado para dosagens terapêuticas e profiláticas. Embora não seja recomendado ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal38 moderada (clearance de creatinina57 30–50 mL/min) e leve (clearance de creatinina57 50–80 mL/min), é aconselhável realizar um monitoramento clínico cuidadoso (vide itens “3. Características Farmacológicas- Propriedades Farmacocinéticas” e “8. Posologia e modo de usar”).

Peso baixo: um aumento na exposição ao Clexane em doses profiláticas (não ajustadas ao peso) tem sido observado em mulheres e homens com baixo peso (< 45 kg e < 57 kg, respectivamente), que pode resultar em maior risco de hemorragia47. Portanto, é aconselhável realizar um monitoramento clínico cuidadoso nestes pacientes (vide item “3. Características Farmacológicas- Propriedades Farmacocinéticas”).

Pacientes obesos: pacientes obesos apresentam risco aumentado de tromboembolismo11. A segurança e a eficácia de doses profiláticas em pacientes obesos (IMC58 > 30 kg/m2) não foram totalmente determinadas e não há consenso para ajuste de dose. Estes pacientes devem ser observados cuidadosamente quanto aos sinais26 e sintomas27 de tromboembolismo11.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

A utilização de Clexane não afeta a habilidade de dirigir ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Medicamento-medicamento

Recomenda-se a interrupção do uso de medicamentos que afetam a hemostasia29 antes do início do tratamento com Clexane, a menos que seu uso seja estritamente indicado. Tais medicamentos incluem:

  • salicilatos sistêmicos96, ácido acetilsalicílico e outros AINEs, incluindo o cetorolaco;
  • dextrana 40, ticlopidina e clopidogrel;
  • glicocorticoides sistêmicos96;
  • agentes trombolíticos e anticoagulantes49;
  • outros agentes antiplaquetários, incluindo os antagonistas de glicoproteína IIb/IIIa.

Em caso de indicação do uso de qualquer uma destas associações, deve-se utilizar Clexane sob cuidadoso monitoramento clínico e laboratorial quando apropriado.

Medicamento-exame laboratorial

Nas doses utilizadas na profilaxia do tromboembolismo11 venoso, Clexane não influencia significativamente o tempo de sangramento e os testes de coagulação50 sanguínea global, nem afeta a agregação plaquetária ou a ligação do fibrinogênio97 às plaquetas98.

Pode ocorrer aumento do tempo de tromboplastina41 parcial ativada (TTPa) e do tempo de coagulação50 ativada (TCA) com a administração de doses mais altas. Aumentos no TTPa e TCA não estão linearmente correlacionados ao aumento da atividade antitrombótica de Clexane, sendo, portanto, inadequados e inseguros para monitoramento da atividade de Clexane.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Clexane deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Após abertas, as seringas de Clexane devem ser utilizadas imediatamente. Se houver solução remanescente após o uso, esta deverá ser descartada.

Características físicas e organolépticas do produto

Solução límpida, incolor a amarelo pálido.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR MODO DE USAR

A via de administração de Clexane varia dependendo da indicação do produto. Abaixo estão descritas as técnicas de injeção subcutânea40 e bolus37 intravenoso.

Técnica de injeção subcutânea40 de seringas pré-enchidas com sistema de segurança:

A injeção subcutânea40 aplicada corretamente é essencial para reduzir a dor e ferimento no local da injeção52.

Para evitar ferimentos acidentais com a agulha após a injeção52, as seringas pré-enchidas são providas de um dispositivo de segurança automático.

Preparo do local para injeção52:

O local recomendado para injeção52 é na gordura99 da parte inferior do abdômen, pelo menos 5 centímetros de distância do umbigo100 para fora e em ambos os lados.

Antes da injeção52, lavar as mãos101. Limpar (não esfregar) com álcool o local selecionado para injeção52. Selecionar um local diferente do abdômen inferior a cada aplicação.

Preparo da seringa2 antes da injeção52:

Verifique se a seringa2 não está danificada e se o medicamento dentro está como uma solução límpida, sem partículas. Se a seringa2 estiver danificada ou o medicamento não for límpido, utilizar outra seringa2.

Para as doses de 20 mg e 40 mg:

  • Retire a capa protetora da agulha (figura 1).
    Uma gota102 pode aparecer na ponta da agulha. Caso isto ocorra, remova-a antes de injetar o medicamento através de batidas suaves no corpo da seringa2 com a agulha apontada para baixo. Não expelir qualquer bolha103 de ar da seringa2 antes de administrar a injeção52.

Para as doses de 60 mg, 80 mg e 100 mg:

  • Retire a capa protetora da agulha (figura 1).
  • Ajuste a dose a ser injetada (se necessário):

A quantidade do medicamento a ser injetada deve ser ajustada dependendo do peso corpóreo do paciente; consequentemente qualquer excesso do medicamento deve ser expelido antes da injeção52. Segure a seringa2 apontando para baixo (para manter a bolha103 de ar na seringa2) e expelindo o excesso do medicamento em um recipiente adequado.

Nota: Caso o excesso de medicamento não seja expelido antes da aplicação, o dispositivo de segurança não será ativado ao final da injeção52.

Quando não houver a necessidade de ajuste da dose, a seringa2 pré-enchida está pronta para o uso. Não expelir qualquer bolha103 de ar da seringa2 antes de administrar a injeção52.

Uma gota102 pode aparecer na ponta da agulha. Se isso ocorrer, remova a gota102 antes da administração através de batidas no corpo da seringa2 com a agulha apontada para baixo.

Administração da injeção52:

  1. A seringa2 pré-enchida (20 mg/0,2 mL e 40 mg/0,4 mL) já está pronta para uso. Para evitar a perda da medicação, não pressione o êmbolo104 para expelir qualquer bolha103 de ar antes de administrar a injeção52.
  2. A injeção52 deve ser administrada por injeção subcutânea40 profunda, no tecido subcutâneo105 da parede abdominal106, com o paciente deitado ou sentado em posição confortável, alternando entre os lados esquerdo e direito a cada aplicação.
  3. A agulha deve ser introduzida perpendicularmente na espessura de uma prega cutânea107 feita entre os dedos polegar e indicador. A prega deve ser mantida durante todo o período da injeção52 (figura 2). Não esfregue o local da injeção52 após a administração
  4. O dispositivo de segurança é automaticamente ativado, quando o êmbolo104 é pressionado até o final, deste modo protegendo completamente a agulha usada e sem causar desconforto ao paciente. A ativação do dispositivo de segurança só é possível se o êmbolo104 for completamente abaixado.
    Nota: o dispositivo de segurança somente poderá ser ativado com a seringa2 completamente vazia.

Técnica de injeção52 intravenosa (bolus37)

Apenas para a indicação de tratamento de infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST

Clexane deve ser administrado através de uma linha intravenosa e não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos. Para evitar a possibilidade de mistura de Clexane com outros medicamentos, o acesso intravenoso escolhido deve ser lavado com quantidade suficiente de solução salina ou solução dextrose108 antes e imediatamente após a administração do bolus37 intravenoso de Clexane para limpar o dispositivo de acesso do medicamento. Clexane pode ser utilizado com segurança com solução salina normal 0,9% ou dextrose108 a 5% em água.

Bolus37 intravenoso inicial de 30 mg: utiliza-se uma seringa2 pré-enchida graduada de Clexane e despreza-se o excesso do volume, obtendo apenas 30 mg (0,3 mL) na seringa2. Injeta-se, então, a dose de 30 mg diretamente na linha intravenosa.

Bolus37 adicional para pacientes23 submetidos à intervenção coronariana percutânea quando a última dose subcutânea45 de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado: para pacientes23 submetidos à intervenção coronariana percutânea, um bolus37 intravenoso adicional de 0,3 mg/kg deve ser administrado se a última dose subcutânea45 de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado (vide item “8. Posologia e modo de usar – Tratamento do infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST”).

Para assegurar a precisão do pequeno volume a ser injetado, recomenda-se a diluição do medicamento para uma solução de 3 mg/mL.

Para obter uma solução a 3 mg/mL utilizando uma seringa2 pré-enchida de 60 mg de Clexane, recomenda-se usar uma bolsa de infusão de 50 mL (contendo, por exemplo, solução salina normal 0,9% ou dextrose108 a 5% em água). Com o auxílio de uma seringa2, retira-se 30 mL da solução contida na bolsa e despreza- se este volume. Aos 20 mL restantes na bolsa de infusão, injeta-se o conteúdo total de uma seringa2 pré-enchida graduada de 60 mg. Mistura-se gentilmente a solução final. Retira-se com uma seringa2 o volume requerido da solução para administração na linha intravenosa. Recomenda-se que esta solução seja preparada imediatamente antes de sua utilização.

Após finalizada a diluição, o volume a ser injetado na linha intravenosa deve ser calculado utilizando-se a seguinte fórmula: [volume da solução diluída (mL) = peso do paciente (kg) x 0,1] ou utilizando a tabela abaixo.

Volume de solução a 3 mg/mL a ser injetado na linha intravenosa

Peso do paciente
(kg)

Dose requerida = 0,3 mg/kg
(mg)

Volume a ser injetado (mL) após ser diluído para a concentração final de 3 mg/mL

45

13,5

4,5

50

15

5

55

16,5

5,5

60

18

6

65

19,5

6,5

70

21

7

75

22,5

7,5

80

24

8

85

25,5

8,5

90

27

9

95

28,5

9,5

100

30

10

POSOLOGIA

A posologia de Clexane é determinada pela predisposição individual de ocorrer o tromboembolismo11 venoso em situações desencadeantes como cirurgia, imobilização prolongada e trauma, entre outras. Dessa maneira, são considerados com risco moderado os indivíduos que apresentem os seguintes fatores predisponentes: idade superior a 40 anos, obesidade109, varizes110 dos membros inferiores, neoplasia111, doença pulmonar ou cardíaca crônica, estrogenioterapia, puerpério112, infecções13 sistêmicas, entre outros. São considerados com alto risco os indivíduos com histórico de tromboembolismo11 venoso prévio, neoplasia111 abdominal ou pélvica113, cirurgia ortopédica de grande porte dos membros inferiores, entre outros.

1. Profilaxia do tromboembolismo11 venoso em pacientes cirúrgicos

Em pacientes que apresentam risco moderado de tromboembolismo11 (por exemplo: cirurgia abdominal), a dose recomendada de Clexane é de 20 mg ou 40 mg uma vez ao dia por via subcutânea45. Na cirurgia geral, a primeira injeção52 deve ser administrada 2 horas antes da intervenção cirúrgica.

Em pacientes com alto risco de tromboembolismo11 (por exemplo: cirurgia ortopédica), a dose recomendada de Clexane administrada por via subcutânea45 é de 40 mg uma vez ao dia, iniciada 12 horas antes da cirurgia, ou de 30 mg, duas vezes ao dia, iniciada 12 a 24 horas após a cirurgia.

O tratamento com Clexane é geralmente prescrito por um período médio de 7 a 10 dias. Um tratamento mais prolongado pode ser apropriado em alguns pacientes e deve ser continuado enquanto houver risco de tromboembolismo11 venoso e até que o paciente seja ambulatorial.

A administração única diária de 40 mg de Clexane por mais 3 semanas, seguindo a profilaxia inicial (em geral, após a alta hospitalar), comprovou ser benéfica em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica.

Para recomendações especiais sobre o intervalo entre as dosagens para anestesia76 espinhal/peridural77 e procedimentos de revascularização coronária percutânea: vide item “5.Advertências e Precauções”.

2. Profilaxia do tromboembolismo11 venoso em pacientes clínicos

A dose recomendada para pacientes23 clínicos é de 40 mg de Clexane, uma vez ao dia, administrada por via subcutânea45. A duração do tratamento deve ser de no mínimo, 6 dias, devendo ser continuado até que o paciente recupere a capacidade plena de se locomover, por um período máximo de 14 dias.

3. Tratamento da trombose venosa profunda4 com ou sem embolismo5 pulmonar

A posologia de Clexane recomendada para o tratamento da trombose venosa profunda4 é de 1,5 mg/kg, uma vez ao dia ou 1 mg/kg, duas vezes ao dia, administrado por via subcutânea45. Em pacientes com distúrbios tromboembólicos complicados, recomenda-se a administração da dose de 1 mg/kg, duas vezes ao dia.

O tratamento com Clexane é geralmente prescrito por um período médio de 10 dias. A terapia anticoagulante71 oral deve ser iniciada quando apropriada e o tratamento com Clexane deve ser mantido até que o efeito terapêutico do anticoagulante71 tenha sido atingido (International Normalisation Ratio 2 a 3).

4. Prevenção da formação de trombo14 no circuito de circulação15 extracorpórea durante a hemodiálise16

A dose recomendada é de 1 mg/kg de Clexane.

Em pacientes com alto risco hemorrágico70, a dose deve ser reduzida para 0,5 mg/kg quando o acesso vascular89 for duplo ou 0,75 mg/kg quando o acesso vascular89 for simples.

Durante a hemodiálise16, Clexane deve ser introduzido na linha arterial do circuito, no início da sessão de hemodiálise16. O efeito desta dose geralmente é suficiente para uma sessão com duração de 4 horas; entretanto, caso haja o aparecimento de anéis de fibrina114, por exemplo, após uma sessão mais longa que o normal, pode ser administrada dose complementar de 0,5 a 1,0 mg/kg de Clexane.

5. Tratamento de angina6 instável e infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST

A dose de Clexane recomendada é de 1 mg/kg a cada 12 horas, por via subcutânea45, administrada concomitantemente com ácido acetilsalicílico oral (100 a 325 mg, uma vez ao dia).

Nestes pacientes, o tratamento com Clexane deve ser prescrito por no mínimo 2 dias e mantido até estabilização clínica. A duração normal do tratamento é de 2 a 8 dias.

6. Tratamento do infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST

A dose recomendada de Clexane é de um bolus37 intravenoso único de 30 mg acompanhado de uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea45, seguido por 1 mg/kg por via subcutânea45 a cada 12 horas (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 100 mg cada dose e as demais doses 1 mg/kg por via subcutânea45). Para pacientes23 com 75 anos de idade ou mais, verifique instruções específicas descritas abaixo em “Populações Especiais – Idosos”.

Quando administrado em conjunto com um trombolítico (específico para fibrina114 ou não), Clexane deve ser administrado entre 15 minutos antes e 30 minutos depois do início da terapia fibrinolítica. Todos os pacientes devem receber ácido acetilsalicílico tão logo seja diagnosticado o infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST. Esta medicação deve ser mantida com dosagem de 75 a 325 mg uma vez ao dia, a menos que haja contraindicação para o seu uso.

A duração recomendada do tratamento com Clexane é de 8 dias ou até que o paciente receba alta do hospital, considerando-se o que ocorrer primeiro.

Para pacientes23 submetidos à intervenção coronariana percutânea: se a última dose subcutânea45 de Clexane foi administrada há menos de 8 horas antes de o balão ser inflado, não é necessária dose adicional deste medicamento. Entretanto, caso a última dose subcutânea45 tenha sido administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado, uma dose adicional de 0,3 mg/kg de Clexane deve ser administrada através de bolus37 intravenoso.

Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de Clexane administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa ou subcutânea45 (dependendo da indicação terapêutica34).

Populações Especiais

Idosos: para o tratamento do infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST em pacientes idosos (com idade igual ou maior a 75 anos), não deve ser administrado o bolus37 intravenoso inicial. A dose inicial é de 0,75 mg/kg por via subcutânea45 a cada 12 horas (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 75 mg cada dose e as demais 0,75 mg/kg por via subcutânea45).

Para as demais indicações do produto, não é necessário realizar ajuste posológico em idosos, a menos que a função renal55 esteja prejudicada (vide itens “3. Características Farmacológicas – Propriedades farmacocinéticas”, “5. Advertências e Precauções” e “8. Posologia e modo de usar – Insuficiência115 renal”).

Insuficiência renal38: (vide itens “3. Características Farmacológicas – Propriedades farmacocinéticas” e “5. Advertências e Precauções”)

Insuficiência renal38 severa: é necessário realizar ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal38 severa (clearance de creatinina57 < 30 mL/min), de acordo com as tabelas a seguir, uma vez que a exposição ao Clexane é significativamente aumentada nesta população de pacientes.

Para uso terapêutico, os seguintes ajustes posológicos são recomendados:

Dose padrão

Insuficiência renal38 severa

1 mg/kg por via subcutânea45, duas vezes ao dia

1 mg/kg por via subcutânea45, uma vez ao dia

1,5 mg/kg por via subcutânea45, uma vez ao dia

1 mg/kg por via subcutânea45, uma vez ao dia

Tratamento do infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST em pacientes com idade inferior a 75 anos

30 mg em bolus37 intravenoso único acompanhado de uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea45, seguido de 1 mg/kg por via subcutânea45 duas vezes ao dia (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 100 mg cada)

30 mg em bolus37 intravenoso único acompanhado de uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea45, seguido de 1 mg/kg por via subcutânea45 uma vez ao dia (a primeira dose subcutânea45 deve ser de no máximo 100 mg)

Tratamento do infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST em pacientes idosos com idade maior ou igual a 75 anos

0,75 mg/kg por via subcutânea45 duas vezes ao dia SEM bolus37 intravenoso inicial (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 75 mg cada)

1 mg/kg por via subcutânea45 uma vez ao dia SEM bolus37 intravenoso inicial (a primeira dose subcutânea45 deve ser de no máximo 100 mg)


Para uso profilático, os seguintes ajustes posológicos são recomendados:

Dose padrão

Insuficiência renal38 severa

40 mg por via subcutânea45, uma vez ao dia

20 mg por via subcutânea45, uma vez ao dia

20 mg por via subcutânea45, uma vez ao dia

20 mg por via subcutânea45, uma vez ao dia

Estes ajustes posológicos não se aplicam à indicação em hemodiálise16.

Insuficiência renal38 leve e moderada: embora não seja recomendado realizar ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal38 moderada (clearance de creatinina57 30–50 mL/min) e leve (clearance de creatinina57 50–80 mL/min), é aconselhável que se faça um monitoramento clínico cuidadoso.

Insuficiência hepática116: em decorrência da ausência de estudos clínicos, recomenda-se cautela em pacientes com insuficiência hepática116.

Anestesia76 espinhal/peridural77: para pacientes23 que recebendo anestesia76 espinhal/peridural77 vide item “5. Advertências e Precauções – Anestesia76 espinhal/peridural”.

REAÇÕES ADVERSAS

A enoxaparina foi avaliada em mais de 15000 pacientes que receberam enoxaparina em estudos clínicos. Estes estudos incluíram 1776 pacientes para profilaxia de trombose venosa profunda4 (TVP) seguida de cirurgia ortopédica ou abdominal em pacientes com risco de complicações tromboembólicas, 1169 para profilaxia de TVP em pacientes intensamente doentes com mobilidade severamente restrita, 559 para tratamento de TVP com ou sem embolismo5 pulmonar, 1578 para tratamento de angina6 instável e infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST e 10176 para tratamento de infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST.

O regime de enoxaparina sódica administrada durante estes estudos clínicos varia dependendo da indicação. A dose de enoxaparina sódica foi de 40 mg por via subcutânea45 uma vez ao dia para profilaxia de TVP seguida de cirurgia ou em pacientes intensamente doentes com mobilidade severamente restrita. No tratamento da TVP com ou sem embolismo5 pulmonar, pacientes recebendo enoxaparina foram tratados também com uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea45 a cada 12 horas ou uma dose de 1,5 mg/kg por via subcutânea45 uma vez ao dia. Nos estudos clínicos para o tratamento de angina6 instável e infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST, as doses foram de 1 mg/kg por via subcutânea45 a cada 12 horas e no estudo clinico para tratamento de infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST, o regime de enoxaparina sódica foi de 30 mg por via intravenosa em bolus37 seguida de 1 mg/kg por via subcutânea45 a cada 12 horas.

As reações adversas observadas nestes estudos clínicos e reportadas na experiência pós-comercialização estão detalhadas abaixo:

Categoria Frequência
Muito comum ≥ 10%
Comum ≥ 1% e < 10%
Incomum ≥ 0,1% e < 1%
Raro ≥ 0,01% e < 0,1%
Muito raro < 0,01%
Desconhecida Não pode ser estimada pelos dados disponíveis

Hemorragias68

Em estudos clínicos, hemorragias68 foram as reações mais comumente relatadas. Estas incluem hemorragias68 de grande porte, reportadas no máximo em 4,2% dos pacientes (pacientes cirúrgicos**). Alguns destes casos foram fatais.

Assim como com outros anticoagulantes49, pode ocorrer hemorragia47 na presença de fatores de risco associados, tais como: lesões117 orgânicas suscetíveis a sangramento, procedimentos invasivos ou uso concomitante de medicamentos que afetam a hemostasia29 (vide itens “5. Advertências e Precauções – Populações especiais” e “6. Interações Medicamentosas”).

Distúrbios vasculares118

Profilaxia em pacientes cirúrgicos:

  • Muito comum: hemorragia47*
  • Rara: hemorragia47 retroperitoneal119

Profilaxia em pacientes sob tratamento médico:

  • Comum: hemorragia47*

Tratamento em pacientes com trombose venosa profunda4 com ou sem embolismo5 pulmonar:

  • Muito comum: hemorragia47*
  • Incomum: hemorragia47 intracraniana, hemorragia47 retroperitoneal119

Tratamento em pacientes com angina6 instável e infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST:

  • Comum: hemorragia47*
  • Rara: hemorragia47 retroperitoneal119

Tratamento em pacientes com infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST:

  • Comum: hemorragia47*
  • Incomum: hemorragia47 intracraniana, hemorragia47 retroperitoneal119

* como hematoma78, outras equimoses120 além do local da injeção52, ferimento com hematoma78, hematúria121, epistaxe122 e hemorragia47 gastrintestinal.

** em pacientes cirúrgicos as complicações hemorrágicas95 foram consideradas de grande porte: (1) se a hemorragia47 causou um evento clínico significativo, ou (2) se acompanhado por uma diminuição da hemoglobina123 ≥ 2 g/dL ou transfusão124 de 2 ou mais unidades de produto sanguíneo. As hemorragias68 retroperitoneal119 e

intracraniana foram sempre consideradas de grande porte.

Trombocitopenia65 e trombocitose125

Distúrbios do sangue126 e sistema linfático127

Profilaxia em pacientes cirúrgicos

  • Muito comum: trombocitose125 (aumento de plaquetas98 > 400.000/ mm3)
  • Comum: trombocitopenia65

Profilaxia em pacientes sob tratamento médico

  • Incomum: trombocitopenia65

Tratamento em pacientes com trombose venosa profunda4 com ou sem embolismo5 pulmonar

  • Muito comum: trombocitose125
  • Comum: trombocitopenia65

Tratamento em pacientes com angina6 instável e infarto do miocárdio7 sem elevação do segmento ST

  • Incomum: trombocitopenia65

Tratamento em pacientes com infarto8 agudo9 do miocárdio10 com elevação do segmento ST

  • Comum: trombocitose125, trombocitopenia65
  • Muito rara: trombocitopenia65 imunoalérgica

Outras reações adversas clinicamente relevantes

Estas reações estão apresentadas abaixo, qualquer que sejam as indicações, por sistema órgão classe, frequência e ordem decrescente de gravidade.

Distúrbios do sistema imune128:

  • Comum: reação alérgica129
  • Rara: reação anafilática130/anafilactoide131 (ver também experiência pós-comercialização)

Distúrbios hepatobiliares132:

  • Muito comum: aumento das enzimas hepáticas133, principalmente transaminases (níveis de transaminases > 3 vezes o limite superior de normalidade)

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo134:

  • Comum: urticária135, prurido136, eritema137
  • Incomum: dermatite138 bolhosa

Distúrbios gerais e condições no local da administração:

  • Comum: hematoma78, dor e outras reações no local da injeção52 (como edema139, hemorragia47, hipersensibilidade, inflamação140, tumoração, dor ou reação não especificada)
  • Incomum: irritação no local, necrose141 na pele142 do local de injeção52

Investigação:

  • Rara: hiperpotassemia

Experiência pós-comercialização

As reações adversas a seguir foram identificadas durante o período após a aprovação do uso de Clexane. As reações adversas são derivadas de relatos espontâneos e, portanto, a frequência é desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados).

Distúrbios do sistema imunológico143

  • Reação anafilática130/anafilactoide131 incluindo choque33

Distúrbios do sistema nervoso144

  • Dor de cabeça145

Distúrbios vasculares118

  • Foram relatados casos de hematoma78 espinhal (ou hematoma78 neuroaxial) com o uso concomitante de enoxaparina sódica e anestesia76 espinhal/peridural77 ou punção espinhal. Estas reações resultaram em graus variados de lesão84 neurológica, incluindo paralisia79 por tempo prolongado ou permanente (vide item “5.Advertências e Precauções”).

Distúrbios do sangue126 e linfáticos:

  • Anemia146 hemorrágica147
  • Casos de trombocitopenia65 imunoalérgica com trombose82:em alguns casos, a trombose82 foi complicada por infarto8 orgânico ou isquemia148 de extremidade (vide item “5. Advertências e Precauções”).
  • Eosinofilia149

Distúrbios da pele142 e tecidos subcutâneos:

  • Vasculite150 cutânea107, necrose141 cutânea107 geralmente ocorrendo no local da administração (estes fenômenos são geralmente precedidos por púrpura151 ou placas152 eritematosas153, infiltradas e dolorosas), devendo-se interromper o tratamento com Clexane. - Nódulos no local de injeção52 (nódulos inflamatórios que não são inclusões císticas de enoxaparina) que desaparecem após alguns dias e não devem ser motivo para interrupção do tratamento.
  • Alopecia154

Distúrbios hepatobiliares132:

  • Lesão84 hepatocelular
  • Lesão84 colestática

Distúrbios musculoesqueléticos e de tecido conjuntivo155

  • Osteoporose156 em terapia prolongada (acima de 3 meses)

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica34 no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

SUPERDOSE

Sintomas27 e severidade: a superdose acidental após administração intravenosa, extracorporal ou subcutânea45 de Clexane pode causar complicações hemorrágicas95. A absorção de Clexane após a administração oral, mesmo em altas doses, é pouco provável.

Tratamento e antídoto157: os efeitos anticoagulantes49 podem ser, em grande parte, neutralizados pela administração intravenosa lenta de protamina. A dose de protamina depende da dose de Clexane administrada, ou seja, 1 mg de protamina neutraliza o efeito anticoagulante71 de 1 mg de Clexane, se Clexane foi administrado nas primeiras 8 horas. Uma infusão de 0,5 mg de protamina para 1 mg de Clexane pode ser administrada se Clexane foi administrado há mais de 8 horas à administração da protamina, ou se tiver sido determinado que uma segunda dose de protamina seja necessária. Após 12 horas da injeção52 de Clexane, a administração da protamina pode não ser necessária. Entretanto, mesmo com doses elevadas de protamina, a atividade anti-Xa de Clexane nunca é completamente neutralizada (máximo de aproximadamente 60%).

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

MS 1.1300.0276
Farm. Resp.: Silvia Regina Brollo CRF-SP nº 9.815

Registrado por:
Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Av. Mj. Sylvio de M. Padilha, 5200 – São Paulo – SP
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Fabricado por:
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180 Rue Jean Jaurès – 94702 Maisons-Alfort – França

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SAC 0800 703 0014

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
2 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
5 Embolismo: É o mesmo que embolia, mas é um termo menos usado. Significa obstrução de um vaso, frequentemente uma artéria, pela migração de um corpo estranho (chamado de êmbolo) levado pela corrente sanguínea.
6 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
7 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
8 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
9 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
10 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
11 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
12 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
13 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
15 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
16 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
17 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
18 Eletiva: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
19 Urológicos: Que se referem ou pertencem à urologia, especialidade médica que se dedica ao estudo e tratamento das doenças do sistema urinário dos dois sexos e do sistema reprodutor masculino.
20 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
21 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
22 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
23 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
24 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
25 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
26 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
27 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
28 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
29 Hemostasia: Ação ou efeito de estancar uma hemorragia; mesmo que hemóstase.
30 Insuficiência respiratória aguda: Impossibilidade do sistema respiratório em atender a manutenção da oxigenação e/ou ventilação de um indivíduo, que se instala de modo abrupto e leva ao surgimento de manifestações clínicas intensas. O sangue venoso que retorna aos pulmões não é suficientemente oxigenado, assim como o dióxido de carbono não é adequadamente eliminado. Este quadro tem como expressão gasométrica: PaO2 50mmHg (com pH < 7.35 ).
31 Insuficiência respiratória crônica: Disfunção respiratória prolongada ou persistente que resulta em oxigenação ou eliminação de dióxido de carbono em uma taxa insuficiente para satisfazer as necessidades do corpo, além de poder ser grave o suficiente para prejudicar ou ameaçar as funções dos órgãos vitais. Está associada a doenças pulmonares crônicas como enfisema, bronquite crônica ou fibrose pulmonar intersticial difusa. O corpo está sujeito a níveis de oxigênio drasticamente reduzidos ou a quantidades muito elevadas de dióxido de carbono.
32 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
33 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
34 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
35 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
36 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
37 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
38 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
39 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
40 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
41 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
42 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
43 Enxerto: 1. Na agricultura, é uma operação que se caracteriza pela inserção de uma gema, broto ou ramo de um vegetal em outro vegetal, para que se desenvolva como na planta que o originou. Também é uma técnica agrícola de multiplicação assexuada de plantas florais e frutíferas, que permite associar duas plantas diferentes, mas gerações próximas, muito usada na produção de híbridos, na qual uma das plantas assegura a nutrição necessária à gema, ao broto ou ao ramo da outra, cujas características procura-se desenvolver; enxertia. 2. Na medicina, é a transferência especialmente de células ou de tecido (por exemplo, da pele) de um local para outro do corpo de um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro.
44 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
45 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
46 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
47 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
48 Mucosa Intestinal: Revestimento dos INTESTINOS, consistindo em um EPITÉLIO interior, uma LÂMINA PRÓPRIA média, e uma MUSCULARIS MUCOSAE exterior. No INTESTINO DELGADO, a mucosa é caracterizada por várias dobras e muitas células absortivas (ENTERÓCITOS) com MICROVILOSIDADES.
49 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
50 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
51 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
52 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
53 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
54 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
55 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
56 Fragmentos: 1. Pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc. É parte de um todo; fração. 2. No sentido figurado, é o resto de uma obra literária ou artística cuja maior parte se perdeu ou foi destruída. Ou um trecho extraído de uma obra.
57 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
58 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
59 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
60 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
61 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
62 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
63 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
64 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
65 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
66 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
67 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
68 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
69 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
70 Hemorrágico: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
71 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
72 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
73 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
74 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
75 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
76 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
77 Peridural: Mesmo que epidural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
78 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
79 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
80 Epidural: Mesmo que peridural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
81 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
82 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
83 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
84 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
85 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
86 Descompressão: Ato ou efeito de descomprimir, de aliviar o que está sob efeito de pressão ou de compressão.
87 Medula Espinhal:
88 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
89 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
90 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
91 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
92 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
93 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
94 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
95 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
96 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
97 Fibrinogênio: Proteína plasmática precursora da fibrina (que dá origem à fibrina) e que participa da coagulação sanguínea.
98 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
99 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
100 Umbigo: Depressão no centro da PAREDE ABDOMINAL, marcando o ponto onde o CORDÃO UMBILICAL entrava no feto. OMPHALO- (navel)
101 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
102 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
103 Bolha: 1. Erupção cutânea globosa entre as camadas superficiais da epiderme, cheia de serosidade, líquido claro, pus ou sangue, causada por inflamação, queimadura, atrito, efeito de certas enfermidades, etc. Deve ter mais de 0,5 cm. Quando tem um tamanho menor devem ser chamadas de “vesículas”. 2. Bola ou glóbulo cheio de gás, ar ou vapor que se forma (ou se formou) em alguma substância líquida ou pastosa, especialmente ao ser agitada ou por ebulição ou fermentação. 3. Saliência oca em uma superfície.
104 Êmbolo: 1. Cilindro ou disco que se move em vaivém no interior de seringas, bombas, etc. 2. Na engenharia mecânica, é um cilindro metálico deslizante que recebe um movimento de vaivém no interior de um cilindro de motor de combustão interna. 3. Em artes gráficas, é uma haste de ferro com um cilindro, articulada para comprimir e lançar o chumbo ao molde. 4. Em patologia, é um coágulo ou outro tampão trazido pela corrente sanguínea a partir de um vaso distante, que obstrui a circulação ao ser forçado contra um vaso menor. 5. Na anatomia zoológica, nas aranhas, é um prolongamento delgado no ápice do aparelho copulador masculino.
105 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
106 Parede Abdominal: Margem externa do ABDOME que se estende da cavidade torácica osteocartilaginosa até a PELVE. Embora sua maior parte seja muscular, a parede abdominal consiste em pelo menos sete camadas Músculos Abdominais;
107 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
108 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
109 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
110 Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
111 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
112 Puerpério: Período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação.
113 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
114 Fibrina: Proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio. Ela é o principal componente dos coágulos sanguíneos.
115 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
116 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
117 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
118 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
119 Retroperitoneal: Área que ocupa a região mais posterior da CAVIDADE ABDOMINAL. Esta área limita-se lateralmente pelas bordas dos músculos quadrados lombares e se estende do DIAFRAGMA à borda da PELVE verdadeira, continuando então como espaço extraperitoneal pélvico.
120 Equimoses: Manchas escuras ou azuladas devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, as equimoses desaparecem passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
121 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
122 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
123 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
124 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
125 Trombocitose: É o número excessivo de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitopenia. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é superior a 750.000/mm³ (e particularmente acima de 1.000.000/mm³) justifica-se investigação e intervenção médicas. Quanto à origem, pode ser reativa ou primária (provocada por doença mieloproliferativa). Apesar de freqüentemente ser assintomática (particularmente quando se origina como uma reação secundária), pode provocar uma predisposição para a trombose.
126 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
127 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
128 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
129 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
130 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
131 Anafilactoide: Diz-se de reação semelhante à da anafilaxia, porém sem participação de imunoglobulinas.
132 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
133 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
134 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
135 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
136 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
137 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
138 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
139 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
140 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
141 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
142 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
143 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
144 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
145 Cabeça:
146 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
147 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
148 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
149 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
150 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
151 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
152 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
153 Eritematosas: Relativas a ou próprias de eritema. Que apresentam eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
154 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
155 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
156 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
157 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.

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