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Clexane

SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA

Atualizado em 21/08/2019

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Clexane®
enoxaparina sódica
Solução Injetável

APRESENTAÇÕES

Solução injetável 20 mg: embalagem com 2 e 10 seringas pré-enchidas com sistema de segurança.
Solução injetável 40 mg: embalagem com 2 e 10 seringas pré-enchidas com sistema de segurança.
Solução injetável 60 mg: embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas com sistema de segurança.
Solução injetável 80 mg: embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas com sistema de segurança.
Solução injetável 100 mg: embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas com sistema de segurança.

USO SUBCUTÂNEO1 OU INTRAVENOSO (a via de administração varia de acordo com a indicação do produto)
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 20 mg contém:

enoxaparina sódica 20,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,2 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 40 mg contém:

enoxaparina sódica 40,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,4 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 60 mg contém:

enoxaparina sódica 60,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,6 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 80 mg contém:

enoxaparina sódica 80,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 0,8 mL

Cada seringa2 pré-enchida de Clexane 100 mg contém:

enoxaparina sódica 100,0 mg
água para injetáveis q.s.p. 1,0 mL

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é destinado para:

  • tratamento da trombose venosa profunda3 (formação ou presença de um coágulo4 sanguíneo dentro de um vaso) com ou sem embolia5 pulmonar (presença de um coágulo4 em uma artéria6 do pulmão7);
  • tratamento da angina8 instável (dor no peito9) e infarto do miocárdio10 sem elevação do segmento ST, administrado concomitantemente ao ácido acetilsalicílico;
  • tratamento de infarto11 agudo12 do miocárdio13 ( morte (necrose14) de parte do músculo cardíaco15 por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigênio) com elevação do segmento ST, incluindo pacientes a serem tratados clinicamente ou com subsequente intervenção coronariana percutânea (cateterismo16 cardíaco);
  • profilaxia do tromboembolismo17 venoso (prevenção da obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo4 de sangue18 na corrente sanguínea), em particular aqueles associados à cirurgia ortopédica ou à cirurgia geral;
  • profilaxia do tromboembolismo17 venoso em pacientes acamados devido a doenças agudas incluindo insuficiência cardíaca19 ( condição em que o coração20 é incapaz de bombear sangue18 suficiente para satisfazer as necessidades do corpo), falência respiratória, infecções21 severas e doenças reumáticas (doenças inflamatórias e degenerativas22 que afetam as articulações23);
  • prevenção da formação de trombo24 na circulação25 extracorpórea durante a hemodiálise26 (método artificial para filtrar o sangue18).

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Clexane diminui o risco de desenvolvimento de uma trombose venosa profunda3 e sua consequência mais grave, a embolia5 pulmonar. Clexane previne e trata estas duas patologias, evitando sua progressão ou recorrência27, além de tratar angina8 instável e o infarto do miocárdio10. Clexane também evita a coagulação28 do sangue18 no circuito de hemodiálise26. A duração do tratamento com Clexane pode variar de um indivíduo para o outro.

A máxima atividade anti-Xa (antitrombótica) média no sangue18 é observada 3 a 5 horas após a administração subcutânea29.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Clexane não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • hipersensibilidade (alergia30) à enoxaparina sódica, à heparina e seus derivados, inclusive outras heparinas de baixo peso molecular;
  • História de trombocitopenia31 induzida por heparina mediada por imunidade32 (HIT) nos últimos 100 dias ou na presença de anticorpos33 circulantes;
  • hemorragias34 ativas de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de hemorragia35 incontrolável, incluindo acidente vascular cerebral36 hemorrágico37 (derrame38 cerebral) recente.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Clexane não deve ser administrado por via intramuscular.

Hemorragia35 (sangramento)

Assim como com outros anticoagulantes39, pode ocorrer sangramento em qualquer local (vide item “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”). Se ocorrer sangramento, a origem da hemorragia35 deve ser investigada e tratamento apropriado deve ser instituído.

Clexane, assim como qualquer outra terapia anticoagulante40, deve ser utilizado com cautela em condições com alto risco de hemorragia35, tais como:

  • alterações na hemostasia41 (alteração nos mecanismos que controlam a formação e a dissolução de coágulos);
  • histórico de úlcera péptica42 (úlcera43 no estômago44);
  • derrame38 cerebral recente;
  • hipertensão arterial45 (pressão alta) severa não controlada;
  • retinopatia diabética46 (lesão47 na retina48 causada pelas complicações do diabetes49 mellitus);
  • neurocirurgia ou cirurgia oftálmica (no olho50) recente;
  • uso concomitante de medicamentos que afetem a hemostasia41 (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? - Interações Medicamentosas”).

Monitoramento da contagem de plaquetas51 (elemento do sangue18 que participa da coagulação28 sanguínea)

O risco de trombocitopenia31 (diminuição no número de plaquetas51) induzida por heparina também existe com heparinas de baixo peso molecular. Pode ocorrer trombocitopenia31 geralmente entre o 5º e 21º dia após o início do tratamento com Clexane. Portanto, recomenda-se a realização de contagem plaquetária antes do início e regularmente durante o tratamento com Clexane. Na prática, em caso de confirmação de diminuição significativa da contagem plaquetária (30 a 50% do valor inicial), o tratamento com Clexane deve ser imediatamente interrompido e substituído por outra terapia.

Advertências Gerais

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) não devem ser intercambiáveis, pois existem diferenças entre elas quanto ao processo de fabricação, peso molecular, atividade anti-Xa específica, unidade e dosagem. Isto ocasiona diferenças em suas atividades farmacocinéticas e biológicas associadas (por exemplo, a atividade antitrombina e a interação com as plaquetas51). Portanto, é necessário obedecer às instruções de uso de cada medicamento.

Anestesia52 espinhal/peridural53

Foram relatados casos de hematoma54 intraespinhal (acúmulo de sangue18 dentro da coluna espinhal) com o uso concomitante de Clexane e anestesia52 espinhal/peridural53, resultando em paralisia55 prolongada ou permanente. Estes eventos são raros com a administração de doses iguais ou inferiores a 40 mg/dia de Clexane. O risco destes eventos pode ser aumentado com administração de doses maiores de Clexane, uso de cateter epidural56 no pós-operatório ou em caso de administração concomitante de medicamentos que alteram a hemostasia41, tais como anti-inflamatórios não esteroidais (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? - Interações Medicamentosas”). O risco parece também ser aumentado por traumatismo57 ou punções espinhais (na espinha) repetidas ou em pacientes com histórico de cirurgia ou deformidade espinhal.

Para reduzir o risco potencial de sangramento associado ao uso concomitante de Clexane e anestesia52/analgesia peridural53 ou espinhal, deve-se considerar o perfil farmacocinético do fármaco58. A introdução e remoção do cateter devem ser realizadas quando o efeito anticoagulante40 de Clexane estiver baixo, no entanto, o momento exato para chegar a um efeito anticoagulante40 suficientemente baixo em cada paciente não é conhecido.

A introdução ou remoção do cateter deve ser postergada por pelo menos 12 horas após a administração de doses baixas de Clexane (20 mg uma vez ao dia, 30 mg uma ou duas vezes ao dia, ou 40 mg uma vez ao dia) e, pelo menos, 24 horas após a administração de doses mais elevadas de Clexane (0,75 mg/kg, duas vezes ao dia, 1 mg/kg duas vezes ao dia, ou 1,5 mg/kg uma vez ao dia). Níveis de anti-Xa ainda são detectáveis neste momento, e estes atrasos não são uma garantia de que um hematoma54 neuroaxial (espinhal) será evitado. Pacientes recebendo a dose de 0,75 mg/kg duas vezes ao dia, ou a dose de 1 mg/kg duas vezes ao dia não devem receber a segunda dose de enoxaparina no regime de duas vezes ao dia para permitir um atraso maior antes da colocação ou remoção do cateter. Da mesma forma, apesar de uma recomendação específica para o intervalo da dose subsequente de enoxaparina após a remoção do cateter não poder ser feita, considerar adiar esta dose seguinte por pelo menos quatro horas, com base numa avaliação do risco-benefício considerando tanto o risco de trombose59 como o risco de sangramento no contexto do procedimento e dos fatores de risco do paciente. Para pacientes60 com clearance de creatinina61 < 30mL/minuto, são necessárias considerações adicionais porque a eliminação de enoxaparina é mais prolongada; considerar a duplicação do tempo de remoção de um cateter, pelo menos, 24 horas para a menor dose prescrita de enoxaparina (30 mg uma vez ao dia) e, pelo menos, 48 horas para a dose mais elevada (1mg/kg/dia).

Caso o médico decida administrar anticoagulantes39 durante o uso de anestesia52 peridural53/espinhal ou punção lombar, deve-se empregar o monitoramento frequente para detectar qualquer sinal62 ou sintoma63 de lesão47 neurológica, tais como, dor lombar, deficiências sensoriais e motoras (dormência64 ou fraqueza dos membros inferiores), alterações intestinais e/ou urinárias. Você deve informar imediatamente a seu médico caso apresente qualquer sintoma63 ou sinal62 descrito acima. Em caso de suspeita de sinais65 ou sintomas66 de hematoma54 intraespinhal, devem ser efetuados o diagnóstico67 e tratamento, incluindo descompressão68 da medula espinhal69, com urgência70.

Trombocitopenia31 induzida pela heparina

A utilização de enoxaparina sódica em pacientes com história de HIT mediada por imunidade32 nos últimos 100 dias ou na presença de anticorpos33 circulantes está contraindicada. Os anticorpos33 circulantes podem persistir vários anos.

A enoxaparina sódica deve ser usada com extrema cautela em pacientes com história (mais de 100 dias) de trombocitopenia31 induzida por heparina sem anticorpos33 circulantes. A decisão de utilizar enoxaparina sódica neste caso, deve ser feita apenas após uma cuidadosa avaliação do risco benefício e após terem sido considerados tratamentos alternativos sem heparina.

Procedimentos de revascularização coronariana percutânea

Para minimizar o risco de sangramento após a instrumentação vascular71 durante o tratamento da angina8 instável e do infarto do miocárdio10, devem-se respeitar precisamente os intervalos entre as doses recomendadas de Clexane. É importante estabelecer a hemostasia41 no local da punção após a intervenção coronariana percutânea. Caso tenha sido utilizado um dispositivo de fechamento, a bainha de acesso vascular71 pode ser removida imediatamente. Caso tenha sido utilizado um método de compressão manual, a bainha deve ser removida 6 horas após a última administração intravenosa ou subcutânea29 de Clexane. Se o tratamento com Clexane continuar, a próxima dose programada de Clexane não deve ser administrada antes de 6 a 8 horas após a remoção da bainha. Deve-se ter atenção especial ao local do procedimento para detecção de sinais65 de sangramento ou formação de hematoma54.

Gravidez72 e lactação73

Estudos em animais não demonstraram qualquer evidência de fetotoxicidade ou teratogenicidade (capacidade de produzir dano ao embrião ou feto74 durante a gravidez72). Em ratas prenhes, a passagem de 35S-enoxaparina sódica através da placenta para o feto74 é mínima.

Em humanos, não existe evidência da passagem da enoxaparina sódica através da placenta durante o segundo trimestre da gravidez72. Ainda não existem informações disponíveis a este respeito durante o primeiro e terceiro trimestres da gravidez72.

Como não foram realizados estudos adequados e bem controlados em gestantes e uma vez que os estudos realizados em animais nem sempre são bons indicativos da resposta humana, deve-se utilizar Clexane durante a gravidez72 somente se o médico considerar como estritamente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Em ratas lactantes75, a concentração de 35 S-enoxaparina sódica ou de seus metabólitos76 marcados no leite é muito baixa. Não se sabe se a enoxaparina sódica inalterada é excretada no leite humano. A absorção oral da enoxaparina sódica é improvável, porém, como precaução, não se deve amamentar durante o tratamento com Clexane.

Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas

Não foram realizados estudos adequados para avaliar a utilização de Clexane na tromboprofilaxia (prevenção de formação de coágulos) em gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas. Em um estudo clínico em gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas, administrou-se enoxaparina (1 mg/kg duas vezes ao dia) para redução do risco de tromboembolismo17, 2 de 8 gestantes desenvolveram coágulos resultando em bloqueio da válvula, levando a óbitos materno e fetal. Houve relatos isolados pós-comercialização de trombose59 da valva em gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas enquanto eram medicadas com enoxaparina para tromboprofilaxia. Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas podem apresentar maior risco de tromboembolismo17 (obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo4 de sangue18 na corrente sanguínea) (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? - Advertências e Precauções - Próteses mecânicas valvulares cardíacas”).

Pacientes idosos

Não foi observado aumento na tendência de hemorragia35 em idosos com doses profiláticas. Porém, pacientes idosos (especialmente pacientes com idade igual ou maior a 80 anos) podem ter um aumento no risco de complicações hemorrágicas77 com doses terapêuticas. Portanto, aconselha-se um monitoramento clínico cuidadoso (vide item “6. Como devo usar este medicamento?”).

Pacientes idosos podem apresentar retardo na eliminação de Clexane (vide item “6. Como devo usar este medicamento?”).

Crianças

A segurança e eficácia de Clexane em crianças ainda não foram estabelecidas.

Próteses mecânicas valvulares cardíacas

O uso de Clexane não foi adequadamente estudado para casos de tromboprofilaxia em pacientes com próteses mecânicas valvulares cardíacas. Foram relatados casos isolados de trombose59 com próteses valvulares cardíacas em pacientes com próteses mecânicas valvulares cardíacas que receberam Clexane para tromboprofilaxia. A avaliação destes casos é limitada devido aos fatores causais serem confusos, incluindo doenças anteriores e dados clínicos insuficientes. Alguns destes casos foram em gestantes nas quais a trombose59 resultou em óbitos materno e fetal. Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas podem apresentar maior risco para tromboembolismo17 (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? - Advertências e Precauções - Gestantes com próteses mecânicas valvulares cardíacas”).

Insuficiência renal78  

Em pacientes com insuficiência renal78, existe aumento da exposição ao Clexane, aumentando também o risco de hemorragia35. Como a exposição ao Clexane aumenta significativamente em pacientes com insuficiência renal78 severa (clearance de creatinina61 < 30 mL/min), o ajuste posológico é recomendado para dosagens terapêuticas e profiláticas. Embora não seja recomendado ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal78 moderada (clearance de creatinina61 30-50 mL/min) e leve (clearance de creatinina61 50-80 mL/min), é aconselhável realizar um monitoramento clínico cuidadoso (vide item “6. Como devo usar este medicamento?”).

Peso baixo

Um aumento na exposição ao Clexane em doses profiláticas (não ajustadas ao peso) tem sido observado em mulheres e homens com baixo peso (< 45 kg e < 57 kg, respectivamente), que pode resultar em maior risco de hemorragia35. Portanto, é aconselhável realizar um monitoramento clínico cuidadoso nestes pacientes.

Pacientes obesos

Pacientes obesos apresentam risco aumentado de tromboembolismo17. A segurança e a eficácia de doses profiláticas em pacientes obesos (IMC79 > 30 kg/m2) não foram totalmente determinadas e não há consenso para ajuste de dose. Estes pacientes devem ser observados cuidadosamente quanto aos sinais65 e sintomas66 de tromboembolismo17.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

A utilização de Clexane não afeta a habilidade de dirigir ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

medicamento-medicamento

Recomenda-se a interrupção do uso de medicamentos que afetam a hemostasia41 (coagulação28) antes do início do tratamento com Clexane, a menos que seu uso seja estritamente indicado. Converse com seu médico caso esteja utilizando os medicamentos abaixo:

  • salicilatos sistêmicos80, ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), incluindo o cetorolaco;
  • dextrana 40, ticlopidina e clopidogrel;
  • glicocorticoides sistêmicos80;
  • agentes trombolíticos e anticoagulantes39;
  • outros agentes antiplaquetários, incluindo os antagonistas de glicoproteína IIb/IIIa.

Em caso de indicação do uso de qualquer uma destas associações, deve-se utilizar Clexane sob cuidadoso monitoramento clínico e laboratorial quando apropriado.

medicamento-exame laboratorial

Nas doses utilizadas na profilaxia do tromboembolismo17 venoso, Clexane não influencia significativamente o tempo de sangramento e os testes de coagulação28 sanguínea global, nem afeta a agregação plaquetária (união de plaquetas51) ou a ligação do fibrinogênio81 (proteína do sangue18 relacionada à coagulação28 sanguínea) às plaquetas51.

Pode ocorrer aumento do tempo de tromboplastina82 parcial ativada (TTPa) e do tempo de coagulação28 ativada (TCA) (exames laboratoriais que avaliam a coagulação28) com a administração de doses mais altas. Aumentos no TTPa e TCA não estão linearmente correlacionados ao aumento da atividade antitrombótica de Clexane, sendo, portanto, inadequados e inseguros para monitoramento da atividade de Clexane.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde83.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Cuidados de conservação

Clexane deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz.
Após abertas, as seringas de Clexane devem ser utilizadas imediatamente. Se houver solução remanescente após o uso, esta deverá ser descartada.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Solução límpida, incolor a amarelo pálido.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

MODO DE USAR

A via de administração de Clexane varia dependendo da indicação do produto. Abaixo estão descritas as técnicas de injeção subcutânea84 e bolus85 intravenoso.

Técnica de injeção subcutânea84 de seringas pré-enchidas com sistema de segurança:

Em caso de autoinjeção, um profissional da saúde83 irá informar como administrar suas injeções. É essencial que você siga exatamente estas instruções. Caso você tenha dúvidas, solicite ao profissional da saúde83 mais explicações.

A injeção subcutânea84 aplicada corretamente (no tecido subcutâneo86, abaixo da pele87) é essencial para reduzir a dor e ferimento no local da injeção88.

Para evitar ferimentos acidentais com a agulha após a injeção88, as seringas pré-enchidas são providas de um dispositivo de segurança automático.

Preparo do local para injeção88

O local recomendado para injeção88 é na gordura89 da parte inferior do abdômen, pelo menos 5 centímetros de distância do umbigo90 para fora e em ambos os lados.

Antes da injeção88, lavar as mãos91. Limpar (não esfregar) com álcool o local selecionado para injeção88. Você deve selecionar um local diferente do abdômen inferior a cada aplicação.

Preparo da seringa2 antes da injeção88

Verifique se a seringa2 não está danificada e se o medicamento dentro está como uma solução límpida, sem partículas. Se a seringa2 estiver danificada ou o medicamento não for límpido, utilizar outra seringa2.

Para as doses de 20 mg e 40 mg:
Retire a capa protetora da agulha (figura 1).
Uma gota92 pode aparecer na ponta da agulha. Caso isto ocorra, remova-a antes de injetar o medicamento através de batidas suaves no corpo da seringa2 com a agulha apontada para baixo. Não expelir qualquer bolha93 de ar da seringa2 antes de administrar a injeção88.

Para as doses de 60 mg, 80 mg e 100 mg:
Retire a capa protetora da agulha (figura 1). Ajuste a dose a ser injetada (se necessário): A quantidade do medicamento a ser injetada deve ser ajustada dependendo do peso corpóreo do paciente; consequentemente qualquer excesso do medicamento deve ser expelido antes da injeção88. Segure a seringa2 apontando para baixo (para manter a bolha93 de ar na seringa2) e expelindo o excesso do medicamento em um recipiente adequado.

Nota: caso o excesso de medicamento não seja expelido antes da aplicação, o dispositivo de segurança não será ativado ao final da injeção88.

Quando não houver a necessidade de ajuste da dose, a seringa2 pré-enchida está pronta para o uso. Não expelir qualquer bolha93 de ar da seringa2 antes de administrar a injeção88.


(figura 1)

Uma gota92 pode aparecer na ponta da agulha. Se isso ocorrer, remova a gota92 antes da administração através de batidas no corpo da seringa2 com a agulha apontada para baixo.

Administração da injeção88

  1. A seringa2 pré-enchida (20mg/0,2mL e 40mg/0,4mL) já está pronta para uso. Para evitar a perda da medicação, não pressione o êmbolo94 para expelir qualquer bolha93 de ar antes de administrar a injeção88.
  2. A injeção88 deve ser administrada por injeção subcutânea84 profunda, no tecido subcutâneo86 da parede abdominal95, com o paciente deitado ou sentado em posição confortável, alternando entre os lados esquerdo e direito a cada aplicação.
  3. A agulha deve ser introduzida perpendicularmente na espessura de uma prega cutânea96 feita entre os dedos polegar e indicador. A prega deve ser mantida durante todo o período da injeção88 (figura 2). Não esfregue o local da injeção88 após a administração


    (figura 2)

  4. O dispositivo de segurança é automaticamente ativado, quando o êmbolo94 é pressionado até o final, deste modo protegendo completamente a agulha usada e sem causar desconforto ao paciente. A ativação do dispositivo de segurança só é possível se o êmbolo94 for completamente abaixado
    Nota: o dispositivo de segurança somente poderá ser ativado com a seringa2 completamente vazia. (figura 3)


    (figura 3)

Técnica de injeção88 intravenosa (bolus85)

Apenas para a indicação de tratamento de infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST:

Clexane deve ser administrado através de uma linha intravenosa e não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos. Para evitar a possibilidade de mistura de Clexane com outros medicamentos, o acesso intravenoso escolhido deve ser lavado com quantidade suficiente de solução salina ou solução dextrose97 antes e imediatamente após a administração do bolus85 intravenoso de Clexane para limpar o dispositivo de acesso do medicamento. Clexane pode ser utilizado com segurança com solução salina normal 0,9% ou dextrose97 a 5% em água.

Bolus85 intravenoso inicial de 30 mg: utiliza-se uma seringa2 pré-enchida de Clexane graduada e despreza-se o excesso do volume, obtendo apenas 30 mg (0,3 mL) na seringa2. Injeta-se, então, a dose de 30 mg diretamente na linha intravenosa.

Bolus85 adicional para pacientes60 submetidos à intervenção coronariana percutânea quando a última dose subcutânea29 de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado: para pacientes60 submetidos à intervenção coronariana percutânea, um bolus85 intravenoso adicional de 0,3 mg/kg deve ser administrado se a última dose subcutânea29 de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado (vide item “6. Como devo usar este medicamento? - Posologia - Tratamento do infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST”).

Para assegurar a precisão do pequeno volume a ser injetado, recomenda-se a diluição do medicamento para uma solução de 3 mg/mL.

Para obter uma solução a 3 mg/mL utilizando uma seringa2 pré-enchida de 60 mg de Clexane, recomenda-se usar uma bolsa de infusão de 50 mL (contendo, por exemplo, solução salina normal 0,9% ou dextrose97 a 5% em água). Com o auxílio de uma seringa2, retira-se 30 mL da solução contida na bolsa e despreza- se este volume. Aos 20 mL restantes na bolsa de infusão, injeta-se o conteúdo total de uma seringa2 pré-enchida graduada de 60 mg. Mistura-se gentilmente a solução final.

Retira-se com uma seringa2 o volume requerido da solução para administração na linha intravenosa. Recomenda-se que esta solução seja preparada imediatamente antes de sua utilização.

Após finalizada a diluição, o volume a ser injetado na linha intravenosa deve ser calculado utilizando-se a seguinte fórmula: [volume da solução diluída (mL) = peso do paciente (kg) x 0,1] ou utilizando a tabela abaixo.

Volume de solução a 3 mg/mL a ser injetado na linha intravenosa

Peso do paciente
(kg)

Dose requerida (0,3 mg/kg)
(mg)

Volume a ser injetado*
(mL)

45

13,5

4,5

50

15

5

55

16,5

5,5

60

18

6

65

19,5

6,5

70

21

7

75

22,5

7,5

80

24

8

85

25,5

8,5

90

27

9

95

28,5

9,5

100

30

10

* após ser diluído para a concentração final de 3 mg/mL

POSOLOGIA

A posologia de Clexane é determinada pela predisposição individual de ocorrer o tromboembolismo17 venoso em situações desencadeantes como cirurgia, imobilização prolongada e trauma, entre outras. Dessa maneira, são considerados com risco moderado os indivíduos que apresentem os seguintes fatores predisponentes: idade superior a 40 anos, obesidade98, varizes99 dos membros inferiores, neoplasia100, doença pulmonar ou cardíaca crônica, estrogenioterapia, puerpério101, infecções21 sistêmicas, entre outros. São considerados com alto risco os indivíduos com histórico de tromboembolismo17 venoso prévio, neoplasia100 abdominal ou pélvica102, cirurgia ortopédica de grande porte dos membros inferiores, entre outros.

1. Profilaxia do tromboembolismo17 venoso em pacientes cirúrgicos

Em pacientes que apresentam risco moderado de tromboembolismo17 (por exemplo: cirurgia abdominal), a dose recomendada de Clexane é de 20 mg ou 40 mg uma vez ao dia por via subcutânea29. Na cirurgia geral, a primeira injeção88 deve ser administrada 2 horas antes da intervenção cirúrgica.

Em pacientes com alto risco de tromboembolismo17 (por exemplo: cirurgia ortopédica), a dose recomendada de Clexane administrada por via subcutânea29 é de 40 mg uma vez ao dia, iniciada 12 horas antes da cirurgia, ou de 30 mg, duas vezes ao dia, iniciada 12 a 24 horas após a cirurgia.

O tratamento com Clexane é geralmente prescrito por um período médio de 7 a 10 dias. Um tratamento mais prolongado pode ser apropriado em alguns pacientes e deve ser continuado enquanto houver risco de tromboembolismo17 venoso e até que o paciente seja ambulatorial.

A administração única diária de 40 mg de Clexane por mais 3 semanas, seguindo a profilaxia inicial (em geral, após a alta hospitalar), comprovou ser benéfica em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica.

Para recomendações especiais sobre o intervalo entre as dosagens para anestesia52 espinhal/peridural53 e procedimentos de revascularização coronária percutânea vide item ”4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”.

2. Profilaxia do tromboembolismo17 venoso em pacientes clínicos

A dose recomendada para pacientes60 clínicos é de 40 mg de Clexane, uma vez ao dia, administrada por via subcutânea29. A duração do tratamento deve ser de no mínimo, 6 dias, devendo ser continuado até que o paciente recupere a capacidade plena de se locomover, por um período máximo de 14 dias.

3. Tratamento da trombose venosa profunda3 com ou sem embolismo103 pulmonar

A posologia de Clexane recomendada para o tratamento da trombose venosa profunda3 é de 1,5 mg/kg, uma vez ao dia ou 1 mg/kg, duas vezes ao dia, administrado por via subcutânea29. Em pacientes com distúrbios tromboembólicos complicados, recomenda-se a administração da dose de 1 mg/kg, duas vezes ao dia.

O tratamento com Clexane é geralmente prescrito por um período médio de 10 dias. A terapia anticoagulante40 oral deve ser iniciada quando apropriada e o tratamento com Clexane deve ser mantido até que o efeito terapêutico do anticoagulante40 tenha sido atingido.

4. Prevenção da formação de trombo24 no circuito de circulação25 extracorpórea durante a hemodiálise26

A dose recomendada é de 1 mg/kg de Clexane.

Em pacientes com alto risco hemorrágico37, a dose deve ser reduzida para 0,5 mg/kg quando o acesso vascular71 for duplo ou 0,75 mg/kg quando o acesso vascular71 for simples.

Durante a hemodiálise26, Clexane deve ser introduzido na linha arterial do circuito, no início da sessão de hemodiálise26. O efeito desta dose geralmente é suficiente para uma sessão com duração de 4 horas, entretanto, caso haja aparecimento de anéis de fibrina104, por exemplo, após uma sessão mais longa que o normal, pode ser administrada dose complementar de 0,5 a 1,0 mg/kg de Clexane.

5. Tratamento de angina8 instável e infarto do miocárdio10 sem elevação do segmento ST

A dose de Clexane recomendada é de 1 mg/kg a cada 12 horas, por via subcutânea29, administrada concomitantemente com ácido acetilsalicílico oral (100 a 325 mg, uma vez ao dia).

Nestes pacientes, o tratamento com Clexane deve ser prescrito por no mínimo 2 dias e mantido até estabilização clínica. A duração normal do tratamento é de 2 a 8 dias.

6. Tratamento do infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST

A dose recomendada de Clexane é de um bolus85 intravenoso único de 30 mg acompanhado de uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea29, seguido por 1 mg/kg por via subcutânea29 a cada 12 horas (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 100 mg cada dose e as demais doses 1 mg/kg por via subcutânea29). Para pacientes60 com 75 anos de idade ou mais, verifique instruções específicas descritas abaixo em “Populações Especiais – Idosos”.

Quando administrado em conjunto com um trombolítico (específico para fibrina104 ou não), Clexane deve ser administrado entre 15 minutos antes e 30 minutos depois do início da terapia fibrinolítica. Todos os pacientes devem receber ácido acetilsalicílico tão logo seja diagnosticado o infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST. Esta medicação deve ser mantida com dosagem de 75 a 325 mg uma vez ao dia, a menos que haja contraindicação para o seu uso.

A duração recomendada do tratamento com Clexane é de 8 dias ou até que o paciente receba alta do hospital, considerando-se o que ocorrer primeiro.

Para pacientes60 submetidos à intervenção coronariana percutânea: se a última dose subcutânea29 de Clexane foi administrada há menos de 8 horas antes de o balão ser inflado, não é necessária dose adicional deste medicamento. Entretanto, caso a última dose subcutânea29 tenha sido administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado, uma dose adicional de 0,3 mg/kg de Clexane deve ser administrada através de bolus85 intravenoso.

Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de Clexane administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa ou subcutânea29 (dependendo da indicação terapêutica105), conforme recomendado pelo médico.

POPULAÇÕES ESPECIAIS

Idosos

Para o tratamento do infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST em pacientes idosos (com idade igual ou maior a 75 anos), não deve ser administrado o bolus85 intravenoso inicial. A dose inicial é de 0,75 mg/kg por via subcutânea29 a cada 12 horas (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 75 mg cada dose e as demais 0,75 mg/kg por via subcutânea29).

Para as demais indicações do produto, não é necessário realizar ajuste posológico em idosos, a menos que a função renal106 (dos rins107) esteja prejudicada (vide itens ”4. O que devo saber antes de usar este medicamento?” e 6. Como devo usar este medicamento? -Posologia - Insuficiência108 renal”).

Insuficiência renal78

(vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”)

Insuficiência renal78 severa: é necessário realizar ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal78 severa (clearance de creatinina61 < 30 mL/min), de acordo com as tabelas a seguir, uma vez que a exposição ao Clexane é significativamente aumentada nesta população de pacientes.

Para uso terapêutico, os seguintes ajustes posológicos são recomendados:

Dose padrão

Insuficiência renal78 severa

1 mg/kg por via subcutânea29, duas vezes ao dia

1 mg/kg por via subcutânea29, uma vez ao dia

1,5 mg/kg por via subcutânea29, uma vez ao dia

1 mg/kg por via subcutânea29, uma vez ao dia

Tratamento do infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST em pacientes com idade inferior a 75 anos

30 mg em bolus85 intravenoso único acompanhado de uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea29, seguido de 1 mg/kg por via subcutânea29 duas vezes ao dia (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 100 mg cada)

30 mg em bolus85 intravenoso único acompanhado de uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea29, seguido de 1 mg/kg por via subcutânea29 uma vez ao dia (a primeira dose subcutânea29 deve ser de no máximo 100 mg)

Tratamento do infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST em pacientes idosos com idade maior ou igual a 75 anos

0,75 mg/kg por via subcutânea29 duas vezes ao dia SEM bolus85 intravenoso inicial (as duas primeiras doses subcutâneas devem ser de no máximo 75 mg cada)

1 mg/kg por via subcutânea29 uma vez ao dia SEM bolus85 intravenoso inicial (a primeira dose subcutânea29 deve ser de no máximo 100 mg)

Para uso profilático, os seguintes ajustes posológicos são recomendados:

Dose padrão

Insuficiência renal78 severa

40 mg por via subcutânea29, uma vez ao dia

20 mg por via subcutânea29, uma vez ao dia

20 mg por via subcutânea29, uma vez ao dia

20 mg por via subcutânea29, uma vez ao dia

Estes ajustes posológicos não se aplicam à indicação em hemodiálise26.

Insuficiência renal78 leve e moderada: embora não seja recomendado realizar ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal78 moderada (clearance de creatinina61 30-50 mL/min) e leve (clearance de creatinina61 50-80 mL/min), é aconselhável que se faça um monitoramento clínico cuidadoso.

Insuficiência hepática109 (do fígado110): em decorrência da ausência de estudos clínicos, recomenda-se cautela em pacientes com insuficiência108 do fígado110.

Anestesia52 espinhal/peridural53: para pacientes60 que recebendo anestesia52 espinhal/peridural53 vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? - Anestesia52 espinhal/peridural”.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível, no entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

A enoxaparina foi avaliada em mais de 15000 pacientes que receberam o medicamento em estudos clínicos. Estes estudos incluíram 1776 pacientes para profilaxia de trombose venosa profunda3 seguida de cirurgia ortopédica ou abdominal em pacientes com risco de complicações tromboembólicas, 1169 para profilaxia de trombose venosa profunda3 em pacientes intensamente doentes com mobilidade severamente restrita, 559 para tratamento de trombose venosa profunda3 com ou sem embolismo103 pulmonar, 1578 para tratamento de angina8 instável e infarto do miocárdio10 sem elevação do segmento ST e 10176 para tratamento de infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST.

O regime de enoxaparina sódica administrada durante estes estudos clínicos varia dependendo da indicação. A dose de enoxaparina sódica foi de 40 mg por via subcutânea29 uma vez ao dia para profilaxia de trombose venosa profunda3 seguida de cirurgia ou em pacientes intensamente doentes com mobilidade severamente restrita. No tratamento da trombose venosa profunda3 com ou sem embolismo103 pulmonar, pacientes recebendo enoxaparina foram tratados também com uma dose de 1 mg/kg por via subcutânea29 a cada 12 horas ou uma dose de 1,5 mg/kg por via subcutânea29 uma vez ao dia. Nos estudos clínicos para o tratamento de angina8 instável e infarto do miocárdio10 sem elevação do segmento ST, as doses foram de 1 mg/kg por via subcutânea29 a cada 12 horas e no estudo clinico para tratamento de infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST, o regime de enoxaparina sódica foi de 30 mg por via intravenosa em bolus85 seguida de 1 mg/kg por via subcutânea29 a cada 12 horas.

As reações adversas observadas nestes estudos clínicos e reportadas na experiência pós-comercialização estão detalhadas abaixo:

Reação muito comum: ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação comum: ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação incomum: ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação rara: ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação muito rara: ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação com frequência desconhecida (que não pode ser estimada a partir dos dados).

As reações adversas observadas pós-comercialização são classificadas como de “frequência desconhecida”.

Hemorragias34

Em estudos clínicos, hemorragias34 foram as reações mais comumente reportadas. Estas incluem hemorragias34 de grande porte, relatadas no máximo em 4,2% dos pacientes (pacientes cirúrgicos**). Alguns destes casos foram fatais.

Assim como com outros anticoagulantes39, pode ocorrer hemorragia35 na presença de fatores de risco associados, tais como: lesões111 orgânicas suscetíveis a sangramento, procedimentos invasivos ou uso concomitante de medicamentos que afetam a hemostasia41 (conjunto de mecanismos que o organismo emprega para evitar hemorragia35) (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? - Interações Medicamentosas”).

Distúrbios vasculares112:

Profilaxia (prevenção) em pacientes cirúrgicos:

  • Muito comum: hemorragia35* (sangramento)
  • Rara: hemorragia35 retroperitoneal113 (espaço anatômico atrás da cavidade abdominal114)

Profilaxia em pacientes sob tratamento médico:

  • Comum: hemorragia35*

Tratamento em pacientes com trombose venosa profunda3 com ou sem embolismo103 pulmonar:

  • Muito comum: hemorragia35*
  • Incomum: hemorragia35 intracraniana (dentro do crânio115), hemorragia35 retroperitoneal113

Tratamento em pacientes com angina8 instável e infarto do miocárdio10 sem elevação do segmento ST:

  • Comum: hemorragia35*
  • Rara: hemorragia35 retroperitoneal113

Tratamento em pacientes com infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST:

  • Comum: hemorragia35*
  • Incomum: hemorragia35 intracraniana, hemorragia35 retroperitoneal113
    * como hematoma54 (acúmulo de sangue18 fora dos vasos sanguíneos116), outras equimoses117 (extravasamento de sangue18 na pele87) além do local da injeção88, ferimento com hematoma54, hematúria118 (sangue18 na urina119), epistaxe120 (sangramento no nariz121) e hemorragia35 gastrintestinal.
    ** em pacientes cirúrgicos as complicações hemorrágicas77 foram consideradas de grande porte: (1) se a hemorragia35 causou um evento clínico significativo, ou (2) se acompanhado por uma diminuição da hemoglobina122 ≥ 2 g/dL ou transfusão123 de 2 ou mais unidades de produto sanguíneo. As hemorragias34 retroperitoneal113 e intracraniana foram sempre consideradas de grande porte.

Trombocitopenia31 e trombocitose124

Distúrbios do sangue18 e sistema linfático125

Profilaxia em pacientes cirúrgicos

  • Muito comum: trombocitose124 (aumento de plaquetas51 > 400.000/mm3)
  • Comum: trombocitopenia31 (diminuição no número de plaquetas51 sanguíneas)

Profilaxia em pacientes sob tratamento médico

  • Incomum: trombocitopenia31

Tratamento em pacientes com trombose venosa profunda3 com ou sem embolismo103 pulmonar

  • Muito comum: trombocitose124
  • Comum: trombocitopenia31

Tratamento em pacientes com angina8 instável e infarto do miocárdio10 sem elevação do segmento ST

  • Incomum: trombocitopenia31

Tratamento em pacientes com infarto11 agudo12 do miocárdio13 com elevação do segmento ST

  • Comum: trombocitose124, trombocitopenia31
  • Muito rara: trombocitopenia31 imunoalérgica

Outras reações adversas clinicamente relevantes

Estas reações estão apresentadas abaixo, qualquer que sejam as indicações, por sistema órgão classe, frequência e ordem decrescente de gravidade.

Distúrbios do sistema imune126:

  • Comum: reação alérgica127
  • Rara: reação anafilática128/anafilactoide129 (tipo de reação alérgica127) - ver também experiência pós-comercialização.

Distúrbios hepatobiliares130 (do fígado110):

  • Muito comum: aumento das enzimas do fígado110, principalmente transaminases (níveis de transaminases > 3 vezes o limite superior de normalidade)

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo131:

  • Comum: urticária132 (erupção133 na pele87 com coceira), prurido134 (coceira e/ou ardência), eritema135 (vermelhidão)
  • Incomum: dermatite136 bolhosa (tipo de reação alérgica127 na pele87)

Distúrbios gerais e condições no local da administração:

  • Comum: hematoma54, dor e outras reações no local da injeção88 (como edema137, hemorragia35, hipersensibilidade, inflamação138, tumoração (inchaço139), dor ou reação não especificada)
  • Incomum: irritação no local, necrose14 na pele87 do local de injeção88

Investigação:

  • Rara: hiperpotassemia (aumento do potássio no sangue18)

Experiência pós-comercialização

As reações adversas a seguir foram identificadas durante o período após a aprovação do uso de Clexane. As reações adversas são derivadas de relatos espontâneos e, portanto a frequência é desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados).

Distúrbios do sistema imune126

  • Reação anafilática128/anafilactoide129, incluindo choque140

Distúrbios do sistema nervoso141

  • Dor de cabeça142

Distúrbios vasculares112

  • Foram relatados casos de hematoma54 espinhal (ou hematoma54 neuroaxial) com o uso concomitante de enoxaparina sódica e anestesia52 espinhal/peridural53 ou punção espinhal. Estas reações resultaram em graus variados de lesão47 neurológica, incluindo paralisia55 por tempo prolongado ou permanente (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Distúrbios do sangue18 e linfáticos:

  • Anemia143 hemorrágica144
  • Casos de trombocitopenia31 imunoalérgica com trombose59, em alguns casos, a trombose59 foi complicada por infarto11 orgânico ou isquemia145 de extremidade (irrigação deficiente de sangue18 nas extremidades devido à constrição146 ou obstrução dos vasos sanguíneos116) (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?)
  • Eosinofilia147 (aumento de um tipo de leucócito no sangue18 chamado eosinófilo148)

Distúrbios da pele87 e tecidos subcutâneos:

  • Vasculite149 cutânea96 (inflamação138 da parede de um vaso), necrose14 cutânea96 (morte das células150 da pele87) geralmente ocorrendo no local da administração, (estes fenômenos são geralmente precedidos por púrpura151 (manchas arroxeadas na pele87 e nas mucosas152) ou placas153 eritematosas154 (com vermelhidão, infiltradas e dolorosas), devendo-se interromper o tratamento com Clexane
  • Nódulos no local de injeção88 (nódulos inflamatórios que não são inclusões císticas de enoxaparina) que desaparecem após alguns dias e não devem ser motivo para interrupção do tratamento
  • Alopecia155

Distúrbios hepatobiliares130:

  • Lesão47 hepatocelular (lesão47 das células150 do fígado110)
  • Lesão47 colestática (lesão47 causada pelo acúmulo de bile156, devido à redução/obstrução do fluxo de bile156)

Distúrbios musculoesqueléticos e de tecido conjuntivo157

  • Osteoporose158 (doença que atinge os ossos) na terapia prolongada (acima de 3 meses)

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica105 no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe a seu médico.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Sintomas66 e severidade: a superdose acidental após administração intravenosa, extracorporal ou subcutânea29 de Clexane pode causar complicações hemorrágicas77. A absorção de Clexane após a administração oral, mesmo em altas doses, é pouco provável.

Tratamento e antídoto159: os efeitos anticoagulantes39 podem ser em grande parte, neutralizados pela administração intravenosa lenta de protamina. A dose de protamina depende da dose de Clexane administrada, ou seja, 1 mg de protamina neutraliza o efeito anticoagulante40 de 1 mg de Clexane, se Clexane foi administrado nas primeiras 8 horas. Uma infusão de 0,5 mg de protamina para 1 mg de Clexane pode ser administrada se Clexane foi administrado há mais de 8 horas antes da administração da protamina, ou se tiver sido determinado que uma segunda dose de protamina seja necessária. Após 12 horas da injeção88 de Clexane, a administração da protamina pode não ser necessária. Entretanto, mesmo com doses elevadas de protamina, a atividade anti-Xa de Clexane nunca é completamente neutralizada (máximo de aproximadamente 60%).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

MS 1.1300.0276
Farm. Resp.: Silvia Regina Brollo CRF-SP nº 9.815

Registrado por:
Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Av. Mj. Sylvio de M. Padilha, 5200 – São Paulo – SP
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Fabricado por:
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180 Rue Jean Jaurès – 94702
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Importado por:
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Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
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Indústria Brasileira


SAC 0800 703 0014

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
2 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
3 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
4 Coágulo: 1. Em fisiologia, é uma massa semissólida de sangue ou de linfa. 2. Substância ou produto que promove a coagulação do leite.
5 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
6 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
7 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
8 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
9 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
10 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
11 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
12 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
13 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
14 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
15 Músculo Cardíaco: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo.
16 Cateterismo: Exame invasivo de artérias ou estruturas tubulares (uretra, ureteres, etc.), utilizando um dispositivo interno, capaz de injetar substâncias de contraste ou realizar procedimentos corretivos.
17 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
18 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
19 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
20 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
21 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
22 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
23 Articulações:
24 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
25 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
26 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
27 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
28 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
29 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
30 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
31 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
32 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
33 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
34 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
35 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
36 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
37 Hemorrágico: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
38 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
39 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
40 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
41 Hemostasia: Ação ou efeito de estancar uma hemorragia; mesmo que hemóstase.
42 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
43 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
44 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
45 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
46 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
47 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
48 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
49 Complicações do diabetes: São os efeitos prejudiciais do diabetes no organismo, tais como: danos aos olhos, coração, vasos sangüíneos, sistema nervoso, dentes e gengivas, pés, pele e rins. Os estudos mostram que aqueles que mantêm os níveis de glicose do sangue, a pressão arterial e o colesterol próximos aos níveis normais podem ajudar a impedir ou postergar estes problemas.
50 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
51 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
52 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
53 Peridural: Mesmo que epidural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
54 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
55 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
56 Epidural: Mesmo que peridural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
57 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
58 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
59 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
60 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
61 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
62 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
63 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
64 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
65 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
66 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
67 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
68 Descompressão: Ato ou efeito de descomprimir, de aliviar o que está sob efeito de pressão ou de compressão.
69 Medula Espinhal:
70 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
71 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
72 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
73 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
74 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
75 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
76 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
77 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
78 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
79 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
80 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
81 Fibrinogênio: Proteína plasmática precursora da fibrina (que dá origem à fibrina) e que participa da coagulação sanguínea.
82 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
83 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
84 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
85 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
86 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
87 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
88 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
89 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
90 Umbigo: Depressão no centro da PAREDE ABDOMINAL, marcando o ponto onde o CORDÃO UMBILICAL entrava no feto. OMPHALO- (navel)
91 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
92 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
93 Bolha: 1. Erupção cutânea globosa entre as camadas superficiais da epiderme, cheia de serosidade, líquido claro, pus ou sangue, causada por inflamação, queimadura, atrito, efeito de certas enfermidades, etc. Deve ter mais de 0,5 cm. Quando tem um tamanho menor devem ser chamadas de “vesículas”. 2. Bola ou glóbulo cheio de gás, ar ou vapor que se forma (ou se formou) em alguma substância líquida ou pastosa, especialmente ao ser agitada ou por ebulição ou fermentação. 3. Saliência oca em uma superfície.
94 Êmbolo: 1. Cilindro ou disco que se move em vaivém no interior de seringas, bombas, etc. 2. Na engenharia mecânica, é um cilindro metálico deslizante que recebe um movimento de vaivém no interior de um cilindro de motor de combustão interna. 3. Em artes gráficas, é uma haste de ferro com um cilindro, articulada para comprimir e lançar o chumbo ao molde. 4. Em patologia, é um coágulo ou outro tampão trazido pela corrente sanguínea a partir de um vaso distante, que obstrui a circulação ao ser forçado contra um vaso menor. 5. Na anatomia zoológica, nas aranhas, é um prolongamento delgado no ápice do aparelho copulador masculino.
95 Parede Abdominal: Margem externa do ABDOME que se estende da cavidade torácica osteocartilaginosa até a PELVE. Embora sua maior parte seja muscular, a parede abdominal consiste em pelo menos sete camadas Músculos Abdominais;
96 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
97 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
98 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
99 Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
100 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
101 Puerpério: Período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação.
102 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
103 Embolismo: É o mesmo que embolia, mas é um termo menos usado. Significa obstrução de um vaso, frequentemente uma artéria, pela migração de um corpo estranho (chamado de êmbolo) levado pela corrente sanguínea.
104 Fibrina: Proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio. Ela é o principal componente dos coágulos sanguíneos.
105 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
106 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
107 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
108 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
109 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
110 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
111 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
112 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
113 Retroperitoneal: Área que ocupa a região mais posterior da CAVIDADE ABDOMINAL. Esta área limita-se lateralmente pelas bordas dos músculos quadrados lombares e se estende do DIAFRAGMA à borda da PELVE verdadeira, continuando então como espaço extraperitoneal pélvico.
114 Cavidade Abdominal: Região do abdome que se estende do DIAFRAGMA torácico até o plano da abertura superior da pelve (passagem pélvica). A cavidade abdominal contém o PERiTÔNIO e as VÍSCERAS abdominais, assim como, o espaço extraperitoneal que inclui o ESPAÇO RETROPERITONEAL.
115 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
116 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
117 Equimoses: Manchas escuras ou azuladas devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, as equimoses desaparecem passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
118 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
119 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
120 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
121 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
122 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
123 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
124 Trombocitose: É o número excessivo de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitopenia. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é superior a 750.000/mm³ (e particularmente acima de 1.000.000/mm³) justifica-se investigação e intervenção médicas. Quanto à origem, pode ser reativa ou primária (provocada por doença mieloproliferativa). Apesar de freqüentemente ser assintomática (particularmente quando se origina como uma reação secundária), pode provocar uma predisposição para a trombose.
125 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
126 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
127 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
128 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
129 Anafilactoide: Diz-se de reação semelhante à da anafilaxia, porém sem participação de imunoglobulinas.
130 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
131 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
132 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
133 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
134 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
135 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
136 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
137 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
138 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
139 Inchaço: Inchação, edema.
140 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
141 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
142 Cabeça:
143 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
144 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
145 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
146 Constrição: 1. Ação ou efeito de constringir, mesmo que constrangimento (ato ou efeito de reduzir). 2. Pressão circular que faz diminuir o diâmetro de um objeto; estreitamento. 3. Em medicina, é o estreitamento patológico de qualquer canal ou esfíncter; estenose.
147 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
148 Eosinófilo: Eosinófilos ou granulócitos eosinófilos são células sanguíneas responsáveis pela defesa do organismo contra parasitas e agentes infecciosos. Também participam de processos inflamatórios em doenças alérgicas e asma.
149 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
150 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
151 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
152 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
153 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
154 Eritematosas: Relativas a ou próprias de eritema. Que apresentam eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
155 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
156 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
157 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
158 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
159 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.

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