Preço de Januvia em Ann Arbor/SP: R$ 61,70

Januvia

Merck Sharp & Dohme

Atualizado em 08/12/2014

Januvia

Fosfato de sitagliptina, MSD

Uso oral

Uso adulto

O que é JANUVIA (fosfato de sitagliptina), MSD?

Forma Farmacêutica e Apresentações da Januvia

JANUVIATM é apresentado em comprimidos revestidos de 25 mg e 50 mg acondicionados em caixas com 28 comprimidos e em comprimidos revestidos de 100 mg acondicionados em caixas com 14 e 28 comprimidos. Ingrediente ativo: Cada comprimido revestido de JANUVIATM contém 32,13 mg, 64,25 mg e 128,5 mg de fosfato de sitagliptina, equivalente a 25 mg, 50 mg e 100 mg, respectivamente, de base livre. Ingredientes inativos: Cada comprimido revestido de JANUVIATM contém: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico anidro, croscarmelose sódica, estearato de magnésio e estearil fumarato de sódio. Além disso, o revestimento contém os seguintes ingredientes inativos: álcool polivinílico, polietilenoglicol (macrogol), talco, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.

Informações ao Paciente da Januvia

Como este medicamento funciona? JANUVIATM pertence a uma classe de medicamentos denominados inibidores da DPP-4 (inibidores da dipeptidil peptidase-4) que reduz os níveis de açúcar1 no sangue2 em pacientes com diabetes mellitus3 tipo 2. O diabetes tipo 24 também é denominado diabetes5 não-insulinodependente. JANUVIATM ajuda a melhorar os níveis de insulina6 após uma refeição. JANUVIATM diminui a quantidade de açúcar1 produzida pelo organismo. JANUVIATM age quando os níveis de açúcar1 no sangue2 estão altos, especialmente após uma refeição; JANUVIATM também reduz os níveis de açúcar1 no sangue2 entre as refeições. É improvável que JANUVIATM cause níveis muito baixos de açúcar1 no sangue2 (hipoglicemia7), porque ele não age quando os níveis de açúcar1 no sangue2 já estão baixos. Por que este medicamento foi indicado? Seu médico prescreveu JANUVIATM para ajudar a reduzir os seus níveis de açúcar1 no sangue2, que estão aumentados por causa do seu diabetes tipo 24. JANUVIATM pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com alguns outros medicamentos que diminuem os níveis de açúcar1 no sangue2 e deverá ser associado a dieta e a um programa de exercícios que seu médico lhe recomendará. O que é diabetes tipo 24? Diabetes tipo 24 é uma situação na qual seu organismo não produz insulina6 em quantidades suficientes, e a insulina6 produzida não age tão bem como deveria. Seu organismo também pode produzir muito açúcar1. Quando isto ocorre, o açúcar1 (glicose8) aumenta no sangue2 e pode causar sérios problemas de saúde9. O principal objetivo do tratamento do diabetes5 é trazer os níveis de açúcar1 no sangue2 para um nível normal. A redução e o controle dos níveis de açúcar1 no sangue2 podem ajudar a prevenir ou retardar as complicações do diabetes10, como doença cardíaca, doença renal11, perda da visão12 e amputação13 de membros. Como já foi mencionado, níveis altos de açúcar1 no sangue2 podem ser reduzidos por meio de dieta e exercícios e com o uso de alguns medicamentos. Quando não devo usar este medicamento? Contra-indicação: Você não deve tomar JANUVIATM se: for alérgico a qualquer um dos seus ingredientes (ver Forma farmacêutica e apresentações). Advertências: Uso na gravidez14 e na amamentação15: Mulheres grávidas ou que pretendem engravidar devem consultar seu médico antes de tomar JANUVIATM. O uso de JANUVIATM não é recomendado durante a gravidez14. Ainda não se sabe se JANUVIATM passa para o leite materno; por isso, você não deve usar JANUVIATM se estiver amamentando ou se planeja amamentar. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação do médico ou do cirurgião-dentista. Uso pediátrico: JANUVIATM não foi estudado em indivíduos com menos de 18 anos de idade. Uso em idosos: Nos estudos, JANUVIATM demonstrou boa ação e foi bem tolerado por pacientes adultos mais idosos; por isso, não é necessário ajuste de dose com base na idade. O que devo dizer para o meu médico antes de tomar JANUVIATM? Precauções: Informe ao seu médico se você apresenta ou já apresentou: diabetes tipo 116; cetoacidose diabética17 (níveis elevados de cetonas no sangue2 ou na urina18); problemas renais ou outros problemas clínicos; qualquer tipo de alergia19. Posso dirigir veículos ou operar máquinas enquanto estiver tomando JANUVIATM? Não existem informações sugestivas de que JANUVIATM afete a sua capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Posso tomar JANUVIATM com outros medicamentos? Interações medicamentosas: JANUVIATM pode ser tomado com a maioria dos medicamentos. Informe o seu médico sobre todos os medicamentos que esteja tomando, inclusive aqueles obtidos com receita médica, de venda livre e suplementos fitoterápicos (medicamentos feitos a partir de vegetais). Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não há contra-indicação relativa a faixas etárias. Entretanto, JANUVIATM não foi estudado em crianças com menos de 18 anos de idade (ver Uso pediátrico). Como devo tomar JANUVIATM? Aspecto físico: 25 mg: Comprimido revestido, rosa, circular, com a inscrição '221' de um lado e plano do outro. 50 mg: Comprimido revestido, bege claro, circular, com a inscrição '112' de um lado e plano do outro. 100 mg: Comprimido revestido, bege, circular,  com a inscrição '277' de um lado e plano do outro. Características organolépticas: Ver Aspecto físico. Dosagem: Tome JANUVIATM exatamente como o seu médico prescreveu. A dose recomendada deve ser tomada da seguinte maneira: 1 comprimido de 100 mg, uma vez ao dia, por via oral, com ou sem alimentos. Seu médico poderá lhe receitar uma dose mais baixa, caso você apresente problemas renais. Como usar: Seu médico poderá lhe prescrever JANUVIATM associado a alguns outros medicamentos que reduzem os níveis de açúcar1 no sangue2. A dieta e a prática de exercícios podem ajudar o seu organismo a utilizar melhor o açúcar1 existente no sangue2. É importante que você mantenha a dieta recomendada pelo seu médico, os exercícios e o programa de perda de peso enquanto estiver tomando JANUVIATM. Continue a tomar JANUVIATM pelo tempo prescrito pelo seu médico. Assim, você continuará a controlar os níveis de açúcar1 no sangue2. O que devo fazer se esquecer de tomar uma dose? Se esquecer uma dose, tome-a assim que lembrar. Caso não se lembre até o horário da próxima dose, pule a dose esquecida e continue tomando a dose usual. Não tome uma dose em dobro de JANUVIATM. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Este medicamento não pode ser partido ou mastigado. Quais efeitos adversos este medicamento pode causar? Reações: Assim como todos os medicamentos vendidos com receita médica, JANUVIATM pode causar efeitos adversos. Nos estudos, os efeitos adversos foram, em geral, leves e não obrigaram os pacientes a parar de tomar JANUVIATM. Os efeitos adversos relatados por pacientes que estavam tomando JANUVIATM foram semelhantes aos relatados pelos pacientes que estavam tomando um comprimido que não continha nenhum medicamento (um placebo20). Informe ao seu médico se apresentar qualquer efeito adverso incomum ou se algum efeito adverso conhecido não desaparecer ou piorar. Como saber mais sobre JANUVIATM e diabetes5? O seu médico poderá lhe dar informações mais detalhadas. Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe ao seu médico. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez? Se você tomar mais do que a dose prescrita de JANUVIATM, entre em contato com seu médico imediatamente. Onde e como devo guardar este medicamento? Mantenha o medicamento acondicionado na embalagem original e em temperatura entre 15°C e 30°C. Não tome este medicamento após a expiração21 da data de validade impressa na embalagem.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Não use remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde9.

Informações Aos Profissionais de Saúde9 da Januvia

Características Farmacológicas da Januvia

Os comprimidos de JANUVIATM contêm sitagliptina, um inibidor potente e seletivo ativo por via oral da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4), descrito quimicamente como: fosfato de 7-[(3R)-3-amino-1-oxo-4-(2,4,5-trifluorfenil)butil]-5,6,7,8-tetrahidro-3-(trifluormetil)-1,2,4-triazol[4,3-a]pirazina (1:1) monoidratado. A fórmula empírica é C16H15F6N5O• H3PO4• H2O e o peso molecular é 523,32. A fórmula estrutural é:

Fórmula da Januvia

A sitagliptina é um pó cristalino22, não higroscópico, branco a esbranquiçado. O composto é solúvel em água e N,N-dimetilformamida, discretamente solúvel em metanol, muito pouco solúvel em etanol, acetona e acetonitrila e insolúvel em isopropanol e acetato de isopropila.

Mecanismo de Ação da Januvia

JANUVIATM pertence a uma classe de agentes hipoglicemiantes orais23 denominada inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4), que melhoram o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 24 por meio do aumento dos níveis de hormônios incretina ativos. Os hormônios incretina, inclusive o peptídeo-1 semelhante ao glucagon24 (GLP-1) e o peptídeo insulinotrópico dependente de glicose8 (GIP), são liberados pelo intestino ao longo do dia e seus níveis aumentam em resposta a uma refeição. As incretinas são parte de um sistema endógeno envolvido na regulação fisiológica25 da homeostase da glicose8. Quando as concentrações sangüíneas de glicose8 estão normais ou elevadas, o GLP-1 e o GIP aumentam a síntese e a liberação de insulina6 das células pancreáticas beta26 por meio de vias sinalizadoras intracelulares que envolvem o AMP cíclico. O tratamento com GLP-1 ou com inibidores da DPP-4 em modelos animais de diabetes tipo 24 demonstrou melhorar a responsividade das células27 beta à glicose8 e estimular a biossíntese e a liberação de insulina6. Com níveis de insulina6 mais altos, a captação tecidual de glicose8 é aumentada. Além disso, o GLP-1 diminui a secreção de glucagon24 pelas células27 pancreáticas alfa. A redução das concentrações de glucagon24, associada a níveis mais altos de insulina6, resulta em redução da produção hepática28 de glicose8 e conseqüente redução da glicemia29. Quando as concentrações sangüíneas de glicose8 estão baixas, não são observadas estimulação da liberação de insulina6 e supressão da secreção de glucagon24 pelo GLP-1. O GLP-1 e o GIP não impedem a resposta normal do glucagon24 à hipoglicemia7. A atividade do GLP-1 e do GIP é limitada pela enzima30 DPP-4, que hidrolisa rapidamente os hormônios incretina para produzir produtos inativos. A sitagliptina evita a hidrólise dos hormônios incretina pela DPP-4, aumentando conseqüentemente as concentrações plasmáticas das formas ativas de GLP-1 e GIP. Ao aumentar os níveis de incretina ativa, a sitagliptina aumenta a liberação de insulina6 e diminui os níveis de glucagon24 de forma dependente da glicose8. Em pacientes com diabetes tipo 24 com hiperglicemia31, essas alterações nos níveis de insulina6 e de glucagon24 resultam em níveis mais baixos de hemoglobina32 A1c33 (HbA1c34) e concentrações mais baixas da glicemia de jejum35 e pós-prandial. Embora a sitagliptina seja um inibidor potente e altamente seletivo da enzima30 DPP-4, ela não inibe as enzimas estreitamente relacionadas DPP-8 ou DPP-9. A inibição da DPP-8 ou da DPP-9, mas não da DPP-4, está associada à toxicidade36 nos modelos animais pré-clínicos e a alteração da função imunológica in vitro.

Farmacocinética da Januvia

A farmacocinética da sitagliptina foi amplamente caracterizada em indivíduos saudáveis e em pacientes com diabetes tipo 24. Após a administração de uma dose de 100 mg por via oral a voluntários saudáveis, a sitagliptina foi rapidamente absorvida e as concentrações plasmáticas máximas (Tmáx mediano) ocorreram 1 a 4 horas após a dose. A área sob a curva (AUC) plasmática da sitagliptina aumentou de forma proporcional à dose. Após uma dose única de 100 mg por via oral a voluntários saudáveis, a AUC plasmática média da sitagliptina foi de 8,52 mcgM• h, a concentração máxima (Cmáx) foi de 950 nM e a meia-vida terminal aparente (t1/2) foi de 12,4 horas. No estado de equilíbrio, a AUC plasmática da sitagliptina aumentou aproximadamente 14% após doses de 100 mg em comparação com a primeira dose. Os coeficientes de variação intra-individuais e interindividuais para a AUC da sitagliptina foram pequenos (5,8% e 15,1%). A farmacocinética da sitagliptina foi, em geral, semelhante em voluntários saudáveis e em pacientes com diabetes tipo 24. Absorção: A biodisponibilidade absoluta da sitagliptina é de aproximadamente 87%. Uma vez que a co-administração de uma refeição rica em gordura37 com JANUVIATM não exerceu efeito na farmacocinética, JANUVIATM pode ser administrado com ou sem alimentos. Distribuição: Após uma dose única de 100 mg de sitagliptina por via intravenosa a voluntários saudáveis, o volume médio de distribuição no estado de equilíbrio é de aproximadamente 198 litros. A fração da sitagliptina que se liga reversivelmente às proteínas38 plasmáticas é pequena (38%). Metabolismo39: A sitagliptina é eliminada principalmente de forma inalterada na urina18; o metabolismo39 é uma via de menor importância. Aproximadamente 79% da sitagliptina são excretados de forma inalterada na urina18. Após uma dose oral de [14C]sitagliptina, aproximadamente 16% da radioatividade foram excretados na forma de metabólitos40 de sitagliptina. Seis metabólitos40 foram detectados em níveis-traço e não se espera que contribuam para a atividade inibitória de DPP-4 plasmática da sitagliptina. Estudos in vitro indicaram que a principal enzima30 responsável pelo metabolismo39 limitado da sitagliptina foi a CYP3A4, com contribuição da CYP2C8. Eliminação: Após a administração de uma dose de [14C]sitagliptina por via oral a voluntários saudáveis, aproximadamente 100% da radioatividade administrada foram eliminados nas fezes (13%) ou na urina18 (87%) uma semana após a administração. A t1/2 terminal aparente após uma dose de 100 mg de sitagliptina por via oral foi de aproximadamente 12,4 horas e a depuração renal11 foi de aproximadamente 350 ml/min. A eliminação da sitagliptina ocorre principalmente por excreção renal11 e envolve secreção tubular ativa. A sitagliptina é um substrato para o transportador-3 aniônico orgânico humano (hOAT-3), que pode estar envolvido na eliminação renal11 da sitagliptina. A relevância clínica do hOAT-3 no transporte da sitagliptina não foi estabelecida. A sitagliptina também é um substrato da p-glicoproteína, que também pode estar envolvida na mediação da eliminação renal11 da sitagliptina. No entanto, a ciclosporina, um inibidor da p-glicoproteína, não reduziu a depuração renal11 da sitagliptina. Populações específicas: Insuficiência renal41: Foi conduzido um estudo aberto, de dose única, para avaliar a farmacocinética de JANUVIATM (dose de 50 mg) em pacientes com graus variados de insuficiência renal41 crônica em comparação com voluntários saudáveis de controle. O estudo incluiu pacientes com insuficiência renal41 classificada (com base no clearance de creatinina42) como leve (50 a < 80 ml/min), moderada (30 a < 50 ml/min) e grave (< 30 ml/min), bem como pacientes com insuficiência renal41 terminal (IRT), em hemodiálise43. O clearance de creatinina42 foi medido pelas determinações do clearance de creatinina42 urinária em 24 horas ou estimado a partir da creatinina42 sérica com base na fórmula de Cockcroft-Gault:

CrCl= [140 - idade (anos)] x peso (kg)         {x 0,85 para pacientes44 do sexo feminino}
          [72 x creatinina42 sérica (mg/dl45)]


Os pacientes com insuficiência renal41 leve não apresentaram aumento clinicamente significativo das concentrações plasmáticas da sitagliptina em comparação com os voluntários saudáveis de controle. Em comparação com os voluntários saudáveis de controle, observou-se aumento de aproximadamente 2 vezes na AUC plasmática da sitagliptina em pacientes com insuficiência renal41 moderada e aumento de aproximadamente 4 vezes em pacientes com insuficiência renal41 grave e naqueles com IRT em hemodiálise43. A sitagliptina foi modestamente removida por hemodiálise43 (13,5% durante uma sessão de hemodiálise43 de 3 a 4 horas, iniciando-se 4 horas após a dose). Para atingir concentrações plasmáticas de sitagliptina semelhantes às observadas em pacientes com função renal11 normal, recomendam-se doses mais baixas para pacientes44 com insuficiência renal41 moderada e grave, bem como para pacientes44 com IRT e necessidade de hemodiálise43 (ver Posologia e administração, Pacientes com insuficiência renal41). Insuficiência hepática46: Após a administração de uma dose única de 100 mg de JANUVIATM a pacientes com insuficiência hepática46 moderada (escore de Child-Pugh de 7 a 9), a AUC média e a Cmáx da sitagliptina aumentaram aproximadamente 21% e 13%, respectivamente, em comparação aos controles pareados saudáveis. Essas diferenças não são consideradas clinicamente significativas. Não é necessário ajuste posológico de JANUVIATM para pacientes44 com insuficiência hepática46 leve ou moderada. Não existe experiência clínica em pacientes com insuficiência hepática46 grave (escore de Child-Pugh > 9). No entanto, como a sitagliptina é eliminada principalmente por via renal11, não se espera que a insuficiência hepática46 grave afete a farmacocinética da sitagliptina. Idosos: Não é necessário ajuste posológico com base na idade. A idade não exerceu impacto clinicamente significativo na farmacocinética da sitagliptina com base em uma análise da farmacocinética populacional dos dados de estudos fases I e II. Os voluntários idosos (65 a 80 anos de idade) apresentaram concentrações plasmáticas da sitagliptina aproximadamente 19% mais altas em comparação com os voluntários mais jovens. Pacientes pediátricos: Não foram conduzidos estudos com JANUVIATM em pacientes pediátricos. Sexo: Não é necessário ajuste posológico com base no sexo. O sexo não exerceu efeito clinicamente significativo na farmacocinética da sitagliptina com base em uma análise composta dos dados de farmacocinética de estudos fase I e em uma análise de farmacocinética populacional dos dados de estudos fases I e II. Raça: Não é necessário ajuste posológico com base na raça. A raça não exerceu efeito clinicamente significativo na farmacocinética da sitagliptina com base em uma análise composta dos dados de farmacocinética de estudos fase I e em uma análise de farmacocinética populacional dos dados de estudos fases I e II, que incluíram voluntários brancos, hispânicos, negros, asiáticos e de outros grupos raciais. Índice de massa corporal47 (IMC48): Não é necessário ajuste posológico com base no IMC48. O índice de massa corporal47 não exerceu efeito clinicamente significativo na farmacocinética da sitagliptina com base em uma análise composta dos dados de farmacocinética de estudos fase I e em uma análise de farmacocinética populacional dos dados de estudos fases I e II. Diabetes tipo 24: A farmacocinética da sitagliptina em pacientes com diabetes tipo 24 é, em geral, semelhante à de voluntários saudáveis.

Farmacodinâmica da Januvia

Resultados de eficácia: Em pacientes com diabetes tipo 24, a administração de doses únicas de JANUVIATM por via oral leva a inibição da atividade enzimática da DPP-4 por um período de 24 horas, o que resulta em aumento de 2 a 3 vezes nos níveis circulantes de GLP-1 e GIP ativos, aumento dos níveis plasmáticos de insulina6 e de peptídeo-C, redução das concentrações de glucagon24, redução da glicemia de jejum35 e redução dos picos de glicose8 após uma sobrecarga oral de glicose8 ou refeição. Em um estudo que envolveu pacientes com diabetes tipo 24 controlados inadequadamente com monoterapia com metformina49, os níveis de glicose8 monitorados ao longo do dia foram significativamente mais baixos entre os pacientes que receberam 100 mg/dia de JANUVIATM em combinação com metformina49 em relação aos observados entre os pacientes que receberam placebo20 e metformina49 (ver Figura).

Figura - Perfil de glicose8 plasmática nas 24 horas após tratamento de quatro semanas com JANUVIATM 100 mg/dia e metformina49 ou placebo20 ou metformina49

FIGURA

Nos estudos clínicos fase III, com duração de 18 e 24 semanas, o tratamento com 100 mg/dia em pacientes com diabetes tipo 24 melhorou significativamente a função da célula50 beta, conforme determinado por vários marcadores, inclusive HOMA-b (Avaliação de um Modelo de Homeostase-b), razão pró-insulina6:insulina6 e medidas de responsividade da célula50 beta ao teste de tolerância à refeição amostradas freqüentemente. Nos estudos fase II, a administração de 50 mg de JANUVIATM duas vezes ao dia não proporcionou eficácia glicêmica adicional em comparação com a dose de 100 mg uma vez ao dia. Nos estudos que envolveram voluntários saudáveis, JANUVIATM não diminuiu a glicemia29 nem causou hipoglicemia7, o que sugere que as ações insulinotrópicas e supressoras de glucagon24 do fármaco51 são dependentes da glicose8. Efeitos na pressão arterial52: Em um estudo cruzado, randômico, controlado com placebo20, conduzido em pacientes hipertensos que recebiam um ou mais anti-hipertensivos (inclusive inibidores da enzima30 conversora de angiotensina, antagonistas da angiotensina II, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores e diuréticos53), a co-administração de JANUVIATM foi geralmente bem tolerada. Nesses pacientes JANUVIATM exerceu efeito redutor discreto na pressão arterial52; em comparação com o placebo20, o tratamento com 100 mg/dia de JANUVIATM reduziu a pressão arterial sistólica54 ambulatorial média de 24 horas em aproximadamente 2 mmHg. Não foram observadas reduções em voluntários normotensos. Eletrofisiologia cardíaca: Período basal: Em um estudo cruzado, randômico, controlado com placebo20, 79 voluntários saudáveis receberam uma dose única de 100 mg e de 800 mg de JANUVIATM (8 vezes a dose recomendada) por via oral e placebo20. A dose recomendada de 100 mg não exerceu efeito no intervalo QTc na concentração plasmática máxima ou em qualquer outro ponto de tempo durante o estudo. Após a dose de 800 mg, o aumento máximo da alteração média do intervalo QTc corrigida pelo placebo20 em relação ao período basal três horas após a dose foi de 8,0 ms; este pequeno aumento não foi considerado clinicamente significativo. As concentrações plasmáticas máximas de 800 mg de sitagliptina foram aproximadamente 11 vezes mais altas do que as concentrações máximas após uma dose de 100 mg. Os pacientes com diabetes tipo 24 que receberam 100 mg (N = 81) ou 200 mg de JANUVIATM (N = 63) diariamente não apresentaram alterações significativas no intervalo QTc com base nos dados de ECG obtidos no momento da concentração plasmática máxima esperada.

Estudos Clínicos da Januvia

No total, 2.316 pacientes com diabetes tipo 24 foram distribuídos de modo randômico em quatro estudos clínicos fase III duplo-cegos, controlados com placebo20, que avaliaram os efeitos da sitagliptina no controle glicêmico. No grupo estudado, foram comuns co-morbidades: 58% apresentavam hipertensão55, 53%, dislipidemia, e mais de 50% eram obesos (IMC48 ³ 30 kg/m2). A maioria dos pacientes (51,6% a 65,8%) preenchia os critérios diagnósticos do NCEP (National Cholesterol Education Program - Programa de Educação sobre o Colesterol56 dos EUA) para síndrome metabólica57. Nesses estudos, a média de idade dos pacientes foi de 54,8 anos. Além disso, os pacientes dividiam-se em: 62% brancos, 18% hispânicos, 6% negros, 9% asiáticos e 4% de outros grupos raciais. Foram conduzidos outros estudos clínicos duplo-cegos, controlados com placebo20: um deles envolveu 151 pacientes japoneses com diabetes tipo 24 e outro, 91 pacientes com diabetes tipo 24 e insuficiência renal41 moderada a grave. Em pacientes com diabetes tipo 24, o tratamento com JANUVIATM melhorou de forma clinicamente significativa a hemoglobina32 A1c33 (HbA1c34), a glicemia de jejum35 (GJ) e a glicemia pós-prandial58 de 2 horas (GPP). JANUVIATM proporcionou melhora nas medidas de função das células27 beta (ver Farmacodinâmica). Estudos clínicos de monoterapia: Um total de 1.262 pacientes com diabetes tipo 24 participou de dois estudos duplo-cegos, controlados com placebo20, com 18 e 24 semanas de duração, para avaliar a eficácia e a segurança da monoterapia com JANUVIATM. Os pacientes com controle glicêmico inadequado (HbA1c34 7% a 10%) foram distribuídos de modo randômico para receber uma dose de 100 mg ou 200 mg de JANUVIATM ou placebo20 uma vez ao dia. O tratamento com 100 mg/dia de JANUVIATM proporcionou melhoras significativas da HbA1c34, da GJ e da GPP de 2 horas em comparação com o placebo20 (Tabelas 1 e 2). Esses estudos incluíram pacientes cujos níveis de HbA1c34 situavam-se em um amplo intervalo no período basal. A melhora da HbA1c34 não foi afetada por sexo, idade, raça, IMC48 no período basal, presença de síndrome metabólica57 ou índice padrão de resistência à insulina59 (HOMA-IR60). Os pacientes com diagnóstico61 de diabetes5 mais recente (< 3 anos) ou com HbA1c34 no período basal mais elevada apresentaram maiores reduções de HbA1c34. Em ambos os estudos, JANUVIATM proporcionou redução significativa da GJ em comparação com o placebo20 (-19,3 mg/dl45 no estudo de 18 semanas e -15,8 mg/dl45 no estudo de 24 semanas) em 3 semanas, o primeiro ponto de tempo no qual a GJ foi avaliada. No geral, a dose diária de 200 mg não proporcionou maior eficácia glicêmica do que a dose diária de 100 mg. O efeito de JANUVIATM nos desfechos lipídicos foi semelhante ao do placebo20. O peso corporal não aumentou em relação ao período basal com a terapia com JANUVIATM em qualquer um dos estudos, em comparação a uma pequena redução observada entre os pacientes que receberam placebo20 (Tabela 2). A incidência62 observada de hipoglicemia7 no grupo que recebeu JANUVIATM foi semelhante à observada no grupo que recebeu placebo20.

Tabela 1 - Resultados de HbA1c34 nos estudos de JANUVIATM, controlados com placebo20, de 18 e 24 semanas, em pacientes com diabetes5 tipo 2†, incluindo estratificação por categoria de HbA1c34 no período basal

                                                                  Estudo de 18 semanas        Estudo de 24 semanas

                                                                  JANUVIATM     Placebo20        JANUVIATM     Placebo20

                                                                  100 mg                                    100 mg

HbA1c34 (%)                                                     N = 193          N = 103        N = 229             N = 244

Período basal (média)                                    8,04               8,05             8,01                  8,03

Alteração em relação ao                                -0,48              0,12             -0,61                 0,18

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                                -0,60§                                -0,79§

placebo20 (média ajustada‡)

Pacientes (%) que atingiram HbA1c34 < 7%          69 (35,8)         16 (15,5)      93 (40,6)         41 (16,8)

Categoria de HbA1c34 no período basal

HbA1c34 (%) ³ 9% no período basal                     N = 27            N = 20         N = 37            N = 35

Período basal (média)                                        9,48                9,48              9,59               9,46

Alteração em relação ao                                    -0,83               0,37             -1,27              0,25

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                                  -1,20                                     -1,52

placebo20 (média ajustada‡)

HbA1c34 (%) ³ 8% a < 9% no período basal          N = 70            N = 25         N = 62            N = 82

Período basal (média)                                            8,40                8,38             8,36               8,41

Alteração em relação ao                                        -0,42               0,19             -0,64              0,16

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                                        -0,61                                   -0,80

placebo20 (média ajustada‡)

HbA1c34 (%) < 8% no período basal                     N = 96            N = 58         N = 130          N = 127

Período basal (média)                                            7,37               7,41             7,39                7,39

Alteração em relação ao                                        -0,42              0,02             -0,40              0,17

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                                        -0,44                                 -0,57

placebo20 (média ajustada‡)

† População de todos os pacientes tratados (análise de intenção de tratar).

‡ Médias de quadrados mínimos ajustadas pela terapia hipoglicemiante63 anterior e valor no período basal.

§ p < 0,001 em comparação com o placebo20.

Tabela 2 - Outros parâmetros glicêmicos e peso corporal nos estudos de JANUVIATM, controlados com placebo20, de 18 e 24 semanas, em pacientes com diabetes5 tipo 2†

                                                               Estudo de 18 semanas        Estudo de 24 semanas

                                                               JANUVIATM     Placebo20        JANUVIATM     Placebo20

                                                               100 mg                                    100 mg

Glicemia de jejum35 - GJ (mg/dl45)              N = 201          N = 107        N = 234          N = 247

Período basal (média)                             179,8              183,6           170,2              176,1

Alteração em relação ao                         -12,7                7,0                -12,4                 4,7

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                        -19,7§                                -17,1§

placebo20 (média ajustada‡)

Glicemia pós-prandial58 - GPP                  %                   %                N = 201          N = 204

de 2 horas (mg/dl45)

Período basal (média)                                                                       257,2              270,8

Alteração em relação ao                                                                   -48,9              -2,2

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                                                                   -46,7§

placebo20 (média ajustada‡)

Peso corporal (kg)¶                                N = 172          N = 77         N = 193          N = 174

Período basal (média)                            89,5               91,3             83,9                 83,3

Alteração em relação ao                        -0,6                 -0,7              -0,2                  -1,1

período basal (média ajustada‡)

Diferença em relação ao                        0,1#                                   0,9††

placebo20 (média ajustada‡)

† População de todos os pacientes tratados (uma análise de intenção de tratar).

‡ Médias de quadrados mínimos ajustadas pela terapia hipoglicemiante63 anterior e valor no período basal.

§ p < 0,001 em comparação com o placebo20.

% Dados não disponíveis.

¶ População de todos os pacientes conforme o tratamento, excluindo os que receberam terapia glicêmica de resgate.

# Não significativo (p ³ 0,05) em comparação com o placebo20.

†† p < 0,01 em comparação com o placebo20.

Outros estudos de monoterapia: Um estudo duplo-cego64 e controlado com placebo20, que envolveu pacientes japoneses com diabetes tipo 24, avaliou a eficácia do tratamento com 100 mg de JANUVIATM uma vez ao dia em comparação com o placebo20. Este estudo incluiu 151 pacientes (75 receberam JANUVIATM e 76 placebo20) com média de idade de 55,3 anos e, no período basal, IMC48 de 25,2 kg/m2, HbA1c34 média de 7,6% e GJ média de 163 mg/dl45. Após 12 semanas, JANUVIATM proporcionou redução de 1,05% da HbA1c34 em relação ao placebo20 (JANUVIATM, -0,65% de alteração em relação ao período basal; placebo20, 0,41% [p < 0,001]). A GJ diminuiu 31,9 mg/dl45 em relação ao placebo20 (JANUVIATM, -22,5 mg/dl45 de alteração em relação ao período basal; placebo20, 9,4 mg/dl45 [p < 0,001]). Também foi conduzido um estudo multinacional, randômico, duplo-cego, controlado com placebo20, para avaliar a segurança e a tolerabilidade de JANUVIATM em 91 pacientes com diabetes tipo 24 e insuficiência renal41 crônica (clearance de creatinina42 < 50 ml/min). Os pacientes com insuficiência renal41 moderada receberam 50 mg/dia de JANUVIATM e aqueles com insuficiência renal41 grave ou IRT em diálise65 receberam 25 mg/dia. Nesse estudo, a segurança e a tolerabilidade de JANUVIATM foram, em geral, semelhantes às do placebo20. Além disso, as reduções da HbA1c34 e da GJ com JANUVIATM em comparação com o placebo20 foram, em geral, semelhantes às observadas em outros estudos de monoterapia (ver Farmacocinética, Populações específicas, Insuficiência renal41). Terapia combinada66 com metformina49: Um total de 701 pacientes com diabetes tipo 24 participou de um estudo de 24 semanas de duração, randômico, duplo-cego, controlado com placebo20, que avaliou a eficácia de JANUVIATM em combinação com a metformina49. Todos os pacientes iniciaram o tratamento com a metformina49 em monoterapia, cuja dose foi titulada para 1.500 mg/dia, no mínimo. Os pacientes foram distribuídos de modo randômico para receber a adição de 100 mg de JANUVIATM ou placebo20, em dose única diária. Em combinação com a metformina49, JANUVIATM proporcionou melhoras significativas da HbA1c34, da GJ, e da GPP de 2 horas em comparação com a associação de placebo20 e metformina49 (Tabela 3). A melhora da HbA1c34 não foi afetada pelos níveis de HbA1c34 no período basal, terapia hipoglicemiante63 anterior, sexo, idade, IMC48 no período basal, tempo transcorrido desde o diagnóstico61 de diabetes5, presença de síndrome metabólica57 ou índice-padrão de resistência à insulina59 (HOMA-IR60) ou secreção de insulina6 (HOMA-b). O peso corporal diminuiu em relação ao período basal em ambos os grupos de tratamento.

Tabela 3 - Parâmetros glicêmicos e peso corporal na visita final (estudo de 24 meses) para JANUVIATM em combinação com a metformina†

                                                       JANUVIATM 100 mg               Placebo20 +

                                                       + metformina49                           metformina49

HbA1c34 (%)                                           N = 453                                N = 224

Período basal (média)                         7,96                                     8,03

Alteração em relação                         -0,67                                    -0,02

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação ao                   -0,65§

placebo20 + metformina49

(média ajustada‡)

Pacientes (%) atingindo                   213 (47,0)                             41 (18,3)

HbA1c34 < 7%

FPG (mg/dl45)                                       N = 454                                N = 226

Período basal (média)                     170,0                                   173,5

Alteração em relação                         -16,9                                    8,5

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação ao                  -25,4§

placebo20 + metformina49

(média ajustada‡)

GPP de 2 horas (mg/dl45)                       N = 387                                N = 182

Período basal (média)                         274,5                                     272,4

Alteração em relação                           -62,0                                      -11,4

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação ao                     -50,6§

placebo20 + metformina49

(média ajustada‡)

Peso corporal (kg)¥                             N = 399                                N = 169

Período basal (média)                         86,9                                     87,6

Alteração em relação                           -0,7                                     -0,6

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação ao                    -0,1¶

placebo20 + metformina49

(média ajustada‡)

† População de todos os pacientes tratados (uma análise de intenção de tratar).

‡ Médias de quadrados mínimos ajustadas pela terapia hipoglicemiante63 anterior e valor no período basal.

§ p < 0,001 em comparação com placebo20 + metformina49.

¥ População de todos os pacientes conforme o tratamento, excluindo os que receberam terapia glicêmica de resgate.

¶ Não estatisticamente significativo (p ³ 0,05) em comparação com o placebo20 + metformina49.

Terapia combinada66 com pioglitazona: Um total de 353 pacientes com diabetes tipo 24 participou de um estudo de 24 semanas de duração, randômico, duplo-cego e controlado com placebo20, que avaliou a eficácia de JANUVIATM em combinação com a pioglitazona. No início do estudo, todos os pacientes receberam monoterapia com pioglitazona em uma dose de 30-45 mg por dia e, a seguir, foram distribuídos de modo randômico para receber a adição de 100 mg de JANUVIATM ou placebo20, em dose única diária. Os desfechos glicêmicos avaliados incluíram HbA1c34 e glicemia de jejum35. Em combinação com a pioglitazona, JANUVIATM proporcionou melhoras significativas da HbA1c34 e da GJ em comparação com o placebo20 associado à pioglitazona (Tabela 4). A melhora da HbA1c34 não foi afetada pela HbA1c34 no período basal, terapia hipoglicemiante63 anterior, sexo, idade, raça, IMC48 no período basal, tempo transcorrido desde o diagnóstico61 de diabetes5, presença de síndrome metabólica57 ou índice padrão de resistência à insulina59 (HOMA-IR60) ou secreção de insulina6 (HOMA-b). O tratamento com JANUVIATM não aumentou significativamente o peso corporal em relação ao período basal em comparação com o placebo20.

Tabela 4 - Parâmetros glicêmicos e peso corporal na visita final (estudo de 24 semanas) para JANUVIATM em combinação com a pioglitazona†

                                                       JANUVIATM 100 mg                  Placebo20 +

                                                       + pioglitazona                             pioglitazona

HbA1c34 (%)                                           N = 163                                  N = 174

Período basal (média)                         8,05                                       8,00

Alteração em relação                         -0,85                                      -0,15

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação                         -0,70§

a pioglitazona

isoladamente

(média ajustada‡)

Pacientes (%) atingindo                     74 (45,4)                              40 (23,0)

HbA1c34 < 7%

FPG (mg/dl45)                                       N = 163                                  N = 174

Período basal (média)                      168,3                                      165,6

Alteração em relação                         -16,7                                      1,0

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação                       -17,7§

a pioglitazona

isoladamente

(média ajustada‡)

Peso corporal (kg)¥                             N = 133                               N = 136

Período basal (média)                        90,0                                      85,6

Alteração em relação                         1,8                                         1,5

ao período basal

(média ajustada‡)

Diferença em relação                         0,2¶

a pioglitazona

isoladamente

(média ajustada‡)

† População de todos os pacientes tratados (uma análise de intenção de tratar).

‡ Médias de quadrados mínimos ajustadas pela terapia hipoglicemiante63 anterior e valor no período basal.

§ p < 0,001 em comparação com o placebo20 + pioglitazona.

¥ População de todos os pacientes conforme o tratamento, excluindo os que receberam terapia glicêmica de resgate.

¶ Não estatisticamente significativo (p ³ 0,05) em comparação com o placebo20 + pioglitazona.

Indicações da Januvia

Monoterapia: JANUVIATM é indicado como adjuvante à dieta e à prática de exercícios para melhorar o controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus3 tipo 2. Terapia combinada66: JANUVIATM também é indicado para pacientes44 com diabetes mellitus3 tipo 2 para melhorar o controle glicêmico em combinação com a metformina49 ou com um agonista67 de PPARg (por exemplo, tiazolidinediona) quando a dieta e os exercicios, além do agente único, não proporcionam controle glicêmico adequado.

Contra-Indicações da Januvia

JANUVIATM é contra-indicado para pacientes44 com hipersensibilidade a qualquer um dos seus componentes.

Posologia e Administração da Januvia

A dose recomendada de JANUVIATM é de 100 mg em dose única diária como monoterapia ou em terapia combinada66 com a metformina49 ou um agonista67 de PPARg (por exemplo, tiazolidinediona). JANUVIATM pode ser tomado com ou sem alimentos. Pacientes com insuficiência renal41: Para pacientes44 com insuficiência renal41 leve (clearance de creatinina42 [CrCl] ³ 50 ml/min, correspondendo aproximadamente a níveis séricos de creatinina42 £ 1,7 mg/dl45 em homens e £ 1,5 mg/dl45 em mulheres), não é necessário ajuste posológico para JANUVIATM. Para pacientes44 com insuficiência renal41 moderada (CrCl ³ 30 a < 50 ml/min, correspondendo aproximadamente a níveis séricos de creatinina42 > 1,7 a £ 3,0 mg/dl45 em homens e > 1,5 a £ 2,5 mg/dl45 em mulheres), a posologia de JANUVIATM é de 50 mg em dose única diária. Para pacientes44 com insuficiência renal41 grave (CrCl < 30 ml/min, correspondendo aproximadamente a níveis séricos de creatinina42 > 3,0 mg/dl45 em homens e > 2,5 mg/dl45 em mulheres) ou com IRT que requeiram hemodiálise43, a dose de JANUVIATM é de 25 mg em dose única diária. JANUVIATM pode ser administrado independentemente dos horários da hemodiálise43. O clearance de creatinina42 pode ser estimado a partir da creatinina42 sérica utilizando-se a fórmula de Cockcroft-Gault (ver Características farmacológicas e Farmacocinética, Populações específicas, Insuficiência renal41).

Advertências da Januvia

Gerais: JANUVIATM não deve ser utilizado por pacientes com diabetes tipo 116 ou para o tratamento de cetoacidose diabética17. Hipoglicemia7: Nos estudos clínicos de JANUVIATM como monoterapia e JANUVIATM como parte da terapia combinada66 com a metformina49 ou a pioglitazona, as taxas de hipoglicemia7 relatadas com JANUVIATM foram semelhantes às observadas em pacientes que recebiam placebo20. O uso de JANUVIATM em combinação com medicamentos que sabidamente causam hipoglicemia7, como as sulfoniluréias68 ou a insulina6, ainda não foi adequadamente estudado. Insuficiência renal41: Recomenda-se ajuste posológico para pacientes44 com insuficiência renal41 moderada ou grave e para pacientes44 com IRT que requeiram hemodiálise43 (ver Posologia e administração, Pacientes com insuficiência renal41). Gravidez14: Categoria de risco B. A sitagliptina não foi teratogênica69 para ratos em doses orais de até 250 mg/kg ou para coelhos que receberam 125 mg/kg durante a organogênese (até 32 e 22 vezes, respectivamente, a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). Em ratos, observou-se discreto aumento da incidência62 de malformações70 das costelas71 fetais (ausência, hipoplasia72 e costelas71 flutuantes) com doses orais de 1.000 mg/kg/dia (aproximadamente 100 vezes a exposição em humanos com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). Na prole de ratos que receberam doses orais de 1.000 mg/kg/dia, foram observadas discretas reduções dos pesos corporais médios pré-desmame em ambos os sexos e ganhos de peso corporal pós-desmame em machos. No entanto, estudos de reprodução73 animal nem sempre são preditivos da resposta humana. Não existem estudos adequados e bem controlados conduzidos em mulheres grávidas; portanto, não se conhece a segurança de JANUVIATM nessa população. O uso de JANUVIATM, assim como o de outros agentes hipoglicemiantes orais23, não é recomendado na gravidez14. Lactação74: A sitagliptina é secretada no leite de ratas lactantes75. Não se sabe se a sitagliptina é secretada no leite humano; portanto, JANUVIATM não deve ser utilizado por uma mulher que esteja amamentando. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco da Januvia

Uso pediátrico: A segurança e a eficácia de JANUVIATM em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Uso em idosos: Nos estudos clínicos, a segurança e a eficácia de JANUVIATM em idosos (³ 65 anos, N = 409) foram comparáveis às observadas em pacientes mais jovens (< 65 anos). Não é necessário ajuste posológico com base na idade. A probabilidade de pacientes idosos apresentarem insuficiência renal41 é maior; assim como para outros pacientes, podem ser necessários ajustes posológicos para os idosos na presença de insuficiência renal41 significativa (ver Posologia e administração, Pacientes com insuficiência renal41).

Interações Medicamentosas da Januvia

Nos estudos de interação medicamentosa, a sitagliptina não exerceu efeitos clinicamente significativos na farmacocinética dos seguintes fármacos: metformina49, rosiglitazona, gliburida, sinvastatina, varfarina e anticoncepcionais orais. Com base nesses dados, a sitagliptina não inibe as isoenzimas do sistema do citocromo P-450 (CYP) 3A4, 2C8 ou 2C9. Com base nos dados in vitro, também não é esperado que a sitagliptina iniba as isoenzimas 2D6, 1A2, 2C19 ou 2B6 ou induza a isoenzima 3A4 desse sistema enzimático. Quando a digoxina foi co-administrada com o fosfato de sitaglipitina, houve discreto aumento na AUC (11%) e na média da Cmáx (18%) da digoxina; estes aumentos não parecem ser clinicamente significativos. Os pacientes em tratamento com digoxina devem ser monitorados de forma apropriada. Não é recomendado ajuste posológico da digoxina ou de JANUVIATM. A AUC e a Cmáx da sitagliptina aumentaram aproximadamente 29% e 68%, respectivamente, em indivíduos que receberam a co-administração de uma dose única de 100 mg de JANUVIATM por via oral e uma dose única de 600 mg de ciclosporina por via oral, um potente inibidor investigativo da p-glicoproteína. As alterações observadas na farmacocinética da sitagliptina não parecem ser clinicamente significativas. Não é recomendado ajuste posológico de JANUVIATM quando co-administrado com a ciclosporina ou outros inibidores da p-glicoproteína (por exemplo, cetoconazol). Uma análise da farmacocinética populacional dos pacientes e voluntários saudáveis (N = 858), que utilizavam ampla variedade de medicamentos concomitantemente (83 medicamentos, aproximadamente metade dos quais eliminados por via renal11), não mostrou efeitos clinicamente significativos desses medicamentos na farmacocinética da sitagliptina. Efeito da sitagliptina sobre outros fármacos: Nos estudos clínicos, a sitagliptina não alterou significativamente a farmacocinética da metformina49, da gliburida, da sinvastatina, da rosiglitazona, da varfarina ou dos anticoncepcionais orais, fornecendo evidências in vivo de baixa propensão a causar interações medicamentosas com substratos da CYP3A4, CYP2C8, CYP2C9 e do transportador orgânico catiônico (TOC). Doses múltiplas da sitagliptina aumentaram discretamente as concentrações de digoxina; no entanto, esses aumentos não parecem ser clinicamente significativos e não são atribuídos a um mecanismo específico. Metformina49: A co-administração de doses múltiplas duas vezes ao dia de sitagliptina com a metformina49, um substrato do TOC, não alterou significativamente a farmacocinética da metformina49 em pacientes com diabetes tipo 24; portanto, a sitagliptina não é um inibidor do transporte mediado por TOC. Sulfoniluréia: A farmacocinética de uma dose única de gliburida, um substrato da CYP2C9, não foi significativamente alterada em voluntários que receberam doses múltiplas da sitagliptina. Não são esperadas interações clinicamente significativas com outras sulfoniluréias68 (por exemplo, glipizida76, tolbutamida e glimepirida77), as quais, a exemplo da gliburida, são eliminadas principalmente pela CYP2C9. Sinvastatina: A farmacocinética de uma dose única de sinvastatina, um substrato da CYP3A4, não foi alterada significativamente em voluntários que receberam doses múltiplas diárias da sitagliptina; portanto, a sitagliptina não é um inibidor do metabolismo39 mediado pela CYP3A4. Tiazolidinedionas: A farmacocinética de uma dose única de rosiglitazona não foi alterada significativamente em voluntários que receberam doses múltiplas diárias da sitagliptina; portanto, a sitagliptina não é um inibidor do metabolismo39 mediado pela CYP2C8. Não são esperadas interações clinicamente significativas com a pioglitazona porque o metabolismo39 da pioglitazona é mediado predominantemente pela CYP2C8 ou pela CYP3A4. Varfarina: Doses múltiplas diárias de sitagliptina não alteraram significativamente a farmacocinética - conforme determinado pela medição dos enantiômeros S(-) ou R(+)varfarina - ou a farmacodinâmica - conforme determinado pela medição da INR da protrombina78 - de uma dose única de varfarina. Uma vez que a S(-)varfarina é metabolizada principalmente pela CYP2C9, esses dados também fundamentam a conclusão de que a sitagliptina não é um inibidor da CYP2C9. Anticoncepcionais orais: A co-administração com a sitagliptina não alterou significativamente a farmacocinética no estado de equilíbrio da noretindrona ou do etinilestradiol. Digoxina: A sitagliptina exerce efeito mínimo na farmacocinética da digoxina. Após a administração de 0,25 mg de digoxina concomitantemente com 100 mg de JANUVIATM diariamente por 10 dias, a AUC plasmática da digoxina aumentou 11% e a Cmáx plasmática, 18%. Esses aumentos não parecem ser clinicamente significativos. Os dados clínicos descritos a seguir sugerem que a sitagliptina não é passível de interações clinicamente significativas quando co-administrada com os seguintes medicamentos: Metformina49: A co-administração de doses múltiplas, duas vezes ao dia, de metformina49 com a sitagliptina, não alterou significativamente a farmacocinética da sitagliptina em pacientes com diabetes tipo 24. Ciclosporina: Foi conduzido um estudo para determinar o efeito da ciclosporina, um potente inibidor da p-glicoproteína, sobre a farmacocinética da sitagliptina. A co-administração de uma dose única de 100 mg de JANUVIATM por via oral e de uma dose única de 600 mg de ciclosporina por via oral aumentou a AUC e a Cmáx da sitagliptina aproximadamente 29% e 68%, respectivamente. Essas modestas alterações na farmacocinética da sitagliptina não foram consideradas clinicamente significativas. A depuração renal11 da sitagliptina também não foi alterada significativamente. Portanto, não são esperadas interações significativas com outros inibidores da p-glicoproteína. Farmacocinética populacional: Em uma análise da farmacocinética populacional dos estudos fases I e II, 83 medicamentos concomitantes, aproximadamente metade dos quais são predominantemente eliminados por via renal11, foram selecionados quanto a potenciais efeitos sobre a farmacocinética da sitagliptina. As concentrações plasmáticas da sitagliptina não foram alteradas significativamente por nenhum dos medicamentos que foram avaliados. Esses resultados sugerem que a sitagliptina provavelmente não seja suscetível a interações com outros medicamentos.

Toxicologia Animal da Januvia

Toxicidade36 aguda: A DL50 aproximada da sitagliptina administrada por via oral a ratos é > 3.000 mg/kg (dose máxima testada). Essa dose é equivalente a ³ 200 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos. Em camundongos, a DL50 oral aproximada da sitagliptina é de 4.000 mg/kg. Essa dose é equivalente a > 385 vezes a exposição em humanos com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos. Toxicidade36 crônica: O potencial de toxicidade36 da sitagliptina foi avaliado em uma série de estudos de toxicidade36 em que foram utilizadas doses repetidas durante até 53 semanas em cães e até 27 semanas em ratos. Em cães que receberam a sitagliptina por via oral nas doses de 2, 10 e 50 mg/kg/dia, o nível no qual não se observou efeito foi de 10 mg/kg/dia (até 6 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). Os sinais79 físicos relacionados ao tratamento observados no grupo que recebeu 50 mg/kg/dia incluíram respiração com a boca80 aberta, salivação, vômitos81 de espuma branca, ataxia82, tremor, diminuição da atividade e/ou postura encurvada. Esses sinais79 foram transitórios, de grau leve, e sua incidência62 diminuiu durante o curso do estudo. Além disso, à histologia, observou-se degeneração83 muscular esquelética muito discreta a discreta nos estudos de toxicidade36 de 14 e 27 semanas com a dose de 50 mg/kg/dia, o que não foi observado no estudo de toxicidade36 de 53 semanas, indicando ausência de reprodutibilidade ou progressão dessa alteração com o aumento da duração do tratamento. A dose de 50 mg/kg/dia em cães resultou em valores de exposição sistêmica 26 vezes mais altos que os da exposição humana na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos. Em ratos, a sitagliptina administrada por via oral em doses de até 180 mg/kg/dia (até 23 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos) não causou toxicidade36 significativa. O único efeito relacionado ao fármaco51 observado foi salivação pós-dose, provavelmente relacionada à baixa palatabilidade do fármaco51, com as doses de 60 mg/kg/dia e 180 mg/kg/dia. Não se considera que as alterações relacionadas ao tratamento observadas em animais apresentem impacto clínico nas doses terapêuticas recomendadas para humanos. Carcinogenicidade: Foi conduzido um estudo de carcinogenicidade de dois anos em ratos machos e fêmeas que receberam doses orais de sitagliptina de 50, 150 e 500 mg/kg/dia. Com a dose mais alta, houve aumento da incidência62 de adenomas e carcinomas hepáticos no grupo dos machos e de carcinomas hepáticos no grupo das fêmeas. Essa dose em ratos resulta em aproximadamente 58 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos. Esse nível de dose foi associado a hepatotoxicidade84 em ratos. O nível no qual não se observou efeito quanto à indução de neoplasia85 hepática28 foi de 150 mg/kg/dia, aproximadamente 19 vezes a exposição humana com base na dose recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos. Como foi demonstrada que a hepatotoxicidade84 está relacionada com a indução de neoplasia85 hepática28 em ratos, essa incidência62 aumentada de tumores hepáticos em ratos foi provavelmente decorrente de toxicidade36 hepática28 crônica com a dose alta. A relevância clínica desses achados para humanos é desconhecida. Foi conduzido um estudo de carcinogenicidade de dois anos em camundongos machos e fêmeas com doses orais de 50, 125, 250 e 500 mg/kg/dia. A sitagliptina não aumentou a incidência62 de tumor86 em qualquer órgão com doses de até 500 mg/kg/dia (aproximadamente 68 vezes a exposição em humanos com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). Mutagênese: A sitagliptina não foi mutagênica ou clastogênica em uma bateria de estudos de toxicologia genética, inclusive o ensaio bacteriano de Ames (teste de mutagênese microbiana), ensaio de aberração cromossômica em células27 de ovário87 de hamster chinês (células27 CHO) (um ensaio de citogenética in vitro utilizando células27 CHO), um ensaio de eluição alcalina de DNA de hepatócito de ratos in vitro (um ensaio que mede a capacidade de um composto para induzir quebras no DNA monofilamentar) e um ensaio de micronúcleo in vivo. Reprodução73: Não foram observados efeitos adversos na fertilidade de ratos machos e fêmeas que receberam doses de até 1.000 mg/kg/dia (até aproximadamente 100 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos) de sitagliptina por via oral antes e durante o acasalamento. Desenvolvimento: A sitagliptina não foi teratogênica69 em ratos em doses orais de até 250 mg/kg ou em coelhos que receberam 125 mg/kg durante a organogênese (até 32 e 22 vezes, respectivamente, a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). Foi observado discreto aumento na incidência62 de malformações70 de costelas71 fetais (ausência, hipoplasia72 e costelas71 ondulantes) relacionado ao tratamento na prole de ratos com doses orais de 1.000 mg/kg/dia (aproximadamente 100 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). O nível no qual não se observou efeito no desenvolvimento foi de 250 mg/kg/dia (32 vezes a exposição humana com base na dose diária recomendada de 100 mg/dia para humanos adultos). Na prole de ratos, foram observadas reduções relacionadas ao tratamento no peso corporal médio pré-desmame de ambos os sexos e ganho de peso corporal pós-desmame nos animais machos que receberam doses orais de 1.000 mg/kg de sitagliptina.

Achados de Exames Laboratoriais da Januvia

Nos estudos clínicos, foi observado pequeno aumento médio nos níveis de ácido úrico (aproximadamente 0,2 mg/dl45 de diferença em relação ao placebo20; período basal médio de aproximadamente 5,0 a 5,5 mg/dl45) em pacientes que receberam 100 ou 200 mg/dia de JANUVIATM. Não foi relatado aumento na incidência62 de gota88. Também foi observada discreta redução média da fosfatase alcalina89 total (até aproximadamente 5 UI/l de diferença em relação ao placebo20; período basal médio de aproximadamente 56 a 62 UI/l), parcialmente relacionada a ligeira redução da fosfatase alcalina89 óssea. Foi observado discreto aumento no número de leucócitos90 (aproximadamente 200 células27/microlitro de diferença versus placebo20; número médio de leucócitos90 no período basal de aproximadamente 6.600 células27/microlitro) conseqüente ao aumento de neutrófilos91. Esse fato foi observado na maioria, porém não em todos os estudos. Essas alterações nos parâmetros laboratoriais não são consideradas clinicamente significativas. Não foram observadas alterações clinicamente significativas nos sinais vitais92 ou no ECG (inclusive no intervalo QTc) com o tratamento com JANUVIATM.

Atenção da Januvia

Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe ao seu médico.

Reações Adversas da Januvia

JANUVIATM foi geralmente bem tolerado nos estudos clínicos controlados tanto em monoterapia como em terapia combinada66 e a incidência62 global de eventos adversos foi semelhante à relatada com o placebo20. A descontinuação da terapia por eventos adversos clínicos também foi semelhante à observada com o placebo20. Em quatro estudos controlados com placebo20, três de 24 semanas e um de 18 semanas de duração, 1.082 pacientes receberam 100 mg/dia de JANUVIATM e 778 pacientes receberam placebo20 (dois destes estudos também incluíram 456 pacientes que receberam 200 mg/dia de JANUVIATM, duas vezes a dose recomendada). Não foram relatadas reações adversas relacionadas ao medicamento que tenham ocorrido a uma incidência62 ³ 1% em pacientes que receberam JANUVIATM. A incidência62 global de hipoglicemia7 em pacientes que receberam JANUVIATM foi semelhante à observada com o placebo20 (100 mg de JANUVIATM, 1,2%; 200 mg de JANUVIATM, 0,9%; placebo20, 0,9%). A incidência62 de eventos adversos gastrintestinais selecionados em pacientes que receberam cada uma das doses de JANUVIATM foi semelhante à observada com o placebo20, com exceção da incidência62 mais alta de náuseas93 com a dose de 200 mg: dor abdominal (100 mg de JANUVIATM, 2,3%; 200 mg de JANUVIATM, 1,3%; placebo20, 2,1%), náuseas93 (1,4%, 2,9%, 0,6%), vômitos81 (0,8%, 0,7%, 0,9%) e diarréia94 (3,0%, 2,6%, 2,3%).

Superdose da Januvia

Durante os estudos clínicos controlados em voluntários saudáveis, doses únicas de até 800 mg de JANUVIATM, em geral, foram bem toleradas. Em um estudo com uma dose de 800 mg de JANUVIATM, foram observados aumentos mínimos de QTc, não considerados clinicamente relevantes (ver Características farmacológicas e Farmacodinâmica). Não existem experiências em humanos com doses acima de 800 mg. No caso de superdose, é razoável empregar as medidas de suporte habituais, por exemplo, remoção de material não-absorvido do trato gastrintestinal, monitoramento clínico (inclusive a obtenção de um eletrocardiograma95) e terapia de suporte, se necessário. A sitagliptina é moderadamente dialisável. Nos estudos clínicos, aproximadamente 13,5% da dose foi removida durante uma sessão de hemodiálise43 de 3 a 4 horas. Pode ser considerada uma sessão de hemodiálise43 prolongada, se clinicamente apropriado. Ainda não se sabe se a sitagliptina é dialisável por diálise peritoneal96.

Armazenagem da Januvia

Mantenha o medicamento acondicionado na embalagem original e em temperatura entre 15°C e 30°C.


Venda Sob Prescrição Médica.

Produzido por: Merck Sharp & Dohme (Itália) S.p.A. - Itália.

Embalado por: Merck Sharp & Dohme de México, S.A. de C.V. - México.

* Marca depositada no INPI em 11 de abril de 2005 por Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.

MSD on line: 0800-0122232.

Registro no M.S. 1.0029.0172.

Importado por:

MERCK SHARP & DOHME Farmacêutica Ltda.

Januvia - Laboratório

Merck Sharp & Dohme
Rua 13 de Maio, 815
Sousas, Campinas/SP
Tel: 0800-122232
Site: http://www.msdonline.com.br

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Complementos

1 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
7 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
8 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Complicações do diabetes: São os efeitos prejudiciais do diabetes no organismo, tais como: danos aos olhos, coração, vasos sangüíneos, sistema nervoso, dentes e gengivas, pés, pele e rins. Os estudos mostram que aqueles que mantêm os níveis de glicose do sangue, a pressão arterial e o colesterol próximos aos níveis normais podem ajudar a impedir ou postergar estes problemas.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
13 Amputação: 1. Em cirurgia, é a remoção cirúrgica de um membro ou segmento de membro, de parte saliente (por exemplo, da mama) ou do reto e/ou ânus. 2. Em odontologia, é a remoção cirúrgica da raiz de um dente ou da polpa. 3. No sentido figurado, significa diminuição, restrição, corte.
14 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
15 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
16 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
17 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
18 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
19 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
20 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
21 Expiração: 1. Ato ou efeito de expirar. 2. Expulsão, pelas vias respiratórias, do ar dos pulmões. 3. Fim ou termo de prazo estipulado ou convencionado.
22 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
23 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
24 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
25 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
26 Células Pancreáticas beta: Tipo de células pancreáticas, que representam de 50 a 80 por cento das ilhotas. As células beta secretam INSULINA
27 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
28 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
29 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
30 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
31 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
32 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
33 A1C: O exame da Hemoglobina Glicada (A1C) ou Hemoglobina Glicosilada é um teste laboratorial de grande importância na avaliação do controle do diabetes. Ele mostra o comportamento da glicemia em um período anterior ao teste de 60 a 90 dias, possibilitando verificar se o controle glicêmico foi efetivo neste período. Isso ocorre porque durante os últimos 90 dias a hemoglobina vai incorporando glicose em função da concentração que existe no sangue. Caso as taxas de glicose apresentem níveis elevados no período, haverá um aumento da hemoglobina glicada. O valor de A1C mantido abaixo de 7% promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes (retinopatia, nefropatia e neuropatia).
34 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
35 Glicemia de jejum: Teste que checa os níveis de glicose após um período de jejum de 8 a 12 horas (frequentemente dura uma noite). Este teste é usado para diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Também pode ser usado para monitorar pessoas com diabetes.
36 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
37 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
38 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
39 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
40 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
41 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
42 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
43 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
44 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
45 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
46 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
47 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
48 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
49 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
50 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
51 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
52 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
53 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
54 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
55 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
56 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
57 Síndrome metabólica: Tendência de várias doenças ocorrerem ao mesmo tempo. Incluindo obesidade, resistência insulínica, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão e hiperlipidemia.
58 Glicemia pós-prandial: Teste de glicose feito entre 1 a 2 horas após refeição.
59 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
60 HOMA-IR: O cálculo do índice HOMA-IR, do inglês, Homeostatic Model Assessment , é feito com base nas dosagens de insulina e glicemia de jejum e ajuda a determinar o grau de resistência à insulina.
61 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
62 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
63 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
64 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
65 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
66 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
67 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
68 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
69 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
70 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
71 Costelas:
72 Hipoplasia: Desenvolvimento defeituoso ou incompleto de tecido ou órgão, geralmente por diminuição do número de células, sendo menos grave que a aplasia.
73 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
74 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
75 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
76 Glipizida: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Estimula a secreção de insulina ligando-se a um receptor específico na célula beta do pâncreas que determina fechamento dos canais de potássio (K+) dependentes de ATP (adenosina-trifosfato), resultando em despolarização da célula. Pertence à classe das sulfoniluréias.
77 Glimepirida: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Estimula a secreção de insulina ligando-se a um receptor específico na célula-beta do pâncreas que determina fechamento dos canais de potássio (K+) dependentes de ATP (adenosinatrifosfato), resultando em despolarização da célula. Pertence à classe das sulfoniluréias.
78 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
79 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
80 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
81 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
82 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
83 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
84 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
85 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
86 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
87 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
88 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
89 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
90 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
91 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
92 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
93 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
94 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
95 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
96 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.

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