Preço de Dexilant em São Paulo/SP: R$ 5,69

Bula do paciente Bula do profissional

Dexilant
(Bula do profissional de saúde)

TAKEDA PHARMA LTDA.

Atualizado em 31/08/2022

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Dexilant
Dexlansoprazol
Cápsulas 30 mg ou 60 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Cápsulas de liberação retardada com 30 mg ou 60 mg
Embalagens com 2, 30 ou 60 cápsulas de liberação retardada

USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada cápsula de Dexilant contém:

dexlansoprazol 30 ou 60 mg
excipientes q.s.p. 1 cápsula

Excipientes: dióxido de silício coloidal, hidroxipropilcelulose, hipromelose 2910, hidroxipropilcelulose de baixa substituição, carbonato de magnésio, copolímero de ácido metacrílico, polietilenoglicol 8000, polissorbato 80, sacarose, esferas de açúcar1, talco, dióxido de titânio e citrato de trietila.

O revestimento da cápsula contém os seguintes ingredientes não medicinais: carragenina, hipromelose, cloreto de potássio. De acordo com a cor da cápsula, a azul contém corante FD&C azul número 2 laca de alumínio; a cinza contém óxido férrico preto; e ambas contêm dióxido de titânio.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSINAIS DE SAÚDE2

INDICAÇÕES

Dexilant é indicado para:

  • Cicatrização de todos os graus de esofagite3 erosiva (EE) por oito semanas.

  • Manutenção da cicatrização da esofagite3 erosiva (EE) e alívio da pirose4.

  • Tratamento da pirose4 associada à doença de refluxo gastroesofágico5 (DRGE) não-erosiva, sintomática6 por até quatro semanas.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Cicatrização da esofagite3 erosiva

A eficácia e a segurança do uso de dexlansoprazol na cicatrização da esofagite3 erosiva (EE) (graus A-D da classificação de Los Angeles) confirmada endoscopicamente foram avaliadas em dois estudos multicêntricos, duplo-cegos, randomizados, comparativos com lansoprazol, de 8 semanas de duração. Os pacientes foram randomizados para receberem Dexilant 60 mg uma vez ao dia ou 90 mg uma vez ao dia ou lansoprazol 30 mg uma vez ao dia. Foram excluídos destes estudos pacientes que fossem H. pylori- positivos ou que tivessem esôfago7 de Barret e/ou alterações displásicas definitivas no período basal. A idade média dos 4.092 pacientes admitidos aos estudos foi de 48 anos (variando de 18 a 90 anos), sendo 54% do gênero masculino e 87% caucasianos; 5% negros e 8% de outras etnias. Com base na classificação de Los Angeles, 71% dos pacientes apresentavam antes do tratamento EE graus A e B (leve) e 29% EE graus C e D (moderada a grave). Pela análise de tabela de vida, 92,3% a 93,1% dos pacientes apresentaram cicatrização com Dexilant 60 mg/dia, versus 86,1% a 91,5% com lansoprazol 30 mg/dia após oito semanas de tratamento. Em ambos os estudos demonstrou-se não- inferioridade. O teste log-rank não estabeleceu superioridade estatística. Os cálculos de taxas brutas (não processadas) consideraram como não curados os pacientes que não apresentavam esofagite3 erosiva cicatrizada documentada endoscopicamente e que descontinuaram prematuramente o tratamento. Com base nos cálculos das taxas brutas (não- processadas), as taxas de cicatrização na semana 4 (desfecho secundário) ou na semana 8 (desfecho primário) foram mais elevadas com Dexilant do que com lansoprazol (Tabela 1). O tratamento com Dexilant 60 mg foi não- inferior àquele com lansoprazol 30 mg na semana 8 em ambos os estudos. A superioridade estatística de Dexilant 60 mg em relação ao lansoprazol 30 mg foi estabelecida no primeiro estudo, porém não replicada no segundo estudo.

Tabela 1. Taxas de cicatrização de esofagite3 erosivaa – todos os graus:

Estudo

Número de pacientes
(N)b

Grupo de tratamento
(diário)

% de cicatrização
Semana 4c

% de cicatrização
Semana 8

(IC de 95% para a diferença de tratamento (Dexilant– lansoprazol) na semana 8

1

657

Dexilant 60 mg

70

87

(-1,5; 6,1)d

648

Lansoprazol 30 mg

65

85

2

639

Dexilant 60 mg

66

85

(2,2; 10,5)d

656

Lansoprazol 30mg 

65

79

IC = Intervalo de confiança
a Com base nas estimativas de taxa bruta, os pacientes que não apresentaram EE cicatrizada comprovada por endoscopia8 e descontinuaram prematuramente foram considerados não curados.
b Pacientes com ao menos uma endoscopia8 após o nível basal
c Desfecho primário de eficácia
d Demonstrada não-inferioridade em relação ao lansoprazol

Dexilant 90 mg uma vez ao dia foi estudado e não apresentou nenhum benefício clínico adicional em relação ao Dexilant 60 mg uma vez ao dia.

Manutenção da cicatrização da esofagite3 erosiva

Realizou-se um estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado9 e controlado com placebo10 em pacientes que concluíram com sucesso um estudo clínico em esofagite3 erosiva e que apresentaram cicatrização da esofagite3 confirmada endoscopicamente. A manutenção da cicatrização e o alívio da pirose4 por um período de 6 meses foi avaliada com Dexilant 30 mg ou 60 mg uma vez ao dia em comparação com placebo10. Incluiu-se um total de 445 pacientes com idades variando de 18 a 85 anos (média de 49 anos), com predominância do sexo feminino (52%) e 90% de caucasianos, 5% de negros e 5% de outras etnias. Sessenta e seis por cento dos pacientes tratados com Dexilant 30 mg tiveram a cicatrização mantida ao longo de seis meses, conforme confirmado por endoscopia8 (vide Tabela 2).

Tabela 2. Taxa de manutençãoa da cicatrização da EE por até 6 meses

Número de pacientes
(N)b

Grupo de tratamento
(dose diária)

Taxa de manutenção
(%)

125

Dexilant 30 mg

66,4c

119

Placebo10

14,3

a Com base em estimativas dos dados brutos, os pacientes que não tiveram recaída endoscopicamente documentada e os pacientes com tratamento prematuramente interrompido foram considerados como tendo uma recaída.
b Pacientes com pelo menos uma endoscopia8 após o período basal
c Estatisticamente significativo versus placebo10

Dexilant 60 mg uma vez ao dia foi estudado e não apresentou benefício clínico adicional a Dexilant 30 mg uma vez ao dia.

O efeito de Dexilant 30 mg na manutenção do alívio da pirose4 também foi avaliado. Após a entrada no estudo de manutenção, a pirose4 com gravidade baixa da maioria dos pacientes foi classificada como inexistente. Dexilant 30 mg demonstrou uma porcentagem significativamente maior de períodos de 24 horas sem pirose4 em comparação com placebo10 durante o período de 6 meses de tratamento (vide Tabela 3). A maioria dos pacientes tratados com placebo10 descontinuou o tratamento devido a recaída de EE entre dois e seis meses.

Tabela 3. Porcentagem média de períodos de 24 horas livre de pirose4 no estudo de manutenção da cicatrização da EE

 

Tratamento gerala

Mês 1

Mês 6

Grupo de tratamento (dose diária)

N

Período de 24 horas livre de pirose4 (%)

N

Período de 24 horas livre de pirose4 (%)

N

Período de 24 horas livre de pirose4 (%)

Dexilant 30 mg

132

96,1 b

126

96,7

80

98,3

Placebo10

141

28,6

117

28,6

23

73,3

a Desfecho secundário
b Estatisticamente significante versus placebo10

DRGE sintomática6 Não-Erosiva

Realizou-se um estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado com placebo10, randomizado9, de 4 semanas de duração em pacientes com diagnóstico11 de DRGE não-erosiva sintomática6 feito primariamente pela presença de sintomas12. Esses pacientes identificaram a pirose4 como sintoma13 primário, apresentaram histórico de pirose4 por 6 meses ou mais em no mínimo quatro de setedias imediatamente antes da randomização, sem erosões esofágicas à endoscopia8. Entretanto, pacientes com sintomas12 não- relacionados ao ácido podem não ter sido excluídos mediante estes critérios de inclusão. Os pacientes foram randomizados para um dos três grupos de tratamento: Dexilant 30 mg/ dia, Dexilant 60 mg/dia ou placebo10. Foi admitido ao estudo um total de 947 pacientes com idade entre 18 e 86 anos (média de 48 anos), sendo 71% do sexo feminino; 82% caucasianos, 14% negros e 4% de outras etnias.

Dexilant 30 mg apresentou porcentagem significantemente mais elevada de dias com ausência de pirose4 por períodos de 24 horas em relação ao placebo10 nas quatro semanas de estudo segundo a avaliação do diário do paciente (vide Tabela 4). Dexilant 60 mg uma vez ao dia também foi avaliado e não proporcionou benefício clínico adicional em relação ao Dexilant 30 mg uma vez ao dia.

Tabela 4. Porcentagens médias de períodos livres de pirose4 por 24 horas durante 4 semanas de tratamento do estudo de DRGE sintomática6 não erosiva.

Grupo de tratamento

N

Períodos de 24 horas sem pirose4 (%)

Dexilant 30 mg

312

54,9*

Placebo10

310

18,5

* Estatisticamente significativo vs. placebo10, P<0,00001

Uma porcentagem maior de pacientes tratados com Dexilant 30 mg que aquela de tratados com placebo10 apresentou períodos de 24 horas sem pirose4 durante as 4 semanas de tratamento. Este resultado foi observado desde os três primeiros dias de tratamento e sustentado por todo o período do estudo (porcentagem de pacientes no dia 3: Dexilant 38% versus placebo15%; no dia 28: Dexilant 63% versus placebo10 40%).

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Mecanismo de ação

Dexilant é um inibidor de bomba de prótons que suprime a secreção de ácido gástrico14 pela inibição específica da (H+,K+)-ATPase na célula15 parietal gástrica. Ao atuar especificamente na bomba de prótons, Dexilant bloqueia a etapa final da produção de ácido.

Propriedades farmacodinâmicas

Atividade Antissecretora: Os efeitos de 24 horas de Dexilant 60 mg sobre o pH intragástrico foram avaliados em indivíduos sadios (n = 20) em um estudo cruzado de doses múltiplas em comparação com lansoprazol 30 mg (n = 23) uma vez ao dia por 5 dias. Os resultados estão resumidos na Tabela 5.

Tabela 5. Efeito de 24 horas sobre o pH intragástrico no dia 5 após administração de Dexilant ou lansoprazol.

 

Dexilant
60 mg

lansoprazol
30 mg

Valor de P
(vs. lansoprazol)

pH intragástrico médio

4,55

4,13

0,05

% de tempo com pH intragástrico >4

71 (17 h)

60 (14 h)

≤ 0, 05 ,05

Efeito sobre a gastrina16 sérica: O efeito de Dexilant sobre as concentrações de gastrina16 sérica foi avaliado em estudos clínicos que envolveram cerca de 3.460 pacientes tratados por até oito semanas e 1.025 pacientes tratados por 6 a 12 meses. As médias das concentrações de gastrina16 em jejum aumentaram em relação aos valores basais durante o tratamento com Dexilant 30 mg e 60 mg. Nos pacientes tratados por mais de seis meses, a média dos níveis de gastrina16 sérica aumentou durante os três primeiros meses de tratamento, aproximadamente, e se estabilizaram durante o período restante da terapia. A média dos níveis de gastrina16 sérica retornou aos níveis pré-tratamento dentro de um mês após a descontinuação terapêutica17.

Efeitos sobre as células18 tipo-enterocromafins (ECL): Não se relatou hiperplasia19 das células18 tipo-enterocromafins (ECL) nas biópsias20 gástricas de 857 pacientes tratados por até 12 meses com Dexilant 30 mg, 60 mg ou 90 mg.
Durante o período de vida de ratos expostos a até 150 mg/kg/dia de lansoprazol, observou-se marcada hipergastrinemia seguida por proliferação de células18 ECL e formação de tumores carcinóides, especialmente nas fêmeas.

Efeitos sobre a repolarização cardíaca: Doses de 90 mg ou 300 mg de Dexilant não causaram retardo na repolarização cardíaca em comparação com placebo10 em um estudo conduzido para avaliar o potencial de dexlansoprazol para prolongar o intervalo QT/QTc em indivíduos adultos sadios. O controle positivo (moxifloxacina) produziu uma média máxima maior e tempos médios dos intervalos QT/QTc estatisticamente significativos quando comparados com placebo10.

Propriedades farmacocinéticas

A formulação de Dexilant utiliza tecnologia de liberação retardada dupla e cria um perfil de concentração plasmática/tempo de dexlansoprazol com dois picos distintos: o primeiro pico ocorre uma a duas horas após a administração e é seguido por um segundo pico no período de quatro a cinco horas (Figura 1). Dexlansoprazol é eliminado com meia-vida de aproximadamente 1 a 2 horas tanto em indivíduos sadios como em pacientes com DRGE sintomática6. Não há acúmulo de dexlansoprazol após doses orais múltiplas de Dexilant 30 mg ou 60 mg uma vez ao dia, embora os valores médios de ASCt e Cmax sejam discretamente (menos que 10%) mais altos no dia 5 do que no dia 1.

Figura 1. Perfil de concentração plasmática média de dexlansoprazol-tempo após administração oral de 30 mg ou 60 mg de uma vez ao dia de Dexilant por 5 dias em indivíduos sadios

Os parâmetros farmacocinéticos do dexlansoprazol são altamente variáveis, com valores percentuais de coeficiente de variação (CV%) para Cmax, ASC e CL/F superiores a 30%, e estão resumidos na Tabela 6.

Tabela 6. Parâmetros farmacocinéticos médios (CV %) para indivíduos sadios no dia 5 após administração deDexilant.

Dose
(mg)

Cmax
(ng/mL)

ASC24
(ng·h/mL)

CL/F
(l/h)

30

658 (40%) (N=44)

3275 (47%) (N=43)

11,4 (48%) (N=43)

60

1397 (51%) (N=79)

6529 (60%) (N=73)

11,6 (46%) (N=41)

Absorção: Após a administração oral de Dexilant 30 mg ou 60 mg a indivíduos sadios e pacientes com DRGE sintomática6, os valores médios de Cmax e ASC de dexlansoprazol foram elevados de modo aproximadamente proporcional à dose (vide Figura 1).

Distribuição: A ligação de dexlansoprazol às proteínas21 plasmáticas variou de 96,1% a 98,8% em indivíduos sadios e foi independente da concentração de 0,01 a 20 mcg/mL. O volume aparente de distribuição (Vz/F) após doses múltiplas em pacientes que apresentavam DRGE sintomática6 foi de 40,3 L.

Metabolismo22Dexlansoprazol é extensamente metabolizado no fígado23, por oxidação, redução e subsequente formação de conjugados de sulfato, glicuronida e glutationa em metabólitos24 inativos. Os metabólitos24 oxidantes são formados pelo sistema enzimático do citocromo P450 (CYP), incluindo hidroxilação principalmente pelo CYP2C19 e oxidação em sulfona pelo CYP3A4. A CYP2C19 é uma enzima25 hepática26 polimórfica que apresenta três fenótipos no metabolismo22 dos substratos de CYP2C19; metabolizadores extensos (*1/*1), metabolizadores intermediários (*1/mutante) e metabolizadores fracos (mutante/mutante). Dexlansoprazol é o principal componente circulante no plasma27, independentemente do status de metabolização do CYP2C19. Os principais metabólitos24 plasmáticos dos metabolizadores intermediários e extensos de CYP2C19 são 5-hidroxidexlansoprazol e seu conjugado glicuronídeo, ao passo que a sulfona de dexlansoprazol é o principal metabólito28 plasmático dos metabolizadores fracos do CYP2C19.

Excreção: Após a administração de Dexilant não há excreção urinária de dexlansoprazol não-metabolizado. Após a administração de [14C]dexlansoprazol a seis indivíduos sadios do sexo masculino, aproximadamente 50,7%±9,0% da radioatividade administrada foi excretada na urina29 e 47,6%±7,3% nas fezes. A depuração aparente (CL/F) nos indivíduos sadios foi respectivamente de 11,4 a 11,6 L/h após cinco dias de administração de 30 ou 60 mg uma vez ao dia.

Efeito do polimorfismo da CYP2C19 sobre a exposição sistêmica ao dexlansoprazol: A exposição sistêmica ao dexlansoprazol é geralmente mais elevada em metabolizadores intermediários e fracos. Em indivíduos japoneses do sexo masculino que receberam uma dose única de Dexilant de 30 mg ou 60 mg (N = 2 a 6 indivíduos /grupo), a média dos valores de Cmax e ASC foi até duas vezes maior com metabolizadores intermediários do que com metabolizadores extensos; com metabolizadores fracos, o valor médio de Cmax foi até 4 vezes maior e o valor médio da ASC foi até 12 vezes maior do que com metabolizadores extensos. Embora tal estudo não tenha sido realizado em caucasianos e afro-americanos, espera-se que a exposição dessas raças ao dexlansoprazol também seja afetada por fenótipos CYP2C19.

Efeito do alimento sobre a farmacocinética e a farmacodinâmica: Em quatro estudos de Fase I sobre o efeito de alimento em indivíduos sadios tratados com Dexilant em diversas condições alimentares em comparação ao jejum, os aumentos de Cmax variaram de 12% a 55% e os aumentos da AUC30 variaram de 9% a 37%. Entretanto, não se observaram diferenças significativas em relação ao pH intragástrico. Um estudo adicional demonstrou que a administração de 60 mg de Dexilant antes do café da manhã, do almoço, de um lanche ou do jantar não causa efeito sobre a exposição ao dexlansoprazol ou um efeito clinicamente relevante sobre o controle do pH intragástrico em 24 horas.

Populações especiais

Pacientes pediátricos: A farmacocinética de dexlansoprazol não foi estudada em pacientes com menos de 18 anos de idade.

Pacientes idosos: Em um estudo com 12 indivíduos sadios do sexo masculino e 12 do sexo feminino tratados com uma dose oral única de Dexilant 60 mg, a meia-vida de eliminação terminal de dexlansoprazol foi significativamente mais longa em indivíduos idosos do que em indivíduos mais jovens (2,23 e 1,5 horas, respectivamente). Além disso, dexlansoprazol apresentou exposição sistêmica mais elevada (ASC) nos indivíduos idosos (34,5% mais elevada) do que em indivíduos mais jovens. Estas diferenças não foram clinicamente relevantes, não sendo necessário ajuste de dose em pacientes idosos (vide ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

Gênero: Em um estudo com 12 indivíduos sadios do sexo masculino e 12 do sexo feminino tratados com uma dose oral única de Dexilant 60 mg, as mulheres apresentaram exposição sistêmica mais elevada (ASC) (42,8% mais elevada) que os homens. Entretanto, não é necessário ajustar a dose em pacientes com base no gênero.

Insuficiência hepática31Em um estudo com 12 pacientes que apresentavam comprometimento moderado da função hepática26 tratados com uma dose oral única de Dexilant 60 mg, a exposição plasmática (ASC) de dexlansoprazol ligado e não-ligado foi aproximadamente duas vezes maior no grupo de comprometimento hepático do que em indivíduos com função hepática26 normal. Esta diferença na exposição não foi causada por uma diferença na ligação às proteínas21 entre os dois grupos de função hepática26. Não é necessário ajustar a dose de Dexilant em pacientes que apresentam comprometimento hepático leve (Child-Pugh classe A). Para pacientes32 que apresentam comprometimento hepático moderado (Child-Pugh classe B) deverá ser considerado Dexilant 30 mg. Não foram realizados estudos em pacientes que apresentam comprometimento hepático grave (Child-Pugh classe C) (vide ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

Insuficiência renal33Dexlansoprazol é extensamente metabolizado no fígado23 em metabólitos24 inativos e nenhum precursor é recuperado na urina29 após uma dose oral de dexlansoprazol. Portanto, a farmacocinética de dexlansoprazol não deverá ser alterada em pacientes que apresentarem comprometimento renal34. Não foram realizados estudos em indivíduos com comprometimento renal34. (vide ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

Toxicologia não-clínica

Carcinogênese, mutagênese, comprometimento da fertilidade: O potencial carcinogênico de dexlansoprazol foi avaliado com base em estudos de lansoprazol. Em dois estudos de carcinogênese de 24 meses trataram-se ratos Sprague-Dawley com lanzoparazol oral em doses de 5 a 150 mg/kg/dia, cerca de 1 a 40 vezes a exposição da dose humana recomendada de lansoprazol 30 mg/ dia com base na superfície corpórea (mg/m2) de uma pessoa com peso de 50 kg e altura média [área de superfície corpórea de 1,46 m2].

O lansoprazol causou hiperplasia19 gástrica de células enterocromafins35 e carcinogênese de células enterocromafins35 relacionada à dose em ratos machos e fêmeas.

Em ratos, o lansoprazol também aumentou em ambos os gêneros a incidência36 de metaplasia intestinal do epitélio37 gástrico. Em ratos machos, o lansoprazol produziu um aumento dose-dependente dos adenomas de células intersticiais testiculares38. A incidência36 desses adenomas em ratos que receberam doses de 15 a 150 mg/kg/dia (4 a 40 vezes a dose humana recomendada de lansoprazol baseada na superfície corpórea) excedeu a incidência36 esperada (intervalo = 1,4- 10%) para esse tipo de rato.

Num estudo de carcinogenicidade de 24 meses, camundongos CD-1 foram tratados por via oral com doses de lansoprazol de 15 a 600 mg/kg/dia, duas a 80 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea. O lansoprazol causou um aumento dose-dependente na incidência36 de hiperplasia19 das células enterocromafins35. Causou também um aumento na incidência36 de tumores hepáticos (adenoma39 hepatocelular mais carcinoma40). A incidência36 de tumor41 em ratos machos tratados com 300 e 600 mg de lansoprazol/kg/dia (40 a 80 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea) e camundongos fêmeas tratados com 150-600 mg de lansoprazol/kg.dia (20 a 80 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea) excedeu as faixas de incidência36 de base histórica em controles para esta linhagem de camundongos. O tratamento com lansoprazol produziu adenomas na rede testicular de camundongos machos tratados com 75 a 600 mg/kg/dia (10 a 80 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea).

Um estudo de 26 semanas sobre carcinogenicidade de lansoprazol em camundongos transgênicos p53(+/-) não foi positivo.

Lansoprazol foi positivo no teste de Ames e em teste de aberração cromossômica in vitro com linfócitos humanos. Lansoprazol não se mostrou genotóxico em teste ex vivo de síntese não programada de DNA em hepatócitos de ratos, em teste in vivo de micronúcleos de camundongos e em teste de aberração cromossômica de células18 de medula óssea42 de ratos. Dexlansoprazol foi considerado positivo no teste de Ames e em teste de aberração cromossômica in vitro com células18 de pulmão43 de hamster chinês. Dexlansoprazol foi negativo ao teste in vivo de micronúcleo de camundongos.

Os efeitos potenciais de dexlansoprazol sobre a fertilidade e o desempenho reprodutivo foram avaliados por meio de estudos de lansoprazol. Lansoprazol em doses orais de até 150 mg/kg/dia (40 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea) demonstrou não ter nenhum efeito sobre a fertilidade e o desempenho reprodutivo de ratos machos e fêmeas.

Toxicologia e/ou farmacologia44 animal

Estudos de toxicologia reprodutiva: Um estudo de reprodução45 realizado em coelhos com doses orais de dexlansoprazol de até 30 mg/kg/dia (cerca de 9 vezes a dose máxima de dexlansoprazol recomendada para humanos [60 mg por dia] com base na superfície corpórea) não revelou evidência de diminuição da fertilidade ou danos ao feto46 devido ao dexlansoprazol. Além disso, estudos de reprodução45 realizados com lansoprazol oral em doses de até 150 mg/kg/dia (40 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea) em ratas grávidas e em doses orais de lansoprazol de até 30 mg/kg/dia (16 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos com base na superfície corpórea) em coelhas grávidas não revelaram evidências de diminuição da fertilidade ou danos ao feto46 devidos ao lansoprazol.

Estudo em Animais Jovens: Foram realizados cinco estudos em animais jovens com lansoprazol, que não revelaram diferenças relacionadas ao tratamento entre animais jovens e adultos.
Durante um estudo adicional de 8 semanas em ratos jovens, o espessamento da válvula cardíaca47 ocorreu aproximadamente em 11 vezes o esperado após a exposição humana a lansoprazol (aproximadamente 5 vezes a exposição esperada ao dexlansoprazol em humanos), com base na AUC30. Os resultados foram revertidos ou tendiam à reversibilidade após um período de quatro semanas de recuperação sem o uso da droga. .
Em um estudo de acompanhamento ao desenvolvimento de sensibilidade ao lansoprazol, ratos jovens com menos de 21 dias pós-natal (idade equivalente a aproximadamente 2 anos em humanos) foram mais sensíveis ao desenvolvimento de espessamento da válvula cardíaca47, com espessamento da válvula ocorrendo em menor exposição (aproximadamente 4 vezes a exposição humana esperada ao lansoprazol e 2 vezes a exposição humana esperada ao dexlansoprazol, com base na AUC30) em animais que receberam a droga a partir do dia 14 pós-natal (idade equivalente a aproximadamente 1 ano em humanos).
A relevância desses achados para pacientes32 pediátricos com menos de 12 anos de idade é desconhecida. Os resultados desses estudos não são relevantes para pacientes32 com idade igual ou superior a 12 anos.

CONTRAINDICAÇÕES

Dexilant não deve ser usado por indivíduos que apresentem hipersensibilidade conhecida ao dexlansoprazol ou aos demais componentes da fórmula. Há relatos de hipersensibilidade e anafilaxia48 com o uso de Dexilant.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Câncer49 gástrico: A resposta sintomática6 ao Dexilant não exclui a presença de malignidade gástrica.

Fratura50 óssea: Vários estudos observacionais sugerem que a terapia com os inibidores da bomba de prótons (IBPs) pode estar associada a um risco aumentado de fraturas de quadril, punho e coluna relacionadas à osteoporose51. O risco de fraturas é maior em pacientes tratados com altas doses, definidas como doses múltiplas diárias de IBP por longo prazo (≥1 ano). Os pacientes devem receber a dose mais baixa e a terapia com IBP deve ter a menor duração adequada à condição a ser tratada. Pacientes em risco de fraturas relacionadas à osteoporose51 devem ser monitorados de acordo com as diretrizes de tratamento estabelecidas.

Hipomagnesemia: Existem raros relatos de hipomagnesemia sintomática6 e assintomática em pacientes tratados com IBPs por um mínimo de três meses, na maioria dos casos após um ano de tratamento. Eventos adversos graves incluem tetania52, arritmias53 e convulsões. A hipomagnesemia pode levar à hipocalcemia54 e à hipocalemia55 (ver 9. REAÇÕES ADVERSAS ). Na maioria dos pacientes, o tratamento da hipomagnesemia requer reposição de magnésio e descontinuação do IBP.

Para pacientes32 com previsão de tratamento prolongado ou que tomem IBP associado a medicamentos tais como digoxina ou drogas que possam causar hipomagnesemia (p.ex. diuréticos56), os profissionais de saúde2 devem considerar o monitoramento dos níveis de magnésio antes de iniciar o tratamento com IBP e depois periodicamente (veja item 9.Reações Adversas).

Uso concomitante com metotrexato: Conforme sugerido em literatura, o uso concomitante de IBPs e metotrexato (primariamente em doses altas, vide 6. Interações Medicamentosas) pode elevar e prolongar os níveis séricos de metotrexato e/ou seu metabólito28, possivelmente levando a quadros de intoxicação por metotrexato. Em casos de administração de altas doses de metotrexato, deve-se considerar a retirada temporária de IBPs de alguns pacientes (veja item 6.Interações Medicamentosas).

Uso concomitante com inibidores de protease do HIV57: a administração concomitante de dexlansoprazol com inibidores de protease do HIV57, cuja absorção é dependente do pH ácido intragástrico, tais como atazanavir e nelfinavir, não é recomendada devido à redução significante da biodisponibilidades destes fármacos.

Diarreia58 associada a Clostridium difficileEstudos observacionais publicados sugerem que a terapia com IBPs, tais como o Dexilant, pode estar relacionada ao aumento do risco de diarreia58 associada a Clostridium difficile, especialmente em pacientes hospitalizados. Esse diagnóstico11 deve ser considerado para diarreia58 sem melhora (veja item 9. Reações Adversas).

Os pacientes devem usar a menor dose e realizar o tratamento com IBP pelo menor tempo possível apropriado para a condição a ser tratada.

Influência na absorção de Vitamina59 B12: O tratamento diário com qualquer medicação ácido-supressora por períodos prolongados (vários anos) pode levar a uma má absorção da cianocobalamina (vitamina59 B12), causada por hipo ou acloridria60. A deficiência de cianocobalamina deve ser considerada em pacientes com condições patológicas hipersecretórias que requeiram tratamentos de longo prazo, pacientes com reservas corporais reduzidas ou fatores de risco para a absorção reduzida de vitamina59 B12 (tais como idosos) em terapias de longo prazo ou se outros sintomas12 clínicos relevantes forem observados.

Interferência com exames laboratoriais: Níveis de cromogranina61 A aumentados podem interferir com as investigações de tumores neuroendócrinos. Para evitar essa interferência, o tratamento com inibidores das bombas de prótons deve ser interrompido 14 dias antes do doseamento de CgA.

Lúpus62 eritematoso63 cutâneo64 subagudo65 (LECSA): Os inibidores da bomba de prótons estão associados em casos raros com a ocorrência de Lúpus62 eritematoso63 cutâneo64 subagudo65 (LECSA). Se ocorrerem lesões66, especialmente nas áreas da pele67 expostas ao sol, e se acompanhado de artralgia68, o paciente deve procurar ajuda médica prontamente e o profissional de saúde2 deve considerar interromper o uso do produto.

Gravidez69 e Lactação70

Categoria “B” de risco para a gravidez69.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Gravidez69 e lactação70: Não existem estudos clínicos adequados ou bem controlados com Dexilant em mulheres grávidas. Não foram observados eventos adversos fetais em estudos de reprodução45 animal com dexlansoprazol em coelhos. Uma vez que os estudos em animais nem sempre são indicativos da resposta em humanos, Dexilant deverá ser utilizado durante a gestação apenas se claramente necessário.

Não há informações sobre a excreção de dexlansoprazol no leite materno. Entretanto, lansoprazol e seus metabólitos24 estão presentes no leite de ratas em seguida à administração de lansoprazol. Como muitos medicamentos são excretados no leite humano, e tendo em vista o potencial de tumorigenicidade apresentado por lansoprazol em estudos de carcinogenicidade em ratos, a decisão deve ser no sentido de descontinuar a amamentação71 ou a droga, considerando-se a importância da droga para a mãe.

Efeitos teratogênicos72

Um estudo de reprodução45 realizado em coelhos com doses orais de dexlansoprazol correspondentes a aproximadamente 9 vezes a dose máxima de dexlansoprazol recomendada para humanos (60 mg ao dia) não revelou evidências de comprometimento da fertilidade ou lesão73 fetal causados por dexlansoprazol. Além disso, estudos de reprodução45 conduzidos em ratas prenhas com lansoprazol oral em doses de até 40 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos e em coelhas prenhes com lansoprazol oral em doses de até 16 vezes a dose de lansoprazol recomendada para humanos não revelaram nenhuma evidência de comprometimento da fertilidade ou de danos fetais devidos ao lansoprazol.

Populações especiais

Pacientes pediátricos/menores de 18 anos: A segurança do uso de Dexilant em pacientes menores de 18 anos não foi determinada.

Pacientes idosos: Nos estudos clínicos de Dexilant, 11% dos pacientes tinham 65 anos de idade ou mais. Não se observaram diferenças na segurança ou na eficácia do uso de Dexilant entre pacientes idosos e mais jovens e nos demais estudos clínicos não se observou diferença significativa na resposta entre pacientes geriátricos e pacientes mais jovens; no entanto, uma sensibilidade maior de alguns pacientes idosos não deve ser descartada.

Insuficiência renal33: Não é necessário ajustar a dose em pacientes com comprometimento da função renal34. Não se espera que a farmacocinética do dexlansoprazol seja alterada em pacientes com insuficiência renal33, uma vez que o dexlansoprazol é extensamente metabolizado pelo fígado23 em metabólitos24 inativos e nenhum fármaco74 inalterado é recuperado na urina29 após uma dose oral de dexlansoprazol.

Insuficiência hepática31: Não é necessário ajustar a dose em pacientes com comprometimento hepático leve (Child-Pugh classe A). Para pacientes32 com doença hepática26 moderada (Child-Pugh classe B) deve-se considerar a dose diária máxima de Dexilant 30 mg. Não foram conduzidos estudos em pacientes com comprometimento grave do fígado23 (Child-Pugh classe C) .

Informações importantes sobre um dos componentes do medicamento

Atenção diabéticos: este medicamento contém SACAROSE e esferas de AÇÚCAR1.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Este medicamento não tem efeito conhecido sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Medicamentos com farmacocinética de absorção dependente do pH: Dexilant pode interferir na absorção de outros medicamentos cujo o pH gástrico é um determinante importante da sua biodisponibilidade, tais como ésteres de ampicilina, sais de ferro, digoxina, cetoconazol.

Inibidores de HIV57 Protease: Coadministração de dexlansoprazol não é recomendada com inibidores de HIV57 protease para os quais a absorção é dependente do pH intragástrico ácido tal como o atazanavir e nelfinavir, devido à redução significante da biodisponibilidades destes fármacos.

Metotrexato: O uso concomitante com altas doses de metotrexato podem elevar e prolongar os níveis séricos de metotrexato e / ou de seu metabólito28, possivelmente, levando a toxicidade75 do metotrexato.

Interações com o citocromo P450: Dexilant é parcialmente metabolizado pelo CYP2C19 e o CYP3A4. Estudos in vitro demonstraram que Dexilant provavelmente não inibe as isoformas CYP1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 ou 3A4. Assim, não se esperam interações clinicamente relevantes com medicamentos metabolizados por estas enzimas do citocromo P450. Além disso, estudos clínicos de interação mostraram que não há influência na farmacocinética quando Dexilant é coadministrado com fenitoína (substrato da CYP 2C9) ou teofilina (substrato da CYP1A).

Em estudos de interação droga-droga com teofilina não se determinaram genótipos de CYP1A2. Embora estudos in vitro tenham demonstrado que Dexilant é potencialmente inibidor da CYP2C19, um estudo in vivo de interação droga-droga, principalmente em metabolizadores extensivos e intermediários de CYP2C19, demonstrou que Dexilant não afeta a farmacocinética de diazepam (substrato da CYP2C19).

Efeitos de outros medicamentos em dexlansoprazol

Medicamentos que inibem ou induzem a CYP2C19:‌ Os inibidores da CYP2C19, tais como a fluvoxamina, provavelmente aumentam a exposição sistêmica do dexlansoprazol. Os indutores da CYP2C19 podem diminuir a exposição sistêmica a dexlansoprazol.

Interações com varfarina: a administração concomitante de Dexilant na dose de 90 mg e 25 mg de varfarina não afetou a farmacocinética de varfarina ou o INR. Entretanto, houve relatos de aumento do tempo de protrombina76 e INR em pacientes tratados concomitantemente com IBPs e varfarina. O aumento no tempo de protrombina76 e INR podem levar ao sangramento anormal e até mesmo óbito77. Consequentemente, em pacientes que estejam sendo tratados com Dexilant e varfarina pode ser necessária a monitorização do aumento do tempo de protrombina76 e INR.

Interações com tacrolimo: A administração concomitante de dexlansoprazol e tacrolimo pode aumentar os níveis de tacrolimo no sangue78 total, principalmente em pacientes transplantados que sejam metabolizadores intermediários ou fracos de CYP2C19.

Interação com clopidogrel: A administração concomitante de clopidogrel e dexlansoprazol em indivíduos saudáveis não teve efeito clinicamente importante sobre a exposição ao metabólito28 ativo de clopidogrel ou a inibição plaquetária induzida por clopidogrel.

Não há necessidade de ajuste de dose de clopidogrel quando este for administrado com uma dose aprovada de Dexilant.

Interações com alimentos: Dexilant deve ser tomado sem alimentos.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Dexilant deve ser conservado na embalagem original e em temperatura ambiente (15–30°C).

Dexilant cápsulas duras de liberação retardada tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Depois de aberto, este produto pode ser utilizado durante o período de validade.

Depois de retiradas das embalagens, as cápsulas devem ser utilizadas imediatamente.

Características físicas e organolépticas do produto

  • As cápsulas de Dexilant 30 mg são azuis e cinza;
  • As cápsulas de Dexilant 60 mg são azuis.

Dentro das cápsulas há grânulos brancos a -levemente acinzentados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Dexilant está disponível nas concentrações de 30 mg e 60 mg para uso adulto.

Este medicamento não deve ser aberto, partido ou mastigado.

Posologia e ajuste de dose recomendados

Indicação

Dose recomendada

Frequência

Cicatrização da esofagite3 erosiva

60 mg

Uma vez ao dia por 8 semanas

Manutenção da cicatrização da esofagite3 erosiva curada e alívio da azia79

30 mg ou 60 mg*

Uma vez ao dia*

Doença do refluxo gastroesofágico5 (DRGE) não-erosiva sintomática6

30 mg

Uma vez ao dia por até 4 semanas

* Uma dose de manutenção de 60 mg pode ser administrada em pacientes com esofagite3 erosiva moderada ou grave.

Insuficiência hepática31

Não é necessário ajustar a dose de Dexilant para pacientes32 que apresentam comprometimento hepático leve (Child- Pugh classe A). Para pacientes32 que apresentam comprometimento hepático moderado (Child-Pugh classe B), considerar uma dose máxima de 30 mg ao dia. Não se realizaram estudos em pacientes que apresentam comprometimento hepático grave (Child-Pugh classe C).

Informação importante para a administração

Dexilant deve ser administrado sem alimentos.

As cápsulas de Dexilant devem ser engolidas inteiras.

REAÇÕES ADVERSAS

Reações adversas ao medicamento em estudos clínicos

Uma vez que os estudos clínicos são conduzidos sob as mais diversas condições, as incidências de reações adversas observadas nos estudos clínicos podem não refletir as observadas na prática, não devendo ser comparadas às incidências observadas em estudos clínicos de outros medicamentos.

A segurança de Dexilant foi avaliada em 4.548 pacientes em estudos clínicos controlados e estudos clínico de braço único, incluindo 863 pacientes tratados por pelo menos 6 meses e 282 pacientes tratados por 1 ano. Os pacientes tinham idade de 18 a 90 anos (idade média de 48 anos), sendo 54% do sexo feminino, 85% caucasianos, 8% negros, 4% asiáticos e 3% de outras etnias. Foram realizados seis estudos clínicos randomizados e controlados para tratamento da esofagite de refluxo80 (EE), da manutenção da cicatrização da EE e da DRGE sintomática6, que incluíram 896 pacientes tratados com placebo10, 455 pacientes tratados com Dexilant 30 mg, 2.218 pacientes tratados com Dexilant 60 mg e 1.363 pacientes tratados com lansoprazol 30 mg uma vez ao dia.

Reações adversas Comuns

As reações adversas mais comuns (≥ 2%) que ocorreram com maior incidência36 com Dexilant do que com placebo10 nos

estudos controlados são apresentados na Tabela 7.

Tabela 7. Incidência36 de reações adversas em estudos controlados

Reação adversa

Placebo10
(N=896)

%

Dexilant
30 mg
(N=455)
%

Dexilant
60 mg
(N=2218)
%

Dexilant
Total
(N=2621)
 

Lansoprazol
30 mg
(N=1363)
%

Diarreia58

2,9

5,1

4,7

4,8

3,2

Dor abdominal

3,5

3,5

4,0

4,0

2,6

Náusea81

2,6

3,3

2,8

2,9

1,8

Infecções82 do trato respiratório superior

0,8

2,9

1,7

1,9

0,8

Vômito83

0,8

2,2

1,4

1,6

1,1

Flatulência

0,6

2,6

1,4

1,6

1,2

Reações adversas que resultaram em descontinuação do tratamento

Em estudos clínicos controlados, a reação adversa mais comum a levar à interrupção do tratamento com Dexilant foi diarreia58 (0,7%).

Reações Adversas menos comuns

Outras reações adversas que foram relatadas em estudos controlados numa incidência36 menor que 2% estão listadas abaixo por sistema corporal:

Distúrbios do sangue78 e do sistema linfático84: anemia85, linfoadenopatia86

Distúrbios cardíacos: angina87, arritmia88, bradicardia89, dor torácica, edema90, infarto do miocárdio91, palpitações92, taquicardia93

Distúrbios do ouvido e labirinto94: otalgia95, zumbido, vertigem96

Distúrbios endócrinos: bócio97

Distúrbios oculares: irritação ocular, edema90 ocular

Distúrbios gastrintestinais: desconforto abdominal, hipersensibilidade ao toque abdominal, fezes anormais, desconforto anal, esôfago7 de Barrett, bezoar, borborigmos anormais, halitose98, colite99 microscópica, pólipo100 colônico, constipação101, boca102 seca, duodenite, dispepsia103, disfagia104, enterite, eructação105, esofagite3, pólipo100 gástrico, gastrite106, gastrenterite, distúrbios gastrintestinais, hipermotilidade gastrointestinal, DRGE, úlceras107 e perfurações GI, hematêmese108, hematoquezia109, hemorroidas110, comprometimento do esvaziamento gástrico, síndrome111 do intestino irritável, fezes mucoides, vesículas112 na mucosa113 oral, defecação dolorosa, proctite114, parestesia115 oral, hemorragia116 retal, esforço para vomitar

Distúrbios gerais e condições do local de administração: reação adversa à droga, astenia117, dor torácica, calafrios118, sensação anormal, inflamação119, inflamação119 de mucosa113, nódulo120, dor, pirexia121

Distúrbios hepatobiliares122: cólica biliar, colelitíase123, hepatomegalia124

Distúrbios do sistema imunológico125: hipersensibilidade

Infecções82 e infestações: candidíase126, influenza127, nasofaringite, herpes oral, faringite128, sinusite129, infecção130 viral, infecção130 vulvovaginal

Lesão73, envenenamento e complicações de procedimentos: quedas, fraturas, entorses131 articulares, superdose, dor causada por procedimento, queimadura solar

Exames laboratoriais: aumento da fosfatase alcalina132, aumento da alanina-aminotransferase (ALT), aumento da aspartato- aminotransferase (AST) aumento/redução dos níveis de bilirrubina133, aumento dos níveis séricos de creatinina134, aumento da gastrinemia, aumento de potássio, aumento da glicemia135, teste da função hepática26 anormal, redução da contagem de plaquetas136, aumento dos níveis de proteína total, aumento de peso

Distúrbios metabólicos e nutricionais: alterações do apetite, hipercalcemia, hipocalemia55

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo137: artralgia68, artrite138, cãibras musculares, dor musculoesquelética, mialgia139

Distúrbios do sistema nervoso140: alteração do paladar141, convulsão142, tontura143, cefaleia144, enxaqueca145, comprometimento da memória, parestesia115, hiperatividade psicomotora146, tremor, neuralgia147 do trigêmeo

Transtornos psiquiátricos: sonhos anormais, ansiedade, depressão, insônia, alterações da libido148

Distúrbios renais e urinários: disúria149, urgência150 urinária

Distúrbios do sistema reprodutor e mamário: dismenorreia151, dispareunia, menorragia152, distúrbio menstrual

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: Aspiração, asma153, bronquite, tosse, dispneia154, soluços, hiperventilação, congestão do trato respiratório, dor de garganta155

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo156: acne157, dermatite158, eritema159, prurido160, erupção161 cutânea162, lesão73 cutânea162, urticária163

Distúrbios vasculares164: trombose venosa profunda165, fogachos, hipertensão166

As reações adversas adicionais relatadas em um estudo a longo prazo braço único e que foram consideradas pelo médico como relacionadas ao tratamento com Dexilant incluem: reação anafilática167, alucinação168 auditiva, linfoma169 de células18 B, bursite170, obesidade171 central, colecistite172 aguda, desidratação173, diabetes mellitus174, disfonia175, epistaxe176, foliculite, gota177, herpes zoster178, hiperlipidemia179, hipotireoidismo180, aumento da contagem de neutrófilos181, redução dos níveis de hemoglobina182, neutropenia183, tenesmo184 retal, síndrome111 das pernas inquietas, sonolência, tonsilite.

Pós-comercialização

Foram identificadas reações adversas durante a farmacovigilância pós-comercialização de Dexilant. Uma vez que estas reações são relatadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível calcular com segurança sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao medicamento.

Distúrbios do sangue78 e do sistema linfático84: anemia hemolítica185 autoimune186, púrpura187 trombocitopênica idiopática188

Distúrbios do ouvido e labirinto94: surdez

Distúrbios oculares: visão189 turva

Distúrbios gastrintestinais: edema90 oral, pancreatite190

Distúrbios gerais e condições do local de administração: edema90 facial

Distúrbios hepatobiliares122: hepatite191 induzida por medicamento

Distúrbios do sistema imunológico125: choque anafilático192 (exigindo intervenção de emergência193), dermatite158 esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson194, necrólise epidérmica tóxica195 (algumas fatais), síndrome111 DRESS

Infecções82 e Infestações: Diarreia58 associada a Clostridium difficile

Distúrbios metabólicos e nutricionais: hipomagnesemia, hiponatremia196, hipocalcemia54*, hipocalemia55*.

Distúrbios musculoesqueléticos: fratura50 óssea

Distúrbios do sistema nervoso140: acidente vascular cerebral197, ataque isquêmico198 transitório

Distúrbios renais e urinários: Nefrite199 tubulointersticial (com possível progressão a falência renal34), insuficiência renal33 aguda

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: edema90 faríngeo, aperto na garganta155

Distúrbios de pele67 e do tecido subcutâneo200: erupção161 cutânea162 generalizada, vasculite201 leucocitoclástica

*Hipocalcemia54 e / ou hipocalemia55 podem estar relacionadas à ocorrência de hipomagnesemia (veja a seção 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – Hipomagnesemia).

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da ANVISA.

SUPERDOSE

Não houve nenhum relato de superdose significativa com a administração de Dexilant.

Doses múltiplas de 120 mg de Dexilant e uma dose única de 300 mg de Dexilant não resultaram em morte ou outros eventos adversos graves. Entretanto, há relatos de eventos adversos graves de hipertensão166 em associação com doses de Dexilant 60 mg duas vezes ao dia. Reações adversas não graves observadas com doses de Dexilant 60 mg duas vezes ao dia incluem ondas de calor, contusão202, dor orofaríngea203 e perda de peso. Não se espera que o dexlansoprazol seja dialisável por hemodiálise204. Se ocorrer superdose, o tratamento deve ser sintomático205 e de suporte.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Referências bibliográficas‌

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DIZERES LEGAIS


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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
4 Pirose: Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, ela pode ser acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago; azia.
5 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
6 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
7 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
8 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
9 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
10 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
11 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
14 Ácido Gástrico: Ácido clorídrico presente no SUCO GÁSTRICO.
15 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
16 Gastrina: Hormônio que estimula a secreção de ácido gástrico no estômago. Secretada pelas células G no estômago e no duodeno. É também fundamental para o crescimento da mucosa gástrica e intestinal.
17 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
18 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
19 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
20 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
21 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
22 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
23 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
24 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
25 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
26 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
27 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
28 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
29 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
30 AUC: A área sob a curva ROC (Receiver Operator Characteristic Curve ou Curva Característica de Operação do Receptor), também chamada de AUC, representa a acurácia ou performance global do teste, pois leva em consideração todos os valores de sensibilidade e especificidade para cada valor da variável do teste. Quanto maior o poder do teste em discriminar os indivíduos doentes e não doentes, mais a curva se aproxima do canto superior esquerdo, no ponto que representa a sensibilidade e 1-especificidade do melhor valor de corte. Quanto melhor o teste, mais a área sob a curva ROC se aproxima de 1.
31 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
32 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
33 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
34 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
35 Células Enterocromafins: Subtipo de células enteroendócrinas, encontradas na mucosa gastrintestinal, particularmente nas glândulas do ANTRO PILÓRICO, DUODENO e ÍLEO. Estas células secretam principalmente SEROTONINA e alguns neuropeptídeos. Seus grânulos secretores coram-se rapidamente com prata (coloração argentafin). Celulas Tipo Enterocromafim;
36 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
37 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
38 Células Intersticiais Testiculares: Células produtoras de esteróides no tecido intersticial do TESTÍCULO. São reguladas pelos HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS, pelo HORMÔNIO LUTEINIZANTE ou pelo hormônio estimulante das células intersticiais. Entre os ANDROGÊNIOS produzidos , o principal hormônio é a TESTOSTERONA.
39 Adenoma: Tumor do epitélio glandular de características benignas.
40 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
41 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
42 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
43 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
44 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
45 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
46 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
47 Válvula cardíaca: Estrutura normal que separa as cavidades e grandes vasos cardíacos, assegurando que o fluxo de sangue produza-se apenas em um sentido. Pode ser sede de doenças infecciosas (endocardite bacteriana) ou auto-imunes (endocardite reumática).
48 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
49 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
50 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
51 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
52 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
53 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
54 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
55 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
56 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
57 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
58 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
59 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
60 Acloridria: Falta de ácido hidroclorídrico no suco gástrico, apesar da estimulação da secreção gástrica.
61 Cromogranina: As cromograninas (A, B, C) são proteínas solúveis monoméricas ácidas encontradas nos grânulos secretores grandes. A cromogranina A é o marcador de células neuroendócrinas mais utilizado.
62 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
63 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
64 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
65 Subagudo: Levemente agudo ou que apresenta sintomas pouco intensos, mas que só se atenuam muito lentamente (diz-se de afecção ou doença).
66 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
67 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
68 Artralgia: Dor em uma articulação.
69 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
70 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
71 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
72 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
73 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
74 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
75 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
76 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
77 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
78 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
79 Azia: Pirose. Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, geralmente acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago.
80 Esofagite de refluxo: É uma inflamação na mucosa do esôfago (camada que reveste o esôfago) causada pelo refluxo (retorno) do conteúdo gástrico ao esôfago. Se não tratada pode causar danos, desde o estreitamento (estenose) do esôfago - o que irá causar dificuldades na deglutição dos alimentos - até o câncer. Portadores de hérnia do hiato (projeção do estômago para o tórax), obesos, sedentários, fumantes, etilistas, pessoas tensas ou ansiosas têm maior predisposição à esofagite de refluxo.
81 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
82 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
83 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
84 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
85 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
86 Linfoadenopatia: Também conhecida como linfadenopatia, é qualquer processo patológico que afeta os nódulos linfáticos.
87 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
88 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
89 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
90 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
91 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
92 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
93 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
94 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
95 Otalgia: Dor localizada no ouvido. Pode ser produzida por alterações nas estruturas do mesmo (otite, traumatismos, corpo estranho) ou em estruturas circunvizinhas ao mesmo que produzem dor referida nos ouvidos.
96 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
97 Bócio: Aumento do tamanho da glândula tireóide, que produz um abaulamento na região anterior do pescoço. Em geral está associado ao hipotireoidismo. Quando a causa desta doença é a deficiência de ingestão de iodo, é denominado Bócio Regional Endêmico. Também pode estar associado a outras doenças glandulares como tumores, infecções ou inflamações.
98 Halitose: Halitose ou mau hálito é a exalação de odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou estômago através da respiração, sendo que em 90% dos casos, a saburra lingual é a causa do problema.
99 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
100 Pólipo: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
101 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
102 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
103 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
104 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
105 Eructação: Ato de eructar, arroto.
106 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
107 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
108 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
109 Hematoquezia: Presença de sangue de cor vermelha escura nas fezes. Geralmente está associada à hemorragia no aparelho digestivo.
110 Hemorróidas: Dilatações anormais das veias superficiais que se encontram na última porção do intestino grosso, reto e região perianal. Pode produzir sangramento junto com a defecação e dor.
111 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
112 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
113 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
114 Proctite: Inflamação da mucosa retal produzida por infecções bacterianas ou virais. Manifesta-se por dor ao defecar, eliminação de muco através do ânus e tenesmo retal.
115 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
116 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
117 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
118 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
119 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
120 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
121 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
122 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
123 Colelitíase: Formação de cálculos no interior da vesícula biliar.
124 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
125 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
126 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
127 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
128 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
129 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
130 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
131 Entorses: É a torção de uma articulação, com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações).
132 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
133 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
134 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
135 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
136 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
137 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
138 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
139 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
140 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
141 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
142 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
143 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
144 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
145 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
146 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
147 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
148 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
149 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
150 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
151 Dismenorréia: Dor associada à menstruação. Em uma porcentagem importante de mulheres é um sintoma normal. Em alguns casos está associada a doenças ginecológicas (endometriose, etc.).
152 Menorragia: Também chamada de hipermenorréia, é a menstruação anormalmente longa e intensa em intervalos regulares. As causas podem ser: coagulação sangüínea anormal, desregulação hormonal do ciclo menstrual ou desordens do revestimento endometrial do útero. Dependendo da causa, a menorragia pode estar associada à menstruação dolorosa (dismenorréia).
153 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
154 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
155 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
156 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
157 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
158 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
159 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
160 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
161 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
162 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
163 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
164 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
165 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
166 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
167 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
168 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
169 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
170 Bursite: Doença ortopédica caracterizada pela inflamação da bursa, uma bolsa cheia de líquido, existente no interior das articulações, cuja finalidade é amortecer o atrito entre ossos, tendões e músculos. A bursite pode acontecer em qualquer articulação (joelhos, cotovelos, quadris, etc.), mas é mais comum no ombro.
171 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
172 Colecistite: Inflamação aguda da vesícula biliar. Os sintomas mais freqüentes são febre, dor na região abdominal superior direita (hipocôndrio direito), náuseas, vômitos, etc. Seu tratamento é cirúrgico.
173 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
174 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
175 Disfonia: Alteração da produção normal de voz.
176 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
177 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
178 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
179 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
180 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
181 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
182 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
183 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
184 Tenesmo: Sensação constante de necessidade de esvaziar os intestinos, acompanhada de dor e esforço involuntário.
185 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
186 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
187 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
188 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
189 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
190 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
191 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
192 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
193 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
194 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
195 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
196 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
197 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
198 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
199 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
200 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
201 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
202 Contusão: Lesão associada a um traumatismo que pode produzir desvitalização de tecidos profundos.
203 Orofaríngea: Relativo à orofaringe.
204 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
205 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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